Brasileiro se preocupa sua privacidade?

smartphone_fix_online.jpg17/10/2019 - A HERE Technologies lançou uma pesquisa que mostra como evoluiu a atitude de público e clientes em relação à privacidade e compartilhamento de dados ao redor do mundo em relação ao segmento de mobilidade e transportes.

O estudo ouviu 10 mil clientes de mercados como Brasil, Estados Unidos, Grã Bretanha, Alemanha, França, Austrália e Japão. O Brasil é o país que concentra o maior número de consumidores desconfiados a respeito do compartilhamento de dados: 78% dos brasileiros estão preocupados em compartilhar informações pessoais de maneira digital. No âmbito mundial, esta taxa é de 53%.

Ainda abordando o perfil do consumidor digital brasileiro, a falta de confiança nas empresas é um complicador para a expansão e aprimoramento de serviços no país. De acordo com a divulgação, 52% dos brasileiros estariam mais dispostos a comprar serviços ou usar aplicativos de empresas que conhecem e que lidam com os dados pessoais com transparência.

Em escala global, 26% dos usuários se mostraram informados e afirmaram que sabem o objetivo das empresas que utilizam os dados de clientes. Já aqui no Brasil, esta camada é de 32% e, além disso, 36% dos brasileiros argumentaram que compartilham seus dados porque sabem da necessidade deles para a melhoria dos serviços e aplicativos.

Ainda de acordo com a pesquisa da HERE, os brasileiros se mostram dispostos a compartilhar seus dados pessoais desde que conheçam quem está os utilizando. A empresa apurou que 44% provavelmente compartilhariam dados de localização se soubessem quando e para que seriam utilizados. Outra constatação feita pelo estudo é de que 68% dos usuários no país provavelmente compartilhariam se pudessem predefinir as preferências de compartilhamento de dados de localização como um procedimento padrão.

Segmentando os serviços em que brasileiros estão dispostos a disponibilizar seus dados, os serviços de aplicativos de mobilidade lideram com 78% da preferência dos usuários. Aplicativos de taxi também têm alta aderência, com 74% de aceitação. Aplicativos de mensagens e filmes/streaming vem logo atrás, com 67% da confiança dos usuários. Por fim, serviços de compartilhamento de vídeos e aplicativos de serviços públicos completam a lista com 59% e 41%, respectivamente.

"Nosso estudo mostra claramente que o comportamento do consumidor está mudando no que diz respeito à mobilidade como serviço", disse Aleksandra Kovacevic, gerente de engenharia de serviços de privacidade da HERE Technologies.

O estudo, realizado em parceria as empresas ESOMAR e BuzzBack Research and Cint, constatou que mais de 70% dos consumidores no mundo compartilham seus dados de localização pelo menos algumas vezes. As pessoas estão mais dispostas a disponibilizar suas informações desde que elas sejam revertidas em algo benéfico, como para aumentar a segurança, possibilitar um serviço ou economizar dinheiro. A pesquisa também indica que é mais provável que as pessoas compartilhem seus dados de localização se souberem para que estão sendo usados.

Para acessar a pesquisa completa, clique em https://www.here.com/sites/g/files/odxslz166/files/2019-09/the_privacy_paradox.pdf

Comentário (0) Hits: 140

O livro impresso será substituído pelo e-book?

eduardo_villela_unsplah.jpg*Por Eduardo Villela
11/10/2019 - Com o avanço da tecnologia, o livro digital ganha cada vez mais espaço por sua praticidade

Na era digital a principal forma de consumo de conteúdo do leitor está nas plataformas de serviços online como: sites, podcasts, aplicativos de revistas online. Com o avanço tecnológico surge mais praticidade é possível acessar esses veiculos de que qualquer smartphone e e-reader o que facilita a rápida leitura . A tendência é que haja uma complementaridade entre as mídias e não uma substituição de uma por outra.

Por exemplo, há ótimas editoras no país que oferecem ao leitor o livro impresso integrado a um site com uma variedade de conteúdos extras, como vídeos, planilhas, simuladores, jogos, textos complementares, cases etc, ou seja, trazem ao leitor um projeto de conhecimento/entretenimento no qual duas mídias estão integradas em plena harmonia.

