O grande debate sobre os riscos do uso da IA

darpa_steven_walker.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Washington Post de 07-12-2018
11/12/2018 - Matéria do jornalista Peter Holley, do Washington Post, analisa entrevista Steven Walker, diretor da DARPA (Agência de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), sobre a utilização da Inteligência Artificial (IA) para salvaguardar a segurança nacional. E minimiza os riscos dessa tecnologia para o ser humano, hoje.

Para esse diretor da DARPA os supostos perigos da Inteligência Artificial: "não são daquelas coisas que me fazem perder o sono”. E acrescenta: “A inteligência artificial (IA) permanece previsível e terá de se tornar muito mais sofisticada antes de representar uma séria ameaça para os seres humanos”, segundo afirma o chefe da Agência de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA).

Na foto, o diretor da Agência de Pesquisa Avançada de Defesa, Steven H. Walker / Crédito: Michael Pausic / Força Aérea dos EUA

Durante um pingue-pongue de perguntas e respostas com o colunista David Ignatius, do Washington Post, na quinta-feira, Steven H. Walker, diretor da DARPA, disse que a IA ainda é "algo muito frágil", com pouca capacidade para atuar de forma independente.

"Pelo menos no Departamento de Defesa hoje, não vemos máquinas fazendo nada sozinhas", disse ele, observando que os pesquisadores da Agência estão intensamente focados na construção de parcerias "homem-máquina". "Eu acho que estamos muito longe de uma IA generalizada, mesmo na Terceira Onda que estamos perseguindo."

"Não é uma daquelas coisas que me tira o sono nem me mantém em pé à noite", acrescentou, referindo-se aos perigos colocados pela IA.

Uma das pessoas que pensam diferente é Elon Musk, que diz: “Para evitar que se tornem como macacos, os seres humanos devem fundir-se com máquinas”.

Os comentários de Walker chegam em meio a um cenário de séria controvérsia em torno do uso militar da Inteligência Artificial. Em junho, milhares de funcionários do Google assinaram uma petição que protesta contra o papel que a empresa desempenha em um projeto do Departamento de Defesa baseado o uso da inteligência de máquinas.

O Google eventualmente desligado do Project Maven, programa que usa IA para marcar automaticamente carros, edifícios e outros objetos em vídeos gravados por drones que voam sobre zonas de conflito. A acusação dos funcionários do Google é a de que os militares se aproveitam da AI para matar com maior eficiência, mas os líderes militares alegaram que a tecnologia seria usada para manter o pessoal militar longe de perigos desnecessários ou, em última análise, salvando vidas.

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