Estufa conectada simula uso de IoT na agricultura

t_systems_agro.jpg10/10/2018 - Desenvolvido pela T-Systems, modelo promete trazer todas as características de uma solução de Internet das Coisas (IoT) completa, permitindo simular diferentes condições climáticas.

A T-Systems do Brasil, provedora alemã com portfólio digital de soluções e serviços de TI, acaba de anunciar uma solução de IoT voltada ao setor de agronegócio. O Digital Garden é, na verdade, uma estufa conectada que traz todas as características de uma solução IoT completa integrada aos sistemas de gestão SAP.

O consultor de desenvolvimento de negócios de transformação digital da T-Systems, Victor Carreiro, afirma que com o uso de sensores e atuadores – colocados no solo ou dentro da própria estufa – a solução simula diferentes condições climáticas e obtém dados sobre importantes grandezas físicas de uma produção real.

"Esses dados são utilizados para tomadas de ações automáticas (como controle de irrigação, mapeamento de solo e uso de fertilizantes) e enviados para a plataforma em nuvem, o que permite o monitoramento remoto e a produção de informações para análise dos KPIs na palma da mão", explica, lembrando que o Digital Garden é uma solução end-to-end baseada em Design Thinking, conjunto de práticas e processos para resolução de problemas.

Para ilustrar o Digital Garden de forma clara e interativa, a T-Systems conta com um jardim físico, além de botões capazes de mudar as condições climáticas do cenário. "Este show case mostra a aplicação da Internet das Coisas no agronegócio, mas seus conceitos são aplicáveis em outros segmentos de mercado, como Automotivo, Varejo, Healthcare, Saúde, entre outros", ressalta Carreiro, lembrando que o projeto foi desenvolvido pelo time do laboratório de transformação digital da T-Systems Brasil, formado por Gustavo Paula, Marcelo Farias, Leonardo Ruiz e Cristiane Guerra.

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Setor de energias enfrenta transformação

energia_renovavel_2.jpg09/10/2018 - Em expansão, soluções renováveis são um dos vetores desta importante mudança, diz KPMG

As empresas de energia estão enfrentando com preocupação a tendência global de ofertar soluções mais renováveis e distribuídas. Além disso, o que está sendo observado agora é algo completamente novo, com os próprios consumidores priorizando o consumo de energias renováveis e considerando a possibilidade de incorporar tecnologias alternativas e soluções para enfrentar o desafio de baixo carbono. Trata-se de uma tendência que impactará os modelos de negócios e o funcionamento do setor no futuro. Essas são algumas das conclusões do estudo "Novos impulsionadores da transição de energia renovável" (New drivers of the renewable energy transition, em inglês), que analisou o impacto do aumento da demanda por recursos renováveis em todo o mundo.

"Com o mercado internacional cada vez mais competitivo e globalizado, será interessante ver como os agentes respondem aos novos desafios. Eles podem se tornar parte de plataformas de energia altamente complexas no futuro, que incluam múltiplas fontes de energia, produtores, distribuidores e consumidores", afirma a sócia da área de energia da KPMG no Brasil, Franceli Jodas.

O conteúdo também revela que a revolução renovável tem sido liderada por desenvolvedores de energia e empresas geradoras que investiram em tecnologia com a ajuda de tarifas e subsídios governamentais. Existe ainda um amplo consenso de que as energias renováveis são vitais na transição global para uma economia de baixo ou zero carbono, sendo que o consumidor deve pagar por colaborar com essa transição, com o investimento em geração renovável sendo o primeiro estágio dessa jornada. A revolução está bem encaminhada neste setor e, com o apoio dos consumidores corporativos, não há mais como voltar atrás, aponta ainda o estudo.

O levantamento da KPMG também destaca os principais fatores que levam as corporações a adotar as energias renováveis: preços decrescentes nos custos globais de energia eólica e solar; pressão dos investidores impulsionada pelo reconhecimento de que fatores ambientais, sociais e de governança desempenham um papel fundamental na determinação de risco e retorno; pressão de clientes e colaboradores; mudanças nos padrões de reportes ao mercado; pressão dos pares na indústria; e alinhamento com padrões internacionais, como os Princípios das Nações Unidas para o Investimento Responsável e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

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Até 2025, máquinas farão compras sozinhas

jobs_getty_guardian.jpg27/09/2018 - Novo estudo da Bain & Company revela que a tecnologia prevenirá 70% das fatalidades na área da saúde e reduzirá em 80% as transações em dinheiro. A consultoria de negócios entrevistou executivos de 700 empresas em todo o mundo acerca de 20 ferramentas para melhorar a experiência do cliente, em quatro categorias: detecção, decisão, atuação e gerenciamento.

