Tecnologias auxiliam a comunicação das empresas?

seal_telecom.jpg08/03/2018 - Dificuldade em propagar informações aos colaboradores simultaneamente, elevado custo com deslocamento para a realização de reuniões e a falta de tempo para a resolução das pendências que ocupam o dia a dia dos trabalhadores, são só alguns dos obstáculos que as organizações enfrentam. No entanto, essas preocupações podem ser evitadas com a implementação de soluções de Comunicação Unificada, também conhecidas como Unified Communications (UC) – conjunto de ferramentas que integram diversos sistemas de comunicação em tempo real, resultando em uma única interface para o usuário final.

A fim de auxiliar as empresas a escolherem as soluções mais adequadas para as suas operações, aliadas à melhoria na gestão dos colaboradores, Cristiano Felicissimo, diretor de Pré-vendas da Seal Telecom - multinacional brasileira de engenharia de projetos que agrega tecnologias inovadoras para o desenvolvimento de projetos eficientes e economicamente competitivos – lista a seguir algumas dicas.

Videoconferência – Sua empresa possui filiais em diversos estados do Brasil e, ao menos uma vez ao mês, precisa reunir diversos representantes para alinhar as estratégias do negócio e validar ações? Certamente essa reunião precisará do tempo de uma pessoa para organizar passagens aéreas e acomodação, além de um alto investimento. Com a adoção da videoconferência, é possível realizá-las com a mesma eficiência de um encontro presencial, já que oferece aos usuários a possibilidade de compartilhar dados e de realizar conversas simultaneamente, independentemente do número de pessoas.

Audioconferência – Para aqueles que precisam implementar soluções com um investimento relativamente baixo, a audioconferência é uma ótima alternativa, visto que funciona apenas com um aparelho conectado à rede de telefonia analógica ou digital. Com a solução, é possível que líderes conduzam suas reuniões e tenham interações constantes com todas as pessoas de uma equipe – incluindo os que não atuam alocados dentro da empresa – garantindo a boa comunicação e aumentando o desempenho entre todos os membros. O executivo ainda ressalta sobre a importância das gravações de determinadas conversas. “Ao realizar umbrainstorm, por exemplo, muitas ideias são discutidas e algum ponto importante pode ser esquecido. Com a opção de salvar a conversa, essas falhas não serão mais uma preocupação”.

Telefonia Digital – Para o bom funcionamento de qualquer tipo de empresa, uma boa comunicação é fundamental. A Telefonia Digital é uma forma alternativa que aproveita a sinergia da rede para o transporte de voz e dados. Diferentemente dos sistemas tradicionais, a telefonia digital apresenta baixas tarifas e diversos recursos que facilitam a comunicação entre os colaboradores, como adicionar outros usuários na linha, por exemplo. O sistema possibilita a realização de chamadas, de diferentes localidades, com custos reduzidos em chamadas DDD e DDI, resultando em economia e produtividade.

 

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Seis principais tendências para os serviços bancários

biometric.jpg08/03/2018 - Senhas, tokens e códigos via SMS devem deixar de existir com a expansão da biometria

O cibercrime não é o único motivo para os bancos modernizarem seus mecanismos de segurança. Segundo a Easy Solutions, empresa especializada na prevenção de fraudes eletrônicas em todos os dispositivos, canais e serviços na nuvem, que pertence a Cyxtera Business, as instituições devem inovar se quiserem prosseguir com suas atividades. E uma das ferramentas mais promissoras no arsenal de segurança antifraude é a autenticação biométrica.

"Clientes que sabem que estão protegidos por sistemas de autenticação simples e convenientes sentem-se mais seguros, realizam mais transações e usam mais serviços digitais, contribuindo para que os bancos ganhem mais", afirma Ricardo Villadiego, CEO da Easy Solutions.

A Easy Solutions listou seis tendências que devem contribuir para a transformação digital nos serviços bancários com a expansão do uso da biometria:

Declínio da senha: a senha é a primeira linha de defesa para bancos e empresas que fazem negócios online, mas ela sempre foi um mecanismo imperfeito de proteção antifraude. Elas podem ser contornadas por ataques de phishing que usam engenharia social para enganar o usuário final e induzi-lo a fornecer seus dados de acesso.

Muitas senhas: com as várias contas bancárias, de e-mail e em diversas plataformas virtuais e redes sociais, um usuário de Internet tem que memorizar em média senhas para 92 contas. A biometria promete acabar com a necessidade de memorizar tantas senhas e com os problemas decorrentes dela, como o uso de uma mesma senha para diversas contas, que deixam as contas mais vulneráveis a invasões.

