Tecnologia e liderança não são questões de gênero

celeste_frascaroli_aivo.jpg*Por María Celeste Frascaroli
07/03/2019 - Há uma lacuna econômica e cultural entre homens e mulheres: um vasto espaço em que os papéis de gênero governam as oportunidades e os desafios no ambiente profissional. Na área de tecnologia, as distâncias são ainda mais explícitas. Embora haja cada vez mais demanda e sejam geradas mais funções alinhadas com as carreiras em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (disciplinas STEM), a população de mulheres que decide seguir essas carreiras não reflete isso.

De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Girl Scout, 81% das adolescentes manifestam interesse em seguir carreiras STEM, mas somente 13% as consideram como suas primeiras opções. Da mesma forma, na Argentina, meu país de origem, as estatísticas levantadas pela Chicas en Tecnología e pela Medallia revelam que somente 16% dos inscritos em cursos relacionados à programação são mulheres.

Mas não há motivos para nos sentirmos assim e é bom lembrar que a inteligência, as habilidades, o talento e a capacidade não distinguem o gênero. Hoje, a indústria procura abrir as portas e se adaptar para ajudar, assim, as mulheres a entrar nesse competitivo mercado de trabalho e a se tornarem futuras líderes em tecnologia com total igualdade de condições que os homens.

As organizações e o apoio à igualdade

Cada vez mais organizações estão implementando importantes transformações. Mulheres do mundo todo contam hoje com o apoio de instituições como a Women Who Code ou a Laboratoria. A primeira é uma ONG cuja missão é ajudar a criar um mundo onde as mulheres sejam representadas proporcionalmente como líderes técnicas, executivas, fundadoras, investidoras, diretoras de conselhos e engenheiras de computação. A segunda, uma startup latino-americana que recruta jovens mulheres com talento em tecnologia e lhes dá acesso à educação e, posteriormente, ao trabalho no setor digital. A organização ajuda suas alunas a triplicar a renda que possuíam antes de entrar no programa.

Na Argentina também se destaca a Chicas en Tecnología, cuja meta é formar uma nova geração de mulheres inovadoras e desterrar os estereótipos profissionais que durante tanto tempo afastaram as adolescentes das carreiras ligadas a STEM.[1]

Muitas empresas também estão fazendo da igualdade de gênero sua prioridade. Marc Benioff, Co-CEO da Salesforce, investiu entre 2015 e 2017 mais de oito milhões de dólares para eliminar uma lacuna salarial detectada entre seus funcionários de sexos diferentes. Em reconhecimento à sua cultura organizacional inclusiva e diversa, a Fortune e a Great Place to Work elegeram a Salesforce como a empresa com o melhor ambiente laboral para mulheres em 2018.

Cada vez mais empresas percebem também que a liderança não distingue os gêneros. Em um caso histórico, outro de nossos parceiros, a Zendesk, decidiu incorporar três mulheres muito destacadas em seu Conselho Diretor pouco antes de lançar seu IPO em 2014. Assim, a sua equipe de direção de sete pessoas passou a ser formada por quatro homens e três mulheres.

Na Aivo, oferecer as mesmas oportunidades para homens e mulheres é um compromisso desde o primeiro dia. Por sermos uma empresa global de tecnologia e inovação, queremos dar o exemplo. Procuramos equilibrar nossa equipe e promover uma cultura que reconhece o mérito, sem distinção de gêneros. 45% da nossa equipe é formada por mulheres e 41% dos cargos de direção ou líderes de área são ocupados por elas. Além disso, a companhia oferece programas de formação para todos aqueles que querem potencializar suas carreiras, sem distinção, e licença estendida de paternidade.

Como continuar promovendo a mudança?

Com a diversidade, todos ganham: funcionários e empresas. A soma de diferentes habilidades, conhecimentos, personalidades e experiências permite uma melhor compreensão dos diversos segmentos do mercado e dos interesses dos consumidores. O respeito pela pluralidade e a extinção de estereótipos também enriquecem o ambiente de trabalho e as relações entre os funcionários. Além disso, um estudo conduzido pelo Center for Creative Leadership e pela Watermark revela que as organizações com um elevado percentual de mulheres apresenta uma maior satisfação no trabalho, maior dedicação dos funcionários e menor risco de burnout (esgotamento). E tudo isso se traduz em uma melhora significativa da produtividade.

