Cai a confiança da indústria eletroeletrônica

queda.jpg24/04/2019 – Segundo a Abinee, apesar de arrefecimento, índice ainda aponta otimismo

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico atingiu 57,3 pontos em abril de 2019, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), agregados pela Abinee. O resultado representa uma queda de 4,5 pontos em relação ao mês março. Essa foi a terceira retração consecutiva no indicador, que havia atingido 65,1 pontos em janeiro.

Na área elétrica, a redução foi mais significativa, atingindo 7,2 pontos, passando de 62,3 para 55,1 pontos. No caso da eletrônica, o ICEI diminuiu 1,6 ponto, recuando de 61,2 para 59,6 pontos.

Mesmo permanecendo acima da linha dos 50 pontos pelo nono mês seguido, o que indica confiança do empresário, o esfriamento nos ânimos nos últimos três meses acende o sinal de alerta do setor, na avaliação do presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato.  “Os empresários continuam demonstrando otimismo, mas o governo precisa de celeridade na adoção de medidas para que nossas expectativas permaneçam favoráveis”, ressalta.

Segundo ele, a discussão e a implementação da Reforma Tributária, com foco na simplificação dos impostos, deve ocorrer de forma simultânea à Reforma da Previdência. “Os dois temas são importantes, mas a questão tributária é urgente e imprescindível para a atividade industrial”, completou.

O ICEI varia de 0 a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário industrial e abaixo de 50 pontos mostram falta de confiança.

Comentário (0) Hits: 677

Projeto da Huawei deve reduzir impacto ambiental

huawei_sustentabilidade.jpg22/04/2019 - Se os equipamentos da Huawei podem ajudar o meio-ambiente na geração de energia solar, permitindo que as células fotovoltaicas sejam até 4% mais eficientes, a atuação na outra ponta também é importante: gerir resíduos de produção deveria ser realidade nas atividades industriais de todos os setores industriais. Como signatária dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, no Brasil, a Huawei faz sua parte ao fomentar o processo de logística reversa, onde os itens reciclados ganham novos destinos. Entre 2017 e março de 2019, já foram mais de 850 toneladas de equipamentos reaproveitados.

Os materiais são reciclados em Sorocaba, interior de São Paulo, em parceria com o Grupo Reciclo na planta da Huawei na cidade. O grande foco é nos resíduos eletrônicos dos equipamentos, que são separados e vão para diferentes destinos. Materiais básicos, como metais, madeira e plástico são enviados para empresas de reciclagem, parceiras e homologadas pela Reciclo. Já placas eletrônicas e outros componentes mais complexos são destinados à exportação, para países com um know-how maior para separar os metais preciosos, Ouro, Prata, Paládio e Cobre.

Das 850 toneladas recicladas entre 2017 e 2019, os materiais com maior destaque foram os eletrônicos (em um total de 42 toneladas, ou aproximadamente 5% do total reciclado), cabos (em um total de 37 toneladas, ou aproximadamente 4%) e baterias de chumbo (em um total de 37 toneladas, ou aproximadamente 4%).

Reciclagem no mundo

O setor privado tem um papel essencial nesse processo como grande detentor do poder econômico, propulsor de inovações e tecnologias, influenciador e engajador dos mais diversos públicos – governos, fornecedores, colaboradores e consumidores.

Por isso, a Huawei assumiu o compromisso de proteger o meio ambiente à medida que expande seus negócios globais de consumo. A Huawei possui um Programa Global de Reciclagem Ecológica que em 2017, chegou ao número de 705 postos de reciclagem em 36 países e regiões ao redor do mundo para o manuseio de telefones celulares, tablets e outros produtos eletrônicos descartados.

Comentário (0) Hits: 616

Lixo eletrônico deve ser reciclado. Veja como fazer

copermiti.jpg16/04/2019 - O Brasil está entre os maiores produtores de lixo eletrônico no mundo, com mais de 1,4 milhão de tonelada produzido anualmente – cerca de 36% de todo lixo eletrônico da América Latina. Os altos índices se tornaram uma preocupação cada vez maior porque, na natureza, esses materiais contaminam o solo e lençóis freáticos.

Para quem deseja descartar corretamente aparelhos eletrônicos, existem diversos pontos de coleta espalhados pela cidade. Para encontrar o ponto mais próximo ou agendar a retirada, acesse: www.coopermiti.com.br

 

Comentário (0) Hits: 775

Seja bem-vindo ao nosso futuro conectado

apple_ny.jpg*Por Antonio Eduardo Mendes da Silva (Pitanga)
27/03/2019 - Desde 2010, o número de dispositivos conectados à internet superou o número de pessoas nos Estados Unidos. Hoje, o norte americano tem, em média, mais de dez aparelhos conectados. A previsão é de que, em 2022, uma casa típica tenha cerca de 500 dispositivos conectados. O Brasil está no mesmo caminho. Segundo dados da Ericsson, o Brasil terá 2 bilhões de dispositivos interligados à rede no ano de 2020.

