Mercado de robôs colaborativos cresce 60%

robo_colaborativo.jpg22/03/2019 - De acordo com um relatório da Interact Analysis, a indústria do setor de cobots, ou seja, robôs colaborativos, já havia registrado em 2017 uma movimentação relevante de aproximadamente 400 milhões de dólares. Entretanto, 2018 apresentou números ainda mais importantes, com um crescimento de 60%, fazendo a movimentação ultrapassar 600 milhões de dólares. Boa parte dessa aceleração se deu devido à disponibilidade de robôs colaborativos de grandes fabricantes, como a Universal Robots (UR), uma das líderes do mercado.

A ascensão da demanda dos cobots é a mesma gerada por fatores que têm impulsionado a automação: a falta de trabalhadores qualificados disponíveis e custos trabalhistas crescentes. A expectativa é de que outros fatores específicos suportarão a elevação da demanda, como a necessidade de maior flexibilidade da automatização, a exigência de liberar mais espaço no chão das fábricas e de eliminar cercas de segurança utilizadas em robôs convencionais.

O mercado de cobots tem previsão de manter o crescimento anual na ordem de 60% pelos próximos dois anos. E as perspectivas futuras seguem positivas, com expectativa de taxa de crescimento anual composta (CAGR) estimada em 35% até 2027.

De acordo com o gerente da Universal Robots no Brasil, Denis Pineda, a demanda por cobots foi diversa e fragmentada em vários segmentos da indústria. “A aplicação no setor industrial possivelmente continuará pluralizada. No entanto, podemos afirmar que a maior parte da demanda vem de cinco aplicações principais: empacotamento/paletização, parafusamento, abastecimento/descarga de centros de usinagem, transferência de peças entre máquinas e inspeção”, destaca Pineda.

Apesar de os robôs convencionais ainda dominarem a indústria, foi possível perceber que esse mercado se retraiu no ano passado, e novos fornecedores continuam a emergir entre aqueles especializados em cobots, expandindo para novas frentes em que a automação não era possível. Isso explica, em partes, o crescimento elevado do setor de robôs colaborativos e as perspectivas positivas para os próximos anos.

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O descarte correto de equipamentos eletrônicos

tv_reciclada2.jpg*Por Cinthya Ermoso
19/03/2019 - O que você faz com celulares, baterias, computadores e eletrodomésticos quando se tornam obsoletos? Para evitar impacto ambiental, o ideal é descartar o lixo eletrônico em locais especializados para que sejam devidamente reciclados. Esses equipamentos são compostos por plástico, metais e vidros que demoram até dez anos para se decompor na natureza. Possuem também quantidade considerável de substâncias químicas como o chumbo e mercúrio, os quais contaminam o solo e a água.

Mais de 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas por ano em todo mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Cerca de 16% desse total é reciclado formalmente. Apesar de parecer um porcentual moderado, trata-se de um resultado maior do que exigido por leis e está relacionado ao comprometimento das corporações com iniciativas de reciclagem e conscientização social.

A indústria da tecnologia tem demonstrado esforços para atuar de forma correta no gerenciamento de lixo eletrônico. É notória a preocupação do setor na preservação do meio ambiente por meio de ações que possam diminuir o impacto diante a produção e descarte de computadores, celulares e acessórios.

A Positivo Tecnologia, por exemplo, possui o projeto TI Verde. A iniciativa consiste em fomentar processos sustentáveis de produção que abrangem desde a escolha dos fornecedores até a conscientização dos consumidores quanto ao descarte dos produtos que perderam usabilidade.

No Brasil, o tempo de descarte de computadores por empresas é de quatro anos. O prazo aumenta para cinco anos quando considerado o comportamento de consumidores domésticos. Com relação a celulares, estima-se que as pessoas no Brasil trocam de aparelho, em média, a cada 1 ano e 1 mês. É um ciclo relativamente curto ao levar em conta que se trata de bens duráveis e de certa forma onerosos.

Por essa razão, a orientação das empresas aos consumidores quanto à destinação correta de equipamentos eletrônicos deve ser incentivada, praticada e reconhecida. Além das campanhas e ações corporativas sustentáveis, é fundamental que as empresas incluíam orientações de reciclagem nas embalagens e manuais de produtos. No caso da Positivo Tecnologia, mantemos também o portal TI Verde em https://www.meupositivo.com.br/institucional/responsabilidade-ambiental/.

