Vamos descobrir o que o futuro reserva para IoT?

iot2.jpg*Por Antonio Carlos Brito
19/03/2019 - O ano começa com boas perspectivas na Indústria de TI, que vive um movimento de proliferação de tecnologias disruptivas, que se tornaram, nos últimos anos, um motor propulsor de novos negócios. Estimativas do Gartner apontam que os gastos globais com Tecnologia da Informação chegarão a cifra de US$ 3,76 trilhões em 2019, um aumento de 3,2% em relação a 2018. Entre as inovações que lideram o "ranking de mais desejadas", podemos citar Inteligência Artificial, Machine Learning e Internet das Coisas. Todas essas têm impactos significativos na criação de ecossistemas digitais, mas devemos olhar com atenção para a explosão de objetos conectados e tentar descobrir o que o futuro reserva para IoT.

Em 2022, teremos 20 bilhões de dispositivos conectados à internet. Essa expansão, de acordo análises de Gartner e IDC, será fruto de uma adoção cada vez maior por parte dos consumidores (smartwatches, sensores e atuadores domésticos para conforto ambiental, segurança e eletrodomésticos) e, também, por negócios das mais diferentes matizes (centros de fabricação que emitem alertas de manutenção, equipamentos sincronizados em uma cadeia de suprimentos, georreferenciação e geofencing) e no setor público (smart cities, semáforos, iluminação inteligente, transporte público, controle de inundações, distribuição de eletricidade, gás, águas, e coleta de lixo e de esgoto). O IDC prevê um crescimento anual de 13,6% até 2022, quando o mercado de IoT atingirá US$ 1,2 trilhão.

Apesar das inúmeras perspectivas e do otimismo latente, a legislação atual não cobre todas as falhas do modelo e há preocupação que possamos estar vivendo uma "bolha do IoT": um crescimento muito otimista, pouco regulado, sem as bases para uma estabilização perene.

Preocupações com a segurança

Um dispositivo de IoT gera, a cada segundo, centenas de dados, formando uma verdadeira inundação de eventos nas redes atuais. A latência das redes, ou seja, o atraso de envio de dados de um ponto designado para outro, obriga que os dados sejam tratados, agregados e analisados próximos aos sensores. Hoje há relativamente poucos protocolos padronizados de autorização e autenticação para os dispositivos, assim como regras claras de manutenção e substituição de equipamentos. Da maneira que está, a rede apresenta riscos: e se começam a espionar ou a "drenar" desse mar de dados desprotegidos? Ninguém quer que os dados, no seu estado mais puro, sejam desviados para outras finalidades, da mesma forma que não queremos que invasores tomem conta dos nossos equipamentos.

No Brasil, em 2017, o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) recebeu 830 mil notificações de ataques cibernéticos, sendo que 220 mil foram reportados a partir de dispositivos de Internet das Coisas infectados com os chamados botnets. Outro aspecto importante é a ameaça à privacidade. Com sensores monitorando a vida de todos os equipamentos, devices móveis, termostatos e máquinas de dispensar alimentos, como evitar que seus gostos, preferências e hábitos não sejam igualmente monitorados? Poderíamos criar um ciclo vicioso: quanto mais experiências vivenciarmos ou produtos consumirmos, mais desses itens nos serão oferecidos?

E o futuro?

O crescimento continuará espantoso, a dois dígitos, por algumas décadas. As redes atuais provarão ser pequenas para sustentar a conexão de tantos dispositivos. Há o potencial de criação de mercados nos próximos anos sustentados por esta tecnologia. Haverá a busca por maior padronização dos protocolos de autenticação, autorização, manutenção e substituição de componentes. É possível que teremos que encontrar usos específicos da inteligência artificial aplicadas às redes de IoT sugerindo trocas e limpezas de sensores, por exemplo. A legislação deverá passar por mudanças, para organizar o mercado e torná-lo atraente e perene.

Não precisamos de outra bolha: podemos desenvolver este mercado sobre bases sólidas, com segurança e com benefícios para todos os seus integrantes.