Contudo, essa tendência não se trata apenas de atrelar objetos à internet, mas de nos aproximar de oportunidades infinitas. Aparelhos conectados estarão, cada vez mais, incorporados a aspectos importantes de nossas vidas e significam acesso a um conhecimento sem precedentes na nossa história. Estamos vivendo uma revolução por meio de sensores, dados, criptografia e nuvens.

Soluções de inteligência artificial, internet das coisas, nuvem e big data estão abrindo caminho para que tenhamos mais qualidade de vida e para que as economias de nossos países cresçam e gerem empregos, novos negócios e oportunidades, mudando a maneira como trabalhamos e vivemos. Isso acontece porque elas aumentam a produtividade e a competitividade dos negócios e possibilitam que governos ofereçam serviços melhores à população.

Os efeitos dessas tecnologias já são visíveis em todas as áreas e ao redor do mundo, indo muito além de nossos smartphones e arquivos na nuvem. Por exemplo, hospitais brasileiros estão usando etiquetas de identificação de radiofrequência em equipamentos médicos, o que permite que suas localizações sejam mapeadas em tempo real, facilitando a gestão do inventário e evitando a aquisição desnecessária de novos equipamentos. O agrobusiness está usando softwares e analisando dados para aperfeiçoar técnicas de controle de pestes, reduzir custos e impulsionar a produtividade.

Ao contrário do que muita gente imagina, esse potencial não se limita a países mais desenvolvidos. Economias emergentes estão se beneficiando, e muito, de novas tecnologias. No Quênia, por exemplo, cientistas estão usando dados de torres de celular para rastrear os padrões de viagem da população em torno de fontes de malária como o Lago Vitória. Assim, o governo queniano foi capaz de detectar novos surtos da doença e realizar esforços mais eficientes para a sua erradicação. Segundo o IDC (Internacional Data Corporation), essas economias, incluindo o Brasil, vão ultrapassar os países desenvolvidos como os principais produtores de dados até 2020.

Os resultados são incontáveis, e o potencial de desenvolvimento dessas tecnologias se mantem infinito. Problemas crônicos das sociedades atuais poderiam ser resolvidos por meio da internet das coisas, por exemplo. Estudo recente da software.org listou dados de diversas instituições que comprovam isso: mortes causadas por acidentes de trânsito podem cair em até 90% graças a carros autônomos e semi-autônomos; uma gestão conectada do tráfego pode fazer o trânsito fluir entre 5% e 25% melhor; sensores de segurança pública e novos modelos de monitoramento residencial podem diminuir as taxas de crimes em 20%; a ampla adoção da internet das coisas pode fazer a emissão de gases de efeito estufa cair em 19%, o consumo de energia nas residências em 10% e o das fábricas em até 30%; por fim, os custos com tratamentos contra doenças crônicas tem potencial de queda de até 50%. Esses e outros exemplos significarão um impacto de 11,1 trilhões de dólares na economia até 2025.

Essas tecnologias vieram para ficar. É por isso que, além de todas as possibilidades sobre as quais falamos acima, elas também trazem a necessidade de repensar nossas regulamentações para garantir que o avanço não seja barrado por leis e normas desatualizadas. Adaptar e criar novas legislações devem ser prioridades para todos os países que buscam um desenvolvimento baseado em inovação.

Um exemplo desse movimento é a nova Lei de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) brasileira que protege os cidadãos, ao mesmo tempo em que não cria barreiras para a inovação. Ela também foi bem sucedida ao reunir governo, legislativo, empresas de diversos setores e a sociedade brasileira em torno de uma necessidade do país, incluindo todos na discussão. Iniciativas assim devem ser referência para atendermos melhor às necessidades que novos tempos trazem.

*Antonio Eduardo Mendes da Silva (Pitanga), country manager da BSA no Brasil

Comentário (0) Hits: 806

Mercado de PCs cresce em 2018, diz IDC Brasil

computing_2.jpg26/03/2019 - Foram vendidos 5,575 milhões de computadores, 7,5% a mais do que em 2017; Notebooks e mercado corporativo tiveram participação significativa no resultado

No último trimestre de 2018, foram vendidos 1,445 milhão de computadores. Somados aos volumes dos trimestres anteriores, o ano fechou com vendas de 5,575 milhões de computadores. Os dados fazem parte do estudo IDC Brazil PCs Tracker Q4/2018 e mostram que o mercado de PCs está vivo e com fôlego. Em 2017 cresceu 15% e, em 2018, teve um aumento de 7,5%.

