Autodesk University antecipa grandes desafios do futuro

autodesk_abre_1a.jpgPor Ethevaldo Siqueira (de Las Vegas)
20/11/2017 - A automação chegou, para ficar. Ela é o futuro. Ou melhor, é nosso futuro. Assim como a robótica, a inteligência artificial, a realidade virtual, a aprendizagem de máquina, a realidade aumentada. O que todos perguntamos é que significa isso tudo, como oportunidade, como criação de empregos ou de desemprego? Que significa tudo isso em termos de quantidade e de qualidade, para os humanos ou para os robôs? Você está preparado? Que significa isso para meu emprego ou para meu negócio? Que significa para minha família? Que significa tudo isso para o planeta?

Essas perguntas anteciparam na imensa tela do auditório o roteiro da palestra de abertura da Autodesk University (AU), evento gigantesco e extraordinário que reúne anualmente cerca de 10 mil pessoas em Las Vegas, entre as quais usuários arquitetos, designers, engenheiros e artistas digitais de todo o mundo para antecipar-lhes o futuro e todos os avanços na tecnologia "de fazer coisas".

autodesk_abre_2.jpgEm sua palestra inaugural ou keynote, Andrew Anagnost (foto), CEO da Autodesk, passou a responder às questões no telão do palco e a debater a mesma temática da edição de 2017 da Autodesk University, compartilhando com 10 mil profissionais na plateia sua visão sobre a Era da Automação, sobre o futuro do trabalho.

Educação e desenvolvimento permanente de novas habilidades são os grandes desafios para o futuro do trabalho e do emprego, segundo Andrew Anagnost. Para ele, há hoje uma clara necessidade de se preparar a força de trabalho mundial para "fazer qualquer coisa".

Anagnost compartilhou sua visão otimista do setor, mostrando como a Autodesk poderá ajudar os clientes a fazer mais e melhor, com o menor impacto negativo possível, e, em especial sobre o futuro do trabalho na era da automação.

"A nova onda de automação – enfatizou Anagnost – causará, sem dúvida, interrupções, mas tecnologias como a inteligência artificial e a robótica serão muito mais eficazes para criar oportunidades de emprego e estimular o crescimento econômico do que muitos céticos teriam que acreditar".

O CEO da Autodesk lembra que é preciso reflitir sobre o grande debate que os robôs têm suscitado ao longo dos últimos 50 anos. "Muitos supunham que os robôs iriam roubar nossos empregos ao longo dessas décadas. Mas o que aconteceu não foi bem isso. Foi, sim, uma revolução tecnológica, como ocorreu na indústria automobilística. E o robô criou de fato mais empregos, não menos. Por que, então, teremos que pensar que no futuro as coisas serão diferentes? Na verdade, o job churn (ou rotatividade dos empregos) decresceu. E isso aconteceu não apenas na revolução industrial os EUA, como no resto do mundo."

Outro aspecto interessante ressaltado por Anagnost é o fato da automação em geral – e da robotização em particular – ter eliminado, sim, os maus empregos, os mais duros, repetitivos, cansativos e até desumanos.

O caso do jornalismo impresso é exemplar

Andrew Anagnost diz que há, sem dúvida, setores tradicionais que são implacavelmente destruídos pelo avanço tecnológico, como no caso da editoração eletrônica (desktop publishing). Jornais e revistas foram duramente afetados por ela e, claro, pela internet. Mas, ao mesmo tempo, essas novas ferramentas criaram milhares de novas oportunidades de trabalho e de empregos para designers e blogueiros, além de beneficiar milhões de pessoas com os novos recursos da editoração eletrônica. E relembremos que há 20 anos ninguém sabia o que era um blogueiro.

Outro exemplo é o da indústria do cinema. A televisão e o próprio cinema tiveram que ser redefinidos e recriados a partir dessa indústria de filmes. Milhões de pessoas no mundo assistem a filmes em seus home theater domésticos, com televisores muito maiores e áudio estéreo ou surrounding de melhor qualidade.

