Brasileiros preferem ver TV em smartphones

tv_smartphones2.jpgProxxima
08/05/2014 - Diariamente, brasileiros gastam 52 minutos no celular vendo programas de TV. Para o ano de 2014, a expectativa do eMarketer é de que 41,2 milhões de brasileiros utilizem smartphones, o que representaria um crescimento anual de 36%. Consequentemente, o tempo gasto com o aparelho também deve aumentar.


Um estudo realizado pela Millward Brown neste ano revelou que os usuários de smartphones e tablets no Brasil, entre 16 e 44 anos e que têm acesso a televisão, gastam mais tempo utilizando celulares do que qualquer outro dispositivo. São cerca de 150 minutos por dia. Laptops ficaram em segundo lugar, com 146 minutos; e a TV, em terceiro, com 113 minutos. Os tablets apresentam uma taxa de uso diário mais baixa.

Assim, os smartphones tornaram-se a segunda tela mais utilizada para ver TV. De acordo com o mesmo estudo, os brasileiros passam 52 minutos por dia assistindo a televisão pelo celular. Nos laptops, o número cai para 35 minutos, e em tablets, 33 minutos.

Por outro lado, uma pesquisa feita pelo Mobile Marketing Association e Ibope Nielsen Online descobriu que uma porcentagem relativamente baixa (24%) de usuários de smartphones no Brasil utiliza o celular enquanto assiste a TV.

http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2014/05/08/Brasileiros-preferem-ver-TV-em-smartphones.html

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Apple gera expectativas ao contratar médicos

apple_timcook2.jpgChristina Farr, Reuters
06/05/2014 - A Apple está contratando uma equipe de executivos de tecnologia médica, provoca polêmica na comunidade de biotecnologia e ao mesmo tempo a fabricante do iPhone, oferece algumas dicas do que pode estar planejando para a seu iWatch, amplamente esperado, incluindo e outras tecnologias vestíveis (em inglês wearables).

Grande parte da contratação é em tecnologia de sensores, uma área que Tim Cook destacou no ano passado como preparado "para explodir."
Especialistas do setor dizem que a tecnologia está sendo desenvolvida para monitorar tudo, desde os níveis de açúcar no sangue para controle de glicemia até os dispositivos orientados para fitness disponíveis no mercado.

Veja a matéria completa (em inglês)
http://uk.reuters.com/article/2014/05/05/us-apple-hiring-insight-idUKBREA4409020140505

 

 

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eBay chega ao Brasil com site em português

ebay_br2.jpgMaurício Grego, de Exame
06/05/2014 - O site de comércio eletrônico eBay está inaugurando, nesta semana, a versão em português de seu site, voltada para o público brasileiro. A empresa também lançou versões em português de seus apps para Android, iPhone e iPad.

O site, um dos pesos-pesados do comércio eletrônico global, oferece 250 milhões de itens de vendedores localizados em dezenas de países. "Nossa expectativa no Brasil é alta. Vamos continuar investindo no país", disse a EXAME.com Wendy Jones, vice-presidente de expansão global do eBay.

Ela diz que, no momento, o objetivo do eBay não é convencer os brasileiros a vender produtos no site, embora eles possam fazer isso. Por enquanto, a ideia é atender ao crescente público brasileiro que faz compras no eBay. A busca de vendedores fica para depois.

A empresa implementou um sistema de tradução que apresenta, em português, descrições de produtos originalmente publicadas em outros idiomas. O sistema de buscas também foi modificado para permitir pesquisas em português.

O eBay já havia lançado, no ano passado, uma versão do app eBay Moda voltada ao mercado brasileiro. "Moda é a categoria de produtos que os brasileiros mais compram, seguida de perto pelos aparelhos eletrônicos", diz Wendy.

A experiência com esse app foi bem sucedida. "Conquistamos meio milhão de novos clientes no Brasil no ano passado. E eles compravam no site em inglês, sem muita facilidade", diz Wendy. A empresa fechou 2013 com cerca de um milhão de clientes no país.

Para atrair mais consumidores, o eBay vem procurando maneiras de tornar mais fáceis as compras internacionais. Há cerca de um ano, a empresa criou um serviço de remessa internacional de mercadorias.


Ele permite que vendedores americanos entreguem os produtos ao eBay, que se encarrega de enviá-los aos compradores. Nesse caso, o comprador paga tanto o frete como o imposto de importação ao fazer a compra. Depois, basta esperar a chegada da encomenda. A empresa contratada pelo eBay para fazer a entrega se encarrega do desembaraço alfandegário.

"Nosso objetivo era fazer com que uma transação internacional ficasse parecida com uma compra no próprio país", afirma Wendy. "Também estamos interagindo com os Correios para agilizar as entregas no Brasil."


