Produção do setor eletroeletrônico fica estável em 2019

industria.jpg06/12/2019 - Segundo a Abinee, apesar do crescimento nominal de 5%, não houve aumento real no total faturado, que fechou o ano em R$ 154 bilhões

O faturamento da indústria eletroeletrônica deve encerrar 2019 em R$ 154 bilhões. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que divulgou hoje seus indicadores anuais, apesar do crescimento nominal de 5% na comparação com 2018 (R$ 146,1 bilhões), não houve aumento real, uma vez que a inflação do setor, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP), também fechou o ano em 5%.

A produção industrial de bens eletroeletrônicos também apresentou estabilidade em 2019 em relação ao ano passado. Já a utilização da capacidade instalada subiu de 74% para 75% este ano.

A estabilidade no faturamento e na produção do setor ocorre após dois anos consecutivos de resultados positivos. "Este ano o setor andou de lado e não conseguimos apresentar crescimento", afirma o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato. Ele ressalta que a atividade produtiva ficou aquém das expectativas, em função, principalmente, da demora na aprovação das reformas, que só tiveram encaminhamento positivo no segundo semestre.
Emprego

Houve, entretanto, incremento no número de empregados do setor, que subiu de 232,2 mil para 235 mil trabalhadores em 2019, um acréscimo de 2,8 mil postos de trabalho, correspondente a um aumento de 1,2%.

Apesar disso, a indústria eletroeletrônica está longe de alcançar os níveis de emprego dos anos anteriores. Em dezembro de 2013, o setor empregava 308,6 mil trabalhadores. "São empregos que dificilmente serão recuperados", afirma Barbato.

Balança comercial

As exportações pouco contribuíram para o faturamento da indústria eletroeletrônica, com queda de 5% em 2019, passando de US$ 5,9 bilhões para US$ 5,6 bilhões. Já as importações subiram 1%, de US$ 31,8 bilhões, em 2018, para US$ 31,9 bilhões este ano.

Com isso, o déficit da balança comercial deve atingir US$ 26,4 bilhões, total 2% superior ao apresentado em 2018 (US$ 25,9 bilhões).

Perspectivas

Para 2020, os empresários do setor têm expectativas favoráveis. A mais recente Sondagem realizada com os associados da Abinee indicou que 76% das empresas projetam crescimento nas vendas/encomendas no próximo ano; 21%, estabilidade e apenas 3%, queda.
Também o último Índice de Confiança do Setor Eletroeletrônico (ICEI) divulgado pela Abinee, em novembro, atingiu 61 pontos. Acima de 50 pontos, o ICEI indica confiança do empresário. "Estamos encerrando 2019 com um Índice de Confiança positivo, porém menor do que o do ano passado", observa Barbato. Em novembro de 2018, logo depois das eleições, o otimismo era maior e o ICEI havia alcançado 65,2 pontos.

Considerando a projeção de crescimento do PIB de 2,2% e inflação em torno de 3,6% ao ano em 2020, o setor eletroeletrônico espera um crescimento nominal de 8% e real (descontada a inflação) de 4% no faturamento, que deve alcançar R$ 166 bilhões.

A Abinee também projeta elevação de 3% na produção e aumento no nível de emprego, que deve passar de 235 mil para 239 mil trabalhadores. As exportações devem crescer 4% (US$ 5,8 bilhões) e as importações, 11% (US$ 35,3 bilhões) — neste último caso, em função da esperada ampliação na atividade produtiva. "Aos poucos a economia vai se reativando e o ambiente parece demonstrar uma maior confiança dos empresários", afirma o presidente do Conselho da Abinee, Irineu Govêa.

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Novas tecnologias inovam mercado imobiliário

imoveis_ingaia_2.jpg03/12/2019 - Com a chegada de tecnologias como fotos 360°, visitas virtuais, QR Code e contratos digitais, o mercado imobiliário está transformado. Isso tudo ocorre como forma de se adaptar às novas formas de consumo do público, principalmente das novas gerações, já que hoje boa parte das aquisições são feitas por meio da internet.

Com mais facilidade na compra, só em 2019, as vendas de imóveis subiram 16%, segundo estudo divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Atualmente, existem plataformas de tour digital, permitindo uma experiência de visita online. Em relação ao atendimento, os Chatbots e plataformas CRM (Customer Relationship Management) facilitam a gestão de relacionamento com o cliente, já que prestam apoio ao comprador desde o primeiro acesso, encaminhando à negociação final. Nas locações, já é possível fazer o contrato digital, tanto o envio, quanto a assinatura, podem ser realizados em ambiente digital, o que em breve deve chegar ao processo de compra e venda.

