Escritório do Futuro transforma o presente

workspaces.jpg21/11/2013 - Escritório virtual, workspace of the future, new workspace. As definições são muitas, porém, o conceito é o mesmo: romper barreiras físicas e garantir que companhias ofereçam condições e ferramentas adequadas para que seus profissionais exerçam as atividades com segurança e qualidade, a qualquer hora e no lugar em que eles estiverem.

Atualmente, as condições tecnológicas e o custo das soluções tornam o ambiente da oferta da nova estação de trabalho extremamente viável. Cada vez mais empresas de todos os tamanhos vem adotando estas soluções, principalmente pela necessidade dos funcionários colaborarem de um modo mais efetivo e de maneira mais simples, em um ambiente que exige uma interação móvel, visual e virtual.

Para tornar o conceito do 'escritório do futuro' uma prática real, empresas de diferentes setores e países apostam no uso combinado de tecnologias de colaboração, cloud computing e virtualização. Com a chamada Comunicação Unificada, que engloba as ferramentas citadas e outros aplicativos de apoio à gestão, as empresas dão um salto definitivo rumo ao 'escritório do futuro'.

Aliados a essas tecnologias, os dispositivos móveis também desempenham papel fundamental no modelo de atuação proposto pelo 'escritório virtual', por meio de políticas de Bring Your Own Device (BYOD). Smartphones, tablets, netbooks e thin clients são algumas das ferramentas de trabalho que substituem os tradicionais PCs e telefones , oferecendo autonomia aos usuários.

Isso significa que não é mais necessário a um profissional estar fisicamente alocado na sede de sua empresa para usar o telefone e o e-mail corporativos, bem como estabelecer video, audio e web conferências ou mesmo ter acesso aos servidores, aplicativos e softwares que fazem parte da rede da companhia. As barreiras físicas dão lugar a outros e importantes ganhos.

Entre os benefícios mais citados, estão a qualidade de vida, um ganho secundário muito desejado pelos profissionais, e o consequente aumento da produtividade, uma vez que o funcionário fica mais satisfeito e tem ao seu alcance todas as ferramentas necessárias – independente do dispositivo usado - para exercer seu trabalho com qualidade.

Para as companhias, essas ferramentas garantem uma comunicação eficiente, agilidade nos processos de negócio e tomadas de decisão e ainda oferecem ganhos indiretos, como a redução de custos fixos (como energia elétrica, água e papel) e nos gastos variáveis, com o deslocamento e passagens aéreas para reuniões presenciais.

"A atração e retenção de talentos também são benefícios implícitos no conceito de 'escritório virtual´, uma vez que os profissionais acabam motivados a atuar em uma organização que oferece a possibilidade de acesso remoto, incentivando um modelo de trabalho produtivo, criativo e que traga mais qualidade de vida", explica Wagner Bernardes, Head de Integração de Soluções e Consultoria da Orange Business Services. "Além disso, gestores que contam com equipes virtuais podem reunir esses profissionais com muito mais facilidade, além de criar grupos de trabalho com muito mais rapidez, dissolvendo esses times também com mais agilidade, quando isso se fizer necessário", completa o executivo.

Há, porém, outras vantagens igualmente importantes e envolvidas no conceito de 'escritório do futuro', especialmente em grandes centros urbanos, como a economia de tempo perdido no trânsito. A cidade de São Paulo é o maior exemplo onde a mobilidade urbana está extremamente prejudicada e impacta diretamente o cotidiano dos profissionais e a produtividade das empresas. Com a aplicação do 'escritório do futuro', dificuldades como essa são minimizadas, podendo ser até inexistentes.

Outros fatores geopolíticos também podem ser superados por meio do trabalho em ambiente virtual, como manter a operação no caso de epidemias, nos dias de realização de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo da Fifa, a ser realizada no ano que vem, ou mesmo em situações de conflito.