A discriminação e o preconceito não fazem nada além de aumentar as tensões e alimentar um ambiente laboral e social que não fortalece as empresas. Trabalhar pelo respeito, reconhecer as diferenças e promover a diversidade são os primeiros passos.

Para colocar ambos os sexos em igualdade de condições no ambiente laboral, a mudança deve começar por nós. É necessário romper os estereótipos de gênero e tomar consciência dos papéis naturalizados que seguimos inconscientemente.

Quando entrei para a equipe de desenvolvimento da Aivo, em 2015, eu era a única mulher. Ali aprendi a trabalhar constantemente entre homens, adaptando-me, e eles sempre me respeitaram. Hoje, quase 20% da equipe é de mulheres, com planos para aumentar ainda mais nossa participação.

Pessoalmente, sinto-me feliz de trabalhar em tecnologia, onde estamos criando coisas novas o tempo todo. Cada indivíduo contribui de forma única para este setor, independentemente de seu gênero. A verdade é que hoje as mulheres estão ganhando o lugar que merecem na tecnologia, não pelo fato de serem mulheres, mas graças às suas habilidades adequadas para o cargo que ocupam.

Na Aivo, todos compartilhamos a mesma paixão, e a diversidade faz que tenhamos um estilo próprio, com a contribuição que cada um oferece e o modo como os membros da equipe lidam com cada desafio. Isso enriquece e estabelece um marco de trabalho colaborativo, onde todos aprendem continuamente com suas fortalezas e fraquezas.

*Por María Celeste Frascaroli, chefe de produto da Aivo

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Telemedicina: um avanço inevitável para o Brasil

docway.jpg*Por Fabio Tiepolo
19/02/2019 - Após mais de dois anos em debate, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou o uso da Telemedicina no Brasil, por meio da Resolução 2.227/2018. A proposta ainda está aberta a receber sugestões até o dia 7 de abril, especialmente dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), de médicos e de outras entidades interessadas. Oficialmente, a norma só entrará em vigor no mês de maio, mas já está despertando dúvidas e muito interesse por parte das administrações públicas e dos próprios profissionais.

Composta por 23 artigos, a regulamentação traz uma série de princípios e regras que devem ser respeitados. Em tese, ela será permitida após consulta presencial inicial ou se o paciente estiver em locais remotos e de difícil acesso. “À medida que mais pacientes se tornam proativos sobre o uso de tecnologia para gerenciar sua saúde, eles também estarão mais abertos a novas alternativas para se cuidar através da telemedicina. É uma evolução natural dos cuidados de saúde no mundo digital. A cada dia, torna-se mais indiscutível a capacidade que ela tem de melhorar a qualidade, a equidade e a acessibilidade”, diz um texto na Resolução apresentando as razões para introduzir o conceito no país.

É inegável que se trata de um inevitável avanço para a medicina brasileira. Aliás, os principais países do mundo já usam o modelo como uma ferramenta de acesso à saúde e para a redução de custos. Além disso, é uma excelente ferramenta para viabilizar os sistemas de saúde e otimizar o tempo médico, gerando benefícios para todos os envolvidos e colocando o Brasil em linha com as boas práticas adotadas por outras nações.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Towers Watson mostrou que o potencial de economia da Telemedicina nos Estados Unidos seria de US$ 6 bilhões por ano para as empresas. Na Inglaterra, um programa de telemedicina, que envolveu 6 mil pacientes (sendo 3 mil deles com diabetes, problemas cardiológicos ou pulmonares) e 238 médicos, apontou benefícios para todos os envolvidos. Uma redução de, ao menos, 8% nas tarifas e um potencial de queda de 45% nas taxas de mortalidade; de 20% nas admissões por emergências; de 14% nas consultas eletivas; e de 15% no atendimento a acidentes e emergências.

No entanto, não se trata somente de regulamentar e esperar que o sistema funcione de forma adequada. Os médicos precisam se capacitar para dar conta dessa nova demanda: há uma diferença clara entre querer atuar com a telemedicina e saber fazê-la. Nesse sentido, é preciso um treinamento em diversas frentes por parte dos profissionais, como no uso de equipamentos específicos e em aspectos estruturais para o funcionamento adequado, como em informática e no manejo da internet. De alguma forma, o médico precisa criar contingências e meios para que o paciente receba a melhor assistência possível via vídeo.