Pensemos agora na explosão da demanda de conteúdos que deu origem a uma nova indústria e o novo ecossistema criado pelo cinema e pela TV. A Netflix é o melhor exemplo. Com ela, nasceu uma incrível indústria dos microfilmes. Outro exemplo citado por Andrew Anagnost é o Emoji Movie – essas caretinhas e caricaturas de gestos que inundam a internet.

A revolução do CAD

É impressionante o que havia antes do software de CAD. Havia há cerca de 30 anos algo como 300 mil designers nos Estados Unidos. Hoje, são 10 milhões de usuários desses softwares de CAD.

Nesta 25ª edição, realizada de 13 a 16 de novembro de 2017 – terceiro ano neutro em termos de carbono – a Autodesk conduziu o grande evento que se propõe a atualizar as experiências de seus usuários, aprimorar sua rede de relacionamento e explorar novas formas de projetar e construir edifícios, infra-estrutura, produtos e entretenimento à medida que essas indústrias convergem cada vez mais.

No conjunto de suas edições em 14 países em todo o mundo, a AU reúne mais de 25 mil participantes em eventos ao vivo através de aulas, fóruns e conferências com especialistas da indústria e líderes de pensamento. Mais de 2,5 milhões de pessoas acompanham esses eventos da AU online via internet, com acesso gratuito o ano todo para fixar seu conteúdo, desenvolvimento profissional e conversas inspiradoras da indústria dos eventos da conferência da UA.

A produção de carbono da AU está sendo compensada este ano por meio de uma colaboração com a BioLite, fabricante do fogão HomeStove de madeira ultra-limpa que gera eletricidade a partir do calor da chama. Graças ao design inteligente que utiliza o software de simulação Autodesk, cada HomeStove reduz as emissões em 90% e o consumo de combustível pela metade.

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Secretário de Obama defende os super trens

secr_obama.jpgPor Ethevaldo Siqueira (de Las Vegas)
21/11/2017 - Perguntei a Anthony Renard Foxx, ex-Secretário de Transportes do ex-presidente Barack Obama e ex-prefeito de Charlotte, Carolina do Norte, qual a sua opinião sobre os trens super-rápidos – como o trem-bala japonês, o TGV francês ou os novos trens chineses. Sua resposta foi clara e objetiva:

"Os Estados Unidos podem e devem investir em projetos dessa natureza, bem como em outros ainda mais ambiciosos como o Hyperloop (o trem que circula no interior de uma tubulação com ar rarefeito e pode atingir mais de 1.200 km/h), em construção entre Los Angeles e São Francisco. O essencial é que haja interconexões e integração com os demais modos de transportes, sejam trens tradicionais, sistemas rodoviários e metropolitanos. E lembro que o trem mais rápido, do tipo TGV, em construção ligará Miami a Orlando até 2020."

Foxx deu longa entrevista à Imprensa na Autodesk University, em que enfatizou os conceitos dominantes de sua gestão: "A questão prioritária nos transportes é a integração dos diversos modos de deslocamento das pessoas – desde as que podem caminhar, pedalar suas bicicletas, deslocar-se de trem, de ônibus ou metrô. Para obter tais resultados, os governos devem assumir a responsabilidade de regular, planejar e estimular investimentos essenciais à expansão e à modernização da infraestrutura".

A escolha de Foxx pelo ex-presidente Obama recaiu sobre uma pessoa que demonstrava ter todas as condições para passar os quatro anos seguintes concentrado na melhoria da segurança, comprometido em criar escadas para novas oportunidades econômicas para todos os cidadãos, além de contribuir para modernização do processo regulatório do Departamento de Transportes dos EUA (USDOT). Sua gestão foi tão positiva que Obama o escolheu para ser uma espécie de "embaixador dos Transportes" de sua administração.

