Ayres Britto nos dá uma aula magna de cidadania

abes_aires_brito_1.jpgPor Thais Sogayar
21/08/2018 - Com foco nas contribuições do setor de TI para o futuro do país, a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) promoveu nessa segunda-feira, 20 de agosto, a 8ª edição do ABES Software Conference, em São Paulo. A convenção anual teve como keynote speaker Carlos Ayres Britto (foto), ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que fez uma palestra exaltando a importância da Constituição brasileira, pois segundo ele, "somos um país juridicamente de primeiro mundo".

Ao ser questionado sobre a enorme distância entre o que rege a Constituição e a vida real de todo brasileiro, Britto respondeu que devemos nos manter vigilantes, indignados e ao mesmo tempo otimistas e defendeu as instituições democráticas. Ele acredita que estamos aos poucos, vencendo a corrupção e a impunidade.

Todo o direito brasileiro é fundado na Constituição

Segundo Ayres Britto, a Constituição é o modo jurídico fundamental de ser de cada País, é documento jurídico inaugural fundante de um Governo, de uma administração pública, da ordem econômica e em todos os sistemas que cimenta, para rastrear com durabilidade e sustentabilidade a vida coletiva.

"A nossa Constituição evoca em nossas mentes algo anatômico, algo estrutural, mais que conjuntural, algo político, ou seja algo essencialmente relativo à polis (espaço de relações primárias entre governantes e a governados)"

Constituição é o mais político de todos os documentos jurídicos de um povo - ela é o único documento normativo que não tem número, "ela é única, embora todo Decreto, Regulamento, Portaria ou Lei tenha um número, e a Constituição não tem", explica Ayres Britto

A segurança que não temos na vida, queremos ter no Direito

A vida nos convida à mudança, tudo é mutante, pois tudo é inseguro. Sendo assim deve-se sentir seguro na insegurança. Mais isso é na vida cotidiana.

No direito faz-se necessário segurança. O Direito deve ser uma pauta de previsibilidade das nossas ações e reações. Exigimos do Direito um mínimo de bem estar que se traduza em segurança pessoal, familiar, profissional e econômico.

Essa palavra segurança no Direito é tão prestigiada que cheja a ser elemento conceitual do que a Constituição chama de Estado Democrático do Direito

A Constituição de 1988 inicia com esses dizeres: Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte, para instituir um Estado de Direito, ou seja: "a suprema finalidade da Constituição foi estabelecer um Estado Democrático".

A Democracia é o valor fundante do Direito brasileiro

República federativa brasileira tem quatro poderes e significa quatro oportunidades jurídicas geográficas e políticas de concretização dos princípios republicanos, que é manter a democracia.

A Constituição também assegura princípios regentes da vida coletiva como a liberdade, a igualdade, a segurança, a propriedade, ou seja uma vida civilizada, democrática em torno de valores, que em termos jurídicos é chamada de princípios.

Um ponto fora da curva: a Denúncia dos 40 réus

Ministério Público ofereceu denúncia aos 40 réus e depois foi aceita pelo STF, que abriu o processo por instrução penal. Que estava em jogo? "O princípio republicano de que todos somos iguais perante a Lei deve ser observado perante a Lei Penal e por desdobramento à Lei Eleitoral. Essa denúncia foi julgada, com uma concentração de esforços, foram condenados a prisão 25 dos denunciados", avalia Britto.

Na ocasião Sérgio Moro era juiz auxiliar no Supremo, otado no Gabinete da Ministra Rosa Weber e acompanhou todo o processo. Segundo o Britto, "pela primeira vez massivamente e indistintamente, foi aplicado o princípio da igualdade a todos".

De 2008 a 2010, foi presidente do TSE e nesse período três governadores foram cassados, dois deputados federais, e um Senador.

"As coisas estão acontecendo, não no ritmo desejado, porque a velha ordem não larga o osso, e Roma não se fez em um dia. Por isso é preciso manter a indignação, e ser resiliente", ponderou Britto.

Comentário (0) Hits: 324

Como a tecnologia pode ajudar a sanar gargalos da saúde

healthcare.jpg*Por Wilson Lemes
21/08/2018 - O SUS completou 30 anos em 2018 e é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como o maior sistema gratuito e universal de saúde do mundo. Mas apesar de ser considerado uma referência na saúde pública, apresenta enormes gargalos que levarão, dentro de algum tempo, à sua insustentabilidade. E grande parte dos problemas poderia ser minimizada através dos recursos de apoio à decisão clínica.

