Não aguentamos ouvir uma música inteira, diz Spotify

spotify_pressa.jpgbrainstorm9
22/06/2014 - Chamar a geração de impaciente nem é uma crítica nova. Há anos se ouve falar do imediatismo e da instantaneidade dos jovens, e do quanto a nossa capacidade de concentração está cada vez menor.

Esses dados do Spotify, no entanto, são um pouco alarmantes: estamos tão impacientes que não aguentamos ouvir uma música inteira. Segundo o streaming de música, quase 25% de todas as músicas são puladas logo nos 5 primeiros segundos, o que eu gosto de pensar que é a versão musical de zapear por canais de TV. No entanto, mais de 33% das canções são ouvidas por apenas 30 segundos, e quase metade de todas as músicas são puladas em algum momento antes do final.


Passar dos 12 segundos ouvidos é um sinal de comprometimento – depois desse período, a tendência é que a música seja ouvida até o final. E, como era de se esperar, os adolescentes são os que menos têm paciência: a grande maioria deles pula canções com frequência. Curiosamente, os mais velhos também estão entre os que mais apertam o botão de 'forward'.


Paul Lamere, diretor da Echo Nest e organizador desses dados, acredita que esse comportamento tem mais a ver com o tempo livre disponível do que com a faixa etária. "Os adolescentes têm mais tempo, enquanto os adultos de 30 e poucos, com seus filhos pequenos e trabalhos, não têm tempo para ficar cuidando do seu player de música", especula ele. Isso também é uma verdade durante os fins de semana – enquanto os usuários não estão trabalhando, o índice de 'puladas' de música aumenta.


No entanto, uma outra teoria sugere que os adolescentes estariam usando a conta do Spotify dos seus pais (espertinhos!), o que gera essa quebra de padrão.

Para Lamere, esses dados evidenciam que quanto maior o engajamento do ouvinte com o tocador de música, maior é a chance de ele pular uma determinada canção. "Quando a música está tocando para preencher o ambiente, como quando estamos trabalhando ou relaxando, 'pulamos' menos canções", argumenta ele. "Quando temos mais tempo livre, como quando somos jovens, ou estamos em casa depois do trabalho, ou durante um fim de semana, queremos selecionar melhor o que vamos ouvir, e pulamos mais músicas", conclui.

http://www.brainstorm9.com.br/48784/musica/estamos-cada-vez-mais-impacientes-nem-aguentamos-ouvir-uma-musica-inteira/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+brainstorm9+%28B9%29

Comentário (0) Hits: 814

Baixo crescimento econômico em 2014, diz pesquisa

crescimento_baixo.jpgFEBRABAN
13/06/2014 - As previsões para o crescimento da economia brasileira continuam sofrendo revisão para baixo, influenciadas pelo fraco desempenho do setor industrial. De acordo com a Pesquisa FEBRABAN de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado, que ouviu 28 economistas de bancos no período de 06 a 10 de junho, a expectativa é de um avanço do PIB de 1,4% - na pesquisa anterior, realizada em abril, a estimativa era 1,8%. Para 2015, a previsão para o PIB recuou de 2,2% na pesquisa anterior para 1,7% nesta pesquisa. A Pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (13).

No que se refere ao crédito, a previsão geral para o desempenho voltou a mostrar recuou ligeiro para 12,4% em 2014 e em 2015, de 13,1% e 12,7% na pesquisa anterior, respectivamente. Aproximadamente 81% dos economistas consultados acreditam que haverá moderação tanto nas concessões de crédito privadas como nas concessões públicas. Os analistas esperam uma expansão balanceada entre o crédito livre e o direcionado. O crédito com recursos livres pode crescer 10,2% em 2014 e 10,7% em 2015. "O desempenho esperado para 2014, apesar da redução, segue melhor do que 2013 nos dois segmentos, de Pessoa Jurídica e Pessoa Física", destaca a pesquisa. Já a previsão para o crédito direcionado recuou para 16,2% em 2014 e em 2015, de 17,6% e 16,2% na pesquisa anterior, respectivamente.

A taxa de inadimplência esperada para o crédito com recursos livres em 2014 apresentou ligeiro recuo de 5% na pesquisa anterior para 4,9% nesta pesquisa. Para 2015, os economistas esperam uma taxa de inadimplência no mesmo patamar, de 4,9%.

Em relação à taxa básica de juros, 75% dos economistas acreditam que a taxa Selic será de 11% a.a. no fim de 2014, ante uma previsão de 11,25% a.a. na pesquisa anterior. Para 2015, a expectativa recuou a 11,75% a.a., de 12% a.a na pesquisa anterior.

