Um robô poderá tomar o seu emprego. Será?

robo_emprego_blue.jpg*Por Mateus Azevedo
14/09/2018 - A forte onda de automação proporcionada pelo uso de novas tecnologias dentro de empresas dos mais variados segmentos já tem reflexos importantes no planejamento das empresas para os próximos anos. E já é uma realidade em áreas cujas tarefas são repetitivas, como o relacionamento com o cliente, desde o momento da conquista desses consumidores até sua retenção e fidelização.

Um novo cenário que trouxe fortes questionamentos sobre os limites da automação desses processos. Afinal, até onde as empresas vão conseguir automatizar? Até onde vale a pena apostar nas inovações para reduzir custos e agilizar alguns procedimentos?

A resposta exata para esses questionamentos é impossível de ser dada, mas alguns fatores nos ajudam a criar hipóteses sobre o tema.

A busca constante das pessoas por socialização, por exemplo, é um fator comportamental que nos permite entender que, por mais benefícios que a automação de processos traga para o nosso dia a dia, uma empresa simplesmente nunca poderá ser totalmente automatizada.

As redes sociais são um fenômeno global que exemplifica bem a necessidade humana de conectividade com outras pessoas.

Além disso, ao mesmo tempo em que a automação agiliza processos, reduz custos, permitindo que as empresas apostem no fator humano, que será sempre um diferencial para a atração de clientes para a maioria das marcas.

Cada vez mais, empresas investem em experiências humanas e personalizadas para seus consumidores. Uma tendência que mostra que elas estão atentas e investindo no componente humano constantemente, independentemente das inúmeras possibilidades de automatização de seus processos internos e externos.

Voltando aos limites das inovações tecnológicas, podemos afirmar que as empresas não irão conseguir automatizar os trabalhos mais versáteis, que demandam criatividade, inovação e riscos desconhecidos. Some a isso o fato de o ser humano ter uma capacidade enorme de ser flexível, tanto mental quanto fisicamente. Isso o torna muito útil para as companhias.

As novas tecnologias vão, sim, modificar ainda mais as formas de relacionamento entre as pessoas e, consequentemente, das empresas com seus consumidores, parceiros, fornecedores e com o mercado em geral.

Mas, neste mesmo contexto, precisamos lembrar que o aumento da produtividade gerado com automação torna produtos e serviços mais baratos, enriquecendo as pessoas. E, assim, novas demandas por relacionamentos surgem junto com novas ofertas.

Fazendo um paralelo, desde a revolução industrial até hoje, vimos vários trabalhos manuais em fábricas e fazendas serem substituídos por máquinas. A diferença é que agora as máquinas vêm substituir alguns processos mentais. Todas as fábricas estão sem gente? Não, e a situação vai ser parecida nos escritórios.

É meio óbvio, mas vale a reflexão: uma máquina que fabrica fralda é mais eficiente do que qualquer humano para fabricar fraldas de uma determinada qualidade, mas não serve sorvete ou olha para os clientes e reflete sobre o que mais eles poderiam consumir. A máquina não cria modelos de negócios, não fabrica outras máquinas, não pensa em como melhorar seu próprio processo. A Inteligência Artificial que temos hoje ainda está muito distante de ter a mesma cognição que um humano.

Essas são apenas algumas das razões para acreditarmos que há, sim, um limite para a automação dentro das empresas. Não há motivos para se assustar e achar que tudo será automatizado. A automação não vem para todos os processos, absolutamente. O ser humano demanda – e sempre vai demandar - o contato humano. Estamos falando de uma demanda que, por muito tempo ainda, só poderá ser atendida por pessoas, não por máquinas.

*Mateus Azevedo é sócio da BlueLab

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Produção da indústria eletrônica cresce até julho

industria_eletroeletronica.jpg06/09/2018 - Segundo a Abinee, a produção industrial do setor eletroeletrônico cresceu 5,9% no acumulado de janeiro a julho de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostram os dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O desempenho foi influenciado pela elevação de 13,4% na área eletrônica, uma vez que a produção da área elétrica recuou 0,5%.

