Arizona incentiva testes de carros autônomos

testes_waymo_a.jpg13/11/2017 - Matéria de hoje do The New York Times informa que a promessa do Arizona em não regulamentar a indústria de carros autônomos atrai Uber, Waymo e Lyft para realizar testes.

Na foto, Jordan Rodriguez, engenheiro sustentável da Waymo, realiza testes em um carro autônomo da empresa em Chandler, Arizona

Crédito: David Walter Banks para The New York Times

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Construtora Vitacon investirá em prédio inteligente

10/11/2017 - Novo empreendimento, projetado em parceria com Intel e IBM, deve começar a ser construído no início de 2018

Imagine-se vivendo em um edifício que consiga entender a rotina dos seus moradores e fornecer serviços que se adequem às especificidades de cada um. Desde automação de ambientes e eletrodomésticos inteligentes até como você se relaciona com o ambiente onde vive. Este é objetivo da parceria entre Vitacon, IBM e Intel ao lançarem o projeto SOUL (Smart Options for Urban Life). A primeira etapa do projeto contará com um apartamento (laboratório) conectado destinado a startups e parceiros que queiram testar e aplicar inovações para smart home com base no conceito de Internet das Coisas.

Concebido também em parceria com a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), o studio, localizado na Bela Cintra, em São Paulo, terá a API aberta (Interface de Programação de Aplicação, em português) o que permitirá testes e instalação de sensores que meçam consumo de energia, água, gás, movimento, proximidade, temperatura, luminosidade e umidade; sistemas de notificação sem fio via Bluetooth e WiFi; dispositivos para interligar a rede central do prédio à de cada morador; câmeras de vigilância inteligentes, entre outros.

O objetivo será testar a aplicação da tecnologia no dia a dia de pessoas convivendo em um ambiente real e sentindo o profundo impacto de se ter tudo conectado e integrado, desde a chegada ao edifício até a entrada no apartamento, e a circulação entre quarto, sala, banheiro e cozinha.

Na segunda fase do projeto, as tecnologias mais maduras e integradas serão aplicadas em um edifício da Vitacon na Faria Lima. O empreendimento terá início em 2018.

“Unimos grandes corporações na geração de negócios e valor agregado. Vamos reinventar a experiência de morar através da tecnologia" explica Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon. “Nós entendemos que o mercado imobiliário deve criar experiências, promover o empreendedorismo e criar cidades mais inteligentes. Estamos criando um futuro em que os prédios receberão atualizações e aplicativos exatamente como um smartphone.”

Como parte dessa parceria, a IBM disponibilizará o Watson, sua plataforma de inteligência artificial para negócios, com soluções de Watson IoT (Internet of Things), assim como alguns projetos em colaboração com sua área de pesquisa, IBM Research.

“Inteligência artificial já é uma realidade no Brasil. IBM Watson está ajudando empresas e profissionais de diversos segmentos e está sendo usado por startups que desenvolvem novos produtos no mercado brasileiro”, comenta Carlos Tunes, Executivo de Watson IoT da IBM América Latina. “As soluções cognitivas de Watson IoT permitem às instituições terem sua capacidade cognitiva potencializada, explorando o mundo físico e conectando-o a sistemas inteligentes. “SMART LIVING” é a tradução dessa experiência do mundo conectado no nosso cotidiano, nas nossas residências, no nosso ambiente de trabalho”, conclui Tunes.

A Intel colocará à disposição da Vitacon soluções de IoT com arquitetura Intel para casas inteligentes por meio de uma série de diapositivos e software de parceiros e desenvolvedores, incluindo soluções para identificação, segurança e autenticação; sensoriamento e controle por voz, gestos ou automáticos; e monitoramento e controle de recursos públicos (água, gás, energia, esgotos etc.), tanto para os apartamentos quanto para o edifício.   

Já Mauricio Ruiz, diretor-geral da Intel Brasil, finaliza avaliando que as “cidades inteligentes começam a partir de empreendimentos conectados, com estrutura para serviços digitais que facilitam a vida e melhoram a experiências das pessoas. As soluções de Internet das Coisas estão por trás de toda essa transformação. A parceria com a Vitacon reforça a preocupação da Intel com o desenvolvimento do ecossistema de tecnologia local para startups”.

