Cidades Interativas: o que é e como vai mudar sua vida?

cidades_interativas_2.jpgA interatividade é o caminho para revolucionar a relação de valor entre cidades, cidadãos e visitantes, e potencializar a economia local.

28/06/2018 - Pensar que um dia você poderia dialogar com sua cidade é algo que antes só poderia ser imaginado por leitores e fãs de histórias de ficção. Vivemos a era da Internet das Coisas, onde o tempo é um bem precioso. Um minuto pode ser tempo suficiente para compartilhar vídeos no Instagram, twittar opiniões e até mesmo acessar um amigo em outro continente. O dia sempre terá suas 24 horas, mas as opções do que podemos fazer com elas não para de se multiplicar.

Neste cenário onde a sociedade moderna encontra-se permanentemente conectada, surgiu o conceito de Cidade Interativa: o ambiente que permite espaço para a comunicação, informação, diálogo entre todos os que experimentam a vida nas metrópoles, sejam habitantes ou turistas. A integração de sistemas de localização e navegação online, permitem o acesso a rotas e experiências de todos os tipos.

Em Atlanta, nos EUA, por exemplo, o simples caminhar pelas ruas da cidade abre espaço para a interação com passagens e personagens marcantes da Guerra Civil Americana. O locais que foram palco de batalhas e momentos históricos estão lá, preparados e prontos para serem desvendados, e oferecendo rotas e experiências enriquecedoras através da tecnologia interativa presente literalmente na palma de sua mão.

Nas Cidades Interativas a informação é organizada em forma de estímulos, como se convidando que moradores saiam de casa e se envolvam com tudo o que a cidade pode oferecer.

"Ter a cidade na palma da mão, altera a referência de valor. Lugares por onde passamos e muitas vezes desconhecemos ou damos pouca atenção, podem traduzir grandes experiências. Desta forma, tendo mais motivos para sair de casa, as pessoas interagem mais, se divertem mais e consomem mais. Por conta disto, movimentam mais a economia", explica o criador do conceito, Paulo Hansted.

Estima-se que as Cidades Interativas tenham o poder de triplicar o valor econômico gerado por cidadãos e turistas. Por este caminho a dinâmica da relação entre moradores e as cidades onde vivem já está começando a ser redesenhada para melhor. Hansted complementa: "Onde quer que esteja, da forma que preferir, mais do que nunca as cidades vão estar na palma das mãos de seus moradores e visitantes, permitindo estabelecer uma intimidade que beneficiará a todos, das formas mais variadas. Este cenário vai alterar a referência de tempo, distância e até mesmo de percepção de valor de tudo que nos cerca."

E como isso vai funcionar?

Na web, onde as pessoas tendem a ter menos pressa, o usuário pode estabelecer os primeiros contatos com a região e suas atrações. Dinâmica essencial até para se planejar e decidir pelo destino. No mobile, quando já estiver presente no local, a pessoa pode consultar e receber estímulos personalizados de atrações por perfil, distância, gênero, a cidade na palma da mão. Através de códigos bidimensionais aplicados a atrações turísticas e fazendo uso do celular, ele poderá ampliar e aprofundar sua experiência no local com acesso a informações por meio de vídeos, textos e fotos.

Como resultado, mais visitantes transitando e interagindo com a cidade, compartilhando suas impressões positivas, e consequentemente gerando mais empregos, mais circulação de dinheiro, fortalecendo e desenvolvendo a economia local.

E quem ganha com isso?

"Todo mundo: os turistas, o comércio e o próprio cidadão. Estimamos que a adoção do sistema de cidades interativas na região, possa não somente aumentar o tempo de permanência, mas acima de tudo dinamizar o valor econômico gerado pelo turista, podendo mais do que dobrar o ticket médio de consumo", finaliza Hansted.

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Esse robô é uma espécie de avatar de seu corpo

robo_2.jpg28/06/2018 - Com o uso da realidade virtual, o robô Model H é uma extensão de seu corpo

Com luvas especiais e um VR headset, usuários vão sentir o que eles sentem. A ideia é você experimentar e “tocar” um produto antes de comprar. Ou “viajar pelo mundo na sala de sua casa.

