Como viabilizar as Cidades Inteligentes?

smart city_2.jpg*Por Samir El Rashidy
19/02/2018 - Em cerca de 30 anos, a população urbana mundial crescerá 30%. Isso representa 2 bilhões de indivíduos**. O número, por si só, já chama a atenção. Mas tente abstrair essa informação considerando a cidade na qual você vive: ano após ano, novos milhares de pessoas disputarão, com você, espaço no transporte público, no sistema de Saúde, em restaurantes, em parques, no trânsito. Das horas dedicadas ao trabalho aos momentos de lazer, haverá mais indivíduos se esbarrando em calçadas, seguindo seus próprios caminhos e objetivos. A demanda por recursos também avança: o consumo de energia vai subir 36% até 2035, em um ambiente no qual a emissão de gases do efeito estufa aumentou 7 vezes no último século.

Sem otimização, organização e redução de desperdícios, fica difícil não projetar um futuro distópico, imerso no caos. Agregar tecnologia aos serviços públicos, sob o conceito de cidade inteligente (smart city) e Internet das Coisas (IoT, ou Internet of Things), não é uma mera evolução. É questão de sobrevivência de todo um sistema.

Quando se fala em cidade inteligente, não se trata só de ofertar conexão de alta capacidade em Wi-FI em ambientes públicos. O objetivo é repensar o funcionamento da cidade, de forma integrada e com auxílio da tecnologia, para que haja o mínimo desperdício de tempo, recursos e que permita uma conectividade de forma fácil, segura e rápida de qualquer lugar do planeta. Trata-se de otimizar a capacidade gerencial e a qualidade de vida dos cidadãos, com auxílio da digitalização.

Essa transformação demanda a mudança estrutural da gestão política da cidade e de empresas nos mais diversos setores, como construção, telecomunicações, energia, dentre outras, para incorporar a tecnologia na construção de edifícios conectados e eco-friendly e veículos com eficiência energética. O Gartner estima que até 2020, serão 1,39 bilhão de sensores conectados nas cidades para alcançar metas de sustentabilidade e mudanças climáticas, representando 20% de todas as coisas conectadas em uso.

Um bom exemplo na América Latina é a cidade de Medellín, na Colômbia, que em 2013 recebeu o título de "cidade mais inovadora do planeta" pelo The Wall Street Journal e o Urban Land Institute. Para ser considerada pioneira e referência no conceito, o governo local investiu na transformação de processos que facilitam o dia a dia aumentam a qualidade de vida de seus moradores em diversos âmbitos, como é o exemplo da implementação de escadas rolantes nos morros da cidade e a adoção do processo de telemedicina, que conecta pessoas em vilarejos com médicos e assistentes sociais e evita horas de viagens e deslocamentos. Além do benefício à população, a cidade conseguiu atrair atenção mundial por conta do pioneirismo, o que resultou na conquista de mais recursos. O projeto continua em expansão, atingindo, atualmente, as áreas de segurança pública, mobilidade urbana e conservação do meio ambiente.

Para que exemplos como esse sejam cada vez mais recorrentes e o conceito de cidade inteligente saia do papel de forma maciça, contudo, é preciso que o mercado evolua do discurso sobre futurologia para a aplicação efetiva, em um ambiente real, construído do zero. Esse novo modelo de cidade pode ser aplicado em uma área geográfica ainda não explorada de uma metrópole - um bairro afastado, por exemplo . Para tal, precisamos ter um forte, complexo e robusto aparato tecnológico, considerando alguns aspectos:

Conectividade: para as cidades físicas, é essencial a construção de estradas e avenidas como primeiro passo, para que as mesmas cresçam e prosperem. O mesmo vale para a digitalização das cidades quando se trata de conectividade. Palavras como banda larga, fibra óptica e Wi-Fi resumem a garantia de conexão à internet - o primeiro passo de uma cidade inteligente. Graças à evolução das tecnologias, já somos capazes de garantir conectividade através de redes híbridas, utilizando o que há de melhor em conexões satelitais, redes MPLS e a própria internet (banda larga ou até mesmo 3G/4G). Com isso, os diferentes equipamentos de IoT se tornam inteligentes e geram dados e comunicação machine to machine (M2M) que otimizam processos e garantem informação em tempo real a todos os envolvidos: dos cidadãos aos gestores;