A taxa de câmbio também apresenta uma expectativa menor para R$ 2,39 em 2014 e R$ 2,45 em 2015, de R$ 2,44 e R$ 2,49, respectivamente.

As previsões para inflação oficial, que é medida pelo IPCA, seguem em elevação. O IPCA previsto para 2014 subiu de 6,3% para 6,41% e, para 2015, de 6% para 6,1%.

Comentário (0) Hits: 865

Trust investe em tecnologia no agronegócio

agrodrone2.jpg11/06/2014 - A iniciativa é parte da estratégia para crescer no mercado de agronegócios. Com a aquisição da BIO TI, a companhia estima crescer 30% ao ano com foco em mais de 400 usinas sucroalcooleiras. Tendo a inovação como pilar, serão investidos mais de 5% do faturamento em P&D até 2016. O principal produto da BIO TI é a solução Agrodone, única capaz de monitorar com precisão e analisar grandes extensões de terra

A Trust, integradora de soluções especializada em TI, acaba de anunciar a incorporação da BIO TI, empresa inovadora sediada em Araçatuba, interior de São Paulo, especializada em serviços e soluções de mobilidade para o agronegócio.

Focada na prestação de serviços de Tecnologia da Informação para o segmento de agroindústria no Brasil e pioneira no desenvolvimento de software embarcado em drones agrícolas, a BIO TI contará agora com a infraestrutura e recursos da Trust, que vem desde 2009 incorporando empresas especializadas em soluções para nichos de mercado. Esta nova incorporação reforça a estratégia para sustentar o crescimento de 30% ao ano, com forte direcionamento para o mercado composto por mais de 400 usinas sucroalcooleiras.

Um dos principais produtos da BIO TI é a inovadora solução Agrodrone, inédita no Brasil e à frente de outras poucas similares que ainda estão em desenvolvimento na Espanha e nos Estados Unidos, respectivamente nas Universidades de Valencia e do Kansas. As soluções da BIO TI já vêm sendo comercializada no Brasil desde 2012, tendo entre seus clientes empresas líderes de mercado como Cosan/Raízen, Usina São Fernando e Tonon.

"Embora estejamos bem posicionados no mercado de software ERP para empresas do agronegócio, nosso intuito é fortalecer a oferta de soluções inovadoras e de mobilidade para maximizar a produtividade das empresas deste setor. Estamos satisfeitos com a chegada da BIO TI e otimistas em relação à expansão de nossa atuação no mercado", afirma César Alves, Vice-Presidente Executivo da Trust.

Lavoura High tech

O Agrodrone está baseado em um software embarcado que gera imagem georeferencial, ou seja, imagens captadas pelo drone enviadas em tempo real para tratamento automatizado. Equipado com computador de bordo e GPS, o software da BIO TI recebe sinais de satélites possibilitando um sobrevoo milimetricamente preciso.

Permite assim, identificar problemas e fornecer informações para análises importantes para tomada de decisões. Falhas de plantio em grandes extensões de áreas cultivadas, trechos com excesso ou falta d'água, seções onde é necessário aplicação de agrotóxicos, são alguns exemplos de informações que o Agrodrone fornece aos usuários.

"Ainda que empregue alta tecnologia, a solução é muito amigável. Com ela um agrônomo controla facilmente o drone com um tablet, que transmite as informações para o computador e, assim, podem passar para a etapa de análise de acordo com a aplicação", explica Gustavo Nogueira, Diretor de Tecnologia da BIO TI.

A tecnologia empregada pela solução possibilita também captar imagens térmicas em infravermelho identificando o DNA das espécies e demonstrando, por exemplo, a presença de plantas concorrentes. "Este recurso é muito importante por exemplo, para medir a produtividade de uma área", explica Nogueira. As imagens são utilizadas para compor um mapa das áreas e os dados são então processados e analisados com ajuda do computador, reduzindo em até 70% o tempo gasto em diferentes processos, como visitas na plantação para localização de falhas.

Com a incorporação da BIO TI, o Grupo Trust será o primeiro fabricante a entregar ao mercado este software como serviço, disponibilizado na nuvem. A Trust investirá não só no desenvolvimento do Agrodrone como em aplicações específicas desta tecnologia, priorizando a inteligência deste negócio, também denominado "Projeto Zangão".

