Que será da TV do futuro depois do avanço da internet?

tv_digital.jpg*Por Celso Vergeiro
31/07/2018 - Assistir à TV, há algumas décadas, era o evento da família. Todos se reuniam na sala para ver a novela ou um noticiário, com as atenções concentradas 100% na tela. O tempo passou e hoje, a atenção do televisor agora também é dividida com os smartphones e tablets. Então vem a pergunta: qual será o futuro da televisão?

Com o avanço da internet muitas coisas mudaram. A relação dos consumidores com as marcas, a interatividade e os novos formatos de veiculação são algumas dessas mudanças. Em meio a tantas transformações, vemos um crescente consumo de conteúdo sob demanda. Segundo dados da pesquisa Geek Power, realizada em 2017, 97% do público afirmava usar algum serviço de streaming de vídeo. Isso nos aproxima do que o futuro nos reserva: uma programação flexível, com qualidade e exclusividade.

A TV do futuro oferecerá uma experiência única, com sua programação baseada em preferências que vão além da posse do controle remoto. A busca por conteúdo ganhou força nos últimos anos. Os telespectadores querem mais relevância e qualidade no que consomem. Teremos em breve uma programação mais personalizada, reunindo tudo o que esperamos consumir.

Segundo uma pesquisa do Youtube, o brasileiro passa 4h30min por dia colado na tela, e desse tempo, 1h47min ele divide entre o videogame e os vídeos on demand, o que tem motivado uma mudança no que é oferecido nos meios de comunicação. O que o consumidor de hoje espera é que a TV seja mais do que mais uma tela. Ele ainda gosta dos conteúdos tradicionais como esportes e telejornais, mas desaprovam as limitações que a TV aberta e à cabo impõe no consumo de conteúdos.

A televisão do futuro disponibilizará acesso ao que o consumidor quiser, de um jeito personalizado, interativo e adaptável. A junção do melhor da TV com o melhor da internet e as marcas, só têm a ganhar com todas essas mudanças. Para os anunciantes, uma TV mais personalizada garante o melhor alcance, já que usarão a personalização para impactar a audiência, podendo falar individualmente com o público e veicular um anúncio adaptado ao que ele estiver assistindo. Além disso, a tecnologia possibilita métricas mais precisas, o que corrobora na mensuração de resultados de forma mais qualificada.

Não tínhamos conhecimento de como a TV se relacionaria com a internet. Agora, podemos imaginar como o futuro poderá ser promissor para todos. Não sabemos o que assistiremos daqui há alguns anos, mas tenho certeza que será exatamente aquilo que quisermos.

*Celso Vergeiro é CEO da AdStream, plataforma de armazenamento e distribuição de conteúdo publicitário


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Você gostaria de ter um cão-robô como este?

cao-robo.jpgPor Ethevaldo Siqueira
30/07/2018 - SpotMini, o robô de quatro patas da Agile Boston Dynamics, vai estar à venda no próximo ano, para as empresas que querem um quadrúpede mecânico, para chegar a lugares que um dispositivo de rodas não pode alcançar.

A Boston Dynamics tem 10 protótipos do SpotMini e vai trabalhar com parceiros de fabricação para construir 100 robôs ainda este ano, anunciou o co-fundador e Presidente da empresa, Marc Raibert em uma conferência de robótica na semana passada.

Quem irá comprar?

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Como será o futuro do trabalho com a inclusão dos robôs?

robots_ceos.pg.jpg*Por Fabrício Vendichetis Martins
18/07/2018 - Provavelmente, você já viu e desejou ter aqueles robôs que limpam a casa com agilidade impressionante. Talvez tenha pensado que o futuro, de fato, será um tempo em que a automação dominará as atividades hoje feitas pelos humanos e que não há nada melhor do que colocarmos as máquinas para trabalharem no nosso lugar.

A questão da automação em nível global e em cada país, entretanto, levanta uma discussão um pouco mais profunda: como estamos nos planejando para a chegada desses robôs ao trabalho? A 4ª Revolução Industrial, diferente de tudo que a humanidade já experimentou, requer novas estratégias para se viver em sociedade – e Governos de todos os países, especialmente os mais tecnológicos, precisam se atentar a isso rapidamente.

Todos os olhos estão voltados para como esse novo paradigma está sendo sentido na China. Principal mercado do setor de robôs no mundo, o país se programa para fortalecer ainda mais sua economia ao investir na produtividade robótica nas indústrias e nos serviços.

Acrescente automação chinesa tem muito que nos ensinar e mostra que esse avanço é inevitável. Com ela, empresários diminuem seus custos de produção e chances de erro – dois fatores muito vantajosos quando se fala de competitividade global.

