Lixo eletrônico deve ser reciclado. Veja como fazer

copermiti.jpg16/04/2019 - O Brasil está entre os maiores produtores de lixo eletrônico no mundo, com mais de 1,4 milhão de tonelada produzido anualmente – cerca de 36% de todo lixo eletrônico da América Latina. Os altos índices se tornaram uma preocupação cada vez maior porque, na natureza, esses materiais contaminam o solo e lençóis freáticos.

Para quem deseja descartar corretamente aparelhos eletrônicos, existem diversos pontos de coleta espalhados pela cidade. Para encontrar o ponto mais próximo ou agendar a retirada, acesse: www.coopermiti.com.br

 

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Seja bem-vindo ao nosso futuro conectado

apple_ny.jpg*Por Antonio Eduardo Mendes da Silva (Pitanga)
27/03/2019 - Desde 2010, o número de dispositivos conectados à internet superou o número de pessoas nos Estados Unidos. Hoje, o norte americano tem, em média, mais de dez aparelhos conectados. A previsão é de que, em 2022, uma casa típica tenha cerca de 500 dispositivos conectados. O Brasil está no mesmo caminho. Segundo dados da Ericsson, o Brasil terá 2 bilhões de dispositivos interligados à rede no ano de 2020.

Contudo, essa tendência não se trata apenas de atrelar objetos à internet, mas de nos aproximar de oportunidades infinitas. Aparelhos conectados estarão, cada vez mais, incorporados a aspectos importantes de nossas vidas e significam acesso a um conhecimento sem precedentes na nossa história. Estamos vivendo uma revolução por meio de sensores, dados, criptografia e nuvens.

Soluções de inteligência artificial, internet das coisas, nuvem e big data estão abrindo caminho para que tenhamos mais qualidade de vida e para que as economias de nossos países cresçam e gerem empregos, novos negócios e oportunidades, mudando a maneira como trabalhamos e vivemos. Isso acontece porque elas aumentam a produtividade e a competitividade dos negócios e possibilitam que governos ofereçam serviços melhores à população.

Os efeitos dessas tecnologias já são visíveis em todas as áreas e ao redor do mundo, indo muito além de nossos smartphones e arquivos na nuvem. Por exemplo, hospitais brasileiros estão usando etiquetas de identificação de radiofrequência em equipamentos médicos, o que permite que suas localizações sejam mapeadas em tempo real, facilitando a gestão do inventário e evitando a aquisição desnecessária de novos equipamentos. O agrobusiness está usando softwares e analisando dados para aperfeiçoar técnicas de controle de pestes, reduzir custos e impulsionar a produtividade.

Ao contrário do que muita gente imagina, esse potencial não se limita a países mais desenvolvidos. Economias emergentes estão se beneficiando, e muito, de novas tecnologias. No Quênia, por exemplo, cientistas estão usando dados de torres de celular para rastrear os padrões de viagem da população em torno de fontes de malária como o Lago Vitória. Assim, o governo queniano foi capaz de detectar novos surtos da doença e realizar esforços mais eficientes para a sua erradicação. Segundo o IDC (Internacional Data Corporation), essas economias, incluindo o Brasil, vão ultrapassar os países desenvolvidos como os principais produtores de dados até 2020.

Os resultados são incontáveis, e o potencial de desenvolvimento dessas tecnologias se mantem infinito. Problemas crônicos das sociedades atuais poderiam ser resolvidos por meio da internet das coisas, por exemplo. Estudo recente da software.org listou dados de diversas instituições que comprovam isso: mortes causadas por acidentes de trânsito podem cair em até 90% graças a carros autônomos e semi-autônomos; uma gestão conectada do tráfego pode fazer o trânsito fluir entre 5% e 25% melhor; sensores de segurança pública e novos modelos de monitoramento residencial podem diminuir as taxas de crimes em 20%; a ampla adoção da internet das coisas pode fazer a emissão de gases de efeito estufa cair em 19%, o consumo de energia nas residências em 10% e o das fábricas em até 30%; por fim, os custos com tratamentos contra doenças crônicas tem potencial de queda de até 50%. Esses e outros exemplos significarão um impacto de 11,1 trilhões de dólares na economia até 2025.