Rogério Mariano, de 30 anos, é Desenvolvedor, e conta que sua experiência de locação foi positiva desde a primeira busca. “A tecnologia me ajudou bastante no processo, a primeira etapa da busca do meu imóvel foi pelo Google, fiz uma pesquisa sobre a região onde eu queria”. Através da internet, o comprador pode saber onde e o que comprar, de forma rápida, sem necessidade de se deslocar até o imóvel desejado, explica Gustavo Zanotto, diretor de Marketing da inGaia

Para quem deseja adquirir um imóvel, fica mais fácil visualizar. É simples encontrar informações sobre a localização, documentação do imóvel, comparar valores e índices de valorização, simular em tempo real um financiamento, e muito mais. Segundo levantamento do Pitchbook Database, nos últimos 8 anos, as startups imobiliárias conquistaram pelo menos US$ 4,4 bilhões, isso em muito se deve à praticidade e agilidade no processo, com a chegada dos contratos digitais nas compras e vendas, a tendência é que isso aumente.

Zanotto alerta que ainda deve levar algum tempo para a chegada dos contratos virtuais no processo de compra e venda, e que pode haver dificuldades em relação a aderência da tecnologia. “A questão é quanto tempo levará para que estejamos prontos, de fato, para usar essa tecnologia. Ela por si só não se basta, é necessário aderência e existe um processo em torno disso”, finaliza. 

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Escola forma profissionais para o mercado digital

trybe.jpg05/12/2019 - Um dos objetivos da Trybe é formar pessoas para diminuir o gap no setor de tecnologia, oferecendo mão de obra qualificada

De um lado, 13 milhões de brasileiros desempregados. De outro, sobram vagas no mercado digital. Segundo o Banco Mundial, há mais de 200 mil vagas abertas neste segmento, sendo 5 mil apenas em startups. Estima-se que até 2024, pelo menos metade dos 420 mil empregos que devem ser criados em TI podem não ser preenchidos. Isso porque a quantidade de mão de obra qualificada para esse setor ainda é muito baixa.

De olho nesse cenário, os amigos de infância e trabalho Claudio Lensing, João Daniel Duarte, Rafael Torres, Marcos Moura e Matheus Goyas resolveram fundar, em agosto de 2019, a Trybe, uma escola do futuro voltada para as profissões digitais mais procuradas pelo mercado de trabalho.

"Com um programa de aprendizagem de alta qualidade, mentorias individuais e muitos desafios práticos, nosso objetivo é acelerar a carreira da pessoa em desenvolvimento de software em até 12 meses. A ideia é trabalhar ativamente desde o início do programa para preparar e conectar os alunos com as nossas empresas parceiras", explica Goyas, CEO da Trybe.

Empreendedores de segunda viagem, no passado o grupo fundou a AppProva, startup de educação, que com uma plataforma de questões e simulados gratuitos ajudou mais de dois milhões de alunos a se prepararem para o Enem. O AppProva foi adquirido em 2017 pela Somos Educação e o amigos assumiram diversas funções de liderança na nova companhia, até saírem para refletir sobre o que seria uma nova jornada e depois de 10 meses começaram a Trybe. Nesse início, a escola contou também com mais oito pessoas, que integraram o time fundador.

"A Trybe surgiu a partir da antiga inquietação do grupo em relação à situação da empregabilidade no Brasil e da vontade genuína de gerar mais oportunidades para as pessoas", conta Matheus Goyas.

Entre os diferenciais da startup está o modelo de negócios "ganha-ganha", em que o aluno não precisa pagar nada até conseguir um trabalho que remunere acima de R$3.500,00. Ou seja, a Trybe só ganha quando os alunos ganham de verdade. Apesar de novo no Brasil, esse modelo já é comum nos Estados Unidos, conhecido como ISA (Income Share Agreement).

A empresa já recebeu investimento da Canary, e.Bricks Ventures, JOA, Maya Capital e outras pessoas físicas e, atualmente, atua nas cidades de Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). Em pouco mais de um mês de existência, o time da Trybe já conta com mais de 30 pessoas e iniciou sua primeira turma em Belo Horizonte. Para 2020, a meta é expandir para outras regiões e atingir 500 alunos.

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Vídeos de produtos ajudam na decisão de compra?

tv_smartphones2.jpg*Por Renan Mota
02/12/2019 - Se você chegou até aqui é por que tem buscado novas respostas sobre quais são as tendências no mundo do marketing. E se há ao menos uma estratégia na qual deve ficar de olho são os conteúdos em vídeo, os chamados vídeo marketing.

