Milionário desafia Apple consertando iPhones

Adam Satariano, da Bloomberg
06/09/2013 - A indústria de conserto aumenta a vida útil de iPhones, dando aos clientes uma razão a menos para comprar um novo modelo
Chegou uma nova e inesperada ameaça à Apple Inc. em smartphones. Seu nome é Justin Wetherill e ele conserta iPhones a um baixo custo.
Wetherill, 26, representa uma indústria de conserto de telefones de US$ 1,1 bilhão em expansão, que aumenta a vida útil de iPhones, dando aos clientes uma razão a menos para comprar um novo modelo.
"Muitas pessoas diriam leve meu braço, mas não leve meu celular", disse Wetherill, que criou a UBreakiFix Co. porque não conseguia encontrar um lugar para consertar seu iPhone quebrado. "Se você pode ter seu telefone consertado por US$ 100 ou menos, isso é muito melhor do que comprar um novo".
Na véspera do lançamento de novos iPhones, planejado para 10 de setembro, restauradores como Wetherill representam um desafio para a Apple, que já está às voltas com uma mudança na demanda de clientes por aparelhos mais baratos, além de a concorrência, liderada pela Samsung Electronics Co., estar inundando o mercado de smartphones.
O impacto cumulativo já é evidente. A Apple vendeu 31,2 milhões de iPhones no último trimestre, 17% menos que no trimestre anterior. Na ausência de novos produtos, o lucro encolheu nos últimos dois trimestres.
As ações caíram cerca de 6,5% neste ano até ontem, em comparação com um ganho de 16% do índice Standard Poor 500, parcialmente por causa do ceticismo dos investidores sobre se a Apple pode aumentar as vendas.
Cansados de atualizar
"Há menos diferenças entre um smartphone novo e um com um par de anos, então as pessoas sentem uma necessidade menor de atualização", disse Benedict Evans, analista da Enders Analysis. "À medida que a penetração aumenta, mais e mais donos de smartphones têm receitas mais baixas e menos interesse em gastar US$ 200 no último modelo a cada dois anos".
A indústria de reparos dos Estados Unidos cresceu uma média de 11% ao ano desde 2007, de acordo com a empresa de pesquisas IBIS World Inc.
Sendo severo
Essa cultura do conserto está agora "sendo exportada de volta para lugares como os Estados Unidos", disse Jan Chipchase, pesquisador da Frog Design Inc. "Isso aumenta a vida útil desses produtos -- o impacto ambiental é menor e, sob a perspectiva do consumidor, eles estão tirando mais do produto no qual eles investiram muito dinheiro".

Legenda: Tela de iphone quebrada: "Se você pode ter seu telefone consertado por US$ 100 ou menos, isso é muito melhor do que comprar um novo", disse Wetherill, que criou a UBreakiFix Co.

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