Hackerspace, laboratório comunitário

Noisebridge6.jpg25/07/2014 - Segundo definição da Wikipédia, um hackerspace ou hackspace, também conhecido como hacklab, makerspace ou creative space, é um local real (em oposição ao virtual) com o formato de um laboratório comunitário que segue a Ética Hacker (termo que descreve os valores morais e filosóficos na comunidade hacker), tendo espírito agregador, convergente e inspirador.

Nele, pessoas com interesses em comum, normalmente em ciência, tecnologia, arte digital ou eletrônica podem se encontrar, socializar e colaborar. Um hackerspace pode ser visto como um laboratório comunitário, uma oficina ou um estúdio onde pessoas de diversas áreas podem trocar conhecimento e experiência para construir algo juntos.

Muitos hackerspaces colaboram na divulgação e no desenvolvimento de software livre, open hardware e mídia alternativa e podem ser encontrados em infoshops, centros sociais e espaços comunitários.

Noisebridge: hackerspace de São Francisco, EUA

Quando Noisebridge abriu as portas da sua primeira localização no distrito de Missão de San Francisco em 2008, não tinha nada, além de uma grande mesa e algumas cadeiras encontradas na rua. Como as pessoas que circulam no Noisebridge a cada semana, têm o hábito de deixar uma marca, seja com a doação de alguma ferramenta ou alterando algo que outros visitantes adicionam pouco a pouco, o hackerspace já está bem diferente.

Noisebridge_altman2.jpgQualquer um pode ser um membro pago ou um usuário livre do espaço e ao longo dos últimos cinco anos, eles desenvolveram um lugar onde você pode programar, costurar, cortar, cozinhar, construir robôs, aprender, ensinar e muito mais. Os membros são uma espécie de cientistas malucos. Qualquer coisa deixada nos espaços comuns pode sofrer interfêrencia de algum visitante. "É um jogo justo, é como invadir um robô gigante", diz o co-fundador Mitch Altman.

Mitch Altman é um hacker, inventor e co-fundador da Noisebridge. Ele é considerado pioneiro da realidade virtual.


Foto de Signe Brewster

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A concessão dos aeroportos na era da tecnologia

aeroporto.jpg*Gustavo Murad
24/07/2014 - A concessão – ainda que parcial – de aeroportos brasileiros à iniciativa privada tem um significado que vai além das tão sonhadas melhorias operacionais e logísticas; a iniciativa trará também benefícios nos níveis de serviço e maior transparência no trato com parceiros, fornecedores e clientes. O fato é um divisor de águas na história da indústria do Turismo no país e aponta para uma tendência do que deve ocorrer com outros aeroportos por aqui. O Brasil precisa exercer sua vocação de líder continental, mantendo aqui, não apenas o maior, mas também os principais Hubs da América Latina, e isso estava sob risco, não houvesse uma ação catalisadora que permitisse sairmos da letargia que vínhamos testemunhando. O governo precisa regulamentar, fiscalizar e garantir competitividade; e cabe à iniciativa privada planejar, executar, manter, crescer, inovar e competir.

Os dados atuais, bem como as perspectivas futuras, não deixam dúvidas: o momento da virada é agora; ou melhor, foi ontem! De acordo com a IATA, o Brasil será o terceiro maior mercado doméstico do planeta já em 2017, ficando atrás apenas de China e EUA. A economia já esteve melhor, mas nada indica que vá desandar por completo; ou seja, teremos crescimento, e cada vez mais novos usuários de transporte aéreo entrarão no mercado. Estudos recentes comissionados pela Amadeus indicaram que, na segunda metade dessa década, teremos fenômenos sociais e demográficos, dentre os quais podemos citar uma população de "melhor idade" bem mais numerosa, muito mais ativa, disponível e com dinheiro para viajar pelo mundo afora.

Os aeroportos precisam fazer parte de uma experiência agradável, amigável ao viajante. Serão verdadeiras minicidades, onde uma sociedade própria deverá girar em torno do assunto "viagem".

 E o que isso tem a ver com nosso assunto?

Tudo! A tecnologia tem papel fundamental nessa nova face do Aeroporto do Futuro. É mais ou menos quando compramos um belo smartphone, com tela gráfica impecável, design moderno, porém sem aplicações que tragam valor ao usuário; igualmente, aeroportos suntuosos, espaçosos, com design arrojados e tudo mais, de nada valem se não trouxerem de fato uma experiência única a seu usuário, seja ele um executivo que viaja 80% do tempo, ou aquela vovó que vai viajar de avião pela primeira vez para conhecer seu netinho e não tem a menor ideia dos procedimentos ao entrar num aeroporto.

A tecnologia bem aplicada será o vetor desta experiência tão sonhada pelo usuário do futuro. O que se observa hoje, são inovações interessantes nos diversos "touch points" – momentos pelos quais os usuários são submetidos a algum controle, verificação ou ação (acesso ao terminal correto, check-in, imigração, segurança, compras, embarque). Porém, falta algo: a interoperabilidade entre os provedores de tais serviços. Não há compartilhamento de informações no nível que deveríamos ter, entre aeroportos, companhias aéreas, ground-handlers, órgãos de segurança, aduana, controle de espaço aéreo, etc.