Morte dos códigos de uso único via SMS: por não serem criptografados, esses códigos podem ser interceptados. O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologias (NIST), uma divisão do Departamento de Comércio dos EUA responsável pela definição de diretrizes para segurança na comunicação eletrônica, declarou em 2016 que a autenticação via SMS é arriscada demais e deveria ser substituída por outros métodos mais confiáveis. A biometria acaba com a dependência de redes de serviços móveis, que operam fora do perímetro de segurança do seu banco.

Fim dos Tokens geradores de senhas numéricas aleatórias: usados há cerca de uma década para confirmar transações, os tokens já foram comprometidos em diversas oportunidades em ataques de phishing de larga escala, nos quais os cibercriminosos conseguem simplesmente capturar os números gerados e as senhas dos usuários. Além disso, os clientes bancários geralmente ficavam incapazes de realizar transações quando os tokens eram perdidos ou roubados, gerando novos custos para as instituições financeiras, que precisavam emitir novos dispositivos. A autenticação biométrica não requer que os usuários memorizem mais senhas complexas ou tenham que carregar um dispositivo o tempo inteiro para poder realizar transações.

Menos fricção e maior conveniência: os clientes querem segurança, mas se tiverem que ter muito trabalho para acessar suas contas, eles simplesmente não adotarão as soluções de proteção propostas pelo banco. Deve haver um equilíbrio entre o nível de segurança e a conveniência dos usuários. Não existe mecanismo de segurança completamente seguro e 100% sem fricção, mas os métodos de autenticação biométrica são uma boa solução, sendo seguros e fáceis de integrar à rotina bancária dos usuários.

Autenticação móvel: os smartphones são carregados por clientes por todo lado, e a maioria dos modelos já vem com tecnologia de captura de dados biométricos: leitura de impressões digitais, gravadores de voz e câmeras, o que facilita o uso pelos usuários. Por exemplo, o cliente pode receber uma mensagem enviada pelo aplicativo bancário pedindo que confirme uma transação realizada recentemente com sua impressão digital, que será reconhecida pelo próprio telefone.

A mesma tecnologia biométrica de autenticação que pode tornar as transações mais seguras também pode levar a mais inovação nos serviços financeiros oferecidos pelos brancos e em produtos que refletem melhor o uso de dispositivos móveis pelos clientes como ponto de acesso para diversas atividades do cotidiano.


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Nove ícones que nasceram numa garagem

garage_1.jpgPor Ethevaldo Siqueira
26/02/2018 - Com um faturamento de mais de US$ 14 bilhões, a HP é uma megacorporação. No ano de seu nascimento, em 1939, nessa garagem da foto, na Avenida Addison, em Palo Alto, na Califórnia, o faturamento da empresa não chegou a US$ 10 mil. As duas letras que a identificam, representam seus fundadores: Bill HEWLETT e David PACKARD, na época, estudantes de Stanford. Inteligentes, estudiosos e criativos, eles ganharam da Universidade de Stanford um financiamento cerca de US$ 5.000 para desenvolver e fabricar um oscilador de áudio – que seria utilizado por Walt Disney na produção do filme “Fantasia”.

A primeira "sede" da HP foi essa garagem, que permanece intacta até hoje

Os dois estudantes deram conta da missão e, com os serviços prestados a outras indústrias, nasceu Hewlett e Packard, que cresceu rapidamente. E, ao longo dos últimos 50 anos se tornou a megacorporação que é hoje. A garagem existe até hoje. E quem vai a Palo Alto pode ver ou visitá-la. O governo da Califórnia tombou-a como símbolo e como “marco do nascimento do Vale do Silício”. Visitei esta garagem e sugiro que você também o faça.

2. Microsoft, com Bill Gates e Paul Allen

Bill Gates e Paul Allen, estudantes de Harvard, criaram em 1975 uma nova versão de software para substituir a linguagem Basic, e criaram a Microsoft – que também nasceu numa garagem. Em 1981, ofuscaram totalmente o prestígio do PC-DOS dos primeiros microcomputadores da IBM, ao criar o sistema operacional MS-DOS (o MS, como iniciais da Microsoft) em 1981. Em 1985, eles assinaram um acordo com a IBM para o desenvolvimento do sistema operacional Windows.

Paul Allen, à esquerda e Bill Gates à direita criaram a Microsoft em 1975

3. A garagem da Apple

A Apple tem uma história muito conhecido, com dois jovens e uma garagem. Em 1976, seus fundadores, Steve Jobs e Stephen Wozniak, começar por vender uma Kombi e uma calculadora científica, seus bens mais valiosos, para conseguir o dinheiro para construir os primeiros computadores pessoais do mundo, numa garagem de Cupertino, no Vale do Silício.