Os engenheiros criaram o robô com rodas, para que ele se movimente com controle realizado remotamente. Além disso, eles projetaram um robô para ser produzido em escala industrial.

Telexixtence, a empresa que desenvolveu o Model H, planeja lançar o robô ao público no verão americano (em setembro)

 

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Existem diferentes estilos de aprendizagem?

luiz_castanha_telefonica.jpg*Por Luiz Alexandre Castanha
27/06/2018 - Todo mundo que tenha interesse na área de educação provavelmente conhece alguma teoria sobre os estilos de aprendizagem. Não é raro ouvir alunos contando que são mais visuais, auditivos, entre outros, na hora de aprender. Pesquisas recentes, no entanto, estão colocando em xeque tais teorias, afirmando que as pessoas possuem sim habilidades diferentes, mas que o uso delas não reflete necessariamente em um aprendizado maior. Seria o estilo de aprendizagem um dos maiores mitos da Educação atual?

Sobre este assunto, existem diferentes teorias amplamente aceitas pelos educadores. Alguns modelos mais conhecidos são Kolb (1984), Gregorc (1979), Felder e Silverman (1988), e VARK (1992). Apesar das suas peculiaridades, todas elas têm como objetivo encontrar a melhor forma de aprendizagem do aluno para que o professor consiga escolher as ferramentas adequadas de ensino. Assim, pode-se optar por fazer um seminário, indicar uma leitura silenciosa ou pedir para os alunos desenharem mapas e gráficos para aprenderem sobre um determinado assunto.

O Questionário VARK (sigla de "Visual, Auditory, Reading and Kinesthetic") foi desenvolvido por Neil Fleming depois de acompanhar mais de 9 mil aulas diferentes e perceber que apenas alguns professores eram capazes de conseguir a atenção de todos os alunos. Fleming começou a pesquisar, então, sobre como as pessoas preferem receber novas informações. O resultado foi o Questionário VARK, uma lista de 16 perguntas que ajuda o aprendiz a descobrir se ele é do estilo de aprendizagem visual, auditivo, leitura/escrita ou sinestésico.

O questionário pode ser encontrado facilmente, em vários idiomas, com uma rápida pesquisa no Google. Muitos alunos e professores utilizam o teste como uma ferramenta de autoconhecimento e de preparação para aulas. Dessa forma, a teoria de Fleming defende que algumas pessoas aprendem mais através da visão, outras têm a audição como a melhor maneira captar uma nova informação, algumas precisam escrever ou ler para fixar melhor um conteúdo, e outras precisam de uma experiência mais prática - ou sinestésica - para realmente aprender.

Se formos analisar, essa teoria faz muito sentido quando paramos para observar nossas habilidades. Cada indivíduo é único e possui diferentes habilidades, mas normalmente ele possui mais facilidade com uma habilidade ou outra. Por exemplo, uma pessoa pode escrever muito bem mas ter dificuldade para desenhar. Isso seria um indício de que a primeira pessoa aprenderia mais fazendo anotações e a segunda, fazendo ou analisando desenhos e gráficos.

A teoria VARK foi muito difundida principalmente no final dos anos 80 e começo dos anos 90, provavelmente pelo novo posicionamento dos educadores, que buscavam promover a autoestima dos alunos. Dessa forma, o problema não seria o aluno ou o professor em si, mas que o estilo de aprendizagem correto não estava sendo utilizado.

Pesquisas atuais, no entanto, têm destacado alguns indícios de que as coisas não são bem assim. Uma equipe da Universidade de Indiana, coordenada pela Prof. Polly Husmann, aplicou o Questionário VARK em centenas de alunos para determinar qual seria seu estilo de aprendizagem. Eles então desenvolveram estratégias de estudo para cada grupo, baseadas na resposta do questionário. A pesquisa apontou que os estudantes não conseguiram estudar da maneira como teoricamente seria a mais fácil para eles, de acordo com a teoria VARK. Os poucos que seguiram as orientações, não obtiveram nenhuma melhora nos resultados das suas avaliações. Este estudo foi publicado agora, no mês de março, na Anatomical Sciences Education.