O estudo "The Citrix Workplace of the Future" (o espaço de trabalho do futuro, em tradução livre) afirma que, em 2020, as corporações devem ter reduzido 17% dos espaços de seus escritórios, de modo a oferecer apenas sete mesas a cada dez funcionários, onde cada pessoa acessa a rede de TI da empresa de aproximadamente seis diferentes dispositivos de computador. Além disso, 29% das pessoas não vão mais trabalhar em escritórios tradicionais. Em vez disso, atuarão em localidades semi-permanentes, incluindo a própria casa (64%) e as instalações de clientes ou parceiros (50%).

Amplia-se, assim, a perspectiva de home office, tornando cada vez mais próxima a ideia de que o trabalho não é mais um lugar para ir e sim uma atividade realizável em qualquer local e hora, de qualquer aparelho. Essas são algumas das conclusões retiradas da pesquisa feita pela Citrix, empresa dedicada à tecnologia móvel e de nuvem, em agosto deste ano com 1.900 tomadores de decisão da área de TI em 19 países, o Brasil dentre eles.

Mas, afinal, mesmo com tantos atrativos, o modelo de negócios proposto pelo 'escritório do futuro' pode ser considerado seguro? A resposta é simples: sim.
Através da internet, é possível estabelecer uma conexão virtual privada e segura (VPN) com a infraestrutura disponibilizada pela empresa. Nesta infraestrutura estão presentes todos os pilares tecnológicos já citados, tal como ambiente de Cloud Computing. Neste caso, quanto maior a largura de banda da conexão internet utilizada pelo profissional, melhor será a experiência desse usuário.

Um exemplo dessa relação é o projeto de comunicação unificada que está em andamento na 3M. A companhia, que optou pela adoção do Business Together as a Service, solução de Comunicação Unificada da Orange baseada na nuvem, vai aprimorar a comunicação entre mais de 20 mil funcionários 3M alocados em 75 localidades e em 25 países. A solução Business Together as a Service será implementada inicialmente em 16 mil estações até o final de 2014 e o restante será concluído nos três anos seguintes. A 3M planeja, ainda, expandir o projeto para a região da Ásia-Pacífico e para a América Latina.

No Brasil, há alguns passos importantes que devemos percorrer para que a adoção massiva da comunicação unificada seja uma realidade. O primeiro deles é que a infraestrutura de rede das empresas precisa ser atualizada para que possa suportar as aplicações em tempo real, como voz e vídeo com qualidade de serviço (QoS em inglês), pois, estas aplicações são intoleráveis à perda de pacotes e atrasos. O segundo passo é fazer um planejamento e um projeto adequado às necessidades de comunicação unificada da empresa em questão.

Após tais medidas, é preciso também definir como será realizada a integração das soluções e que opções serão disponibilizadas aos colaboradores de acordo com o perfil de cada funcionário.
Uma forma eficiente para diminuir o impacto desse investimento na infraestrutura necessária às companhias é a aquisição da solução como serviço (OPEX), modelo em que um provedor ficará responsável por disponibilizar todo o hardware e software que compõem a oferta, além da implementação, operação e administração da solução.

A Orange Business Services sugere que a empresa que opte por implementar ferramentas de comunicação unificada tenha um parceiro de serviços com experiência no planejamento, desenho, integração e suporte a este tipo de solução.

Comentário (0) Hits: 1875

Resultado fiscal: um mês de tristes recordes

José Roberto Mendonça de Barros
18/11/2013 - Ao longo dos últimos dias foram divulgados o resultado fiscal para o mês de setembro e o saldo comercial externo para o mês de outubro. Os números foram bastante ruins, especialmente o do governo central, cujo déficit foi superior a 10 bilhões de reais, o maior desde o plano Real. Os mercados reagiram bastante mal, o que resultou numa forte desvalorização do real e um aumento das taxas de juros futuros.

Estes números apenas confirmam o que foi colocado nesta coluna no final de março deste ano, cujo tema foi "Lenta piora na situação macroeconômica".