A intenção é gerar conhecimento quanto à importância de descartar adequadamente equipamentos eletrônicos e aproximar o consumidor do processo de reciclagem. A intenção é aumentar a conscientização e reduzir o impacto ambiental.

A falta de conhecimento do descarte gera, no Brasil, mais de 1,5 milhão de toneladas por ano de resíduos de equipamentos. Menos de 3% são reciclados. O índice torna o país o maior produtor de lixo eletrônico na América Latina, segundo estudo da Global e-Waste Monitor. É uma realidade que carece de atitudes.

Por isso, consideramos fundamental o aprimoramento das iniciativas empresariais e o envolvimento do consumidor quanto à destinação final de equipamentos eletrônicos. As responsabilidades são compartilhadas assim como os benefícios de práticas sustentáveis. Descartar adequadamente é fácil e necessário. Pense nisso quando não precisar mais do seu atual computador e celular.

*Cinthya Ermoso é gerente de produtos da Positivo Tecnologia, empresa que representa a marca Vaio no Brasil.

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Vamos descobrir o que o futuro reserva para IoT?

iot2.jpg*Por Antonio Carlos Brito
19/03/2019 - O ano começa com boas perspectivas na Indústria de TI, que vive um movimento de proliferação de tecnologias disruptivas, que se tornaram, nos últimos anos, um motor propulsor de novos negócios. Estimativas do Gartner apontam que os gastos globais com Tecnologia da Informação chegarão a cifra de US$ 3,76 trilhões em 2019, um aumento de 3,2% em relação a 2018. Entre as inovações que lideram o "ranking de mais desejadas", podemos citar Inteligência Artificial, Machine Learning e Internet das Coisas. Todas essas têm impactos significativos na criação de ecossistemas digitais, mas devemos olhar com atenção para a explosão de objetos conectados e tentar descobrir o que o futuro reserva para IoT.

Em 2022, teremos 20 bilhões de dispositivos conectados à internet. Essa expansão, de acordo análises de Gartner e IDC, será fruto de uma adoção cada vez maior por parte dos consumidores (smartwatches, sensores e atuadores domésticos para conforto ambiental, segurança e eletrodomésticos) e, também, por negócios das mais diferentes matizes (centros de fabricação que emitem alertas de manutenção, equipamentos sincronizados em uma cadeia de suprimentos, georreferenciação e geofencing) e no setor público (smart cities, semáforos, iluminação inteligente, transporte público, controle de inundações, distribuição de eletricidade, gás, águas, e coleta de lixo e de esgoto). O IDC prevê um crescimento anual de 13,6% até 2022, quando o mercado de IoT atingirá US$ 1,2 trilhão.

Apesar das inúmeras perspectivas e do otimismo latente, a legislação atual não cobre todas as falhas do modelo e há preocupação que possamos estar vivendo uma "bolha do IoT": um crescimento muito otimista, pouco regulado, sem as bases para uma estabilização perene.

Preocupações com a segurança

Um dispositivo de IoT gera, a cada segundo, centenas de dados, formando uma verdadeira inundação de eventos nas redes atuais. A latência das redes, ou seja, o atraso de envio de dados de um ponto designado para outro, obriga que os dados sejam tratados, agregados e analisados próximos aos sensores. Hoje há relativamente poucos protocolos padronizados de autorização e autenticação para os dispositivos, assim como regras claras de manutenção e substituição de equipamentos. Da maneira que está, a rede apresenta riscos: e se começam a espionar ou a "drenar" desse mar de dados desprotegidos? Ninguém quer que os dados, no seu estado mais puro, sejam desviados para outras finalidades, da mesma forma que não queremos que invasores tomem conta dos nossos equipamentos.

No Brasil, em 2017, o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) recebeu 830 mil notificações de ataques cibernéticos, sendo que 220 mil foram reportados a partir de dispositivos de Internet das Coisas infectados com os chamados botnets. Outro aspecto importante é a ameaça à privacidade. Com sensores monitorando a vida de todos os equipamentos, devices móveis, termostatos e máquinas de dispensar alimentos, como evitar que seus gostos, preferências e hábitos não sejam igualmente monitorados? Poderíamos criar um ciclo vicioso: quanto mais experiências vivenciarmos ou produtos consumirmos, mais desses itens nos serão oferecidos?

E o futuro?

