Mercado de Bitcoin vai do zero ao infinito!

bitcoin.jpg*Por Guto Schiavon
24/01/2018 - Para fazer uma analogia entre o passado e o presente, é necessário entender como funciona o sistema financeiro tradicional, que nada mais é do que a junção mundial de acordos jurídicos, instituições e agentes econômicos formais e informais que, em conjunto, facilitam as transações internacionais de capital financeiro para fins de investimento e financiamento do comércio.

Desde sua criação no fim do século XIX, durante a primeira onda de globalização econômica, sua evolução é marcada pelo estabelecimento de bancos centrais, tratados multilaterais e organizações intergovernamentais visando melhorar a transparência, a regulamentação e a eficácia dos mercados internacionais. Ao longo dos anos, nossa sociedade evoluiu no pensamento, na medicina, na ciência e principalmente na inovação tecnológica, seja por meio do boom dos aplicativos ou novidades que alteraram nossa forma de se relacionar com o mundo.

Em 2009, um programador ou um grupo que utiliza o pseudônimo Satoshi Nakamoto, criou a criptomoeda bitcoin, que hoje é considerada a primeira moeda digital mundial descentralizada e responsável pelo ressurgimento do movimento do sistema bancário livre. Com a sua invenção, a intenção era que as pessoas tivessem uma alternativa ao modelo tradicional financeiro utilizado atualmente.

Crescimento

2017 foi uma data de grande surpresa para os investidores da moeda. Neste ano, não se imaginava um crescimento de 1900% no preço da criptomoeda, que em sua criação valia zero e só em 2010, começou a ser comercializada por U$0,39. E é por este motivo que podemos afirmar que o bitcoin vai do zero ao infinito por sua trajetória de evolução sem limite de teto, presente há nove anos no mercado mundial.

Além do aumento na procura, foram apresentadas discussões calorosas sobre a escalabilidade da moeda, passando por Segwit (Segregated Witnesses), que visa melhorar o tamanho das transações, Lightning Network, que aumentará a escalabilidade do bitcoin, e aumento de bloco, que acabou gerando forks, como o Bitcoin Cash.

Durante o ano passado, a grande valorização se deu por conta de regulações pró-mercado como anúncio feito pelo governo do Japão, que passou a regulamentar o investimento com abertura de mercado da moeda de forma nacional, e também de medidas restritivas, como houve na China, que possuía grande parte do mercado de investidores da moeda migrados para ilha japonesa. No Brasil, por exemplo, o mercado de bitcoin transacionou cerca de R$8,2 bilhões. Só a nossa empresa foi responsável por 48% destas transações. A expectativa é que esse número cresça mais de dez vezes, podendo chegar a R$100 bilhões nos próximos anos.

O risco do investidor

Podemos dizer que o risco do investidor vem diminuindo ano a ano, e isso é comprovado pelo volume de transações realizadas por todo o mundo. O bitcoin ainda é um investimento de alto risco devido a sua volatilidade, mas com o passar dos anos esse parâmetro vem diminuindo com o aumento da base de usuários e adoção de novos segmentos, desde a negociação em mercados tradicionais quanto ao uso do blockchain. Outro exemplo prático é a aceitação. No Brasil, por exemplo, até dupla sertaneja aceita bitcoin como forma de pagamento. Nos EUA, o setor imobiliário aderiu pagamento via moeda digital. Atualmente, diversas empresas criam sistemas de pagamentos em bitcoin dando evidência de que o investimento já está incorporado na sociedade mesmo de forma lenta.

Todo esse cenário de crescimento da criptomoeda, faz com que nossa empresa se prepare para um crescimento mínimo de 500%, o que reflete uma projeção até no quadro de funcionários da startup. Antes tínhamos cerca de 30 colaboradores e hoje estamos caminhando para 300.

Diante disso, esperamos que o Segwit seja largamente adotado, diminuindo as taxas de rede, além das soluções de Lighning Network que estão sendo testadas. Com ambas as tecnologias, o bitcoin deve alcançar uma escalabilidade e taxas muito menores, melhorando a vida dos usuários para uma melhor adoção do mercado. Em relação ao preço, não temos como prever, mas acreditamos que com as melhorias e com a aquisição de novos segmentos, o bitcoin continue sendo o investimento do ano.

