Musk quer lançar um foguete Tesla a Marte

musk_marte_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
12/12/2017 - Em sua edição de ontem (11-12-2017), o jornal Washington Post ironiza os planos de Elon Musk, a quem chama de “eterno brincalhão feliz (ou bobo alegre)” de lançar um carro Tesla S em seu foguete Space-X.

Saiba mais aqui (se for assinante do jornal Washington Post)

Representação artística do que seria um lançamento de foguete Falcon Heavy / Crédito: SpaceX

Comentário (0) Hits: 89

Sapiens, a melhor história da humanidade que li

livro_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
04/12/2017 - Descobri “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade”, de Yuval Noah Harari, primeiro por referência e sugestão de um amigo, jornalista inglês, exatamente quando o livro estava sendo lançado em português, no começo de 2015. Comprei o livro imediatamente e o li quase compulsivamente. No impulso de recomendá-lo com entusiasmo a meus amigos sob o calor do entusiasmo, escrevi a primeira resenha. Foi, então, que parei um pouco para esfriar a emoção e reler o livro, como o fiz, lentamente, capítulo por capítulo, com maior reflexão, para fazer um julgamento mais frio.

Acabo de reler Sapiens. O livro é magnífico. Ele não se parece em nada com os livros tradicionais de história, acadêmicos ou não, porque combina a descrição da evolução da humanidade com uma análise multidisciplinar, biológica, antropológica, tecnológica, política e econômica.

Achei extraordinária a cronologia inicial nas páginas introdutórias do livro, que começa com o Big Bang, há 13,5 bilhões de anos e termina com o futuro, num período em que, supõe ou pergunta o autor, “o design inteligente se torna o princípio básico da vida?” Ou ainda: “O Homo sapiens é substituído por super-humanos?”

Sapiens está dividido em quatro partes:
• 1. A Revolução Cognitiva;
• 2. Revolução Agrícola;
• 3. Unificação da Humanidade;
• 4. Revolução Científica;

Nesse livro, revi a História da Humanidade desde a Idade da Pedra até os dias atuais, deste século 21. Das melhores críticas que li sobre Sapiens, quase todas ressaltam uma das características dominantes do livro: a tese de que o homem domina o mundo porque é o único animal capaz de cooperar de forma flexível da forma mais ampla possível.

Com isso, o Homo sapiens e tornou a única espécie capaz de acreditar em coisas que não existem na natureza e são produtos puramente de sua imaginação, tais como deuses, nações, dinheiro ou direitos humanos.

O livro levanta interpretações que nos impactam ou chocam, como a de que o dinheiro é um sistema de confiança mútua. Ou de que o capitalismo é uma religião e não apenas uma teoria econômica. Ou ainda a tese de que o império (ou imperialismo) tem sido o sistema político mais bem-sucedido (ou lucrativo) dos últimos dois milênios. E uma tese que me tocou: a humanidade tem imposto aos animais domésticos o tratamento mais cruel – talvez um de seus piores crimes na História. E discute uma tese fascinante: seremos felizes hoje?

Sei que apenas dois ou três por cento dos brasileiros medianamente escolarizados ainda têm o hábito de ler livros – tanto os livros impressos quanto os digitais. Mesmo assim, recomendo, entusiasticamente a leitura de Sapiens. Não percam a oportunidade de conhecer um dos maiores historiadores da atualidade.

Harari é professor Universidade Hebraica de Jerusalém. Doutor pela Universidade de Oxford, esse professor de apenas 40 anos, lançou recentemente outro livro que acabo de comprar: “Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã”, no qual nos alerta para os riscos da inteligência artificial, do Big Data e dos algoritmos que permitem complexas predições matemáticas.

Daqui a algum tempo volto para dar minha impressão pessoal sobre esse novo livro de Yuval Noah Harari, cujo conteúdo está muito mais próximo de meu trabalho profissional como jornalista que cobre o mundo digital e as novas tecnologias em geral.

