Empresas hi-tech constróem política de RH para mães

go_good_creche.jpg09/05/2019 - Recentemente o Google divulgou uma pesquisa especial para o dia das mães sobre maternidade, que busca entender o perfil das mulheres do nosso século. A pesquisa constatou que 35% das mães dividem responsabilidades, mas que fazem a maior parte das tarefas sozinhas. A pesquisa identificou também que 30% são mães solo e que a atividade a que elas dedicam mais tempo no dia a dia é o trabalho fora do lar.

Proporcionar uma política de RH mais flexível, que auxilia colaboradores com filhos, é um diferencial para muitas empresas. “Hoje, desenvolver uma boa saúde corporativa é essencial para proporcionar qualidade de vida no trabalho. Entender como é possível ajudar um colaborar a crescer, e a lidar com os desafios pessoais, sejam eles a maternidade, problemas de saúde, ou outras questões familiares, irá garantir um funcionário mais motivado e produtivo para sua empresa”, comenta Bruno Rodrigues, CEO da GoGood, empresa digital de saúde corporativa. Conheça histórias de empresas que melhoraram a saúde corporativa construindo uma relação mais honesta com seus colaboradores.

Horários Flexíveis

Na Involves, empresa que desenvolve um software de gestão de trade marketing, as mães contam com benefícios na jornada de trabalho desde a volta da licença maternidade. Logo que retornam do período de licença, as novas mães podem trabalhar apenas 4 horas no primeiro mês, 6 no segundo e é somente no terceiro que a jornada volta ao normal. Thuany Schutz, People Experience Manager da Involves explica ainda que “as mulheres podem optar, também, por juntar todas essas horas e voltar ao trabalho só depois”. Para as mães de crianças em idade escolar, é oferecida a flexibilização da jornada de trabalho no período de adaptação da criança à escola. “A todas as mães que precisam levar seus filhos ao médico, independente da idade, é abonado meio período de trabalho. Entendemos que uma criança doente demanda mais tempo do que apenas os minutos da consulta, sem contar com deslocamento e outros fatores”, pontua Thuany.

Home office até o primeiro aninho

A Codenation — startup que oferece programas de capacitação em tecnologia para estudantes e profissionais da área de ciências exatas — criou uma política para mães de recém nascidos quando a co-fundadora e CMO da empresa, Krislaine Kuchenbecker, engravidou. A política de home office foi adaptada para as mães que acabaram de ter filhos: até a criança completar um ano de idade, elas podem trabalhar de casa, para poder amamentar por mais tempo e com mais tranquilidade. “A questão da licença maternidade, o afastamento por tanto tempo do dia a dia da empresa, foi algo que a deixou muito ansiosa ao final da gravidez. “Como voltar ao mesmo ritmo depois de tantos meses? Eu ainda seria relevante para a empresa? Se essas questões me preocupavam, sendo uma co-founder, imagina o que passaria pela cabeça de funcionárias? Então, numa conversa com o CEO e o pessoal de Talent, achamos melhor deixar essa regra mais definida, para que nenhuma mulher se sinta insegura em utilizar desse benefício”, explica Krislaine.

Assim, as mães podem acompanhar o crescimento dos bebês de perto, sem precisarem se deslocar até a empresa. Por enquanto, ela é a única mãe na equipe da Codenation. Mas as próximas já poderão contar com essa política. Para a CMO, essa solução trouxe mais calma em relação a adaptação da filha de sete meses aos cuidados de uma nova pessoa, ao tempo de amamentação, entre outros aspectos. “Meu trabalho está sendo super produtivo pois não tenho preocupações me distraindo — não fui obrigada a me separar dela, nem a passar pelo desmame quando ainda não estávamos prontas”, conta. Agora, Krislaine trabalha meio período na empresa, para poder ficar mais próxima da equipe sempre que possível, algo que julga ser muito importante.

Liberdade

Na Cheesecake Labs, empresa que desenvolve aplicativos web e mobile, as figuras maternas podem, além de ter horário flexível e fazer home office quando preciso, levar as crianças para o trabalho. "Entendemos que às vezes o home office não supre a demanda que temos no escritório. Por isso, damos às nossas figuras maternas liberdade de escolha sobre como querem continuar exercendo suas funções. Elas podem optar pelo modelo com o qual se sentem mais à vontade para estar com suas crianças e trabalhar", explica Olívia Pacheco, Wellness da Cheesecake.    

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