*Fabio Tiepolo é especialista em tecnologia e ganhou destaque nacional ao lançar o aplicativo médico Docway (www.docway.co).

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NYT dá destaque à catástrofe de Brumadinho

brumadinho_1.jpgPor Ethevaldo Siqueira
11/02/2019 - Com o título de "Onda gigante de lama", o New York Times publicou no dia 10 de fevereiro, uma grande reportagem sobre Brumadinho, inclusive com o vídeo impressionante da maré de lama que se desloca e vai engolfando tudo.

Veja o parágrafo de abertura da reportagem: "Luiz de Castro estava instalando lâmpadas no complexo de minas do Brasil no mês passado, quando ouviu um grande estouro cortar a atmosfera. Ele achou que era apenas o barulho de um pneu de caminhão que estourava, mas seu amigo conhecia aquilo melhor do que ele disse:

"Não, não é isso" – disse o amigo. "Corra!"

Era o rompimento de uma barragem da mineradora Vale (a maior do mundo em minério de ferro), que entrou em colapso e matou mais de 150 pessoas. Agora, o Brasil, ansiosamente, se preocupa com dúzias de outras barragens (perigosas) como aquela.

O dilúvio de lama tóxica se estendeu por cinco quilômetros, esmagando casas, escritórios e pessoas - uma tragédia, mas dificilmente uma surpresa, dizem os especialistas.

Há 88 barragens de mineração no Brasil construídas como a que falhou - enormes reservatórios de lixo de mineração, retidos por pouco mais que muros de areia e limo. E todas, exceto quatro das barragens, foram classificadas pelo governo como igualmente vulneráveis ​​ou piores.

Ainda mais alarmante, pelo menos 28 delas ficam diretamente em cima de cidades ou vilas, com mais de 100 mil pessoas vivendo em áreas extremamente perigosas, segundo estimativa do The New York Times.

No desastre do mês passado, todos os elementos para a catástrofe estavam lá: um reservatório de lixo de mineração construído a baixo custo, perto de uma pequena cidade. Avisos negligenciados de problemas estruturais, que poderiam levar a um colapso. Equipamento de monitoramento que não funcionou.

E talvez acima de tudo, um país onde uma indústria de mineração poderosa, tenha estado livre para agir mais ou menos sem controle.

O dilúvio de lama tóxica se estendeu por cinco quilômetros, esmagando casas, escritórios e pessoas / Antonio Lacerda/EPA, via Shutterstock

A ameaça de barragens de mineração mal construídas no Brasil vai muito além de uma empresa. A última falha mortal - a segunda no Brasil em três anos - deixou claro que nem o setor de mineração, nem os reguladores, têm a situação sob controle.

A solidez da lama

Uma das estruturas mais estranhas conhecidas pela engenharia - e, a menos que seja projetada, construída e monitorada com grande atenção aos detalhes, segue sendo uma das mais assustadoras.

Barragens como a que desabou em Brumadinho são, em essência, lagos de lama espessa semi-endurecida, compostas de água e dos sólidos subprodutos da mineração de minério, que são conhecidos como rejeitos.

Nos dias após a ruptura, a Vale disse que daria às famílias de cada vítima 100.000 reais, ou US $ 27.000, independentemente de quaisquer acordos legais.

Governos estaduais e nacionais rapidamente exigiram regulamentações mais rigorosas, mas, como os especialistas apontam, a indignação após o colapso da barragem de Mariana, de nada adiantou para melhorar o marco regulatório.

A Vale é a principal fonte de renda para as 37 mil pessoas que vivem em Brumadinho / Antonio Lacerda/EPA, via Shutterstock 

“Depois de Mariana, o sistema ficou mais flexível, facilitando o tráfego de influência dentro do sistema de licenciamento”, disse Klemens Laschefski, professor da Universidade Federal de Minas Gerais que participa das reuniões do conselho. "Já participei de 40 reuniões sobre projetos prioritários - nenhum foi rejeitado", disse ele.

Ademir Caricati, um líder comunitário em um bairro onde cerca de 40 casas foram destruídas, disse que funcionários da Vale disseram aos moradores no ano passado que a represa representa pouco perigo.