Você assiste ao vídeo do projeto aqui

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Trabalho remoto: quais são seus direitos?

trabalho_remoto.jpg10/11/2017 - A partir de amanhã, 11 de novembro, passa a vigorar a Lei nº 13.467 de 13 de julho de 2017, que alterou profundamente a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Dentre as alterações, destaca-se a nova disciplina do teletrabalho, também conhecido como trabalho remoto ou home office. Apesar de ser um fenômeno em alta no mundo todo, o teletrabalho ainda não é uma prática generalizada.

No Brasil, a reforma trabalhista deve favorecer a alavancagem da atividade, com média de crescimento em torno de 15% ao ano, conforme o estudo realizado pela SAP Consultoria. "Os brasileiros estão buscando novas formas de trabalhar, o que leva as empresas a reavaliar suas estruturas, prioridades e investimentos em TI para continuarem sendo atrativas", analisa Luis Banhara, diretor geral da Citrix no Brasil.

Como uma empresa que oferece tecnologias que tornam o trabalho remoto viável para empregadores e funcionários, a Citrix desenvolve soluções – como XenApp, XenDesktop, NetScaler, entre outras - voltadas para ajudar empresas a capacitar a força de trabalho moderna e móvel, ao mesmo tempo em que elas aceleram para a transformação digital em ambiente seguro. "A tecnologia é o grande viabilizador do home office. Se o empregador utilizar as ferramentas certas, ele não perde o controle sobre as atividades que o funcionário desenvolve e garante a segurança dos dados da empresa", afirma Banhara.

A Sobratt – Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividade, por sua vez, tem acompanhado a discussão dos aspectos jurídicos da medida. "Toda novidade traz inseguranças até ser completamente entendida. Percebendo isso, levantamos junto com a Citrix os mitos e verdades que mais têm tirado o sono dos empregadores e que já se tornaram polêmica no meio jurídico", afirma Wolnei Tadeu Ferreira, presidente da Sobratt.

Citrix e Sobratt reúnem principais dúvidas em relação à questão que passa a ser regularizada este mês

Mitos e verdades sobre o teletrabalho

- A empresa precisa fornecer infraestrutura para realizar o trabalho remoto.

Depende. Ainda é um consenso que os custos efetivos pagos pelo trabalhador são os que não são mensuráveis de maneira direta, como água, luz, espaços utilizados da residência do próprio trabalhador. Já os gastos adicionais necessários à realização dos serviços devem ser bancados pela empresa.

"O que a empresa precisa é que o colaborador tenha as ferramentas para realizar seu trabalho da mesma forma, ou de maneira mais eficiente do que dentro da empresa. Nisso, a tecnologia ajuda", afirma Luis Banhara.

"A minha leitura é que os custos efetivos pagos pelo trabalhador são os que não são mensuráveis de maneira direita, como água, luz, móveis utilizados da residência do próprio trabalhador. Já os gastos adicionais necessários à realização dos serviços devem ser bancados pela empresa", afirma Wolnei Tadeu Ferreira.

- A empresa não precisa controlar horários nem pagar horas extras.

Depende. O controle do trabalho será por tarefas e não por hora trabalhada então não haverá necessidade de pagamento de horas extras, salvo se o monitoramento da atividade for exigível.

"A lei reconhece que não há necessidade de controlar horário. O importante mesmo é acompanhar a produtividade dos colaboradores. Com mais flexibilidade, eles podem trabalhar a qualquer hora , sem se preocupar com trânsito, falta dos dados ou dos aplicativos empresariais", afirma Wolnei Tadeu Ferreira

- O funcionário deixa de ter acesso a todas as ferramentas de trabalho (softwares, bancos de dados, ferramentas específicas).

Mito. Usando soluções como as da Citrix, é possível ter acesso a todo o ambiente de trabalho o que inclui softwares específicos, arquivos, acessos....

"Ao virtualizar a máquina do usuário, ele consegue ver e fazer 100% do que acessaria no escritório, sem precisar encarar transito e podendo escolher o horário que é mais produtivo", Luis Banhara.

