Casas cada vez mais inteligentes em 2020

positivo_jose_tobias.jpg*Por José Ricardo Tobias
19/02/2020 - Provavelmente você já ouviu falar em Internet das Coisas (IoT), casas inteligentes e objetos conectados, todas tecnologias que entraram de vez no mercado nacional. Entre elas, os dispositivos que tornam as casas conectadas, por exemplo, farão cada vez mais parte da realidade dos brasileiros. Segundo dados da empresa Statista, o mercado brasileiro de Smart Home B2C deve crescer em torno de 40% em 2020 em comparação a 2019. Na prática, significa que veremos cada vez mais produtos sendo lançados pelos fabricantes e novos consumidores dessas soluções.

Pesquisas de mercado indicam que conforto e segurança são os aspectos que mais mobilizam usuários em direção à Internet das Coisas no segmento de casa inteligente. Seja em residências, pequenos estabelecimentos comerciais ou espaços para home office, os usuários podem unir tecnologia, eficiência e praticidade para controlar objetos  por meio do celular ou comando de voz. Têm a chance de observar ambientes internos à distância e economizarem na conta de luz. Conseguem produtos adaptados à realidade brasileira, fáceis de instalar e com preços acessíveis.

Aliado a esse contexto, vale destacar também a tendência do brasileiro por adotar novidades tecnológicas e o reaquecimento da atividade econômica. Dessa forma, acreditamos que lâmpadas, plugues, câmeras inteligentes, sensores de presença, controle remoto universal, fechaduras e porteiros eletrônicos serão cada vez mais comuns. O mercado de IoT para casas ainda é incipiente no Brasil, mas o cenário indica que se trata de uma categoria bastante promissora.

Para entender a origem do meu otimismo basta olhar para 2019. Foi um ano representativo para empresas de tecnologia que investiram em Internet das Coisas (IoT) no país. Ao mesmo tempo que lançavam dispositivos conectados e ensinavam tecnologia à maioria das pessoas, viram crescer o interesse do público. Parcerias importantes foram estabelecidas, especialmente em relação às plataformas com assistentes de voz da Amazon e Google. Também foi marcante a adesão de redes de varejo, magazines e home centers, que, além de venderem as soluções com pagamentos facilitados, permitiram que mais pessoas aprendessem a usar e se encantar com os benefícios oferecidos pelos dispositivos.

Estamos vivendo apenas a primeira  etapa de “inteligentização” dos objetos. Em 2020, essa onda será ainda maior. Transformar geladeiras,  televisores e cafeteiras, por exemplo, em objetos conectados e leva-los para as casas das pessoas é apenas o passo inicial de uma jornadaque tem como objetivo final simplificar o dia a dia das pessoas.

No Brasil, assim como no resto do mundo, há dois grandes desafios a serem vencidos a fim de potencializar o avanço de IoT para casas inteligentes. Um é o próprio desenvolvimento tecnológico, que passa pelo rápido aperfeiçoamento de algoritmos de aprendizado de máquina e a integração  devários dispositivos e serviços. O outro envolve custos com intuito de  implementar algoritmos em larga escala para então usar a inteligência artificial de forma efetiva.

Neste contexto, o desafio da indústria e do ecossistema da casa inteligente será reunir esforços para aumentar o impacto e concluir essa onda em 2020. Conectividade e dispositivos baseados em IoT serão ubíquos.  As próximas etapas tornarão esses objetos conectados mais responsivos e adaptáveis às particularidades dos usuários por meio de inteligência artificial.

Antes restrito ao mundo dos integradores de TI e instaladores profissionais, as soluções de IoT para segurança e automação residenciais tornaram-se acessíveis e entraram em novo ciclo de utilização. Em 2020, a democratização dos dispositivos, aliada à  integração de algoritmos, fará com que as casas de milhares de brasileiros sejam definitivamente mais inteligentes.

