Ensino a distância: rota para evolução profissional

digital-education2.jpg*Por Mauricio Prado
15/09/2017 - Em junho, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o novo marco regulatório que define o credenciamento e a oferta de cursos de educação superior dentro do modelo de ensino a distância (EaD). Instituições de ensino vieram a público para apresentarem seus planos de expansão e li matérias sobre quanto o EaD mudou a vida de estudantes dos perfis mais variados, incluindo aqueles com dificuldades para obter financiamento estudantil, tempo ou simplesmente vivem longe de uma instituição de ensino tradicional.

O ensino a distância é uma abordagem mais que consolidada para construir conhecimento na sociedade moderna. Segundo o Google Consumer Barometer, 62% da população brasileira usava smartphone ano passado, e estudo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) aponta que o smartphone é o dispositivo preferido para usar a internet. É visível o interesse do brasileiro em aplicar a tecnologia à rotina, até ao checar preços antes de comprar algo em um shopping center. De forma similar, popularizar a tecnologia no meio educacional trará um impacto positivo na vida de estudantes e profissionais, que já digitalizaram muito de seus hábitos do dia a dia: ouvir música é por streaming, navegador é o canal para acompanhar o noticiário, um app substitui esticar o braço para chamar um motorista.

Talvez, melhor pensar que o EaD também já é uma realidade no Brasil, pois nosso País é o segundo maior mercado de EaD da Harvard, que só fica atrás dos Estados Unidos. Além disso, O EaD já é uma preferência no caso de estudantes de pedagogia, em que o número de matriculados na graduação a distância é de 342 mil ante 313 mil nos cursos presenciais, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Outro ponto que contribui é que a aprendizagem via computador, smartphone, internet e o autodidatismo já está presente na rotina das empresas. Essa transformação digital no ensino faz parte da evolução dos profissionais, que desbravam novas áreas do saber ou optam por se aprofundar em um tema, ampliando seu nível de especialização.

Este tipo de plataforma digital faz com que aprender não seja dependente unicamente de uma atividade estruturada com hora para começar e terminar. Estudar é algo que se faz no ambiente de trabalho ou no transporte público, similar à vida de tantos profissionais e alunos, para quem descobrir não é algo limitado a um lugar específico. Comum a grandes profissionais de sucesso, em que o diploma da graduação, da pós-graduação ou do mestrado não representa um fim, mas, sim, um novo passo na jornada do saber.

A aprendizagem apoiada pela tecnologia estimula a compreensão de conceitos, como a inteligência artificial (IA), e resolve desafios de negócios e habilidades, tais como adotar estratégias para ampliar vendas, aprimorar o atendimento ao cliente, aplicar IA ao reconhecimento de imagens e criar aplicativos. Agora, para manter o interesse do estudante, não basta transportar a informação para um meio digital. É necessário engajar, pois um processo de aprendizagem eficiente precisa ser, também, prazeroso.

Um dos passos para gerar maior interesse do público no ambiente empresarial é trazer uma dinâmica de premiação pela conclusão de projetos e resolução de testes. No Trailhead, que é a plataforma gratuita de aprendizagem da Salesforce, isso ocorre por meio da entrega de emblemas aos internautas, "medalhas" que atestam a conclusão de cada trilha de conhecimento. O público que utiliza a plataforma de EaD, formado por clientes, funcionários, parceiros e profissionais de tecnologia, vendas, atendimento ao cliente e marketing, compartilha as medalhas nas redes sociais. Mais projetos e testes bem-sucedidos implicam em mais emblemas e pontos, que levam os participantes a novos níveis no ranking de qualificação.

