Revolução silenciosa dos 'fazedores'

Noisebridge5.jpgRonaldo Lemos
14/11/2013 - Há alguns dias visitei um "hackerspace" na cidade de San Francisco. O espaço é uma espécie de LAN house, só que turbinadíssima. Há impressoras 3D, máquinas de corte de precisão a laser, computadores (é claro), livros (!) e toda sorte de equipamento necessário para a fabricação eletrônica. Na decoração, havia até um eletroencefalograma dos anos 1950 que parecia ter saído de um filme de terror.


O acesso a tudo é gratuito. Basta tocar a campainha, subir uma escada e passar o dia usando. Quem chega recebe boas-vindas de quem estiver lá (não há porteiro, recepcionista ou "dono" do lugar). Usando uma das impressoras 3D estava um típico "homeless" de San Francisco. Com aparência de que não tomava banho há dias, imprimia um componente de precisão para uma drum machine (bateria eletrônica). Quase uma utopia: um sem-teto realizando com total normalidade uma atividade de ponta.


Esse tipo de espaço é típico abre-alas da revolução silenciosa dos "fazedores" (chamados em inglês de "makers"). Assim como o código aberto é hoje central, do Linux ao Android, está entre nós a onda do hardware aberto. As aplicações são muitas: conectar objetos do dia a dia à rede (como a geladeira, a fechadura da casa ou o medidor de eletricidade) ou mesmo inventar novos protótipos industriais.


A questão é como fazer essa onda, que vai gerar mudanças econômicas importantes, se ampliar no Brasil. Os desafios começam na dificuldade de encontrar componentes, ou mesmo ferramentas. Mas, com dificuldades ainda maiores, o Brasil chegou a ter mais de 100 mil LAN houses na década passada. Vou torcer para chegarmos a 100 mil hackerspaces nesta.


JÁ ERA
 Celular só para fazer chamadas e mandar mensagens
JÁ É
 Pagar despesas com o celular
JÁ VEM 
Abrir a porta de casa com o celular, com o Lockitron.com

Ronaldo Lemos é diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e do Creative Commons no Brasil. É professor de Propriedade Intelectual da Faculdade de Direito da UERJ e pesquisador do MIT Media Lab. Foi professor visitante da Universidade de Princeton. Mestre em direito por Harvard e doutor em direito pela USP, é autor de livros como "Tecnobrega: o Pará Reiventando o Negócio da Música" (Aeroplano) e "Futuros Possíveis" (Ed. Sulina).

Comentário (0) Hits: 412

Tecnologia 3D inova produção de obras de arte

Richard_Dupond.jpg11/11/2013 - A exposição Out of Hand explora as diversas áreas da criatividade do século 21, que se tornaram possíveis através de métodos avançados de produção assistida por computador, conhecido como fabricação digital. No mundo digital de hoje, os artistas estão usando esses meios para atingir níveis de expressão nunca antes possíveis.

Out of Hand é a primeira grande exposição do museu para analisar esta tendência interdisciplinar através dos trabalhos pioneiros de mais de 80 artistas internacionais, arquitetos e designers, incluindo Ron Arad, X Bola Barry, Zaha Hadid, Stephen Jones, Anish Kapoor, Allan McCollum, Marc Newson e Roxy Paine. Estão expostas algumas das criações mais interessantes da última década, que vão da escultura e mobiliário para a moda e transporte.


Organizado pelo curador do MAD Ron Labaco, Out of Hand poderá ser vista no MAD (Museum of Arts and Design in New York) até 6 de julho de 2014. "As pessoas têm essa idéia que utilizando o "processo digital", basta pressionar o botão e a máquina produz algo irreal", disse Richard Dupont, escultor que faz distorções surpreendentes da forma humana.


Manipulando scans em 3D de seu próprio corpo, Dupont mistura métodos de fabricação digital como impressão 3D, molde de gesso tradicional, para produzir figuras que podem aparecer ao mesmo tempo arcaicas e futuristas."As formas de acabamento das minhas obras não poderiam ter sido feitas sem o uso de ferramentas digitais, mas você tem que ter cautela. "É muito mais interessante se você pode desfazer as expectativas sobre o que a tecnologia pode fazer."
"Houve uma explosão de criatividade durante a última década, muitos artistas estão explorando as tecnologias e quais os limites que oferecem", disse o curador da exposição, Ronald Labaco. "Nos últimos anos, tenho visto uma mudança no pensamento de 'O que a máquina pode fazer? para 'Como posso utilizar esta tecnologia para conseguir desenvolver meu trabalho? "

"A tecnologia permite que você crie um objeto no espaço virtual e transmita os dados para outra máquina para 'aumentar' ou 'imprimir' um objeto em 3-D", diz o desenhista industrial Marc Newson sobre a utilização das impressoras 3D, o que pode dispensar uma variedade de materiais - plástico, pó e ligas de metal, gesso, células animais - em fatias muito finas, dirigidos por laser para construir um objeto em camadas.


Para a maioria dos artistas, a máquina não só facilitou a produção da obra, mas tornou-se parte de seu significado.

Out of Hand - Materializing the Postdigital
October 16, 2013 to July 6, 2014
MAD – Museu de Arte e Design (em Nova Iorque)

Veja mais em: http://madmuseum.org/exhibition/out-hand#

Comentário (0) Hits: 815

O futuro dos robôs em pouco mais de uma década

ibm_cheiro_2.jpg11/11/2013 - Daqui a pouco mais de uma década, será extraordinário o desenvolvimento dos sensores, da microeletrônica e dos computadores. Esses avanços permitirão que as máquinas enxerguem, ouçam, falem, entendam nossa linguagem humana, detectem cheiro e sabor e tenham até o sentido do tato para reconhecer superfícies lisas ou ásperas.
Essas máquinas ultra avançadas terão movimentos precisos controlados por programas armazenados, ou por controle remoto, que lhes permitirão executar as mais diversas atividades com a precisão que nenhum ser humano pode executar.