Os maiores acréscimos na indústria eletrônica foram nos segmentos de equipamentos de informática (+20,7%) e de aparelhos de áudio e vídeo (+20,1%). Na indústria elétrica, contribuíram para o resultado negativo, as quedas na produção de lâmpadas (-8,7%) e de geradores, transformadores e motores elétricos (-5,1%). Em relação a julho do ano passado, a produção industrial do setor elétrico e eletrônico recuou 1,9%.

“Na primeira parte do ano, o desempenho positivo dos bens de consumo eletrônicos contou com a realização da Copa do Mundo de Futebol. Passado esse período, já se observou um arrefecimento no crescimento, entretanto contamos com a reversão desse quadro no segundo semestre em face da natural sazonalidade existente”, diz o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

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Apple vale 1 trilhão de dólares em valor de mercado

steve_jobs4.jpgPor Ethevaldo Siqueira
03/08/2018 - Fundada há 42 anos por uma dupla de jovens estudantes na Califórnia, a Apple Inc. se tornou a primeira empresa de capital aberto do mundo a alcançar o valor de mercado de 1 trilhão de dólares. Na foto à esquerda, Steve Jobs.

O fato inédito na história do mercado acionário ocorreu na Bolsa de Nova York poucos minutos antes do meio dia desta quinta-feira, 02 de agosto de 2018, quando cerca de 5 bilhões de ações da empresa alcançaram o valor de 207 dólares.

Para David Kass, professor de Finanças da Universidade de Maryland, "a capitalização da Apple de US$ 1 trilhão é equivale a 5% do Produto Interno Bruto total dos Estados Unidos em 2018" – que deverá alcançar US$ 20 trilhões.

Para nós, latino-americanos, fazemos outra comparação: para se ter uma ideia do que significa o valor de mercado da Apple, é bom lembrar que a cifra de US$ 1 trilhão equivale a 62,5% do PIB brasileiro. E supera a soma dos PIBs da Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.

O jornal New York Times relembra que há 21 anos, em 1997, essa empresa pioneira do Vale do Silício estava à beira da falência, quase dizimada pela Microsoft e seus muitos parceiros no mercado de computadores pessoais. A Apple acabava de cortar um terço de sua força de trabalho, e estava a cerca de 90 dias de quebrar, conforme relatou Steve Jobs, mais tarde.

De lá para cá, a incrível ascensão da Apple para chegar à posição de empresa mais valiosa do mundo resultou de uma reviravolta comercial, marcada pela rápida inovação, por uma série de produtos de sucesso e pela criação de uma cadeia de suprimentos sofisticada e global que mantém os custos baixos enquanto produz enormes volumes de dispositivos de ponta.

Essa verdadeira revolução foi também marcada por controvérsias e desafios. O uso agressivo de fabricantes chineses pela Apple, por exemplo, levou a críticas de que a empresa se beneficiava dos baixos salários de operários chineses e de outros países, além de roubar milhares de bons empregos industriais dos americanos. E, segundo alguns críticos, a Apple ainda deverá enfrentar numerosos desafios para continuar crescendo.

O grande ícone: Steve Jobs

A figura mais famosa e que, indiscutivelmente, representa a história da Apple é a de Steve Jobs. Mais ainda: esse líder foi sem dúvida a figura-símbolo não apenas da Apple mas de toda indústria de tecnologia, em especial na época em que faleceu, em 2011, aos 56 anos, após uma batalha contra um câncer de pâncreas. E para nós, jornalistas, Steve Jobs será sempre lembrado por suas fascinantes apresentações de novos produtos.

À esquerda Steve Wozniak, companheiro e cofundador da Apple e à direita Steve Jobs

Quanto à inovação tecnológica, desde os primórdios até o final dos anos 1980, a grande cabeça em matéria de inovação tecnológica foi Steve Wozniak, companheiro e cofundador da Apple. Ele e Jobs sempre negaram que a empresa havia nascido numa garagem como outras famosas indústrias eletrônicas – entre as quais a Microsoft e a Hewlett Packard. "A Apple nasceu num apartamento de classe média, em Cupertino" – esclareciam.

