O futuro na era da internet das coisas (IoT)

iot_visa.jpg16/10/2017 - Não é novidade que a era digital está revolucionando a sociedade, promovendo mudanças radicais nos modelos de negócios e influenciando a forma como as pessoas consomem informações e produtos. A chamada Internet das Coisas (IoT – Internet of Things, em inglês), promete conectar tudo que está ao nosso redor. Segundo estudo realizado em conjunto pela McKinsey, consultoria empresarial norte-americana, o escritório jurídico Pereira Neto Advogados e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), as mudanças ocasionadas pela IoT poderão gerar para o país até USS 200 bilhões por ano, a partir de 2025.

Além disso, o Business Insider, portal de notícias norte-americano, prevê que aproximadamente 34 bilhões de dispositivos estarão conectados até 2020. Desses, ao mínimo 24 bilhões estarão relacionados à IoT. Isso possibilita o desenvolvimento de novos negócios, mas o que podemos esperar dessa revolução? Seis especialistas já começaram a fazer suas apostas, confira:

Segurança digital

A medida que a tecnologia evolui, aumentam os casos de invasão digital. Inclusive já há relatos de ataques a babás eletrônicas, que não contam com um sistema de proteção adequado. "A segurança cibernética tem muito para progredir. Imagine geladeiras, ar-condicionado e até marcapassos conectados à internet? Será preciso que esses devices estejam devidamente protegidos contra ataques", explica Tom Canabarro, co-fundador da Konduto, empresa que oferece uma solução antifraude inovadora para lojas virtuais;

Streaming publicitário

Constantemente, as empresas buscam reduzir os custos com as operações e no mercado publicitário não é diferente. Ainda presas a antigos padrões, os maiores desafios para as agências são reduzir o tempo para tomadas de decisões, agilidade no retorno às solicitações dos clientes, facilidade para acessar novas mídias e fornecedores, redução de despesas com idas e vindas de documentos, assim como de materiais publicitários para revisões e aprovações. "Ter uma plataforma online como ferramenta de armazenamento, otimização de fluxo de trabalho e interação entre agência, anunciante e fornecedor é o que garantirá maior competitividade às empresas", diz Celso Vergeiro, CEO da AdStream, maior plataforma de armazenamento e distribuição de campanhas publicitárias do mundo;

Cenários preditivos

Sensores e devices plugados na rede controlam e monitoram, cada vez mais, tudo ao redor. Agora imagine somar esses dados aos que já estão nas redes online e offline? "Cenários preditivos irão imperar. Poderemos prever com maior precisão o futuro próximo e evitar problemas e riscos antes mesmo deles ocorrerem. A Inteligência Artificial e Cognitiva evoluirá muito rápido, potencializando esse cenário", prevê Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, empresa de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) da internet e outras bases de conhecimento;

Inteligência Artificial no varejo físico

Enquanto a Inteligência Artificial (IA) é utilizada com frequência nas plataformas de e-commerce, onde as interações com o cliente são facilmente rastreadas, o varejo físico inova pouco na transformação da experiência de compra em algo mais personalizado, relevante e gratificante. "Nos próximos anos veremos a aplicação dos robots e ferramentas de IA crescerem rapidamente. São milhares de produtos e milhões de clientes em visitas frequentes a diferentes lojas. Somente o aprendizado de máquina é capaz de descobrir os padrões de comportamento do consumidor e sugerir objetivamente ofertas e estratégias promocionais multicanal que aumentarão vendas e rentabilidade. Alguns varejistas já investem muito nesses sistemas, certos de que produtividade promocional com inteligência analítica será seu diferencial competitivo", analisa Israel Nacaxe, COO da Propz, referência em soluções de inteligência artificial e big data para o varejo físico;

