Computação cognitiva pode revolucionar nossa vida

odrigo-kede2.jpgEthevaldo Siqueira
20/09/2014 - O desenvolvimento de um computador muito mais avançado no campo da inteligência artificial sempre foi um sonho dos cientistas. Finalmente, esse sonho está sendo realizado na prática com o desenvolvimento do Watson, um dos primeiros computadores cognitivos de sucesso, criado pela IBM. O trabalho inicial de criação do Watson começou em 2007, sob a responsabilidade de 30 brilhantes cientistas.

 

A primeira apresentação pública do Watson ocorreu em 2011, na TV americana, oportunidade em que o computador competiu (e venceu) Ken Jennings e Brad Rutter, dois dos campeões mais famosos e bem-sucedidos do mundo, no programa Jeopardy, em uma competição de raciocínio e conhecimento de duas instâncias que foi transmitido durante três noites consecutivas a partir de 14 de fevereiro de 2011 na televisão.

Como um primeiro degrau nos sistemas cognitivos, que constituem, o Watson representa, na realidade, uma nova era na computação. O Watson é baseado na atual tendência de computação programática, mas também tem significativas diferenças nesse aspecto. O que caracteriza Watson, como computador cognitivo, é a combinação de três capacidades:

• O Watson fala a linguagem humana, isto é, ele utiliza o processamento em linguagem natural – que ajuda a entender as complexidades dos dados não estruturados que constituem mais de 90% dos dados no mundo atual.

• O Watson levanta hipóteses e avalia situações. Essa forma básica de raciocínio é feita pela aplicação das técnicas de análise avançada que comparam e avaliam um conjunto de respostas baseadas numa única evidência relevante.

• O Watson aprende. Na verdade, sua aprendizagem baseada na evidência – que se aprimora a partir dos resultados e se tornar cada vez mais inteligente com cada repetição e interação.

Usando o Watson na medicina

ibm_watson.jpgA primeira grande aplicação do Watson está sendo realizada na medicina, para dar todo suporte exigido pelos profissionais desse setor à medida eles tomam decisões –graças ao potencial conjunto da linguagem natural, da geração de hipóteses, e da aprendizagem baseada na evidência. Numa situação real, o médico usa esse computador como um assistente, para ajudá-lo no diagnóstico e no tratamento de pacientes.

É claro que o computador não substitui o médico, nem essa é a proposta. O que acontece é que ele se transforma num poderoso auxiliar, ou assistente realmente valioso, ao ajudar o médico a formular um diagnóstico muito mais preciso e, em seguida, adotar um tratamento adequado e efetivo.

Uma das premissas que levou cientistas e médicos a utilizar com sucesso o Watson em universidades e clínicos nos Estados Unidos foi o reconhecimento de que um especialista só é capaz de memorizar no máximo 20% do conhecimento médico utilizado para fazer diagnósticos e tomar decisões de tratamento atualmente são baseados em evidências.

Na prática, isso significa que um em cada cinco diagnósticos pode ser incorreto ou incompleto e, num país como os Estados Unidos, como provam as estatísticas, cerca de 1,5 milhão de erros de medicação ou tratamento são cometidos anualmente anualmente. Dada a crescente complexidade do processo decisório médico, como os prestadores de serviços médicos podem enfrentar esses problemas?

Os profissionais de informação médica precisam apoiar-se em melhores tomadas de decisões que estejam disponíveis. As publicações de medicina divulgam novos tratamentos e descobertas a cada dia. As histórias de pacientes dão pistas ou evidências. Grande quantidade de registros eletrônicos de dados médicos fornecem vasto volume de conhecimento. Para muitos especialistas em computação, o acesso a essa massa de informação talvez seja a melhor estratégia para se drasticamente o número de diagnósticos impróprios ou tratamentos errôneos.

Na verdade, o volume de informação médica disponível dobra a cada cinco anos e muitos desses dados não são estruturados – muitas vezes em linguagem natural.
Além disso, falta ao médico tempo para simplesmente ler mensalmente cada revista médica que possa ajudá-lo a atualizar-se a respeito dos últimos avanços – pois 81% dos médicos ouvidos a respeito numa pesquisa feita na Califórnia dizem que gastam cerca de 5 horas por mês ou menos lendo publicações médicas.

Os computadores devem ser capazes de ajudar, mas as limitações dos sistemas atuais têm impedido avanços significativos. A linguagem natural é complexa. Ela é muitas vezes implícita: ou seja, o significado exato não é expresso de forma completa. Na linguagem humana, o significado é altamente dependente do contexto, do que se disse anteriormente ou de um tópico em si mesmo, ou ainda de como ele está sendo discutido: se factualmente, figurativamente ou ficticiamente – ou da combinação desses três modos.