Diante disso, esperamos que o Segwit seja largamente adotado, diminuindo as taxas de rede, além das soluções de Lighning Network, que estão sendo testadas. Com ambas as tecnologias, o bitcoin deve alcançar uma escalabilidade e taxas muito menores, melhorando a vida dos usuários para uma melhor adoção do mercado. Em relação ao preço, não temos como prever, mas acreditamos que com as melhorias e com a aquisição de novos segmentos, o bitcoin continue sendo o investimento do ano.

Para finalizar, acredito que o ponto chave será a regulamentação da moeda, que deverá vir ainda em 2018. Embora a criptomoeda tenha alcançado credibilidade no mundo financeiro, um dos gargalos são as altas taxas e a lentidão de confirmação da transação, que traz desconforto para os usuários. Tenho certeza que com toda essas novidades, a escalabilidade do bitcoin irá melhorar, ajudando-o a se tornar de fato uma rede de pagamentos segura.

* Guto Schiavon é sócio fundador da FOXBIT, uma das maiores corretora de bitcoins do Brasil.

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39% dos CEOs brasileiros apostam em recuperação

tech-trends.jpg23/01/2018 - Pesquisa da PwC aponta que executivos no Brasil são os mais otimistas do mundo em relação a melhoras no cenário econômico

Os líderes empresariais brasileiros são os mais otimistas do mundo em relação à recuperação econômica: 80% acreditam na melhora da economia global nos próximos 12 meses. O otimismo, no entanto, não se reflete na mesma medida para as expectativas de faturamento de suas empresas, com apenas 39% dos executivos confiantes num aumento das receitas em curto prazo. Para os próximos três anos, as expectativas são melhores: 54% preveem crescimento das receitas. No cenário internacional, os três países que, na opinião dos CEOs, serão mais estratégicos para os negócios das empresas brasileiras são Estados Unidos, China e Argentina, respectivamente.

Os números foram revelados pela 21ª Pesquisa global com CEOs da PwC (21st Annual Global CEO Survey), que ouviu quase 1.300 líderes de empresas em 85 países. Em todo o mundo, 57% dos CEOs acreditam na melhora no cenário econômico nos próximos 12 meses e 42% preveem crescimento nas receitas das empresas nos próximos 12 meses.

"O otimismo em relação ao futuro é reflexo da recuperação econômica nas principais economias do mundo e os CEOs acreditam que este movimento deve se refletir positivamente em seus negócios. Para crescer neste contexto, as empresas devem estar alinhadas com as novas demandas da sociedade, tornando-se mais relevantes para seus stakeholders nos próximos anos", explica Fernando Alves, sócio-presidente da PwC Brasil.

Para 7% dos executivos ouvidos na pesquisa globalmente, Brasil e França estão entre os três países mais importantes na estratégia de crescimento de suas empresas. Estados Unidos (46%), China (33%), Alemanha (20%) e Reino Unido (15%) estão no topo da lista.

Crescimento no Brasil

O crescimento dos negócios, segundo os CEOs, se dará pelo crescimento orgânico (87%), redução de custos (83%) e parcerias com empreendedores ou startups (70%). No Brasil, 65% dos líderes pretendem fazer novas alianças estratégicas e 46%, fusões e aquisições para ampliar a rentabilidade dos negócios.

Dos CEOs entrevistados, 59% estão extremamente preocupados com a oferta de talentos com domínio de habilidades digitais e 35% têm planos de aumentar o quadro de funcionários das suas companhias nos próximos 12 meses. Globalmente, 54% dos executivos devem ampliar sua força de trabalho; na América Latina, 43% esperam ampliar seus quadros de colaboradores.

Em relação às principais ameaças ao crescimento dos negócios, 91% dos executivos brasileiros citam a falta de infraestrutura, 78% o excesso de regulação e 76% o aumento da carga tributária. Medidas populistas (67%), as mudanças nos hábitos de consumo (67%), velocidade das mudanças tecnológicas (72%) e ameaças cibernéticas (59%) também constituem dificuldades para as perspectivas de crescimento das empresas.

