Cai confiança do empresário industrial

industria.jpg20/09/2019 – O índice ficou em 56,7 pontos, apresentando queda depois de três altas consecutivas

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico atingiu 56,7 pontos em setembro de 2019, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), agregados pela Abinee. O resultado representa uma redução de 0,7 ponto em relação ao mês de agosto. Esta retração interrompe a trajetória de crescimento observada nos últimos três meses.

A queda do ICEI do setor resultou da retração tanto da área elétrica, quanto da eletrônica. No primeiro caso, o índice caiu 0,9 ponto, registrando 57,9 pontos e na área eletrônica, o recuo foi de 0,6 ponto, situando-se em 55,3 pontos em setembro.

Mesmo assim, o ICEI do setor continua afastado da linha dos 50 pontos, o que mostra a  confiança do empresário neste 2º semestre, porém em patamar inferior ao observado em janeiro de 2019 (65,1 pontos). O ICEI varia de 0 a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário industrial e abaixo de 50 pontos mostram falta de confiança.

O presidente da Abinee, Humberto Barbato, considera que o resultado deverá melhorar de forma significativa a partir da aprovação do PL 4805/19, referente à nova Lei para TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação). “Com o avanço das discussões que tramitam no Executivo e no Legislativo observaremos uma intensificação no otimismo”, afirmou.

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Deep Learning promete proteger caixas eletrônicos

caixa_eletronica.jpg*Por Euripedes Magalhães
12/09/2019 - Os caixas eletrônicos se tornaram um personagem recorrente na vida de milhões de pessoas, mas essas máquinas também estão vulneráveis ​​a ataques. A Associação Global da Indústria de Caixas Eletrônicos (ATMs) registrou um aumento de 12% nos crimes contra ATMs em 2017.

Uma vez que os caixas eletrônicos são, normalmente, instalados em locais externos e com funcionamento 24/7, mantê-los seguros é um desafio - e por isso os bancos estão buscando soluções inteligentes.

Uma vulnerabilidade ao ar livre

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, no ano passado, dois bancos ou caixas eletrônicos foram explodidos por dia no Brasil, algo frequente em pequenas cidades ou locais com baixa atuação policial. Usualmente, um ATM possui quatro caixas com possibilidade de armazenamento de até 2.700 notas cada, o que resulta em prejuízos de até R$ 1 milhão.

No combate a esses ataques, os principais bancos brasileiros de varejo estão investindo cerca de US$ 2,3 bilhões ao ano em tecnologias antirroubo, com equipamentos mais resistentes e até mesmo em câmeras de reconhecimento facial. Se nenhuma das soluções é eficiente para barrar os crimes, ou sua manutenção se torna insustentável, são desativados.

Hoje os caixas automáticos, que antes eram instalados individualmente nas ruas, são estrategicamente posicionados dentro dos próprios bancos ou estabelecimentos de grande circulação, como supermercados, para mais segurança. No entanto, agora os criminosos têm a oportunidade de violar vários caixas de uma única vez, os quais são contabilizados como um único ataque.

Criminosos visam essas máquinas - ou mais precisamente - as pessoas que as usam de várias maneiras. Distrair os clientes nos caixas eletrônicos em uma tentativa de tirar seus cartões, e até mesmo dinheiro, ou descobrir sua senha para usar depois, por exemplo, são algumas das ações recorrentes. Eles também tentam instalar leitores de cartões falsos, popularmente conhecidos como chupa-cabra, que podem roubar os detalhes do cartão do cliente para clonagens.

Além disso, os bancos também precisam lidar com as reclamações de clientes. Uma porcentagem muito pequena de transações em caixas eletrônicos resulta em situações em que o usuário tenha dúvidas sobre a efetivação de uma ação solicitada, incluindo retiradas. Esses problemas são uma importante parcela do que deve ser solucionado por uma instituição financeira.

Etapas da tecnologia Deep Learning

Dentro de um caixa eletrônico encontram-se duas câmeras, uma focada no usuário e outra no painel ATM. A tecnologia Deep Learning, quando incorporada nesse sistema de segurança, pode detectar qualquer 'anormalidade', de acordo com os padrões aprendidos. Portanto, se houver outro rosto na foto (por exemplo, alguém olhando por cima do ombro do usuário) ou se a pessoa estiver usando uma máscara, um alarme poderá ser acionado no centro de segurança.

Usando a mesma tecnologia, o sistema de segurança também pode sinalizar se o teclado numérico foi alterado para roubar senhas ou se um leitor de cartões falso foi instalado para roubar informações do cartão.

Todos esses alarmes "inteligentes" simplificam o processo de monitoramento de segurança, o que significa que a equipe pode reagir aos cenários em tempo real e não perder tempo com alarmes falsos. A filmagem ainda pode fornecer evidências para futuras investigações.