Além de ser aplicado na medicina, o computador cognitivo já está sendo utilizadas em mais de uma dezena de outras áreas, como financeira, econômica, meteorologia e biologia.

Um centro no Brasil

A boa notícia para o Brasil é que a IBM decidiu implantar no País um centro de desenvolvimento de computação cognitiva, para criar as os algoritmos e plataformas essenciais para a linguagem natural em português. O centro será instalado em São Paulo e terá pelo menos quatro empresas brasileiras parceiras tanto no desenvolvimento quanto na utilização futura dos recursos de computação cognitiva.

A informação me foi confirmada nesta quarta-feira (17) em entrevista exclusiva com Rodrigo Kede, presidente IBM Brasil. A decisão da IBM começou a ser analisada há poucos meses, durante o CIAB (Congresso de Automação Bancária) quando esteve no Brasil, Mike Rhodin, vice-presidente sênior da IBM e principal executivo do Watson Group, que participou de reuniões com possívies clientes empresariais e com companhias interessadas em desenvolver aplicações em conjunto com a empresa. Rhodin explicou que o Brasil tem grande potencial de negócios nessa área, em especial, nas áreas de medicina, commodities, setores financeiro e extrativo.

A decisão da IBM começou a ser analisada há poucos meses, quando esteve no Brasil, Mike Rhodin, vice-presidente sênior da IBM e principal executivo do Watson Group, que participou de reuniões com possívies clientes empresariais e com companhias interessadas em desenvolver aplicações em conjunto com a empresa. Rhodin explicou que o Brasil tem grande potencial de negócios nessa área, em especial, nas áreas de medicina, commodities, setores financeiro e extrativo.

Mais informações: veja o vídeo pelo link abaixo:
http://www.ibm.com/smarterplanet/us/en/ibmwatson/

 

Comentário (0) Hits: 2934

Você sabe o que é a tecnologia NFC?

nfc.jpgWindowsphonebrasil
17/09/2014 - NFC ou simplesmente "Comunicação por Campo de Proximidade (Near Field Communication)" nada mais é que uma tecnologia sem fio que permite trocar informações, arquivos e até mesmo realizar comandos apenas aproximando os dispositivos compatíveis um com o outro, sem a necessidade de senhas ou recursos similares. A tecnologia está presente em smartphones, tablets, notebooks, TVs, cartões, crachás, bilhetes eletrônicos e em qualquer dispositivo que possua um chip NFC.

Quais os Tipos de Transmissão?

Existem vários tipos de transmissão NFC, podendo ser ele Passivo, Ativo, Leitor e Gravador ou até mesmo Peer-to-Peer.

▪ O passivo apenas gera o sinal de conexão para outro dispositivo podendo ser ele uma etiqueta NFC, que não precisa de energia para funcionar. Você encontra essas etiquetas tag em alguns sites por menos de 40 reais o kit com 10 unidades.

▪ O ativo por outro lado pode enviar e receber essas conexões. Um exemplo comum é um Smartphone trocando informações com um caixa de uma loja. Aqui no Brasil algumas lojas da Cacau Show das regiões metropolitanas de SP já possuem a tecnologia.

▪ Já o leitor e gravador, como o nome mesmo diz, ele pode ler, alterar e gravar novos dados num dispositivo NFC, como um receptor que desconta créditos registrados em um bilhete eletrônico. No Brasil as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro já trabalham com essa tecnologia em meios de transportes públicos.

▪ E por fim o peer-to-peer, onde cada dispositivo pode enviar e receber dados de um para o outro. O exemplo mais comum são os smartphones que trocam informações entre si.

Onde encontro e como usar a Tecnologia?

Com a tecnologia você pode comprar passagens em lugares que tenha NFC integrado as catracas. Pode também abrir, ligar o motor, ativar ou desativar alarmes de carros, um modelo comum é os da marca Hyundai. Pode também assistir trailers de alguns filmes em cartazes de cinema onde tem NFC, apenas aproximando o seu smartphone do cartaz. Pode ainda fazer check-in, apenas encostando o Smartphone na etiqueta sobre a mesa, super comum em alguns MC Donald's do exterior.