O Trailhead é a proposta em EaD para elevar o número de profissionais qualificados na plataforma tecnológica Salesforce. Estima-se que a própria Salesforce e sua rede de parceiros em todo o mundo precisarão de 1,9 milhão de profissionais com conhecimento especializado até 2020. Acredito muito em fornecer meios para as pessoas mudarem suas vidas e darem novos rumos às suas carreiras, pois sou autodidata até. Minha introdução à tecnologia da informação para resolver desafios de clientes foi a partir de livros e dedicação em frente aos microcomputadores e sigo aprendendo por conta própria até hoje. O modelo faz sentido, pois em um mercado em crescimento, muitos estudantes se transformam nos seus próprios professores. Basta dedicação e conteúdo relevante.

O EaD com o conteúdo relevante para o público, estímulo apropriado, e direcionado para demandas do mercado de trabalho, sem dúvida, será o começo de uma jornada para pioneiros em todo o País.

*Mauricio Prado, Presidente da Salesforce Brasil

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Tecnologia garante transparência dos dados no TCESP

tce_sp_2.jpg14/09/2017 - Com o objetivo de aumentar a transparência de suas atividades e automatizar os processos, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) identificou a necessidade de implantar soluções tecnológicas que aproximassem a instituição da sociedade e potencializasse o trabalho de fiscalização. Para isso, o Tribunal contou com o apoio da Seal Telecom - integradora de soluções customizáveis, que agrega tecnologias inovadoras para o desenvolvimento de projetos eficientes e viáveis economicamente – a qual foi responsável pela implementação de seis Videowalls.

“Antigamente nosso processo de auditoria era tradicional, dependendo de papéis e com pouquíssimo uso de ferramentas de TI. Há dois anos começamos a implementar tecnologias que auxiliassem nosso trabalho e garantissem agilidade e veracidade das informações”, destaca o diretor de Tecnologia do TCESP, Rodney Idankas. Durante esse processo os auditores passaram a fazer uso intensivo das tecnologias para descobrir quais os pontos de atenção e os fatores relevantes para ajustar as condutas dos órgãos jurisdicionados.

Após a implantação do sistema de Videowall, a informação chega ao TCE em tempo real. Foram alocados dois videowalls na sala da superintendência de TI e um na sala da Presidência. Com isso, já é possível que diretores presentes nas salas avaliem materiais enviados por auditores externos, viabilizando com mais facilidade a análise de conteúdos e materiais para uma tomada de decisão imediata e com uma taxa próxima de 100% de acertos.

Todo o processo desenvolvido com a Seal Telecom faz parte de um projeto de modernização do Tribunal.  Além disso, a implementação também contribui para o atendimento das expectativas da sociedade paulista no controle da gestão pública garantindo a eficiência dos bens do Estado.

Além das instalações para tomadas de decisão, também foram utilizados três Videowalls para contribuir com a comunicação interna e dos visitantes da instituição. Assim, o Tribunal disponibiliza informações relacionadas à grade de eventos, notícias sobre suas ações e conteúdo institucional. Com esse projeto foi possível que todas as pessoas saibam o que está acontecendo dentro do ambiente em que trabalham e também contribuiu fortemente para a melhor gestão de pessoas.  

 

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Jovens preferem smartphones a vendedores

apple_ny.jpg10/09/2017 - Pesquisa da MindMiners mostra hábitos de compras dos brasileiros que usam smartphones e redes sociais

54% dos jovens brasileiros, de 18 a 32 anos, no caso de dúvidas na hora da compra, preferem fazer pesquisa pelo celular a falar com um vendedor e 77% deles afirmaram que, mesmo quando estão em loja física, comparam preços pelo celular antes de decidir realizar a compra. A preferência por marcas que possuem programas de vantagens e benefícios, que tenham valores parecidos com os seus, e sejam sustentáveis, são pontos que incentivam o consumo.

O levantamento foi realizado pelo Centro de Inteligência Padrão (CIP), em parceria com a empresa de pesquisa digital MindMiners, será anunciado na íntegra no dia 13 de setembro, durante o Congresso Nacional de Relacionamento Empresa Cliente, o CONAREC 2017, que vai discutir a nova dinâmica das relações de consumo, impulsionada pela ascensão dos Millennials, já projetando as tendências representadas pela geração Z.

