Telefônica Brasil registra R$ 1,2 bi de lucro líquido

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Por Ethevaldo Siqueira

• Receita Operacional Líquida de Serviços cresce 2,4% no trimestre, em comparação com o mesmo período de 2016
• Receita de dados e serviços digitais tem alta de 28,2% no período e já representa 72,9% da receita de serviço móvel
• Custos operacionais recorrentes caem 1,0%, chegando ao sétimo trimestre consecutivo de queda

• EBITDA totaliza R$ 3,7 bilhões no trimestre, um aumento anual de 7,8%, com margem EBITDA de 33,8%
• Empresa mantém performance positiva em clientes pós-pagos, capturando 45,6% do ganho líquido do mercado no ano e impulsionando o ARPU, que cresce 2,1% y-o-y
• Companhia encerra o trimestre com tecnologia 4G implantada em 1.919 cidades, atendendo a 75,7% da população urbana do país, enquanto o 4G+ chega a 96 municípios
• Base de clientes de ultra banda larga continua em ascensão, crescendo 8,7% y-o-y, com o lançamento de fibra (FTTH) em 12 novas cidades em 2017

26/10/2017 - A Telefônica Brasil divulgou hoje o balanço financeiro e operacional do terceiro trimestre de 2017. No período, a empresa registrou crescimento de receitas em razão de sólida performance em dados móveis e ultra banda larga fixa, além de contínua eficiência em custos, que resultou em forte crescimento no EBITDA e no fluxo de caixa operacional. A companhia realizou um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no período, resultado 28,3% superior ao terceiro trimestre de 2016.

A receita operacional líquida de serviços cresceu 2,4% em relação a igual período do ano passado, enquanto os custos operacionais apresentaram queda anual de 1,0%. “Com uma sólida performance na conquista e monetização de clientes de alto valor, aliada a esforços de eficiência e digitalização que levaram a redução de custos pelo sétimo trimestre consecutivo, obtivemos, mais uma vez neste trimestre, forte expansão no EBITDA e no resultado líquido da companhia”, explica o Chief Financial Officer da Telefônica Brasil, David Melcon.

Com isso, o EBITDA totalizou R$ 3,7 bilhões no trimestre, apresentando crescimento anual de 7,8%, enquanto a margem EBITDA atingiu 33,8%, 1,9 ponto percentual superior a igual período do ano passado. Segundo Melcon, o fluxo de caixa operacional (calculado pela diferença entre o EBITDA e o Capex) atingiu R$ 5,4 bilhões nos nove primeiros meses de 2017, 12,6% acima no comparativo anual.

A Telefônica Brasil investiu R$ 2,2 bilhões entre julho e setembro, priorizando a cobertura 4G, que atingiu 1.919 cidades ao final do trimestre, e a expansão da fibra com a tecnologia FTTH (Fiber-to-the-Home), que foi lançada em 12 novas cidades neste ano. “A companhia vem liderando a expansão da implantação de 4G nos municípios brasileiros em 2017, ao adicionar 1.403 novas cidades no ano, e oferecer cobertura a 75,7% da população nacional. Nosso objetivo é proporcionar a melhor conexão para que nossos clientes possam usufruir de todos os benefícios do mundo digital”, destaca o presidente da companhia, Eduardo Navarro.

Estratégia centrada em dados

A empresa mantém uma estratégia comercial centrada em dados e serviços digitais, que vem acelerando seu negócio. Como resultado, a receita líquida de serviço móvel cresceu 3,7% no terceiro trimestre no comparativo anual, impulsionada pela crescente receita de dados e serviços digitais, que apresentou expansão de 28,2% sobre igual período de 2016. O desempenho decorreu da forte atividade comercial na venda dos planos Vivo Família, que permite o gerenciamento do consumo de dados dos dependentes, do forte incremento das receitas digitais, além da crescente penetração de smartphones na base de clientes. No trimestre, a representatividade da receita de dados e serviços digitais sobre a receita líquida de serviço móvel aumentou para 72,9%.

Paralelamente, a receita líquida do negócio fixo apresentou aumento de 0,5% no terceiro trimestre, influenciada principalmente pela evolução positiva das receitas de banda larga e dados corporativos. O resultado poderia ser maior, porém houve o impacto do corte da tarifa de ligação fixo-móvel e redução da tarifa de interconexão, no serviço de voz.

Por seu lado, a receita de banda larga cresceu 19,2% no comparativo anual, impulsionada pela evolução das receitas de UBL (Ultra banda larga), que já representa 61,8% da receita total de banda larga no período. O fato evidencia os esforços da empresa visando a migração de clientes para velocidades mais altas. Além disso, a companhia ampliou sua penetração no mercado ao expandir a rede de FTTH para novas cidades.

Já a TV por assinatura registrou queda de 0,5% na receita no comparativo anual. Apesar disso, o IPTV apresentou crescimento de receita de 76,8%, devido à estratégia mais seletiva da empresa para este serviço.

Liderança consolidada

A companhia registrou um total de 97,6 milhões de acessos no terceiro trimestre, dos quais 74,6 milhões eram móveis, volume 1,5% superior ao do ano passado, mantendo-se na liderança de mercado, com 30,8% de participação em agosto de 2017 (fonte: ANATEL). A empresa também deteve a liderança na tecnologia 4G, com market share de 33,9% em agosto, refletindo a estratégia centrada em dados e a qualidade da base de clientes.

No pós-pago, a Telefônica conquistou 45,6% das adições líquidas do mercado no acumulado do ano, com market share de 42,3% em agosto. De outro lado, o parque pré-pago teve sua base reduzida em 5,1% em relação a igual período do ano anterior, devido à forte migração para planos controle e à política de desconexão de clientes inativos, dentro das regras da ANATEL.

No mercado de M2M (Máquina a Máquina), a base de acessos seguiu expandindo e chegou a 5,9 milhões em setembro, um incremento de 22,5% comparado ao ano anterior, com participação de mercado de 40,4%.

No negócio fixo, os acessos totalizaram 23,1 milhões, um recuo de 2,7% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior, devido a uma redução de clientes de voz. Já a banda larga fixa continua em evolução, com 7,5 milhões de clientes, um crescimento de 1,9% no comparativo anual. A base de clientes em fibra ótica cresceu 8,7% relativamente a igual período do ano passado e já atinge 4,5 milhões de acessos.

Os clientes de ultra banda larga já representam 60,0% do total de acessos de banda larga, impulsionando o ARPU (receita média por cliente) para um crescimento de 16,5% em relação a igual período de 2016. Com a expansão do FTTH (Fiber-to-the-Home) para novas cidades, a companhia já conta com 1,2 milhão de acessos nessa tecnologia, o que representa crescimento de 44,9% em relação ao ano anterior.

Apesar de uma queda nos acessos de TV por assinatura da ordem de 8,2%, a empresa registrou crescimento na base de IPTV de 54,5% sobre o terceiro trimestre de 2016, refletindo a estratégia com foco em clientes de maior valor.

“Estamos no mundo dos dados e a companhia trilha o melhor caminho ao direcionar investimentos às redes de conexão para acesso de qualidade à internet”, finaliza Navarro (foto).

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