De fato, pouco adianta a enfática afirmação de que não existe caos ou explosão do déficit, porque não é disto mesmo que se trata. O problema central é a lenta e segura destruição do regime fiscal que se construiu a duras penas em vinte anos. Vejamos seus elementos, a começar da despesa.


O gasto governamental vem crescendo fortemente. Neste ano as despesas de custeio (gastos correntes sem juros e investimentos) têm crescido algo como 13%, para uma inflação de 6%. O pior é que grandes componentes das despesas se expandem fortemente por razões estruturais: os benefícios da previdência cresceram 13% entre janeiro e setembro, enquanto que aqueles ligados ao seguro desemprego e ao abono se expandiram quase 18%. Estas são duas contas que revelam uma piora estrutural que vai continuar, a menos que alguma reforma mais profunda seja feita, algo impossível em ano eleitoral. Há anos, meu colega Fabio Giambiagi se esforça por mostrar que estamos abrindo um rombo fenomenal na previdência social, que pode se agravar com propostas legislativas em curso, como a do fim do fator previdenciário. O seguro desemprego se transformou em um dos grandes mistérios nacionais, como mostra o gráfico anexo a esse artigo. Quanto menor é o desemprego maior é o gasto com seguro desemprego!

Além disso, as despesas com subsídios não param de aumentar e pesam cada vez mais nas despesas. Isto quando adequadamente contabilizados, pois conforme observa Mansueto de Almeida, uma determinação legal permite que o pagamento da equalização de juros do programa do BNDES possa ser feito com uma defasagem de até 2 anos. O déficit até 2012 era 12 bilhões de reais, número que deve crescer para algo além de 20 bilhões até o final deste ano, o que significa que parte desta conta já foi realizada mas ainda não desembolsada, o que irá afetar mais ainda o desempenho futuro. Em resumo, as despesas recorrentes de custeio e transferências crescem a taxas reais muito elevadas.


Entretanto, isso não é tudo, pois a receita não vem acompanhando o crescimento das despesas, dada a redução do crescimento econômico para a faixa de 2% ao ano e o grande volume de concessões de benefícios fiscais. Com isto a receita tributaria real cresceu apenas 0,9% entre janeiro e setembro deste ano, em relação ao mesmo período no ano passado. É essa persistente discrepância entre o crescimento das receitas e despesas recorrentes que preocupa os analistas. As receitas não recorrentes são cada vez mais utilizadas, mas pela sua própria natureza não sustentam a posição fiscal.


Não apenas temos um quadro no qual as despesas, persistentemente, crescem e crescerão mais do que as receitas, como também o tesouro está a depender cada vez mais de receitas eventuais, que sinaliza uma tendência de crescimento dos déficits. Além disso, está a caminho da aprovação uma autorização para que municípios não apenas possam alterar o indexador de sua dívida (o que é razoável), como também tornar essa decisão retroativa, o que abre espaço para mais crédito e gastos. Esta lei será um tiro na essência da Lei de Responsabilidade Fiscal, resultando numa grave piora do regime que controla os gastos públicos.


É sobre esse conjunto de fatos e tendências que se deu a forte piora nas expectativas. É absolutamente verdadeiro que caminhamos firmemente na direção de maiores déficits nominais e de crescimento da dívida bruta do governo. Tratam-se de fatos, e não de alarmismos.


O comércio exterior brasileiro apresentou um déficit, entre janeiro e setembro, de 1.8 bilhão de dólares, número muito inferior aos 17.3 bilhões de superávit no mesmo período do ano passado. Na realidade, o resultado comercial foi o pior desde 1998. Projetamos agora um leve déficit para o ano em curso, o que mantem alguma pressão sobre o real, uma vez que o déficit em conta corrente seguirá muito elevado, na faixa de 79 bilhões de dólares para este ano.