Cidades Inteligentes

Imagine uma cidade que pode mudar dinamicamente os tempos dos semáforos dependendo de fatores como acidentes ou chuva. Imagine uma cidade capaz de alterar os limites de velocidade dependendo da situação do trânsito. Esse é o conceito das "cidades inteligentes", ou seja, desenvolver cidades mais eficientes por meio de sensores e análises de dados mais avançadas, geralmente baseadas em inteligência artificial. "O tempo que será salvo e a eficiência que será ganha pelo cidadão se tornarão um diferencial competitivo, fazendo com que as cidades atraiam investimentos, empregos e até turismo", avalia Rodrigo Mourad, sócio fundador da Cobli, startup especializada em rastreamento, telemetria e gestão de frotas;

Plataformas wearables

Com plataformas e aparelhos cada vez mais conectados, a tendência é que eles se tornem unificados e "vestíveis". "Vivemos na era da realidade virtual, aumentada e inteligência artificial. E para o futuro podemos esperar devices wearables, como lentes de contato capazes de gravar as imagens que estão sendo visualizadas - e porque não utilizar para comprar produtos? Não passamos um dia sem adquirir um produto ou planejar uma compra para o dia seguinte, então com a realidade aumentada em lentes de contato o conteúdo integrado não seria mais um vídeo, show, comercial ou seriado, e sim imagens da vida da pessoa em tempo real", idealiza Anselmo Martini, vice-presidente de marketing global do Cinemall, tecnologia que permite a integração de produtos, marcas e serviços diretamente no conteúdo nas mais variadas plataformas.

 

 

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Prepare-se para ser um profissional do futuro

jobs_2.jpg05/10/2017 - As transformações tecnológicas evoluem a todo instante e, nesse cenário, os empregos constituídos por tarefas fáceis de automação entram em declínio. Com o aumento de vagas de emprego que exigem maior habilidade cognitiva, o desafio dos estudantes é acompanhar o processo de aperfeiçoamento, estar atento às mudanças que o mercado exige e aplicar na capacitação.

Desenvolvimento de aplicativo, gestores de projetos, coordenadores de redes sociais e analistas de dados são algumas apostas feitas por especialistas para o mercado de 2020. Acompanhando a era da transformação digital, estão listadas, também, a robótica, inteligência artificial e big data, que prometem ser destaque no cenário tecnológico.

O diploma acadêmico é um passo importante para garantir uma boa qualificação no mercado de trabalho, mas os profissionais terão de mostrar diferenciais competitivos e grande capacidade de desenvolver-se junto à empresa. "O interesse dos jovens em buscar uma oportunidade e recolocação no mercado já mostra um grande diferencial e um ponto positivo para conquistar uma vaga no mercado", comenta o CEO da TOTVS Curitiba, Márcio Viana.

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Mitos e verdades sobre o uso de computadores

computing_2.jpg05/10/2017 - Desde a criação do primeiro computador, muitos mitos surgiram sobre seu uso, conservação e funcionamento. Novas tecnologias e novos programas são constantemente apresentados ao mercado, deixando os usuários confusos sobre quais ações são mais adequadas para não reduzir a vida útil dos aparelhos.

"Com o passar dos anos, a presença cada vez maior do computador no cotidiano de todos, seja em casa, seja no trabalho, trouxe algumas dúvidas sobre a adoção e manutenção dos dispositivos. A quantidade de ícones no desktop e o uso repetido do botão 'reset', por exemplo, fazem parte da lista de questões dos usuários de PCs. Recebemos inúmeras perguntas diariamente e achamos importante esclarecer certos pontos a fim de sanar dúvidas e melhorar a utilização e duração dos equipamentos", comenta Paula Mello, Gerente de Marketing da Daten.

A empresa conta com uma área dedicada em seu site (www.daten.com.br/suportes) para suporte relativo a PCs e notebooks que tem atendimento personalizado de acordo com o tipo de usuário: Setor Público, Corporativo, Educacional ou Varejo. É possível tirar dúvidas com os técnicos especializados da empresa por chat on-line na própria página, e-mail ou telefone.