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Mercado brasileiro de celulares volta a crescer, diz IDC

apple_ny.jpg04/09/2017 - Entre abril e junho de 2017 foram comercializados 12,8 milhões de aparelhos, sendo 700 mil feature phones e 12,1 milhões smartphones

O primeiro semestre de 2017 foi bastante positivo para o mercado brasileiro de celulares. Depois de chegar à marca de 12,3 milhões de aparelhos comercializados no primeiro trimestre, os meses de abril, maio e junho registraram 12,8 milhões de dispositivos vendidos, número que é 5,9% maior do que o obtido nos mesmos meses de 2016 e 3,7% mais do que nos primeiros meses de 2017. Os dados são do estudo IDC Mobile Phone Tracker Q2, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

“O mercado de celulares voltou a apresentar números bem expressivos, principalmente porque o brasileiro está repondo aparelhos comprados há pelo menos três anos, já que esse tem sido o tempo médio de vida da bateria e da tela. E a tendência é de que esse movimento continue assim nos próximos meses”, diz Leonardo Munin, analista de pesquisa do mercado de celulares da IDC para América Latina.

Do total de 12,8 milhões dispositivos comercializados no segundo trimestre de 2017, 700 mil são feature phones e 12,1 milhões são smartphones, ou seja, houve queda de 44% na venda de aparelhos convencionais, sem sistema operacional, em relação ao mesmo período de 2016 e de 20% em relação ao primeiro trimestre de 2017, e crescimento de 11,7% na venda de aparelhos inteligentes, com sistema operacional, quando comparado ao segundo trimestre de 2016 e de 5,3% ao primeiro trimestre de 2017.

“Além de trocar de celular, o brasileiro está escolhendo um aparelho mais robusto. Por isso a queda tão acentuada no mercado de celulares convencionais”, explica o analista da IDC. Segundo ele, isso acirra a competição entre as marcas e leva os fabricantes a baixarem os preços dos smartphones a níveis jamais vistos no Brasil, com até R$ 300 de desconto, por exemplo. “Isso é ótimo para quem quer comprar, mas para a indústria de maneira geral é bem ruim, já que o mercado fica consolidado nas mãos de um número menor de fabricantes e com potencial de crescimento, em valor, reduzido”, completa Munin.

Ainda de acordo com o estudo da IDC, o tíquete médio dos aparelhos no segundo trimestre de 2017 teve queda de 2,1% em relação ao primeiro trimestre desde ano, passando de R$ 1067 para R$ 1044. “Houve crescimento em unidades, mas como o valor dos aparelhos caiu de um trimestre para o outro a receita ficou praticamente estável, na marca de R$ 13,3 bilhões. Isso é reflexo da política de preços adotada pelos fabricantes”, reforça o analista da IDC.

Para os próximos meses de 2017, a IDC se mantém otimista. “Nossa previsão é de o que o mercado chegue a 49 milhões de aparelhos vendidos este ano, número que é 12,6% maior em relação a 2016, quando foram comercializados 43,5 milhões de celulares. A grande aposta é na Black Friday, com aumento nas vendas de dispositivos intermediários e premium”, finaliza Munin.

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Dicas para construir cidades sustentáveis

ted_cities.jpg18/08/2017 - Mais de metade da população mundial já vive em cidades, e outros 2,5 bilhões de pessoas deverão se deslocar para áreas urbanas até 2050. A forma como construímos novas cidades será fundamental para resolvermos várias questões que envolvem desde as mudanças climáticas até a vitalidade econômica para manter nossa qualidade de vida.

Nsse vídeo do TED, Peter Calthorpe planeja as cidades do futuro e defende o design da comunidade focado na interação humana. Ele compartilha sete princípios universais para resolver a expansão e construir cidades inteligentes e mais sustentáveis.