Em apenas um ano, foram consumidos R$10,9 bilhões de recursos por conta de erros médicos que variam desde a falta de profissionais qualificados à grande variabilidade de cuidado no Brasil, o que mostra a grande necessidade de investir na prevenção de erros evitáveis. Só em 2016, 302.610 brasileiros morreram em hospitais privados ou públicos.

Outro ponto importante é que, segundo o Datafolha, 90% da população brasileira está insatisfeita com o atendimento público, sendo que o suporte à decisão clínica tem grande impacto na hora de melhorar a qualidade e a eficiência. Como? Reduzindo testes desnecessários, evitando diagnósticos errados e resultados adversos para os pacientes devido à má interpretação de exames. Isso porque, com a tecnologia, os profissionais da saúde podem usar a interpretação de laboratório para analisar e gerenciar resultados mais difíceis, acessando orientações concisas para, assim, tomar uma decisão certeira.

Isto ajuda a padronizar e reduzir a variabilidade do cuidado, sendo possível construir protocolos clínicos com base em evidências de maneira mais fácil e ágil. O objetivo é sempre consolidar medidas em prol da saúde, visando lidar, em especial, com as discrepâncias e descontinuidade do cuidado assistencial e evitar um aumento ainda maior na incidência de erros de diagnóstico e eventos adversos, que impactam diretamente nos gastos dos hospitais.

Porém, esse processo de transformação, tanto no setor público, quanto privado, envolve algumas barreiras organizacionais e de gerenciamento como estruturas de governança fragmentadas, falta de colaboração e capacidade limitada em cuidados primários. A falta de bons dados ou sistemas de Tecnologia da Informação (TIC) atrapalha um pouco, afinal eles tornaram-se facilitadores-chave no processo de integração dos cuidados de saúde.

Entre as soluções disponíveis com a TIC, os Sistemas de Suporte a Decisões Médicas baseados em evidências científicas têm atuado como protagonistas nesse cenário de mudança na saúde pública brasileira, como uma relevante e poderosa ferramenta no fluxo de cuidado assistencial nesse ecossistema. Isto porque a solução é baseada em experiência clínica, especificidades de cada paciente, uma grande base de dados médicos atualizados e algoritmos dinâmicos para traçar o melhor caminho a ser seguido no diagnóstico e tratamento. Além disso, os benefícios na qualidade do atendimento podem ser observados também na saúde privada no mundo todo.

Os recursos de apoio à decisão clínica criam, mantém e garantem a adoção de padrões para o tratamento de doenças de maior variabilidade, ajudando os profissionais da saúde a entregarem cuidados consistentes, de alta qualidade e efetivos, além de trazer maior segurança para o paciente. Aumentando a eficiência do processo, também aumenta a economia dos gastos. Os gargalos são inúmeros, mas com certeza, contar com esse apoio pode ser crucial.

*Wilson Lemes é Country Manager LATAM da Wolters Kluwer Health

Comentário (0) Hits: 335

A lavoura nunca esteve tão perto da indústria

lavoura_tech.jpgE as agtechs são o pivô desta aproximação

*Por Francisco Jardim
08/08/2018 - Assim como a indústria pesada investiu na modernização de seus processos de fabricação para ganhar competitividade, melhorar a produtividade e reduzir custos, o agribusiness também tem agora à disposição um conjunto de novas ferramentas tecnológicas que permitem a integração de toda cadeia, do plantio ao prato, criando aos agricultores condições até então inexistentes para suprir o mercado de alimentos.

De acordo com o último Censo Agropecuário, divulgado há poucos dias pelo IBGE, o acesso à Internet entre os produtores rurais cresceu 1790% na comparação com o último levantamento realizado em 2006, passando de 75 mil para 1,4 milhão de áreas agrícolas conectadas.

O estudo comprovou que a conectividade já é mais do que uma realidade na zona rural. Com a infraestrutura de rede pronta, a revolução no campo virá (e já está vindo) da parceria das startups de agritech com a indústria alimentícia, uma aliança que irá gerar forte impacto no ganho de eficiência e rentabilidade, desde a lavoura até o varejo.

É fato. A indústria nunca esteve tão próxima do agronegócio. E os beneficiados deste casamento seremos todos nós, inclusive e principalmente você, consumidor.