 

 

 

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Volvo Cars vende veículos autônomos para a Uber

volvo_uber_1.jpg21/11/2017 - Fabricante sueca fornecerá utilitário esportivo XC90 entre 2019 e 2021

A Volvo Cars assinou um acordo com a Uber, empresa norte-americana de compartilhamento de viagens, para fornecer milhares de veículos compatíveis com a tecnologia de condução autônoma, entre 2019 e 2021.

O modelo comercializado é o SUV XC90, desenvolvido sobre a plataforma modular da marca (SPA, Scalable Platform Architecture),  e que também é usada em outros veículos da série 90, além do Novo XC60.

O acordo não-exclusivo valoriza a parceria estratégica entre a Volvo Cars e o Uber, anunciada em agosto de 2016, e sinaliza um novo capítulo na convergência das fabricantes de automóveis e empresas de tecnologia do Vale do Silício.

"A indústria automotiva está sendo redefinida pela tecnologia e a Volvo Cars escolheu ser uma parte ativa dessa disrupção", disse Håkan Samuelsson, CEO mundial. "Nosso objetivo é ser o fornecedor de veículos com direção autônoma para provedores globais de serviços de compartilhamento de viagens. Este acordo com a Uber é um exemplo primordial dessa estratégia".

Os engenheiros da Volvo Cars trabalharam em estreita colaboração com seus pares da Uber para desenvolver o utilitário esportivo XC90. Esse veículo incorpora todas as tecnologias de segurança e núcleo autônomo de condução necessárias para que o Uber incorpore à sua própria tecnologia de condução autônoma.

"Estamos entusiasmados para expandir nossa parceria com a Volvo", disse Jeff Miller, chefe de Alianças Automotivas da Uber. "Este novo acordo nos coloca no caminho para a produção em massa de veículos autônomos".

Ao mesmo tempo em que atende a Uber com carros compatíveis com direção autônoma, a fabricante sueca usará o mesmo veículo como base no desenvolvimento de sua própria estratégia independente de carros autônomos, prevista para o lançamento de seu primeiro veículo totalmente dotado dessa tecnologia, em 2021.

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Arizona incentiva testes de carros autônomos

testes_waymo_a.jpg13/11/2017 - Matéria de hoje do The New York Times informa que a promessa do Arizona em não regulamentar a indústria de carros autônomos atrai Uber, Waymo e Lyft para realizar testes.

Na foto, Jordan Rodriguez, engenheiro sustentável da Waymo, realiza testes em um carro autônomo da empresa em Chandler, Arizona

Crédito: David Walter Banks para The New York Times

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Construtora Vitacon investirá em prédio inteligente

10/11/2017 - Novo empreendimento, projetado em parceria com Intel e IBM, deve começar a ser construído no início de 2018

Imagine-se vivendo em um edifício que consiga entender a rotina dos seus moradores e fornecer serviços que se adequem às especificidades de cada um. Desde automação de ambientes e eletrodomésticos inteligentes até como você se relaciona com o ambiente onde vive. Este é objetivo da parceria entre Vitacon, IBM e Intel ao lançarem o projeto SOUL (Smart Options for Urban Life). A primeira etapa do projeto contará com um apartamento (laboratório) conectado destinado a startups e parceiros que queiram testar e aplicar inovações para smart home com base no conceito de Internet das Coisas.

Concebido também em parceria com a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), o studio, localizado na Bela Cintra, em São Paulo, terá a API aberta (Interface de Programação de Aplicação, em português) o que permitirá testes e instalação de sensores que meçam consumo de energia, água, gás, movimento, proximidade, temperatura, luminosidade e umidade; sistemas de notificação sem fio via Bluetooth e WiFi; dispositivos para interligar a rede central do prédio à de cada morador; câmeras de vigilância inteligentes, entre outros.

O objetivo será testar a aplicação da tecnologia no dia a dia de pessoas convivendo em um ambiente real e sentindo o profundo impacto de se ter tudo conectado e integrado, desde a chegada ao edifício até a entrada no apartamento, e a circulação entre quarto, sala, banheiro e cozinha.

