IoT nas casas: uma realidade cada vez mais próxima

automacao_iot_2.jpg*Por Flávio Maeda
26/09/2018 - Números crescentes do setor têm estimulado empresas e governo a criar padrões e projetos de lei para disseminar ainda mais essa tecnologia que visa popularizar o conceito de Casas Inteligentes. Avanço também pede cuidados extras com a segurança e privacidade.

A necessidade de estar em casa para resolver certos tipos de situações não faz mais parte da realidade de moradores de grandes cidades. Com uma casa conectada, a executiva que trabalha fora o dia todo consegue saber, à distância, quais os itens de sua geladeira que precisam repor. Além disso, ela pode controlar a temperatura do seu ar condicionado para que a casa esteja na temperatura ideal quando ela chegar e ainda programar um dispositivo que controla a água de sua banheira para o banho está pronto na hora em que ela agendar. Tudo isso utilizando apenas o seu smartphone.

A situação de Laura parece acontecer em um futuro distante, mas a verdade é que o avanço da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) tem contribuído para que a automação residencial seja uma realidade cada vez mais próxima para os brasileiros. Segundo dados divulgados pela Aureside (Associação Brasileira de Automação Residencial) esse mercado prevê crescimento de 11,35% entre 2014 e 2020 em todo mundo e, no Brasil, atualmente há 300 mil lares que contam com essa tecnologia. O que mostra que ainda há um leque de mercado muito grande para ser desenvolvido por aqui.

A popularização desses produtos é o que se espera com o projeto que zera taxas sobre produtos da IoT aprovada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados em Brasília. O texto do Projeto de Lei 7656/17, do deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), prevê zerar a cobrança de uma série de taxas que hoje recaem sobre produtos que fazem parte do padrão IoT, o que pode fazer os preços caírem consideravelmente. O objetivo da proposta, segundo Lippi, é criar no Brasil um quadro regulatório favorável ao desenvolvimento do mercado de produtos dessa natureza, fazendo com que as empresas possam oferecer preços mais atraentes para o consumidor modernizar a sua casa.

O uso da tecnologia pode facilitar muito a vida das pessoas, principalmente em uma era onde o tempo é escasso. Um dispositivo acionado pelo celular para ligar a máquina de lavar, por exemplo, rompe as barreiras físicas ao permitir controlar remotamente processos que, sem a tecnologia, necessitam da presença física para funcionar.

Acredito que a IoT já está transformando os negócios e o jeito de viver das pessoas e esta onda irá causar um impacto semelhante ou maior à primeira onda da internet, que transformou vários segmentos de negócios e comportamento dos consumidores de forma radical. As empresas terão que se transformar de meros fabricantes de produtos físicos ou prestadores de serviços tradicionais em empresas focadas em atender as demandas dos clientes através da orquestração de diferentes produtos conectados e serviços digitais, muitas vezes combinando produtos e serviços de terceiros, para ao final entregar uma experiência unificada e diferenciada que atenda a necessidade de seus clientes de uma forma que antes não era possível.

Além da possibilidade de controle remoto, outro conforto que a implantação da IoT na automação residencial pode trazer é o controle das funcionalidades da casa por meio do comando de voz. Grandes players da área de tecnologia, como o Google, Amazon, Apple, Samsung, dentre outros, já disponibilizam no mercado plataformas que fazem o meio de campo entre os aparatos conectados, e a tendência é que esse mercado cresça cada vez mais com o avanço e popularização da Internet das Coisas.

O avanço da tecnologia pede cuidados extras com a segurança

Enquanto a tecnologia traz mais facilidade e benefícios, por outro lado, ela apresenta novas preocupações. Uma delas é a segurança dos dados coletados. A partir do momento que os móveis e eletrodomésticos de uma residência estão conectados à internet, os dados coletados e necessários para o funcionamento do dispositivo ficam vulneráveis a ações de cibercriminosos.

