Mercado brasileiro de PCs cresce 15% em 2017

venda_pc.jpg22/03/2018 - Estudo do IDC aponta um volume de vendas de quase 5,19 milhões de unidades no ano passado, contra 4, 5 milhões em 2016; no 4º trimestre, foram vendidas quase 1,48 milhões de máquinas, 21% a mais do que no mesmo período em 2016

A consultoria IDC Brasil anuncia os resultados do estudo IDC Brazil PCs Tracker Q4/2017, que confirmaram a tendência de crescimento registrada nos trimestres anteriores: nos últimos três meses do ano passado, foram vendidas 1,479 milhão de máquinas, 21% a mais do que no mesmo período de 2016. Com esses números, o mercado brasileiro de PCs encerrou o ano de 2017 com um crescimento de 15%, atingindo um total de 5,19 milhões de unidades vendidas. Uma recuperação significativa depois de cinco anos de resultados negativos.

"Foi o primeiro ano de crescimento nas vendas de PCs no país desde 2011, graças a fatores como a liberação do FGTS, que contribuiu para o poder de compra do consumidor, e o melhor Black Friday desde que começou a ser realizado no país, o que se pode creditar a um aumento da confiança do consumidor. As empresas também voltaram a fazer investimentos para atualizar seu parque instalado, e projetos importantes do poder público, antes parados por conta da crise política, foram entregues no final do ano", comenta Pedro Hagge, analista de pesquisa da IDC Brasil.
Do total de PCs vendidos no quarto semestre, 66% foram notebooks (970 mil, 4% a mais que no mesmo período em 2016) e 34% desktops (509 mil, 19% de crescimento em relação ao quarto trimestre do ano passado). Nos resultados anuais, no entanto, o crescimento maior foi dos notebooks, 26%, contra 13% dos desktops.

Em termos de receita, as vendas no último trimestre de 2017 somaram R$ 3,33 bilhões. Em todo o ano, a receita foi de R$ 11,73 bilhões, o que representa um crescimento de 3,3%; o preço médio de um PC caiu 10,5%, de R$ 2524 em 2016 para R$ 2262 em 2017, o que explica a diferença de crescimento em unidades e em receita. A redução nos preços se deve à cotação mais favorável do dólar, além das ofertas que impulsionaram as vendas durante o ano.

Previsão para 2018

As projeções para 2018 indicam um crescimento de 2%, com vendas em torno de 5,3 milhões de máquinas, ainda como reflexo da recuperação da economia e da estabilidade política, do aumento da confiança do consumidor e das empresas, e da demanda reprimida nos últimos anos. "O segmento de PCs é já bem consolidado e maduro, com uma boa penetração de mercado. A tendência é mais de troca de equipamentos para atualização do que compra da primeira máquina, e isso se reflete também no tipo de equipamento vendido – há uma maior preocupação com qualidade e menos procura por produtos de entrada", analisa Hagge, que acrescenta que a tendência do mercado de PCs, no mundo e no Brasil, é de estabilização.

 

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O que falta para os carros dirigirem sozinhos?

smart_cars_2.jpg*Por Rodrigo Mourad
18/03/2018 - Os carros autônomos são apontados como uma das maiores invenções do século. Contudo, por mais que sempre surjam novas notícias dando a impressão de que estamos quase lá e que eles já rodam em algum lugar, ainda não vemos grandes avanços no dia-a-dia. Resolvi explicar um pouco mais sobre o que está acontecendo.

O que estamos desenvolvendo?

São necessários três grandes desenvolvimentos para os veículos autônomos:

Percepção: Os veículos conseguem perceber o que está ao seu redor;

Predição: Os veículos conseguem prever como o que está ao seu redor (percepção) irá se alterar;

Modo de condução: Os veículos conseguem seguir um conjunto pré-estabelecido de regras para se locomover de maneira segura. O modo de condução é provavelmente o módulo mais comentado, mas na prática não é o maior problema que encontramos. Sebastian Thrun, fundador do projeto do Google para carros autônomos, estima que este problema representa apenas 10% do desafio.