Crédito: Carol Siqueira

Comentário (0) Hits: 77

LG demonstra todos os recursos da TV OLED 4K

tv_1.jpgPor Ethevaldo Siqueira
30/11/2017 - Em evento para a imprensa especializada, realizado nesta quarta-feira, (29) na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em São Paulo, Igor Krauniski, gerente de produto da LG, conduziu as demonstrações do LabTech referentes à TV OLED 4K. Foram revistos os padrões de definição, cores e contraste, HDR com Dolby Vision, assim como o som Dolby Atmos.

Para Krauniski, esse conjunto de recursos dos televisores OLED 4K com a tecnologia do LED Orgânico, assegura os melhores níveis de contraste, brilho e de cor e a maior aproximação da realidade. Na comparação com outras tecnologias é que se nota de forma mais convincente ainda a superioridade do OLED 4K.

Uma das características fundamentais da qualidade da imagem é o preto absoluto, exclusivo da tecnologia OLED, resultante da iluminação pixel por pixel, sem vazamento de outras cores ou de luz. Igor Krauniski explica, que, “diferentemente das telas de cristal líquido (LCD) – em que a iluminação é feita por blocos de pixels e, numa tela super sofisticada, com cerca de 150 blocos – as TVs OLED têm 8,3 milhões de pixels iluminados individualmente.

O avanço da qualidade da imagem nos últimos tem sido extraordinário, primeiro com os recursos de HDR (High Dynamic Range), algo como Elevada Faixa Dinâmica, que, na prática, assegura melhor contraste, maiores níveis de brilho e uma paleta de cores mais ampla. Com esse avanço tecnológico no tratamento de imagens, podemos dispor hoje de filmes e programas de TV muito mais parecidos com a vida real.

No caso dos televisores de OLED, associado a todos esses avanços, a idéia é que nossos olhos possam perceber brancos mais brancos e negros mais negros – eis aí o significado do maior dinamismo – do que as TVs tradicionais conseguiram exibir.

Comentário (0) Hits: 158

Um diálogo entre Andrew Anagnost e os jornalistas

andrew_anagnost.jpgPor Ethevaldo Siqueira (de Las Vegas)
21/11/2017 - Em entrevista de quase uma hora com este jornalista, Claudiney dos Santos e um colega inglês, Andrew Anagnost, CEO da Autodesk, aprofundou diversos temas de sua palestra (keynote), durante a Autodesk University 2017, na abertura do evento realizado em Las Vegas, de 14 a 16 de novembro. A grande paixão desse executivo é o futuro da Educação, que considera o maior desafio destes tempos modernos. Com entusiasmo, ele ressalta as vantagens reais da automação, hoje proporcionadas pelas mais avançadas tecnologias, tanto por países desenvolvidos como por países em desenvolvimento como o Brasil, cujas economias são tão diferentes da dos países desenvolvidos.

"Entre as vantagens consideráveis da adoção das mais modernas tecnologias de automação, e que podem interessar aos países emergentes, eu destaco a redução não apenas do tempo de execução de grandes obras de infraestrutura, mas também de seu custo. Não é uma questão de simples redução da mão-de-obra, mas, sim, da adequação desses projetos às limitações dos orçamentos, tão comum nos países em desenvolvimento. E todos sabem que quanto mais gente envolvida num projeto, mas gastos deverão ser acrescentados, muitos sem nenhum valor agregado, além do risco da corrupção. E mais: o uso de sistemas avançados de automação pode garantir muito mais transparência aos contratos e aos investimentos públicos. E temos que exigir transparência, para que se vença o círculo vicioso e que os grandes méritos da eficiência e da qualidade sejam reconhecidos".

Andrew Anagnost afirma que um país como o Brasil "não pode pensar em adotar essas modernas tecnologias de automação a curtíssimo prazo, ou seja, amanhã, em especial na área de infraestrutura, é preciso considerar as muitas vantagens que a automação pode conferir aos países emergentes. Há algumas coisas que tornam particularmente importantes e vantajosas a adoção das tecnologias de automação nesses países: primeira, por exigência da população; segunda, por exigência das atividades econômicas e do desenvolvimento almejado por esses países.