*José Ricardo Tobias é head da Positivo Casa Inteligente, plataforma com soluções baseadas em Internet das Coisas da Positivo Tecnologia.

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Quais seriam as empresas mais disruptivas?

professionals_future.jpg14/02/2020 - Amazon e Apple são as empresas mais disruptivas, segundo líderes globais de tecnologia, aponta pesquisa da KPMG

Amazon e Apple são as organizações que mais preocupam os líderes do setor de tecnologia devido à probabilidade de causarem disrupções nos mercados. Alibaba, DJI, Google, Netflix, Airbnb, Microsoft, Facebook e Baidu também estão entre as dez principais preocupações dos empresários. As conclusões são do estudo internacional da KPMG “Empresas disruptivas e modelos de negócios” (do original em inglês, Disruptive companies and business models), que entrevistou mais de 740 líderes de empresas do setor de tecnologia ao redor do mundo.

A pesquisa traz ainda os modelos de negócios mais disruptivos de acordo com os líderes de companhias de tecnologia. Segundo os executivos, as plataformas de comércio eletrônico têm o maior potencial de disrupção tecnológica ao longo dos próximos anos, seguidas pelas redes sociais, em segundo lugar no ranking. Aplicativos de pagamento digital, entretenimento, compartilhamento de transporte, veículos autônomos e hospedagem completam o restante da lista.

“Assim como as empresas de comércio eletrônico, as companhias de mídia social estão se empenhando em capturar cada vez mais a atenção do consumidor com novas ofertas de serviços como conteúdo exclusivo e original, eventos esportivos ao vivo, realidade virtual e aumentada, serviços educacionais e criptomoedas”, analisa o sócio líder do setor de tecnologia, mídia e telecomunicações da KPMG no Brasil, Dustin Pozzetti.

CEOs da Google e da Tesla como os principais visionários em tecnologia

O estudo ainda aponto u os principais executivos visionários de inovações tecnológicas da atualidade na visão dos millennials (pessoas nascidas entre os anos 80 e o fim dos anos 90) e dos líderes do setor de tecnologia. Entre os empresários, o CEO da Google, Sundar Pichai, ocupou o lugar mais alto da lista, seguido pelo CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk. Já entre os millennials, a principal figura citada foi o empresário Elon Musk, seguido pelo CEO da plataforma de comércio eletrônico Alibaba, Jack Ma, em segundo lugar. Além de apontarem nomes como Bill Gates (Microsoft), Mark Zuckerberg (Facebook) e Tim Cook (Apple), eles também identificaram os CEOs da Huawei, Ren Zhengfei, e da Xiaomi, Lei Jun como os principais líderes de inovações tecnológicas do mundo.

"Saber quem são esses visionários, bem como as principais características e os estilos de liderança, ajuda as empresas de tecnologia a entender melhor os interesses e as expectativas da força de trabalho composta por millennials, os líderes de amanhã. No futuro, eles poderão desenvolver interesses e atributos semelhantes a esses líderes”, analisa o sócio-diretor do segmento de tecnologia da KPMG no Brasil, Felipe Catharino.

A pesquisa da KPMG também perguntou aos executivos quais são os aplicativos que eles mais utilizam. A principal escolha dos empresários, em primeiro lugar, foi o site de busca Google e o navegador Google Chrome. As redes sociais dominaram o restante da lista com o Facebook, Instagram e YouTube entre as principais plataformas utilizadas pelos líderes de tecnologia, seguidas pelo Twitter e WhatsApp empatados na quinta posição.

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Teremos máquinas inteligentes e homens imortais?

ray_kurzweil.jpgPor Ethevaldo Siqueira
26/02/2020 - Revisei e atualizei este artigo, que havia sido publicado em fevereiro de 2015.