- A empresa tem redução de custos operacionais.

Verdade. A redução de custo e a melhoria de produtividade são consequências naturais da melhoria de relacionamento que o home office proporciona.

"Ao tirar a exigência de que os colaboradores estejam presencialmente no escritório, as empresas podem reduzir suas infraestruturas. A própria Citrix é um exemplo. Acabamos de mudar para este escritório que tem 32% de posições de trabalho a menos que o número de funcionários. Com isso, tivemos 13% de redução só com aluguel. Também posso comentar sobre a Promon Engenharia, que reduziu em 27% seus custos ao agregar mobilidade aos 60 engenheiros que diariamente precisam estar aptos a se deslocar para atender seus clientes", comenta Luis Banhara.

- Funcionário que trabalha remotamente é mais produtivo.

Verdade. Segundo um estudo da Harvard Business Review, há uma alta de 13,5% na produtividade do trabalhador após adesão da modalidade. Uma das principais razões que os entrevistados disseram também preferir a modalidade de trabalho é a não preocupação com o deslocamento de casa até a empresa – que leva horas, em alguns casos. A comida caseira e o silêncio de suas casas para produzir mais também foram citados entre as vantagens.

"A mensuração de resultados varia de caso a caso. Mas posso comentar um exemplo recente em um segmento nada tradicional em relação a flexibilidade: um órgão público aqui de São Paulo está utilizando as soluções Citrix desde abril deste ano. No projeto piloto, 30 dos 90 fiscais do órgão receberam autorização para trabalhar de casa por até dois dias na semana – só não podem as segundas e sextas-feiras. Segundo o coordenador do projeto, a produtividade aumentou de 15% a 40%", afirma Luis Banhara.

- Funcionário em trabalho remoto não desliga nunca.

Mito. Funcionário será mensurado pela sua produtividade e não pelas horas trabalhadas.

"Manter uma rotina de trabalho semelhante à do escritório ajuda na organização de quem está trabalhando à distância. Mas também é necessário usufruir de um hobby ou de atividades físicas para equilibrar a vida pessoal e profissional. Além disso, é essencial que a família do funcionário que está fazendo home office entenda que ele possui tarefas para entregar e uma jornada para cumprir nas dependências de casa", comenta Luis Banhara.

- Legalmente, empregado em trabalho remoto é responsável por vazamento de informações da empresa.

Verdade. Ransonwares fizeram milhões de vítimas este ano por falha de atualização do Windows. As empresas passam a ser responsáveis pela atualização dos softwares em dispositivos pessoais dos usuários. A segurança da informação tem que controlar isso, mesmo no trabalho presencial.

"Ou podem usar as soluções Citrix. Com Citrix a proteção está nos dados e não nos devices. Para entrar no seu ambiente virtualizado há uma série de camadas de proteção que dão acesso àquilo que a empresa definiu para cada usuário", fala Luis Banhara.

- A empresa fica mais vulnerável a vazamentos de informações com trabalhadores remotos.

Depende. Se não houver uma preocupação da empresa com os dados, pode haver vulnerabilidades. O segredo é não focar no dispositivo (porque o colaborador pode estar com software de segurança desatualizado ou o dispositivo pode ser roubado) e sim focar na segurança dos dados. Devem ser criadas políticas de acesso individualizadas, com várias ferramentas de controle de acesso e identificação.

"Só nos últimos dois anos, os ataques virtuais do tipo ransomware arrancaram 25 milhões de dólares das vítimas, aproximadamente R$ 80 milhões. É o que aponta um estudo feito pela Google em parceria com pesquisadores da Chainalysis, que analisa transações em moedas virtuais, a Universidade da Califórnia em San Diego e o Instituto Politécnico da Universidade de Nova Iorque", afirma Luis Banhara.

- A empresa que oferece opção de trabalho remoto possui melhores índices de retenção de talentos.

Verdade. Segundo o Estudo Oxford, esta é uma das melhores formas de reter talentos com 83% das respostas.

"Os 'novos' trabalhadores estão cada vez mais exigentes e buscando equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Hoje, reter talento é uma das tarefas mais difíceis dos administradores", afirma Luis Banhara.