Outro estudo, publicado em 2017 na British Journal of Psychology, apontou que os alunos acreditavam que seriam capazes de memorizar melhor as informações que recebiam de acordo com seus estilos de aprendizagem. Alguém mais visual lembraria melhor de uma imagem, alguém auditivo lembraria melhor de um conteúdo narrado, etc. Porém, essa relação não se provou verdadeira nos testes posteriormente realizados. Dessa forma, o "tipo de aprendizagem" na verdade demonstraria apenas uma preferência pessoal, não tendo nenhuma relação comprovada entre preferência e capacidade de memorização.

Outra pesquisa interessante, publicada no Journal of Educational Psychology, não encontrou qualquer relação entre preferência de aprendizado visual ou auditivo e performance em compreensão de textos escritos ou veiculados em áudios. Na verdade, os alunos que foram apontados como visuais obtiveram um melhor resultado nos dois tipos de teste. A conclusão do estudo, no entanto, não é que esses alunos são melhores aprendizes, mas sim que os professores deveriam abandonar as estratégias voltadas apenas para seus aprendizes mais auditivos pois todos se beneficiaram mais das estratégias visuais.

Apesar de entender todo o apelo da teoria desenvolvida por Fleming, eu pessoalmente acredito mais no potencial das novas pesquisas. As pessoas possuem sim algumas habilidades mais evoluídas, mas acredito que todas podem se beneficiar dos diferentes estilos de ensino. Quando conseguimos unir diferentes estímulos, aumentamos o interesse do aluno que, naturalmente, aumenta seu poder de concentração naquele momento. E é esse foco, essa imersão na experiência, que potencializa o aprendizado. O aluno não precisa necessariamente ver, ouvir ou falar para aprender um conteúdo: ele precisa vivenciar aquela questão para realmente entendê-la. O estímulo aplicado não é o determinante, mas sim o seu grau de atenção.

Vejo o Questionário VARK como uma ferramenta interessante, mas não determinante no autoconhecimento para aprendizagem. Vale a pena apostar em diferentes ferramentas de ensino, mas o professor não deve se limitar a uma delas. A variedade traz riqueza para qualquer aprendizagem.

* Luiz Alexandre Castanha é diretor geral da Telefônica Educação Digital – Brasil e especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais

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Michio Kaku prevê pesadelos e coisas boas do futuro

michio_kaku_commons.jpgPor Ethevaldo Siqueira
08/06/2018 - O cientista nipo-americano Michio Kaku é um dos mais conhecidos visionários do futuro tecnológico do mundo. Sua reputação é elevada, como físico, professor e pós-graduado em Harvard e Berkeley. Resumimos a seguir uma entrevista sua ao portal Futurism

Michio Kaku começa por uma advertência sobre os perigos dos drones. O cientista diz que "já dispomos de drones supervisionados até por seres humanos mal-intencionados, que podem dizer ao drone:

— Mate aquele homem.

Isso não é uma mera hipótese, pois, no futuro, o drone poderá reconhecer a forma humana e ter permissão para matar uma pessoa.

Michio Kaku, um dos maiores cientistas que estudam o futuro / Crédito: Wikimedia Commons / SPakhrin

Michio Kaku diz que – por um erro de software ou um curto-circuito – o drone pode até um dia ficar louco e passar a atirar em formas humanas independentemente de quaisquer instruções.

Na visão do cientista, nossa única preocupação séria, hoje, tem que ser com essas máquinas automáticas de matar. Não amanhã, com o máximo de segurança possível. Assim, não teremos que nos preocupar com robôs assumindo o poder."

Cinco previsões

Vejamos agora cinco coisas boas que Michio Kaku prevê para um futuro próximo.

Sobre vida extraterrestre, ele diz que "ainda neste século, faremos contato com uma civilização alienígena logo após captar suas comunicações de rádio."

Sobre Inteligência Artificial, ele lembra que "em mais algumas décadas, os robôs se tornarão tão inteligentes como um camundongo. Em seguida, como um ratão. Logo depois, como um gato, um cão ou um macaco. A partir daí, lá pelo final do século, eles poderão se tornar perigosos e até mesmo substituir os seres humanos.

Sobre a colonização de outros mundos, Michio Kaku afirma que "precisamos assegurar a sobrevivência da humanidade noutros mundos. Ou seja, precisamos de algo como uma apólice de seguro, um plano de backup. Os dinossauros, coitados, não tinham um programa espacial, nem backup. Só por isso é que eles não estão mais aqui. Ninguém está dizendo que devemos deixar a Terra e ir para Marte, mas um assentamento em Marte já é uma possibilidade definitiva.