Segurança da informação: com cada vez mais dependência dos recursos digitais, os processos da cidade ficarão mais expostos ao cibercrime - deixando governos mais vulneráveis a todo o tipo de ameaça. Para garantir a segurança do sistema e dos cidadãos, é necessário um forte aparato tecnológico, que trabalhe na detecção proativa - baseada no comportamento da rede ou de usuários da mesma - na prevenção, remediação e reeducação cognitiva da própria rede para prevenir invasões, alterações nas dinâmicas dos serviços públicos e roubo de informações;

Visibilidade: os gestores precisam saber o que está acontecendo em todo o ambiente da smart city. Isso é possível como tecnologias de monitoração, análise de tráfego e otimização de consumação de banda. Com uma visão generalizada sobre o funcionamento e demanda dos serviços, é possível identificar pontos de melhorias e otimização de processos, assim como entender para que e como está sendo utilizada a rede.

Acesso à nuvem: todos estamos ligados s à nuvem de alguma forma - pessoas, empresas e "coisas". Portanto, é importante que as cidades inteligentes estejam prontas para essa conexão aos diversos provedores de serviço em cloud de forma rápida, segura e transparente para seus cidadãos.

Entre o caos projetado para o futuro e a maior qualidade de vida nas cidades, independentemente do aumento populacional, a tecnologia é fator crucial. Não existem dúvidas: as cidades serão inteligentes. A dúvida é: quão rápidos chegaremos lá e quais as cidades que oferecerão a melhor qualidade de vida para seus habitantes.

*Samir El Rashidy é Diretor de Pré-vendas e Parcerias para América Latina da Orange Business Services
**Smart Cities & Smart Territories: How IoT is helping cities get smarter - Orange Business Services

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Brasil terá Centro de Referência de Smart Cities

qualcomm_iot.jpgDa Redação
05/02/2018 - A Qualcomm Incorporated, por meio de sua subsidiária Qualcomm Serviços de Telecomunicações Ltda., anunciou nesta segunda-feira (05-02-2018) a intenção de criar um Centro de Referência para o desenvolvimento de soluções para cidades inteligentes no Brasil. A iniciativa tem como objetivo fomentar o ecossistema e acelerar a adoção de Internet das Coisas no Brasil.

O Centro de Referência para Cidades Inteligentes funcionaria como uma colaboração público-privada com um centro de pesquisa ou universidade a serem selecionados. O objetivo principal deste centro de referência é demonstrar o que existe de mais avançado em soluções para cidades inteligentes e apoiar administradores públicos no entendimento do potencial e na aplicação destas novas soluções para cidades brasileiras.

"A Qualcomm Technologies entrega diariamente mais de um milhão de chips para Internet das Coisas e tem amplas condições de apoiar o ecossistema nacional de IoT", afirmou Rafael Steinhauser, vice-presidente sênior e presidente da Qualcomm para a América Latina. "A Internet das Coisas pode melhorar a produtividade do país, além de abrir grandes oportunidades de qualidade de vida e econômicas. Com soluções sendo desenvolvidas localmente, temos maior capacidade de atender as demandas específicas do brasileiro para a implementação da tecnologia".

Em outubro do ano passado, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentaram o estudo "Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil", que inclui um plano de ação detalhado para o fomento e implantação de novas tecnologias no país. De acordo com o relatório, a aplicação de tecnologias de Internet das Coisas pode gerar um impacto econômico de US$ 50 a 200 bilhões por ano até 2025, o que representa cerca de 10% do PIB do país.

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Ambisoni: áudio high definittion ao ar livre

ambisonic_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
12/02/2018 - Imagine ouvir o melhor som de uma orquestra – seja de música erudita ou jazz – ao ar livre, num grande jardim ou num bosque. E tudo isso com o melhor sistema de áudio e caixas acústicas já criados.