Na segunda fase do projeto, as tecnologias mais maduras e integradas serão aplicadas em um edifício da Vitacon na Faria Lima. O empreendimento terá início em 2018.

“Unimos grandes corporações na geração de negócios e valor agregado. Vamos reinventar a experiência de morar através da tecnologia" explica Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon. “Nós entendemos que o mercado imobiliário deve criar experiências, promover o empreendedorismo e criar cidades mais inteligentes. Estamos criando um futuro em que os prédios receberão atualizações e aplicativos exatamente como um smartphone.”

Como parte dessa parceria, a IBM disponibilizará o Watson, sua plataforma de inteligência artificial para negócios, com soluções de Watson IoT (Internet of Things), assim como alguns projetos em colaboração com sua área de pesquisa, IBM Research.

“Inteligência artificial já é uma realidade no Brasil. IBM Watson está ajudando empresas e profissionais de diversos segmentos e está sendo usado por startups que desenvolvem novos produtos no mercado brasileiro”, comenta Carlos Tunes, Executivo de Watson IoT da IBM América Latina. “As soluções cognitivas de Watson IoT permitem às instituições terem sua capacidade cognitiva potencializada, explorando o mundo físico e conectando-o a sistemas inteligentes. “SMART LIVING” é a tradução dessa experiência do mundo conectado no nosso cotidiano, nas nossas residências, no nosso ambiente de trabalho”, conclui Tunes.

A Intel colocará à disposição da Vitacon soluções de IoT com arquitetura Intel para casas inteligentes por meio de uma série de diapositivos e software de parceiros e desenvolvedores, incluindo soluções para identificação, segurança e autenticação; sensoriamento e controle por voz, gestos ou automáticos; e monitoramento e controle de recursos públicos (água, gás, energia, esgotos etc.), tanto para os apartamentos quanto para o edifício.   

Já Mauricio Ruiz, diretor-geral da Intel Brasil, finaliza avaliando que as “cidades inteligentes começam a partir de empreendimentos conectados, com estrutura para serviços digitais que facilitam a vida e melhoram a experiências das pessoas. As soluções de Internet das Coisas estão por trás de toda essa transformação. A parceria com a Vitacon reforça a preocupação da Intel com o desenvolvimento do ecossistema de tecnologia local para startups”.

Você assiste ao vídeo do projeto aqui

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Trabalho remoto: quais são seus direitos?

trabalho_remoto.jpg10/11/2017 - A partir de amanhã, 11 de novembro, passa a vigorar a Lei nº 13.467 de 13 de julho de 2017, que alterou profundamente a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Dentre as alterações, destaca-se a nova disciplina do teletrabalho, também conhecido como trabalho remoto ou home office. Apesar de ser um fenômeno em alta no mundo todo, o teletrabalho ainda não é uma prática generalizada.

No Brasil, a reforma trabalhista deve favorecer a alavancagem da atividade, com média de crescimento em torno de 15% ao ano, conforme o estudo realizado pela SAP Consultoria. "Os brasileiros estão buscando novas formas de trabalhar, o que leva as empresas a reavaliar suas estruturas, prioridades e investimentos em TI para continuarem sendo atrativas", analisa Luis Banhara, diretor geral da Citrix no Brasil.

Como uma empresa que oferece tecnologias que tornam o trabalho remoto viável para empregadores e funcionários, a Citrix desenvolve soluções – como XenApp, XenDesktop, NetScaler, entre outras - voltadas para ajudar empresas a capacitar a força de trabalho moderna e móvel, ao mesmo tempo em que elas aceleram para a transformação digital em ambiente seguro. "A tecnologia é o grande viabilizador do home office. Se o empregador utilizar as ferramentas certas, ele não perde o controle sobre as atividades que o funcionário desenvolve e garante a segurança dos dados da empresa", afirma Banhara.