Mas é bom lembrar que todo grande projeto de infraestrutura física é sempre um grande desafio, não apenas nos países emergentes, mas mesmo nos Estados Unidos, quando consideramos todas as implicações desses projetos.

Mas a adoção da automação traz outras vantagens consideráveis que podem interessar a esses países, no sentido de reduzir o tempo e os custos de implantação, de forma a adequar os projetos às limitações dos orçamentos.

Por outras palavras, as novas tecnologias de automação permitem que se implantem mais infraestruturas com menos gastos ou menores investimentos. Pensar apenas na redução da mão-de-obra é um modo equivocado de analisar o problema, alerta Anagnost. Em sua visão, o que é, realmente, importante é fazer mais com os mesmos recursos dos limitados orçamentos, em especial com a redução do número de subcontratos. A rigor, com os novos recursos tecnológicos da automação, podemos fazer mais e melhor, em menos tempo e com menores custos.

A tecnologia traz maior transparência aos contratos

Em qualquer país do mundo corre-se o risco de ampliar os gastos com essa montanha de subcontratos – não apenas com os custos inflados pela corrupção, mas com aquilo que eu chamo de "gastos sem nenhum valor agregado". Ou, como acontece em qualquer lugar do planeta, há sempre uma multidão de pessoas que estão interessadas em extrair mais dólares de um contrato sem a contrapartida do valor agregado ou da qualidade em geral.

Essa situação pode até configurar um primeiro estágio da corrupção. O mundo vive, como sabemos, o risco de uma epidemia de corrupção institucionalizada conduzida pelos funcionários público, nas áreas governamentais, pois eles são os responsáveis pela aprovação de projetos. E quanto mais gente envolvida num projeto, mas gastos serão acrescentados, muitos sem nenhum valor agregado, além do risco da corrupção.

As novas tecnologias de automação podem até reduzir a burocracia, tão disseminada pelo mundo. "Nos Estados Unidos, felizmente – diz Andrew Anagnost – pode-se abrir uma nova empresa até online, pela internet. Não tenho a menor dúvida: a automação pode acelerar o desenvolvimento econômico."

Mas não só o governo tem a culpa pela lentidão. Na opinião do CEO da Autodesk, a automação e seus recursos tecnológicos podem ser muito úteis não apenas para acelerar projetos, mas para aumentar a produtividade, como é o caso das grandes construtoras, como a Foster & Partner, que usa recursos de automação como o BIM. "O governo tem seu papel, mas podemos alavancar e ampliar ainda mais os bons resultados da desburocratização com o que eu chamo de transparência digital".

O papel revolucionário da Educação

A Autodesk dedica especial atenção aos problemas da aprendizagem e da Educação. Mas como atualizar as velhas gerações diante da emergência de novas tecnologias e da exigência de novas competências? Uma das possíveis respostas a esse desafio é estimular o convívio entre pessoas de gerações diferentes. Na Autodesk essa experiência parece ter dado resultados muito positivos. Há bons exemplos de pessoas que aprendem com esse convívio. "Eu digo que gente comum pode fazer coisas extraordinárias" – enfatiza Anagnostic.

A Indústria 4.0 chegou para ficar

Tudo que se diz e se prevê sobre a Quarta Revolução Industrial pode parecer modismo, coqueluche, sonho, ficção ou fantasia. Ou, em inglês "hype" – com todas essas coisas novas anunciadas ou discutidas nos jornais, na televisão e nos grandes eveneto.

Andrew Anagnost lembra: "Quanta coisa parecia ficção ou sonho até há pouco tempo? Inteligência artificial é uma delas. Aprendizagem de máquinas é outra. Outros advertem que a essas tecnologias são perigosas, que ameaçam a humanidade. Sim, mas o computador também era considerado tão perigoso quanto a AI. E hoje convivemos com ele sem qualquer preocupação. É claro que teremos que adotar certas formas de regulação."