Antes de analisar esse lado inovador em tecnologia, acho oportuno avaliar alguns números sobre o desempenho e os feitos econômicos mais recentes que levaram a Apple à sua posição de campeã mundial de valor de mercado.

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Primeira startup de aplicações para robôs de serviços

xrobos.jpg03/09/2018 - O Brasil acaba de ganhar sua primeira startup especializada em criar aplicações práticas para "robôs de serviços", que fazem atendimento no comércio e até residências. A empresa chama XRobô, está sediada em São Paulo e promete mostrar os primeiros robôs pensando e agindo em português ainda este ano. Fundada pelo empreendedor André Araújo, que soma mais de 20 anos de experiência no mercado de automação e robótica, a empresa estreia no mercado atuando em dois níveis – o fornecimento de robôs humanoides e a criação de aplicações sob medida para diferentes necessidades do mercado corporativo.

"Avanços cada vez mais significativos em inteligência artificial, internet das coisas e robótica estão a um passo de alterar radicalmente a maneira como funciona nossa sociedade", diz André Araújo. "Se ainda nos surpreende a revolução que máquinas automáticas fazem nas fábricas, vai ser estarrecedor ver esses seres artificiais inteligentes tomando a frente de concierges de hotéis, serviços em shoppings e atendimento a consumidores em magazines."

Segundo Araújo, a International Federation of Robotics estima em 1,7 milhão a população de novos robôs de serviços até 2020. "O grande pulo do gato nesse mercado está nos softwares sob medida, já que sem eles o robô não faz nada. Como a interação entre humano e robô se dá por meio de conversas, a aplicação de inteligência artificial tem de ser criada por aqui – a máquina deve literalmente pensar em português e como um brasileiro. Traduzir coisas feitas no exterior é inútil. Esse é o diferencial que miramos ao sair na frente com a XRobô", conta o empreendedor, garantindo que a primeira aplicação corporativa sob medida desenvolvida no Brasil será apresentada pela XRobô no próximo mês de novembro.

Pré-estreia

A XRobô teve sua pré-estreia pública em São Paulo na última semana de agosto de 2018. Ela levou um dos autômatos da família Sanbot, já rodando um software em desenvolvimento no Brasil, para participar de uma palestra no Projeto Design & Technical Summit 2018. O robô, fazendo às vezes de suporte de atendimento ao cliente, esteve no evento da Accor Hotels como um dos exemplos máximos em alternativas inovadoras e disruptivas para suporte a clientes em restaurantes, hotéis e centros comerciais.

 


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Brasil pode receber testes do novo serviço Uber Air

uber_aerovave_1.jpg30/08/2018 - A Uber anunciou hoje, (30), os cinco países finalistas para receber testes do serviço Uber Air, ao longo dos próximos cinco anos. Brasil, Austrália, Índia, Japão e França foram confirmados como candidatos para a rede aérea de transporte compartilhado que a Uber está desenvolvendo em conjunto com parceiros da indústria aeronáutica.

"Estes cinco países poderão ter o modelo de transporte completamente transformado com o uso dos veículos elétricos baseado em decolagem e aterrissagem vertical (VTOL)", disse Eric Allison, o chefe do programa de aviação da Uber. "Vemos um enorme potencial na utilização de drones, criando um futuro de transporte realmente multimodal".

O Uber Elevate cria o compartilhamento urbano aéreo, no mundo todo. Dentro de aproximadamente cinco anos, usuários da Uber de algumas cidades poderão apertar um botão e embarcar em um vôo. Para isso, a Uber reuniu uma rede de parceiros que inclui fabricantes de aeronaves, desenvolvedores imobiliários, desenvolvedores tecnológicos, entre outros.

As cidades de Dallas e Los Angeles, ambas nos EUA, já tinham sido confirmadas como as duas primeiras cidades a receber o programa em maio, no 2o Encontro Anual do Uber Elevate. Lá, a Uber anunciou também que está à procura de uma terceira cidade, em outro país.