Percepção

Nos projetos atuais, os veículos entendem o que está ao seu redor através de câmeras e radares, por exemplo, o LIDAR (um sensor que utiliza pulsos invisíveis de luz para criar um mapa 3D da região). As câmeras são baratas e, com a evolução dos algoritmos de IA, é possível compreender as sinalizações de tráfego, mas os algoritmos ainda tem dificuldade para medir distância e/ou velocidade. O LIDAR, por sua vez, consegue ter alta precisão, mas ainda é extremamente caro e tem dificuldades de lidar com alguns fatores, como por exemplo a neve ou a chuva. A estrutura para o LIDAR atualmente custa dezenas de milhares de dólares, o que torna veículos com a tecnologia bastante caros. O LIDAR que cria imagens como a abaixo.

Atualmente, a maior parte das empresas que trabalham nos self-driving vehicles operam com um misto das três tecnologias - exceto a Tesla que acredita que a melhor solução envolve apenas o LIDAR. Há diversas startups trabalhando atualmente na redução do preço do LIDAR o que pode beneficiar muito a estratégia da Tesla.

Após receber as imagens, softwares embarcados utilizam técnicas de visão computacional para reconhecer o que aquelas imagens realmente querem dizer, matemática semelhante às que a Cobli está testando para ler fotos de bombas de combustível. Em ambos os casos, para o reconhecimento funcionar bem, é necessário um grande volume de dados catalogados para treinar os algoritmos de inteligência artificial por trás do sistema. Startups como a Mighty AI já contam com bancos de dados superior à 300.000 imagens. Como curiosidade, utilizam inclusive imagens de jogos e simuladores de alta fidelidade, como Grand Theft Auto (GTA), para treinar esses modelos.

Conforme mais e mais veículos dotados de sensores de alta precisão passam pelas mesmas situações e compartilham suas "experiências" o aprendizado vai ficando mais fácil e os resultados melhores. Isso é atualmente nomeado como aprendizado de frotas ou fleet learning.

Predição

Focando nos cenários sem neve, em que o LIDAR funciona melhor, ainda encontramos muitos problemas para o funcionamento 100% autônomo. Atualmente, sempre que o software encontra um problema em que não tem confiança na resposta, acontece o chamado "desengajamento", onde a máquina passa a condução para um engenheiro de segurança. O gráfico abaixo mostra um resumo atual de como os principais players estão performando.

Por mais que o desengajamento seja em uma certa medida um fracasso, é através dele que os sistemas aprendem novas situações e ficam cada vez mais robustos.

Possivelmente, mesmo após os veículos autônomos estarem em uso pelo grande público, ainda haverá necessidade de alguns desengajamentos e auxílio de motoristas humanos.

Os graus da evolução

Como a maior parte do desenvolvimento de softwares modernos, os veículos autônomos operam em fases e lançamentos incrementais. Em geral, são divididos em 5 fases:

Nível 1: Assistência básica ao condutor, "piloto automático" ou alertas de direção agressiva são exemplos que já vemos no dia- a-dia. Apenas os dados do veículo em si são analisados neste nível;

Nível 2: O veículo já tem habilidade para começar a reagir ao ambiente. Manter-se dentro da faixa é um dos melhores exemplos. Neste nível, é necessária total atenção de um motorista qualificado a todo momento;

Nível 3: Conhecido como "Assistência condicional", é um nível em que em algumas situações o veículo já é capaz de se dirigir sozinho. A atenção do motorista ainda é crítica, mas em condições mais controladas o veículo possui grande autonomia;

Nível 4: Alta autonomia em cenários específicos. Neste nível os veículos serão capazes de operar normalmente em regiões e situações específicas de curvas, acelerações ou frenagens. Daqui em diante o motorista não precisará mais ficar em estado de total atenção. Google e Uber pretendem ir diretamente para este nível, pois acreditam que níveis com muita necessidade de supervisão são mais perigosos.

Exemplo disso é o motorista do Tesla Model S, nível 2, que morreu após não conseguir reagir a tempo aos alertas de seu veículo e tomar controle.

Nível 5: Autonomia total. Este é o objetivo final. Aqui não é necessário um volante ou pedais. O veículo faz tudo sozinho. Sempre.

Expectativas do futuro

Os veículos autônomos terão um custo por quilômetro mais barato do que os atuais, o que claramente é uma das grandes forças que impulsionam o seu desenvolvimento. Estima-se que a segurança será muito maior, na casa de 1% dos acidentes do que os humanos geram. A Waymo, por exemplo, já dirigiu mais de 6 milhões de quilômetros e os únicos acidentes que ocorreram foram por culpa de motoristas em outros veículos.