O resultado do comércio exterior deverá melhorar no ano próximo, em resposta ao aumento esperado na produção nacional de petróleo. Projetamos um resultado de 10 bilhões de dólares. Mesmo assim, o déficit em conta corrente não cairá muito, sendo projetado para atingir 71 bilhões. Com isto, a esperada reversão da política monetária americana resultará numa importante desvalorização do real. Uma eventual redução na nossa classificação de risco adicionaria mais pressão na caldeira.


Também nessa semana saiu o IPCA do mês de outubro. Seu resultado, 0,57%, veio em linha com as estimativas dos analistas. Entretanto uma análise do índice mostra que a inflação segue mesmo pressionada: a média dos núcleos subiu de 0,46% para 0,57% e o acumulado em 12 meses foi para 6,04%, que indica o nível da inflação corrente. A dicotomia entre comportamento de preços monitorados e livres se alargou: os primeiros subiram apenas 1% no ano terminado em outubro enquanto que os preços livres se mantêm em 7,4% no mesmo período. Como os preços administrados são claramente insustentáveis (basta lembrar a proposta da Petrobrás para elevação dos preços combustíveis) a verdadeira inflação corrente é hoje bem superior ao topo da meta, explicando porque o Banco Central deverá elevar a taxa de juros para um número superior a 10%.


Reafirmo o que escrevi em março: há uma lenta e firme piora na nossa situação macroeconômica, que se estenderá sobre 2014.

Publicado no jornal O Estado de São Paulo em 13 de Novembro de 2013

Comentário (0) Hits: 918

O futuro da robótica na saúde, segundo a Intel

14/11/2013 - Dezessete anos atrás, Jan Scheuermann foi dianosticada com degeneração espinocerebelar, uma doença rara que rapidamente transformou esta mulher ativa, numa pessoa tetraplégica. Naquela ocasião, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh estava desenvolvendo um braço robótico, controlado não por interruptores e botões, mas pelos próprios pensamentos do usuário.

Recentemente Pitt, o braço robótico, foi posto à prova. O cérebro de Scheuermann foi fotografado e duas grades compostas por 96 pequenos eletrodos foram delicadamente colocados nas regiões do cérebro, que controlam os movimentos da mão e do braço direito. Estes eletrodos captam sinais no cérebro e transmitem instruções para mover o braço robótico.


Surpreendentemente, menos de três meses depois, Scheuermann havia aprendido a controlar o braço robótico, permitindo-lhe pegar e mover uma variedade de objetos com grande precisão, com pouco de treinamento.
Numa espécie de realização pessoal, Scheuermann usou seu braço robótico para pegar e comer uma barra de chocolate. "Uma pequena mordida para uma mulher, uma mordida gigante para um BCI (brain computer interface)", ela declarou. E provou que o sabor da vitória é realmente doce!

intel_robo2.jpgConvidamos Brian David Johnson, engenheiro e futurista da Intel, para dar sua opinião sobre o futuro da robótica.

A tecnologia robótica auxilia deficientes físicos, quais são algumas outras maneiras que esta tecnologia pode ser aplicada?

Eu visualizo a ajuda deste tipo de robô para socorristas, policiais e militares - qualquer aplicação que necessite uma fração de segundo de resposta e que têm um impacto humano real. Este tipo de robô auxiliar de tecnologia com controle remoto, permite a realização de tarefas com acesso restrito e com risco.

Além da robótica, que são algumas das maneiras que o BCI poderia revolucionar a saúde?

Para mim BCI é apenas um outro tipo de entrada e saída I / O – (a abreviação do termo input/output, que significa a transferência de dados de um computador para um dispositivo). Além disso, é interessante porque um computador comunica-se diretamente com o seu cérebro, ampliando sua utilização e como poderemos nos comunicar com outras pessoas.

Existe algum filme de ficção científica se parece com algo que veremos em algum momento no futuro?


Eu sou fã de Isaac Asimov - Eu, Robô - ele apresenta ficção e fatos científicos que vemos hoje. Não se surpreenda se um dia um robô te salvar de uma situação perigosa.