Um foco profundo no aprimoramento da experiência do cliente se enraizou em muitos mercados emergentes, que estão bem à frente de seus concorrentes de mercados mais desenvolvidos na Europa e na América do Norte. Especificamente, a análise preditiva, os sensores em produtos e a experiência personalizada por inteligência artificial e advanced analytics tornaram-se as ferramentas mais amplamente utilizadas nos mercados B2C e B2B. "Com tantas opções, as organizações têm de ter muita clareza sobre onde querem chegar, quais os objetivos de negócios que querem alcançar com essas ferramentas", avalia Sílvio Marote, sócio da Bain. "Esse deve ser o ponto de partida, e não o modismo", completa Marote.

Percentual de líderes (por região) que acreditam que a tendência ocorra até 2025:

- O sentimento do cliente será captado pelo uso de sensores biológicos (ex.: retina, temperatura do corpo, batimentos cardíacos) para detectar suas emoções. Na América Latina, 52%; Europa, 48%; América do Norte, 34%; e Ásia-Pacífico, 66%.
- Biotecnologias em escala nano (ex.: dispositivos e sensores embutidos no corpo) ajudarão a prevenir 70% das fatalidades e melhorarão o tratamento de doenças crônicas. Na América Latina, 52%; Europa, 39%; América do Norte, 34%; e Ásia-Pacífico, 60%.
- Máquinas se tornarão clientes, à medida que as pessoas passarem a delegar decisões a seus bots. Na América Latina, 40%; Europa, 41%; América do Norte, 31%; e Ásia-Pacífico, 54%.

Percentual de líderes (recorte global) que acreditam que as tendências abaixo vão ocorrer até 2025:

- 74% – Dispositivos de geolocalização vão avisar o varejista quando um comprador chegar à loja, para que este possa ser mais bem atendido.
- 73% – Os varejistas saberão quando um cliente ficar sem um produto e o entregarão automaticamente.
- 72% – transações em dinheiro encolherão em 80%, graças ao aumento dos pagamentos biométricos e por celular.

Percentual de líderes (recorte global) que acreditam no seguinte crescimento do uso de ferramentas de personalização nos próximos três anos:

- Vendas e marketing one-to-one: de 20%, hoje, para 63%.
- Experiências personalizadas: de 30%, hoje, para 70%.
- Mecanismos de decisão automatizados: de 15%, hoje, para 57%.

Três temas aparecem como prioritários pelos líderes: otimização de custo e previsão das necessidades do cliente, experiência personalizada e aprimoramento de privacidade e segurança.

Para isso, líderes pretendem adotar as ferramentas abaixo, nos seguintes percentuais:

- Para otimização de custos e previsão das necessidades do cliente: analytics preditiva, 76%; e inteligência artificial, 72%
- Geração de experiências personalizadas: 71%.
- Para privacidade e segurança: ferramentas biométricas, 68%; e gerenciamento de privacidade, 68%.

Segundo a Bain & Company, a pesquisa revela uma forte correlação entre a quantidade de esforço de uma empresa em adotar a ferramenta e sua satisfação com ela. Há evidências claras de que os melhores resultados decorrem de um grande esforço e investimento em poucas escolhas, e não apostar em uma ampla gama de opções. "As empresas devem ter, no máximo, cinco ou seis prioridades. Com mais do que isso, perde-se o foco", afirma Marote. Segundo ele, muitas tecnologias servem para diferentes propósitos. Um exemplo é a análise preditiva, que pode ser usada em call centers e na previsão de estoques em lojas espalhadas pelo País. "São diferentes fins para a mesma tecnologia", completa o sócio da Bain.

O mix de ferramentas usado pelos líderes varia um pouco do resto do pacote. Eles estão investindo diferentemente em soluções que produzem três resultados: otimização de custo e previsão das necessidades do cliente; experiência personalizada; e aprimoramento de privacidade e segurança. Mas a ferramenta mais eficaz, relatam, é o gerenciamento de episódios, e o menos eficaz é a automação da força de vendas.

As empresas que obtêm os maiores benefícios de uma ferramenta a incorporam em suas operações e formas de trabalho, em vez de implementá-la como um projeto separado ou por meio de uma equipe separada. Essa é a única maneira de mudar o comportamento nas organizações.