Nestes casos o consumidor deve estar atento a pontos essenciais para manter a segurança: atenção aos padrões do produto, já que algumas das falhas ocorrem devido à problemas advindos da fraca segurança oferecida pelos próprios fabricantes, como transmissão de dados sem criptografia ou armazenamento de informações em uma nuvem desprotegida; atenção à configuração dos dispositivos para mudar senhas e códigos de segurança que venham padronizados pelo fornecedor; atenção com a interface do dispositivo e observar constantemente as atualizações de sistemas, firewall e antivírus presentes neles; cuidar pela segurança física dos equipamentos, evitando deixá-los em local de fácil acesso a estranhos que entrem na residência, como corredores e hall de entrada; atenção a qual rede wifi os equipamentos estão conectados e garantir que ele tenha uma senha forte e uma rede privada.

Outro ponto importante para preservar a segurança e os dados do consumidor, destacado por Maeda, é verificar como está a adaptação do fornecedor à recém sancionada Lei de Proteção de Dados para garantir que as informações coletadas não sejam tratadas de forma irregular. A nova Lei dá ao consumidor o direito de se opor ao tratamento de seus dados. Por isso ele deve ficar atento à forma com que a empresa irá usar as informações coletadas e se opor caso discorde de alguma ação, pois a privacidade de quem usa essas tecnologias deve estar em primeiro lugar.

Em sinergia com outras associações e entidades impactadas pela Lei, a ABINC busca obter o máximo de informações possíveis sobre as questões tecnológicas e legais que as empresas terão que lidar para orientá-las no período de transição e garantir que todos passem a trabalhar com a mentalidade privacy-first, o que será bom tanto para os usuários, que ficarão tranquilos sabendo que os seus dados estarão mais protegidos, quanto para as empresas, que terão a chance de transmitir mais confiabilidade à sua clientela e evitando eventuais prejuízos com ataques cibernéticos.

Números da Internet das Coisas

A expectativa para o setor é de que até 2020 cerca de 25 bilhões de equipamentos estejam integrados a sistemas inteligentes em todo o mundo, atendendo 4 bilhões de pessoas conectadas em cerca de 25 milhões de aplicativos disponibilizando cerca de 50 trilhões GBs de dados.

Por isso a IoT já é considerada a mais promissora plataforma de tecnologia do mundo e deve movimentar US$ 19 trilhões até a próxima década, segundo previsões da Cisco, líder mundial em TI e redes. Deste montante, a América Latina será responsável por US$ 860 bilhões, sendo o Brasil o detentor de US$ 352 bilhões - US$ 70 bilhões por parte do setor público e US$ 282 bi do privado. Na sequência vêm México, com US$ 197 bilhões, Argentina, com US$ 79 bilhões, e Colômbia, com US$ 64 bilhões.

*Flávio Maeda, é Presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC)

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Vivo e Ericsson fazem simulação inédita usando 5G

vivo_ericsson_5g_a.jpgPor Thais Sogayar
13/09/2018 - A Vivo e a Ericsson realizaram no dia 13 de setembro em São Paulo, uma prova conceito de cirurgia à distância usando 5G

Utilizando-se de uma infraestrutura completa de testes 5G na faixa de ondas milimétricas (mmWave) de 28 GHz – foi possível presenciar a aplicabilidade da nova tecnologia na simulação em realidade virtual de uma cirurgia de alta precisão à distância. Além disso, a experiência visual e tátil obtida no teste permitiu conhecer as funcionalidades do 5G que irão transformar vários setores da indústria, com destaque para o de Saúde, já que essas funcionalidades vão muito além de trazer mais velocidade para as trocas de dados, vídeos e redes sociais permitidos, quando o 3G e o 4G foram disponibilizados.

O teste demonstrou a aplicabilidade da latência ultrabaixa que permitirá avanços da medicina, bem como nas indústrias, principalmente a automotiva - levando em consideração o conceito do carro autônomo sem motorista, (pois sem a tecnologia 5G não será possível realizar a automação completa), em operações remotas de maquinário pesado e na área de mineração.

Outra área com grande potencial que será beneficiada com o 5G é a chamada indústria 4.0, onde será possível a existência de uma fábrica totalmente robotizada com sensores, substituindo o cabeamento pela tecnologia 5G, comunicação ultraconfiável ​​e baixa latência de ponta a ponta, essenciais ao processo industrial.