Para exemplificar: por que sensores de localização não podem avisar aos agentes de uma companhia aérea que determinado passageiro de seu voo já se encontra no terminal X do aeroporto? Porque mensagens push (App de smartphone) não podem ser enviadas de imediato em caso de mudança de portões ou terminais? Porque mensagens imediatas não podem ser encaminhadas para avisar sobre extravio de bagagem, ao invés de deixar o infeliz viajante sofrer até ficar sozinho na esteira e cair em si que sua bagagem não veio? E que tal permitir ao Freeshop enviar promoções customizadas para aqueles passageiros frequentes com ofertas baseadas no gosto e preferências já conhecidas daquele cliente? Ou configurar seu sistema de passageiros de maneira a oferecer automaticamente um voucher para o serviço de Spa do aeroporto, porque seu voo atrasou, foi cancelado, ou mesmo porque em sua última viagem, três meses atrás, ficou registrado que a bagagem fora extraviada?

Isso tudo sem falar em inovações de caráter mais operacional, como algoritmos avançados de alocação de recursos como portões de embarque, fingers, e até mesmo pista de pouso/decolagem onde melhorias logísticas podem evitar o custo enorme de se construir novas pistas.

Em resumo, neste momento, agentes da indústria da aviação em todo mundo estão trabalhando neste cenário de um futuro próximo; viajantes passarão a optar por rotas onde terão a melhor experiência também em solo; companhias aéreas levarão seus voos para aeroportos mais agradáveis, eficientes, confortáveis; consequentemente, varejistas de todos tipos também irão querer estar ali, e pagar um "premium fee" por isso. O resto da história já fica por conta de sua imaginação. E aí, quem vai dar o primeiro passo, antes que outro o faça?

*Gustavo Murad é diretor de Airlines para Amadeus na América Latina e Caribe

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Ônibus elétrico que recarrega em cada ponto

onibus_tosa2.jpgGizmodo
24/07/2014 - TOSA é o primeiro ônibus elétrico articulado que funciona sem linhas aéreas. Com o chamado "flash charging" (recarga rápida) ele recarrega nas paradas de ônibus ao longo do percurso em um tempo recorde de 15 segundos. Pesquisadores da EPFL (Escola Politécnica Federal de Lausanne) desenvolveram um modelo matemático para otimizar os custos de uma linha de ônibus usando a tecnologia TOSA.

As baterias ainda não são nenhuma maravilha. Por isso, veículos elétricos como ônibus, que precisam rodar o dia inteiro, ficam presos a redes de cabos aéreos. Mas, como uma alternativa a uma infraestrutura tão cara, pesquisadores da EPFL desenvolveram um ônibus que pode ser recarregado a cada parada, durante apenas 15 segundos.


onibus_tosa3.jpgConverter todo o sistema de transporte rodoviário de massa de uma cidade ainda iria precisar de estações de recarga em pontos específicos de todas as linhas. Entretanto, isso demanda um investimento bem menor do que esticar e manter cabos de força por aí, ou abrir as ruas para instalar cabos subterrâneos de carga por indução.


Ainda há alguns desafios para este tipo de sistema, no entanto. Os pesquisadores que criaram os pontos de recarga também estão desenvolvendo um software para ajudar as cidades a decidir exatamente onde estas estações precisam ficar para manter a rede de transporte funcionando.


Na forma atual, devido à quantidade de energia sendo transferida, somente um ônibus pode ser recarregado por vez. Fazer o ônibus seguinte esperar pode gerar atrasos ao longo do sistema de transporte. Então, implementar esta tecnologia não requer apenas investimento em hardware, mas também repensar as rotas de uma cidade e como o transporte público de superfície funciona. Mesmo assim, com todas as mudanças logísticas necessárias, parece ser um caminho bem promissor.


http://gizmodo.uol.com.br/onibus-eletrico-15-segundos/

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Grêmio inova com análise de dados dos jogadores

sap_esportes.jpg18/07/2014 - O time será o primeiro da América Latina a adotar uma aplicação para análise de dados – em tempo real – para melhorar o acompanhamento e a performance dos jogadores. Além disso, o clube modernizará toda a gestão administrativa com software da SAP.

O Grêmio usará um aplicativo baseado na tecnologia SAP HANA, que irá fazer a análise e processamento de informações em tempo real, com o objetivo de medir o desempenho dos atletas durante os treinos. Com isso, os dados gerados após os treinamentos, irão possibilitar os membros da comissão técnica possam ter mais informações consistentes para auxiliar a tomada de decisão.