Desafios globais

Globalmente, as incertezas geopolíticas são citadas por 85% dos CEOs como uma das principais ameaças para as companhias. O excesso de regulação (83%), as ameaças cibernéticas (80%), o crescimento da carga tributária (78%), o terrorismo (77%), o populismo (77%) e o protecionismo (76%) constituem as principais barreiras para o crescimento das empresas em todo o mundo.

Os setores da economia mais confiantes com o crescimento dos negócios nos próximos 12 meses são: tecnologia (48%), serviços às empresas (46%) e farmacêutica (46%).

"O otimismo dos CEOs sobre a economia global está sendo impulsionado pela força dos indicadores econômicos. Com o crescimento acelerado do mercado de ações e a previsão de alta do PIB na maioria dos principais mercados em todo o mundo, não é surpresa que os CEOs estejam tão entusiasmados", afirma Bob Moritz, chairman global da PwC.



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"Algumas pessoas vão viver no ambiente paralelo"

jobs_2.jpg23/01/2018 - O coordenador do MBA em Marketing Digital da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Miceli, adverte que com a evolução da tecnologia surgirão pessoas que não serão apenas desempregadas, mas que não serão empregáveis, constituindo uma parcela improdutiva da sociedade. O especialista aponta que esse grupo poderá ser sustentado por um sistema de renda básica universal.

"Serão pessoas que não vão conseguir encontrar um espaço na sociedade que emerge. A tecnologia vai forçar o nascimento de novas profissões baseadas em novas habilidades, como análise de dados e programação", analisa André Miceli.

O especialista ressalta que os Millennials (geração nascida nos 90 ,também conhecidos como Geração Y) possuem uma relação diferente com o "ter", ao contrário da Geração X. Miceli explica que esse é o motivo da força e o surgimento de cada vez mais empresas de compartilhamento. "Segundo o escritor Yuval Noah Harari - autor do artigo "O Significado da Vida em um Mundo sem Trabalho" -, eles serão "inúteis", pois não produzem e não querem nada. Com isso, é muito provável que muitos deles vivam um ambiente paralelo. Eles vão jogar online e ficar nas redes sociais. Sempre imersos a uma realidade virtual", explica o professor da FGV.

André Miceli, no entanto, lembra que o comportamento online reproduz atitudes ancestrais. Para ele, a necessidade de pertencimento, julgamento e compartilhamento de cultura serão sempre replicados no meio online. "As redes sociais serão palco para que continuemos a manifestar aspectos culturais que fazem parte do nosso gene. Queremos pertencer a uma tribo, fazer parte de grupos. Isso nos torna mais fortes. Outro ponto é o julgamento. Julgávamos para conseguir sobreviver. Lembro que, no Brasil, os jovens passam diariamente, em média, 3 horas por dia navegando na internet e estatísticas revelam que, entre os brasileiros de 16 a 24 anos, este número, certamente, vai aumentar bastante", observa.

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Dez principais tendências de BI para 2018

iot_visa.jpg*Por Eduardo Schvinger
04/01/2018 - Toda empresa – desde startups emergentes até as organizações globais – precisa lidar com um número incalculável de dados, e a necessidade de desenvolver um método eficaz para gerenciar esta demanda tem sido um grande ponto de discussão. Por isso, a maioria das companhias tem implementado soluções de Business Intelligence (BI) com o objetivo de elevar e acelerar decisões direcionadas por dados.

Veja as 10 tendências mais relevantes para ter em mente para o próximo ano, de acordo com a Tableau:

Não tenha medo da Inteligência Artificial

Automatizar tarefas simples, que dependem de mão de obra intensiva, como matemática básica, garante aos analistas ganho de tempo para pensar estrategicamente sobre implicações comerciais de suas análises e planejar os próximos passos. Além disso, a IA ajuda o analista a permanecer no fluxo de seus dados. Sem precisar parar números decisivos, os analistas podem fazer as próximas perguntas para se aprofundarem na análise. É inegável o potencial da máquina, mas é fundamental reconhecer que ela deve ser adotada quando há resultados claramente definidos. Embora possa haver a preocupação do profissional ser substituído, a automatização pode ser a grande aliada do analista, tornando-o mais preciso e impactante para os negócios.