Durante a demonstração, foi possível visualizar como as imagens em HD e acesso a registros médicos por meio da tecnologia 5G, permitirão aos especialistas a atuação com altíssima precisão e sensibilidade (experiência tátil) nos procedimentos remotos.

De acordo com um estudo realizado pela Ericsson, a partir de 2026 o potencial de negócios para as indústrias – impulsionadas pelo 5G e pela digitalização dos serviços verticais  – será de cerca de 1.3 trilhões de dólares e para as operadoras, 620 bilhões de dólares aproximadamente.

"Essa tecnologia está sendo desenvolvida para o 5G, mas estamos antecipando para o 4G - nesse caso para o 5G temos 128 emissores e receptores, uma quantidade imensa, se compararmos à quantidade utilizada no modelo tradicional, que utiliza no máximo 2 ou 4", explicou Marcos Scheffer, vice-presidente de Redes da Ericsson.

Nos padrões atuais a potência é emitida de uma forma homogênea, e quando se aplica o conceito de "be in tracking" e "be in forming", a operadora sabe exatamente onde o usuário está usando seu celular, a estação rádio base foca um feixe de energia em cima do cliente para poder aumentar a taxa de transmissão de dados, independente da quantidade de pessoas que estiverem no mesmo local. Isso aumenta a eficiência do sistema e a capacidade e a velocidade da transmissão de dados.

Crédito: Daniela Braun

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Um robô poderá tomar o seu emprego. Será?

robo_emprego_blue.jpg*Por Mateus Azevedo
14/09/2018 - A forte onda de automação proporcionada pelo uso de novas tecnologias dentro de empresas dos mais variados segmentos já tem reflexos importantes no planejamento das empresas para os próximos anos. E já é uma realidade em áreas cujas tarefas são repetitivas, como o relacionamento com o cliente, desde o momento da conquista desses consumidores até sua retenção e fidelização.

Um novo cenário que trouxe fortes questionamentos sobre os limites da automação desses processos. Afinal, até onde as empresas vão conseguir automatizar? Até onde vale a pena apostar nas inovações para reduzir custos e agilizar alguns procedimentos?

A resposta exata para esses questionamentos é impossível de ser dada, mas alguns fatores nos ajudam a criar hipóteses sobre o tema.

A busca constante das pessoas por socialização, por exemplo, é um fator comportamental que nos permite entender que, por mais benefícios que a automação de processos traga para o nosso dia a dia, uma empresa simplesmente nunca poderá ser totalmente automatizada.

As redes sociais são um fenômeno global que exemplifica bem a necessidade humana de conectividade com outras pessoas.

Além disso, ao mesmo tempo em que a automação agiliza processos, reduz custos, permitindo que as empresas apostem no fator humano, que será sempre um diferencial para a atração de clientes para a maioria das marcas.

Cada vez mais, empresas investem em experiências humanas e personalizadas para seus consumidores. Uma tendência que mostra que elas estão atentas e investindo no componente humano constantemente, independentemente das inúmeras possibilidades de automatização de seus processos internos e externos.

Voltando aos limites das inovações tecnológicas, podemos afirmar que as empresas não irão conseguir automatizar os trabalhos mais versáteis, que demandam criatividade, inovação e riscos desconhecidos. Some a isso o fato de o ser humano ter uma capacidade enorme de ser flexível, tanto mental quanto fisicamente. Isso o torna muito útil para as companhias.

As novas tecnologias vão, sim, modificar ainda mais as formas de relacionamento entre as pessoas e, consequentemente, das empresas com seus consumidores, parceiros, fornecedores e com o mercado em geral.

Mas, neste mesmo contexto, precisamos lembrar que o aumento da produtividade gerado com automação torna produtos e serviços mais baratos, enriquecendo as pessoas. E, assim, novas demandas por relacionamentos surgem junto com novas ofertas.

