Prepare-se para deixar de comer carne animal

carne_hi_tech.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Le Monde
14/11/2018 - Fiz uma tradução livre desta interessante matéria do Le Monde, que começa com a pergunta: “Preparados para deixar de comer carne de gado até o final do século?”

O jornal diz que, por volta de 2050, mais da metade da carne, dos laticínios e dos ovos em países de alta renda, não deverão ser de origem animal. E que até o final deste ano, você poderá entrar em um restaurante e encontrar frango criado a partir de células dessa ave em um biorreator, em vez de um animal.

O que deve ser feito para substituir completamente a carne de pecuária? Em um novo livro, The End of Animal Farming (La fin de l'élevage d'animaux), “O Fim da Agricultura Animal”, Jacy Reese, diretor de pesquisa e co-fundador do Instituto Sentience, um grupo (think tank) de reflexão sem fins lucrativos, diz que isso é algo que poderá acontecer até o fim do século.

As pessoas estão cada vez mais conscientes do gigantesco impacto ambiental da produção de carne e dos problemas associados às fazendas industriais, explica Reese. E nos últimos tempos, torna-se cada vez mais viável substituí-lo. "Temos acesso à tecnologia de alimentos e à infraestrutura comercial", diz ele.

Gigantes de carne como Cargill e Tyson estão investindo em startups, como Memphis Meat, que criou o primeiro bolinho de carne crescido em laboratório em 2016 e na Beyond Meat, que vende um hambúrguer baseado em plantas hiper-realistas no açougue dos supermercados Whole Foods. Da mesma forma, Richard Branson, que investiu em startups neste campo, acha que toda a carne pode ser "limpa" ou produzida a partir de plantas dentro de três décadas.

Isso exigiria mais incentivos dos Estados, explica o autor. "Se apenas um governo decidiu torná-lo um dos mais importantes problemas tecnológicos, da mesma forma que quando as energias renováveis foram colocadas na frente do palco, pudemos ver o progresso tecnológico realmente, muito rápido. Novas políticas como os impostos sobre a carne, que alguns governos já consideraram, também podem acelerar a política de aceleração de substituições.

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