Neste sentido, a China dá um passo a mais ao criar o projeto “Made in China 2025”, uma meta do Governo para transformar a nação em uma potência industrial menos focada em mão de obra humana e mais em tecnologia, produzindo, inclusive seus próprios robôs.

Quando isso se tornar realidade, eles estarão trabalhando nas chamadas “fábricas escuras” (sem a presença de funcionários humanos, a ponto de a empresa não precisar ter ambientes com luz elétrica), servindo em hotéis, cuidando de pessoas em suas casas, limpando e fazendo atividades domésticas. Atividades que já são testadas em feiras do setor e em pequena escala se tornarão comuns no dia a dia da população chinesa.

Segundo publicação da Universidade de Oxford, no Reino Unido, 35% dos trabalhadores podem ser substituídos por máquinas até 2020. Por essa razão, os estudiosos preveem a transferência dos trabalhadores humanos para cargos de manutenção dos robôs e em atividades que envolvam criatividade e inteligência social.

Estados Unidos, Japão, Alemanha e Índia, países que se preparam para o futuro 4.0, tambémse empenham para descobrir o que fazer para evitar o desemprego da população. O incentivo à realização de cursos na área da tecnologia já é um caminho. Mesmo porqueespecialistas apontam que, se conduzida de forma positiva, a automação elimina postos de trabalho em um primeiro momento, mas gera uma nova demanda em longo prazo.

No Brasil, de acordo com estudo da McKinsey, 50% das ocupações poderiam ser automatizadas – sendo a indústria o segmento mais passível desse processo (69% dos empregos), seguido de hotelaria e comida (63%). Infelizmente, sabemos que isso pode ser uma pedra no nosso sapato, por conta de poucos incentivos que temos à capacitação profissional da população.

Os dados se confrontam com uma problemática: como lidar com o possível aumento de desempregados, se os funcionários forem trocados por robôs? É preciso lembrar do impacto social que essa realidade traz, discutido, inclusive, por países mais avançados no tema.

A palavra-chave, certamente, é equilíbrio: os países precisam oferecer subsídios para iniciativas tecnológicas decolarem sem se esquecerem de que é o homem que move a sociedade e é capaz de produzir conhecimento. Assim, soluções como a taxação dos robôs para produzir uma espécie de distribuição de renda aos trabalhadores devem ser avaliadas tanto por países desenvolvidos quanto por aqueles em desenvolvimento, como o Brasil.

*Por Fabrício Vendichetis Martins, CEO da Indigosoft - startup que oferece soluções de automação digital, focadas em simplificar o trabalho diário de empresas de todos os segmentos, além de consultoria especializada. Mais informações em: http://www.indigosoft.tech

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VR rememora o esconderijo de Anne Frank

anne_frank.jpgPor Ethevaldo Siqueira - com Le Monde (Les Clés de Démain)
26/06/2018 - Graças à Realidade Virtual (VR), você pode fazer uma visita ao esconderijo de Anne Frank, vítima do Holocausto em realidade virtual através do Oculus Go e no Samsung Gear VR, por ocasião de seu 89º aniversário de nascimento, segundo informa o site da Fast Company.

O projeto "Anne Frank House VR" leva espectadores a uma visita ao interior do anexo secreto da casa onde Anne Frank e sete outras pessoas, incluindo seus pais e irmã, se esconderam dos nazistas entre 1942 e 1944.

Esta experiência imersiva de 25 minutos explora todos os cômodos do esconderijo, que são decorados no estilo da época. O anexo secreto está vazio hoje, mas os móveis mostrados em realidade virtual ajudam a dar uma ideia de onde os ocupantes viviam.

A experiência de Realidade Virtual também está disponível como uma instalação no Museu da Casa de Anne Frank, em Amsterdã, para que as pessoas com mobilidade reduzida também possam ver o anexo secreto.

O documento também será exibido em Berlim e Nova York no final deste ano. "Uma das aplicações mais promissoras e os usos mais importantes de Realidade Virtual será nos ajudar a rever tanto os eventos de história como os atuais, numa perspectiva totalmente nova, mais envolvente e poderosa do que qualquer outro meio", diz Tina Tran, diretora de desenvolvimento estratégico da Oculus.

O Diário de Anne Frank é um dos livros mais lidos do mundo e o Museu da Casa de Anne Frank atrai mais de um milhão de visitantes por ano. Anne Frank morreu aos 15 anos de idade, em um campo de concentração, vítima de febre tifoide, depois que os nazistas atacaram o anexo secreto e prenderam seus ocupantes em 1944.