No gráfico à esquerda, há uma estimativa do banco UBS sobre os custos:

Na prática, o custo por km é inferior a metade de um carro privado atualmente. Isso pode incentivar cidades a construírem regiões específicas feitas para viabilizar veículos autônomos. Como “trilhos” que facilitariam e aumentariam muito o uso de veículos com níveis de autonomias menores.

Consultorias como a BCG estimam que em 2035 cerca de 80% dos veículos já serão autônomos. Com isso, é estimado que apenas nos EUA haveria uma economia de 30 bilhões de horas por ano. Horas estas, que hoje são gastadas no trânsito, dirigindo, procurando vaga, procurando o carro...

Considerando a situação como um todo, tivemos muitos avanços na tecnologia. No entanto, ainda há um longo caminho para que os veículos funcionem sozinhos. No mais, qual será o impacto na legislação e na sociedade?

*Rodrigo Mourad é sócio da Cobli, startup especializada em controle de frotas, telemetria e roteirização


 

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Rumo ao controle de gestos, como o do Minority Report

sony_gestos.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Stephen Shankland, do CNET
12/03/2018 - Acredite: o controle por meio de gestos como o do filme ’Minority Report' está prestes a tornar-se realidade. O projetor portátil da Sony pode agora ser controlado por gestos das mãos no ar, graças às tecnologias de visão artificial. Prepare-se para acenar ao seu painel do carro até 2020.

Se você precisa dizer a um dispositivo digital o que fazer, mas não pode usar um teclado, sua voz é a primeira opção que vem à mente. E você pode usá-la por meio de telefones, de assistentes digitais e de alto-falantes inteligentes.

O projetor Xperia Touch usa um sensor de infravermelho para transformar superfícies em uma tela de toque virtual, mas a tecnologia EyeSight permitirá o controle gestos no ar / Crédito: Sony Mobile

O grande avanço agora são os olhos digitais, além de ouvidos digitais, que alguns dispositivos estão recebendo. Essas tecnologias visuais são uma nova abordagem do problema de uma startup israelense. A visão reduz principalmente os esforços anteriores feitos pelas indústrias para desenvolver e implementar a tecnologia de reconhecimento de gestos em telefones, TVs e PCs. Mas tem um novo ângulo no mercado: serão os dispositivos conectados em casas e carros.

Nessa segunda-feira (12 de março 2018) a Sony deverá anunciar o desenvolvimento de tecnologia visual em um projetor interativo portátil chamado Xperia Touch. O dispositivo já pode projetar uma imagem em uma parede ou outra superfície e, em seguida, usar sensores de luz infravermelha para ver como você está interagindo com a imagem em que a superfície – ao fatiar frutas em Fuit Ninja ou tocar no teclado de piano virtual, por exemplo.

A atualização da visão agora permitirá que você controle o conteúdo de uma distância, sem tocar na superfície projetada da imagem. Pense no que fazia Tom Cruise no filme "Minority Report. "

O projetor Sony Xperia lança seus feixes de luz tanto sobre uma tela quanto em qualquer superfície. Você talvez já esteja familiarizado com a tecnologia de gestos como no software do controlador de vídeogame Kinect da Microsoft, mas a tecnologia ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar amplamente outros dispositivos de computação.

A adição de controle de gestos no Xperia Touch mostra que a indústria tecnológica ainda tem que trabalhar duro para encontrar uma maneira melhor, mais natural para interagirmos com nossos dispositivos. Teclados e mouses não mostram sinais de desaparecimento, mas eles não podem trabalhar em todas as situações.

Em carros também

"O EyeSight é particularmente disparado sobre sua interface de detecção de gestos para uso em nossos carros cada vez mais carregados de tecnologia. As posições da mão e o movimento podem ser mais fáceis e confortáveis de usar do que uma tela de toque sem textura em que um motorista tenha que olhar para usar", diz Gideon Shmuel, executivo-chefe da EyeSight.

"Com seu dedo, você pode fazer um pequeno círculo de movimento para a direita ou para a esquerda para aumentar o volume para cima e para baixo," diz ele. Você pode mostrar um dedo para chamar a casa, dois dedos para ligar para o seu escritório ou manter a palma plana para responder a uma chamada recebida.