Fazendo um paralelo, desde a revolução industrial até hoje, vimos vários trabalhos manuais em fábricas e fazendas serem substituídos por máquinas. A diferença é que agora as máquinas vêm substituir alguns processos mentais. Todas as fábricas estão sem gente? Não, e a situação vai ser parecida nos escritórios.

É meio óbvio, mas vale a reflexão: uma máquina que fabrica fralda é mais eficiente do que qualquer humano para fabricar fraldas de uma determinada qualidade, mas não serve sorvete ou olha para os clientes e reflete sobre o que mais eles poderiam consumir. A máquina não cria modelos de negócios, não fabrica outras máquinas, não pensa em como melhorar seu próprio processo. A Inteligência Artificial que temos hoje ainda está muito distante de ter a mesma cognição que um humano.

Essas são apenas algumas das razões para acreditarmos que há, sim, um limite para a automação dentro das empresas. Não há motivos para se assustar e achar que tudo será automatizado. A automação não vem para todos os processos, absolutamente. O ser humano demanda – e sempre vai demandar - o contato humano. Estamos falando de uma demanda que, por muito tempo ainda, só poderá ser atendida por pessoas, não por máquinas.

*Mateus Azevedo é sócio da BlueLab

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Produção da indústria eletrônica cresce até julho

industria_eletroeletronica.jpg06/09/2018 - Segundo a Abinee, a produção industrial do setor eletroeletrônico cresceu 5,9% no acumulado de janeiro a julho de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostram os dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O desempenho foi influenciado pela elevação de 13,4% na área eletrônica, uma vez que a produção da área elétrica recuou 0,5%.

Os maiores acréscimos na indústria eletrônica foram nos segmentos de equipamentos de informática (+20,7%) e de aparelhos de áudio e vídeo (+20,1%). Na indústria elétrica, contribuíram para o resultado negativo, as quedas na produção de lâmpadas (-8,7%) e de geradores, transformadores e motores elétricos (-5,1%). Em relação a julho do ano passado, a produção industrial do setor elétrico e eletrônico recuou 1,9%.

“Na primeira parte do ano, o desempenho positivo dos bens de consumo eletrônicos contou com a realização da Copa do Mundo de Futebol. Passado esse período, já se observou um arrefecimento no crescimento, entretanto contamos com a reversão desse quadro no segundo semestre em face da natural sazonalidade existente”, diz o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

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Apple vale 1 trilhão de dólares em valor de mercado

steve_jobs4.jpgPor Ethevaldo Siqueira
03/08/2018 - Fundada há 42 anos por uma dupla de jovens estudantes na Califórnia, a Apple Inc. se tornou a primeira empresa de capital aberto do mundo a alcançar o valor de mercado de 1 trilhão de dólares. Na foto à esquerda, Steve Jobs.

O fato inédito na história do mercado acionário ocorreu na Bolsa de Nova York poucos minutos antes do meio dia desta quinta-feira, 02 de agosto de 2018, quando cerca de 5 bilhões de ações da empresa alcançaram o valor de 207 dólares.

Para David Kass, professor de Finanças da Universidade de Maryland, "a capitalização da Apple de US$ 1 trilhão é equivale a 5% do Produto Interno Bruto total dos Estados Unidos em 2018" – que deverá alcançar US$ 20 trilhões.

Para nós, latino-americanos, fazemos outra comparação: para se ter uma ideia do que significa o valor de mercado da Apple, é bom lembrar que a cifra de US$ 1 trilhão equivale a 62,5% do PIB brasileiro. E supera a soma dos PIBs da Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.

O jornal New York Times relembra que há 21 anos, em 1997, essa empresa pioneira do Vale do Silício estava à beira da falência, quase dizimada pela Microsoft e seus muitos parceiros no mercado de computadores pessoais. A Apple acabava de cortar um terço de sua força de trabalho, e estava a cerca de 90 dias de quebrar, conforme relatou Steve Jobs, mais tarde.

De lá para cá, a incrível ascensão da Apple para chegar à posição de empresa mais valiosa do mundo resultou de uma reviravolta comercial, marcada pela rápida inovação, por uma série de produtos de sucesso e pela criação de uma cadeia de suprimentos sofisticada e global que mantém os custos baixos enquanto produz enormes volumes de dispositivos de ponta.