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Por que o Brasil ainda é um país pobre?

brasil_desigual.jpg*Por Mateus Azevedo
17/08/2017 - Talvez a pergunta esteja errada, pois historicamente, todas as sociedades sempre foram pobres. Mas por que alguns países enriqueceram e o Brasil, que tem enorme extensão de terra agriculturável, diversidade e volume de recursos naturais, clima favorável, sem terremotos, tsunamis ou vulcões, não enriqueceu?

Sempre que ouço uma teoria tentando responder essa pergunta me surpreendo com a criatividade das pessoas. Já ouvi que, o fato do Brasil ter sido colonizado por portugueses há mais de 500 anos e não holandeses ou ingleses é o motivo da pobreza até hoje. É comum também a tese de que somos um povo que sempre quer se dar bem, que só existem dois tipos de brasileiros - os que roubam e os que não tiveram a chance de roubar – ou ainda o pouco investimento do país em educação. Câmbio muito valorizado, infraestrutura ainda insuficiente e corrupção. Embora todas essas questões influenciem muito a forma como a nossa economia funciona, a resposta adequada para isso seria mais simples: intervenção estatal.

Tudo no Brasil precisa ter aval do governo: regras para abrir uma empresa, como as relações trabalhistas se dão, quantas e como empresas devem ou não competir em um determinado setor, até o uso obrigatório do Real como única moeda no País. Já pensaram que praticamente só os bancos podem emprestar dinheiro e as regras para abrir e manter um banco é tão absurda que existem apenas poucos players, tornando os juros absurdamente caros? Que nenhuma outra empresa de telefonia pode entrar no Brasil, pois órgãos regulamentares proíbem, tornando o serviço caro e de qualidade duvidosa?

Via de regra uma empresa precisa dar lucro para continuar existindo. Se der lucro, significa que todo o custo que ela tem é repassado no preço do produto. Ou seja, sempre que o governo cria uma nova regra para “proteger” o consumidor, a empresa a adota e repassa esse custo na venda, fazendo com que o consumidor pague a conta final.

Além disso, em função do alto custo para contratar pessoas obedecendo as leis brasileiras, as empresas optam por importar produtos mais baratos, já que a produção em solo nacional encarece a operação.

Para piorar, o governo ainda imprime dinheiro e injeta em setores específicos da economia, o que estimula investimentos de longo prazo de forma artificial e não sustentável.

A grande pergunta é: o que você pode fazer para não ter prejuízo com tudo isso? Primeiramente, é fundamental entender como se dão os ciclos econômicos e se adiantar a eles, não investindo em bolhas anunciadas. O segundo, é usando a tecnologia para fugir do controle estatal. Nesse ponto, nada melhor que o blockchain – sistema de registros e contabilidade organizado em blocos e com formato descentralizado, sem regulação governamental. O blockchain nasceu com a criação das criptomoedas, que ganham cada vez mais espaço no mercado, devido à sua constante valorização cambial. Entretanto, o conceito blockchain tem se expandido para outros setores do mercado.

A primeira onda de revolução que vimos com o surgimento do Uber e AirBNB, foi só o começo. Esses, apesar de conseguirem criar soluções para fugir das regulamentações estatais, ainda estão parcialmente sujeitos a elas. Vislumbro que a próxima onda de empresas descentralizadas baseadas em blockchain ou em arranjos tecnológicos que ainda não conhecemos serão totalmente baseadas em livre associação de indivíduos renegando qualquer regra puramente governamental.

mateus_baumer.jpgDe modo geral, assim como vem ocorrendo em outros segmentos, a tecnologia deve impactar o mercado econômico, com a descentralização da moeda, dos negócios e do mercado de trabalho. A tendência é que cada vez mais estas atividades saiam das mãos do governo, à medida que o formato blockchain avance e ganhe outros patamares, pois será impossível – ainda que se tente – manter a estagnação burocrática e engessada em que vivemos.

*Mateus Azevedo (foto) é sócio da BlueLab e responsável pela Diretoria de MKT e Vendas

Crédito da ilustração: Diário Liberdade

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