Confira abaixo alguns mitos e verdades destacados pela DATEN sobre o uso do PC:

1. Salvar muitos ícones no desktop deixa o PC mais lento

Verdade – A placa de vídeo é a ferramenta responsável por atualizar as informações constantes na tela do computador. Quanto mais itens ocuparem a área de trabalho, maior será o tempo que o equipamento levará para carregar novas informações na tela. O elevado número de ícones no desktop está diretamente ligado à probabilidade de haver mais programas instalados no PC, ocasionando lentidão.

2. Deixar o estabilizador ligado prejudica o desempenho da máquina

Mito – Não existem restrições ou problemas em deixar o estabilizador sempre ligado. O que se deve levar em consideração ao mantê-lo em funcionamento sem interrupção é o consumo de energia. Outro fator a ponderar é que o estabilizador emana calor durante sua operação, portanto, a temperatura do ambiente no qual o equipamento está instalado tende a aumentar.

3. Manter o PC em modo hibernar em vez de desligá-lo dificulta o funcionamento posterior

Mito – A função de hibernação permite recuperar a atividade do computador com programas e janelas do navegador de Internet do ponto em que estava antes. Não há problemas em manter a máquina hibernando e a função também não consome bateria no caso dos notebooks. Um fato que pode ocorrer é a demora do aparelho a retomar as atividades, conforme a quantidade de páginas e programas que estavam em execução. Ainda assim, a função é útil para acessar com facilidade arquivos, documentos e outros itens.

4. Deixar a bateria descarregar completamente antes de uma nova recarga faz com que aumente o tempo de duração

Mito – Descarregar completamente a bateria para só assim carregar novamente pode encurtar a vida útil do equipamento. A grande parte dos notebooks funciona com baterias de íon-lítio, que possuem grande capacidade de armazenamento de energia e dispensam o cumprimento de ciclos completos de carga e descarga, ou seja, o usuário pode plugar o equipamento ao carregador antes que a bateria chegue ao fim sem problemas.

5. Forçar o desligamento do PC direto no botão estraga a máquina

Verdade – Desativar o computador diretamente no botão, sem seguir o processo padrão de desligamento, influencia em seu desempenho. É recomendado desligar subitamente apenas se for necessário limpar a memória RAM ou se a máquina travar. Caso isso aconteça com frequência, é preciso analisar a situação do PC.

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Como os bots irão revolucionar as relações comerciais

chatbot.jpg*Por Mateus Azevedo
26/09/2017 - Você já interagiu com um bot? Se não, ainda vai! Em 2020, mais de 85% das interações com o cliente não irão incluir um ser humano, segundo pesquisa do Gartner e da TechEmergence, divulgada pela Business Insider. Os chatbots serão a aplicação número 1 da inteligência artificial nos próximos cinco anos e devem revolucionar as relações comerciais.

A aceitação das pessoas em relação à ferramenta vem crescendo exponencialmente. De acordo com a pesquisa "Transformação Digital – Empresas", realizada pelo Núcleo de Estudos e Tendências da Atento, 89% dos consumidores afirmam que já foram atendidos por assistentes virtuais. Quando questionados se aprovam o robô, 51% dos entrevistados afirmaram que sim, sendo que 54% dos respondentes estão na faixa dos 36 a 45 anos, representando o grupo com maior aceitação da tecnologia. Outro dado interessante: a pesquisa identificou que 29% dos entrevistados preferem negociar uma dívida com um assistente virtual, pois afirmaram se sentir menos constrangidos a resolver uma situação de endividamento com uma máquina a um humano.

Muito provavelmente o que chamamos de boca-boca hoje vai se transformar em "boca-bot". A brincadeira com a expressão é para começar a pincelar a infinidade de possibilidades que a aplicação tem. Um bot pode ser um assessor de moda, um consultor jurídico, um assistente de RH, um auxiliar médico. A gama é infinita, uma vez que a ferramenta é extremamente versátil.

Imagine que você vai a uma festa com um determinado dress code. Ao invés de perguntar ao amigo (a) qual é o acessório que mais combina com a vestimenta, o bot é quem vai te passar as indicações (!). Ou você está fazendo uma entrevista de emprego e um bot fará a primeira triagem, definindo se você passará para a próxima fase do processo ou não. Soa muito futurista? Não é não, prepare-se.