Sobre BIO TI - A BIO TI foi fundada em 2007 e desde seu início atuou no desenvolvimento de software para automação, mobilidade e drones agrícolas, tipo de aeronave não tripulada controlada a distância por meios eletrônicos e computacionais. Em pouco tempo tornou-se especializada em acoplar nos drones, tecnologia para mensurar a produtividade, reduzindo significativamente os custos para o proprietário de fazendas, usinas, entre outros.

Sobre a Trust - A Trust é uma empresa de capital 100% nacional, especializada em Tecnologia de Informação e integração de soluções.
Foto: divulgação

Comentário (0) Hits: 903

Que influência terá a tecnologia nesta garotinha?

tec_kids.jpgEthevaldo Siqueira
09/06/2014 - Imagine a diferença entre nossa infância, no século passado, e a desta garotinha, mergulhada na tecnologia digital do tablet, do smartphone e da internet. Enquanto a maioria de nós corríamos nas ruas, atrás de uma bola de futebol, ou brincava com pequenos brinquedos toscos e cavalos de pau, crianças como a dessa foto (que fiz numa Apple Store, nos EUA) já sabem como baixar aplicativos e estão mais interessadas em videogames do que em livros de histórias.

Será que tudo isso é bom e nos conduzirá a um mundo melhor?

Comentário (0) Hits: 539

O Steve Wozniak que sempre nos surpreende

iWoz3.jpgEthevaldo Siqueira
05/06/2014 - Assisti ontem (04) a uma das melhores palestras de Steve Wozniak, o co-fundador da Apple, companheiro de Steve Jobs, e criador dos dois primeiros computadores pessoais da história, o Apple I e o Apple II. Personalidade de prestígio mundial no mundo da tecnologia digital, Wozniak foi um dos keynote speakers do CIAB, o congresso da Febraban, em São Paulo, que se realiza em São Paulo. Além de sua apresentação, ele ainda me concedeu curta entrevista sobre sua visão do futuro da tecnologia.

Na verdade, Wozniak falou mais de 80% de seu tempo sobre sua vida ao lado de Steve Jobs e na Apple e muito pouco sobre o futuro. A rigor, ele não faz previsões ousadas sobre o futuro e diz que só consegue antever com alguma certeza as inovações que virão nos próximos dois ou três anos.

Vejam que curioso: Steve Wozniak diz que fazer previsões sobre o futuro num horizonte de 10 anos é quase ficção. O máximo que ele faz é registrar as grandes tendências tecnológicas que vão prevalecer no curto prazo – como a microeletrônica, o software, o Big Data, a Nuvem, a Internet das Coisas, e uma montanha de dispositivos vestíveis como os óculos do Google, os relógios inteligentes e outras coisas que estão previstas mas sempre para antes de 2017.


Essa visão de Steve Wozniak foi, para mim, uma surpresa, mas não fiquei desapontado. Na verdade, o que me fascina quando ouço esse gênio não é sua visão da tecnologia do futuro, mas sua história de vida, seu depoimento como inovador e empreendedor, sua paixão pela educação, pela influência extraordinária dos pais e dos bons professores.


É claro que, em sua visão, algumas tecnologias continuarão a ter enorme impacto na vida humana – entre as quais a informática, a internet, o smartphone, os tablets, nas tecnologias vestíveis, na computação em nuvem e num possível renascimento da inteligência artificial.


Ele confessa que sua paixão, entretanto, não é pela tecnologia em si, mas, sim, pelo desenvolvimento do ser humano pela educação, pois, em sua visão, o progresso tecnológico resulta muito mais da intuição, da inteligência e da criatividade do ser humano.


Wozniak recorda que não precisou de muitos conhecimentos de computação ou de programação para inventar e construir os dois primeiros computadores pessoais do mundo — Apple I e o Apple II — pois tudo que fez foi fruto de intuição, de entusiasmo pela eletrônica e de criatividade – qualidades que lhe foram despertadas e estimuladas por seu pai e seus professores.


iwoz.jpgUm livro que recomendo


Escrevi recentemente a apresentação à edição brasileira do último livro de Steve Wozniak – cujo título é "iWoz: A Verdadeira História da Apple, Segundo seu Fundador" – da editora Évora, São Paulo, 2011. Daquela apresentação, extraio alguns trechos:


"A origem de tudo que fiz na vida foi a paixão pela tecnologia que meu pai me transmitiu desde cedo e, mais tarde, meus melhores professores" – me disse Steve Wozniak em fevereiro de 2007, em New Orleans, numa entrevista exclusiva inesquecível, que me concedeu. Ao final, me ofertou um exemplar deste livro (iWoz).