Steve Jobs, à direita e seu amigo e co-fundador da Apple, Steve Wozniak / Crédito: Tony Avelar | Bloomberg | Getty Images

E tudo isso numa época em que os mainframes e outros computadores de grande porte ainda reinavam quase absolutos no mundo nascente da informática. Não é preciso dizer que os produtos da Apple revolucionaram a computação pessoal, não apenas com seus Macintoshes, mas com os smartphones iPhone, o iPod e o iTune.

4. A dupla japonesa cria a Sony

Os primeiros gravadores de fita – ainda grandes e pesados – foram os primeiros produtos da Sony, criados e fabricados numa oficina de fundo de quintal por uma dupla japonesa em 1947, em Tóquio: Akio Morita e Masaru Ibuka. A primeira empresas que criaram era uma companhia de telecomunicações, da qual se originou a Sony. Ibuka projetava e construía os primeiros gravadores de fita (que ainda não eram de plástico, mas de papel com tinta magnetizável).

O primeiro salto ocorreu quando Morita convenceu a americana Bell Laboratories a licenciar à sua minúscula companhia a tecnologia para fabricar transistores. Foi assim que a Sony fabricou o primeiro rádio transistorizado no Japão. A fixação por miniaturas fez Morita lançar em 1979 o primeiro Walkman. Nenhuma pesquisa indicava que as pessoas queriam um rádio-toca-fitas com fones de ouvido, mas Morita levou milhões de pessoas a acreditar que não podiam mais viver sem o aparelho.

5. Bezos: o gênio da Amazon

Outra megaempresa nascida numa garagem foi a Amazon, fundada em 1994, quando a internet ainda engatinhava, por Jeffrey Bezos, um analista financeiro então com 30 anos. acreditava que a web seria algo popular, que mudaria os paradigmas do mundo dos negócios. Seu sonho era transformar a internet em um poderoso canal de vendas para qualquer produto, inclusive livros. Bezos não teve dúvida: deixou um bom emprego em Wall Street e se transferiu para Seattle, nas proximidades de uma grande distribuidora de livros. Assim nasceu a Amazon, na garagem de casa. Hoje, a empresa fatura bilhões de dólares por ano.

6. Dell, o lobo solitário

Michael Dell fundou sua empresa em 1984, quando tinha 19 anos e míseros US$ 1.000 no bolso. Começou a vender os computadores que ele mesmo montava em seu dormitório na Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Depois foi para uma garagem, também. Era a semente do grande empresa de Austin, no Texas;

7. A dupla do YouTube

Eis outra garagem famosa, essa em São Francisco, nos Estados Unidos. Em fevereiro 2005, a dupla Chad Hurley e Steve Chen, então com 27 e 25 anos, criou um programa de computador para compartilhar vídeos com os amigos. Menos de dois anos depois, a invenção foi comprada por US$ 1,65 bilhão pelo Google.

8. Facebook, dois alunos em Harvard

Em 2004, Mark Zuckerberg, então estudante da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criou um site para que seus colegas colocassem fotos e trocassem informações. O que parecia despretensioso em pouco tempo se tornou sensação. O Facebook, site montado no dormitório da faculdade, hoje é a rede social mais importante do mundo.

8. A dupla do Google: Sergey e Larry Page

A história do Google começa em 1995 com a criação de um sistema chamado BackRub por dois estudantes de doutorado de ciência da computação: Sergey Brin, russo, 23 anos, e Larry Page, americano, 24 anos. O BackRub ganhou aperfeiçoamentos e gerou, em 1998, o Google e a empresa Google Inc. Quando isso aconteceu, a dupla deixou os dormitórios da Universidade de Stanford e foi se alojar na casa de uma amiga. Meses depois, eles só viram seu negócio crescer e virar sinônimo de internet.

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6 negócios digitais promissores no Brasil em 2018

negocio_digital_shutterstock.jpg*Por Neil Patel
02/03/2018 - Cada vez mais vemos diversos negócios sendo criados, principalmente no ambiente online. Esse mercado tem crescido bastante, principalmente por conta do comportamento da população que está cada vez mais habituada a ter uma rotina diária pela internet. Desta forma, marcas que não nasceram no digital se vêem forçadas a entrarem nessa onda para atrair cada vez mais clientes e converter mais vendas.

Segundo um estudo realizado pela IAB (Interactive Advertising Bureau) Brasil - empresa especializada em promover o marketing e a publicidade digital -, o marketing digital no Brasil evolui de forma mais lenta se comparada a outros países, mas em 2016 foram investidos R$ 11,8 bilhões em publicidade na internet, equivalente a 18% do valor total gasto com publicidade no país.