Sobre o Bitcoin, Michio Kaku diz: "Você não pode deter a moeda virtual. Da mesma forma não nos é possível saber quais serão as coisas que realmente valerão a pena nesse mundo das criptomoedas. Bitcoin é jogo. É uma especulação. No que diz respeito à minha atitude pessoal em relação a isso, digo, não é produtivo. Bitcoin não é uma indústria produtiva."

Sobre carros autônomos ou sem motorista, Michio Kaku prevê que "com o transporte digitalizado da próxima década, os carros sem motoristas, guiados por GPS e radar, vão compartilhar boa parte de nossas rodovias". Acidentes e congestionamentos de trânsito se tornarão coisas do passado. E a boa notícia é que milhares de vidas serão salvas todos os anos."

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A Internet das Coisas movimenta o Agronegócio

abinc_2.jpg11/06/2018 - Bancos privados e governo aceleram em 2018 a ampliação da agricultura digital com investimento estimado em R$ 200 milhões para tornar a Internet das Coisas (IoT), uma ferramenta para a modernização e globalização da economia agrícola e agropecuária

Imagine um cenário rural ligado à internet e funcionando de forma automatizada, onde produtores podem contar com um aplicativo para tomada de decisões mais assertivas na aplicação de fungicidas; onde seja possível acessar, em tempo real, dados sobre as condições climáticas da propriedade a partir de uma estação meteorológica para prevenir a instalação da ferrugem na soja; ou monitorar o ambiente de criação de bovinos para a cultura leiteira por meio de sensores que agregam os dados em uma plataforma de gerenciamento nutricional de animais; até mesmo usar de sensores para captar dados como a umidade das folhas, o pH e a condutibilidade elétrica da água, além da temperatura e da umidade da estufa. Embora pareça algo futurista, isso já é uma realidade atual, viabilizada pelo apoio do BNDES junto com bancos privados a empresas nacionais que estão investindo cerca de R$ 200 milhões em tecnologias de hardware, software e plataformas para a Internet das Coisas e fazem a conectividade cada vez mais presente nos ambientes rurais .

Por meio do programa BNDES IoT, o banco estatal oferece uma linha de crédito de R$ 100 milhões em recursos não reembolsáveis que vai financiar projetos piloto de Internet das Coisas, considerada a próxima fronteira em termos de inovação, pesquisa e desenvolvimento em tecnologias de dispositivos móveis. O agronegócio, por ser um dos setores com maior potencial de desenvolvimento e exploração da tecnologia, será o mais contemplado. A iniciativa vai aproximar produtores rurais, fornecedores de tecnologia e institutos de pesquisa para sanar entraves, como a ausência da conectividade à internet em propriedades rurais.

O conceito de Internet das Coisas para o agronegócio baseia-se na evolução tecnológica dos sistemas de informática ligados à internet e busca a interação entre objetos inteligentes, possibilitando a comunicação entre eles. Assim o tempo do produtor será otimizado e o ganho de informações ao seu dispor sobre a lavoura e/ou criação e seus equipamentos aumenta em volume e eficiência.

Pensando na aceleração da modernização do agronegócio do Brasil e para buscar inserir e adaptar tecnologias de acordo com a realidade de cada região do país, a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) criou um comitê de estudos do IoT no Agronegócio, o comitê de Agricultura Digital, para discutir as vertentes do trabalho agrícola, gargalos, legislações, padrões de interoperabilidade de dados e outros serviços que atendam às necessidades do agro brasileiro. A ideia é reunir empresários para discutir formas de acelerar e baratear o uso e produção dessas tecnologias e ainda fazer o meio de campo entre o mercado e o governo para disseminar nacionalmente os avanços. A iniciativa será inaugurada durante o Agrônomo Digital, maior evento sobre Agricultura Digital do Brasil que acontece no dia 13 de junho, em São Paulo.

"Com os diálogos e investimentos necessários, a Internet das Coisas trará eficiência e soluções baratas para os problemas do campo ao aplicar ações simples que resolvem problemas de solo, clima, controle de pragas, pulverização, produtividade e outros", afirma Flavio Maeda, Presidente da Abinc.