- Tecnologias de mobilidade são viabilizadoras do trabalho remoto.

Verdade. Elas endereçam as principais questões corporativas como controle de produtividade, segurança dos dados e flexibilidade para os colaboradores.

"Hospital das Clínicas de São Paulo conseguiu reduzir o tempo dos atendimentos ao público com a virtualização, mesmo com números expressivos: 124 mil consultas ambulatoriais e outros 60 mil atendimentos só na farmácia que fornece os medicamentos gratuitos à população, exemplifica Luis Banhara.

- Trabalhadores remotos são mais sujeitos a hackers e ransomwares.

Depende. Se o colaborador não atualizar seu sistema e não tiver um bom programa de antivírus, certamente ele estará mais vulnerável. Mas se o empregador utilizar sistemas de virtualização, a chance é zero.

"Se a empresa optar por segurança dos dados, os riscos são muito menores. Um grande banco no Brasil, cliente da Citrix, poderia ter tido grandes prejuízos com o ataque do WannaCry. Como eles optaram pela estratégia de proteger os dados e não os equipamentos, o ransomware não conseguiu chegar aos dados", conta Luis Banhara.

- Devices móveis, como celulares e tablets, são mais vulneráveis a perda/roubo/extravio e, por isso, deixam as informações das empresas mais inseguras.

Depende. As pessoas são mais cuidadosas com devices como celulares e tablets do que com pendrives por exemplo. O importante mesmo é a segurança de acesso. Tanto liberando o acesso aos dados que cada pessoa deve ter, como tendo várias ferramentas de comprovação de identidade.

"Na semana passada, foi encontrado um pendrive na rua com 2,5GB de dados, todos sobre o principal aeroporto internacional do Reino Unido, Heathrow. Ou seja, devices sim são mais difíceis de controlar, mas os dados não", afirma Luis Banhara.

- Candidatos preferem empresas que têm flexibilidade para o trabalho remoto.

Verdade. A possibilidade de trabalhar remotamente é um dos principais fatores na escolha de um novo trabalho.

"Um estudo da Citrix pela Oxford, apontou que 37% dos candidatos preferem empresas que oferecem esta flexibilidade", afirma Luis Banhara.

- Empresas que fornecem soluções de tecnologia, como as da Citrix, são responsáveis perante a lei, quando houver vazamento de informação de um cliente.

Mito. O controle sobre o uso de equipamento, sistemas e informações, é de total responsabilidade do empregado e seu empregador, que deve prover diagnóstico de TI sobre tais acessos e controles, pois trata-se de segurança da empresa.

"Mais uma vez, segurança nos dados", complementa Banhara.

- O comparecimento às dependências do empregador para a realização de atividades especificas não descaracteriza o home office.

Verdade. A própria legislação (arts. 75-A a 75-E da Lei 13.467/2017) prevê esta situação, pois em muitos casos é necessário que o empregado compareça à empresa para reuniões, treinamentos, confraternização e outras atividades, o que não descaracteriza o teletrabalho.

"Apesar de trabalhar remoto, há momentos que o olho no olho é necessário. Cada empresa pode definir as regras para o trabalho remoto", afirma Wolnei Tadeu Ferreira.

- No home office, a empresa não possui a mesma responsabilidade no que diz respeito à Medicina e Segurança do Trabalho.

Mito. A nova legislação passa a exigir que, nesses casos, o trabalhador seja ostensivamente orientado pela empresa quanto às normas de segurança, devendo fazê-lo conforme seja a atividade e o cargo a ser ocupado.

"Continua sendo responsabilidade da empresa zelar pela segurança do colaborador, ele trabalhando de casa ou no escritório", comenta Wolnei Tadeu Ferreira.

- O colaborador não precisa participar de treinamentos de segurança, uma vez que está nas dependências da empresa.

Mito. Da mesma forma que o empregador deve fornecer informações referentes à saúde, segurança e produtividade, é responsabilidade do empregado assistir aos treinamentos e estudar os materiais encaminhados.

"Como pode haver a presença do colaborador na empresa algumas vezes por semana ou por mês, continuam válidas as regras de treinamentos", descreve Wolnei Tadeu Ferreira.