O Bank of America, um dos maiores bancos americanos, foi uma das primeiras organizações a se interessar pelos bots quando o Facebook anunciou o lançamento da plataforma. Hoje, o chatbot do banco envia alertas em tempo real aos correntistas, mas seus desenvolvedores já estudam novas formas de interação. A Kayak, empresa norte-americana cujo principal produto é um buscador de passagens aéreas e processa mais de um bilhão de pesquisas por ano lançou seu chatbot para melhorar a experiência de encontrar as melhores opções de viagem. O bot pergunta quando o cliente vai viajar, quanto tempo irá ficar, em qual companhia aérea gostaria de viajar e faz a seleção de acordo com as coordenadas recebidas.

Até na área médica os bots já estão "se aventurando": Cathy Pear, autora do livro "Designing Voice User Interfaces" é Diretora de User Experience para a Sensely uma empresa que presta serviço de assistência médica hospitalar em São Francisco. Sua principal tarefa é "dar vida" ao avatar de uma enfermeira de modo a criar empatia ao conversar com pacientes com doenças crônicas. Outro interessante exemplo é a HealthTap, uma empresa de saúde interativa, fundada na faculdade de Stanford, justamente com o propósito de revolucionar a forma como as pessoas cuidam de sua saúde. O usuário fala sobre seus sintomas e o bot passa referências sobre o que os médicos já disseram a respeito e ajudam a interface a encontrar o médico mais adequado para uma consulta.

Os bots já tendem, inclusive, a substituir os aplicativos. De acordo com pesquisa da Forrester Research 2015, 84% das pessoas utilizam apenas cinco aplicativos por mês, ou seja, as pessoas estão mais criteriosas no que baixar para não sobrecarregar seus smarphones. Na China, o número de chatbots no WeChat supera a soma dos apps de Google e Apple: são 5 milhões no WeChat contra 4,2 milhões de Google Play e Apple Store.

É fácil prever que em breve os bots irão além do atendimento e poderão ser usados para ações de ativação, promoção de marcas, campanhas virais. Será possível compartilhar bots favoritos com os amigos, comentar sobre eles. As marcas já devem começar a pensar em como tirar o melhor da ferramenta, pois o futuro dos bots já chegou.

*Mateus Azevedo é sócio da BlueLab e responsável pela Diretoria de MKT e Vendas

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Indústria 4.0: cloud com transformação digital

40_ind_2.jpg*Por João Alfredo Pimentel
25/09/2017 - Estamos em franca transformação digital e a indústria 4.0 no Brasil tem ainda longo caminho a percorrer em vários setores da economia de forma gradual e disrruptiva.

Somados ao potencial combinado de tecnologias como a Internet das Coisas (IoT), Big Data, Analytics, Aprendizado de Máquina, cloud computing, computação cognitiva e inteligência artificial, robótica, entre outros, esta nova revolução tecnológica agrega redução de custos, ganhos de eficiência e receita adicional provocada por novos modelos de negócios.

Cunhado em Hannover, na Alemanha, durante evento em 2011, o termo indústria 4.0 foi citado pela primeira vez por um grupo de pesquisadores que fez algumas recomendações ao governo alemão e, dois anos mais tarde, a indústria 4.0 começou, de fato, a ser desenvolvida naquele país. Desde então, este é um processo em expansão. Assim como o governo alemão, outros países e grandes companhias já despertaram para o valor da Indústria 4.0.

Tais ganhos proporcionam ainda crescimento econômico, o potencial de geração de Valor da Industria 4.0 no mundo, provocará forte geração de empregos qualificados e elevação da qualidade de vida.

De acordo com vários institutos de pesquisa em 10 anos, 49% dos empregos tradicionais que conhecemos não existirão e 40 % das empresas que conhecemos também não estarão no mercado, devido à forte pressão das tecnologias disrruptivas combinada com modelos de negócios inovadores.