Você também pode realizar pagamentos de contas em supermercados, farmácias e qualquer outro estabelecimento comercial que possua o dispositivo. No Brasil o PagSeguro foi o pioneiro no uso do NFC para pagamentos em parceria com a Nokia.

http://windowsphonebrasil.com.br/nfc-tecnologia-que-sempre-acompanhou-os-lumias/

 

 

Comentário (0) Hits: 834

Debate eleitoral: Eleições, ciência e tecnologia

bandeira_eletronica2.jpgRonaldo Lemos, Folha
13/09/2014 - Um tema sempre fica fora do debate eleitoral: ciência e tecnologia. Até o momento, apenas Marina Silva divulgou seu programa de governo completo, onde dá para ver como o tópico é desenvolvido. No programa do PSB, o termo "ciência" aparece 62 vezes e boa parte do texto desenvolve suas conexões com educação e cultura. Nada mal para uma candidata frequentemente estigmatizada por suas convicções religiosas.

O fato é que o Brasil vai mal nessa área. O número de publicações científicas aumentou, mas a qualidade caiu (em termos de impacto, fomos de 31º para 40º lugar entre 2001 e 2011). Além disso, alunos brasileiros não estão preparados para fazer ciência. O último ranking da OCDE coloca o país em 59º lugar dentre 65 países pesquisados no desempenho em ciências (em matemática ficamos em 58º de 65).

Além disso, conquistas feitas na área de ciência e tecnologia estão ameaçadas. Em abril deste ano o Brasil marcou um gol ao realizar em São Paulo o evento chamado NetMundial. Em um momento em que o controle da internet está em jogo, especialmente após o caso Snowden, o país aproveitou a oportunidade. Convocou representantes globais e ensaiou tornar-se protagonista desse debate.

Só que até isso agora está em jogo. O FEM (Fórum Econômico Mundial), com conhecimento do governo brasileiro, decidiu criar a chamada NetMundial Initiative (Iniciativa NetMundial). Com isso, tomou das mãos do país o protagonismo construído com enorme esforço em abril passado. Até o nome, em português, foi solapado. Representantes do governo assentiram e até participaram do encontro realizado em Genebra há duas semanas para sacramentar essa sutil "passagem de bastão".

É como se fossem lá para ouvir: "obrigado por terem levantado a bola, mas agora quem continua o jogo somos nós". Não é nem o caso de recriminar o FEM, que simplesmente faz seu papel. Quem não fez sua parte nesse tema tecnológico crucial foi o Brasil, que largou a bola.

Há também um tema ausente de todos os programas de governo em ciência e tecnologia. Nos próximos anos, haverá uma inclusão digital massiva da base da pirâmide social global. Isso vai acontecer principalmente por meio dos smartphones.

O Google, por exemplo, acaba de anunciar o Android One, aparelho de baixo custo a ser vendido em países de baixa renda. A Mozilla (empresa da qual, vale dizer, faço parte do Conselho de Adminstração) faz o mesmo, e vende seu smartphone a menos de 30 dólares.

Com isso, o que o país precisa é direcionar esforços para se tornar um laboratório de mídia voltado para a produção de tecnologias para países em desenvolvimento (incluindo aplicativos e outros conteúdos). Seria uma espécie de "MIT Media Lab" focado nas necessidades dos países pobres.

Quem fizer isso antes, herda um mercado de 5 bilhões de pessoas.

Ronaldo Lemos é diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e do Creative Commons no Brasil. É professor de Propriedade Intelectual da Faculdade de Direito da UERJ e pesquisador do MIT Media Lab. Foi professor visitante da Universidade de Princeton. Mestre em direito por Harvard e doutor em direito pela USP, é autor de livros como "Tecnobrega: o Pará Reiventando o Negócio da Música" (Aeroplano) e "Futuros Possíveis" (Ed. Sulina).

Este artigo foi publicado na Folha de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2014/09/1512908-eleicoes-ciencia-e-tecnologia.shtml

Comentário (0) Hits: 542

Portal monitora desmatamento na Amazônia

amazonia.jpg11/09/2014 - TNC e IBM juntas no projeto de aprimoramento de portal para monitorar o desmatamento e contribuir com a expansão econômica responsável na região

A maior organização ambiental do mundo, a The Nature Conservancy (TNC), e a IBM, trabalharão juntas para reforçar as iniciativas do governo brasileiro pela conservação da Amazônia e pela produção sustentável de alimentos.

Entre 22 de agosto e 20 de setembro, dez especialistas da IBM vindos dos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Filipinas, Romênia e Japão vão trabalhar em Belém, no Pará, em conjunto com a equipe da TNC na região. O objetivo será aprimorar o Portal Ambiental Municipal (PAM), uma ferramenta de fácil utilização, que apoia os esforços públicos contra o desmatamento ilegal.