Essa é, pelo menos, a promessa da AmbiSounic Systems (TechHome-Mark of Excellence), que apresenta os alto-falantes highend mais sofisticados, com os equipamentos do Immersive HD Landscape Series, modelo 6.5HD-AW-L, que “fornece o melhor em áudio de alta definição para qualquer paisagem ou ambiente externo”.

O conjunto apresenta um Ribbon Magnético Planar de 6 polegadas e um woofer de 6.5 polegadas em configuração coaxial verdadeira, capaz de produzir um padrão de cobertura perfeitamente simétrico e menor distorção devido ao efeito do filtro acústico do alinhamento.

http://ambisonicsystems.com/

 

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Mercado de Bitcoin vai do zero ao infinito!

bitcoin.jpg*Por Guto Schiavon
24/01/2018 - Para fazer uma analogia entre o passado e o presente, é necessário entender como funciona o sistema financeiro tradicional, que nada mais é do que a junção mundial de acordos jurídicos, instituições e agentes econômicos formais e informais que, em conjunto, facilitam as transações internacionais de capital financeiro para fins de investimento e financiamento do comércio.

Desde sua criação no fim do século XIX, durante a primeira onda de globalização econômica, sua evolução é marcada pelo estabelecimento de bancos centrais, tratados multilaterais e organizações intergovernamentais visando melhorar a transparência, a regulamentação e a eficácia dos mercados internacionais. Ao longo dos anos, nossa sociedade evoluiu no pensamento, na medicina, na ciência e principalmente na inovação tecnológica, seja por meio do boom dos aplicativos ou novidades que alteraram nossa forma de se relacionar com o mundo.

Em 2009, um programador ou um grupo que utiliza o pseudônimo Satoshi Nakamoto, criou a criptomoeda bitcoin, que hoje é considerada a primeira moeda digital mundial descentralizada e responsável pelo ressurgimento do movimento do sistema bancário livre. Com a sua invenção, a intenção era que as pessoas tivessem uma alternativa ao modelo tradicional financeiro utilizado atualmente.

Crescimento

2017 foi uma data de grande surpresa para os investidores da moeda. Neste ano, não se imaginava um crescimento de 1900% no preço da criptomoeda, que em sua criação valia zero e só em 2010, começou a ser comercializada por U$0,39. E é por este motivo que podemos afirmar que o bitcoin vai do zero ao infinito por sua trajetória de evolução sem limite de teto, presente há nove anos no mercado mundial.

Além do aumento na procura, foram apresentadas discussões calorosas sobre a escalabilidade da moeda, passando por Segwit (Segregated Witnesses), que visa melhorar o tamanho das transações, Lightning Network, que aumentará a escalabilidade do bitcoin, e aumento de bloco, que acabou gerando forks, como o Bitcoin Cash.

Durante o ano passado, a grande valorização se deu por conta de regulações pró-mercado como anúncio feito pelo governo do Japão, que passou a regulamentar o investimento com abertura de mercado da moeda de forma nacional, e também de medidas restritivas, como houve na China, que possuía grande parte do mercado de investidores da moeda migrados para ilha japonesa. No Brasil, por exemplo, o mercado de bitcoin transacionou cerca de R$8,2 bilhões. Só a nossa empresa foi responsável por 48% destas transações. A expectativa é que esse número cresça mais de dez vezes, podendo chegar a R$100 bilhões nos próximos anos.

O risco do investidor

Podemos dizer que o risco do investidor vem diminuindo ano a ano, e isso é comprovado pelo volume de transações realizadas por todo o mundo. O bitcoin ainda é um investimento de alto risco devido a sua volatilidade, mas com o passar dos anos esse parâmetro vem diminuindo com o aumento da base de usuários e adoção de novos segmentos, desde a negociação em mercados tradicionais quanto ao uso do blockchain. Outro exemplo prático é a aceitação. No Brasil, por exemplo, até dupla sertaneja aceita bitcoin como forma de pagamento. Nos EUA, o setor imobiliário aderiu pagamento via moeda digital. Atualmente, diversas empresas criam sistemas de pagamentos em bitcoin dando evidência de que o investimento já está incorporado na sociedade mesmo de forma lenta.