Saiba mais aqui

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Tecnologias auxiliam a comunicação das empresas?

seal_telecom.jpg08/03/2018 - Dificuldade em propagar informações aos colaboradores simultaneamente, elevado custo com deslocamento para a realização de reuniões e a falta de tempo para a resolução das pendências que ocupam o dia a dia dos trabalhadores, são só alguns dos obstáculos que as organizações enfrentam. No entanto, essas preocupações podem ser evitadas com a implementação de soluções de Comunicação Unificada, também conhecidas como Unified Communications (UC) – conjunto de ferramentas que integram diversos sistemas de comunicação em tempo real, resultando em uma única interface para o usuário final.

A fim de auxiliar as empresas a escolherem as soluções mais adequadas para as suas operações, aliadas à melhoria na gestão dos colaboradores, Cristiano Felicissimo, diretor de Pré-vendas da Seal Telecom - multinacional brasileira de engenharia de projetos que agrega tecnologias inovadoras para o desenvolvimento de projetos eficientes e economicamente competitivos – lista a seguir algumas dicas.

Videoconferência – Sua empresa possui filiais em diversos estados do Brasil e, ao menos uma vez ao mês, precisa reunir diversos representantes para alinhar as estratégias do negócio e validar ações? Certamente essa reunião precisará do tempo de uma pessoa para organizar passagens aéreas e acomodação, além de um alto investimento. Com a adoção da videoconferência, é possível realizá-las com a mesma eficiência de um encontro presencial, já que oferece aos usuários a possibilidade de compartilhar dados e de realizar conversas simultaneamente, independentemente do número de pessoas.

Audioconferência – Para aqueles que precisam implementar soluções com um investimento relativamente baixo, a audioconferência é uma ótima alternativa, visto que funciona apenas com um aparelho conectado à rede de telefonia analógica ou digital. Com a solução, é possível que líderes conduzam suas reuniões e tenham interações constantes com todas as pessoas de uma equipe – incluindo os que não atuam alocados dentro da empresa – garantindo a boa comunicação e aumentando o desempenho entre todos os membros. O executivo ainda ressalta sobre a importância das gravações de determinadas conversas. “Ao realizar umbrainstorm, por exemplo, muitas ideias são discutidas e algum ponto importante pode ser esquecido. Com a opção de salvar a conversa, essas falhas não serão mais uma preocupação”.

Telefonia Digital – Para o bom funcionamento de qualquer tipo de empresa, uma boa comunicação é fundamental. A Telefonia Digital é uma forma alternativa que aproveita a sinergia da rede para o transporte de voz e dados. Diferentemente dos sistemas tradicionais, a telefonia digital apresenta baixas tarifas e diversos recursos que facilitam a comunicação entre os colaboradores, como adicionar outros usuários na linha, por exemplo. O sistema possibilita a realização de chamadas, de diferentes localidades, com custos reduzidos em chamadas DDD e DDI, resultando em economia e produtividade.

 

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Seis principais tendências para os serviços bancários

biometric.jpg08/03/2018 - Senhas, tokens e códigos via SMS devem deixar de existir com a expansão da biometria

O cibercrime não é o único motivo para os bancos modernizarem seus mecanismos de segurança. Segundo a Easy Solutions, empresa especializada na prevenção de fraudes eletrônicas em todos os dispositivos, canais e serviços na nuvem, que pertence a Cyxtera Business, as instituições devem inovar se quiserem prosseguir com suas atividades. E uma das ferramentas mais promissoras no arsenal de segurança antifraude é a autenticação biométrica.

"Clientes que sabem que estão protegidos por sistemas de autenticação simples e convenientes sentem-se mais seguros, realizam mais transações e usam mais serviços digitais, contribuindo para que os bancos ganhem mais", afirma Ricardo Villadiego, CEO da Easy Solutions.

A Easy Solutions listou seis tendências que devem contribuir para a transformação digital nos serviços bancários com a expansão do uso da biometria:

Declínio da senha: a senha é a primeira linha de defesa para bancos e empresas que fazem negócios online, mas ela sempre foi um mecanismo imperfeito de proteção antifraude. Elas podem ser contornadas por ataques de phishing que usam engenharia social para enganar o usuário final e induzi-lo a fornecer seus dados de acesso.