Conectadas na nuvem e cada vez mais digitais, as fazendas se equiparam tecnologicamente para otimizar insumos, diminuir o desperdício e melhorar a segurança da produção de alimentos. Municiada por sensores, satélites, drones e aplicativos, uma nova geração de agroempreendedores têm nas mãos soluções valiosas para praticar uma agricultura gerenciada a partir de dados colhidos na lavoura e analisados em tempo real, o que permite tomar decisões estratégicas que irão influenciar fortemente a utilização de recursos e matérias primas ao longo do ciclo produtivo.

E isto muito interessa, claro, às grandes empresas da indústria alimentícia.

A demanda por tornar a indústria mais eficiente e também mais sustentável, um desafio frente ao risco latente de escassez de recursos naturais, será um dos motores da revolução digital em curso no agronegócio e já está abrindo um novo mercado para agtechs que desenvolvam tecnologias capazes de ajudar os fabricantes a ter uma visão detalhada de toda cadeia produtiva.

Este movimento ganhou força nos últimos anos nos Estados Unidos com a aproximação de grandes indústrias multinacionais do setor de alimentos e das estrelas da tecnologia com startups, criando uma nova onda de empresas que serão as protagonistas desta nova agricultura digital.

Além do corporate venture e de fusões e aquisições bilionárias, o venture capital também registrou forte crescimento no setor no ano passado. De acordo com levantamento feito pela Finistere Ventures com a PitchBook, em 2017 os fundos de investimento (há pelo menos 30 nos Estados Unidos focados em agtechs) aportaram mais de US$ 1,5 bilhão em startups de tecnologia agrícola, atraindo o apetite de mais de 300 investidores diferentes, que fecharam mais de 160 rodadas. Dez anos antes, em 2007, foram investidos menos de US$ 200 milhões em 31 aportes.

A tendência de parcerias entre as companhias tradicionais do setor agrícola com startups começou a se espalhar para novos mercados e já chegou por aqui no Brasil. É o caso da aliança entre a Coca-Cola, através da marca de sucos Del Valle, e a Agrosmart.

O desafio era minimizar os efeitos da crise hídrica que atingiu os pequenos produtores e cooperativas de frutas do Espírito Santo que abasteciam a fabricante. Com a implantação da plataforma digital da Agrosmart, os agricultores passaram a ter informações sobre quanto e quando deveriam irrigar as plantas, economizando 30% de água e aumentando a produtividade em 10%.

Outras grandes do agribusiness também já lançaram suas aceleradoras e programas de mentoria para startups agtech brasileiras, como a Basf com o AgroStart, organizado em parceria com a ACE e que oferece até R$ 150 mil em investimento. A Monsanto participa do Fundo BR Startups, que investe em startups de inovação tecnológica para o agro e foi criado pela Microsoft Participações em associação com a Qualcomm Ventures. A Syngenta foi a mais ousada e partiu para as compras adquirindo a agtech brasileira Strider.

O namoro das grandes indústrias de alimentos globais com o ecossistema de startups é crescente e reúne programas como o HENRi, da Nestlé, que financia novos negócios com um aporte de US$ 50 mil e tem como alvo modelos que desenvolvam embalagens sustentáveis e soluções para reduzir o desperdício nas cadeias de suprimentos.

A primeira startup selecionada pela multinacional suíça foi a Kakaxi, que oferece uma plataforma de serviços para conectar agricultores e consumidores. A empresa realizou transmissões ao vivo de fazendas da Colômbia que são fornecedoras para marca Nespresso, revelando aos clientes da Nestlé a produção do café desde a colheita.

No ano passado, grandes investimentos foram realizados em agtechs exponenciais, como a Plenty, que cultiva fazendas urbanas, um negócio com grande potencial global considerando o aumento populacional nas grandes cidades e a necessidade de autosustentabilidade decorrente da falta de alimentos para atender o crescimento demográfico.

A startup atraiu o SoftBank Vision Fund, capitaneado pelo bilionário japonês Masayoshi Son, que, em sociedade com outros dois bilionários, Eric Schmidt e Jeff Bezos, através de suas empresas de investimento Innovation Endeavors e Bezos Expeditions, realizaram um aporte de US$ 200 milhões.

Sem falar na compra da Whole Foods pela Amazon por US$ 13,7 bilhões, uma estratégia de Bezos para integrar varejo físico e digital e oferecer uma nova experiência para consumidores cada vez mais famintos por tecnologias até mesmo na hora de comprar uma simples saladinha. O interesse do fundador da Amazon no agro é seguido pela Google Ventures, que liderou um round de US$ 15 milhões na Farmer Business Network, empresa de soluções de Big Data para fazendas.

