A consolidação do uso da impressão 3D será em 2020

fortus_soares.jpg*Por Anderson Soares
19/12/2019 - O ano de 2020, segundo projeções realizadas por empresas de consultoria e análises de tendências, tem sido apontado, nos últimos anos, como o período de consolidação de algumas tecnologias fundamentais para as estratégias de negócios das empresas. Entre elas, a impressão 3D, pelos benefícios e oportunidades de gerar negócios, reduzir custos, oferecer alternativas seguras de desenvolvimento de protótipos e de produção de peças customizadas para indústrias que requerem componentes especiais, como a aeroespacial, automobilística e a médica.

As projeções das grandes consultorias globais têm indicado uma taxa contínua de crescimento nas vendas de impressoras 3D para empresas, em proporções de até 20% ao ano, independente do seu porte, com impactos positivos em todos os modelos de negócios. Os resultados de 2019 mostram que a curva de vendas de equipamentos e utilização da impressão 3D seguiu em ascensão, favorecida por fatores como a diversidade de materiais que podem ser impressos, a melhora na velocidade de impressão e o surgimento de equipamentos e soluções capazes de atender às diferentes demandas das empresas, seja em termos de engenharia e design, quanto em serviços.

Nesse contexto, a possibilidade de imprimir peças on demand - alternativa que garante flexibilidade às empresas para atender necessidades pontuais como a fabricação de um protótipo - tem contribuído para dar impulso à manufatura aditiva, e se confirmou, em 2019, como uma opção para muitas companhias.

Tomando como referência, a Stratasys, líder global em manufatura aditiva, através de sua unidade de negócios focada na prestação de serviço de manufatura aditiva de peças sob demanda, a Stratasys Direct Manufacturing, atingiu a marca de mais de 20 milhões de peças produzidas desde que foi iniciada, há cinco anos, com a aplicação de 1,7 milhão de horas de tempo de engenharia em projetos.

Trata-se de um número expressivo e para o qual tem contribuído o conhecimento profundo de cada tecnologia, por parte dos engenheiros de processo e manufatura que trabalham junto com os clientes para encontrar usos inventivos dos métodos de processos, em projetos desafiadores e com componentes de alta exigência. Estes profissionais, frequentemente, inventam novas maneiras de fabricar com impressão 3D, fabricação convencional ou uma combinação de métodos para produzir geometrias impossíveis e que permitem atender a aplicações especializadas.

Os setores que mais têm utilizado a impressão 3D, por meio de equipamentos adquiridos diretamente ou de soluções on demand, são a indústria automobilística - incluindo as escuderias de carros de corrida, os quais necessitam de peças leves e de alta performance -, a indústria aeroespacial e o setor de saúde.

Impressoras 3D têm se mostrado ideais para a construção de modelos conceituais avançados, protótipos funcionais, ferramentas duráveis e peças de produção, além de atender necessidades específicas para o desenvolvimento de componentes que não são fabricados por fornecedores de segmentos diversos.

Entre as principais aplicações da impressão 3D estão a prototipagem rápida e a obtenção de peças customizadas ou mesmo inteiramente personalizadas. Essa tecnologia permite que elas sejam fabricadas rapidamente e em volumes baixos, algo praticamente inviável quando se pensa nos processos tradicionais. Além disso, é possível imprimir em 3D itens de grande liberdade de design e geometria, que não poderiam ser obtidos de outra forma. A impressão 3D se torna uma importante aliada para os casos em que processos tradicionais não podem ser totalmente substituídos

Para as grandes empresas, a impressão 3D não é mais novidade. A fabricante brasileira de calçados Alpargatas, por exemplo, utiliza impressoras 3D para obter protótipos de solas de sandálias. Pequenas e médias empresas brasileiras também já estão aderindo à manufatura aditiva como um caminho necessário para substituir os métodos de produção convencionais, que se tornam mais e mais obsoletos a cada dia que passa.

Um exemplo é a Usintek, de Santo André (SP), especializada no desenvolvimento de projetos para automação industrial e usinagem de ferramentas e protótipos de pequeno e médio portes, que utiliza impressoras 3D para produzir protótipos para clientes dos setores automotivo e de eletroeletrônicos. A Autometal, de Diadema, também em São Paulo, usa a mesma tecnologia para produzir protótipos, dispositivos de controle e calibradores utilizados na manufatura de peças automotivas, e o FIT - Instituto de Tecnologia, organização sem fins econômicos de abrangência nacional, adotou a impressão 3D para desenvolver projetos tecnológicos para empresas de tamanhos variados.

A manufatura aditiva amplia sua presença em empresas de diversos portes e setores. Trata-se de uma condição essencial de competitividade, principalmente no contexto da evolução da indústria 4.0 e da construção de uma cultura de negócios voltada à inovação.