Todo esse cenário de crescimento da criptomoeda, faz com que nossa empresa se prepare para um crescimento mínimo de 500%, o que reflete uma projeção até no quadro de funcionários da startup. Antes tínhamos cerca de 30 colaboradores e hoje estamos caminhando para 300.

Diante disso, esperamos que o Segwit seja largamente adotado, diminuindo as taxas de rede, além das soluções de Lighning Network que estão sendo testadas. Com ambas as tecnologias, o bitcoin deve alcançar uma escalabilidade e taxas muito menores, melhorando a vida dos usuários para uma melhor adoção do mercado. Em relação ao preço, não temos como prever, mas acreditamos que com as melhorias e com a aquisição de novos segmentos, o bitcoin continue sendo o investimento do ano.

Diante disso, esperamos que o Segwit seja largamente adotado, diminuindo as taxas de rede, além das soluções de Lighning Network, que estão sendo testadas. Com ambas as tecnologias, o bitcoin deve alcançar uma escalabilidade e taxas muito menores, melhorando a vida dos usuários para uma melhor adoção do mercado. Em relação ao preço, não temos como prever, mas acreditamos que com as melhorias e com a aquisição de novos segmentos, o bitcoin continue sendo o investimento do ano.

Para finalizar, acredito que o ponto chave será a regulamentação da moeda, que deverá vir ainda em 2018. Embora a criptomoeda tenha alcançado credibilidade no mundo financeiro, um dos gargalos são as altas taxas e a lentidão de confirmação da transação, que traz desconforto para os usuários. Tenho certeza que com toda essas novidades, a escalabilidade do bitcoin irá melhorar, ajudando-o a se tornar de fato uma rede de pagamentos segura.

* Guto Schiavon é sócio fundador da FOXBIT, uma das maiores corretora de bitcoins do Brasil.

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39% dos CEOs brasileiros apostam em recuperação

tech-trends.jpg23/01/2018 - Pesquisa da PwC aponta que executivos no Brasil são os mais otimistas do mundo em relação a melhoras no cenário econômico

Os líderes empresariais brasileiros são os mais otimistas do mundo em relação à recuperação econômica: 80% acreditam na melhora da economia global nos próximos 12 meses. O otimismo, no entanto, não se reflete na mesma medida para as expectativas de faturamento de suas empresas, com apenas 39% dos executivos confiantes num aumento das receitas em curto prazo. Para os próximos três anos, as expectativas são melhores: 54% preveem crescimento das receitas. No cenário internacional, os três países que, na opinião dos CEOs, serão mais estratégicos para os negócios das empresas brasileiras são Estados Unidos, China e Argentina, respectivamente.

Os números foram revelados pela 21ª Pesquisa global com CEOs da PwC (21st Annual Global CEO Survey), que ouviu quase 1.300 líderes de empresas em 85 países. Em todo o mundo, 57% dos CEOs acreditam na melhora no cenário econômico nos próximos 12 meses e 42% preveem crescimento nas receitas das empresas nos próximos 12 meses.

"O otimismo em relação ao futuro é reflexo da recuperação econômica nas principais economias do mundo e os CEOs acreditam que este movimento deve se refletir positivamente em seus negócios. Para crescer neste contexto, as empresas devem estar alinhadas com as novas demandas da sociedade, tornando-se mais relevantes para seus stakeholders nos próximos anos", explica Fernando Alves, sócio-presidente da PwC Brasil.

Para 7% dos executivos ouvidos na pesquisa globalmente, Brasil e França estão entre os três países mais importantes na estratégia de crescimento de suas empresas. Estados Unidos (46%), China (33%), Alemanha (20%) e Reino Unido (15%) estão no topo da lista.