Para Neil Patel, especialista em marketing digital e famoso por potencializar os lucros de gigantes como Amazon, Google e GM, o ano de 2018 mesmo que em passos curtos, será um ano muito importante para o mercado de negócios digitais e deve impulsionar o crescimento econômico do país de forma satisfatória. "O país acaba de sair da recessão, e famílias estão consumindo mais. As empresas que ainda não são digitais não devem perder a oportunidade e as que já trilham o caminho, devem estar atentas com novos forma de atrair clientes", alerta.

Diante disso, o guru do marketing digital elencou seis negócios digitais que serão promissores no Brasil peste ano:

Plataforma de serviços

Não é de hoje que as plataformas facilitam o dia a dia, tanto B2C como B2B. É incerto até onde elas podem ir, mas se sabe que vão longe. De acordo com o grupo de pesquisa Kantar TNS, no Brasil, o uso de smartphones cresceu 3,5 vezes, passando de 14%, em 2012, para 62% em 2016 e um crescimento de 17% em relação ao ano passado. Esse progresso impulsionou o crescimento e o desenvolvimento de novas plataformas de serviços que estão cada vez mais inseridos na vida das pessoas e criando novas relações de consumo sustentável, relações de trabalho usos de serviço de tecnologia, serviços cada vez mais personalizados em larga escala vem cada vez mais criando força e conquistando velhos e novos consumidores se tornando um meio necessário que corrobora no dia a dia.

Para o especialista, quem já possui um negócio e quer levar também para o meio digital, vale analisar as possibilidades para conseguir oferecer o melhor para o consumidor, já que as plataformas podem trazer resultados positivos para o negócio. "Os apps e as plataformas estão se tornando cada vez mais um meio ideal para se relacionar e realizar tarefas seja no âmbito, profissional como pessoal. Por meio deles é possível conquistar uma otimização em tempo,dinheiro, e ainda enxergar uma forte crescimento e contribuição no desenvolvimento no que é interesse do público, principalmente quando as soluções apresentadas são fáceis de se manusear, práticas e benéfica para os usuários" explica Neil.

Fintechs

As fintechs ainda são as queridinhas do mercado. Há um mundo de possibilidades para esse mercado principalmente aquelas que buscam oferecer um modelo e acesso mais barato a novas tecnologias. Segundo dados do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), atualmente há 703 empresas financeiras tecnológicas em 15 países diferentes. o Brasil é o país com o maior número, 230 empresas, com um crescimento de três a cinco empresas criadas ao ano.

"As empresas que usam a tecnologia para serviços financeiros aos poucos estão conquistando espaço no mercado, isso porque cada vez mais as pessoas físicas e jurídicas estão buscando fugir dos modelos tradicionais financeiros que ainda são muito burocráticas, oferecem juros abusivos e quase sempre com serviço de atendimento precário. As fintechs que oferecem soluções de pagamentos e as de financiamento alternativa representam quase a metade da procura e com o avanço da tecnologia outros novos modelos vão surgir nos próximos anos" explica o especialista.

Insurtechs

Ainda pouco falado com essa denominação, mas com grande potencial. A Insurtechs - startups de inovação tecnológica para o mercado de seguros em geral vem crescendo em passos largos, aos poucos estão revolucionando o mercado de seguros que enfrentam os desafios de educar, disseminar cultura do seguro e fomentar novas categorias de forma desburocratizada, personalizada, acessíveis e de fácil compreensão. De acordo com o Comitê de Insurtechs, atualmente, o Brasil possui 40 Insurtechs, o que representa um pouco mais de 8% das Fintechs.

Segundo o especialista, as insurtechs pretendem inserir o poder das novas tecnologias em um mercado considerado muito conservador e fazê-lo se beneficiar muito delas. "Estamos falando de um modelo de negócios que precisa desapegar do conservadorismo para inovar para conseguir se manter no mercado", explica.

E-commerces

Para quem busca iniciar um negócio mas ainda não faz ideia em que investir, os e-commerces continuam sendo uma ótima opção. Segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico FecomercioSP/Ebit, o e-commerce brasileiro deve crescer 15% neste ano e segundo a consultoria Euromonitor Internacional, o comércio eletrônico deve dobrar sua participação no faturamento do varejo até 2021, com um crescimento médio de 12,4% ao ano, conquistando um faturamento de R$ 85 bilhões.

Para Patel, esse crescimento se dá pela inovação e as possibilidades que o setor oferece. "Sem dúvida alguma o e-commerce vai dominar o mercado, para quem deseja abrir um negócio ou ampliar a atuação. Esse é o caminho mais certo para seguir, porém, vale lembrar que assim como os modelos de negócios mudam, o e-commerce também vive em pleno processo de evolução", exalta ao responsabilizar o comportamento do consumidor por isso. "Cada vez mais os consumidores estão exigentes não só no que vai comprar, mas também no atendimento, na produção dos produtos, nas facilidades que a loja oferece (seja a forma de pagamento ou de entrega) e sua logística".

