Ficção científica vai tomar as telas do cinema em 2014

transcendence-movie2.jpgRonaldo Lemos
06/01/2014 - Se você gosta de ficção científica, 2014 vai ser um bom ano. As telas de cinema vão ser tomadas por uma safra ambiciosa de produções de Hollywood especulando sobre desejos, expectativas e temores com relação à tecnologia. Para além da diversão, ajuda a entender as inquietações que estão na pauta do ocidente.

O tema da vez é a singularidade, definida como "o momento em que a inteligência artificial terá progredido a ponto de superar a humana, mudando para sempre a civilização". Existem apostas sérias sobre quando a singularidade vai chegar.


O futurólogo e diretor de engenharia do Google, Ray Kurzwell, fala em 2045. Já Vernor Vinge –inventor do termo– aposta em 2030.


Enquanto esperamos, Hollywood especula sobre o que pode acontecer. São vários os filmes sobre o
tema, sob ângulos diferentes: visão apocalíptica em "Trascendence", com Johnny Depp; ou romântica, com "Her", de Spike Jonze. E, claro, vem aí o quinto "O Exterminador do Futuro", clássico do tema nas telas.


Outra tendência é a ficção científica apontando cada vez mais em direção a países em desenvolvimento.


Um bom exemplo disso é a refilmagem de "Robocop", dirigida por José Padilha de "Tropa de Elite". Ou "Elysium" em 2013, dirigido pelo sul-africano Neil Blomkamp, que aborda a relação entre favelas, sci-fi e tecnologia.

Faz sentido. Com o futuro do consumo da tecnologia rumando para os países pobres, é esperado que as novas histórias surjam daí também. Quem sabe alguém se anima a filmar "Ma-Hôre", o esquecido conto de ficção da imortal Rachel de Queiroz?


JÁ ERA 
Achar normal a cidade ter o ar poluído

JÁ É
 Preferir a bicicleta ao carro
JÁ VEM 
Bike conceito que limpa o ar da cidade (bit.ly/bikepur)

Ronaldo Lemos é diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e do Creative Commons no Brasil. É professor de Propriedade Intelectual da Faculdade de Direito da UERJ e pesquisador do MIT Media Lab. Foi professor visitante da Universidade de Princeton. Mestre em direito por Harvard e doutor em direito pela USP, é autor de livros como "Tecnobrega: o Pará Reiventando o Negócio da Música" (Aeroplano) e "Futuros Possíveis" (Ed. Sulina).

Deixar seu comentário

0
termos e condições.

Pessoas nesta conversa

  • Visitante (James)

    Preferir bicicleta ao carro? Só se você morar numa cidadezinha pequena, plana e de clima ameno. Cidade grande, mesmo que plana, imagina percorrer-se 20 km ida e volta (quando for perto) numa cidade grande, com relevo acidentado em pleno verão ou no frio gaúcho, e com chuva constante, você sai de manhã e tem chuva na volta... Sem falar nos idosos, com que condição, já com dificuldades motoras e labirintite, irão usar bicicletas? Nem vou falar nos cadeirantes... Sempre que ouço falar de bicicletas como "solução de transporte", me lembro de políticos podendo gastar os impostos com a companheirada, enquanto pintam de vermelho trechos de ruas e chamam de "ciclovias", e engavetam os caros projetos de metrô, estes sim a solução abrangente e ideal para o transporte público.

newsletter buton