Com sua inegável vocação agrícola, o Brasil, insisto, reúne todos os insumos para garantir posição privilegiada na nova agricultura digital ao lado de países que já estão se destacando, como os Estados Unidos, Israel, Austrália e Nova Zelândia. E essa transformação passa, sem dúvida, pela união da indústria com as agtechs, anotou?

*Sócio da gestora de investimentos SP Ventures, que apoia, entre outras empresas, a Agrosmart, mencionada neste artigo

Crédito: Pinterest

Comentário (0) Hits: 510

Produção de eletroeletrônicos recua em junho

queda.jpg07/08/2018 – A produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 4,6% no mês de junho em relação a maio. É o que mostram os dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O desempenho negativo foi influenciado pela retração da área eletrônica (-13,2%), enquanto a área elétrica apresentou resultado positivo (+3,2%).

“A queda ocorreu mesmo em relação a uma base fraca de comparação (maio), uma vez que a produção verificada naquele mês foi prejudicada pela greve dos caminhoneiros”, diz o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

A maior queda na área eletrônica ocorreu no segmento de aparelhos de áudio e vídeo (-30,6%), no qual estão inseridos os televisores, em razão do fim da Copa do Mundo de Futebol. Os equipamentos de informática (+6,6%) foram o único segmento a apontar incremento na área eletrônica. Na área elétrica, o aumento ocorreu na produção de todos os segmentos analisados, com destaque para a elevação de 10,6% nas pilhas e baterias.

Em relação a junho do ano passado, a produção de bens do setor ficou praticamente estável (+0,3%), com aumento na área eletrônica (+1,1%) e redução na elétrica (-0,4%). Já no acumulado dos seis primeiros meses de 2018, a produção industrial do setor eletroeletrônico cresceu 7,6% em relação ao mesmo período de 2017. Esse incremento foi estimulado pela elevação de 18,2% na área eletrônica, uma vez que a produção da área elétrica recuou 1,3%.
 

Comentário (0) Hits: 443

Mercado de viagens irá contar com chatbots

chatbot_2.jpg06/08/2018 - Para os viajantes de negócios que sempre estão indo de um lugar para outro, os chatbots vinculados aos operadores de viagens e provedores de acomodação são ferramentas que têm cada vez mais valor, permitindo que eles obtenham vantagens do uso de chats de voz ou mensagens instantâneas operados por Inteligência Artificial (AI) para solucionar diversas dúvidas de viagem – tais como, verificar o clima e procurar opções de transporte pela cidade – além de receber rápido apoio ao cliente. Gartner, uma empresa líder na área de consultoria e pesquisa de mercado, previu em 2011 que até 2020, 85% das interações dos clientes ocorreriam via chatbot, e que até 2021, 50% das empresas gastariam mais com os bots do que com aplicativos. Isso significa que o mercado de viagens deve adotar esta tecnologia em um ritmo acelerado para satisfazer a demanda crescente.

Pesquisas mostram que os clientes já estão aceitando a ideia. Uma pesquisa recente da Booking.com revelou que uma grande maioria dos viajantes (80%) prefere utilizar serviços autônomos para obter as informações de que precisam, e metade deles (50%) não se incomoda se estão lidando com uma pessoa de verdade ou com um computador, contanto que as perguntas sejam respondidas. Para consultas sobre os planos de viagem feitos com a Booking.com, a demanda está sendo atendida com o Booking Assistant, ativado por AI, para quem os viajantes podem fazer perguntas pós reserva sobre a acomodação ou sobre qualquer coisa que vai de pagamentos a transportes, horários de chegada e partida, alterações de datas e disponibilidade de internet, tudo através do dispositivo e plataforma de interesse. O Booking Assistant agora pode lidar com quase 50% dessas dúvidas de hospedagem dos clientes automaticamente. Isso significa um aumento na comodidade, confiança e velocidade para os viajantes de negócios, cujas agendas ocupadas exigem suporte imediato e correto.

Ao planejar uma viagem de negócios em particular, os viajantes querem garantir que não enfrentem nada desconhecido, então, garantir que quaisquer dúvidas possam ser respondidas rapidamente deixará o viajante tranquilo, e isso minimizará qualquer stress adicional.