Infoprodutos

O mercado de produtos digitais no Brasil ainda vem engatinhando diante de tantas possibilidades que a internet proporcionou. O segmento de infoprodutos movimentou mais de R$ 500 milhões no último ano e é possível encontrar diversos modelos que iniciaram um negócio do zero e hoje fazem suceceso. Embora não garanta lucro rápido, há muita demanda por envolver todo tipo de solução digital - livros, palestras, cursos, aulas -, e não é necessário um alto investimento para começar.

"De todos os modelos de negócios, esse tem um potencial de lucro enorme e possui uma abordagem menos complexa diante dos outros modelos. Muitos empreendedores usam de infoprodutos dentro do seu negócio para educar a audiência a respeito de temas e assuntos que são atrelados a seu negócio e que ajuda a solucionar, resolver e informar seus consumidores", pontua Patel.

Marketing de conteúdo

O marketing de conteúdo é um dos modelos mais lucrativos do mercado online. Isso porque ela engloba um leque de oportunidades completo para as empresas como conteúdo de qualidade para educar, informar e entreter um determinado público ou geral. Segundo um estudo divulgado na Content Trends 2017, 71% dos negócios no Brasil já adotam o marketing de conteúdo na empresa. Dos que ainda não trabalham com isto (68,9%), pretendem implementar a estratégia. Mesmo com um crescimento pequeno, o cenário mostra uma tendência de crescimento nos próximos anos.

"O grande diferencial do marketing de conteúdo é que por meio destas estratégias, as empresas conseguem construir um relacionamento com os clientes, entendem melhor o que eles vêm buscando e desta forma oferecem o melhor do seu negócio, para assim conseguir fidelizá-los e sair a frente da concorrência", finaliza o especialista.

*Neil Patel - Considerado um dos dez influenciadores digitais mais importantes do mundo, também é reconhecido pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como um dos 100 grandes empresários. Criador da ferramenta de análise Crazy Egg, ele é autor de "Hustle - The Power to Charge Your Life with Money, Meaning, and Momentum", best-seller segundo os jornais The New York Times, Los Angeles Times e USA Today. O empreendedor ficou mais conhecido no Brasil ao "quebrar a internet" com a hashtag #quemeneilpatel, consolidando de vez como o "Rei dos Virais.

Crédito: Shutterstock

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Machine Learning: estudos mostram os resultados da AI

ai.jpg*Por Simon Blake
27/02/2018 - Imagine um porto, com containers marítimos balançando no ar. Imagine o caos que seria criado se um dos guindastes falhasse, despejando muitas toneladas de carga nas pessoas e nos containers abaixo. Agora, avance rapidamente para um futuro definido por inteligência de machine learning (ML). Uma caixa de controle e um sistema de alerta automatizado notificam os engenheiros de que o guindaste está com problemas. Na inspeção, nada é óbvio… mas, ao longo do tempo, o sistema identificou que o guincho poderá apresentar falha se a velocidade do vento permanecer acima de certo limite durante certo número de horas. O guindaste ‘aprendeu’ suas próprias fraquezas.

Esse tipo de visão nos diz que a ML oferece à humanidade a chance de livrar-se das nossas atividades mais perigosas e mundanas. Tarefas repetitivas podem ser realizadas e aprimoradas, ao mesmo tempo em que ambientes complexos podem ser compreendidos e gerenciados. ML capacitará máquinas e robôs de software a capturarem informações e adaptarem processos em conformidade com elas muito mais rapidamente do que nós conseguimos introduzir tais avanços em seu código.

Aprendendo sobre machine learning

Analisando de maneira simples, a ML é o meio pelo qual máquinas usam dados para ‘aprender’. Ou, nas palavras do Gartner, operar com ou sem supervisão, com base em aulas fornecidas por novas informações. A “decisão” de efetuar uma ação específica é determinada por laços de feedback que validarão ou invalidarão essa ação. Esse é um importante desenvolvimento na maneira como as máquinas trabalharão para nós. Tanto assim que, na 2017 Global Digital IQ Survey da PWC, mais de metade (54%) das organizações pesquisadas já estão fazendo investimentos substanciais em inteligência artificial – da qual a ML é uma das principais disciplinas. O número salta para quase dois terços (63%) em um período de três anos. Isso é um bocado de investimento em nossa nova família robótica. De fato, o valor desse setor em evolução é enorme. Segundo a IDC, os investimentos em IA e sistemas cognitivos atingirá USD 12,5 bilhões neste ano de 2017.