Comentário (1) Hits: 2480

Revolução silenciosa dos 'fazedores'

Noisebridge5.jpgRonaldo Lemos
14/11/2013 - Há alguns dias visitei um "hackerspace" na cidade de San Francisco. O espaço é uma espécie de LAN house, só que turbinadíssima. Há impressoras 3D, máquinas de corte de precisão a laser, computadores (é claro), livros (!) e toda sorte de equipamento necessário para a fabricação eletrônica. Na decoração, havia até um eletroencefalograma dos anos 1950 que parecia ter saído de um filme de terror.


O acesso a tudo é gratuito. Basta tocar a campainha, subir uma escada e passar o dia usando. Quem chega recebe boas-vindas de quem estiver lá (não há porteiro, recepcionista ou "dono" do lugar). Usando uma das impressoras 3D estava um típico "homeless" de San Francisco. Com aparência de que não tomava banho há dias, imprimia um componente de precisão para uma drum machine (bateria eletrônica). Quase uma utopia: um sem-teto realizando com total normalidade uma atividade de ponta.


Esse tipo de espaço é típico abre-alas da revolução silenciosa dos "fazedores" (chamados em inglês de "makers"). Assim como o código aberto é hoje central, do Linux ao Android, está entre nós a onda do hardware aberto. As aplicações são muitas: conectar objetos do dia a dia à rede (como a geladeira, a fechadura da casa ou o medidor de eletricidade) ou mesmo inventar novos protótipos industriais.


A questão é como fazer essa onda, que vai gerar mudanças econômicas importantes, se ampliar no Brasil. Os desafios começam na dificuldade de encontrar componentes, ou mesmo ferramentas. Mas, com dificuldades ainda maiores, o Brasil chegou a ter mais de 100 mil LAN houses na década passada. Vou torcer para chegarmos a 100 mil hackerspaces nesta.


JÁ ERA
 Celular só para fazer chamadas e mandar mensagens
JÁ É
 Pagar despesas com o celular
JÁ VEM 
Abrir a porta de casa com o celular, com o Lockitron.com

Ronaldo Lemos é diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e do Creative Commons no Brasil. É professor de Propriedade Intelectual da Faculdade de Direito da UERJ e pesquisador do MIT Media Lab. Foi professor visitante da Universidade de Princeton. Mestre em direito por Harvard e doutor em direito pela USP, é autor de livros como "Tecnobrega: o Pará Reiventando o Negócio da Música" (Aeroplano) e "Futuros Possíveis" (Ed. Sulina).

Comentário (0) Hits: 742

Tecnologia 3D inova produção de obras de arte

Richard_Dupond.jpg11/11/2013 - A exposição Out of Hand explora as diversas áreas da criatividade do século 21, que se tornaram possíveis através de métodos avançados de produção assistida por computador, conhecido como fabricação digital. No mundo digital de hoje, os artistas estão usando esses meios para atingir níveis de expressão nunca antes possíveis.

Out of Hand é a primeira grande exposição do museu para analisar esta tendência interdisciplinar através dos trabalhos pioneiros de mais de 80 artistas internacionais, arquitetos e designers, incluindo Ron Arad, X Bola Barry, Zaha Hadid, Stephen Jones, Anish Kapoor, Allan McCollum, Marc Newson e Roxy Paine. Estão expostas algumas das criações mais interessantes da última década, que vão da escultura e mobiliário para a moda e transporte.


Organizado pelo curador do MAD Ron Labaco, Out of Hand poderá ser vista no MAD (Museum of Arts and Design in New York) até 6 de julho de 2014. "As pessoas têm essa idéia que utilizando o "processo digital", basta pressionar o botão e a máquina produz algo irreal", disse Richard Dupont, escultor que faz distorções surpreendentes da forma humana.