Entrevistei duas vezes nos últimos anos duas vezes Ray Kurzweil, um visionário de reconhecida competência e talento. Confesso a todos os meus leitores que foram duas experiências jornalísticas fascinantes. Sua inteligência e cultura nos encantam, em especial depois de lermos seus livros — que também são lidos e debatidos por Bill Gates e cientistas do MIT (o Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ou da Universidade Carnegie Mellon. Para muitos cientistas, ele é um dos raros futuristas que não fazem ficção científica, mas realmente antecipam com rara precisão o que vai acontecer.

Além de entrevistar Kurzweil, assisti a três palestras de pensador extraordinário. Tomei contato com sua obra no ano 2000 por sugestão do professor João Zuffo, então titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), que me sugeriu a leitura de “The Age of Spiritual Machines – When Computers Exceed Human Intelligence” (A Era das Máquinas Espirituais – Quando os Computadores Ultrapassam a Inteligência Humana). Não tive paciência de esperar a tradução brasileira e decidi comprar logo a edição original pela internet, devorando ainda dois outros livros desse autor incrível.

Kurzweil pensa o futuro como poucos cientistas. Ele aposta que, antes de 2030, assistiremos à fusão do cérebro humano com os computadores. Por volta de 2038, nanorrobôs circularão por nossas artérias e poderão reparar órgãos, combater doenças e reverter o processo de envelhecimento. Antes de 2040, os médicos poderão fazer cópias (backups) de toda informação ou conhecimento armazenado em nosso cérebro e armazená-las em computador. A vitória sobre as doenças nos tornará imortais.

Grandes mudanças em 15 anos

Em seu livro mais recente, The Singularity is Near (A Singularidade está Próxima), Kurzweil prevê que nos próximos 15 anos, o homem poderá ter versões sucessivas de seu corpo. O primeiro poderá ser chamado “corpo humano versão 1.0”. Suas partes e peças serão totalmente intercambiáveis graças à nanotecnologia. A medicina terá descoberto a cura para o câncer e para as doenças do coração ou, no mínimo, poderá controlá-las em nível crônico, mas sem qualquer ameaça à vida. A ciência será capaz de deter o processo de envelhecimento e a evitar a própria morte.

Ambientes de realidade virtual serão rotineiros em nossa vida, como forma de comunicação cotidiana. Em lugar de simplesmente falar ao telefone celular, poderemos participar de um encontro virtual com nossos interlocutores e até passear com essas pessoas por praias, jardins, praças e ruas virtuais.

Encontros de negócios e teleconferências entre várias pessoas serão realizados em lugares calmos, tranquilos e inspiradores. Quando cruzarmos com um amigo ou conhecido numa rua, toda informação sobre essa pessoa será projetada em nossos óculos, como pop-ups, ou na periferia de nossa visão.

Não teremos de passar horas, sentados diante de um desktop, pois os computadores estarão distribuídos e difusos no ambiente. Seus monitores serão substituídos por projeções sobre nossas retinas ou sobre uma tela virtual que flutua no ar.

Pessoas com mais de 50 ou 60 anos poderão fazer uma reforma geral e rejuvenescer. Os cientistas serão capazes de multiplicar nossas células e com elas formar tecidos ou mesmo órgãos inteiros, introduzindo-os em nosso corpo, sem qualquer cirurgia invasiva.

Problemas no coração? Kurzweil tem a solução: “A nova medicina será capaz de criar novas células do coração a partir de células da pele para depois introduzi-las em nosso sistema circulatório. Com o tempo, o próprio coração poderá ser totalmente substituído. E o resultado será um coração novo, rejuvenescido com seu próprio DNA.”

A evolução das máquinas inteligentes será extraordinária. Assim, por volta de 2025, um computador de US$ 1.000 terá um poder de processamento mil vezes superior ao do cérebro humano. Em 2035, diversas formas de inteligência não-biológica alcançarão os níveis sutis da inteligência humana. Por outras palavras, o computador se tornará cada dia mais inteligente.