- Profissionais que optam por home office terão seus benefícios como vale alimentação e vale transporte reduzidos.

Mito. O vale transporte, devido nos deslocamento residência-empresa e vice-versa, continua sendo devido quando o empregado tiver que se deslocar para a empresa ou para alguma outra atividade a serviço. No caso do vale-alimentação, se isso for uma obrigação prevista em norma sindical, não poderá ser subtraída ou reduzida, salve se houver previsão na própria norma neste sentido. Do contrário, o benefício deve ser mantido. Caso o benefício seja espontâneo pela empresa, sua eliminação ou redução poderá trazer uma injusta diferenciação para quem trabalha em Home Office, sendo necessário que a empresa avalie bem se esta situação seria estratégica.

"Como outros pontos da nova lei, ainda há necessidade de um entendimento mais profundo destas questões e uma análise caso a caso", finaliza Wolnei Tadeu Ferreira.

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E-wallets: prepare-se para uma nova forma de comprar

e-wallets_2.jpg*Por Juan D'Antiochia
09/11/2017 - À medida que os smartphones se tornam mais equipados com as tecnologias mais recentes, como near field communication (NFC), mais oportunidades aparecem para as mobile wallets, usadas diariamente. De acordo com uma pesquisa da Worldpay¹, os pagamentos utilizando "carteiras digitais" representam atualmente 12% do mercado, fazendo com que seja um dos meios de pagamento de maior crescimento e adoção por parte dos consumidores. Enquanto isso, os cartões de crédito, que são o método de pagamento online mais comum (63%), deverão registrar queda no uso até 2020 (alcançando 56%).

As mobile wallets podem ser aplicadas de várias formas e há muitas soluções já disponíveis no mercado (por exemplo, Apple Pay e Samsung Pay). O número de smartphones aumentou, assim como, a utilização deles em transações, possibilitando o processamento de pagamentos com a tecnologia NFC.

Para ter uma noção de como os smartphones têm contribuído com a revolução das mobile wallets, o Brasil possui atualmente 198 milhões de celulares² e, até o final deste ano, a estimativa é que haverá um smartphone por habitante, segundo o levantamento anual sobre o Uso da Tecnologia da Informação da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo³.

Analisando esse cenário, a segurança é uma grande preocupação de comerciantes e consumidores. As pessoas temem pela privacidade de seus dados pessoais e proteção ao dinheiro, levando em conta a enorme quantidade de cartões clonados e fraudados no Brasil. Por outro lado, os comerciantes podem escolher opções mais seguras para seus clientes. Um cartão de crédito roubado pode ser recuperado, já as impressões digitais não. No entanto, à medida que a autenticação biométrica se torna comum com as mobile wallets, elas naturalmente começarão a oferecer um nível de segurança maior e atender às demandas dos consumidores a fim de conquistar sua confiança.

Todo o registro de dados e transações via eWallets é feito de forma criptografada, o que é mais uma maneira de oferecer ainda mais confiança para o consumidor, que não precisa ficar expondo seus dados pessoais a cada nova compra, além de deixar o processo de pagamento mais fluído.

Também é importante destacar a experiência única que as mobile wallets podem oferecer. Possibilitar que os consumidores não usem a fricção durante a compra tem sido cada vez mais demandado pelos comerciantes e é por isso que as e-wallets vieram para ficar. Os varejistas procuram pelo processo "zero clique", com sistemas de pagamento que armazenam dados dos clientes e processam transações a partir de diferentes aplicações. As e-wallets tornam mais fácil a aceitação de pagamentos recorrentes, o que explica a popularidade de clubes de assinatura online e serviços de aplicativos que, por exemplo, fazem uso deste tipo de meio de pagamento e atualmente representam um dos maiores mercados do segmento de comércio eletrônico.

Além de todas essas características a favor dos pagamentos, as carteiras digitais oferecem ainda uma série de oportunidades a fim de que os comerciantes alavanquem seus negócios, possibilitando uma boa alternativa para a compra de ingressos para concertos, ônibus e metrô, assim como, vouchers de presentes. Os varejistas também podem usar as carteiras digitais como recompensa pela fidelidade de consumidores oferecendo presentes instantâneos, descontos e vouchers; mantendo os clientes atualizados sobre novas ofertas e produtos.