Desenvolvido em 2011 pela TNC e já utilizado por cerca de 20 municípios na Amazônia, o PAM é um portal que contribui para a redução do desmatamento e o planejamento territorial das zonas rurais.

Para os produtores, ele facilita a inserção de dados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma espécie de identidade ambiental das propriedades, que o governo brasileiro tornou obrigatória esse ano, como medida para pôr em prática o Código Florestal. Já para as prefeituras, o PAM dá acesso aos dados sobre as florestas existentes em cada propriedade privada, o que permite que os governos acompanhem a situação ambiental das propriedades de forma individualizada e responsabilizem mais eficientemente quem desrespeita a lei. Ele também ajuda os governantes a tomar decisões sobre como expandir a atividade econômica local sem prejudicar as áreas preservadas.

Planejamento mais inteligente 
O PAM já trouxe resultados positivos nos últimos anos e tem contribuído para garantir a conservação das florestas no norte de Mato Grosso e no sudeste do Pará, regiões que apresentam os maiores índices de desmatamento da Amazônia e onde a TNC tem concentrado seus esforços. Um exemplo é São Felix do Xingu, localizado no sudeste paraense. O município tem o maior rebanho bovino do país e já foi o campeão nacional de desmatamento, mas, com o uso da ferramenta, em conjunto com outras iniciativas, conseguiu reduzir o desmatamento ilegal em mais de 60% desde 2011.

Agora, TNC e IBM esperam melhorar a funcionalidade do portal e integrá-lo a outros dois programas criados pelo governo com a mesma função, o Sicar e o Simlam. "Vemos uma enorme oportunidade de expansão do PAM pelo país. Queremos que ele se torne uma ferramenta ainda mais acessível de gestão inteligente do território, porque isso é fundamental para que o Brasil conserve suas florestas e melhore sua produtividade no campo", explica Marcio Sztutman, gerente de conservação da Amazônia da TNC.

"Através do trabalho conjunto com a TNC, a IBM aporta conhecimento em gestão e tecnologia aos programas de conservação da Amazônia, enquanto desenvolve seus funcionários e os ensina a trabalhar imersos em uma nova realidade e cultura. Quando se trabalha em parceria, toda a sociedade ganha na medida em que surgem soluções inovadoras para apoiar políticas públicas", ressalta Alcely Strutz Barroso, Diretora deCidadania Corporativa da IBM Brasil. Saiba mais novidades sobre o projeto e acompanhe seu andamento pelo site http://corporateservicecorps.org/.

Sobre o Corporate Service Corps, da IBM 


O trabalho conjunto com a TNC é fruto do Corporate Service Corps (CSC) da IBM, programa global da companhia que alia consultoria e tecnologia a fim contribuir para o desenvolvimento de organizações diversas. A iniciativa consiste em enviar grupos heterogêneos de funcionários de diversos países em desenvolvimento, compartilhando conhecimentos e modelos de gestão com as organizações selecionadas. Os funcionários são expostos a situações novas e, imersos na multiculturalidade, são estimulados a desenvolverem novas capacidades e habilidades como escutar melhor o cliente, criar uma proposta de valor e trabalhar em colaboração. Para mais informações sobre a IBM, visite http://www.ibm.com/br

Comentário (0) Hits: 600

Os 33 anos do Personal Computer, o PC

commodore.jpg03/09/2014 - A computação pessoal comemora mais de três décadas na era da mobilidade total, são notebooks, Ultrabooks, 2 em1, tablets, NUCs, smartphones e muitos outros os modelos disponíveis para se conectar a qualquer hora e lugar

Desktop, notebook, ultrabook, 2 em 1, NUCs, tablets, smartphone, Internet das Coisas são algumas das palavras que ganham cada vez mais destaque e presença em nosso dia a dia. A nova Era nos fez dependentes de tantos dispositivos? Para muitos, o jovem adulto que completa 33 anos este mês, também conhecido como PC ou computador pessoal, modificou nossa vida desde seu surgimento. Tem gente que dorme, acorda, come, assiste TV, e até toma banho conectado, postando nas redes sociais ou checando o que os amigos, família, estão fazendo naquele exato momento.

Antes da chegada do computador, para se comunicar com um amigo ou parente, que fosse morador de outro bairro, marcava-se um encontro, ou enviava-se uma carta, que demoraria alguns dias para chegar. Hoje, seu amigo pode estar no Japão, por exemplo, que, superando o fuso horário, pode-se falar em tempo real.

