Vídeo ao vivo está substituindo interações pessoais

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facetime.jpg18/05/2020 - Com a imposssibilidade de haver interações pessoais, os consumidores nos países afetados pela pandemia de coronavírus estão recorrendo ao vídeo ao vivo para se manterem conectados.

Em uma pesquisa realizada em 31 de março pela Business Insider Intelligence, 47,6% dos adultos americanos usaram o aplicativo FaceTime pré-instalado da Apple para conversar com familiares e amigos durante a pandemia. Outros 44,1% usaram o Facebook Messenger, seguidos por 31,5% no Zoom, 22,5% no Skype e 18,4% no WhatsApp.

No final de abril, o Facebook anunciou o lançamento do Messenger Rooms, um novo serviço de videoconferência ao vivo que hospedaria até 50 pessoas por vez. O serviço é aberto a usuários e não usuários do Facebook e, eventualmente, será integrado à família de aplicativos do Facebook, incluindo Instagram Direct, WhatsApp e Portal.

O anúncio ocorreu após uma postagem no blog de 24 de março, na qual o Facebook afirmou que grande parte do tráfego aumentado de seus aplicativos nos países mais afetados pelo coronavírus veio de seus serviços de mensagens. As chamadas de voz e vídeo no Messenger e no WhatsApp, por exemplo, haviam mais que dobrado em relação ao mês anterior.

Plataformas sociais ainda menores, com taxas de uso comparativamente baixas, se beneficiaram das medidas de isolamento que estão colocando as pessoas on-line. Veja Houseparty, por exemplo. Apenas 4,5% dos entrevistados na pesquisa Business Insider Intelligence usaram o aplicativo de vídeo e jogos ao vivo para se conectar com amigos e familiares em 31 de março. Mas mais da metade (55,6%) do total de usuários domésticos dos EUA na pesquisa disseram ter se juntado o aplicativo como resultado da pandemia.

Esse crescimento reflete a profunda necessidade de conexão humana em meio a medidas de distanciamento social. Não está claro qual será o impacto a longo prazo no cenário social, mas é improvável que a videoconferência permaneça tão importante para os consumidore,s assim que a pandemia terminar e as medidas locais forem relaxadas.

Fonte: Business Insider Intelligence, “Coronavirus Consumer Survey” - 04/2020

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