Os robôs de 2025 poderão prestar muitos serviços em pelo menos seis áreas. Entre elas, eu destaco as seguintes:

1. Entretenimento e arte. Nesse setor, teremos robôs-músicos, robôs-esportistas e robôs que apresentarão shows e programas de TV.

2. Medicina e ciência. Nessas áreas, teremos centenas de tipos de cirurgias feitas com robôs, inclusive à distância.

3. Negócios. Nas empresas, os robôs poderão fazer o controle financeiro, gerenciamento de materiais, prestar serviços ao consumidor, nos segmentos de marketing e de vendas, entre outros.

4. Na área doméstica e de serviços pessoas, os robôs farão dezenas de trabalhos de casa, limpeza, aspiração de pó, purificação do ar. Teremos robôs-conselheiros, acompanhantes e monitores de treinamento (que substituirão alguns professores).

5. No setor industrial, eles fabricarão milhares de produtos; trabalhos inadequados ou perigosos ao ser humano;

6. Em situações de perigo e emergência, os robôs serão utilizados muito mais do que hoje para desarmar bombas, entrar em áreas contaminadas ou prestar socorro em locais contaminados ou no meio áreas incendiadas.

Essa expansão tão grande do número de robôs vai trazer, também, muitos riscos para o ser humano. Mas como dizia Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa em Grande Sertão, "viver é perigoso". Com a tecnologia, mudarão apenas os tipos de perigo.


Um visionário dessa área, como era Isaac Asimov, previa que os robôs poderiam até se rebelar nas indústrias, organizar sindicatos, fazer greves e até praticar atos de sabotagem. Mas isso é ficção. Acho que não se tronará realidade, pelo menos no horizonte de 20 ou 30 anos.

Comentário (1) Hits: 1926

Futuro da biotecnologia em 2033

biotecnologia.jpg11/11/2013 - Em 2033, vamos dispor de ferramentas biotecnológicas, como as máquinas de leitura de nosso DNA, ou biomarcadores, que traçarão nosso perfil genético a preços muito mais acessíveis. Esses perfis nos indicarão quais serão as doenças mais prováveis que poderemos ter ao longo de nossa vida. Com isso, poderemos evitá-las ou tratá-las preventivamente.

O impacto da biotecnologia na medicina


Os visionários e futurólogos esperam que a biotecnologia faça uma verdadeira revolução não apenas na Medicina, mas na agricultura, na despoluição dos mares e rios e na indústria em geral. Teremos novos medicamentos salvarão um número incontável de vidas e vão eliminar, principalmente as doenças geneticamente transmissíveis, como hemofilia, diabetes, doenças degenerativas e muitas formas de câncer.


A biotecnologia poderá ter aspectos polêmicos, como o planejamento de bebês, com genes alterados para aprimorar certas qualidades ou habilidades. Você poderá projetar um futuro jogador de futebol tão ou mais talentoso do que o Pelé. Ou crianças super inteligentes. Tudo isso que provoca dúvida ou risos será possível, a partir de 2033. Muita coisa que hoje parece ficção se tornará possível.


Um cientista bem humorado disse numa palestra que, em 30 anos, a biotecnologia poderá até mudar ou eliminar certas características indesejáveis das pessoas, como, por exemplo, sogras que falam demais, políticos que não mentem ou que roubem. Talvez até projetar seres humanos mais éticos. Mesmo parecendo brincadeira, tudo isso tem fundamento.

Comentário (2) Hits: 4174

NYC adota iluminação de LED até 2017

LED_NYC.jpg05/11/2013 - O Prefeito de Nova York, Michael Bloomberg anunciou que 250 mil luminárias na cidade, que atualmente usam lâmpadas incandescentes, serão substituídos por LEDs até 2017. A mudança faz parte de um plano para reduzir as emissões do governo em 30%.

A iluminação de LED tem vida útil de 20 anos, tres vezes maior do que as atuais lâmpadas incandescentes e segundo Bloomberg, economizará US$ 6 milhões em energia e US $ 8 milhões em manutenção a cada ano. Será o maior substituição de lâmpadas incandescentes para LED no país. O plano seguinte inclui a substituição da iluminação nas estradas, outdoors e distritos."

Comentário (0) Hits: 556

Impressão 3D chega ao setor de engenharia

Impressao_3D.jpg05/11/2013 - O conceito de impressão 3D está invadindo o setor de engenharia. Com o conceito de impressão 3D, engenheiros conseguem imprimir maquetes, cantoneiras etc.

Os fabricantes podem testar e visualizar tudo com mais agilidade e precisão, tendo noção exata de proporções, falhas de projeto, questões de conforto e segurança (ou design) e do próprio funcionamento, economizando na prévia do produto (já que moldes já não são mais necessários) e poupando muito tempo, fato que lhes confere uma vantagem competitiva enorme.


Proveniente de um grupo que já atua há mais de 20 anos no mercado internacional a Nova Silk inova o ramo de sinalização e comunicação visual. O grupo atua nas áreas de importação e logística, oferecendo soluções, principalmente focados em impressão 3D.

Foto: Divulgação

Comentário (0) Hits: 465

newsletter buton