Manipulando scans em 3D de seu próprio corpo, Dupont mistura métodos de fabricação digital como impressão 3D, molde de gesso tradicional, para produzir figuras que podem aparecer ao mesmo tempo arcaicas e futuristas."As formas de acabamento das minhas obras não poderiam ter sido feitas sem o uso de ferramentas digitais, mas você tem que ter cautela. "É muito mais interessante se você pode desfazer as expectativas sobre o que a tecnologia pode fazer."
"Houve uma explosão de criatividade durante a última década, muitos artistas estão explorando as tecnologias e quais os limites que oferecem", disse o curador da exposição, Ronald Labaco. "Nos últimos anos, tenho visto uma mudança no pensamento de 'O que a máquina pode fazer? para 'Como posso utilizar esta tecnologia para conseguir desenvolver meu trabalho? "

"A tecnologia permite que você crie um objeto no espaço virtual e transmita os dados para outra máquina para 'aumentar' ou 'imprimir' um objeto em 3-D", diz o desenhista industrial Marc Newson sobre a utilização das impressoras 3D, o que pode dispensar uma variedade de materiais - plástico, pó e ligas de metal, gesso, células animais - em fatias muito finas, dirigidos por laser para construir um objeto em camadas.


Para a maioria dos artistas, a máquina não só facilitou a produção da obra, mas tornou-se parte de seu significado.

Out of Hand - Materializing the Postdigital
October 16, 2013 to July 6, 2014
MAD – Museu de Arte e Design (em Nova Iorque)

Veja mais em: http://madmuseum.org/exhibition/out-hand#

Comentário (0) Hits: 1299

O futuro dos robôs em pouco mais de uma década

ibm_cheiro_2.jpg11/11/2013 - Daqui a pouco mais de uma década, será extraordinário o desenvolvimento dos sensores, da microeletrônica e dos computadores. Esses avanços permitirão que as máquinas enxerguem, ouçam, falem, entendam nossa linguagem humana, detectem cheiro e sabor e tenham até o sentido do tato para reconhecer superfícies lisas ou ásperas.
Essas máquinas ultra avançadas terão movimentos precisos controlados por programas armazenados, ou por controle remoto, que lhes permitirão executar as mais diversas atividades com a precisão que nenhum ser humano pode executar.

Os robôs de 2025 poderão prestar muitos serviços em pelo menos seis áreas. Entre elas, eu destaco as seguintes:

1. Entretenimento e arte. Nesse setor, teremos robôs-músicos, robôs-esportistas e robôs que apresentarão shows e programas de TV.

2. Medicina e ciência. Nessas áreas, teremos centenas de tipos de cirurgias feitas com robôs, inclusive à distância.

3. Negócios. Nas empresas, os robôs poderão fazer o controle financeiro, gerenciamento de materiais, prestar serviços ao consumidor, nos segmentos de marketing e de vendas, entre outros.

4. Na área doméstica e de serviços pessoas, os robôs farão dezenas de trabalhos de casa, limpeza, aspiração de pó, purificação do ar. Teremos robôs-conselheiros, acompanhantes e monitores de treinamento (que substituirão alguns professores).

5. No setor industrial, eles fabricarão milhares de produtos; trabalhos inadequados ou perigosos ao ser humano;

6. Em situações de perigo e emergência, os robôs serão utilizados muito mais do que hoje para desarmar bombas, entrar em áreas contaminadas ou prestar socorro em locais contaminados ou no meio áreas incendiadas.

Essa expansão tão grande do número de robôs vai trazer, também, muitos riscos para o ser humano. Mas como dizia Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa em Grande Sertão, "viver é perigoso". Com a tecnologia, mudarão apenas os tipos de perigo.


Um visionário dessa área, como era Isaac Asimov, previa que os robôs poderiam até se rebelar nas indústrias, organizar sindicatos, fazer greves e até praticar atos de sabotagem. Mas isso é ficção. Acho que não se tronará realidade, pelo menos no horizonte de 20 ou 30 anos.

Comentário (1) Hits: 2285

newsletter buton