O conceito de Indústria 4.0 – na visão do CEO da Autodesk – é algo que tem fundamento e pode revolucionar a economia de todos os países. Ele se baseia no uso das chamadas tecnologias exponenciais, na redução do tamanho das indústrias, chamadas de fábricas leves, altamente automatizadas e instrumentadas, que podemos rápida e facilmente reconfigurar. Isso é exatamente o que precisamos para chegar ao futuro. Ou seja, é necessário mas não suficiente, para enfrentarmos os desafios que esse futuro nos trará.

O melhor exemplo dessa nova revolução talvez sejam as microfábricas, altamente automatizadas e inteligentes, que permitirão uma produção muito mais barata e personalizada.

A robotização das indústrias será feita, predominantemente, com robôs muito mais inteligentes, mais produtivos e mais eficientes. Nessa área, o mundo precisará de operadores muito mais hábeis e capazes de trabalhar com esses robôs. E um dado surpreendente: nos próximos três anos, a demanda estimada para a China será de 3 milhões de operadores capacitados para trabalhar com os robôs mais avançados.

Outra área dessa nova revolução industrial será a da agricultura robotizada, prevê Andrew Anagnost. Para ele, esse pode ser um dos caminhos para um país com o potencial agrícola do Brasil, desde que essa atividade seja a mais avançada e altamente produtiva.

Investir no Brasil e na América Latina?

Quais são os planos da Autodesk para investir em certos de desenvolvimento e pesquisa no Brasil e na América Latina? Andrew Anagnost explica para investir nessa região, como em qualquer outra parte do mundo, sua empresa considera a existência de três condições básicas:

a) temos que ter um mercado que seja receptivo, ou melhor, que queira receber esse tipo de investimento;

b) é preciso que haja uma população que esteja pronta e preparada para essas atividades;

c) é preciso que exista no país um arcabouço legal favorável a esse investimento.

Assim foi feito na China, na Índia e noutros países.

Quem é Andrew Anagnost

O CEO da Autodesk, Andrew Anagnost é o novo líder da empresa desde junho de 2017. Poucos executivos reúnem tantas qualidade para impressionar positivamente os participantes de um grande evento, como a Autodesk University. sua única perspectiva era sobre automação e Apaixonado pela temático do Futuro do Trabalho, ele revela sua confiança e otimismo para que possamos abraçar esse futuro.

Doutor em Engenharia Aeronáutica e Ciência da Computação pela Universidade de Stanford, Andrew Anagnost iniciou sua carreira na Lockheed Aeronautical Systems Company e como membro do NRC no NASA Ames Research Center.

Com mais de 20 anos na Autodesk, ele exerceu vários papéis técnicos e estratégicos: liderou a equipe de engenharia para o Autodesk Inventor, ferramenta de engenharia e design de produtos com base em modelo 3D da empresa, aumentando a receita cinco vezes durante seu comando. Como Vice-Presidente Sênior de estratégia e marketing comercial, liderou a transição bem-sucedida da empresa para um modelo de negócios de assinatura e levou a adoção das tecnologias de nuvem da Autodesk.

Ao tomar posse no novo cargo, ele recordou alguns pontos fundamentais de sua empresa: "A Autodesk transformou a indústria de design trazendo o CAD para o PC há 35 anos e, nos últimos 10 anos, tornou-se líder de tecnologia. Nós fomos os primeiros a trazer o design para a nuvem e, agora, estamos trazendo a construção e a manufatura para a nuvem também. Empenho-me daqui para frente em levar a Autodesk à nossa próxima fase de crescimento, onde combinaremos negócios e inovação de produtos para se tornar uma empresa ainda mais focada no cliente".