Brasil - A cidade do Rio de Janeiro e o Estado de São Paulo, onde está a principal operação da Embraer no mundo, são dois dos maiores pólos da Uber no mundo e também, por acaso, lugares com grandes frotas de helicópteros, sinalizando uma demanda clara para o serviço aéreo compartilhado.
Japão - Como sede de um dos mais eficientes sistemas públicos de transporte e líder mundial em tecnologia e indústria automotiva, estamos animados em convidar a mega-cidades como Tóquio e Osaka a explorar o futuro do transporte conosco.
Índia - Mumbai, Nova Delhi e Bangalore são algumas das cidades mais congestionadas do mundo, onde poucos quilômetros podem significar literalmente horas. O Uber Air oferece grande potencial para criar uma opção de transporte que combata os constantes congestionamentos.
Austrália - A equipe do Uber Elevate já teve diversas conversas positivas, inclusive com a Autoridade Australiana de Segurança em Aviação Civil, em nossa recente visita em Sydney e Melbourne. A Austrália já deu passos significativos rumo ao fturo da avição urbana.
França - Nós nos animamos ao anunciar a abertura do novo Centro de Tecnologia Avançada, em Paris, cidade diretamente ligada ao nascimento da Uber, e, agora, estamos ansiosos para ampliar as discussões em uma região com rica história aeronáutica.

Os critérios adotados para selecionar essa terceira cidade se resumem em três princípios, de acordo com o Uber:

Tamanho do mercado - Estamos à procura de lugares grandes, policêntricos, com uma forte e existente necessidade de soluções de transporte inovadoras e com uma população metropolitana de mais de 1 milhão de pessoas;
Compromisso local - A Uber trabalhará com governos locais, estaduais e federais desde o princípio, além dos representantes das comunidades em que pretendemos operar - representantes do setor imobiliário, planejadores urbanos, conselhos consultivos dos municípios, além das próprias associações de bairro.
Condições de operação - O Uber Air depende de uma estrutura multimodal, baseado em uma operação eficiente e integrada à rede atual de parceiros da Uber.

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Como os jovens enxergam o empreendedorismo?

juventude_conectada.jpg27/08/2018 - Desenvolvida pela Fundação Telefônica Vivo, em parceria com IBOPE Inteligência e Rede Conhecimento Social, pesquisa ouviu 400 jovens entre 15 e 29 anos, de todas as regiões do país

Cada vez mais a fantasia sobre a facilidade de ser dono do seu próprio negócio como facilidade e garantia de lucro está desmistificada para os jovens desta geração: 44% deles não acreditam que o empreendedorismo seja a melhor forma de ganhar dinheiro. Entre eles, 55% acreditam que empreender é conseguir colocar em prática os seus sonhos e 64% concordam que empreendedorismo é mais que ter um negócio, é ter atitude, iniciativa e criatividade. Isso é o que mostra a recém-lançada edição especial de empreendedorismo da pesquisa Juventude Conectada, realizada pela Fundação Telefônica Vivo, em parceria com IBOPE Inteligência e Rede Conhecimento Social.

A pesquisa ouviu 400 jovens entre 15 e 29 anos das classes A, B e C, de todas as regiões do país, em pesquisa qualitativa, além de especialistas e jovens empreendedores, expondo para a sociedade o contexto do tema de empreendedorismo.

Os resultados mostraram que, em geral, o jovem acredita que empreender está associado à realização de propósito e sonhos, contrapondo o retorno financeiro como premissa. Dentro deste cenário é possível perceber uma juventude mais consciente sobre o caminho a ser percorrido para idealização e construção de um negócio. Para os jovens, a inovação também não é essencial, mas parte de uma atitude empreendedora com originalidade.

A pesquisa ainda trouxe a consciência do jovem de que empreendedor é diferente de empresário. Uma pessoa pode ser as duas coisas ou só uma delas e isso não o invalida. “Um funcionário de uma empresa pode encontrar soluções para algum problema. Ao se dispor a tornar aquilo um objetivo a ser realizado pode estar empreendendo” foi uma afirmação unânime nas discussões do workshop da pesquisa. Do total de jovens entrevistados, 56% se consideram empreendedores. Entre eles, 70% preferem ter um negócio próprio desafiando-se a criar produtos e serviços, e 30% preferem ser empregados de uma empresa, associando o conceito de empreender ao contexto empresarial partindo de uma atitude empreendedora que agrega aos negócios. 60% dos jovens acreditam que empreender não é só fazer dinheiro, mas inovar e transformar ao seu redor, seja com seu negócio ou dentro de empresas.