O cérebro humano, por sua vez, poderá trocar informações com computadores, bancos de dados e demais sistemas de tecnologia da informação. Em 2045, o poder dos computadores será um bilhão de vezes superior ao do cérebro humano.

Com outros visionários, como Peter Diamandis e Vint Cerf (do Google), Kurzweil fundou a Universidade da Singularidade, (Singularity University), com sede em Moffett Field, na Califórnia. Embora não reconhecida oficialmente, essa universidade se propõe “educar, inspirar e incentivar os lideres a utilizar tecnologias exponenciais para enfrentar os maiores desafios da humanidade.” Essa universidade tem filial no Brasil.

Como ele prevê?

Ray Kurzweil diz que seu método de antecipar o futuro nada tem de ficção científica. “O que faço é simplesmente olhar para trás e medir o progresso computacional obtido pela humanidade ao longo do último século e, a partir daí, projetar a mesma linha de progresso para o futuro próximo. Assim, concluo que atingiremos um ponto em que a inteligência humana simplesmente não poderá sequer acompanhar o progresso dos computadores”.

Kurzweil prevê que a inteligência não-biológica terá acesso ao seu próprio projeto original e será capaz de evoluir, como numa atualização automática de software: “Por trás de tudo isso estará a supercomputação. Um pré-requisito para o desenvolvimento da inteligência não-biológica será a engenharia reversa aplicada à inteligência biológica e ao próprio cérebro humano. Esse procedimento fornecerá ao cientista uma espécie de caixa de ferramentas e de técnicas que poderão ser aplicadas nos computadores inteligentes”.

O avanço tecnológico no século 21 não será de apenas 100 anos, mas algo equivalente a 20 mil anos. Ou mil vezes o que conseguimos progredir no século 20.

Preparem seus netos para esse novo tempo.

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E-commerce brasileiro cresceu 13,5% em 2019

mastercard_spending_pulse_2.jpg06/02/2020 - No ano passado, as vendas online aumentaram 13,5% em comparação com 2018, de acordo com o Mastercard SpendingPulse, um indicador que fornece informações sobre as tendências gerais de gastos do varejo em todos os tipos de pagamentos.

Em 2019, o total de vendas no varejo - incluindo comércio eletrônico e lojas físicas - cresceu 1,5% em geral quando comparado com 2018. Especificamente no quarto trimestre, as vendas no comércio eletrônico cresceram 20,2%, enquanto as vendas totais no varejo mostraram um aumento de 2,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Ao analisarmos os resultados de dezembro, o mês apresentou um sólido crescimento nas vendas, com o varejo online crescendo 25,7% e o volume total de vendas no varejo registrando um aumento de 2% em comparação com 2018. Em dezembro, os gastos nas lojas físicas tiveram maior enfoque em móveis e eletrodomésticos, artigos farmacêuticos, combustíveis e artigos de uso pessoal e de casa.

“Os saques do FGTS autorizados pelo governo tiveram uma influência favorável no poder de compra - impactando positivamente o crescimento das vendas online no varejo”, explica César Fukushima, diretor de análises avançadas da Mastercard no Brasil. “Além disso, a taxa de desemprego apresentou melhorias, promovendo um aumento na renda real e trazendo um bom resultado para o setor de varejo em 2019”.

Ao analisarmos o total de vendas no varejo por região em dezembro, o Sul (5,7%) e o Centro-Oeste (2,7%) apresentaram desempenho acima da média nacional, enquanto o Norte (0,8%), Nordeste (0,1%) e o Sudeste (1,4%), ficaram abaixo dos números do varejo quando comparados ao mesmo período do ano anterior.

Sobre Mastercard SpendingPulse

Mastercard SpendingPulse é um indicador macroeconômico de vendas no varejo em todos os tipos de pagamento em certos mercados globais. Os relatórios baseiam-se na atividade agregada de vendas na rede de pagamentos da Mastercard, combinada com estimativas baseadas em pesquisas para determinadas outras formas de pagamento, como dinheiro e cheque.