Comentário (0) Hits: 507

Autodesk University antecipa grandes desafios do futuro

autodesk_abre_1a.jpgPor Ethevaldo Siqueira (de Las Vegas)
20/11/2017 - A automação chegou, para ficar. Ela é o futuro. Ou melhor, é nosso futuro. Assim como a robótica, a inteligência artificial, a realidade virtual, a aprendizagem de máquina, a realidade aumentada. O que todos perguntamos é que significa isso tudo, como oportunidade, como criação de empregos ou de desemprego? Que significa tudo isso em termos de quantidade e de qualidade, para os humanos ou para os robôs? Você está preparado? Que significa isso para meu emprego ou para meu negócio? Que significa para minha família? Que significa tudo isso para o planeta?

Essas perguntas anteciparam na imensa tela do auditório o roteiro da palestra de abertura da Autodesk University (AU), evento gigantesco e extraordinário que reúne anualmente cerca de 10 mil pessoas em Las Vegas, entre as quais usuários arquitetos, designers, engenheiros e artistas digitais de todo o mundo para antecipar-lhes o futuro e todos os avanços na tecnologia "de fazer coisas".

autodesk_abre_2.jpgEm sua palestra inaugural ou keynote, Andrew Anagnost (foto), CEO da Autodesk, passou a responder às questões no telão do palco e a debater a mesma temática da edição de 2017 da Autodesk University, compartilhando com 10 mil profissionais na plateia sua visão sobre a Era da Automação, sobre o futuro do trabalho.

Educação e desenvolvimento permanente de novas habilidades são os grandes desafios para o futuro do trabalho e do emprego, segundo Andrew Anagnost. Para ele, há hoje uma clara necessidade de se preparar a força de trabalho mundial para "fazer qualquer coisa".

Anagnost compartilhou sua visão otimista do setor, mostrando como a Autodesk poderá ajudar os clientes a fazer mais e melhor, com o menor impacto negativo possível, e, em especial sobre o futuro do trabalho na era da automação.

"A nova onda de automação – enfatizou Anagnost – causará, sem dúvida, interrupções, mas tecnologias como a inteligência artificial e a robótica serão muito mais eficazes para criar oportunidades de emprego e estimular o crescimento econômico do que muitos céticos teriam que acreditar".

O CEO da Autodesk lembra que é preciso reflitir sobre o grande debate que os robôs têm suscitado ao longo dos últimos 50 anos. "Muitos supunham que os robôs iriam roubar nossos empregos ao longo dessas décadas. Mas o que aconteceu não foi bem isso. Foi, sim, uma revolução tecnológica, como ocorreu na indústria automobilística. E o robô criou de fato mais empregos, não menos. Por que, então, teremos que pensar que no futuro as coisas serão diferentes? Na verdade, o job churn (ou rotatividade dos empregos) decresceu. E isso aconteceu não apenas na revolução industrial os EUA, como no resto do mundo."

Outro aspecto interessante ressaltado por Anagnost é o fato da automação em geral – e da robotização em particular – ter eliminado, sim, os maus empregos, os mais duros, repetitivos, cansativos e até desumanos.

O caso do jornalismo impresso é exemplar

Andrew Anagnost diz que há, sem dúvida, setores tradicionais que são implacavelmente destruídos pelo avanço tecnológico, como no caso da editoração eletrônica (desktop publishing). Jornais e revistas foram duramente afetados por ela e, claro, pela internet. Mas, ao mesmo tempo, essas novas ferramentas criaram milhares de novas oportunidades de trabalho e de empregos para designers e blogueiros, além de beneficiar milhões de pessoas com os novos recursos da editoração eletrônica. E relembremos que há 20 anos ninguém sabia o que era um blogueiro.

Outro exemplo é o da indústria do cinema. A televisão e o próprio cinema tiveram que ser redefinidos e recriados a partir dessa indústria de filmes. Milhões de pessoas no mundo assistem a filmes em seus home theater domésticos, com televisores muito maiores e áudio estéreo ou surrounding de melhor qualidade.