Muitas senhas: com as várias contas bancárias, de e-mail e em diversas plataformas virtuais e redes sociais, um usuário de Internet tem que memorizar em média senhas para 92 contas. A biometria promete acabar com a necessidade de memorizar tantas senhas e com os problemas decorrentes dela, como o uso de uma mesma senha para diversas contas, que deixam as contas mais vulneráveis a invasões.

Morte dos códigos de uso único via SMS: por não serem criptografados, esses códigos podem ser interceptados. O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologias (NIST), uma divisão do Departamento de Comércio dos EUA responsável pela definição de diretrizes para segurança na comunicação eletrônica, declarou em 2016 que a autenticação via SMS é arriscada demais e deveria ser substituída por outros métodos mais confiáveis. A biometria acaba com a dependência de redes de serviços móveis, que operam fora do perímetro de segurança do seu banco.

Fim dos Tokens geradores de senhas numéricas aleatórias: usados há cerca de uma década para confirmar transações, os tokens já foram comprometidos em diversas oportunidades em ataques de phishing de larga escala, nos quais os cibercriminosos conseguem simplesmente capturar os números gerados e as senhas dos usuários. Além disso, os clientes bancários geralmente ficavam incapazes de realizar transações quando os tokens eram perdidos ou roubados, gerando novos custos para as instituições financeiras, que precisavam emitir novos dispositivos. A autenticação biométrica não requer que os usuários memorizem mais senhas complexas ou tenham que carregar um dispositivo o tempo inteiro para poder realizar transações.

Menos fricção e maior conveniência: os clientes querem segurança, mas se tiverem que ter muito trabalho para acessar suas contas, eles simplesmente não adotarão as soluções de proteção propostas pelo banco. Deve haver um equilíbrio entre o nível de segurança e a conveniência dos usuários. Não existe mecanismo de segurança completamente seguro e 100% sem fricção, mas os métodos de autenticação biométrica são uma boa solução, sendo seguros e fáceis de integrar à rotina bancária dos usuários.

Autenticação móvel: os smartphones são carregados por clientes por todo lado, e a maioria dos modelos já vem com tecnologia de captura de dados biométricos: leitura de impressões digitais, gravadores de voz e câmeras, o que facilita o uso pelos usuários. Por exemplo, o cliente pode receber uma mensagem enviada pelo aplicativo bancário pedindo que confirme uma transação realizada recentemente com sua impressão digital, que será reconhecida pelo próprio telefone.

A mesma tecnologia biométrica de autenticação que pode tornar as transações mais seguras também pode levar a mais inovação nos serviços financeiros oferecidos pelos brancos e em produtos que refletem melhor o uso de dispositivos móveis pelos clientes como ponto de acesso para diversas atividades do cotidiano.


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Nove ícones que nasceram numa garagem

garage_1.jpgPor Ethevaldo Siqueira
26/02/2018 - Com um faturamento de mais de US$ 14 bilhões, a HP é uma megacorporação. No ano de seu nascimento, em 1939, nessa garagem da foto, na Avenida Addison, em Palo Alto, na Califórnia, o faturamento da empresa não chegou a US$ 10 mil. As duas letras que a identificam, representam seus fundadores: Bill HEWLETT e David PACKARD, na época, estudantes de Stanford. Inteligentes, estudiosos e criativos, eles ganharam da Universidade de Stanford um financiamento cerca de US$ 5.000 para desenvolver e fabricar um oscilador de áudio – que seria utilizado por Walt Disney na produção do filme “Fantasia”.

A primeira "sede" da HP foi essa garagem, que permanece intacta até hoje

Os dois estudantes deram conta da missão e, com os serviços prestados a outras indústrias, nasceu Hewlett e Packard, que cresceu rapidamente. E, ao longo dos últimos 50 anos se tornou a megacorporação que é hoje. A garagem existe até hoje. E quem vai a Palo Alto pode ver ou visitá-la. O governo da Califórnia tombou-a como símbolo e como “marco do nascimento do Vale do Silício”. Visitei esta garagem e sugiro que você também o faça.

2. Microsoft, com Bill Gates e Paul Allen

Bill Gates e Paul Allen, estudantes de Harvard, criaram em 1975 uma nova versão de software para substituir a linguagem Basic, e criaram a Microsoft – que também nasceu numa garagem. Em 1981, ofuscaram totalmente o prestígio do PC-DOS dos primeiros microcomputadores da IBM, ao criar o sistema operacional MS-DOS (o MS, como iniciais da Microsoft) em 1981. Em 1985, eles assinaram um acordo com a IBM para o desenvolvimento do sistema operacional Windows.