Essas tecnologias vieram para ficar. É por isso que, além de todas as possibilidades sobre as quais falamos acima, elas também trazem a necessidade de repensar nossas regulamentações para garantir que o avanço não seja barrado por leis e normas desatualizadas. Adaptar e criar novas legislações devem ser prioridades para todos os países que buscam um desenvolvimento baseado em inovação.

Um exemplo desse movimento é a nova Lei de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) brasileira que protege os cidadãos, ao mesmo tempo em que não cria barreiras para a inovação. Ela também foi bem sucedida ao reunir governo, legislativo, empresas de diversos setores e a sociedade brasileira em torno de uma necessidade do país, incluindo todos na discussão. Iniciativas assim devem ser referência para atendermos melhor às necessidades que novos tempos trazem.

*Antonio Eduardo Mendes da Silva (Pitanga), country manager da BSA no Brasil

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Mercado de PCs cresce em 2018, diz IDC Brasil

computing_2.jpg26/03/2019 - Foram vendidos 5,575 milhões de computadores, 7,5% a mais do que em 2017; Notebooks e mercado corporativo tiveram participação significativa no resultado

No último trimestre de 2018, foram vendidos 1,445 milhão de computadores. Somados aos volumes dos trimestres anteriores, o ano fechou com vendas de 5,575 milhões de computadores. Os dados fazem parte do estudo IDC Brazil PCs Tracker Q4/2018 e mostram que o mercado de PCs está vivo e com fôlego. Em 2017 cresceu 15% e, em 2018, teve um aumento de 7,5%.

Para Wellington La Falce, analista de pesquisa da IDC Brasil, a explicação para essa reação é simples: o mercado de computadores continua muito importante. “Ainda não temos um dispositivo que faça tudo o que um computador faz. É uma categoria necessária e, por enquanto, insubstituível”, diz o analista da IDC.

A receita também cresceu 17%, com R$ 10,330 bilhões referentes às vendas de notebooks e R$ 3,665 bilhões de desktops. Dos 5,575 milhões de computadores vendidos em 2018, 3,920 milhões foram notebooks e, desses, 903 mil foram para o mercado corporativo, aumento de 38%. Em termos de preço, em 2018, os notebooks ficaram 10% mais caros, custando, em média R$ 2.665, e os desktops aumentaram 8%, custando R$ 2.212.

“A oscilação do dólar continuou impactando no preço, mas o mercado conseguiu crescer com a ajuda do setor corporativo, que investiu bastante em notebooks para oferecer mais mobilidade ao colaborador, especialmente em modelos com melhor performance”, explica La Falce. Segundo ele, as fabricantes conseguiram trabalhar melhor os preços desses modelos, que aumentaram em 10% o volume comparado com 2017.

Previsão para 2019

Apesar do crescimento que vem ocorrendo desde 2017, a IDC Brasil acredita em um período de dificuldades para o mercado de computadores em 2019, principalmente nos três primeiros meses.

“No fim de 2018, o mercado não vendeu tanto quanto esperava e o ano virou com os estoques cheios. Por conta disso, pode não haver abastecimento no varejo nos primeiros meses. Além disso, os preços podem aumentar de novo, caso as liminares contra o fim dos incentivos da Lei de Informática sejam derrubadas, impactando os preços no varejo”, avalia La Falce.

O mercado corporativo também deve sofrer queda. “As empresas estarão apreensivas em relação à tributação. A mudança de governo foi vista com boas perspectivas, mas enquanto não concretizar seus planos, o mercado vai segurar os investimentos”.

Tudo isso pode resultar em uma retração de 7,5%, com a venda de 1,230 milhão de unidades no primeiro trimestre de 2019.

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Mercado de robôs colaborativos cresce 60%

robo_colaborativo.jpg22/03/2019 - De acordo com um relatório da Interact Analysis, a indústria do setor de cobots, ou seja, robôs colaborativos, já havia registrado em 2017 uma movimentação relevante de aproximadamente 400 milhões de dólares. Entretanto, 2018 apresentou números ainda mais importantes, com um crescimento de 60%, fazendo a movimentação ultrapassar 600 milhões de dólares. Boa parte dessa aceleração se deu devido à disponibilidade de robôs colaborativos de grandes fabricantes, como a Universal Robots (UR), uma das líderes do mercado.