Os funcionários até ofereciam um tipo estranho de segurança, apontando que os escritórios administrativos da mina ficavam logo abaixo da represa.

"Seríamos os primeiros a morrer", disse um deles.

Saiba mais aqui (se for assinante do NYT)

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Bradesco usa IA no atendimento a clientes

bia.jpg13/02/2019 - Bradesco Inteligência Artificial (BIA) com IBM Watson responde perguntas em menos de 3 segundos e passa de 87 milhões de interações com clientes e funcionários

A BIA (Bradesco Inteligência Artificial) bateu a marca de 87 milhões de interações com funcionários e clientes atuais e potenciais do banco desde a sua implementação, em 2016. A expectativa é alcançar 100 milhões até março. A BIA, com uso do IBM Watson Assistant, Watson Discovery, entre outros componentes da solução, leva até 3 segundos para tirar dúvidas e realizar diversos serviços, como consultas de saldo e extrato, transferências, pagamentos de conta, investimentos, recargas de celular, empréstimos, entre outras transações.

Cerca de 9 milhões de clientes já usaram a inteligência artificial da BIA e em 2018 foram abertas 78 mil novas contas via app do Bradesco. Desde setembro de 2017, mais de 80% das avaliações dos usuários da BIA estão entre 3 e 5 estrelas. A BIA tem resposta para mais de 200 mil perguntas sobre mais de 59 produtos do Bradesco e detecta automaticamente vieses no momento em que os sistemas estão em execução.

Uma das perguntas mais frequente para a BIA foi "Como cadastrar o Token no meu celular?". A BIA consegue auxiliar o cliente a entender como obter seu token sem a necessidade de visitar uma agência, possibilitando mais agilidade e conforto para o cliente. Outro questionamento recorrente é sobre abertura de contas, ocupando, nos últimos três meses, o topo da lista de intenções acionadas.

"Quando demos início à nossa jornada de reinvenção digital, tínhamos um grande desafio, tanto de quebrar paradigmas, quanto de disponibilizar uma solução que falasse português, entendesse a cultura do País, o sotaque e a construção das perguntas. Ajudamos a ensinar o Watson a falar português e a aprimorar as respostas com feedbacks diários. Essas avaliações positivas e o crescente engajamento demonstram que estamos no caminho certo e a IBM foi a parceira ideal. Agora queremos manter e aumentar a relevância da BIA na vida das pessoas", conclui Luca Cavalcanti, Diretor Executivo do Bradesco.

"A inteligência artificial está mudando a forma como trabalhamos e vem transformando cada vez mais os hábitos de consumo. A nossa missão hoje na IBM é sermos protagonistas na reinvenção digital dos nossos clientes e criar formas únicas para atender às novas expectativas do consumidor. Nossa parceria com o Bradesco é um ótimo exemplo de como a inovação e a tecnologia estão conseguindo melhorar a experiência de milhões de pessoas no Brasil", comenta o presidente da IBM Brasil, Tonny Martins.

 

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Aualmente até as vacas já estão conectadas

huawei_vaca_conectada.jpg*Por Fernando Oliveira
11/02/2019 - Já temos "vacas tecnológicas"!? Sim. É possível acompanhar a saúde das vacas por meio de um sensor implantado sob a pele. As informações são transmitidas via wi-fi para um aplicativo no celular do pecuarista, que capta seu estado biológico. Essa realidade não se limita à pecuária, de acordo com a Gartner, até 2020, cerca de 20,4 bilhões de coisas conectadas estarão em uso em todo o mundo.

Outro dado interessante é apresentado no relatório IoT Barometer da Vodafone, que mostra que 95% das empresas entrevistadas no Brasil estão investindo mais em IoT e 81% no restante do mundo. Ainda, que 82% das organizações brasileiras afirmam que o uso da IoT cresceu e que esse investimento está gerando retorno.

A Internet das Coisas (IoT, abreviação em inglês para Internet of Things) permite objetos físicos conectem-se uns aos outros, comuniquem-se entre si e com os usuários por meio de sensores e softwares que transmitem dados. Ela faz com que a realidade das "vacas conectadas" seja apenas uma de suas infinitas possibilidades aos negócios de diferentes segmentos do mercado.