Os relatórios e o conteúdo do Mastercard SpendingPulse, incluindo previsões estimadas de tendências de gastos, não contêm, refletem ou se relacionam de forma alguma com o desempenho operacional ou financeiro real da Mastercard ou com dados específicos do emissor do cartão de pagamento.

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As 7 principais inovações high-tech de 2019

previsao.jpg30/01/2020 - Além dos aplicativos de tecnologia exibidos durante a Consumer Electronics Show (CES) deste ano em Las Vegas, 2019 foi um ano marcado por inovações que transformarão a maneira como vivemos nos próximos anos. A Honeywell listou algumas das tecnologias inovadoras desenvolvidas no ano passado que moldarão o futuro e a maneira como vivemos.

• Táxis aéreos. 2019 foi um ano importante para a mobilidade aérea urbana e, em breve, os táxis aéreos serão um modo de transporte do futuro, o que significa que o espaço aéreo estará mais lotado do que nunca. Um novo sistema compacto Fly-By-Wire (sistema de controle por cabo elétrico), usado em aeronaves tradicionais, foi redesenhado para táxis aéreos com o tamanho de um livro de bolso.

O sistema redesenhado reúne os cérebros dos controles de voo de uma aeronave em um sistema. Ele opera como se o piloto automático estivesse sempre ativo, trazendo agilidade, estabilidade e segurança para futuras decolagens e pousos virtuais eletrônicos.

• Prevenção de acidentes de avião. A manutenção preventiva de aviões pode evitar acidentes. Um software combina aeronaves individuais e dados gerais da companhia aérea em um painel de controle, onde as equipes podem acompanhar a evolução dos sistemas, detectar falhas e consertar partes do avião antes mesmo delas quebrarem.

O Honeywell Forge for Airlines também ajuda a reduzir os atrasos nos voos causados ​​por reparos inesperados, para que as companhias aéreas possam maximizar os ganhos melhorando a eficiência do serviço e melhorando a segurança dos passageiros.

• As câmeras de vigilância veem o comportamento do comprador. As câmeras de segurança, que tradicionalmente monitoram o roubo, agora podem ser usadas para ajudar os varejistas a tomar decisões sobre a exibição de produtos, o horário de funcionamento e a equipe.

Os sistemas de vigilância podem prever tendências futuras monitorando o comportamento do comprador e os padrões de loja. Isso é útil para varejistas, que podem analisar esses dados e influenciar a experiência dos compradores nas lojas, aumentando, por fim, as vendas.

• Proteção auditiva inteligente. Os trabalhadores são frequentemente expostos a ruídos excessivos, o que pode significar um ambiente de trabalho prejudicial. Durante 2019, a Honeywell desenvolveu uma nova proteção auditiva, com os fones de ouvido da Verishield. Com tecnologia baseada na nuvem, os fones monitoram os níveis de ruído aos quais os trabalhadores estão expostos, fornecendo alertas em tempo real quando o ruído excede os níveis seguros.

O fone de ouvido pioneiro coleta dados sobre padrões de ruído e fornece informações sobre a exposição a longo prazo, permitindo que os gerentes desenvolvam um programa eficaz de conservação de ruído para proteger a audição dos trabalhadores.

• Comunicação rápida durante emergências. Cada segundo conta em uma crise. As comunicações de emergência tradicionais podem incluir paginação relativamente lenta ou sinalização de código de cores. Os funcionários de hospitais, escolas, aeroportos e outros edifícios de alta densidade precisam personalizar as comunicações entre equipes específicas, com base na gravidade da situação.

Em 2019, um Command and Control Suite foi desenvolvido, fornecendo visualização aprimorada das instalações, navegação aperfeiçoada no mapa e recursos mais amplos de edição, permitindo que as equipes de emergência tenham respostas mais rápidas e salvem vidas.