As projeções indicam que seguimos um caminho irreversível no comércio eletrônico. Isso não significa o desaparecimento imediato do dinheiro, mas sim o começo de uma grande transformação e o surgimento de novos meios de pagamento que complementam os tradicionais. No ano passado, a Worldpay processou globalmente mais de US$ 580 bilhões, em mais de 15 bilhões de transações, sem o uso do dinheiro. Fique preparado para essa nova era de pagamentos!

Juan D'Antiochia, Gerente Geral da Worldpay para a América Latina

Fonte:

[1] Worldpay Global Payments Report 2016

² Pesquisa Anual sobre o Uso da Tecnologia da Informação da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV – SP)

³ Pesquisa Anual sobre o Uso da Tecnologia da Informação da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV – SP)

Crédito: http://www.deccanchronicle.com/

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Intel e Amazon dão voz às casas inteligentes

kit_intel_amazon.jpgNovo kit de desenvolvimento Intel Voice Enablement facilita a criação de dispositivos integrados ao Alexa da Amazon

Por Miles Kingston
23/10/2017 - Os recentes avanços em inteligência artificial, aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural estão começando a desbloquear todo o potencial das casas inteligentes. Conforme essas tecnologias continuam aprendendo e se aperfeiçoando, muitas das tarefas cotidianas de uma casa serão eventualmente automatizadas para garantir um dia a dia no lar mais produtivo e tranquilo. Uma recente pesquisa da Intel revelou que 68% dos norte-americanos concordam que viver em uma casa com dispositivos inteligentes tornaria suas vidas mais fácil. Os consumidores estão começando a se mostrar cada vez mais prontos para usar comandos de voz na casa inteligente. Veja a adoção de alto-falantes e assistentes pessoais, por exemplo: apenas este ano, 35,6 milhões de americanos usarão um dispositivo ativado por voz em suas casas pelo menos uma vez por mês, de acordo com as estimativas da eMarketer – um aumento de 128,9% em relação a 2016.

A Intel, em parceria com a Amazon (AVS), está ajudando a acelerar a criação de produtos compatíveis com o Amazon Alexa Voice Service por desenvolvedores independentes com o lançamento do Intel Speech Enabling Developer Kit, uma completa solução de áudio para o controle por voz.

O reconhecimento de fala tornou-se uma clara vantagem competitiva para os desenvolvedores de produtos, mas dar às máquinas a habilidade de escutar, falar e conversar em linguagem natural não é uma tarefa fácil.

Usar a linguagem natural significa que as máquinas precisam reconhecer e responder claramente aos comandos do usuário a uma distância razoável, pois pessoas falam e ouvem em 360 graus e não só em linha reta. Os dispositivos precisam de um conjunto de microfones e de uma complexa tecnologia de redução de ruídos. Em uma interação de qualidade por voz, esses equipamentos precisam identificar a localização do locutor, atenuar e suprimir os ruídos ambientes e entender os comandos falados mesmo durante a reprodução de música (tocando e ouvindo ao mesmo tempo), além de identificarem os comandos de despertar (no caso do dispositivo da Amazon, por exemplo, o termo usado é “Alexa”).

Há muito trabalho de engenharia envolvido no desenvolvimento de recursos de reconhecimento da fala com velocidade e precisão para proporcionar as melhores experiências aos consumidores. O Intel Speech Enabling Developer Kit é baseado em uma arquitetura que fornece voz de alta qualidade e longo alcance até nos ambientes mais desafiadores acusticamente. Isso marca a mais recente de uma série de inovações para a casa inteligente, incluindo o Amazon Echo Show.