Crédito: Getty Image

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IoT nas casas: uma realidade cada vez mais próxima

automacao_iot_2.jpg*Por Flávio Maeda
26/09/2018 - Números crescentes do setor têm estimulado empresas e governo a criar padrões e projetos de lei para disseminar ainda mais essa tecnologia que visa popularizar o conceito de Casas Inteligentes. Avanço também pede cuidados extras com a segurança e privacidade.

A necessidade de estar em casa para resolver certos tipos de situações não faz mais parte da realidade de moradores de grandes cidades. Com uma casa conectada, a executiva que trabalha fora o dia todo consegue saber, à distância, quais os itens de sua geladeira que precisam repor. Além disso, ela pode controlar a temperatura do seu ar condicionado para que a casa esteja na temperatura ideal quando ela chegar e ainda programar um dispositivo que controla a água de sua banheira para o banho está pronto na hora em que ela agendar. Tudo isso utilizando apenas o seu smartphone.

A situação de Laura parece acontecer em um futuro distante, mas a verdade é que o avanço da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) tem contribuído para que a automação residencial seja uma realidade cada vez mais próxima para os brasileiros. Segundo dados divulgados pela Aureside (Associação Brasileira de Automação Residencial) esse mercado prevê crescimento de 11,35% entre 2014 e 2020 em todo mundo e, no Brasil, atualmente há 300 mil lares que contam com essa tecnologia. O que mostra que ainda há um leque de mercado muito grande para ser desenvolvido por aqui.

A popularização desses produtos é o que se espera com o projeto que zera taxas sobre produtos da IoT aprovada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados em Brasília. O texto do Projeto de Lei 7656/17, do deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), prevê zerar a cobrança de uma série de taxas que hoje recaem sobre produtos que fazem parte do padrão IoT, o que pode fazer os preços caírem consideravelmente. O objetivo da proposta, segundo Lippi, é criar no Brasil um quadro regulatório favorável ao desenvolvimento do mercado de produtos dessa natureza, fazendo com que as empresas possam oferecer preços mais atraentes para o consumidor modernizar a sua casa.

O uso da tecnologia pode facilitar muito a vida das pessoas, principalmente em uma era onde o tempo é escasso. Um dispositivo acionado pelo celular para ligar a máquina de lavar, por exemplo, rompe as barreiras físicas ao permitir controlar remotamente processos que, sem a tecnologia, necessitam da presença física para funcionar.

Acredito que a IoT já está transformando os negócios e o jeito de viver das pessoas e esta onda irá causar um impacto semelhante ou maior à primeira onda da internet, que transformou vários segmentos de negócios e comportamento dos consumidores de forma radical. As empresas terão que se transformar de meros fabricantes de produtos físicos ou prestadores de serviços tradicionais em empresas focadas em atender as demandas dos clientes através da orquestração de diferentes produtos conectados e serviços digitais, muitas vezes combinando produtos e serviços de terceiros, para ao final entregar uma experiência unificada e diferenciada que atenda a necessidade de seus clientes de uma forma que antes não era possível.

Além da possibilidade de controle remoto, outro conforto que a implantação da IoT na automação residencial pode trazer é o controle das funcionalidades da casa por meio do comando de voz. Grandes players da área de tecnologia, como o Google, Amazon, Apple, Samsung, dentre outros, já disponibilizam no mercado plataformas que fazem o meio de campo entre os aparatos conectados, e a tendência é que esse mercado cresça cada vez mais com o avanço e popularização da Internet das Coisas.

O avanço da tecnologia pede cuidados extras com a segurança

Enquanto a tecnologia traz mais facilidade e benefícios, por outro lado, ela apresenta novas preocupações. Uma delas é a segurança dos dados coletados. A partir do momento que os móveis e eletrodomésticos de uma residência estão conectados à internet, os dados coletados e necessários para o funcionamento do dispositivo ficam vulneráveis a ações de cibercriminosos.

Nestes casos o consumidor deve estar atento a pontos essenciais para manter a segurança: atenção aos padrões do produto, já que algumas das falhas ocorrem devido à problemas advindos da fraca segurança oferecida pelos próprios fabricantes, como transmissão de dados sem criptografia ou armazenamento de informações em uma nuvem desprotegida; atenção à configuração dos dispositivos para mudar senhas e códigos de segurança que venham padronizados pelo fornecedor; atenção com a interface do dispositivo e observar constantemente as atualizações de sistemas, firewall e antivírus presentes neles; cuidar pela segurança física dos equipamentos, evitando deixá-los em local de fácil acesso a estranhos que entrem na residência, como corredores e hall de entrada; atenção a qual rede wifi os equipamentos estão conectados e garantir que ele tenha uma senha forte e uma rede privada.