*Antonio Carlos Brito é Sênior Principal, Digital e Value Engineering da Infor no Brasil

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Empresas precisam passar pelo Sputnik Moment

sputnik_moment_2.jpg*Por Ivan Panicio
19/03/2019 - Você já ouviu falar na expressão Sputnik Moment? Esta frase que mescla duas palavras com raízes antagônicas - uma russa e outra inglesa - representa o exato momento em que há a necessidade de avançar com relação ao seu concorrente.

"Data do ano de 1957 na então União Soviética que saiu na frente enviando seu primeiro satélite artificial em órbita, pelo nome de Sputnik 1. Este foi um evento histórico que agradou a muitos, mas desagradou aos EUA que foi pego de surpresa. A partir de então deu-se início a Corrida Espacial durante a Guerra Fria e fez com que os EUA acelerassem seus trabalhos para não ficar atrás em questão de tecnologia espacial e então, em 1969 os EUA conseguiu com sucesso realizar um pouso humano na lua".

Agora que estamos todos devidamente contextualizados, é hora de trazer esta expressão para o mundo dos negócios. Após este episódio, ficou característico aplicar a expressão Sputnik Moment quando um país, sociedade ou empresa, diante de um aparente atraso perante seus concorrentes em relação a tecnologia e desenvolvimento científico, investe em educação, inovação, pesquisa e desenvolvimento proporcionando um salto, colocando-se à frente dos concorrentes.

Este evento histórico ensina muito para quem atua com negócios - principalmente na área tecnológica: Nem sempre o avanço da concorrência representa necessariamente uma perda:
"Por vezes, ela pode e deve ser usada como alavanca para que passemos a investir em desenvolvimento, aperfeiçoamento e saiamos da zona de conforto e então, alcancemos resultados superiores".

Encontrar soluções tecnológicas para superar o seu concorrente é a resposta para o Sputnik Moment de todas as empresas. Como a tecnologia está avançando todos os dias, é possível que o seu concorrente esteja, neste exato momento, desenvolvendo algum aplicativo que pode tirar o protagonismo da sua marca. O melhor é ficar atento sempre e procurar soluções que te façam avançar" conclui Ivan.

*Ivan Panicio é Diretor Comercial Nacional de Alocação da Ewave do Brasil

Sobre a Ewave

A Ewave do Brasil, parte do grupo israelense Ewave, atua no mercado brasileiro desde 2006 sendo um dos principais fornecedores de serviços de soluções de tecnologia do país em desenvolvimento e integração de sistemas, serviços de hunting e alocação de profissionais de TI. A Ewave trabalha em parceria com os principais fornecedores mundiais de plataformas tecnológicas como IBM, Microsoft, Oracle, EMC e VMware além de ser premium partner da IBM, atestando a excelência na entrega de serviços e tecnologias IBM."

 

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Oito tendências para os próximos dois anos

previsao.jpgPor Ethevaldo Siqueira
18/03/2019 - Na última sexta-feira falamos das tendências tecnológicas já consolidadas. Agora, vamos abordar as dos primos dois anos.

1. O salto da comunicação 5G – A partir de 2020, o mundo começará a implantar as primeiras redes comerciais de comunicação celular de quinta geração (5G), que deverá se transformar na “rede das redes”, integrando a comunicação entre pessoas, empresas e objetos ou coisas.

2. Um tsunami de conexões – Em poucos meses, a cada hora, entrarão em ação 1 milhão de novos dispositivos de comunicação móvel ou IoT, para criar bilhões de conexões e de relacionamentos.

3. Como consequência dos bilhões de conexões, o tráfego de dados explodirá –Entre 2015 e 2020, o tráfego de dados móveis deverá crescer 2.000%, um aumento de 20 vezes em 5 anos.

4. Nesse novo cenário, teremos confiar na tecnologia. Em 2020, com 32 bilhões objetos ou dispositivos conectados no mundo, não haverá outra opção senão confiar na tecnologia.

5. Ataques cibernéticos crescerão sempre – Nos próximos cinco anos, bilhão de ataques por dia apenas nos dispositivos móveis de uso pessoal.

6. Mas, dizem os cientistas, os riscos poderão ser  superados benefícios – em especial os serviços que a Internet das Coisas deverá trazer à humanidade.