A ascensão da demanda dos cobots é a mesma gerada por fatores que têm impulsionado a automação: a falta de trabalhadores qualificados disponíveis e custos trabalhistas crescentes. A expectativa é de que outros fatores específicos suportarão a elevação da demanda, como a necessidade de maior flexibilidade da automatização, a exigência de liberar mais espaço no chão das fábricas e de eliminar cercas de segurança utilizadas em robôs convencionais.

O mercado de cobots tem previsão de manter o crescimento anual na ordem de 60% pelos próximos dois anos. E as perspectivas futuras seguem positivas, com expectativa de taxa de crescimento anual composta (CAGR) estimada em 35% até 2027.

De acordo com o gerente da Universal Robots no Brasil, Denis Pineda, a demanda por cobots foi diversa e fragmentada em vários segmentos da indústria. “A aplicação no setor industrial possivelmente continuará pluralizada. No entanto, podemos afirmar que a maior parte da demanda vem de cinco aplicações principais: empacotamento/paletização, parafusamento, abastecimento/descarga de centros de usinagem, transferência de peças entre máquinas e inspeção”, destaca Pineda.

Apesar de os robôs convencionais ainda dominarem a indústria, foi possível perceber que esse mercado se retraiu no ano passado, e novos fornecedores continuam a emergir entre aqueles especializados em cobots, expandindo para novas frentes em que a automação não era possível. Isso explica, em partes, o crescimento elevado do setor de robôs colaborativos e as perspectivas positivas para os próximos anos.

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O descarte correto de equipamentos eletrônicos

tv_reciclada2.jpg*Por Cinthya Ermoso
19/03/2019 - O que você faz com celulares, baterias, computadores e eletrodomésticos quando se tornam obsoletos? Para evitar impacto ambiental, o ideal é descartar o lixo eletrônico em locais especializados para que sejam devidamente reciclados. Esses equipamentos são compostos por plástico, metais e vidros que demoram até dez anos para se decompor na natureza. Possuem também quantidade considerável de substâncias químicas como o chumbo e mercúrio, os quais contaminam o solo e a água.

Mais de 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas por ano em todo mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Cerca de 16% desse total é reciclado formalmente. Apesar de parecer um porcentual moderado, trata-se de um resultado maior do que exigido por leis e está relacionado ao comprometimento das corporações com iniciativas de reciclagem e conscientização social.

A indústria da tecnologia tem demonstrado esforços para atuar de forma correta no gerenciamento de lixo eletrônico. É notória a preocupação do setor na preservação do meio ambiente por meio de ações que possam diminuir o impacto diante a produção e descarte de computadores, celulares e acessórios.

A Positivo Tecnologia, por exemplo, possui o projeto TI Verde. A iniciativa consiste em fomentar processos sustentáveis de produção que abrangem desde a escolha dos fornecedores até a conscientização dos consumidores quanto ao descarte dos produtos que perderam usabilidade.

No Brasil, o tempo de descarte de computadores por empresas é de quatro anos. O prazo aumenta para cinco anos quando considerado o comportamento de consumidores domésticos. Com relação a celulares, estima-se que as pessoas no Brasil trocam de aparelho, em média, a cada 1 ano e 1 mês. É um ciclo relativamente curto ao levar em conta que se trata de bens duráveis e de certa forma onerosos.

Por essa razão, a orientação das empresas aos consumidores quanto à destinação correta de equipamentos eletrônicos deve ser incentivada, praticada e reconhecida. Além das campanhas e ações corporativas sustentáveis, é fundamental que as empresas incluíam orientações de reciclagem nas embalagens e manuais de produtos. No caso da Positivo Tecnologia, mantemos também o portal TI Verde em https://www.meupositivo.com.br/institucional/responsabilidade-ambiental/.

A intenção é gerar conhecimento quanto à importância de descartar adequadamente equipamentos eletrônicos e aproximar o consumidor do processo de reciclagem. A intenção é aumentar a conscientização e reduzir o impacto ambiental.

A falta de conhecimento do descarte gera, no Brasil, mais de 1,5 milhão de toneladas por ano de resíduos de equipamentos. Menos de 3% são reciclados. O índice torna o país o maior produtor de lixo eletrônico na América Latina, segundo estudo da Global e-Waste Monitor. É uma realidade que carece de atitudes.

Por isso, consideramos fundamental o aprimoramento das iniciativas empresariais e o envolvimento do consumidor quanto à destinação final de equipamentos eletrônicos. As responsabilidades são compartilhadas assim como os benefícios de práticas sustentáveis. Descartar adequadamente é fácil e necessário. Pense nisso quando não precisar mais do seu atual computador e celular.