• Engenharia virtual. Uma nova tecnologia de sistema de controle - que é o hardware e o software que operam plantas industriais - permite que as plantas executem projetos em menos tempo, com menor custo e menor risco, melhorando o rendimento, a qualidade e a confiabilidade operacional.

A tecnologia simplifica o sistema de controle, a implementação e o gerenciamento do ciclo de vida, concentrando o gerenciamento diário dos servidores em um data center centralizado.

• Machine learning para combater ataques cibernéticos. Os algoritmos que detectam anomalias identificam imediatamente os riscos para os sistemas e adicionam camadas adicionais de proteção contra-ataques cibernéticos, mesmo em ambientes industriais.

Os algoritmos analisam os riscos que podem passar despercebidos pelos detectores comuns de ameaças à segurança cibernética. Isso inclui ameaças como malware polimórfico, que muda constantemente para evitar a detecção, entre outros tipos de ameaças. Esses algoritmos operam com dados em tempo real para identificar imediatamente novos perigos para os sistemas de controle industrial e a Internet Industrial das Coisas.

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Em 2019, o setor de eletroeletrônicos cresceu 5%

industria.jpg28/01/2020 - Os dados da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) revelam retomada do consumo mais lenta do que previa o setor no início do ano passado

A produção de eletroeletrônicos registou alta de 5% em 2019, repetindo a mesma performance verificada em 2018, indicam os dados da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Foram produzidas 104,8 milhões de unidades no ano passado.

Os números apontam para uma provável retomada do consumo em 2019, ainda que abaixo das expectativas do setor no início do ano. A Eletros, que representa as 33 maiores empresas do setor, previa evolução entre 5% e 10% no período. "Projetávamos uma evolução com uma margem de crescimento mais robusta, entretanto, os números indicam que atingimos o piso de nossa previsão, o que nos releva uma recuperação do consumo mais lenta do que seria a ideal", afirma o presidente da entidade José Jorge do Nascimento.

Linha Branca

O setor de linha branca, que representa principalmente a produção de máquinas de lavar, refrigeradores e fogões, apresentou crescimento de 7,8% em 2019 em relação a 2018. No ano anterior o crescimento havia sido de apenas 1%. Os números absolutos indicam a produção de 15,8 milhões de unidades destes produtos em 2019, contra 14,6 milhões em 2018.

Linha Marrom

Na linha marrom, que concentra equipamentos de áudio e vídeo tendo os televisores como principal produto da categoria, os indicadores demonstram evolução de 3%. Foram produzidas 12,4 milhões de televisores em 2019 contra 12 milhões em 2018.

Linha eletroportáteis

Com uma grande variedade de produtos, incluindo secadores de cabelo, sanduicheiras, ventiladores, entre outros, a linha de eletroportáteis apresentou crescimento de 17,8% em 2019. Foram produzidos 76,6 milhões de unidades de produtos em comparação aos 65 milhões produzidos em 2018, sendo que 25% destes produtos são ventiladores. No comparativo entre 2018 e 2017, a evolução foi de 14%.

Os indicadores neste segmento também nos mostram uma evolução moderada, mas consistente", ressalta Nascimento.

Expectativas 2020

A Eletros repete para 2020 a mesma projeção de crescimento verificada no início de 2019, com crescimento que pode variar entre 5% e 10% na produção do setor. "No ano passado reconhecemos uma série de medidas positivas na condução da economia, além da aprovação da Reforma da Previdência. Para 2020, o setor espera maior consistência na melhora dos indicadores macroeconômicos, refletindo em uma retomada mais forte do consumo. Se este cenário se confirmar devemos assistir uma sensível melhora na oferta de empregos, impactando positivamente na melhora da renda da população", conclui o presidente da Eletros.

Entre as pautas prioritárias na agenda do setor eletroeletrônico em 2020 figuram 2 temas principais: Reforma Tributária e a Abertura Comercial.

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