7. Outra tendência que se confirma é o uso de Drones para tudo – Em 2020, o mundo estará utilizando pelo menos 10 milhões de drones em serviços urbanos de socorro, vigilância e proteção, além de entregas urgentes, jornalismo e documentários.

8. A partir de 2020, o mundo terá novos projetos espaciais –como o Super foguete SLS para viagens a Marte e à Lua, que se tornarão realidade em menos de 10 anos.

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Como a tecnologia pode ajudar a solucionar crimes?

dangerous_website.jpg15/03/2019 - Inteligência artificial e ciência de dados criam novos caminhos para a polícia chegar aos criminosos

Crimes nem sempre são resolvidos. Se não houve flagrante ou evidências claras, a investigação pode se estender por anos e não chegar a uma conclusão. As novas tecnologias, porém, podem ajudar, como ocorreu na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, na qual o histórico de buscas de um dos suspeitos na internet chamou a atenção.

"A Ciência de Dados é utilizada na solução de vários crimes, como roubo de cargas, lavagem de dinheiro e no combate a quadrilhas organizadas. Não somente no país, mas também em crimes internacionais", conta Sérgio da Costa Côrtes, coordenador da graduação em Ciência de Dados e Inteligência Artificial do Centro Universitário IESB. "Você reúne informações digitais e faz um cruzamento de dados bancários, históricos de navegação, dados da receita federal, entre outros", continua.

Com uma grande quantidade de informações disponíveis, o cientista de dados é capaz de fazer uma análise e tirar conclusões capazes de diminuir o leque de possíveis suspeitos ou mesmo apontar o culpado.

"No caso da Marielle, por exemplo, ninguém pegou o crime em flagrante, mas existe um perfil para pessoas que cometem crimes dessa natureza", disse Sérgio. "O assassino era um atirador de elite, pelas evidências que coletaram na cena. Isso faz uma diferença. Você tem centenas de casos anteriores que já foram resolvidos e que apontam perfil de possíveis suspeitos", continua.

Para chegar aos suspeitos de participarem no assassinato de Marielle, por exemplo, a polícia checou os seus históricos de buscas na internet. A investigação apontou que o crime pode ter sido planejado por três meses e os suspeitos pesquisaram os locais frequentados pela vereadora e até o tipo de arma usada no assassinato.

Além da Ciência de Dados, outras áreas da tecnologia podem ser usadas na resolução de crimes, como o processamento de imagens a partir da inteligência artificial.

"A polícia está começando a usar o reconhecimento facial e de objetos como ferramentas de captura dos suspeitos ou identificação de artefatos com o potencial terrorista", disse Max Eduardo Vizcarra, professor do curso de Engenharia de Computação do IESB. "Os algoritmos presentes na literatura hoje não são perfeitos e contam com margens de erro, o que cria a necessidade de acompanhamento por parte dos policiais para interpretar corretamente os dados", completa.

Para o professor, a inteligência artificial e o reconhecimento de dados biométricos – como as impressões digitais e o reconhecimento de íris – serão as principais ferramentas no médio prazo. A China é pioneira nesse campo e monitora mais de 200 milhões de pessoas em tempo real. Por ser uma nova prática, porém, ainda existem fortes discussões sobre os dilemas éticos de se monitorar a população constantemente através de câmeras e algoritmos.

"A inteligência artificial pode ajudar também na análise dos rastros digitais das pessoas, que são agora as principais formas de prevenção e detecção de criminosos em governos do primeiro mundo", conta Max. "Nosso histórico na internet pode ser farejado por meio de algoritmos que geram alertas quando um indivíduo se encaixa em um perfil criminoso, por exemplo, quando ele busca como se produz um explosivo, cria um conteúdo preconceituoso ou faz apologia a ideologias terroristas", finaliza o professor.

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Tecnologia e liderança não são questões de gênero

celeste_frascaroli_aivo.jpg*Por María Celeste Frascaroli
07/03/2019 - Há uma lacuna econômica e cultural entre homens e mulheres: um vasto espaço em que os papéis de gênero governam as oportunidades e os desafios no ambiente profissional. Na área de tecnologia, as distâncias são ainda mais explícitas. Embora haja cada vez mais demanda e sejam geradas mais funções alinhadas com as carreiras em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (disciplinas STEM), a população de mulheres que decide seguir essas carreiras não reflete isso.