Além da velocidade e simplicidade, os chatbots oferecem a contínua oportunidade de melhorar a experiência do cliente com a habilidade de ir além em uma vasta quantidade de informações, que um humano demoraria muito mais para processar. Ainda há lugar para a interação com humanos, apesar de tudo – se o Booking Assistant identificar uma questão que não pode solucionar sozinho, ele chama o suporte da equipe de apoio ao cliente ou da propriedade, dependendo de qual for mais adequado. AI não se trata de substituir a interação humana, mas sim um veículo para facilitar uma experiência ainda mais personalizada, gratificante e sem atritos para o cliente. A combinação vencedora de interação humana e AI está alimentando uma experiência de viagem mais personalizada, recompensadora e sem atritos.

Comentário (0) Hits: 449

Serviço de bikes compartilhadas chegam em SP

bike_yellow_2.jpg02/08/2018 - O primeiro serviço de bicicletas compartilhadas sem estações do Brasil inicia com 500 bikes em operação piloto nas regiões da Faria Lima e Vila Olímpia

A Yellow, empresa brasileira de soluções de mobilidade urbana individual, anuncia hoje a disponibilidade do serviço para a população da cidade de São Paulo. Pioneira no Brasil em atuar com o inovador sistema de bicicletas soltas com redistribuição livre e liberadas por aplicativo de celular, a Yellow chega hoje às ruas da cidade com 500 bicicletas em projeto piloto que será expandido gradualmente em parceria com a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes da Prefeitura de São Paulo.

Após a fase inicial, para observar comportamentos e adquirir aprendizados para melhor organização da cidade, a expansão prevê 20 mil bicicletas na capital paulista ainda em 2018 e até 100 mil em 2019, incluindo regiões periféricas, outras cidades do Brasil e outros veículos, como patinetes.

A Yellow inicia a operação piloto no centro expandido de São Paulo, nas regiões da Faria Lima e Vila Olímpia, onde servirá a uma população flutuante inicial de aproximadamente 1,5 milhão de pessoas, que se desloca diariamente por meio de diferentes tipos de transporte. O intuito é que a Yellow seja a opção complementar para otimizar os deslocamentos diários e integrar diferentes modais, sendo alternativa de transporte principalmente para as chamadas "primeira e última milha" das viagens urbanas. O custo da Yellow é R$ 1 real a cada 15 minutos - e segundo a empresa, permitirá que a bicicleta possa ser considerada como solução efetiva de integração ao transporte cotidiano e de lazer na cidade.

"Estimamos que para cobrir a demanda da cidade de São Paulo com bicicletas como alternativa de transporte são necessárias 120 mil bicicletas. Nosso plano é chegar a 100 mil já em 2019." afirma Eduardo Musa, CEO e cofundador.

Iniciativas de manutenção

Para garantir a melhor experiência do cidadão, preservar o ambiente urbano, apoiar boas práticas do usuário e respeitar toda a sociedade, a Yellow inicia a operação com iniciativas de manutenção, organização do espaço físico e incentivo ao uso responsável. Os 70 'Guardiões Yellow' circularão todos os dias da semana para mapear bicicletas, organizá-las, redistribuí-las estrategicamente e retirá-las para manutenção quando necessário, contribuindo, assim, para a melhor distribuição e posicionamento das bicicletas pela cidade, além de apoiar os usuários e garantir as boas práticas.

Como usar a Yellow

As bicicletas e, em breve, patinetes elétricos, terão rastreamento por GPS, o que vai facilitar o trabalho dos 'Guardiões Yellow'. Após o uso, o usuário poderá deixar a bike em qualquer lugar que não atrapalhe a circulação de pedestres e veículos e que seja visível para que outras pessoas possam encontrá-la. Veja os 5 passos para começar a usar:

- Baixe o aplicativo da Yellow disponível para Android e IOS.
- Encontre uma bicicleta Yellow na cidade.
- Coloque créditos de R$ 5, 10, 20 ou 40 reais.
- Com o aplicativo, leia o código de barras QR na parte de trás da bike Yellow: o cadeado inteligente abrirá automaticamente.
- Ao terminar seu percurso pela ciclofaixa, ciclovia ou pelas ruas da cidade, estacione em qualquer lugar onde seja permitido o estacionamento de veículos e não atrapalhe o fluxo, e tranque o cadeado manualmente.

Sobre a Yellow

A Yellow é uma empresa brasileira de soluções de mobilidade urbana individual fundada em junho de 2017 por três empreendedores apaixonados pela problemática da mobilidade urbana e que somam a maior expertise em tecnologia, mobilidade urbana e bicicleta do Brasil: Eduardo Musa, Renato Freitas e Ariel Lambrecht.


Comentário (0) Hits: 497

newsletter buton