*Anderson Soares é Territory Manager da Stratasys no Brasil

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62% dos clientes estão abertos ao uso da IA

ai.jpg17/12/2019 - Mais conectados e mais atentos às novas tecnologias, os clientes seguem mais exigentes

As novas tecnologias estão mudando o comportamento dos consumidores e transformando a maneira como as marcas interagem, oferecem serviços e atendem os clientes. A 4ª Revolução Industrial tem deixado as pessoas cada vez mais conectadas, diminuído o tempo de mudanças e acelerado o ritmo da inovação. Um reflexo disso é que 67% dos clientes estão esperando que as empresas ofereçam novos produtos e serviços com mais frequência, segundo dados do relatório State of the Connected Customer, realizado pela Salesforce.

A inteligência artificial desempenha um papel cada vez mais importante no suporte às empresas para desenvolver experiências que atendem as expectativas dos clientes, e eles sabem disso. Segundo o estudo da Salesforce, 62% dos clientes estão abertos ao uso da IA para melhorar suas experiências com as marcas, número superior aos 59% apontados em 2018. O estudo mostra também que 75% dos clientes esperam que as empresas usem tecnologias para melhorar suas experiências, além disso, 67% dizem que a maneira como uma empresa usa a tecnologia reflete em como ela opera em geral.

“Estamos vivendo uma nova era, em que os clientes querem novas experiências, um atendimento mais conectado e individualizado. Eles sabem que as empresas podem usar ferramentas e tecnologias como a Inteligência Artificial para oferecer atendimentos de acordo com o que eles querem”, comenta Daniel Hoe, diretor de Marketing da Salesforce para América Latina.

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Pagamento via celular é caminho sem volta

samsung_pay2.jpg09/12/2019 - Praticidade e segurança são grandes atrativos para os consumidores aderirem à tecnologia
Assim como houve o surgimento e crescimento das compras pela internet, agora os brasileiros estão aderindo às compras por aplicativos em dispositivos móveis. Segundo relatório do Centro de Inovação da Visa (CI), entre os países da América Latina e Caribe, o Brasil lidera em inovação tecnológica para pagamentos via apps.

Em um futuro próximo, o cenário promete ser ainda mais promissor, pois até o fim de 2020, o número de usuários de smartphones será 30% maior. Isso significa um aumento de 7,2% nas transações por celular, que não envolvam dinheiro, aponta o estudo.

O brasileiro já é o quarto maior consumidor de aplicativos do mundo: usa cerca de 10 deles por dia - e grande parte para fazer compras. Pesquisa do Instituto Qualibest, realizada no país em 2018, aponta que 81% dos internautas já encomendaram ou contrataram algum tipo de serviço ou produto por meio de aplicativos ou sites utilizando um smartphone.

Um destes serviços é o Chama, aplicativo de entrega de botijões de gás com operação em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. O app oferece um comparativo de preços dos fornecedores do produto e informações como tempo de entrega de cada um. Recentemente, a empresa passou a oferecer a possibilidade de pagamento diretamente via aplicativo com cartão de crédito, processo que antes era feito no momento da entrega.

Para Sheynna Hakim Rossignol, Diretora Geral do aplicativo Chama no Brasil, o consumidor brasileiro já está adaptado e confia neste tipo de transação e isso se reflete na adoção pelos usuários. "O mercado deve ficar atento às inovações, já que as perspectivas por aqui são otimistas", explica a executiva. Até 2023, o setor de pagamentos móveis deve passar de US$ 1,08 trilhão a US$ 4,5 trilhões, segundo a Allied Market Research.

A praticidade e segurança em relação ao pagamento via aplicativo é o que mais tem atraído os consumidores para este tipo de tecnologia, aponta Sheynna. “É uma forma de se evitar problemas devido à falta de dinheiro ou troco, além de panes na maquininha. E, claro, os dados do cartão precisam da segurança de serem processados por uma plataforma de confiança, para prevenir fraude, entre outros riscos", explica.

No Chama, para que a funcionalidade de pagamento in-app fosse implementada com sucesso, foi realizada uma adoção gradual do serviço: “Primeiro testamos com um grupo reduzido de pessoas, revendedores e usuários, para depois ampliar, um processo todo pensado que tem dado muito certo”, enfatiza Sheynna.

Pagamentos sem barreiras como diferencial de compra
No caso de apps como Chama, Uber ou iFood, as transações de pagamento são processadas pela Adyen, plataforma ponta a ponta que utiliza inteligência de dados e machine learning para tokenizar dados de cartão com segurança e permitir pagamentos em um único clique, eliminando etapas desnecessárias na experiência de compra.

