Projeto foca em agricultura de baixo carbono

embrapa_baixo_carbono.jpg13/07/2020 - A iniciativa das empresas Embrapa e Bayer planeja aumento da competitividade e sustentabilidade do agronegócio, a partir da adoção de tecnologias de baixo carbono, com garantia de retorno financeiro aos produtores rurais.

A intenção é de que o projeto, denominado “Avaliação piloto do balanço de carbono na produção de milho e soja no centro-sul do Brasil, para o desenvolvimento sustentável (2020/2021)”, comece ainda este mês.

Segundo o diretor de Sustentabilidade da Bayer, Eduardo Bastos, o objetivo é aportar mais de R$ 1,2 milhão envolvendo a participação da Embrapa Meio Ambiente, Embrapa Instrumentação e Embrapa Informática Agropecuária. “Há um potencial enorme de remunerar o produtor que adotar técnicas de agricultura de baixo carbono”, disse. “Com isso, será possível garantir produtividade, melhoria na gestão de risco socioambiental e ainda contribuir com a reputação do agro brasileiro, mostrando que a atividade é parte da solução das mudanças climáticas e não o problema”.

No final do ano passado, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, se reuniu com representantes da Bayer e um dos principais temas do encontro foi a agricultura de baixo carbono. O encontro motivou o desenvolvimento de um projeto focado em três grandes pilares: agenda de pagamentos por serviços ambientais, focada em carbono (cuja base científica virá da parceria com a Embrapa); treinar e capacitar equipes de campo em agricultura de baixo carbono e a divulgação dos seus benefícios tanto aos produtores quanto para a sociedade. “A gente vai tropicalizar muita informação e mostrar que a agricultura tropical pode ser mais sustentável que a temperada”, afirmou.

Para a fase seguinte do projeto, previsto para o período de 2021-2024, a Bayer pretende ampliar as ações, desta vez em parceria com os governos da Alemanha e Brasil. O diretor disse que, entre as metas da Bayer para 2030 estão contribuir com a redução de 30% das emissões de gases de efeito estufa na agricultura mundial, 30% do impacto ambiental das novas tecnologias e a melhoria de vida de 100 milhões de pequenos agricultores. “Temos uma emissão média de 4 milhões de toneladas e 200 mil estão na América Latina”, ressaltou.  Brasil, Estados Unidos e Índia são regiões consideradas prioritárias pela Bayer para implantação dos projetos de baixo carbono.

Crédito: Breno Lobato

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