O Intel Speech Enabling Developer Kit já está em pré-venda. Entre os recursos disponíveis para desenvolvedores estão:

- Algoritmos de alto desempenho para eliminar ecos, reduzir de ruídos, fazer o beamforming (resumidamente, focar a transmissão do sinal para localizações específicas, melhorando a qualidade desta transmissão) e um mecanismo personalizado de palavra de comando para despertar o “Alexa”
- Processador de sinais digitais (DSP, na sigla em inglês) em duas vias Intel com Inference Engine para facilitar o aprendizado profundo de máquina
- Matriz de 8 microfones da Intel

As inovações que vão equipar o futuro estão de forma cada vez mais rápida ao alcance. No que diz respeito à casa inteligente, podemos esperar uma onda de inovação por parte da comunidade de desenvolvedores conforme formos fazendo nossa transição de apenas conectados para verdadeiramente inteligentes.

Miles Kingston é gerente geral do Grupo para a Casa Inteligente da Intel Corporation.

Glossário

Ensinando os Dispositivos a Falar: Algoritmos Para Voz de Longo Alcance
Beamforming identifica a localização de quem fala e depois canaliza o microfone correspondente para aquele local. O beamforming também ajuda na redução dos ruídos do ambiente.
Auto-Echo Cancellation (AEC) elimina o áudio que sai dos alto-falantes para acabar com a interferência no microfone. O algoritmo AEC requer a voz do interlocutor como referência no DSP para eliminar o áudio.

Keyword Spotting (KWS) detecta a palavra-chave para despertar –Alexa – e notifica o sistema. A implantação de firmware no DSP habilita a operação com baixo consumo do assistente pessoal para despertar com a voz.

 

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Documento de identidade com biometria é seguro?

identidade2.jpg20/10/2017 - Recentemente o senado aprovou a criação de um banco de dados que unificará a identificação de todos os cidadãos do Brasil, além de um documento que integrará RG, CPF e título de eleitor, o que mostra a importância da questão

Dentre os mais de 1.000 participantes brasileiros da pesquisa Unisys Security Index, a maioria dos cidadãos do País acredita que a consolidação dos documentos pessoais como RG, CPF, carteira de habilitação e título de eleitor em um registro único, além da adição de uma identificação biométrica será uma iniciativa eficaz para promover a segurança pessoal. Apenas 13% não concordam com a união destes documentos como medida de proteção e 14% ainda não têm certeza sobre a questão.

O Unisys Security Index é um índice de referência mundial sobre o tema segurança e considera as seguintes variáveis para sua construção: Segurança Pessoal, Segurança Pública, Segurança na Internet e Segurança Financeira, o que determina um indicador de cada país pesquisado e um global, em uma escala de 0 a 300, na qual 300 é a maior taxa de preocupação com o tema segurança e 0 a menor. No Brasil, o índice total apresentado foi de 189 pontos, enquanto que a média no mundo foi de 173 pontos.

Entre os brasileiros, 78% dos homens e 69% das mulheres acreditam que a unificação do registro pessoal é uma medida fundamental para a proteção dos dados privado. O percentual se eleva nas faixas etárias mais altas, entre 45-54 anos (80%) e 55-65 anos (85%), principalmente quando comparado aos jovens (faixa etária de 18 a 24 anos), que apresentaram o menor índice, apenas 65% apoiam a unificação.

Diferente do Brasil, o apoio a esta iniciativa entre os jovens no México é o que apresenta o maior percentual, 79% dos entrevistados entre 18 e 24 anos concordam que a unificação dos dados pessoais promoveria maior proteção.

A aceitação também é elevada entre os brasileiros com alto grau de escolaridade, com 75% dos entrevistados com nível superior e pós-graduação sendo a favor da consolidação das informações pessoais.

Na camada da população brasileira de alta renda, o apoio à medida é de 80%, enquanto que o percentual entre a classe média e a baixa é igual, 72% dos entrevistados de cada grupo apoiam a iniciativa. No México, a aprovação é alta em todos os níveis socioeconômicos, sendo que a classe com renda mais baixa (77%) é a que se destaca no apoio à unificação dos documentos.

"A unificação dos registros públicos dos cidadãos no Brasil permitirá maior confiabilidade aos documentos, que atualmente não incluem dados de sinais biométricos, o que acaba dando margem para falsificações, atos ilícitos e criminosos. Além disso, a iniciativa vai auxiliar na desburocratização, contribuindo para modernizar os sistemas e evitar fraudes", afirma Guilherme Artuso, SME Especialista na Vertical de Setor Público da Unisys para América Latina.

 

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