O agronegócio tem uma expressiva participação na economia brasileira. Em 2017, o segmento representou, aproximadamente, 21,59% do PIB, deixando o país em uma notável posição mundial na produção agroindustrial. E esta realidade ainda tem um grande potencial de melhoria com o investimento em novas tecnologias, que prometem aumentar a conectividade em áreas rurais e modernizar o trabalho dos produtores.

O Plano Nacional do IoT e a sua influência no setor agrícola

Iniciado no começo de 2017, o estudo "Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil", que subsidiou o Plano Nacional de Internet das Coisas, realizou um diagnóstico para propor políticas públicas para o tema no Brasil. Após as fases de diagnóstico e aspiração, seleção de verticais e horizontais, investigação de verticais e elaboração de visão e plano, o estudo, apoiado pelo BNDES em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), agora chega no momento de suporte à implantação do plano de ação.

No aguardo de como será o detalhamento das ações dos próximos 5 anos do Plano, bem como o funcionamento dos pilotos, Maeda se mostra otimista com a perspectiva de financiamento para a aceleração do setor, mas pontua que, para ter sucesso, será necessário catalisar a cooperação entre todas as partes, tanto do governo quanto da iniciativa privada. "A missão da Abinc é fazer este plano acontecer para que o avanço tecnológico impacte positivamente o setor agrícola, por isso estimulamos os nossos associados a tomarem a frente e assumirem uma estratégia para tirar as ideias do papel. Dessa forma teremos mais recursos e argumentos para cobrar do governo o cumprimento do que foi acordado em tempo hábil", afirma.

A difusão da nova tecnologia, que promete levar conectividade aos objetos com os quais as pessoas interagem no dia a dia, é considerada parte fundamental da Estratégia Brasileira para a Transformação Digital definida em decreto assinado pelo presidente Michel Temer durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em março de 2018.

O agronegócio foi uma das quatro áreas prioritárias de direcionamento de iniciativas e políticas públicas para o desenvolvimento da IoT no território nacional. A escolha tem como foco aumentar a produtividade e relevância do Brasil no comércio mundial de produtos agropecuários, com elevada qualidade e sustentabilidade socioambiental, além de posicionar o país como o maior exportador de soluções de IoT para a agropecuária tropical. Outros segmentos escolhidos devido à sua relevância para a economia brasileira e por sua agenda de inovação já em curso foram as Cidades Inteligentes, Saúde e Manufatura Avançada.

Estes investimentos prometem movimentar ainda mais o mercado da Internet das Coisas, que em 2016 gerou US$ 1,35 bilhão com uma expectativa de alcançar receitas de US$ 3,29 bilhões em cinco anos, segundo o mapeamento feito pela Frost & Sullivan intitulado "O Mercado industrial brasileiro de Internet das Coisas, Cenário para 2021". A estimativa de receita se refere a hardware (módulo de conectividade e outros componentes), software e serviços diretamente ligados a soluções IoT.

A tecnologia usada a favor do agronegócio

O uso da tecnologia, como a implantação de sensores para captação remota de dados de equipamentos, ambiente ou animais, está ajudando a reduzir custos e aumentar a produtividade no campo. Embora ainda exista muitas limitações a serem resolvidas, o agronegócio brasileiro já é um dos setores mais avançados no uso de sistemas de Internet das Coisas, e o emprego dessa tecnologia está crescendo rapidamente. Segundo o MCTIC, a estimativa é que até 2025 o impacto do uso das soluções nesta área alcante entre US$ 5 bilhões e US$ 21 bilhões, apoiando uma queda de até 20% no uso de insumos agrícolas e alta de até 25% na produção das fazendas, dependendo do grau de adoção que essas tecnologias atingirem.