A realidade é que o computador trouxe uma série de benefícios para a rotina de todos, sejam crianças, adultos ou idosos. Graças aos "cérebros eletrônicos", que executam rapidamente tarefas que antes demandavam tempo, esforço e pessoas envolvidas, um dispositivo na mão pode resolver diversos problemas e criar soluções em alguns minutos. Por trás deste novo "cérebro" está o processador; e o primeiro foi o 8088 da Intel. Hoje, poderíamos considerá-lo o tataravô da Família de Processadores Intel Core.

Em termos de desempenho, no entanto, a evolução de lá para cá tem sido mais drástica. O modelo de processador mais recente da Intel, o Intel Core i7, apresenta performance 800 vezes melhor que o PC original lançado pela IBM em 1981, e em relação ao tamanho, é 136 vezes menor.

"Durante as últimas três décadas a tecnologia teve sem dúvida uma grande influência em nossa maneira de viver e de nos relacionarmos. Através desses anos a Microsoft tem contribuído com a evolução da computação por meio de suas soluções, desde a criação do sistema operacional Windows até os serviços que hoje em dia permitem maior produtividade e mobilidade, focadas tanto para empresas como para o consumidor. A Microsoft seguirá sempre comprometida com o desenvolvimento de novas tecnologias que se integrem em nossas vidas e nos permitam realizar as tarefas com mais facilidade, assim como uma sincronia entre nossa vida pessoal e profissional", destaca Eduardo Campos de Oliveira, Gerente de Marketing do Windows para a America Latina.

sony_smartband.jpgMuitos dispositivos por pessoa

O fato é que para a atual geração, quem não tem nenhum dispositivo, sonha com o primeiro; se já tem um, quer o segundo; quem tem o segundo, parte para o terceiro; e assim, o computador – estático ou portátil – passa a ser peça de decoração, educador das crianças, passatempo dos adultos, suporte aos idosos, entre tantas outras funções.

O mundo conectado por conta da tecnologia e do PC faz com que todos queiram estar sempre munidos de algum dispositivo que dará acesso à rede. Números apontam que em apenas um ano alcançaremos a marca de 15 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo, o que significa mais de dois aparelhos por pessoa no planeta. Seguindo este passo, estima-se que até 2025 serão 50 bilhões de dispositivos conectados à internet global, sendo que 2 bilhões deles estarão aqui no Brasil.

Uma pesquisa da Intel em parceria com a Ipsos* mostrou que de cada 10 consumidores entrevistados no Brasil, seis devem comprar um PC (desktop, notebook, ultrabook, all-in-one ou 2-in-1) nos próximos seis meses, sendo que nove em cada 10 quer um dispositivo novo. Dos entrevistados, 60% dos que pretendem comprar um desktop irão usá-lo para trabalho, enquanto que 37% dos que investirão em um tablet querem aproveitá-lo para os estudos.

A intenção de compra para seu próximo dispositivo

O notebook e desktop ainda despontam na preferência de quem não tem um dispositivo, enquanto que tablets e smartphones aparecem logo na sequência da lista. Ou seja, um acaba não substituindo o outro, e sim complementando tarefas e funções.

À medida que vão sendo usados, aparecem demandas para que o dispositivo seja mais potente, ou então mais leves e fáceis de carregar de um lado ao outro, e por aí vão surgindo novas necessidades para futuras compras. O ticket médio gasto pelos consumidores entrevistados no Brasil é de R$ 1.130,16 para um desktop e R$ 1.391,12 para um notebook, de acordo com números da pesquisa da Intel e da Ipsos.

O levantamento mostrou que na hora da compra, a marca e o processador do equipamento influenciam muito na escolha dos consumidores pesquisados – Enquanto pesquisam sobre o melhor Desktop para adquirir, 45% dos brasileiros entrevistados analisam detalhes destes quesitos. Para os que optaram por 2 em 1 ou tablets, estas características são levadas em conta por 39% e 33% respectivamente.

O mesmo estudo tentou entender melhor o porquê e para que as pessoas querem seu primeiro, seu segundo ou mesmo seu terceiro dispositivo computacional - ou seja, quais tarefas que eles mais querem melhorar no seu dia a dia de consumidor. Entre os entrevistados que estão planejando a compra de um Desktop, 60% consideram o device importante para o trabalho e para serem mais produtivos. Outros 56% dos entrevistados que estão de olho num Ultrabook também o consideram importante por esse motivo.