Já está disponível no mercado a tecnologia que coleta as informações da câmera e as analisa usando os algoritmos de Deep Learning. É possível gerenciar filmagens, em conjunto com outros NVR (sigla em inglês para Gravador Digital de Vídeo em Rede), sistemas de gerenciamento de vídeo e assim oferecer uma solução total que inclua todos os outros elementos, fornecendo um poderoso conjunto de ferramentas para segurança e business intelligence.

Proteger os recursos, nos mínimos detalhes de uma solução, é muito mais fácil com a tecnologia Deep Learning. Mesmo os caixas eletrônicos em locais abertos podem ser mais seguros, evitando fraudes e protegendo seus clientes todos os dias.

* Euripedes Magalhães é Gerente de Desenvolvimento de Negócios na Hikvision Brasil

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Vivo pretende reduzir o consumo de plástico

plastico.jpg28/08/2019 - A Vivo quer acabar com o hábito que muitos ainda possuem de utilizar copos descartáveis para consumo de água e café. A empresa, que registra um consumo médio diário de 264 mil copos, vai reduzir este volume em pelo menos 80% até dezembro, por meio de campanhas internas de sensibilização. Além de permanecer intacto e sem degradação por muito tempo no meio ambiente, um copo pode demorar de 250 a 400 anos para se decompor, contaminando o solo e a vida marinha.

Para viabilizar a redução no consumo, a empresa está implantando copas molhadas para a lavagem de utensílios e realiza uma campanha interna para conscientizar e engajar seus colaboradores para substituírem os descartáveis por xícaras, garrafas ou copos de consumo permanente e assim contribuir para reduzir a quantidade de lixo no planeta.

A Vivo possui diferentes iniciativas voltadas ao consumo consciente, como o Recicle com a Vivo, que permite o descarte correto dos aparelhos e carregadores, até contratos assinados digitalmente, sem a utilização de papel. A campanha Vivo Sustentável é mais uma iniciativa que fortalece o compromisso e cuidado da operadora com o meio ambiente.

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Dilemas bilaterais decorrentes da usina de Itaipu

itaipu_jonas_carvalho_flickr_2.jpg*Por Eduardo Biacchi Gomes
07/08/2019 - Considerada uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo na época, a Usina Binacional de Itaipu, localizada no oeste do Paraná, foi construída dentro de um ambicioso projeto entre o Brasil e o Paraguai, no período de 1975 até 1982. Era a época da ditadura militar na América Latina e, principalmente de intensa rivalidade política entre os países sul-americanos.

A Usina Hidrelétrica de Itaipu está localizada no Rio Paraná, fronteira entre os dois países, e a sua criação foi organizada por meio de um Tratado (fonte de direito internacional público). Assim, juridicamente, cada Estado mantém a sua própria estrutura de funcionamento e de operação da Usina (Itaipu Brasil e Itaipu Paraguai), sendo que as negociações sobre compra e venda do excedente de energia devem ser previamente precedidas de tratativas entre os chefes de Estado e de seus chanceleres (ministros das Relações Exteriores).

Contratualmente, na época da construção da Usina, cada País era detentor da metade da energia produzida, e o Brasil comprometeu-se a adquirir a energia excedente não utilizada pelo Paraguai. Na época do Tratado de Itaipu, no ano de 1973, o valor desse excedente deveria ser vendido por preço de custo. Na época da construção da Usina, importante esclarecer que a obra foi financiada pelos cofres brasileiros e, assim, a compra do excedente, por parte do Brasil, seria uma forma de saldar a dívida paraguaia.

No ano de 2009, Fernando Lugo e Luiz Inácio Lula da Silva renegociaram os termos de compra do excedente da energia produzida pela hidrelétrica e o Brasil concordou em pagar o triplo dos valores anteriormente pagos ao Paraguai pela compra do excedente.

Em maio de 2019, Brasil e Paraguai celebraram um acordo, pelo qual o lado paraguaio da Usina de Itaipu comprometeu-se a aumentar o potencial contratado até o ano de 2022. Ocorre que tal negociação gerou transtornos políticos ao presidente paraguaio (Mario Abdo Benítez) e quase culminaram em seu impeachment. Dentro do acordo energético, faz-se a diferenciação entre a energia produzida pela Usina e o seu excedente (que se trata, em realidade, da energia produzida acima da capacidade média de Itaipu e que ocorre, por exemplo, quando os reservatórios estão cheios e no caso de chuvas).

Em decorrência das alegações do Brasil, no sentido de que o Paraguai declararia um consumo menor de energia consumida, seria possível um acesso maior de compra da energia excedente. Ocorre que em 2007, Luiz Inácio Lula da Silva, em negociações com o então presidente paraguaio Mario Abdo, celebrou acordo em que a energia excedente passaria a ser adquirida pelo Paraguai a um custo menor.