O crescimento continuará espantoso, a dois dígitos, por algumas décadas. As redes atuais provarão ser pequenas para sustentar a conexão de tantos dispositivos. Há o potencial de criação de mercados nos próximos anos sustentados por esta tecnologia. Haverá a busca por maior padronização dos protocolos de autenticação, autorização, manutenção e substituição de componentes. É possível que teremos que encontrar usos específicos da inteligência artificial aplicadas às redes de IoT sugerindo trocas e limpezas de sensores, por exemplo. A legislação deverá passar por mudanças, para organizar o mercado e torná-lo atraente e perene.

Não precisamos de outra bolha: podemos desenvolver este mercado sobre bases sólidas, com segurança e com benefícios para todos os seus integrantes.

*Antonio Carlos Brito é Sênior Principal, Digital e Value Engineering da Infor no Brasil

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Empresas precisam passar pelo Sputnik Moment

sputnik_moment_2.jpg*Por Ivan Panicio
19/03/2019 - Você já ouviu falar na expressão Sputnik Moment? Esta frase que mescla duas palavras com raízes antagônicas - uma russa e outra inglesa - representa o exato momento em que há a necessidade de avançar com relação ao seu concorrente.

"Data do ano de 1957 na então União Soviética que saiu na frente enviando seu primeiro satélite artificial em órbita, pelo nome de Sputnik 1. Este foi um evento histórico que agradou a muitos, mas desagradou aos EUA que foi pego de surpresa. A partir de então deu-se início a Corrida Espacial durante a Guerra Fria e fez com que os EUA acelerassem seus trabalhos para não ficar atrás em questão de tecnologia espacial e então, em 1969 os EUA conseguiu com sucesso realizar um pouso humano na lua".

Agora que estamos todos devidamente contextualizados, é hora de trazer esta expressão para o mundo dos negócios. Após este episódio, ficou característico aplicar a expressão Sputnik Moment quando um país, sociedade ou empresa, diante de um aparente atraso perante seus concorrentes em relação a tecnologia e desenvolvimento científico, investe em educação, inovação, pesquisa e desenvolvimento proporcionando um salto, colocando-se à frente dos concorrentes.

Este evento histórico ensina muito para quem atua com negócios - principalmente na área tecnológica: Nem sempre o avanço da concorrência representa necessariamente uma perda:
"Por vezes, ela pode e deve ser usada como alavanca para que passemos a investir em desenvolvimento, aperfeiçoamento e saiamos da zona de conforto e então, alcancemos resultados superiores".

Encontrar soluções tecnológicas para superar o seu concorrente é a resposta para o Sputnik Moment de todas as empresas. Como a tecnologia está avançando todos os dias, é possível que o seu concorrente esteja, neste exato momento, desenvolvendo algum aplicativo que pode tirar o protagonismo da sua marca. O melhor é ficar atento sempre e procurar soluções que te façam avançar" conclui Ivan.

*Ivan Panicio é Diretor Comercial Nacional de Alocação da Ewave do Brasil

Sobre a Ewave

A Ewave do Brasil, parte do grupo israelense Ewave, atua no mercado brasileiro desde 2006 sendo um dos principais fornecedores de serviços de soluções de tecnologia do país em desenvolvimento e integração de sistemas, serviços de hunting e alocação de profissionais de TI. A Ewave trabalha em parceria com os principais fornecedores mundiais de plataformas tecnológicas como IBM, Microsoft, Oracle, EMC e VMware além de ser premium partner da IBM, atestando a excelência na entrega de serviços e tecnologias IBM."

 

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Oito tendências para os próximos dois anos

previsao.jpgPor Ethevaldo Siqueira
18/03/2019 - Na última sexta-feira falamos das tendências tecnológicas já consolidadas. Agora, vamos abordar as dos primos dois anos.

1. O salto da comunicação 5G – A partir de 2020, o mundo começará a implantar as primeiras redes comerciais de comunicação celular de quinta geração (5G), que deverá se transformar na “rede das redes”, integrando a comunicação entre pessoas, empresas e objetos ou coisas.

2. Um tsunami de conexões – Em poucos meses, a cada hora, entrarão em ação 1 milhão de novos dispositivos de comunicação móvel ou IoT, para criar bilhões de conexões e de relacionamentos.

3. Como consequência dos bilhões de conexões, o tráfego de dados explodirá –Entre 2015 e 2020, o tráfego de dados móveis deverá crescer 2.000%, um aumento de 20 vezes em 5 anos.