Outro ponto importante para preservar a segurança e os dados do consumidor, destacado por Maeda, é verificar como está a adaptação do fornecedor à recém sancionada Lei de Proteção de Dados para garantir que as informações coletadas não sejam tratadas de forma irregular. A nova Lei dá ao consumidor o direito de se opor ao tratamento de seus dados. Por isso ele deve ficar atento à forma com que a empresa irá usar as informações coletadas e se opor caso discorde de alguma ação, pois a privacidade de quem usa essas tecnologias deve estar em primeiro lugar.

Em sinergia com outras associações e entidades impactadas pela Lei, a ABINC busca obter o máximo de informações possíveis sobre as questões tecnológicas e legais que as empresas terão que lidar para orientá-las no período de transição e garantir que todos passem a trabalhar com a mentalidade privacy-first, o que será bom tanto para os usuários, que ficarão tranquilos sabendo que os seus dados estarão mais protegidos, quanto para as empresas, que terão a chance de transmitir mais confiabilidade à sua clientela e evitando eventuais prejuízos com ataques cibernéticos.

Números da Internet das Coisas

A expectativa para o setor é de que até 2020 cerca de 25 bilhões de equipamentos estejam integrados a sistemas inteligentes em todo o mundo, atendendo 4 bilhões de pessoas conectadas em cerca de 25 milhões de aplicativos disponibilizando cerca de 50 trilhões GBs de dados.

Por isso a IoT já é considerada a mais promissora plataforma de tecnologia do mundo e deve movimentar US$ 19 trilhões até a próxima década, segundo previsões da Cisco, líder mundial em TI e redes. Deste montante, a América Latina será responsável por US$ 860 bilhões, sendo o Brasil o detentor de US$ 352 bilhões - US$ 70 bilhões por parte do setor público e US$ 282 bi do privado. Na sequência vêm México, com US$ 197 bilhões, Argentina, com US$ 79 bilhões, e Colômbia, com US$ 64 bilhões.

*Flávio Maeda, é Presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC)

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Vivo e Ericsson fazem simulação inédita usando 5G

vivo_ericsson_5g_a.jpgPor Thais Sogayar
13/09/2018 - A Vivo e a Ericsson realizaram no dia 13 de setembro em São Paulo, uma prova conceito de cirurgia à distância usando 5G

Utilizando-se de uma infraestrutura completa de testes 5G na faixa de ondas milimétricas (mmWave) de 28 GHz – foi possível presenciar a aplicabilidade da nova tecnologia na simulação em realidade virtual de uma cirurgia de alta precisão à distância. Além disso, a experiência visual e tátil obtida no teste permitiu conhecer as funcionalidades do 5G que irão transformar vários setores da indústria, com destaque para o de Saúde, já que essas funcionalidades vão muito além de trazer mais velocidade para as trocas de dados, vídeos e redes sociais permitidos, quando o 3G e o 4G foram disponibilizados.

O teste demonstrou a aplicabilidade da latência ultrabaixa que permitirá avanços da medicina, bem como nas indústrias, principalmente a automotiva - levando em consideração o conceito do carro autônomo sem motorista, (pois sem a tecnologia 5G não será possível realizar a automação completa), em operações remotas de maquinário pesado e na área de mineração.

Outra área com grande potencial que será beneficiada com o 5G é a chamada indústria 4.0, onde será possível a existência de uma fábrica totalmente robotizada com sensores, substituindo o cabeamento pela tecnologia 5G, comunicação ultraconfiável ​​e baixa latência de ponta a ponta, essenciais ao processo industrial.

Durante a demonstração, foi possível visualizar como as imagens em HD e acesso a registros médicos por meio da tecnologia 5G, permitirão aos especialistas a atuação com altíssima precisão e sensibilidade (experiência tátil) nos procedimentos remotos.

De acordo com um estudo realizado pela Ericsson, a partir de 2026 o potencial de negócios para as indústrias – impulsionadas pelo 5G e pela digitalização dos serviços verticais  – será de cerca de 1.3 trilhões de dólares e para as operadoras, 620 bilhões de dólares aproximadamente.