Assim, o acordo entabulado em maio deste ano entre os Estados segue em stand-by e à espera de uma definição. Na análise do complexo caso em questão, cada Estado busca a defesa de seus interesses soberanos acima representados e que, sem sobra de dúvidas, deverá ser resolvido pela diplomacia e de forma a se buscar o equilíbrio contratual entre as partes, dando, assim, a continuidade da estratégica parceria.

Crédito: Jonas de Carvalho / Flickr

*Eduardo Biacchi Gomes é doutor em Direito Internacional e professor do Centro Universitário Internacional Uninter.

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Cai produção da indústria eletromecânica

industria.jpg05/08/2019 – De acordo com a Abinee, resultado foi provocado pela queda de 6,6% na produção de bens eletrônicos; área elétrica cresceu 1,4%

A produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 2,6% nos primeiros seis meses deste ano em relação a igual período de 2018. É o que demonstram os dados divulgados pelo IBGE agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

O resultado foi motivado pela queda de 6,6% na produção de bens eletrônicos. A área elétrica teve crescimento de 1,4%. “O desempenho é decepcionante face à expectativa que tínhamos no início do ano”, ressalta o presidente da Abinee, Humberto Barbato. Segundo ele, esperava-se um ambiente mais seguro e com maior previsibilidade para reverter o quadro de retração na indústria.

Com o resultado, a expectativa de crescimento na produção do setor, que era de 7% para 2019, foi revista e agora é de apenas 2%. “Ainda assim, para mantermos essa alta, é necessária a continuidade das reformas, como a tributária, essencial para o setor produtivo”, avalia Barbato.

Junho

No mês de junho de 2019, a produção industrial do setor elétrico e eletrônico caiu 0,7% em relação a junho do ano passado, com retração de 3,7% na área elétrica e alta de 3,1% na eletrônica. Na comparação com maio de 2019, a produção do setor eletroeletrônico, com ajuste sazonal, teve queda de 0,5% (alta de 1,2% na indústria eletrônica e retração de 2% pela indústria elétrica).

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“De onde virá o poder político neste Século 21?”

yuval_noah_harari.jpgPor Ethevaldo Siqueira
01/08/2019 - Nessa entrevista ao TED Interview, o escritor israelense Yuval Noah Harari, fala sobre um dos maiores perigos com que se defronta a humanidade

De onde virá o poder político neste Século 21? Talvez venha do cidadão – do indivíduo  e não de reis, de governantes, das empresas ou de outras instituições. E ao longo de algumas décadas esse indivíduo talvez possa desfrutar da liberdade mais ampla possível – de pensar, de trabalhar, de produzir, de escolher sua profissão. Será mesmo?

Esse é o tema de Yuval Noah Harari (Haifa, 24 de fevereiro de 1976), professor israelense de História e autor do best-sellers internacionais como Sapiens: Uma breve história da humanidade e também do Homo Deus – Uma Breve História do Amanhã. Seu último lançamento foi 21 Lições para o Século 21. Ele leciona no departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Faço uma pequena introdução abaixo da entrevista de Yuval Noah Harari, na série TED. Se lhe interessa vá adiante.

Nesta entrevista da série TED, ele parte de uma revisão do que têm sido os grandes debates da Humanidade, com base em três visões do passado, do presente e do futuro. No século 20, tínhamos três visões que procuravam explicar o desenvolvimento da humanidade.

• Uma dessas visões explicava o desenvolvimento da humanidade com base na “luta entre as nações”. As mais poderosas ou um grupo delas dominavam dominariam violentamente o mundo inteiro.

• A segunda visão, a dos comunistas, negava enfaticamente essa interpretação da história, que não se baseava na luta entre nações, mas, sim, na luta entre as classes. Tudo que aconteceu ao longo da história seria, então, resultado dessa luta entre as classes. Mas, segundo os comunistas, no futuro teríamos um único sistema social baseado na igualdade a dominar todo o mundo, assegurando uma vida de qualidade entre todas as pessoas, mesmo com eventual sacrifício da liberdade.

• A terceira visão da história é a da visão liberal, que surge como uma terceira posição daqueles que afirmam que a história não a luta entre as nações nem entre as classes, mas, sim, a luta entre a liberdade e a tirania. É a visão liberal para o futuro, que tem como expectativa a cooperação pacífica entre diferentes grupos, mesmo com diferentes graus de desigualdade. Ou seja, a liberdade poderia ser mantida, mesmo com diferentes níveis de desigualdade.

• No final do século 20, após duas guerras mundiais, supõe-se que chegamos ao fim da história, com o predomínio da terceira visão que, em síntese, considera a Liberdade como o maior valor, tanto do ponto de vista político, como econômico, como pessoal.

Vale a pena ler a íntegra dessa entrevista aqui

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