Já os dispositivos mais leves como o tablet e os 2 em 1 figuram mais na pesquisa entre as possibilidades de um dispositivo que facilite o dia e dia e que ajude nos estudos. No caso do tablet, 38% dos brasileiros entrevistados o consideram importante por tornar a vida mais fácil, enquanto que 37% acredita que o equipamento irá ajudar nos estudos. Já o 2 em 1 tem a preferência (42%) entre os que desejam aprimorar os estudos, aumentar a produtividade do trabalho (42%), e entre os que desejam tornar a vida mais fácil (39%).

Podemos afirmar que é um caminho sem volta, mas sabendo aproveitar da melhor forma, a tecnologia tende a facilitar cada vez mais a vida do ser humano. E que venham as novidades do futuro. Sejam elas tão emocionantes como deve ter sido aos olhos dos que viram os primeiros PCs, há 33.

*A pesquisa da Intel em parceria com a Ipsos é baseada nos resultados de uma pesquisa online, no decorrer do mês de Abril, com uma amostra de 1003 consumidores brasileiros que recentemente adquiriram um dispositivo, ou que estão planejando realizar a compra em breve.

Sobre a Ipsos

A Ipsos é referência mundial em pesquisa de mercado e interpretação de dados. No Brasil desde 1997 é a maior e mais completa empresa de pesquisas "survey based" do mercado.

Sobre a Intel

A Intel é líder mundial em inovação. A empresa projeta e fabrica tecnologias essenciais que servem como base para os dispositivos computacionais de todo o mundo. Como referência em responsabilidade corporativa e sustentabilidade, a Intel é pioneira em comercializar microprocessadores fabricados com matéria prima livre de conflito.

Comentário (0) Hits: 897

Chegamos ao fim dos escritórios físicos?

citrix.jpg*Luis Banhara
"Todo mundo conhece a lenda de que a inovação começa em uma garagem, mas mais cedo ou mais tarde todos nós iremos crescer e precisaremos de um lugar para trabalhar." Isso é o que Tom Kelley afirma em seu livro "A Arte da Inovação", de 2011 e que hoje aplica-se a uma ainda maior e crescente parcela da força de trabalho do mundo.

Com o trabalho tornando-se cada vez mais flexível e móvel, o escritório está se transformando em um conceito cada vez mais complexo e até mesmo abstrato. Ao olharmos para o futuro, temos de perguntar: será que o local de trabalho é estar em um espaço físico específico, numa propriedade do nosso empregador, ou num espaço colaborativo? Ou será simplesmente um conceito, independentemente do lugar, dispositivo usado, quando e onde?

A resposta é tudo isso e muito mais. Mobilidade e espaços de trabalho móveis estão prestes a experimentar um crescimento rápido nos próximos anos. Segundo o IDC, a população mundial de trabalhadores móveis irá chegar a 1,3 bilhões em 2015.

A cada ano surgem novas tecnologias, softwares e aplicações com o objetivo de que o trabalho e a vida pessoal sejam mais fáceis. Hoje, a virtualização de aplicações permite o acesso remoto de todas as aplicações Windows, desde dispositivos corporativos até web conferências, que possibilitam assistir a reuniões sem que estejamos no escritório.

Na verdade, a nossa necessidade de trabalhar quando, onde e como queremos, no qual é mais fácil acessar uma informação - esteja ela armazenada em uma nuvem pública ou privada, ou por meio de virtualização – aumenta a produtividade, facilita a troca de informações e ainda permite melhor gerenciamento do seu tempo.

De acordo com a Forrester, aproximadamente 75% dos profissionais no mundo acreditam que ainda não possuem a tecnologia necessária para realizar seu trabalho fora do escritório, mas cerca de 75% das empresas reconhecem a necessidade de fazer mais para apoiar a mobilidade de seus funcionários.

A nova geração de profissionais espera contar com a capacidade de manejar seu fluxo de trabalho livremente por meio de uma combinação de espaço e dispositivos. Além de facilitar o acesso à informação e aumentar a produtividade e a satisfação da equipe, a mobilidade empresarial será, muito em breve, um requisito fundamental para reter talentos. Quem não acompanhar esta tendência enfrentará problemas de gestão e estará tecnologicamente atrasado, o que pode refletir no posicionamento de mercado frente aos seus concorrentes.

*Luis Banhara é Diretor Geral da Citrix Brasil

Comentário (0) Hits: 570

newsletter buton