*Cinthya Ermoso é gerente de produtos da Positivo Tecnologia, empresa que representa a marca Vaio no Brasil.

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Vamos descobrir o que o futuro reserva para IoT?

iot2.jpg*Por Antonio Carlos Brito
19/03/2019 - O ano começa com boas perspectivas na Indústria de TI, que vive um movimento de proliferação de tecnologias disruptivas, que se tornaram, nos últimos anos, um motor propulsor de novos negócios. Estimativas do Gartner apontam que os gastos globais com Tecnologia da Informação chegarão a cifra de US$ 3,76 trilhões em 2019, um aumento de 3,2% em relação a 2018. Entre as inovações que lideram o "ranking de mais desejadas", podemos citar Inteligência Artificial, Machine Learning e Internet das Coisas. Todas essas têm impactos significativos na criação de ecossistemas digitais, mas devemos olhar com atenção para a explosão de objetos conectados e tentar descobrir o que o futuro reserva para IoT.

Em 2022, teremos 20 bilhões de dispositivos conectados à internet. Essa expansão, de acordo análises de Gartner e IDC, será fruto de uma adoção cada vez maior por parte dos consumidores (smartwatches, sensores e atuadores domésticos para conforto ambiental, segurança e eletrodomésticos) e, também, por negócios das mais diferentes matizes (centros de fabricação que emitem alertas de manutenção, equipamentos sincronizados em uma cadeia de suprimentos, georreferenciação e geofencing) e no setor público (smart cities, semáforos, iluminação inteligente, transporte público, controle de inundações, distribuição de eletricidade, gás, águas, e coleta de lixo e de esgoto). O IDC prevê um crescimento anual de 13,6% até 2022, quando o mercado de IoT atingirá US$ 1,2 trilhão.

Apesar das inúmeras perspectivas e do otimismo latente, a legislação atual não cobre todas as falhas do modelo e há preocupação que possamos estar vivendo uma "bolha do IoT": um crescimento muito otimista, pouco regulado, sem as bases para uma estabilização perene.

Preocupações com a segurança

Um dispositivo de IoT gera, a cada segundo, centenas de dados, formando uma verdadeira inundação de eventos nas redes atuais. A latência das redes, ou seja, o atraso de envio de dados de um ponto designado para outro, obriga que os dados sejam tratados, agregados e analisados próximos aos sensores. Hoje há relativamente poucos protocolos padronizados de autorização e autenticação para os dispositivos, assim como regras claras de manutenção e substituição de equipamentos. Da maneira que está, a rede apresenta riscos: e se começam a espionar ou a "drenar" desse mar de dados desprotegidos? Ninguém quer que os dados, no seu estado mais puro, sejam desviados para outras finalidades, da mesma forma que não queremos que invasores tomem conta dos nossos equipamentos.

No Brasil, em 2017, o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) recebeu 830 mil notificações de ataques cibernéticos, sendo que 220 mil foram reportados a partir de dispositivos de Internet das Coisas infectados com os chamados botnets. Outro aspecto importante é a ameaça à privacidade. Com sensores monitorando a vida de todos os equipamentos, devices móveis, termostatos e máquinas de dispensar alimentos, como evitar que seus gostos, preferências e hábitos não sejam igualmente monitorados? Poderíamos criar um ciclo vicioso: quanto mais experiências vivenciarmos ou produtos consumirmos, mais desses itens nos serão oferecidos?

E o futuro?

O crescimento continuará espantoso, a dois dígitos, por algumas décadas. As redes atuais provarão ser pequenas para sustentar a conexão de tantos dispositivos. Há o potencial de criação de mercados nos próximos anos sustentados por esta tecnologia. Haverá a busca por maior padronização dos protocolos de autenticação, autorização, manutenção e substituição de componentes. É possível que teremos que encontrar usos específicos da inteligência artificial aplicadas às redes de IoT sugerindo trocas e limpezas de sensores, por exemplo. A legislação deverá passar por mudanças, para organizar o mercado e torná-lo atraente e perene.

Não precisamos de outra bolha: podemos desenvolver este mercado sobre bases sólidas, com segurança e com benefícios para todos os seus integrantes.

*Antonio Carlos Brito é Sênior Principal, Digital e Value Engineering da Infor no Brasil

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