Aposte no processamento da linguagem natural

O Gartner prevê que até 2020 50% das consultas analíticas serão geradas por meio de pesquisa e processamento de linguagem natural (NLP, sigla em inglês) ou voz. A NLP capacitará pessoas a fazerem perguntas mais detalhadas sobre os dados e receberem respostas relevantes que as levem até as melhores decisões. Simultaneamente, os desenvolvedores e engenheiros darão maiores passos ao explorar como a PNL é utilizada, examinando como as perguntas são feitas. O maior desafio e melhor ganho será o de enfrentar ambiguidades e entender os diversos fluxos de trabalho. A oportunidade surgirá, não da colocação da NLP em todas as situações, mas tornando-a disponível nos fluxos de trabalhos corretos para que se torne uma segunda natureza aos que a utilizam.

O futuro da governança de dados depende de contribuições coletivas

A medida em que a análise de autoatendimento se expande, um funil de perspectivas e informações valiosas inspira formas inovadoras de implementar a governança. Governança é muito mais sobre o uso da sabedoria de um grupo de pessoas para obter os dados certos para as pessoas certas, do que sobre bloquear dados para um grupo de indivíduos. As estratégias de BI e de análise devem abraçar o modelo moderno de governança em 2018: os departamentos de TI e engenheiros de dados farão a curadoria e a preparação das fontes de dados confiáveis e, com o serviço autônomo, os usuários finais serão livres para explorar dados confiáveis e seguros.

O debate sobre múltiplas nuvens continua

Segundo a Gartner, uma estratégia de multi-nuvem se tornará comum para 70% das empresas até 2019. Ao passo que as empresas se preocupam cada vez mais com a vinculação de uma única solução herdada, avaliar e implementar um ambiente multi-nuvem pode determinar quem oferece o melhor desempenho e suporte para cada situação. No entanto, enquanto a flexibilidade pode ser uma vantagem, essa abordagem aumenta o custo indireto ao dividir as cargas de trabalho entre provedores e forçar desenvolvedores internos a aprenderem sobre várias plataformas. Com a adoção multi-nuvem em ascensão, as companhias devem avaliar sua estratégia e medir a adoção, uso interno, demandas de carga de trabalho e custos de implementação para cada plataforma.

A ascenção do Chief Data Officer

Análises de dados estão se tornando cada vez mais relevantes para as organizações, mas em alguns casos, há um atrito entre o CIO e a empresa devido a uma incompatibilidade entre o ritmo em que as informações são criadas e as exigências de segurança e governança dos dados. Com isso, o C-Suite está se tornando responsável pela criação de uma cultura de análise. Para muitos, a nomeação de um Chief Data Officer (CDO) ou Chief Analytics Offices (CAO) para liderar a mudança de processos de negócios, superar barreiras culturais e comunicar o valor da análise em todos os níveis, é a resposta para esta questão. O papel do CDO/CAO é focado em resultados e eles garantem que há conversas proativas de nível C acontecendo sobre como desenvolver uma estratégia de análise desde o início.

A "Localização das Coisas" vai guiar a inovação em IoT

Como uma subcategoria da IoT, a "localização das coisas" abrange os dispositivos que detectam e comunicam posição geográfica. A captura desses dados permite ao usuário considerar o contexto adicional da localização de um dispositivo ao avaliar a atividade e os padrões de uso. Esta tecnologia pode ser usada para rastrear recursos, pessoas e, até mesmo, interagir com dispositivos móveis como smartwatches ou crachás para fornecer experiências personalizadas. Ao que se refere à análise de dados, os números baseados em localização podem ser vistos como uma entrada x saída de resultados. Se os dados estiverem disponíveis, o analista pode incorporar essa informação para entender o que está acontecendo e o que ele deveria esperar acontecer.