Porém, exatamente em que essas empresas estão investindo? Nós identificamos quatro áreas nas quais a ML realmente transformará o nosso mundo:

1. Máquinas que eliminam o risco

Dos usos de ML que exploramos aqui, talvez o mais valioso seja a redução do risco. Em contextos mais industriais, como locais com maquinaria pesada ou ambientes operacionais perigosos, a ML tem a capacidade de reduzir o risco de incidentes catastróficos causados por falhas de equipamentos. Ela deverá também permitir uma confiabilidade muito maior em instalações como hospitais – nas quais as falhas de sistemas operacionais ou de energia podem ter consequências terríveis – graças a uma abordagem mais adaptável e inteligente à automação.

Essa evolução também aprimorará a infraestrutura crítica de TI que suporta as operações de negócios, o desempenho das aplicações e a disponibilidade. Tomemos como exemplo uma organização de serviços financeiros, na qual a liderança no negócio tem a expectativa de downtime zero e latência ultrabaixa nas suas negociações. A perspectiva de uma falta de energia elétrica é motivo de pesadelos para o CIO. A ML tem o potencial de redefinir os sistemas críticos dos quais essas organizações dependem. Por exemplo, o nobreak do futuro alertará preventivamente as equipes de engenharia e poderá ter a capacidade de autodiagnostico e resolução de problemas. Com os sistemas corretos em operação, as perdas criadas por faltas de energia poderiam ser eliminadas.

2. Máquinas que nos mantêm seguros

O cenário da segurança é implacável. À medida que a tecnologia de defesa avança, igualmente avançam os hackers que a atacam. Desde a prevalência de dispositivos endpoint, como smartphones e tablets, com suas vulnerabilidades específicas, até a revolução da nuvem e as alterações de protocolos de segurança, há muitas possibilidades contra as quais os profissionais de segurança batalharem. A ML poderá ajudar a fornecer algumas das respostas. O Gartner identificou que existe a probabilidade de um significante aumento na inclusão de capacidades de ML nos produtos para detecção de ameaças e gestão de segurança.

A mitigação de riscos de cibersegurança exigirá maior quantidade de analytics e reações em tempo real – para entender padrões de tráfego incomuns ou fluxo de dados para fora da rede –, que, por sua vez, exigirão uma velocidade de ação simplesmente impossível para os seres humanos ou para a tecnologia atual. Embora os seres humanos permaneçam no controle da cibersegurança hoje, é provável que, em breve, veremos robôs assumindo a liderança. É claro que os que os hackers podem fazer com essa mesma tecnologia é outra questão…

3. Máquinas cuidando de sua própria vida

Muitas empresas viverão ou morrerão conforme sua capacidade de controlar custos e gerenciar adequadamente a sua cadeia de suprimentos. Entretanto, para um significante número de organizações, isso depende de uma combinação de insight humano e automação de máquinas rápidas, mas não inteligentes. Cadeias de suprimentos e logística podem tornar-se repletos de ineficiências devidas a erro humano, à complexidade dos dados e ao desafio de “não saber o que você não sabe”. A ML oferece uma oportunidade de remover os elos fracos da cadeia e aumentar enormemente a abrangência e a velocidade dos cálculos envolvidos nesse processo – particularmente no tocante a identificar tendências que possam não ter sido descobertas de outra maneira.

À medida que a implementação das tecnologias de Internet das Coisas (IoT) continuar acelerada, o número de fontes de dados disponíveis aumentará enormemente. No futuro, as capacidades de navegação em veículos serão aprimoradas, os armazéns serão automatizados e o planejamento logístico ‘inteligente’ se tornará quase perfeito. Com o tempo, poderemos ver robôs adquirindo bens em nome de uma empresa e recebendo-os de outra que usa uma cadeia de suprimentos totalmente automatizada, baseada em ML. Muito diferente de um espaço comoditizado, a logística de cadeia de suprimentos poderá tornar-se, no futuro, um foco de empreendedores em tecnologia e superastros do desenvolvimento de aplicações.

4. Máquinas que contam histórias

Embora hoje estejamos batalhando com os dados necessários à tomada de decisões comerciais informadas, a ML revolucionará a maneira como as organizações compreendem seus clientes. Porém, não será somente em termos de análise de dados que a ML causará um rebuliço. De fato, papéis tradicionalmente associados a seres humanos inteligentes e criativos poderão, em breve, ser assumidos por nossos amigos robóticos. A revista Wired relata que robôs poderão, em breve, ser repórteres esportivos no Reino Unido – um conceito que poderá provocar uivos de desespero de torcedores da nação inteira. A ideia de máquinas capazes de nos contar histórias ao mesmo tempo em que processam volumes gigantescos de dados abre um grande número de novas oportunidades. Assim, no futuro poderá ser mais fácil criar campanhas de marketing precisas e impactantes – mas (pelo menos por enquanto) ainda necessitamos daquele público humano para consumir os produtos!