Pensemos agora na explosão da demanda de conteúdos que deu origem a uma nova indústria e o novo ecossistema criado pelo cinema e pela TV. A Netflix é o melhor exemplo. Com ela, nasceu uma incrível indústria dos microfilmes. Outro exemplo citado por Andrew Anagnost é o Emoji Movie – essas caretinhas e caricaturas de gestos que inundam a internet.

A revolução do CAD

É impressionante o que havia antes do software de CAD. Havia há cerca de 30 anos algo como 300 mil designers nos Estados Unidos. Hoje, são 10 milhões de usuários desses softwares de CAD.

Nesta 25ª edição, realizada de 13 a 16 de novembro de 2017 – terceiro ano neutro em termos de carbono – a Autodesk conduziu o grande evento que se propõe a atualizar as experiências de seus usuários, aprimorar sua rede de relacionamento e explorar novas formas de projetar e construir edifícios, infra-estrutura, produtos e entretenimento à medida que essas indústrias convergem cada vez mais.

No conjunto de suas edições em 14 países em todo o mundo, a AU reúne mais de 25 mil participantes em eventos ao vivo através de aulas, fóruns e conferências com especialistas da indústria e líderes de pensamento. Mais de 2,5 milhões de pessoas acompanham esses eventos da AU online via internet, com acesso gratuito o ano todo para fixar seu conteúdo, desenvolvimento profissional e conversas inspiradoras da indústria dos eventos da conferência da UA.

A produção de carbono da AU está sendo compensada este ano por meio de uma colaboração com a BioLite, fabricante do fogão HomeStove de madeira ultra-limpa que gera eletricidade a partir do calor da chama. Graças ao design inteligente que utiliza o software de simulação Autodesk, cada HomeStove reduz as emissões em 90% e o consumo de combustível pela metade.

Comentário (0) Hits: 523

Secretário de Obama defende os super trens

secr_obama.jpgPor Ethevaldo Siqueira (de Las Vegas)
21/11/2017 - Perguntei a Anthony Renard Foxx, ex-Secretário de Transportes do ex-presidente Barack Obama e ex-prefeito de Charlotte, Carolina do Norte, qual a sua opinião sobre os trens super-rápidos – como o trem-bala japonês, o TGV francês ou os novos trens chineses. Sua resposta foi clara e objetiva:

"Os Estados Unidos podem e devem investir em projetos dessa natureza, bem como em outros ainda mais ambiciosos como o Hyperloop (o trem que circula no interior de uma tubulação com ar rarefeito e pode atingir mais de 1.200 km/h), em construção entre Los Angeles e São Francisco. O essencial é que haja interconexões e integração com os demais modos de transportes, sejam trens tradicionais, sistemas rodoviários e metropolitanos. E lembro que o trem mais rápido, do tipo TGV, em construção ligará Miami a Orlando até 2020."

Foxx deu longa entrevista à Imprensa na Autodesk University, em que enfatizou os conceitos dominantes de sua gestão: "A questão prioritária nos transportes é a integração dos diversos modos de deslocamento das pessoas – desde as que podem caminhar, pedalar suas bicicletas, deslocar-se de trem, de ônibus ou metrô. Para obter tais resultados, os governos devem assumir a responsabilidade de regular, planejar e estimular investimentos essenciais à expansão e à modernização da infraestrutura".

A escolha de Foxx pelo ex-presidente Obama recaiu sobre uma pessoa que demonstrava ter todas as condições para passar os quatro anos seguintes concentrado na melhoria da segurança, comprometido em criar escadas para novas oportunidades econômicas para todos os cidadãos, além de contribuir para modernização do processo regulatório do Departamento de Transportes dos EUA (USDOT). Sua gestão foi tão positiva que Obama o escolheu para ser uma espécie de "embaixador dos Transportes" de sua administração.

 

 

 

Comentário (0) Hits: 877

newsletter buton