Nosso encontro ocorreu em um evento mundial de CAD-CAM (Computer-Aided Design e Computer-Aided Manufacturing) da SolidWorks, em New Orleans, cidade ainda marcada naqueles dias pela tragédia do furacão Katrina. Durante mais de uma hora, Wozniak encantou a plateia de 3.500 especialistas, contando com graça e espontaneidade sua experiência, na mesma linha da proposta deste livro, em que narra como inventou o computador pessoal, ajudou a fundar a Apple e ainda se divertiu muito com tudo isso.

Depois de ouvi-lo, me convenci ainda mais do poder da educação e, em especial, da importância dos bons professores para a humanidade. Na verdade, nunca duvidei de ambas as coisas. Mas o exemplo de Steve Wozniak selou definitivamente minha admiração e minha gratidão até pelos maravilhosos professores que tive, em minha infância e na juventude.

"São os bons mestres e as boas escolas – afirma – que fazem o progresso humano, que transformam crianças inteligentes em gênios, em líderes e benfeitores da humanidade. Sei que isso é um truísmo, uma obviedade, mas, infelizmente, o mundo não vê tantas coisas óbvias. Sempre me pergunto: por que não investimos muito mais em educação e na formação de bons professores? Foram eles que, logo cedo, me despertaram uma vontade imensa de compreender e de transformar o mundo por meio da engenharia e da eletrônica. Com eles descobri como é importante pensar no lado humano de toda invenção ou avanço tecnológico".


O livro iWoz combina um depoimento histórico com aspectos humanos tocantes e poéticos. Imagine o significado que poderia ter há pouco mais de 30 anos uma inovação revolucionária como computador pessoal criada por dois jovens de 21 anos, numa garagem de fundo de quintal. No entanto, Steve Wozniak não revela, em nenhum momento, qualquer tipo de arrogância ou postura de gênio autossuficiente por sua contribuição tecnológica. Pelo contrário, conta sua história com simplicidade, embora com um entusiasmo contagiante e quase juvenil.


Conhecer a vida fascinante de Steve Wozniak é algo não apenas prazeroso, mas, também, muito útil a todos os leitores que querem compreender o significado do PC na vida humana.

Comentário (0) Hits: 864

Economia global cresce em ritmo mais lento

economia_global2.jpgONUBr
22/05/2014 - A nova edição revisada do relatório "A Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2014", das Nações Unidas, mostra que o crescimento global nos próximos dois anos será baixo, mas contínuo. "Mais de cinco anos após a crise financeira de 2008, o mundo ainda se esforça para fazer o motor de sua economia voltar a rodar com toda a capacidade", disse o chefe do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UNDESA), Pingfan Hong, no lançamento do documento, nesta quarta-feira (21), na sede da ONU em Nova York.

Comparada à primeira versão do relatório para o ano, publicada em dezembro de 2013, a revisão prevê um crescimento global levemente menor, com um aumento de 2,8% no produto mundial bruto (PIB) em 2014 e de 3,2% em 2015 – ambos superiores ao crescimento de 2,2% do ano passado. Ainda assim, o ritmo continua inferior à média dos anos anteriores à crise financeira.
O documento levanta também uma série de riscos e incertezas para o panorama global, incluindo tensões geopolíticas, as repercussões das políticas de ajustes monetários das economias desenvolvidas, vulnerabilidades nos países em desenvolvimento, a situação ainda frágil na zona do euro, e o esgotamento em longo prazo das finanças públicas nas nações desenvolvidas.

Américas: norte e sul em caminhos opostos

Devido às dificuldades enfrentadas pelas economias maiores, espera-se um crescimento moderado de 2,6% para a América Latina e o Caribe em 2014. Internamente, porém, o ritmo varia: enquanto México e América Central veem suas economias fortalecidas pela atividade nos Estados Unidos, a América do Sul, em contraste, desacelera forte, de 3,2% em 2013 para 2,1% este ano.

A Argentina passa por um revés em meio à queda da confiança nos negócios e às pressões inflacionárias, enquanto a Venezuela provavelmente entrará em recessão, avalia o relatório. Já o Brasil continua a se expandir com uma taxa modesta de 1,7%, com necessidade de uma consolidação fiscal e baixas expectativas na demanda por investimentos.

Legenda: Zona oeste de São Paulo. Prevê-se que a economia brasileira cresça menos de 2% em 2014. Foto: Pedu0303 (Creative Commons)

http://www.onu.org.br/economia-global-continuara-crescendo-em-ritmo-mais-lento-diz-relatorio-da-onu/

Comentário (0) Hits: 491

newsletter buton