Justamente por estes motivos que precisamos nos posicionar a respeito e pensarmos em um modelo de desenvolvimento adequado ao nosso País que nos torne cada vez mais competitivos e mais produtivos.

Estamos diante de uma nova revolução tecnológica, a quarta revolução industrial combinada com tecnologia de nuvem, com o uso de redes inteligentes capazes de agendar manutenções de máquinas, prever falhas em processos e propor mudanças na produção. Há uma descentralização do controle dos processos produtivos e o uso em escala de dispositivos inteligentes interconectados só tende a crescer. Essas mudanças ao longo de toda a cadeia de produção e logística são profundas e agregam eficiência para diversos setores como saúde, energia, transporte, logística, varejo, construção, agronegócio e manufatura.

Tal qual a proliferação de aparelhos celulares hoje em dia, o que era impensado há 20 anos para a maior parte dos brasileiros, para se tornar uma realidade, a Indústria 4.0 necessita de investimentos em tecnologias emergentes de TI, Cloud Computing, automação e na Internet das Coisas. A boa notícia é que a maior parte dessas tecnologias já estão disponíveis, por exemplo Cloud Computing como primeiro passo para as empresas iniciarem sua jornada para a transformação digital dos seus negócios. O próximo passo é tornar estas inovações conhecidas e acessíveis a todos, nas mais diversas verticais de negócios.

Temos pela frente uma verdadeira jornada iniciando com a migração para Cloud Computing, aliviando as corporações de investimentos pontuais, trazendo uma forte redução dos custos, liberando tempo e recursos das áreas de tecnologia e operações para focarem na transição gradativa para que a Indústria 4.0 possa ganhar terreno durante a crise e na retomada da economia.

Não devemos temer o aumento do desemprego com o avanço da automação, por exemplo. Devemos educar e qualificar nossa mão de obra para que estes profissionais possam trabalhar na outra ponta da cadeia de valor: no desenvolvimento, programação e gestão de toda essa tecnologia.

O perfil dos trabalhadores está mudando em todo o mundo, e o Brasil precisa se adequar ao novo cenário rapidamente, em uma agenda positiva de aumento de produtividade e inovação. Se não investirmos na educação e qualificação das pessoas, com foco em tecnologia, vamos assistir passivamente os nossos postos de trabalhos manuais serem preenchidos por computadores e máquinas com robótica integrada com inteligência artificial e aprendizado de máquina.

É hora de abusarmos da criatividade e aprendermos a tomar decisões de modo rápido e a solucionar problemas. Por mais avançadas que possam ser, as máquinas ainda precisam de pessoas, de programadores, engenheiros, técnicos e inteligência. As pessoas estão na base de todo este processo.

Se bem aplicada e gerenciada, a tecnologia Cloud Computing e Transformação Digital são as alavancas para melhorar o desempenho das operações, reduzir custos, aumentar a produtividade, aumentar as vendas e ajudar a sair da crise fortalecido. A tecnologia de Cloud Computing combinada com Transformação Digital catalisa o aumento da demanda por produtos customizados, gerando uma melhor experiência para os consumidores e um aumento da satisfação.

Todos têm a ganhar na jornada para Cloud com Transformação Digital.

*João Alfredo Pimentel é fundador da CorpFlex, especializada em soluções de Cloud Corporativa e outsourcing de TI

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Ensino a distância: rota para evolução profissional

digital-education2.jpg*Por Mauricio Prado
15/09/2017 - Em junho, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o novo marco regulatório que define o credenciamento e a oferta de cursos de educação superior dentro do modelo de ensino a distância (EaD). Instituições de ensino vieram a público para apresentarem seus planos de expansão e li matérias sobre quanto o EaD mudou a vida de estudantes dos perfis mais variados, incluindo aqueles com dificuldades para obter financiamento estudantil, tempo ou simplesmente vivem longe de uma instituição de ensino tradicional.