Paul Allen, à esquerda e Bill Gates à direita criaram a Microsoft em 1975

3. A garagem da Apple

A Apple tem uma história muito conhecido, com dois jovens e uma garagem. Em 1976, seus fundadores, Steve Jobs e Stephen Wozniak, começar por vender uma Kombi e uma calculadora científica, seus bens mais valiosos, para conseguir o dinheiro para construir os primeiros computadores pessoais do mundo, numa garagem de Cupertino, no Vale do Silício.

Steve Jobs, à direita e seu amigo e co-fundador da Apple, Steve Wozniak / Crédito: Tony Avelar | Bloomberg | Getty Images

E tudo isso numa época em que os mainframes e outros computadores de grande porte ainda reinavam quase absolutos no mundo nascente da informática. Não é preciso dizer que os produtos da Apple revolucionaram a computação pessoal, não apenas com seus Macintoshes, mas com os smartphones iPhone, o iPod e o iTune.

4. A dupla japonesa cria a Sony

Os primeiros gravadores de fita – ainda grandes e pesados – foram os primeiros produtos da Sony, criados e fabricados numa oficina de fundo de quintal por uma dupla japonesa em 1947, em Tóquio: Akio Morita e Masaru Ibuka. A primeira empresas que criaram era uma companhia de telecomunicações, da qual se originou a Sony. Ibuka projetava e construía os primeiros gravadores de fita (que ainda não eram de plástico, mas de papel com tinta magnetizável).

O primeiro salto ocorreu quando Morita convenceu a americana Bell Laboratories a licenciar à sua minúscula companhia a tecnologia para fabricar transistores. Foi assim que a Sony fabricou o primeiro rádio transistorizado no Japão. A fixação por miniaturas fez Morita lançar em 1979 o primeiro Walkman. Nenhuma pesquisa indicava que as pessoas queriam um rádio-toca-fitas com fones de ouvido, mas Morita levou milhões de pessoas a acreditar que não podiam mais viver sem o aparelho.

5. Bezos: o gênio da Amazon

Outra megaempresa nascida numa garagem foi a Amazon, fundada em 1994, quando a internet ainda engatinhava, por Jeffrey Bezos, um analista financeiro então com 30 anos. acreditava que a web seria algo popular, que mudaria os paradigmas do mundo dos negócios. Seu sonho era transformar a internet em um poderoso canal de vendas para qualquer produto, inclusive livros. Bezos não teve dúvida: deixou um bom emprego em Wall Street e se transferiu para Seattle, nas proximidades de uma grande distribuidora de livros. Assim nasceu a Amazon, na garagem de casa. Hoje, a empresa fatura bilhões de dólares por ano.

6. Dell, o lobo solitário

Michael Dell fundou sua empresa em 1984, quando tinha 19 anos e míseros US$ 1.000 no bolso. Começou a vender os computadores que ele mesmo montava em seu dormitório na Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Depois foi para uma garagem, também. Era a semente do grande empresa de Austin, no Texas;

7. A dupla do YouTube

Eis outra garagem famosa, essa em São Francisco, nos Estados Unidos. Em fevereiro 2005, a dupla Chad Hurley e Steve Chen, então com 27 e 25 anos, criou um programa de computador para compartilhar vídeos com os amigos. Menos de dois anos depois, a invenção foi comprada por US$ 1,65 bilhão pelo Google.

8. Facebook, dois alunos em Harvard

Em 2004, Mark Zuckerberg, então estudante da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criou um site para que seus colegas colocassem fotos e trocassem informações. O que parecia despretensioso em pouco tempo se tornou sensação. O Facebook, site montado no dormitório da faculdade, hoje é a rede social mais importante do mundo.

8. A dupla do Google: Sergey e Larry Page

A história do Google começa em 1995 com a criação de um sistema chamado BackRub por dois estudantes de doutorado de ciência da computação: Sergey Brin, russo, 23 anos, e Larry Page, americano, 24 anos. O BackRub ganhou aperfeiçoamentos e gerou, em 1998, o Google e a empresa Google Inc. Quando isso aconteceu, a dupla deixou os dormitórios da Universidade de Stanford e foi se alojar na casa de uma amiga. Meses depois, eles só viram seu negócio crescer e virar sinônimo de internet.

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