Aprendendo a mudar

Mesmo neste ponto embrionário, está claro por que a ML costuma ser encarada com um misto de fascínio e medo. Os dois sentimentos podem ser justificados. Entretanto, apesar de todas as dúvidas que possam permanecer acerca da substituição de conjuntos de habilidades humanas por automação, é provável que a ML transforme profundamente muitas empresas. Isso emergirá por meio de experimentos em áreas de ‘habilidades interpessoais’ como a de marketing, bem como redefinindo fundamentalmente a maneira pela qual ambientes comandados por física e engenharia podem ser gerenciados.

A ML imporá às equipes de TI pressões para fornecerem uma infraestrutura otimizada, mas também as ajudará a cumprirem seus papéis. Ela permitirá uma abordagem mais preditiva à gestão de TI e oferecerá maneiras adaptativas de operar sistemas de energia e refrigeração. Para equipes enfrentando uma falta de habilidades, a automação baseada em ML removerá uma parte do desafio do headcount. Quer apreciem ou detestem esses conceitos, os profissionais de TI precisam abraçá-los, porque estarão na vanguarda dessa evolução.

*Simon Blake é Diretor de Marketing da Vertiv EMEA

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InovaBra Habitat, um projeto inovador do Bradesco

inovabra_habitat_3.jpgPor Ethevaldo Siqueira e Thais Sogayar
07/02/2018 - Num edifício de 11 andares, inteiramente dedicado ao fomento do empreendedorismo, à promoção de negócios e à inovação cooperativa, o Bradesco lançou nesta quarta-feira (7 de fevereiro) o inovaBra habitat. Esse espaço é dedicado à coinovação e à geração de negócios de alto impacto, baseados em tecnologias digitais disruptivas como Blockchain, Big Data e Algoritmos, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Open API e Plataformas Digitais.

Situado no grande centro econômico de inovação e cultura de São Paulo, a região da Avenida Paulista – entre as ruas Angélica e Consolação, o novo ambiente busca proporcionar o desenvolvimento de coinovação pela interação, aonde todos os habitantes encontram um ambiente propício a conexões: corporações têm acesso a soluções entregues por startups, e investidores encontram boas opções de investimentos, por exemplo. O espaço já conta com mais de 600 habitantes, entre eles: startups, universidades, investimentos, grandes corporações e os principais parceiros tecnológicos do Bradesco.

"O que diferencia o inovaBra habitat de outros ambientes de coworking é o fato de ser um espaço de colaboração voltado para a inovação e com o apoio de curadoria especializada, que engloba a integração entre demanda, tecnologia e capital, para promover a inovação nos mais diversos segmentos. Uma oportunidade real para grandes empresas atuarem conjuntamente com startups já maduras em seus segmentos", afirma Maurício Minas, vice-presidente do Bradesco.

O inovaBra habitat oferece uma infraestrutura de serviços alinhada aos mais altos padrões mundiais. São 22 mil m² - sendo 10 andares, um auditório para 150 pessoas, sky longe, sala para ideação, design thinking, espaço para criação de conteúdos (creators) e área de convivência com supermercado, farmácia, café premium e agência do Banco.

Na gestão do espaço físico e relacionamento entre os frequentadores, o Bradesco se uniu à WeWork, rede global de espaços de trabalho presente em 65 cidades e 20 países. A comunidade conta com mais de 200 mil membros globalmente – empreendedores, freelancers, artistas e pequenos negócios até grandes corporações. Presente no Brasil desde julho de 2017, a empresa conta com prédios em São Paulo e Rio de Janeiro.

"Para nós é uma grande honra poder fazer parte de um projeto tão importante e com potencial de impacto social e econômico tão significativo quanto o habitat. Além de passarem a fazer parte desse ecossistema, essas empresas de grande relevância também integram, a partir de agora, a comunidade global da WeWork", declara Lucas Mendes, diretor geral da companhia no Brasil. A parceria permite que os integrantes do habitat utilizem os mais de 200 prédios da WeWork, espalhados em todo mundo, com apenas uma reserva por meio do APP.

Mentoria

Para promover de fato as conexões entre os diversos públicos do habitat, o Bradesco conta com a expertise de empresas de consultoria, referências mundiais no segmento de inovação e parceiras do Bradesco de longa data, que com a assistência de consultores especializados no papel de advisors, auxiliam na mentoria, curadoria de entrada e apoio à geração de negócios entre os habitantes.