Saiba mais aqui:

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Cidades Interativas: o que é e como vai mudar sua vida?

cidades_interativas_2.jpgA interatividade é o caminho para revolucionar a relação de valor entre cidades, cidadãos e visitantes, e potencializar a economia local.

28/06/2018 - Pensar que um dia você poderia dialogar com sua cidade é algo que antes só poderia ser imaginado por leitores e fãs de histórias de ficção. Vivemos a era da Internet das Coisas, onde o tempo é um bem precioso. Um minuto pode ser tempo suficiente para compartilhar vídeos no Instagram, twittar opiniões e até mesmo acessar um amigo em outro continente. O dia sempre terá suas 24 horas, mas as opções do que podemos fazer com elas não para de se multiplicar.

Neste cenário onde a sociedade moderna encontra-se permanentemente conectada, surgiu o conceito de Cidade Interativa: o ambiente que permite espaço para a comunicação, informação, diálogo entre todos os que experimentam a vida nas metrópoles, sejam habitantes ou turistas. A integração de sistemas de localização e navegação online, permitem o acesso a rotas e experiências de todos os tipos.

Em Atlanta, nos EUA, por exemplo, o simples caminhar pelas ruas da cidade abre espaço para a interação com passagens e personagens marcantes da Guerra Civil Americana. O locais que foram palco de batalhas e momentos históricos estão lá, preparados e prontos para serem desvendados, e oferecendo rotas e experiências enriquecedoras através da tecnologia interativa presente literalmente na palma de sua mão.

Nas Cidades Interativas a informação é organizada em forma de estímulos, como se convidando que moradores saiam de casa e se envolvam com tudo o que a cidade pode oferecer.

"Ter a cidade na palma da mão, altera a referência de valor. Lugares por onde passamos e muitas vezes desconhecemos ou damos pouca atenção, podem traduzir grandes experiências. Desta forma, tendo mais motivos para sair de casa, as pessoas interagem mais, se divertem mais e consomem mais. Por conta disto, movimentam mais a economia", explica o criador do conceito, Paulo Hansted.

Estima-se que as Cidades Interativas tenham o poder de triplicar o valor econômico gerado por cidadãos e turistas. Por este caminho a dinâmica da relação entre moradores e as cidades onde vivem já está começando a ser redesenhada para melhor. Hansted complementa: "Onde quer que esteja, da forma que preferir, mais do que nunca as cidades vão estar na palma das mãos de seus moradores e visitantes, permitindo estabelecer uma intimidade que beneficiará a todos, das formas mais variadas. Este cenário vai alterar a referência de tempo, distância e até mesmo de percepção de valor de tudo que nos cerca."

E como isso vai funcionar?

Na web, onde as pessoas tendem a ter menos pressa, o usuário pode estabelecer os primeiros contatos com a região e suas atrações. Dinâmica essencial até para se planejar e decidir pelo destino. No mobile, quando já estiver presente no local, a pessoa pode consultar e receber estímulos personalizados de atrações por perfil, distância, gênero, a cidade na palma da mão. Através de códigos bidimensionais aplicados a atrações turísticas e fazendo uso do celular, ele poderá ampliar e aprofundar sua experiência no local com acesso a informações por meio de vídeos, textos e fotos.

Como resultado, mais visitantes transitando e interagindo com a cidade, compartilhando suas impressões positivas, e consequentemente gerando mais empregos, mais circulação de dinheiro, fortalecendo e desenvolvendo a economia local.

E quem ganha com isso?

"Todo mundo: os turistas, o comércio e o próprio cidadão. Estimamos que a adoção do sistema de cidades interativas na região, possa não somente aumentar o tempo de permanência, mas acima de tudo dinamizar o valor econômico gerado pelo turista, podendo mais do que dobrar o ticket médio de consumo", finaliza Hansted.

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Esse robô é uma espécie de avatar de seu corpo

robo_2.jpg28/06/2018 - Com o uso da realidade virtual, o robô Model H é uma extensão de seu corpo

Com luvas especiais e um VR headset, usuários vão sentir o que eles sentem. A ideia é você experimentar e “tocar” um produto antes de comprar. Ou “viajar pelo mundo na sala de sua casa.

Os engenheiros criaram o robô com rodas, para que ele se movimente com controle realizado remotamente. Além disso, eles projetaram um robô para ser produzido em escala industrial.

Telexixtence, a empresa que desenvolveu o Model H, planeja lançar o robô ao público no verão americano (em setembro)

 

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