Além disso, é crescente o número de editoras que oferecem a versão digital do próprio livro. O e-book é um novo mercado para as editoras. O número de editoras que disponibilizam a versão digital de seu catálogo é crescente. "O livro digital e o livro impresso conviverão por muito tempo e a tendência é que o consumo de um impulsione a venda do outro. Aliás, não acredito que o livro impresso desapareça, o que poderá acontecer após vários anos ou mesmo décadas, é a venda do livro digital superar a do impresso em receita. Levará um bom tempo para isso acontecer por algumas razões", acredita Villela.

Alguns dos motivos para o Book Advasor acreditar nisso são os seguintes:

- O livro impresso apresenta um formato universal cuja experiência de leitura é agradável e funcional -- em qualquer lugar do mundo, o livro impresso é igual, você pode dobrar as páginas, fazer anotações, guardá-lo em sua mochila/bolsa e carregá-lo com facilidade e segurança;

- Não temos ainda um formato universal e uma experiência de consumo agradável para o livro digital. O conteúdo digital em texto ainda é estático e pouco interativo com outros formatos em áudio e vídeo;

- Com o crescimento da expectativa de vida, temos várias gerações vivas que interagem com o conteúdo de diferentes formas. Há gerações que preferem o livro impresso pelo seu aspecto tangível;

- O preço dos e-readers, tablets e smartphones é ainda pouco acessível aos brasileiros, a tecnologia de luminosidade para leitura nesses dispositivos precisa melhorar e a infraestrutura de banda larga no país é deficiente, com um acesso à web lento e caro.

- O livro digital será completamente diferente do de hoje em um futuro breve. Ele proporcionará ao leitor uma experiência muito interessante de interação com o conteúdo em vários formatos (texto, áudio, vídeo, animações) e em tempo real. "Além disso, o leitor assumirá o papel de "prosumer", sendo ao mesmo tempo um coprodutor e consumidor do conteúdo. Portanto, para as editoras, o livro digital é um novo mercado que ajudará a fortalecer o hábito de leitura no país", enfatiza Eduardo.

Crédito: Eduardo Villela /Unsplash

* Eduardo Villela é book advisor e, por meio de assessoria personalizada, ajuda pessoas a escreverem e publicar suas obras. Mais informações em www.eduvillela.com

Comentário (0) Hits: 457

Incentivos fiscais regionais e a Lei do Bem

lei_bem.jpeg*Por Thiago Teixeira
08/10/2019 - As leis de incentivo fiscal já são consideradas essenciais para a competitividade e sustentabilidade das organizações e o Brasil possui diversos programas para fomentar projetos de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). Nas regiões menos desenvolvidas os benefícios fiscais fazem-se ainda mais necessários. Foi publicado no Diário Oficial da União em janeiro de 2019 a lei que prorroga até 2023 o desconto de 75% no Imposto de Renda das empresas que atuam nas áreas da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Na essência, a importância dessa prorrogação, principalmente para regiões menos favorecidas, visa o equilíbrio e o desenvolvimento da indústria regional. E, de fato, o foco é contrabalancear a desigualdade regional por meio do desenvolvimento tecnológico e fomento de investimento por parte da indústria, bem como gerar novos empregos por meio de investimentos em novas unidades produtoras.

Incentivos fiscais regionais: Sudam e Sudene

O principal benefício praticado nas regiões Norte (Sudam) e Nordeste (Sudene) é a redução de até 75% (calculados com base no lucro de exploração) do imposto de renda (IR) pago pelas indústrias que implementam projetos de:

Implantação: que proporciona a entrada de uma nova unidade produtora no mercado;

Diversificação: que introduz novas linhas de produção, com ou sem exclusão de linhas já existentes, para fabricar um novo produto ou serviço;

Modernização Parcial: que introduz novas tecnologias, novos métodos e meios racionais de produção, modernizando parcialmente o processo produtivo de um empreendimento (uma ou mais linhas de produção);

Modernização Total: que introduz novas tecnologias, novos métodos e meios racionais de produção, modernizando completamente o processo produtivo de um empreendimento;

Ampliação: que amplia a capacidade real instalada do empreendimento, em uma ou mais linhas de produção.

Existem outros benefícios secundários na região como o reinvestimento de 30% do IRPJ e a depreciação acelerada imediata. Atualmente, 548 empresas da Sudene são beneficiarias do incentivo de redução de 75% de IR, 55 companhias beneficiam-se do incentivo de reinvestimento e 2 usam a depreciação acelerada incentivada. Em relação a Sudam, são mais de 400 empresas beneficiárias de acordo com o governo federal.