O aplicativo possui uma interface de usuário simples que pode ser utilizada pelos jogadores e pela comissão técnica para facilitar um diálogo mais interativo e preparar a equipe para os jogos. A tecnologia de Big Data permite o processamento de um grande volume de dados e será usada pelo Grêmio para melhorar o desempenho de cada jogador e da equipe como um todo.
Inovação no futebol brasileiro

O Grêmio contará com uma aplicação exclusiva, já que o projeto será totalmente customizado pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa para América Latina, o SAP Labs, que fica localizado na cidade gaúcha de São Leopoldo. "Uma equipe de desenvolvedores do SAP Labs irá projetar a solução para o clube, de acordo com as suas necessidades para analisar e melhorar a gestão da performance dos jogadores", explica Daniel Duarte, executivo chefe responsável por inovação e experiência do cliente do SAP Labs Latin America. O executivo lembra que este é um contrato de coinovação e parceria tecnológica em que a SAP e Grêmio participam juntamente de todos os processos, desde o planejamento até o desenvolvimento e execução do projeto.

Com auxílio da nova tecnologia, o técnico pode analisar a performance da cada atleta sob seu comando em diversas categorias, como velocidade, posição que mais ocupa no campo, porcentagem de acerto de assistências, capacidade para dribles curtos, entre outras. Tudo isso para tomar as melhores decisões de escalação do time ideal ou até mesmo para direcionar treinamentos específicos para jogadores com defasagem em algum aspecto técnico.

Ainda dentro desse projeto de coinovação e parceria tecnológica entre o SAP Labs e o Grêmio, está prevista a criação de um aplicativo – gratuito – voltado para os torcedores, que poderão acessar informações, antes, durante e depois dos jogos da equipe por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Para isso, o Grêmio fará uma pesquisa com os fãs do time para levantar quais são os principais interesses de conteúdo. "Vamos oferecer aos gremistas uma experiência inovadora. Por meio do aplicativo móvel eles terão acesso a conteúdo relevante, como dados estatísticos que serão atualizados constantemente, inclusive, durante as partidas", diz a executiva de planejamento do Grêmio, Christina Muniz.

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Será que os robôs da RoboCup jogam bem futebol?

robocup.jpg14/07/2014 – Depois da derrota do Brasil na Copa do Mundo contra a Alemanha, o melhor mesmo é torcer para os robôs entrarem em campo. A RoboCup é um evento do Ministério do Esporte, co-realizada pelo Governo do Estado de Paraíba e organizada pela Sociedade Brasileira de Computação em conjunto com dezenas de universidades do país.

O foco principal das competições é o jogo de futebol, onde os objetivos da pesquisa são observar a cooperação entre os robôs e sua dinâmica em ambientes contraditórios.


Você deve estar se perguntando por que um campeonato de futebol foi escolhido para impulsionar o desenvolvimento da robótica?
Primeiro de tudo, o futebol é um esporte popular em todo o mundo e desta forma facilita chamar a atenção dos espectadores, pois muitas pessoas gostam de assistir partidas de futebol. Em segundo lugar, a partida de futebol com robôs é um enorme desafio na área de software e mecatrônica, que utiliza tecnologias de mecânica, eletrônica e tecnologia da informação para fornecer produtos, sistemas e processos melhorados, sendo uma das áreas mais novas da engenharia.

Além disso, o elemento de competição faz com que toda a equipe se mantenha motivada para investir grande parte do seu tempo livre com planejamento, concepção e melhorias dos robôs. Todo mundo sonha em ser o campeão do mundo algum dia!

 

 

 

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A Sony faz a festa na Copa do Mundo 2014

sony_copa.jpg25/06/2014 - Com o objetivo de levar a Copa do Mundo para diversos brasileiros, a Sony Brasil, empresa de tecnologia patrocinadora oficial da Copa do Mundo FIFA 2014, está unindo o povo brasileiro para torcer pelo Brasil.

Para isso, até o final do evento mundial, vai promover 10 churrascos temáticos, cinco em São Paulo e cinco no Rio de Janeiro. Nos três primeiros jogos da equipe nacional, a Sony tem organizado de forma simultânea, os churrascos em SP e RJ. Os outros quatro eventos estão programados para as Oitavas e para a sonhada Final.

Na capital paulista, condomínios dos bairros Morumbi, Mooca e Santo Amaro recebem uma ampla estrutura tecnológica para recriar a emoção de estar dentro de um estádio com toda a família e amigos. Os moradores dos condomínios podem ainda experimentar os últimos lançamentos da Sony e compra-los com descontos de até 30%.

Pelo lado do Rio de Janeiro, os churrascos acontecem na Barra da Tijuca. Dentre os aparelhos apresentados nas festas estão televisores de 70" e 42", aparelhos Blu-ray, Home Theathers com botão torcida, que amplifica o som ambiente dos estádios, Projetores, Playstation®, equipamentos de som, além TVs com a tecnologia de transmissão 4K, capazes de reproduzir imagens com qualidade quatro vezes maior ao modelo Full HD. Na última segunda-feira (23), a festa de São Paulo foi organizada no condomínio Central Park Mooca e no Rio foi realizada no Alfa Barra Clube, na Barra da Tijuca.

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