O ensino a distância é uma abordagem mais que consolidada para construir conhecimento na sociedade moderna. Segundo o Google Consumer Barometer, 62% da população brasileira usava smartphone ano passado, e estudo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) aponta que o smartphone é o dispositivo preferido para usar a internet. É visível o interesse do brasileiro em aplicar a tecnologia à rotina, até ao checar preços antes de comprar algo em um shopping center. De forma similar, popularizar a tecnologia no meio educacional trará um impacto positivo na vida de estudantes e profissionais, que já digitalizaram muito de seus hábitos do dia a dia: ouvir música é por streaming, navegador é o canal para acompanhar o noticiário, um app substitui esticar o braço para chamar um motorista.

Talvez, melhor pensar que o EaD também já é uma realidade no Brasil, pois nosso País é o segundo maior mercado de EaD da Harvard, que só fica atrás dos Estados Unidos. Além disso, O EaD já é uma preferência no caso de estudantes de pedagogia, em que o número de matriculados na graduação a distância é de 342 mil ante 313 mil nos cursos presenciais, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Outro ponto que contribui é que a aprendizagem via computador, smartphone, internet e o autodidatismo já está presente na rotina das empresas. Essa transformação digital no ensino faz parte da evolução dos profissionais, que desbravam novas áreas do saber ou optam por se aprofundar em um tema, ampliando seu nível de especialização.

Este tipo de plataforma digital faz com que aprender não seja dependente unicamente de uma atividade estruturada com hora para começar e terminar. Estudar é algo que se faz no ambiente de trabalho ou no transporte público, similar à vida de tantos profissionais e alunos, para quem descobrir não é algo limitado a um lugar específico. Comum a grandes profissionais de sucesso, em que o diploma da graduação, da pós-graduação ou do mestrado não representa um fim, mas, sim, um novo passo na jornada do saber.

A aprendizagem apoiada pela tecnologia estimula a compreensão de conceitos, como a inteligência artificial (IA), e resolve desafios de negócios e habilidades, tais como adotar estratégias para ampliar vendas, aprimorar o atendimento ao cliente, aplicar IA ao reconhecimento de imagens e criar aplicativos. Agora, para manter o interesse do estudante, não basta transportar a informação para um meio digital. É necessário engajar, pois um processo de aprendizagem eficiente precisa ser, também, prazeroso.

Um dos passos para gerar maior interesse do público no ambiente empresarial é trazer uma dinâmica de premiação pela conclusão de projetos e resolução de testes. No Trailhead, que é a plataforma gratuita de aprendizagem da Salesforce, isso ocorre por meio da entrega de emblemas aos internautas, "medalhas" que atestam a conclusão de cada trilha de conhecimento. O público que utiliza a plataforma de EaD, formado por clientes, funcionários, parceiros e profissionais de tecnologia, vendas, atendimento ao cliente e marketing, compartilha as medalhas nas redes sociais. Mais projetos e testes bem-sucedidos implicam em mais emblemas e pontos, que levam os participantes a novos níveis no ranking de qualificação.

O Trailhead é a proposta em EaD para elevar o número de profissionais qualificados na plataforma tecnológica Salesforce. Estima-se que a própria Salesforce e sua rede de parceiros em todo o mundo precisarão de 1,9 milhão de profissionais com conhecimento especializado até 2020. Acredito muito em fornecer meios para as pessoas mudarem suas vidas e darem novos rumos às suas carreiras, pois sou autodidata até. Minha introdução à tecnologia da informação para resolver desafios de clientes foi a partir de livros e dedicação em frente aos microcomputadores e sigo aprendendo por conta própria até hoje. O modelo faz sentido, pois em um mercado em crescimento, muitos estudantes se transformam nos seus próprios professores. Basta dedicação e conteúdo relevante.

O EaD com o conteúdo relevante para o público, estímulo apropriado, e direcionado para demandas do mercado de trabalho, sem dúvida, será o começo de uma jornada para pioneiros em todo o País.

*Mauricio Prado, Presidente da Salesforce Brasil

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