Para Wellington La Falce, analista de pesquisa da IDC Brasil, a explicação para essa reação é simples: o mercado de computadores continua muito importante. “Ainda não temos um dispositivo que faça tudo o que um computador faz. É uma categoria necessária e, por enquanto, insubstituível”, diz o analista da IDC.

A receita também cresceu 17%, com R$ 10,330 bilhões referentes às vendas de notebooks e R$ 3,665 bilhões de desktops. Dos 5,575 milhões de computadores vendidos em 2018, 3,920 milhões foram notebooks e, desses, 903 mil foram para o mercado corporativo, aumento de 38%. Em termos de preço, em 2018, os notebooks ficaram 10% mais caros, custando, em média R$ 2.665, e os desktops aumentaram 8%, custando R$ 2.212.

“A oscilação do dólar continuou impactando no preço, mas o mercado conseguiu crescer com a ajuda do setor corporativo, que investiu bastante em notebooks para oferecer mais mobilidade ao colaborador, especialmente em modelos com melhor performance”, explica La Falce. Segundo ele, as fabricantes conseguiram trabalhar melhor os preços desses modelos, que aumentaram em 10% o volume comparado com 2017.

Previsão para 2019

Apesar do crescimento que vem ocorrendo desde 2017, a IDC Brasil acredita em um período de dificuldades para o mercado de computadores em 2019, principalmente nos três primeiros meses.

“No fim de 2018, o mercado não vendeu tanto quanto esperava e o ano virou com os estoques cheios. Por conta disso, pode não haver abastecimento no varejo nos primeiros meses. Além disso, os preços podem aumentar de novo, caso as liminares contra o fim dos incentivos da Lei de Informática sejam derrubadas, impactando os preços no varejo”, avalia La Falce.

O mercado corporativo também deve sofrer queda. “As empresas estarão apreensivas em relação à tributação. A mudança de governo foi vista com boas perspectivas, mas enquanto não concretizar seus planos, o mercado vai segurar os investimentos”.

Tudo isso pode resultar em uma retração de 7,5%, com a venda de 1,230 milhão de unidades no primeiro trimestre de 2019.

Comentário (0) Hits: 671

Mercado de robôs colaborativos cresce 60%

robo_colaborativo.jpg22/03/2019 - De acordo com um relatório da Interact Analysis, a indústria do setor de cobots, ou seja, robôs colaborativos, já havia registrado em 2017 uma movimentação relevante de aproximadamente 400 milhões de dólares. Entretanto, 2018 apresentou números ainda mais importantes, com um crescimento de 60%, fazendo a movimentação ultrapassar 600 milhões de dólares. Boa parte dessa aceleração se deu devido à disponibilidade de robôs colaborativos de grandes fabricantes, como a Universal Robots (UR), uma das líderes do mercado.

A ascensão da demanda dos cobots é a mesma gerada por fatores que têm impulsionado a automação: a falta de trabalhadores qualificados disponíveis e custos trabalhistas crescentes. A expectativa é de que outros fatores específicos suportarão a elevação da demanda, como a necessidade de maior flexibilidade da automatização, a exigência de liberar mais espaço no chão das fábricas e de eliminar cercas de segurança utilizadas em robôs convencionais.

O mercado de cobots tem previsão de manter o crescimento anual na ordem de 60% pelos próximos dois anos. E as perspectivas futuras seguem positivas, com expectativa de taxa de crescimento anual composta (CAGR) estimada em 35% até 2027.

De acordo com o gerente da Universal Robots no Brasil, Denis Pineda, a demanda por cobots foi diversa e fragmentada em vários segmentos da indústria. “A aplicação no setor industrial possivelmente continuará pluralizada. No entanto, podemos afirmar que a maior parte da demanda vem de cinco aplicações principais: empacotamento/paletização, parafusamento, abastecimento/descarga de centros de usinagem, transferência de peças entre máquinas e inspeção”, destaca Pineda.

Apesar de os robôs convencionais ainda dominarem a indústria, foi possível perceber que esse mercado se retraiu no ano passado, e novos fornecedores continuam a emergir entre aqueles especializados em cobots, expandindo para novas frentes em que a automação não era possível. Isso explica, em partes, o crescimento elevado do setor de robôs colaborativos e as perspectivas positivas para os próximos anos.

Comentário (0) Hits: 619

newsletter buton