De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Girl Scout, 81% das adolescentes manifestam interesse em seguir carreiras STEM, mas somente 13% as consideram como suas primeiras opções. Da mesma forma, na Argentina, meu país de origem, as estatísticas levantadas pela Chicas en Tecnología e pela Medallia revelam que somente 16% dos inscritos em cursos relacionados à programação são mulheres.

Mas não há motivos para nos sentirmos assim e é bom lembrar que a inteligência, as habilidades, o talento e a capacidade não distinguem o gênero. Hoje, a indústria procura abrir as portas e se adaptar para ajudar, assim, as mulheres a entrar nesse competitivo mercado de trabalho e a se tornarem futuras líderes em tecnologia com total igualdade de condições que os homens.

As organizações e o apoio à igualdade

Cada vez mais organizações estão implementando importantes transformações. Mulheres do mundo todo contam hoje com o apoio de instituições como a Women Who Code ou a Laboratoria. A primeira é uma ONG cuja missão é ajudar a criar um mundo onde as mulheres sejam representadas proporcionalmente como líderes técnicas, executivas, fundadoras, investidoras, diretoras de conselhos e engenheiras de computação. A segunda, uma startup latino-americana que recruta jovens mulheres com talento em tecnologia e lhes dá acesso à educação e, posteriormente, ao trabalho no setor digital. A organização ajuda suas alunas a triplicar a renda que possuíam antes de entrar no programa.

Na Argentina também se destaca a Chicas en Tecnología, cuja meta é formar uma nova geração de mulheres inovadoras e desterrar os estereótipos profissionais que durante tanto tempo afastaram as adolescentes das carreiras ligadas a STEM.[1]

Muitas empresas também estão fazendo da igualdade de gênero sua prioridade. Marc Benioff, Co-CEO da Salesforce, investiu entre 2015 e 2017 mais de oito milhões de dólares para eliminar uma lacuna salarial detectada entre seus funcionários de sexos diferentes. Em reconhecimento à sua cultura organizacional inclusiva e diversa, a Fortune e a Great Place to Work elegeram a Salesforce como a empresa com o melhor ambiente laboral para mulheres em 2018.

Cada vez mais empresas percebem também que a liderança não distingue os gêneros. Em um caso histórico, outro de nossos parceiros, a Zendesk, decidiu incorporar três mulheres muito destacadas em seu Conselho Diretor pouco antes de lançar seu IPO em 2014. Assim, a sua equipe de direção de sete pessoas passou a ser formada por quatro homens e três mulheres.

Na Aivo, oferecer as mesmas oportunidades para homens e mulheres é um compromisso desde o primeiro dia. Por sermos uma empresa global de tecnologia e inovação, queremos dar o exemplo. Procuramos equilibrar nossa equipe e promover uma cultura que reconhece o mérito, sem distinção de gêneros. 45% da nossa equipe é formada por mulheres e 41% dos cargos de direção ou líderes de área são ocupados por elas. Além disso, a companhia oferece programas de formação para todos aqueles que querem potencializar suas carreiras, sem distinção, e licença estendida de paternidade.

Como continuar promovendo a mudança?

Com a diversidade, todos ganham: funcionários e empresas. A soma de diferentes habilidades, conhecimentos, personalidades e experiências permite uma melhor compreensão dos diversos segmentos do mercado e dos interesses dos consumidores. O respeito pela pluralidade e a extinção de estereótipos também enriquecem o ambiente de trabalho e as relações entre os funcionários. Além disso, um estudo conduzido pelo Center for Creative Leadership e pela Watermark revela que as organizações com um elevado percentual de mulheres apresenta uma maior satisfação no trabalho, maior dedicação dos funcionários e menor risco de burnout (esgotamento). E tudo isso se traduz em uma melhora significativa da produtividade.

A discriminação e o preconceito não fazem nada além de aumentar as tensões e alimentar um ambiente laboral e social que não fortalece as empresas. Trabalhar pelo respeito, reconhecer as diferenças e promover a diversidade são os primeiros passos.