Crescimento no Brasil

O crescimento dos negócios, segundo os CEOs, se dará pelo crescimento orgânico (87%), redução de custos (83%) e parcerias com empreendedores ou startups (70%). No Brasil, 65% dos líderes pretendem fazer novas alianças estratégicas e 46%, fusões e aquisições para ampliar a rentabilidade dos negócios.

Dos CEOs entrevistados, 59% estão extremamente preocupados com a oferta de talentos com domínio de habilidades digitais e 35% têm planos de aumentar o quadro de funcionários das suas companhias nos próximos 12 meses. Globalmente, 54% dos executivos devem ampliar sua força de trabalho; na América Latina, 43% esperam ampliar seus quadros de colaboradores.

Em relação às principais ameaças ao crescimento dos negócios, 91% dos executivos brasileiros citam a falta de infraestrutura, 78% o excesso de regulação e 76% o aumento da carga tributária. Medidas populistas (67%), as mudanças nos hábitos de consumo (67%), velocidade das mudanças tecnológicas (72%) e ameaças cibernéticas (59%) também constituem dificuldades para as perspectivas de crescimento das empresas.

Desafios globais

Globalmente, as incertezas geopolíticas são citadas por 85% dos CEOs como uma das principais ameaças para as companhias. O excesso de regulação (83%), as ameaças cibernéticas (80%), o crescimento da carga tributária (78%), o terrorismo (77%), o populismo (77%) e o protecionismo (76%) constituem as principais barreiras para o crescimento das empresas em todo o mundo.

Os setores da economia mais confiantes com o crescimento dos negócios nos próximos 12 meses são: tecnologia (48%), serviços às empresas (46%) e farmacêutica (46%).

"O otimismo dos CEOs sobre a economia global está sendo impulsionado pela força dos indicadores econômicos. Com o crescimento acelerado do mercado de ações e a previsão de alta do PIB na maioria dos principais mercados em todo o mundo, não é surpresa que os CEOs estejam tão entusiasmados", afirma Bob Moritz, chairman global da PwC.



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"Algumas pessoas vão viver no ambiente paralelo"

jobs_2.jpg23/01/2018 - O coordenador do MBA em Marketing Digital da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Miceli, adverte que com a evolução da tecnologia surgirão pessoas que não serão apenas desempregadas, mas que não serão empregáveis, constituindo uma parcela improdutiva da sociedade. O especialista aponta que esse grupo poderá ser sustentado por um sistema de renda básica universal.

"Serão pessoas que não vão conseguir encontrar um espaço na sociedade que emerge. A tecnologia vai forçar o nascimento de novas profissões baseadas em novas habilidades, como análise de dados e programação", analisa André Miceli.

O especialista ressalta que os Millennials (geração nascida nos 90 ,também conhecidos como Geração Y) possuem uma relação diferente com o "ter", ao contrário da Geração X. Miceli explica que esse é o motivo da força e o surgimento de cada vez mais empresas de compartilhamento. "Segundo o escritor Yuval Noah Harari - autor do artigo "O Significado da Vida em um Mundo sem Trabalho" -, eles serão "inúteis", pois não produzem e não querem nada. Com isso, é muito provável que muitos deles vivam um ambiente paralelo. Eles vão jogar online e ficar nas redes sociais. Sempre imersos a uma realidade virtual", explica o professor da FGV.

André Miceli, no entanto, lembra que o comportamento online reproduz atitudes ancestrais. Para ele, a necessidade de pertencimento, julgamento e compartilhamento de cultura serão sempre replicados no meio online. "As redes sociais serão palco para que continuemos a manifestar aspectos culturais que fazem parte do nosso gene. Queremos pertencer a uma tribo, fazer parte de grupos. Isso nos torna mais fortes. Outro ponto é o julgamento. Julgávamos para conseguir sobreviver. Lembro que, no Brasil, os jovens passam diariamente, em média, 3 horas por dia navegando na internet e estatísticas revelam que, entre os brasileiros de 16 a 24 anos, este número, certamente, vai aumentar bastante", observa.

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