O eBay não tem escritório no Brasil. A operação é centralizada nos Estados Unidos. Mas o PayPal, a empresa de pagamentos que pertence ao eBay, tem um escritório em São Paulo. O serviço de pagamentos já tem 2,8 milhões de clientes brasileiros.
Globalmente, o eBay tem 140 milhões de contas ativas; e, o PayPal, 143 milhões. Em 2013, o site movimentou 205 bilhões de dólares.

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/ebay-chega-oficialmente-ao-brasil-com-site-em-portugues

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Três bilhões de pessoas serão usuários da web

woman_web2.jpgONUBr
05/05/2014 - Segundo estatísticas divulgadas nesta segunda-feira (05) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), o mundo chegará ao fim de 2014 com quase 3 bilhões de usuários de internet e 2,3 bilhões de assinaturas a planos de banda larga móvel – sendo os países em desenvolvimento responsáveis por aproximadamente 65% e 55% desses números, respectivamente.

"Estas estatísticas confirmam que as tecnologias de comunicação são o carro-chefe da atual sociedade de informação", comentou o secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré. Tecnologias móveis, mais práticas e acessíveis, mostram-se particularmente bem sucedidas: espera-se, por exemplo, que 2014 termine com 7 bilhões de assinaturas para celulares – uma para cada habitante do planeta.

Embora o relatório destaque a grande penetração das tecnologias de informação, nota também que muitas estão próximo de um ponto de saturação no mercado. O crescimento das assinaturas para celulares, de 2013 para 2014, foi de 2,6%, a menor taxa já registrada no segmento; igual saturação se vê na internet fixa em nações desenvolvidas, com já 78% de penetração.

Enquanto tecnologias fixas apresentam tendência de estagnação ou queda – o relatório aponta para o quinto ano de queda consecutiva das assinaturas para telefonia fixa – há ainda muito espaço para crescimento especialmente para a banda larga móvel, em regiões como a África (19% de penetração, atualmente), Ásia e Pacífico (23%) e Estados Árabes (25%).

Nações em desenvolvimento têm peso; Brasil segue com pouco fôlego

Países em desenvolvimento representam a maior parte dos avanços nas diversas categorias avaliadas: África, Estados Árabes e países da CEI foram os únicos com taxas de crescimento de dois dígitos em banda larga fixa, enquanto a banda larga móvel viu um crescimento de 40% apenas na África, conquistando uma presença dez vezes maior do que em 2010 (de 2% a 20%) no continente.


O Brasil, entretanto, brilha pouco neste quadro. A penetração de banda larga fixa no país ainda é pouco inferior à média global (10%) e possui baixa qualidade: mais de 50% das velocidades dos planos variam entre 256 kbit/s e 2 Mbit/s, e velocidades acima de 10 Mbit/s têm penetração de apenas 2,5% entre a população – contrastando com os quase 37% da Coreia do Sul.

Legenda: Indiana lê em seu celular. Tecnologias móveis, mais baratas e práticas, disseminam-se nas regiões em desenvolvimento do planeta.
Foto: Banco Mundial/Simone McCourtie

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Procon-SP notifica empresas de telefonia celular

reclamar.jpg02/05/2014 - Atendendo diversas reclamações de usuários das redes sociais, a Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, notificou as operadoras Claro, TIM, OI e VIVO, para prestarem esclarecimentos sobre os serviços de implementação 4G.

As empresas terão que esclarecer entre outras coisas, quais os modelos de aparelhos celulares, tablets e modens anunciados pela empresa são compatíveis com tecnologia 4G, se tais aparelhos encontram-se homologados conforme especificações certificadas pela Anatel, se a tecnologia é extensível aos aparelhos nas modalidades "pré" e "pós" pago, se o consumidor deverá arcar com os custos para aquisição de novo chip para acesso à tal tecnologia, especificar os planos ao qual está atrelada a tecnologia 4G (no caso do pós pago), especificar quais as áreas de cobertura da referida tecnologia 4G no Estado de São Paulo, de que forma no ato de aquisição do serviço o consumidor é previamente informado acerca da área de cobertura em sua região, entre outros.

procon.jpgSe ficarem comprovadas irregularidades, as empresas poderão ser penalizadas nos termos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor. O consumidor que tiver dúvidas ou quiser fazer uma reclamação, pode procurar o Procon de sua cidade ou um dos canais de atendimento da Fundação.

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Perspectivas econômicas: herança maldita

crash2.jpgRicardo Amorim, Revista IstoÉ
22/04/2014 - Todo fim de ano, publico um artigo sobre as perspectivas econômicas para o ano seguinte. Nos últimos quatro anos, previ que o crescimento econômico decepcionaria. Infelizmente, nos três anos que já passaram, estas previsões se concretizaram.

