Mercado de PCs cresce em 2018, diz IDC Brasil

computing_2.jpg26/03/2019 - Foram vendidos 5,575 milhões de computadores, 7,5% a mais do que em 2017; Notebooks e mercado corporativo tiveram participação significativa no resultado

No último trimestre de 2018, foram vendidos 1,445 milhão de computadores. Somados aos volumes dos trimestres anteriores, o ano fechou com vendas de 5,575 milhões de computadores. Os dados fazem parte do estudo IDC Brazil PCs Tracker Q4/2018 e mostram que o mercado de PCs está vivo e com fôlego. Em 2017 cresceu 15% e, em 2018, teve um aumento de 7,5%.

Para Wellington La Falce, analista de pesquisa da IDC Brasil, a explicação para essa reação é simples: o mercado de computadores continua muito importante. “Ainda não temos um dispositivo que faça tudo o que um computador faz. É uma categoria necessária e, por enquanto, insubstituível”, diz o analista da IDC.

A receita também cresceu 17%, com R$ 10,330 bilhões referentes às vendas de notebooks e R$ 3,665 bilhões de desktops. Dos 5,575 milhões de computadores vendidos em 2018, 3,920 milhões foram notebooks e, desses, 903 mil foram para o mercado corporativo, aumento de 38%. Em termos de preço, em 2018, os notebooks ficaram 10% mais caros, custando, em média R$ 2.665, e os desktops aumentaram 8%, custando R$ 2.212.

“A oscilação do dólar continuou impactando no preço, mas o mercado conseguiu crescer com a ajuda do setor corporativo, que investiu bastante em notebooks para oferecer mais mobilidade ao colaborador, especialmente em modelos com melhor performance”, explica La Falce. Segundo ele, as fabricantes conseguiram trabalhar melhor os preços desses modelos, que aumentaram em 10% o volume comparado com 2017.

Previsão para 2019

Apesar do crescimento que vem ocorrendo desde 2017, a IDC Brasil acredita em um período de dificuldades para o mercado de computadores em 2019, principalmente nos três primeiros meses.

“No fim de 2018, o mercado não vendeu tanto quanto esperava e o ano virou com os estoques cheios. Por conta disso, pode não haver abastecimento no varejo nos primeiros meses. Além disso, os preços podem aumentar de novo, caso as liminares contra o fim dos incentivos da Lei de Informática sejam derrubadas, impactando os preços no varejo”, avalia La Falce.

O mercado corporativo também deve sofrer queda. “As empresas estarão apreensivas em relação à tributação. A mudança de governo foi vista com boas perspectivas, mas enquanto não concretizar seus planos, o mercado vai segurar os investimentos”.

Tudo isso pode resultar em uma retração de 7,5%, com a venda de 1,230 milhão de unidades no primeiro trimestre de 2019.

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