Neste contexto, o conceito de sucesso para os jovens tem cruzamento pessoal e financeiro. 60% deles acreditam que sucesso é ter um negócio de impacto com benefícios pessoais e para sociedade e 56% dos jovens entrevistados acreditam que sucesso é ter um bom lucro.

Outro dado relevante da pesquisa é sobre os desafios que o jovem enfrenta ao empreender. 56% dos entrevistados discordam que o jovem tem menos medo de empreender porque tem menos responsabilidade. O contexto social neste quesito tem grande impacto sobre as possibilidades de se empreender.

Classe C

Diferente das classes AB, em que 4 em cada 10 jovens preferem ser empregados ou funcionários de uma empresa, a juventude da classe C prefere ter o seu próprio negócio a trabalhar em ambiente corporativo. São 8 em cada 10 pensando dessa forma, por acreditar que assim, serão protagonistas de suas vidas. Esse aspecto está associado ao contexto social, que os tornam mais criativos e corajosos justamente pelas dificuldades de sua condição econômica e social. Esses jovens tendem a ser mais objetivos no que buscam, procurando algo mais concreto, acreditando que, assim, podem evitar incertezas do mercado de trabalho.

Na classe C, 57% dos jovens se consideram empreendedores. Destes, 78% preferem ter o negócio próprio e 22% preferem ser empregados de uma empresa.

Pense Grande

A Fundação Telefônica Vivo tem o empreendedorismo como um dos eixos de atuação, junto à educação e cidadania. Por meio do projeto Pense Grande, estimula o empreendedorismo social e atua com o objetivo de incentivar o jovem a pensar no tema como uma possibilidade de vida. O programa visa difundir a cultura do empreendedorismo de impacto social com tecnologia digital a jovens brasileiros por meio de três estratégias: Formar, que trabalha com jovens que queiram saber mais sobre o universo do empreendedorismo, oferecendo ferramentas e estratégias para desenvolver soluções em suas comunidades; Apoiar, que oferece formação e recursos para que participantes estruturem suas ações; e Fortalecer, que apoia instituições e iniciativas para fomentar o tema do empreendedorismo social para sociedade.

Neste contexto, o projeto fornece ferramentas, estratégias e recursos para desenvolver soluções e estrutura alguns temas destacados pelos jovens na pesquisa como atitude empreendedora, habilidades para reconhecimento de contexto social para resolução de problemas e desenvolvimento de projetos. Ao longo de cinco anos, já mobilizou mais de 50 mil jovens para o desenvolvimento de atitude empreendedora, apoiou 78 iniciativas e incubou 167 jovens.

Em parceria com o Centro Paula Souza, desde 2016 aplica a metodologia Pense Grande em 47 ETECs e FATECs do estado de São Paulo, o que permite que a Fundação esteja ainda mais próxima do contexto educacional ligado ao empreendedorismo. Por estar presente neste cenário, a Fundação percebe, na prática, a importância do estímulo ao empreendedorismo ainda no cenário escolar. A pesquisa mostrou que, ainda que o jovem tenha maior sensibilidade ao novo e predisposição ao aprendizado, por estar em processo de formação, não se fala sobre empreendedorismo na escola. O foco das discussões sobre esse tema ainda é restrito em como se inserir no mercado de trabalho. Parte significativa do que aprende sobre o assunto vem das pesquisas e formações que realiza por conta própria. De acordo com a pesquisa, 42% dos jovens concordam que o empreendedor orienta e ensina pessoas ao seu redor. Assim, fica claro que para além da disponibilidade para aprender, os jovens veem um empreendedor como alguém que compartilha seu conhecimento.

“A Fundação estimula os jovens a olhar o empreendedorismo como uma forma de mudança de vida e de perspectivas de futuro, se tornando protagonistas de suas próprias vidas, realizando seus sonhos e objetivos. Os resultados da pesquisa reforçam nosso posicionamento e comprometimento com o tema”, afirma Americo Mattar, diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo.

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