A fama dessa ferramenta tem a ver com a nova forma de consumir. As pessoas pesquisam; buscam por informações antes de decidir se compram ou não um produto ou adquirem um serviço. E mesmo que o usuário encontre respostas claras e objetivas em um texto, os vídeos são o formato preferido: de acordo com uma pesquisa feita pela empresa de análise de performance digital SearchMetrics, uma fração cada vez maior de pessoas têm buscado por vídeo em vez de texto ou fotos. Ele é capaz de solucionar as principais dúvidas e direcionar o cliente para o "sim".

Primeiramente, vamos pensar sobre a jornada de compra de um consumidor em potencial. A fase inicial é a descoberta. O indivíduo se dá conta que tem uma necessidade e passa a pesquisar informações para entender como enfrentar o problema. Em seguida, ele pensa e pesquisa por soluções. Como ele pode solucionar essa necessidade? Assim, ele analisa as soluções de compras, os tipos de produtos disponíveis no mercado e respectivos fornecedores. É aqui que o fator preço deixa de ser um elemento certeiro, já que no cenário atual, o consumidor leva em consideração a qualidade e satisfação de experiência da compra, desde a demonstração das características do produto até receber a embalagem intacta.

Neste contexto, o vídeo não apresenta apenas um conteúdo didático, é uma linguagem que traz o cliente para perto da marca ao unir pessoalidade. Um exemplo de vídeos com alto engajamento são os de "unboxing", em que acompanham o comprador em todas as etapas do processo, desde a remoção de cada componente, a montagem das peças e a exibição do produto acabado.

Esse tipo de conteúdo permite chamar a atenção para o design ou alguma especificidade do produto e os consumidores sabem o que exatamente receberão, ajudando a alinhar as expectativas em relação a compra. De acordo Kissmetrics, empresa de análise e estatísticas online, os visitantes do site que assistem a um vídeo de produto têm até 85% mais chances de comprá-lo. Em se tratando de pequenos e-commerces a avaliação dos clientes é ainda mais preciosa: uma pesquisa americana mostra que 68% das pessoas leem entre uma e seis avaliações de outros clientes antes de decidir se compram um produto. Ou seja, a famosa "boca a boca" não morreu, só se transformou.

Outra característica favorável aos vídeos de marketing e vendas é o potencial enorme de compatibilidade com as redes sociais. Um vídeo de um minuto pode ser editado para segundos e exibido no Instagram ou como teaser no Youtube. Um exemplo bem-sucedido é da empresa americana Advance Auto Paris, que criou vídeos com instruções de montagem, uso e manuseio, didáticos, não apenas para o site, também para o Facebook. O engajamento aumentou, graças ao compartilhamento deste tipo de conteúdo entre os seguidores -- uma propaganda orgânica, sem investimento em campanhas patrocinadas! Além disso, a presença da marca é fortalecida, sua relevância na memória dos usuários também o que lá na frente vai influenciar no processo de tomada de decisão.

Diante do novo comportamento de consumo, profissionais do marketing e vendas devem incluir essa estratégia no planejamento. Se você ainda não deu este passo, passou da hora de começar!

*Renan Mota é co-fundador da CoreBiz

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Como serão as moradias na próxima década?

joaquim_venancio.jpg*Por Joaquim Venancio
21/11/2019 - Como você imagina a sua casa nos próximos anos? Quais inovações poderiam tornar a vida em condomínio mais prática e segura? Baseando-se nessas perguntas podemos avaliar as tendências para a vida em condomínios e as inovações residenciais que estarão disponíveis para os próximos anos.

Uma ótima análise foi publicada pelo jornal britânico Financial Times, que avaliou como serão as residências e o mercado residencial a partir da década de 2020. Para a publicação, a tecnologia terá um papel importantíssimo nesse mercado daqui para a frente.

Para nós, as tendências tecnológicas no futuro estão menos voltadas para a realidade de automação, drones e robôs e muito relacionadas a adaptação às necessidades mais básicas do usuário, como: economia compartilhada, segurança, praticidade e sustentabilidade ao extremo.

Uma das mais importantes novidades, nesse caso, está relacionada a segurança e se trata da adequação a Lei Geral de Proteção de dados (LGPD), que tem o intuito de proteger os dados do usuário em uma época em que eles se tornam mais e mais importantes. Nesse sentido, empresas de soluções para condomínios e residências - portarias remotas, administradoras digitais e interfones virtuais - passarão a armazenar seus dados em nuvens e sistemas muito protegidos, além de limitar muito o acesso dos seus funcionários às informações de moradores e visitantes.