“Por anos, pagamentos foram um elemento complicado tanto para consumidores quanto para comerciantes. Se hoje temos a praticidade de comprar online por apps onde e quando quisermos, o processo de pagamentos deve proporcionar também essa praticidade" comenta Tulio Gambogi, head de de Adquirência e Produtos da Adyen para a América Latina. "Precisamos possibilitar que o consumidor pegue com o método que preferir, com toda a segurança e estabilidade de plataforma”.

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Produção do setor eletroeletrônico fica estável em 2019

industria.jpg06/12/2019 - Segundo a Abinee, apesar do crescimento nominal de 5%, não houve aumento real no total faturado, que fechou o ano em R$ 154 bilhões

O faturamento da indústria eletroeletrônica deve encerrar 2019 em R$ 154 bilhões. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que divulgou hoje seus indicadores anuais, apesar do crescimento nominal de 5% na comparação com 2018 (R$ 146,1 bilhões), não houve aumento real, uma vez que a inflação do setor, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP), também fechou o ano em 5%.

A produção industrial de bens eletroeletrônicos também apresentou estabilidade em 2019 em relação ao ano passado. Já a utilização da capacidade instalada subiu de 74% para 75% este ano.

A estabilidade no faturamento e na produção do setor ocorre após dois anos consecutivos de resultados positivos. "Este ano o setor andou de lado e não conseguimos apresentar crescimento", afirma o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato. Ele ressalta que a atividade produtiva ficou aquém das expectativas, em função, principalmente, da demora na aprovação das reformas, que só tiveram encaminhamento positivo no segundo semestre.
Emprego

Houve, entretanto, incremento no número de empregados do setor, que subiu de 232,2 mil para 235 mil trabalhadores em 2019, um acréscimo de 2,8 mil postos de trabalho, correspondente a um aumento de 1,2%.

Apesar disso, a indústria eletroeletrônica está longe de alcançar os níveis de emprego dos anos anteriores. Em dezembro de 2013, o setor empregava 308,6 mil trabalhadores. "São empregos que dificilmente serão recuperados", afirma Barbato.

Balança comercial

As exportações pouco contribuíram para o faturamento da indústria eletroeletrônica, com queda de 5% em 2019, passando de US$ 5,9 bilhões para US$ 5,6 bilhões. Já as importações subiram 1%, de US$ 31,8 bilhões, em 2018, para US$ 31,9 bilhões este ano.

Com isso, o déficit da balança comercial deve atingir US$ 26,4 bilhões, total 2% superior ao apresentado em 2018 (US$ 25,9 bilhões).

Perspectivas

Para 2020, os empresários do setor têm expectativas favoráveis. A mais recente Sondagem realizada com os associados da Abinee indicou que 76% das empresas projetam crescimento nas vendas/encomendas no próximo ano; 21%, estabilidade e apenas 3%, queda.
Também o último Índice de Confiança do Setor Eletroeletrônico (ICEI) divulgado pela Abinee, em novembro, atingiu 61 pontos. Acima de 50 pontos, o ICEI indica confiança do empresário. "Estamos encerrando 2019 com um Índice de Confiança positivo, porém menor do que o do ano passado", observa Barbato. Em novembro de 2018, logo depois das eleições, o otimismo era maior e o ICEI havia alcançado 65,2 pontos.

Considerando a projeção de crescimento do PIB de 2,2% e inflação em torno de 3,6% ao ano em 2020, o setor eletroeletrônico espera um crescimento nominal de 8% e real (descontada a inflação) de 4% no faturamento, que deve alcançar R$ 166 bilhões.

A Abinee também projeta elevação de 3% na produção e aumento no nível de emprego, que deve passar de 235 mil para 239 mil trabalhadores. As exportações devem crescer 4% (US$ 5,8 bilhões) e as importações, 11% (US$ 35,3 bilhões) — neste último caso, em função da esperada ampliação na atividade produtiva. "Aos poucos a economia vai se reativando e o ambiente parece demonstrar uma maior confiança dos empresários", afirma o presidente do Conselho da Abinee, Irineu Govêa.

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Novas tecnologias inovam mercado imobiliário

imoveis_ingaia_2.jpg03/12/2019 - Com a chegada de tecnologias como fotos 360°, visitas virtuais, QR Code e contratos digitais, o mercado imobiliário está transformado. Isso tudo ocorre como forma de se adaptar às novas formas de consumo do público, principalmente das novas gerações, já que hoje boa parte das aquisições são feitas por meio da internet.