Utilização de diferentes incentivos fiscais

A falta de informação sobre o uso dos benefícios fiscais ainda é um grande gargalo e impacta diretamente no baixo número de empresas que utilizam outros incentivos em paralelo. As empresas beneficiárias dos incentivos da Sudam e Sudene podem utilizar concomitantemente os benefícios da Lei do Bem, por exemplo. Hoje, menos de 10% das empresas se beneficiam de incentivos da Sudam e Sudene simultaneamente à Lei do bem.

A Lei do Bem (Lei 11.196/05) é um incentivo no âmbito federal que permite, para qualquer empresa tributante no Lucro Real, usufruir de uma exclusão adicional sobre as despesas com Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (P&D&I). Ou seja, se uma empresa investir nesta tipologia de atividades, poderá deduzir adicionalmente entre 60% e 100% dos gastos correlatos a estas. É um incentivo de grande interesse na poítica nacional e, ainda mais, em regiões onde se pretende promover um maior desenvolvimento.

O principal motivo para que existir um indicador como o supracitado (menos de 10% das empresas destas regiões usando este incentivo à P&D&I), se deve, precisamente, ou ao desconhecimento ou ao entendimento por parte de muitas delas da incompatibilidade do incentivo no IR com a Lei do Bem. Lembrando que a exclusão que trata a Lei do Bem incide diretamente no cálculo do Lucro Real, não no cálculo do Lucro de Exploração e, portanto, não tem impacto no cálculo da isenção de IR já mencionada (75%). Além disso, no caso da CSLL, o impacto da Lei do Bem é similar a qualquer empresa em outras regiões do Brasil, pois a CSLL não possui isenção nos mesmos termos do IR no Sudene e Sudam.

Incentivos fiscais e o fomento à inovação

As razões que permeiam as iniciativas do governo federal brasileiro, na forma de incentivos fiscais, sobre as regiões Norte e Nordeste do Brasil se encontram no cerne da história do nosso país, na qual o crescimento econômico e social demonstrava níveis discrepantes dentro do cenário nacional. Os incentivos fiscais, portanto, ajudaram a impulsionar e, ainda hoje, reforçam as vantagens das indústrias fixarem suas instalações nestas regiões, promovendo assim, o seu desenvolvimento econômico e social. As empresas, inclusive as multinacionais, diante dos benefícios tributários e fiscais, são atraídas a investirem nestas localidades, trazendo consigo aplicações tecnológicas para a fabricação de novos produtos altamente competitivos no mercado nacional e internacional.

Isso reforça a importância da utilização de incentivos fiscais para fomentar a inovação e possibilidade de arrecadar mais investimentos para a região, visto que, uma empresa que se beneficia de desonerações fiscais poderá capitalizá-las em aplicações de capitais/aprimoramentos tecnológicos de suas atividades e, com este tipo de investimento, fomentar o mercado regional e gerar novos empregos.

*Thiago Teixeira é Gerente de Consultoria em TI da F. Iniciativas, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financiamento à Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).

Comentário (0) Hits: 783

Ensino a distância já seria coisa do passado?

professionals_future.jpg*Por Vinicius Bozzi Nonato
08/10/2019 - Há quase uma década, o ensino a distância é uma realidade crescente no país. Nos EUA e Europa, o ensino online é reconhecido como um método eficaz sendo amplamente utilizado por empresas tradicionais.

A popularização do EAD possibilitou que plataformas de ensino online ganhassem cada vez mais espaço no Brasil. No final do ano passado, uma portaria da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) regulamentou os mestrados e doutorados a distância. Entre 2016 e 2017, houve um aumento de 17,6% da modalidade no país, segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

A possibilidade de ter horários flexíveis, interatividade e as mensalidades competitivas motivam cada vez mais alunos a optar pelo modelo de educação a distância. A popularização da internet e dos smartphones propiciaram o arcabouço necessário para a consolidação do EAD como alternativa real de evolução de carreira. Apenas no último ano, a procura para cursos de EAD para cursos de graduação e pós-graduação, mestrado e doutorado cresceu 72%.

Por outro lado, o conceito de EAD vem sendo associado aos modelos em que os alunos interagem de forma assimétrica com professores e colegas usando ferramentas tradicionais baseadas em video aula, fóruns e emails. Neste contexto, a experiência de aprendizado do aluno fica limitada assemelhando-se ao estudo autônomo.