A Sobratt – Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividade, por sua vez, tem acompanhado a discussão dos aspectos jurídicos da medida. "Toda novidade traz inseguranças até ser completamente entendida. Percebendo isso, levantamos junto com a Citrix os mitos e verdades que mais têm tirado o sono dos empregadores e que já se tornaram polêmica no meio jurídico", afirma Wolnei Tadeu Ferreira, presidente da Sobratt.

Citrix e Sobratt reúnem principais dúvidas em relação à questão que passa a ser regularizada este mês

Mitos e verdades sobre o teletrabalho

- A empresa precisa fornecer infraestrutura para realizar o trabalho remoto.

Depende. Ainda é um consenso que os custos efetivos pagos pelo trabalhador são os que não são mensuráveis de maneira direta, como água, luz, espaços utilizados da residência do próprio trabalhador. Já os gastos adicionais necessários à realização dos serviços devem ser bancados pela empresa.

"O que a empresa precisa é que o colaborador tenha as ferramentas para realizar seu trabalho da mesma forma, ou de maneira mais eficiente do que dentro da empresa. Nisso, a tecnologia ajuda", afirma Luis Banhara.

"A minha leitura é que os custos efetivos pagos pelo trabalhador são os que não são mensuráveis de maneira direita, como água, luz, móveis utilizados da residência do próprio trabalhador. Já os gastos adicionais necessários à realização dos serviços devem ser bancados pela empresa", afirma Wolnei Tadeu Ferreira.

- A empresa não precisa controlar horários nem pagar horas extras.

Depende. O controle do trabalho será por tarefas e não por hora trabalhada então não haverá necessidade de pagamento de horas extras, salvo se o monitoramento da atividade for exigível.

"A lei reconhece que não há necessidade de controlar horário. O importante mesmo é acompanhar a produtividade dos colaboradores. Com mais flexibilidade, eles podem trabalhar a qualquer hora , sem se preocupar com trânsito, falta dos dados ou dos aplicativos empresariais", afirma Wolnei Tadeu Ferreira

- O funcionário deixa de ter acesso a todas as ferramentas de trabalho (softwares, bancos de dados, ferramentas específicas).

Mito. Usando soluções como as da Citrix, é possível ter acesso a todo o ambiente de trabalho o que inclui softwares específicos, arquivos, acessos....

"Ao virtualizar a máquina do usuário, ele consegue ver e fazer 100% do que acessaria no escritório, sem precisar encarar transito e podendo escolher o horário que é mais produtivo", Luis Banhara.

- A empresa tem redução de custos operacionais.

Verdade. A redução de custo e a melhoria de produtividade são consequências naturais da melhoria de relacionamento que o home office proporciona.

"Ao tirar a exigência de que os colaboradores estejam presencialmente no escritório, as empresas podem reduzir suas infraestruturas. A própria Citrix é um exemplo. Acabamos de mudar para este escritório que tem 32% de posições de trabalho a menos que o número de funcionários. Com isso, tivemos 13% de redução só com aluguel. Também posso comentar sobre a Promon Engenharia, que reduziu em 27% seus custos ao agregar mobilidade aos 60 engenheiros que diariamente precisam estar aptos a se deslocar para atender seus clientes", comenta Luis Banhara.

- Funcionário que trabalha remotamente é mais produtivo.

Verdade. Segundo um estudo da Harvard Business Review, há uma alta de 13,5% na produtividade do trabalhador após adesão da modalidade. Uma das principais razões que os entrevistados disseram também preferir a modalidade de trabalho é a não preocupação com o deslocamento de casa até a empresa – que leva horas, em alguns casos. A comida caseira e o silêncio de suas casas para produzir mais também foram citados entre as vantagens.