Com mais facilidade na compra, só em 2019, as vendas de imóveis subiram 16%, segundo estudo divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Atualmente, existem plataformas de tour digital, permitindo uma experiência de visita online. Em relação ao atendimento, os Chatbots e plataformas CRM (Customer Relationship Management) facilitam a gestão de relacionamento com o cliente, já que prestam apoio ao comprador desde o primeiro acesso, encaminhando à negociação final. Nas locações, já é possível fazer o contrato digital, tanto o envio, quanto a assinatura, podem ser realizados em ambiente digital, o que em breve deve chegar ao processo de compra e venda.

Rogério Mariano, de 30 anos, é Desenvolvedor, e conta que sua experiência de locação foi positiva desde a primeira busca. “A tecnologia me ajudou bastante no processo, a primeira etapa da busca do meu imóvel foi pelo Google, fiz uma pesquisa sobre a região onde eu queria”. Através da internet, o comprador pode saber onde e o que comprar, de forma rápida, sem necessidade de se deslocar até o imóvel desejado, explica Gustavo Zanotto, diretor de Marketing da inGaia

Para quem deseja adquirir um imóvel, fica mais fácil visualizar. É simples encontrar informações sobre a localização, documentação do imóvel, comparar valores e índices de valorização, simular em tempo real um financiamento, e muito mais. Segundo levantamento do Pitchbook Database, nos últimos 8 anos, as startups imobiliárias conquistaram pelo menos US$ 4,4 bilhões, isso em muito se deve à praticidade e agilidade no processo, com a chegada dos contratos digitais nas compras e vendas, a tendência é que isso aumente.

Zanotto alerta que ainda deve levar algum tempo para a chegada dos contratos virtuais no processo de compra e venda, e que pode haver dificuldades em relação a aderência da tecnologia. “A questão é quanto tempo levará para que estejamos prontos, de fato, para usar essa tecnologia. Ela por si só não se basta, é necessário aderência e existe um processo em torno disso”, finaliza. 

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Escola forma profissionais para o mercado digital

trybe.jpg05/12/2019 - Um dos objetivos da Trybe é formar pessoas para diminuir o gap no setor de tecnologia, oferecendo mão de obra qualificada

De um lado, 13 milhões de brasileiros desempregados. De outro, sobram vagas no mercado digital. Segundo o Banco Mundial, há mais de 200 mil vagas abertas neste segmento, sendo 5 mil apenas em startups. Estima-se que até 2024, pelo menos metade dos 420 mil empregos que devem ser criados em TI podem não ser preenchidos. Isso porque a quantidade de mão de obra qualificada para esse setor ainda é muito baixa.

De olho nesse cenário, os amigos de infância e trabalho Claudio Lensing, João Daniel Duarte, Rafael Torres, Marcos Moura e Matheus Goyas resolveram fundar, em agosto de 2019, a Trybe, uma escola do futuro voltada para as profissões digitais mais procuradas pelo mercado de trabalho.

"Com um programa de aprendizagem de alta qualidade, mentorias individuais e muitos desafios práticos, nosso objetivo é acelerar a carreira da pessoa em desenvolvimento de software em até 12 meses. A ideia é trabalhar ativamente desde o início do programa para preparar e conectar os alunos com as nossas empresas parceiras", explica Goyas, CEO da Trybe.

Empreendedores de segunda viagem, no passado o grupo fundou a AppProva, startup de educação, que com uma plataforma de questões e simulados gratuitos ajudou mais de dois milhões de alunos a se prepararem para o Enem. O AppProva foi adquirido em 2017 pela Somos Educação e o amigos assumiram diversas funções de liderança na nova companhia, até saírem para refletir sobre o que seria uma nova jornada e depois de 10 meses começaram a Trybe. Nesse início, a escola contou também com mais oito pessoas, que integraram o time fundador.

"A Trybe surgiu a partir da antiga inquietação do grupo em relação à situação da empregabilidade no Brasil e da vontade genuína de gerar mais oportunidades para as pessoas", conta Matheus Goyas.

Entre os diferenciais da startup está o modelo de negócios "ganha-ganha", em que o aluno não precisa pagar nada até conseguir um trabalho que remunere acima de R$3.500,00. Ou seja, a Trybe só ganha quando os alunos ganham de verdade. Apesar de novo no Brasil, esse modelo já é comum nos Estados Unidos, conhecido como ISA (Income Share Agreement).

A empresa já recebeu investimento da Canary, e.Bricks Ventures, JOA, Maya Capital e outras pessoas físicas e, atualmente, atua nas cidades de Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). Em pouco mais de um mês de existência, o time da Trybe já conta com mais de 30 pessoas e iniciou sua primeira turma em Belo Horizonte. Para 2020, a meta é expandir para outras regiões e atingir 500 alunos.

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