Por meio da IoT, as informações são passadas com mais rapidez aos setores, aumentando a eficiência. No Varejo, por exemplo, por meio de uma câmera inteligente conectada a uma plataforma, seria possível identificar o perfil de cada consumidor que adentrar na loja, a partir de variáveis como sexo, idade, frequência de visitas no estabelecimento e histórico de compra. Tudo isso sem a necessidade de aplicar pesquisas individuais.

Apesar das possibilidades e benefícios que a IoT apresenta, também traz consigo a preocupação com a segurança, pois aparelhos conectados a uma rede possuem um endereço de IP que pode se tornar uma vulnerabilidade. Por quê? Porque torna-se uma via de acesso e se o hacker acessar esse endereço obterá os dados que estão gravados na máquina e até na rede.

Por isso, as soluções de proteção devem conservar o dispositivo, a conectividade (rede) e os dados. Dentre os métodos mais conhecidos e eficazes para impossibilitar a invasão de hackers estão: fortificar a autenticação, implantar criptografias e proteger a rede. Além disso, o negócio deve contar com uma equipe preparada para lidar com ameaças e pronta para agir de acordo com metodologias especificas de proteção.

Portanto, tanto os benefícios ao negócio quanto os investimentos que já vem sendo feitos por empresas brasileiras e internacionais em IoT demonstram que é um caminho sem volta para o mercado atual. Porém, não se deve esquecer de incorporar políticas de segurança aos projetos de IoT para evitar contratempos e aproveitar ao máximo suas possibilidades.

Na foto, dispositivo desenvolvido pela Huawei é fixado por uma coleira ao corpo das vacas, servindo para monitorar sua atividade no pasto. Solução foi apresentada pela empresa no Futurecom, em outubro de 2018.

*Fernando Oliveira é CEO na SEC4YOU, empresa brasileira de segurança da informação focada em serviços e soluções de Identidade e acesso, além de ofertas de transformação digital para os mais diferentes segmentos.

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Conectar pessoas e tecnologias traz mais segurança

selma_migliori.jpg*Por Selma Migliori
06/02/2019 - As câmeras de videomonitoramento estão espalhadas por estabelecimentos comerciais, instituições financeiras, hospitais, casas e já criaram uma rede de dados que cobre praticamente todas as cidades do Brasil – o próximo passo é agora conectá-los.

A câmera do estabelecimento vizinho se tornou essencial para resolver uma ocorrência no outro quarteirão. Cada vez mais chega-se ao consenso que é fundamental conectar tecnologias e, mais do que isso, conectar pessoas interessadas em colaborar ativamente para a segurança do bairro.

Em resumo, o videomonitoramento de uma residência, por exemplo, não é apenas importante àquela família, mas também para toda vizinhança, bairro ou cidade. Os dados compartilhados ganham força e resolvem mais rapidamente quebra-cabeças que antes seriam impossíveis.

As cidades cresceram de tal forma que a colaboração de todos os setores é essencial para manter a ordem e segurança dos cidadãos.

Na capital paulista já existem esforços nesse sentido. O programa São Paulo Inteligente, conecta os gestores de grandes estabelecimentos engajados em investir em tecnologia de videomonitoramento e compartilhar as imagens com o Detecta, programa da Polícia Militar de São Paulo. Em troca, a melhoria na segurança beneficia a cidade como um todo, assim como shoppings, hospitais, mercados e outros estabelecimentos que participam da iniciativa.

O modelo de compartilhamento de dados com as autoridades policiais é relativamente novo e possível após a popularização dos equipamentos IP. Na vanguarda deste novo marco na segurança pública e privada, a ABESE está ajudando através de um grupo de trabalho e do próprio programa a abrir um canal entre empresários e o município para integrar recursos em prol do bem comum.

Mais do que uma evolução tecnológica, a missão é aproximar pessoas e transformar o olhar do setor privado para além da calçada. A tecnologia permitiu que, ao olhar a cidade como responsabilidade também de cada cidadão, indivíduos pudessem colaborar com a segurança pública ou mesmo com a segurança de um estabelecimento do outro lado da cidade – conectados por uma rede de tecnologia e solidariedade.

*Selma Migliori é Presidente da ABESE - Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança
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