Para colocar ambos os sexos em igualdade de condições no ambiente laboral, a mudança deve começar por nós. É necessário romper os estereótipos de gênero e tomar consciência dos papéis naturalizados que seguimos inconscientemente.

Quando entrei para a equipe de desenvolvimento da Aivo, em 2015, eu era a única mulher. Ali aprendi a trabalhar constantemente entre homens, adaptando-me, e eles sempre me respeitaram. Hoje, quase 20% da equipe é de mulheres, com planos para aumentar ainda mais nossa participação.

Pessoalmente, sinto-me feliz de trabalhar em tecnologia, onde estamos criando coisas novas o tempo todo. Cada indivíduo contribui de forma única para este setor, independentemente de seu gênero. A verdade é que hoje as mulheres estão ganhando o lugar que merecem na tecnologia, não pelo fato de serem mulheres, mas graças às suas habilidades adequadas para o cargo que ocupam.

Na Aivo, todos compartilhamos a mesma paixão, e a diversidade faz que tenhamos um estilo próprio, com a contribuição que cada um oferece e o modo como os membros da equipe lidam com cada desafio. Isso enriquece e estabelece um marco de trabalho colaborativo, onde todos aprendem continuamente com suas fortalezas e fraquezas.

*Por María Celeste Frascaroli, chefe de produto da Aivo

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Telemedicina: um avanço inevitável para o Brasil

docway.jpg*Por Fabio Tiepolo
19/02/2019 - Após mais de dois anos em debate, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou o uso da Telemedicina no Brasil, por meio da Resolução 2.227/2018. A proposta ainda está aberta a receber sugestões até o dia 7 de abril, especialmente dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), de médicos e de outras entidades interessadas. Oficialmente, a norma só entrará em vigor no mês de maio, mas já está despertando dúvidas e muito interesse por parte das administrações públicas e dos próprios profissionais.

Composta por 23 artigos, a regulamentação traz uma série de princípios e regras que devem ser respeitados. Em tese, ela será permitida após consulta presencial inicial ou se o paciente estiver em locais remotos e de difícil acesso. “À medida que mais pacientes se tornam proativos sobre o uso de tecnologia para gerenciar sua saúde, eles também estarão mais abertos a novas alternativas para se cuidar através da telemedicina. É uma evolução natural dos cuidados de saúde no mundo digital. A cada dia, torna-se mais indiscutível a capacidade que ela tem de melhorar a qualidade, a equidade e a acessibilidade”, diz um texto na Resolução apresentando as razões para introduzir o conceito no país.

É inegável que se trata de um inevitável avanço para a medicina brasileira. Aliás, os principais países do mundo já usam o modelo como uma ferramenta de acesso à saúde e para a redução de custos. Além disso, é uma excelente ferramenta para viabilizar os sistemas de saúde e otimizar o tempo médico, gerando benefícios para todos os envolvidos e colocando o Brasil em linha com as boas práticas adotadas por outras nações.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Towers Watson mostrou que o potencial de economia da Telemedicina nos Estados Unidos seria de US$ 6 bilhões por ano para as empresas. Na Inglaterra, um programa de telemedicina, que envolveu 6 mil pacientes (sendo 3 mil deles com diabetes, problemas cardiológicos ou pulmonares) e 238 médicos, apontou benefícios para todos os envolvidos. Uma redução de, ao menos, 8% nas tarifas e um potencial de queda de 45% nas taxas de mortalidade; de 20% nas admissões por emergências; de 14% nas consultas eletivas; e de 15% no atendimento a acidentes e emergências.

No entanto, não se trata somente de regulamentar e esperar que o sistema funcione de forma adequada. Os médicos precisam se capacitar para dar conta dessa nova demanda: há uma diferença clara entre querer atuar com a telemedicina e saber fazê-la. Nesse sentido, é preciso um treinamento em diversas frentes por parte dos profissionais, como no uso de equipamentos específicos e em aspectos estruturais para o funcionamento adequado, como em informática e no manejo da internet. De alguma forma, o médico precisa criar contingências e meios para que o paciente receba a melhor assistência possível via vídeo.

*Fabio Tiepolo é especialista em tecnologia e ganhou destaque nacional ao lançar o aplicativo médico Docway (www.docway.co).

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