Em 2014, não é preciso nem esperar o final do ano. Terminado o primeiro trimestre, já há elementos suficientes para afirmar que haverá mais decepção em 2015.

crash.jpgDois fatores que permitiram que o Brasil avançasse 2,5 vezes mais rápido entre 2004 e 2010 do que antes se esgotaram: incorporação de mão de obra e maior utilização da infraestrutura já existente. Desde 2003, quase 20 milhões de brasileiros sem emprego passaram a trabalhar, colaborando com a produção. O desemprego caiu de 12% para 5%. Não cairá muito mais. Aliás, o total de empregos nas principais capitais é que já vem caindo.

Quanto à infraestrutura, dificuldades financeiras e operacionais no setor público e problemas regulatórios impediram um crescimento dos investimentos na magnitude necessária, criando um apertado gargalo para o desenvolvimento.

Só poderíamos crescer como antes acelerando a produtividade, o que exigiria trabalhadores melhor preparados e equipados. Como não investimos o bastante em educação e treinamento, nem em máquinas, equipamentos e tecnologia, a taxa média anual de expansão do PIB desde 2011 caiu para apenas 2% e em 2014 continuará neste ritmo. Pior, há razões para crer que o crescimento vá desacelerar em 2015.

Não apenas crescemos pouco crescemos pouco, mas bagunçamos a casa. Piorou o desempenho das contas externas e das contas públicas e a inflação subiu. Cedo ou tarde, estes desequilíbrios terão de ser corrigidos. Enquanto os ajustes forem feitos, provavelmente em 2015, nossa economia crescerá ainda menos.

Para limitar a deterioração da balança comercial e tentar proteger nossa indústria dos importados, o governo desvalorizou o real, aumentou impostos sobre produtos estrangeiros, compras no exterior e em sites de importados. Isso permitiu que a indústria nacional elevasse preços e recompusesse suas margens. Às altas de preços dos produtos industrializados somaram-se fortes elevações dos preços dos serviços, mantendo a inflação sistematicamente acima da meta de 4,5% ao ano desde 2009.

A inflação não está apenas elevada, está grávida. O dragãozinho dos preços controlados pelo governo nasce após as eleições. Há mais de um ano, os preços de ônibus, metrô, gasolina, energia elétrica e outros têm sido represados para conter a inflação e as manifestações de rua. Estes preços terão de ser realinhados para evitar o colapso dos serviços e contas públicas.

Só a diferença entre o preço internacional do petróleo e os preços nacionais de seus derivados custa à Petrobrás mais de R$ 40 bilhões anuais. A utilização de usinas termoelétricas para geração de energia elétrica custará de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões só neste ano, e mais ainda em 2015. A renúncia fiscal com a desoneração de salários custará mais R$ 24 bilhões só em 2014. O ajuste das contas públicas é inevitável. Ele virá através de elevação de preços, corte de gastos do governo ou aumento de impostos, provavelmente os três.

Os reajustes pressionarão a inflação, forçando o Banco Central a aumentar ainda mais os juros, que já estão no nível mais alto desde 2011, limitando o crédito e reduzindo o crescimento econômico. Aumentos de impostos e redução de gastos do governo devem retirar dinheiro da economia em 2015, também limitando o crescimento.

Além do risco de racionamento de energia, provavelmente após as eleições, há riscos externos de uma nova crise global. Desde 2008, os bancos centrais dos países desenvolvidos injetaram volumes colossais de dinheiro em suas economias, o que causou várias bolhas nos mercados financeiros globais. Pelas suas proporções, dois riscos se destacam.

Primeiro, as bolhas imobiliária e de crédito chinesas. No Brasil, construímos cerca de 400 mil novas moradias em 2013. Na China, foram 55 vezes mais, 22 milhões, enquanto a população não chega a ser 7 vezes a nossa. Há ainda o megaendividamento das empresas chinesas. O crescimento dos empréstimos locais a empresas chinesas desde 2008 sozinho é maior do que toda dívida corporativa nos EUA, mas há ainda o endividamento externo. Em 2008, menos de 2% dos financiamentos globais em dólares, euros e ienes iam para empresas chinesas. No ano passado, foram 39%. Os calotes já começaram e as consequências podem atingir proporções parecidas às da crise da Lehman Brothers em 2008.

Segundo, a Bolsa americana. Pelas minhas estimativas, ela está quase 80% acima de seu preço justo. Desde 1870, isto só aconteceu em 1929 e 2000, às vésperas de crises financeiras tristemente famosas.

O resultado das eleições será fundamental para a economia brasileira, mas ganhe quem ganhar, em 2015 o crescimento será ainda muito baixo e talvez até negativo.

(*) Ricardo Amorim é apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da Revista IstoÉ e presidente da Ricam Consultoria.

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