"A mensuração de resultados varia de caso a caso. Mas posso comentar um exemplo recente em um segmento nada tradicional em relação a flexibilidade: um órgão público aqui de São Paulo está utilizando as soluções Citrix desde abril deste ano. No projeto piloto, 30 dos 90 fiscais do órgão receberam autorização para trabalhar de casa por até dois dias na semana – só não podem as segundas e sextas-feiras. Segundo o coordenador do projeto, a produtividade aumentou de 15% a 40%", afirma Luis Banhara.

- Funcionário em trabalho remoto não desliga nunca.

Mito. Funcionário será mensurado pela sua produtividade e não pelas horas trabalhadas.

"Manter uma rotina de trabalho semelhante à do escritório ajuda na organização de quem está trabalhando à distância. Mas também é necessário usufruir de um hobby ou de atividades físicas para equilibrar a vida pessoal e profissional. Além disso, é essencial que a família do funcionário que está fazendo home office entenda que ele possui tarefas para entregar e uma jornada para cumprir nas dependências de casa", comenta Luis Banhara.

- Legalmente, empregado em trabalho remoto é responsável por vazamento de informações da empresa.

Verdade. Ransonwares fizeram milhões de vítimas este ano por falha de atualização do Windows. As empresas passam a ser responsáveis pela atualização dos softwares em dispositivos pessoais dos usuários. A segurança da informação tem que controlar isso, mesmo no trabalho presencial.

"Ou podem usar as soluções Citrix. Com Citrix a proteção está nos dados e não nos devices. Para entrar no seu ambiente virtualizado há uma série de camadas de proteção que dão acesso àquilo que a empresa definiu para cada usuário", fala Luis Banhara.

- A empresa fica mais vulnerável a vazamentos de informações com trabalhadores remotos.

Depende. Se não houver uma preocupação da empresa com os dados, pode haver vulnerabilidades. O segredo é não focar no dispositivo (porque o colaborador pode estar com software de segurança desatualizado ou o dispositivo pode ser roubado) e sim focar na segurança dos dados. Devem ser criadas políticas de acesso individualizadas, com várias ferramentas de controle de acesso e identificação.

"Só nos últimos dois anos, os ataques virtuais do tipo ransomware arrancaram 25 milhões de dólares das vítimas, aproximadamente R$ 80 milhões. É o que aponta um estudo feito pela Google em parceria com pesquisadores da Chainalysis, que analisa transações em moedas virtuais, a Universidade da Califórnia em San Diego e o Instituto Politécnico da Universidade de Nova Iorque", afirma Luis Banhara.

- A empresa que oferece opção de trabalho remoto possui melhores índices de retenção de talentos.

Verdade. Segundo o Estudo Oxford, esta é uma das melhores formas de reter talentos com 83% das respostas.

"Os 'novos' trabalhadores estão cada vez mais exigentes e buscando equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Hoje, reter talento é uma das tarefas mais difíceis dos administradores", afirma Luis Banhara.

- Tecnologias de mobilidade são viabilizadoras do trabalho remoto.

Verdade. Elas endereçam as principais questões corporativas como controle de produtividade, segurança dos dados e flexibilidade para os colaboradores.

"Hospital das Clínicas de São Paulo conseguiu reduzir o tempo dos atendimentos ao público com a virtualização, mesmo com números expressivos: 124 mil consultas ambulatoriais e outros 60 mil atendimentos só na farmácia que fornece os medicamentos gratuitos à população, exemplifica Luis Banhara.

- Trabalhadores remotos são mais sujeitos a hackers e ransomwares.

Depende. Se o colaborador não atualizar seu sistema e não tiver um bom programa de antivírus, certamente ele estará mais vulnerável. Mas se o empregador utilizar sistemas de virtualização, a chance é zero.

"Se a empresa optar por segurança dos dados, os riscos são muito menores. Um grande banco no Brasil, cliente da Citrix, poderia ter tido grandes prejuízos com o ataque do WannaCry. Como eles optaram pela estratégia de proteger os dados e não os equipamentos, o ransomware não conseguiu chegar aos dados", conta Luis Banhara.