Vulnerabilidade leva a um aumento no seguro de dados

Para a maioria das empresas, os dados são um ativo comercial essencial. Como temos acompanhado, por meio de brechas de dados recentes e proeminentes, uma ameaça pode ser devastadora e causar danos irreparáveis à marca. A transformação de dados em commodity significa que o valor da companhia só aumentará e, em última análise, levará novas questões e discussões sobre como essa matéria-prima impulsionará as empresas a maiores vantagens. E como qualquer bem de uma companhia, não é bom que seja roubado. Por isso, procure por empresas que investem com sabedoria em cibersegurança para garantir que este bem esteja protegido.

A função do engenheiro de dados ganhará mais importância

Os engenheiros de dados estarão cada vez mais conectados ao movimento de usar os dados para tomar melhores decisões de negócios. Entre 2013 e 2015, o número de engenheiros de dados mais do que duplicou. Em novembro de 2017, já existiam mais de 3500 posições abertas para "engenheiro de dados" no LinkedIn, indicando a crescente demanda por esta especialidade. Responsáveis por toda a extração de dados fundamentais do negócio, à medida que a taxa de dados e capacidade de armazenamento aumenta, alguém com grande conhecimento técnico dos sistemas torna-se crucial.

O impacto humano das artes liberais no setor da análise de dados

Com as plataformas tecnológicas mais fáceis de serem usadas, o foco em especialidades tecnológicas diminui. Afinal, todos podem usá-las sem precisar de habilidades técnicas profundas, uma vez que se fazem necessárias. Mas é aí que pessoas com conhecimentos mais amplos, incluindo os artistas liberais, entram. Eles podem gerar impacto em indústrias e organizações que sentem falta de profissionais de dados. A priorização da análise de dados colocará esses profissionais em posições de ajuda às companhias que querem ganhar vantagem competitiva. E, à medida que a análise evolui para capturar arte e ciência, o foco passará de, simplesmente entregar dados, para elaborar histórias orientadas por dados que influenciem as decisões.

Programas de ciência e análise de dados em universidades

Em 2017, pelo segundo ano consecutivo, "cientista de dados" ganhou o primeiro lugar no ranking anual da Glassdoor dos melhores empregos na América. E, um relatório recente da PwC e do Business-Higher Education Forum, revelou que até 2021, 69% dos empregadores preferirão candidatos a emprego com ciência de dados e habilidades de análise. Por sua vez, a urgência de preencher um funil de entusiastas de dados altamente qualificados é fundamental. No Brasil, algumas universidades como Fundação Getúlio Vagas (FGV) e Fundação Instituto de Administração (FIA) lançaram cursos para promover habilidades de dados, incluindo MBA, Mestrado e cursos de especialização em Ciência da Informação.

*Eduardo Schvinger é diretor da Tableau Brasil

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Como será o Brasil e o mundo em 2018?

prediction.jpg20/12/2017 - O ano de 2018 promete diversos movimentos positivos que mudarão o cenário econômico e tecnológico do Brasil e do mundo. Análises apresentadas pelos especialistas Ricardo Amorim, Arthur Igreja e Allan Costa, da plataforma AAA, indicam que a economia brasileira estará mais forte no próximo ano, estimulada pela geração de emprego e as taxas de juros mais baixas.

"Vamos crescer novamente em 2018, mais do que todo mundo imagina. A expectativa é de um crescimento maior do que 2%. Desde abril de 2017 até agora, tivemos mais de 2,3 milhões de empregos gerados", afirma Ricardo Amorim. Segundo ele, os impulsionadores serão a volta da confiança do empresariado e uma melhor distribuição de crédito.

Tecnologia

Para Arthur Igreja, o ano que vem deve ser marcado pela chegada da onda de conexão 5G, o que significa uma velocidade de transmissão de dados 100 vezes maior do que temos atualmente. "Isso favorecerá que muitas tecnologias já existentes funcionem melhor e se expandam, por exemplo, internet das coisas, vídeos em alta definição e a realidade virtual. Esse movimento já teve início nos Estados Unidos e Europa. No Brasil deve começar a se tornar mais presente em 2019", explica.