Outra questão importante e que deve atingir a vida nos condôminos e moradores de residências de forma profunda é a lógica da economia compartilhada. E aqui não estamos apenas falando de apps para aluguel ou compra de residências. Acreditamos que a partir de 2020, os condomínios entrarão em uma nova era em relação a esse tipo de prática.

Estamos falando aqui de cada vez mais compartilharmos espaços para reduzir custos, como em lavanderias compartilhadas, por exemplo, que já estão chegando aos novos prédios construídos no Brasil. Espaços de lazer, compartilhamento de vagas e veículos autônomos dentro dos próprios edifícios também serão opções procuradas daqui para frente.

A sustentabilidade também será um dos grandes pilares do futuro. Indicadores de mercado mostram que eles estarão cada vez mais preocupados com a questão nos locais onde vivem e entenderão as soluções tecnológicas como grandes aliadas no controle de consumo de água e energia, coleta e reaproveitamento de lixo de forma mais prática e eficiente, tornando o consumo cada vez mais consciente.

Com essa nova realidade, surgem também novos desafios. Ao nosso ver, o principal é criar condições para alinhar as inovações das residências e condomínios com a comunidade. É preciso preparar as grandes cidades para essa tendência. E não apenas no que diz respeito a infraestrutura, mas também a qualificação de pessoal. Os profissionais envolvidos nesse ecossistema precisam estar prontos para lidar com as inovações. Caso contrário, nadarão contra a maré!

Joaquim Venancio é CEO e fundador da Noknox, uma plataforma que tem como objetivo conectar pessoas aos seus lares e locais de trabalho unindo praticidade, segurança e conforto.

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Espera para patentes pedidas está em 6,6 anos

patentes.jpgPor Convergência Digital
18/11/2019 - O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) admitiu que existe um estoque de patentes pedidas ainda na fila de espera. O atraso médio, hoje, é de 6,6 anos, diz o presidente do instituto, Claudio Furtado. Segundo ele, com os novos modelos de atuação, os processos já levam, em média, oito meses para serem avaliados.

O acumulo aconteceu, de acordo com Furtado, devido a falta de investimentos em tecnologia e um crescimento no número de pedidos acima da capacidade que o órgão tinha. Para contornar o problema, as avaliações estão sendo feitas levando em consideração os registros feitos em outros países. “Um uso de pesquisas relevante sobre patentes que já estão depositadas e foram concedidas no exterior. Nós não precisamos fazer retrabalho, fazer coisas de novo aqui”, explicou o presidente do instituto. De acordo ainda com o INPI, em 2018, foram depositados 27,4 mil novos pedidos de patentes, sendo que desses, 7,4 mil eram de brasileiros.

Furtado informou ainda que foi mudado até o regime de trabalho dos avaliadores, usando o trabalho remoto, como forma de aumentar a produtividade. “Foram 20 mil casos solucionados em aproximadamente três meses de trabalho”, disse Furtado. A meta é que a partir de 2021 o prazo médio para processamento dos pedidos de patentes seja de dois anos.

As declarações do presidente do INPI aconteceram na assinatura de um termo de cooperação para agilizar os registros de patentes com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). O termo vai priorizar os pedidos feitos pelos núcleos de pesquisa do sistema Embrapii.

Na avaliação do presidente da Embrapii, Jorge Guimarães, a cooperação deve aumentar o interesse das empresas em desenvolverem tecnologias com as unidades credenciadas pela Embrapii. “Isso é uma oferta espetacular para as empresas”, ressaltou após a assinatura do termo. A empresa tem 42 núcleos de pesquisa credenciados no país que recebem fomento para desenvolver pesquisas em parceria com empresas.

O modelo da Embrapii, em que as empresas se tornam proprietárias das patentes, também aumenta a aplicação das tecnologias desenvolvidas, na avaliação do presidente do Inpi, Cláudio Furtado. “Para que patente se torne efetivamente um bem econômico, ela tem que ser explorada. Não é apenas o registro da patente no Inpi. [É] Isso que o modelo Embrapii está solucionando, fazendo com que as empresas sejam as proprietárias das patentes, porque aí elas já tem aplicação imediata”, disse.

Em seis anos, a Embarpii apoiou cerca de 800 projetos que resultaram em 300 pedidos de registro de propriedade intelectual, com R$ 1,3 bilhão em investimentos. A expectativa é que o acordo aumente esse volume. “O acordo que foi firmado hoje tem uma grande importância porque vai ser um gerador de propriedade intelectual”, disse Furtado.

*Reportagem da Agência Brasil

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