Os números favoráveis mostram que a IoT é uma importante ferramenta para o aumento da produtividade do campo e da agroindústria, já que traz dados e recursos para a tomada de decisão em diversas áreas. Sendo uma atividade que permeia todas as regiões do Brasil, a agricultura é extremamente importante para o PIB e por isso deve ser fomentada. Para Herlon Oliveira, fundador e diretor da Abinc, e CEO da empresa de agricultura digital AgrusData, o Brasil é um país com potencial para exportar o conhecimento de IoT aplicado ao setor de agro para todo o mundo. "A agricultura brasileira desenvolveu uma permeabilidade à tecnologia e a IoT é uma importante ferramenta para o aumento da produtividade do campo e da agroindústria, trazendo dados e recursos para a tomada de decisão em diversas áreas, desde a logística, gestão de ativos, segurança, medição de parâmetros de produtividade e condições meteorológicas que vão dar subsídios para tomar decisões acertadas na hora de irrigar, colher, adubar e corrigir o solo. Com isso, a redução de custo em algumas culturas pode chegar a 10%", afirma. "Esses serviços também resultam em melhorias como aumento de produtividade de até 15% na produção e redução de 50% no consumo de água e 40% do gasto de energia".

A IoT também é uma solução para a deficiência na conectividade em áreas remotas

Outra questão importante que a implantação da IoT nos ambientes rurais pretende resolver é o problema com a conectividade em áreas mais remotas. Para integrar novas tecnologias àquelas já existentes no campo e utilizá-las para criar soluções rápidas e baratas para o produtor, é preciso solucionar problemas de indisponibilidade de conectividade 3G/4G nos serviços de telefonia móvel, a lentidão da conectividade de internet residencial, a indisponibilidade de banda larga na capacidade desejada, queda de chamadas de voz na telefonia móvel e baixa penetração dos serviços dos provedores nas propriedades rurais.

Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC)

A ABINC foi fundada em dezembro de 2015 como uma organização sem fins lucrativos, por executivos e empreendedores do mercado de TI e Telecom. Tem como objetivo incentivar a troca de informações e fomentar a atividade comercial entre associados; promover atividade de pesquisa e desenvolvimento; atuar junto às autoridades governamentais envolvidas no âmbito da Internet das Coisas e representar e fazer as parcerias internacionais com entidades do setor.

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Veja aonde chega a sofisticação do áudio high-end

audio_high-end_1.jpgPor Ethevaldo Siqueira
08/06/2018 - Olhe bem para a primeira foto. Ela mostra um CD player ultra-luxuoso fabricado pela Metronome Technologie, uma empresa francesa, que eu vi (e ouvi tocar os melhores CDs clássicos) em Las Vegas em janeiro passado. Seu preço: 35.000 dólares. Na segunda foto, outra versão dessa super máquina, dentro de uma caixa transparente para evitar o pó do ar. A terceira foto mostra um toca-discos analógico Thorens, para os LPs de vinil, de alta qualidade.

audio_high-end_2.jpgHá coisas na vida que não estão ao alcance nem da classe média alta, nem, às vezes, de ricos. No caso do som de super alta fidelidade, é isso que acontece. Da mesma maneira que ocorre com quem ama super câmeras fotográficas, carros esportivos, iates e muito mais coisas.

Minha paixão é música e som da mais alta fidelidade. Se eu fosse bilionário, com certeza compraria todos esses leitores de CDs (Metronome Kalista CD Player) e de LPs para integrá-los no mais sofisticado sistema de áudio high-end com amplificador Mackintosh valvular, caixas acústicas do mesmo padrão e todos os demais componentes, entre os quais um toca-discos analógico super high-end (como o Thorens) para os mais recentes LPs, por um preço parecido com o do Metronome Kalista CD player. Como vocês sabem, o som analógico de super LPs de vinil voltou, agora para deixar malucos os audiófilos mais exigentes do planeta (aliás, só os que puderem pagar por tudo, os bilionários-audiófilos).

audio_high-end_3.jpgEm resumo, eu poderia ter um sistema de áudio completo, de puro sonho, para ser instalado numa sala especial, com acústica previamente planejada. O preço total do sistema dream-audio talvez chegasse a US$ 150.000. Ou quase R$ 600.000.

Como não tenho essa grana toda, minha única alegria nessa área foi ouvir Mozart, Bach e Beethoven numa sala de demonstração do Hotel Venetian em Las Vegas, por ocasião do CES 2018, em janeiro. Passei duas horas numa espécie de céu da música mais pura que meus ouvidos já ouviram. E voltei para casa, para minha simplicidade tecnológica tradicional.

 

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