A Inteligência Artificial (AI) chegará com mais força para se destacar em diversos tipos de negócios, principalmente no uso aliado à criatividade. A tecnologia vai chegar às escolas para conectar o ensino com o que está acontecendo no mundo. No varejo, haverá uma maior interação das lojas com a realidade aumentada. "Veremos uma grande mudança de percepção. As formas de pagamentos estarão ainda mais centralizadas no celular. O autoatendimento será mais utilizado", completa Igreja.

Inovação, Carreiras e Startups

Para Allan Costa, as startups continuarão sendo um tema muito abordado em 2018, porém, com mais consistência. Surgirão novas oportunidades de negócios, com destaque para o mercado de investimentos. "O grande diferencial será entregar ideias concretas. No próximo ano, teremos os aportes das criptomoedas em startups", enfatiza.

Em termos de inovação, o especialista afirma que um dos maiores desafios nas empresas, independentemente de porte ou segmento, é a criação de processos efetivos de inovação de uma maneira sustentável e com geração de diferenciais competitivos para as organizações contemporâneas. "Será importante dar uma atenção maior ao tipo de cultura empresarial que está sendo desenvolvida dentro de uma companhia para dinamizar os negócios. O impacto inovador está nas pessoas e isso não pode ser copiado por nenhum concorrente", comenta o especialista.

Bitcoin e Criptomoedas

O que acontecerá com o bitcoin em 2018? Para Arthur Igreja, as previsões estão todas erradas. Segundo ele, nos últimos 30 dias, a valorização da moeda virtual foi mais de 300%. Atualmente, mais de 1 milhão de brasileiros estão envolvidos com o bitcoin. As perspectivas em 2016 eram de que, de forma otimista, o bitcoin chegaria aos US$ 2,1 mil. Porém, ao final de 2017, a moeda está valendo US$ 18 mil.

"Não faltam argumentos para acreditar que vivemos a fase da mania em razão da geração rápida de valor. O risco maior do investimento diz respeito à desinformação. É fundamental se informar sobre o assunto e estar preparado para o risco. O somatório das criptomoedas representa em 2017 pouco mais de 0,5% do dinheiro em circulação no mundo. O uso dobra a cada 12 meses, o que cria uma perspectiva de que 50% da população usará criptomoedas daqui a 9 anos. O crescimento é tão veloz que estamos a meros 4 anos de ver as criptomoedas superarem o total de dinheiro em circulação na economia", finaliza.

Sobre os especialistas

Ricardo Amorim: Economista mais influente do Brasil de acordo com a revista Forbes e debatedor do Manhattan Connection. Único brasileiro na lista dos mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil, segundo a revista Forbes. CEO da Ricam Consultoria, colunista da Gazeta do Povo e da revista Istoé e investidor-anjo.

Allan Costa: Graduação em Gestão Avançada pela Harvard Business School, MSc em Tecnologia e Gestão da Mudança pela Universidade de Lancaster (UK), Mestre em Administração de Empresas pela FGV, MBA pelo IBMEC. Vinte anos de carreira executiva. Autor de "60 Dias em Harvard", palestrante, investidor-anjo e mentor de startups.

Arthur Igreja: Masters em International Business pela Georgetown University (EUA), Masters of Business Administration pela ESADE (Espanha) e Mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV. Pós-MBA e MBA pela FGV. Certificações executivas em Harvard e Cambridge. Atuação profissional em mais de 25 países. Palestrante e investidor-anjo.

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Musk quer lançar um foguete Tesla a Marte

musk_marte_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
12/12/2017 - Em sua edição de ontem (11-12-2017), o jornal Washington Post ironiza os planos de Elon Musk, a quem chama de “eterno brincalhão feliz (ou bobo alegre)” de lançar um carro Tesla S em seu foguete Space-X.

Saiba mais aqui (se for assinante do jornal Washington Post)

Representação artística do que seria um lançamento de foguete Falcon Heavy / Crédito: SpaceX

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