Essa verdadeira revolução foi também marcada por controvérsias e desafios. O uso agressivo de fabricantes chineses pela Apple, por exemplo, levou a críticas de que a empresa se beneficiava dos baixos salários de operários chineses e de outros países, além de roubar milhares de bons empregos industriais dos americanos. E, segundo alguns críticos, a Apple ainda deverá enfrentar numerosos desafios para continuar crescendo.

O grande ícone: Steve Jobs

A figura mais famosa e que, indiscutivelmente, representa a história da Apple é a de Steve Jobs. Mais ainda: esse líder foi sem dúvida a figura-símbolo não apenas da Apple mas de toda indústria de tecnologia, em especial na época em que faleceu, em 2011, aos 56 anos, após uma batalha contra um câncer de pâncreas. E para nós, jornalistas, Steve Jobs será sempre lembrado por suas fascinantes apresentações de novos produtos.

À esquerda Steve Wozniak, companheiro e cofundador da Apple e à direita Steve Jobs

Quanto à inovação tecnológica, desde os primórdios até o final dos anos 1980, a grande cabeça em matéria de inovação tecnológica foi Steve Wozniak, companheiro e cofundador da Apple. Ele e Jobs sempre negaram que a empresa havia nascido numa garagem como outras famosas indústrias eletrônicas – entre as quais a Microsoft e a Hewlett Packard. "A Apple nasceu num apartamento de classe média, em Cupertino" – esclareciam.

Antes de analisar esse lado inovador em tecnologia, acho oportuno avaliar alguns números sobre o desempenho e os feitos econômicos mais recentes que levaram a Apple à sua posição de campeã mundial de valor de mercado.

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Primeira startup de aplicações para robôs de serviços

xrobos.jpg03/09/2018 - O Brasil acaba de ganhar sua primeira startup especializada em criar aplicações práticas para "robôs de serviços", que fazem atendimento no comércio e até residências. A empresa chama XRobô, está sediada em São Paulo e promete mostrar os primeiros robôs pensando e agindo em português ainda este ano. Fundada pelo empreendedor André Araújo, que soma mais de 20 anos de experiência no mercado de automação e robótica, a empresa estreia no mercado atuando em dois níveis – o fornecimento de robôs humanoides e a criação de aplicações sob medida para diferentes necessidades do mercado corporativo.

"Avanços cada vez mais significativos em inteligência artificial, internet das coisas e robótica estão a um passo de alterar radicalmente a maneira como funciona nossa sociedade", diz André Araújo. "Se ainda nos surpreende a revolução que máquinas automáticas fazem nas fábricas, vai ser estarrecedor ver esses seres artificiais inteligentes tomando a frente de concierges de hotéis, serviços em shoppings e atendimento a consumidores em magazines."

Segundo Araújo, a International Federation of Robotics estima em 1,7 milhão a população de novos robôs de serviços até 2020. "O grande pulo do gato nesse mercado está nos softwares sob medida, já que sem eles o robô não faz nada. Como a interação entre humano e robô se dá por meio de conversas, a aplicação de inteligência artificial tem de ser criada por aqui – a máquina deve literalmente pensar em português e como um brasileiro. Traduzir coisas feitas no exterior é inútil. Esse é o diferencial que miramos ao sair na frente com a XRobô", conta o empreendedor, garantindo que a primeira aplicação corporativa sob medida desenvolvida no Brasil será apresentada pela XRobô no próximo mês de novembro.

Pré-estreia

A XRobô teve sua pré-estreia pública em São Paulo na última semana de agosto de 2018. Ela levou um dos autômatos da família Sanbot, já rodando um software em desenvolvimento no Brasil, para participar de uma palestra no Projeto Design & Technical Summit 2018. O robô, fazendo às vezes de suporte de atendimento ao cliente, esteve no evento da Accor Hotels como um dos exemplos máximos em alternativas inovadoras e disruptivas para suporte a clientes em restaurantes, hotéis e centros comerciais.

 


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