"É um ponto fundamental para que o habitat atinja seu grande objetivo, que é o de gerar valor para todos os habitantes do espaço e, consequentemente, à sociedade, com a oferta de produtos e serviços que facilitarão a vida das pessoas", comenta Minas.

O inovaBra habitat também promoverá ao longo de todo ano uma intensa agenda de atividades junto a profissionais renomados de diferentes áreas, com eventos diários, entre workshop, dinâmicas de grupo e iniciativas voltadas para a coinovação. Já passou pelo espaço, por exemplo, Rebecca Liao, ex-assessora da Hillary Clinton e uma das exponenciais autoridades do assunto Blockchain.

Em paralelo ao habitat, o Bradesco também inaugurou recentemente o inovaBra lab, laboratório colaborativo, cujo principal objetivo é acelerar o desenvolvimento de inovação do Banco juntamente com parceiros de tecnologia. No espaço são realizadas experimentação, prototipação, provas de conceitos e outras atividades.

"Ideias e soluções criadas no habitat que tenham potencial e sejam de interesse ao core business do Banco poderão, inclusive, ser desenvolvidas posteriormente no lab", enfatiza Maurício Minas.

"Inovar de maneira colaborativa nos proporciona muito mais amplitude e agilidade para endereçar os constantes desafios das áreas de negócio do Banco. As corporações têm um dilema comum: investir internamente em inovação ou comprar tecnologias de outras empresas. Restringir-se a uma opção não é mais viável, o ideal é manter em equilíbrio essas duas forças", conclui Minas.

O habitat e o lab integram a plataforma inovaBra de inovação do Bradesco, um ecossistema de programas que abrangem aquisições estratégicas, investimentos, inovação interna e coinovação. Para mais detalhes acesse www.inovabra.com.br

A estratégia do inovaBra, segundo Maurício Minas

Maurício Minas, vice-presidente executivo do Bradesco, fez um breve histórico dos projetos de inovação do Banco, reunidos sob a designação geral de inovaBra: "Um dos objetivos do banco é desenvolver plataformas de serviços e isso não se faz mais sozinho, nós precisamos de parcerias. Nós não pensamos mais o mundo contido dentro do Bradesco. Percebemos que as startups que estão aqui, são necessárias para a nossa jornada a médio e longo prazo".

Há 4 anos atrás, surgiu ideia de criar esse guarda-chuva chamado inovaBra, composto por 8 instrumentos, que são as plataformas e os modelos que nos ajudam a acelerar a inovação. Esse processo começou internamente, primeiro com o design thinking aplicado dentro da empresa, como polos de inovação espalhados pela companhia, de maneira que isso não estivesse restrito a uma área específica, mas do banco como um todo.

A partir daí, o Bradesco passou para um projeto de inovação aberta, com a criação do inovaBra Startups, convidando as Fintechs a participarem de um programa com o banco, aonde nós iremos acelerar não ofertando dinheiro, mas ofertando o mercado. Para Maurício Minas, essa é uma iniciativa de grande sucesso, pois quase 3 mil startups passaram pelo programa nos últimos três anos e meio, e o volume continua aumentando.

O outro instrumento é o inovabra Lab – criado e instalado em Aphaville, como um ecossistema físico e digital, onde todos os laboratórios do banco foram consolidados em 16 laboratórios em um único espaço físico. A relação entre o Bradesco e seus parceiros de tecnologia – que, historicamente, ajudam o Banco a fazer a alavancagem da inovação – mudou, porque naquele espaço existe o que Minas chama de um ecossistema do Bradesco, incluindo pessoal da área de negócios, tecnologia digital, pessoal de inovação. E, com isso, foi possível acelerar o processo de inovação com muita eficiência.

No inovaBra venture, o Bradesco investiu dinheiro e apostou em algumas startups, para ajudar o processo de aceleração.

No Exterior, o Bradesco criou o inovaBra international, um hub integrado por sete pessoas do banco, que trabalham em Nova York. E esse número tende a crescer, sendo que o próximo polo será em Londres. Esse trabalho é feito em colaboração com outros bancos internacionais, com o objetivo de desenvolver modelos de negócios, plataformas e serviços que possam ser compartilhados. Com esse processo, ganhamos uma alavancagem tanto em relação ao tempo, quanto em recursos financeiros.

Quando começamos a pensar no habitat, nós não queríamos somente um espaço de cooworking, embora esse aspecto seja fundamental. É tão importante que estabelecemos uma relação com quem talvez seja o melhor cooworking no mundo que é o WeWork.

 lucas_mauricio_walkiria.jpgLuca Cavalcanti, diretor executivo do Bradesco, Maurício Minas, vice-presidente do Bradesco e Walkiria Schirrmeister Marchetti, diretora executiva do banco

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