Venho observando no mercado algumas instituições inovadoras que estão promovendo uma silenciosa revolução no EAD. Cada vez mais as instituições estão buscando se adaptar à nova realidade investindo na interatividade e experiência do aluno permitindo que esteja tão próximo do professor e colegas quanto em uma aula presencial. Hoje, alunos e professores passaram a estabelecer uma comunicação em tempo real, derrubando barreiras físicas, permitindo que a educação a distância atingisse novo nível de agilidade, interatividade e eficiência.

Creio que o marco dessa evolução tenha se dado a partir do momento em que os resultados das avaliações oficiais do MEC de alunos que cursaram disciplinas a distância passaram a ser iguais ou superiores aos daqueles que concluíram cursos presenciais.

O termo EAD como existe hoje está ultrapassado. Graças às novas exigências por parte dos órgãos reguladores da educação e dos alunos. Com isso as instituições educacionais estão cada vez mais buscando reformular currículos e metodologias, além de investir constantemente na qualidade dos cursos oferecidos. Isto aumenta a credibilidade do mercado e é algo positivo tanto para as escolas quanto para os alunos, pois aproxima quem está em busca de conhecimento e capacitação daqueles que os detém.

Ao meu ver este é o futuro da educação, pessoas conectadas entre si investindo na troca de experiências com docentes e discentes no escasso tempo disponível que possuem. Creio também que o modelo de educação a distância que conhecíamos está cada vez mais fadado ao fim, pois as tecnologias e modelos emergentes serão capazes de encurtar distâncias e construir pontes cada vez mais sólidas de conhecimento.

*Vinicius Bozzi Nonato é CEO e fundador do IGTI

Comentário (0) Hits: 681

Cai 1,2% produção da indústria eletromecânica

ndustria.jpg02/10/2019 - A produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 1,2% no mês de agosto em relação ao mesmo mês de 2018. É o que demonstram os dados divulgados pelo IBGE agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O resultado foi motivado pelas reduções tanto da área eletrônica (-1,2%), quanto da área elétrica (-1,1%).

No acumulado de janeiro a agosto de 2019, a produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 1,8% em relação ao igual período de 2018. Essa queda foi influenciada pela retração de 4,3% na produção de bens eletrônicos, uma vez que a área elétrica cresceu 0,5%.

“A atividade do setor eletroeletrônico tem oscilado muito neste ano, sem demonstrar até este instante uma tendência de recuperação efetiva”, ressalta o presidente da Abinee, Humberto Barbato. Ele acredita que as empresas permanecem em compasso de espera em relação às reformas em andamento e à reformulação da Política de TICs, fatores importantes para melhor previsibilidade na economia e reversão desse quadro de instabilidade.

Comentário (0) Hits: 921

A 4ª Revolução Industrial e o futuro generalista

previsao.jpg*Por Gabriel Rossi
27/09/2019 - Que profissões devem se adequar para se preparar para o futuro?

Muita gente se equivoca, mas a primeira revolução industrial, que ocorreu em 1760 não foi guiada pela vanguarda tecnológica e cientifica. Por muitos ângulos, o fenômeno ocorrido na Grã-Bretanha foi muito mais de natureza prática do que intelectual.

Vale lembra que a França gerou inventos mais incisivos como o tear de Jacquard, em 1804 e melhores navios. "Os alemães possuíam instituições de treinamento técnico, como a Bergakandezie prussiana, que não tinham paralelo na Grã- Bretanha", aponta.

A grande diferença da quarta revolução industrial é justamente a tecnologia exponencial. Também agora temos inteligência (artificial). Internet das coisas, biotecnologia, impressora 3D e muito mais".

Diante deste cenário, acredito que o assunto merece atenção. Afinal, boa parte das profissões, no formato que estão hoje, podem sofrer alterações. Advogados, motoristas, contadores estão com os dias contados. Dentistas, personal trainers podem respirar aliviados, ao menos por enquanto. É preciso romper com antigos conceitos e nos tornar generalistas para lidarmos com novas atividades que aparecerão quase que frequentemente.

Tudo isso ainda é uma grande mudança cultural. Somos especialistas. As universidades precisam estar atentas. Estudar (e aprender) será a mais importante capacidade. E também desaprender".

*Gabriel Rossi é especialista em Marketing e professor da ESPM

Comentário (0) Hits: 780

newsletter buton