"Essa tecnologia está sendo desenvolvida para o 5G, mas estamos antecipando para o 4G - nesse caso para o 5G temos 128 emissores e receptores, uma quantidade imensa, se compararmos à quantidade utilizada no modelo tradicional, que utiliza no máximo 2 ou 4", explicou Marcos Scheffer, vice-presidente de Redes da Ericsson.

Nos padrões atuais a potência é emitida de uma forma homogênea, e quando se aplica o conceito de "be in tracking" e "be in forming", a operadora sabe exatamente onde o usuário está usando seu celular, a estação rádio base foca um feixe de energia em cima do cliente para poder aumentar a taxa de transmissão de dados, independente da quantidade de pessoas que estiverem no mesmo local. Isso aumenta a eficiência do sistema e a capacidade e a velocidade da transmissão de dados.

Crédito: Daniela Braun

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Um robô poderá tomar o seu emprego. Será?

robo_emprego_blue.jpg*Por Mateus Azevedo
14/09/2018 - A forte onda de automação proporcionada pelo uso de novas tecnologias dentro de empresas dos mais variados segmentos já tem reflexos importantes no planejamento das empresas para os próximos anos. E já é uma realidade em áreas cujas tarefas são repetitivas, como o relacionamento com o cliente, desde o momento da conquista desses consumidores até sua retenção e fidelização.

Um novo cenário que trouxe fortes questionamentos sobre os limites da automação desses processos. Afinal, até onde as empresas vão conseguir automatizar? Até onde vale a pena apostar nas inovações para reduzir custos e agilizar alguns procedimentos?

A resposta exata para esses questionamentos é impossível de ser dada, mas alguns fatores nos ajudam a criar hipóteses sobre o tema.

A busca constante das pessoas por socialização, por exemplo, é um fator comportamental que nos permite entender que, por mais benefícios que a automação de processos traga para o nosso dia a dia, uma empresa simplesmente nunca poderá ser totalmente automatizada.

As redes sociais são um fenômeno global que exemplifica bem a necessidade humana de conectividade com outras pessoas.

Além disso, ao mesmo tempo em que a automação agiliza processos, reduz custos, permitindo que as empresas apostem no fator humano, que será sempre um diferencial para a atração de clientes para a maioria das marcas.

Cada vez mais, empresas investem em experiências humanas e personalizadas para seus consumidores. Uma tendência que mostra que elas estão atentas e investindo no componente humano constantemente, independentemente das inúmeras possibilidades de automatização de seus processos internos e externos.

Voltando aos limites das inovações tecnológicas, podemos afirmar que as empresas não irão conseguir automatizar os trabalhos mais versáteis, que demandam criatividade, inovação e riscos desconhecidos. Some a isso o fato de o ser humano ter uma capacidade enorme de ser flexível, tanto mental quanto fisicamente. Isso o torna muito útil para as companhias.

As novas tecnologias vão, sim, modificar ainda mais as formas de relacionamento entre as pessoas e, consequentemente, das empresas com seus consumidores, parceiros, fornecedores e com o mercado em geral.

Mas, neste mesmo contexto, precisamos lembrar que o aumento da produtividade gerado com automação torna produtos e serviços mais baratos, enriquecendo as pessoas. E, assim, novas demandas por relacionamentos surgem junto com novas ofertas.

Fazendo um paralelo, desde a revolução industrial até hoje, vimos vários trabalhos manuais em fábricas e fazendas serem substituídos por máquinas. A diferença é que agora as máquinas vêm substituir alguns processos mentais. Todas as fábricas estão sem gente? Não, e a situação vai ser parecida nos escritórios.

É meio óbvio, mas vale a reflexão: uma máquina que fabrica fralda é mais eficiente do que qualquer humano para fabricar fraldas de uma determinada qualidade, mas não serve sorvete ou olha para os clientes e reflete sobre o que mais eles poderiam consumir. A máquina não cria modelos de negócios, não fabrica outras máquinas, não pensa em como melhorar seu próprio processo. A Inteligência Artificial que temos hoje ainda está muito distante de ter a mesma cognição que um humano.

Essas são apenas algumas das razões para acreditarmos que há, sim, um limite para a automação dentro das empresas. Não há motivos para se assustar e achar que tudo será automatizado. A automação não vem para todos os processos, absolutamente. O ser humano demanda – e sempre vai demandar - o contato humano. Estamos falando de uma demanda que, por muito tempo ainda, só poderá ser atendida por pessoas, não por máquinas.

*Mateus Azevedo é sócio da BlueLab

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