4. Nesse novo cenário, teremos confiar na tecnologia. Em 2020, com 32 bilhões objetos ou dispositivos conectados no mundo, não haverá outra opção senão confiar na tecnologia.

5. Ataques cibernéticos crescerão sempre – Nos próximos cinco anos, bilhão de ataques por dia apenas nos dispositivos móveis de uso pessoal.

6. Mas, dizem os cientistas, os riscos poderão ser  superados benefícios – em especial os serviços que a Internet das Coisas deverá trazer à humanidade.

7. Outra tendência que se confirma é o uso de Drones para tudo – Em 2020, o mundo estará utilizando pelo menos 10 milhões de drones em serviços urbanos de socorro, vigilância e proteção, além de entregas urgentes, jornalismo e documentários.

8. A partir de 2020, o mundo terá novos projetos espaciais –como o Super foguete SLS para viagens a Marte e à Lua, que se tornarão realidade em menos de 10 anos.

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Como a tecnologia pode ajudar a solucionar crimes?

dangerous_website.jpg15/03/2019 - Inteligência artificial e ciência de dados criam novos caminhos para a polícia chegar aos criminosos

Crimes nem sempre são resolvidos. Se não houve flagrante ou evidências claras, a investigação pode se estender por anos e não chegar a uma conclusão. As novas tecnologias, porém, podem ajudar, como ocorreu na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, na qual o histórico de buscas de um dos suspeitos na internet chamou a atenção.

"A Ciência de Dados é utilizada na solução de vários crimes, como roubo de cargas, lavagem de dinheiro e no combate a quadrilhas organizadas. Não somente no país, mas também em crimes internacionais", conta Sérgio da Costa Côrtes, coordenador da graduação em Ciência de Dados e Inteligência Artificial do Centro Universitário IESB. "Você reúne informações digitais e faz um cruzamento de dados bancários, históricos de navegação, dados da receita federal, entre outros", continua.

Com uma grande quantidade de informações disponíveis, o cientista de dados é capaz de fazer uma análise e tirar conclusões capazes de diminuir o leque de possíveis suspeitos ou mesmo apontar o culpado.

"No caso da Marielle, por exemplo, ninguém pegou o crime em flagrante, mas existe um perfil para pessoas que cometem crimes dessa natureza", disse Sérgio. "O assassino era um atirador de elite, pelas evidências que coletaram na cena. Isso faz uma diferença. Você tem centenas de casos anteriores que já foram resolvidos e que apontam perfil de possíveis suspeitos", continua.

Para chegar aos suspeitos de participarem no assassinato de Marielle, por exemplo, a polícia checou os seus históricos de buscas na internet. A investigação apontou que o crime pode ter sido planejado por três meses e os suspeitos pesquisaram os locais frequentados pela vereadora e até o tipo de arma usada no assassinato.

Além da Ciência de Dados, outras áreas da tecnologia podem ser usadas na resolução de crimes, como o processamento de imagens a partir da inteligência artificial.

"A polícia está começando a usar o reconhecimento facial e de objetos como ferramentas de captura dos suspeitos ou identificação de artefatos com o potencial terrorista", disse Max Eduardo Vizcarra, professor do curso de Engenharia de Computação do IESB. "Os algoritmos presentes na literatura hoje não são perfeitos e contam com margens de erro, o que cria a necessidade de acompanhamento por parte dos policiais para interpretar corretamente os dados", completa.

Para o professor, a inteligência artificial e o reconhecimento de dados biométricos – como as impressões digitais e o reconhecimento de íris – serão as principais ferramentas no médio prazo. A China é pioneira nesse campo e monitora mais de 200 milhões de pessoas em tempo real. Por ser uma nova prática, porém, ainda existem fortes discussões sobre os dilemas éticos de se monitorar a população constantemente através de câmeras e algoritmos.

"A inteligência artificial pode ajudar também na análise dos rastros digitais das pessoas, que são agora as principais formas de prevenção e detecção de criminosos em governos do primeiro mundo", conta Max. "Nosso histórico na internet pode ser farejado por meio de algoritmos que geram alertas quando um indivíduo se encaixa em um perfil criminoso, por exemplo, quando ele busca como se produz um explosivo, cria um conteúdo preconceituoso ou faz apologia a ideologias terroristas", finaliza o professor.

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