- Devices móveis, como celulares e tablets, são mais vulneráveis a perda/roubo/extravio e, por isso, deixam as informações das empresas mais inseguras.

Depende. As pessoas são mais cuidadosas com devices como celulares e tablets do que com pendrives por exemplo. O importante mesmo é a segurança de acesso. Tanto liberando o acesso aos dados que cada pessoa deve ter, como tendo várias ferramentas de comprovação de identidade.

"Na semana passada, foi encontrado um pendrive na rua com 2,5GB de dados, todos sobre o principal aeroporto internacional do Reino Unido, Heathrow. Ou seja, devices sim são mais difíceis de controlar, mas os dados não", afirma Luis Banhara.

- Candidatos preferem empresas que têm flexibilidade para o trabalho remoto.

Verdade. A possibilidade de trabalhar remotamente é um dos principais fatores na escolha de um novo trabalho.

"Um estudo da Citrix pela Oxford, apontou que 37% dos candidatos preferem empresas que oferecem esta flexibilidade", afirma Luis Banhara.

- Empresas que fornecem soluções de tecnologia, como as da Citrix, são responsáveis perante a lei, quando houver vazamento de informação de um cliente.

Mito. O controle sobre o uso de equipamento, sistemas e informações, é de total responsabilidade do empregado e seu empregador, que deve prover diagnóstico de TI sobre tais acessos e controles, pois trata-se de segurança da empresa.

"Mais uma vez, segurança nos dados", complementa Banhara.

- O comparecimento às dependências do empregador para a realização de atividades especificas não descaracteriza o home office.

Verdade. A própria legislação (arts. 75-A a 75-E da Lei 13.467/2017) prevê esta situação, pois em muitos casos é necessário que o empregado compareça à empresa para reuniões, treinamentos, confraternização e outras atividades, o que não descaracteriza o teletrabalho.

"Apesar de trabalhar remoto, há momentos que o olho no olho é necessário. Cada empresa pode definir as regras para o trabalho remoto", afirma Wolnei Tadeu Ferreira.

- No home office, a empresa não possui a mesma responsabilidade no que diz respeito à Medicina e Segurança do Trabalho.

Mito. A nova legislação passa a exigir que, nesses casos, o trabalhador seja ostensivamente orientado pela empresa quanto às normas de segurança, devendo fazê-lo conforme seja a atividade e o cargo a ser ocupado.

"Continua sendo responsabilidade da empresa zelar pela segurança do colaborador, ele trabalhando de casa ou no escritório", comenta Wolnei Tadeu Ferreira.

- O colaborador não precisa participar de treinamentos de segurança, uma vez que está nas dependências da empresa.

Mito. Da mesma forma que o empregador deve fornecer informações referentes à saúde, segurança e produtividade, é responsabilidade do empregado assistir aos treinamentos e estudar os materiais encaminhados.

"Como pode haver a presença do colaborador na empresa algumas vezes por semana ou por mês, continuam válidas as regras de treinamentos", descreve Wolnei Tadeu Ferreira.

- Profissionais que optam por home office terão seus benefícios como vale alimentação e vale transporte reduzidos.

Mito. O vale transporte, devido nos deslocamento residência-empresa e vice-versa, continua sendo devido quando o empregado tiver que se deslocar para a empresa ou para alguma outra atividade a serviço. No caso do vale-alimentação, se isso for uma obrigação prevista em norma sindical, não poderá ser subtraída ou reduzida, salve se houver previsão na própria norma neste sentido. Do contrário, o benefício deve ser mantido. Caso o benefício seja espontâneo pela empresa, sua eliminação ou redução poderá trazer uma injusta diferenciação para quem trabalha em Home Office, sendo necessário que a empresa avalie bem se esta situação seria estratégica.

"Como outros pontos da nova lei, ainda há necessidade de um entendimento mais profundo destas questões e uma análise caso a caso", finaliza Wolnei Tadeu Ferreira.

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