Documento de identidade com biometria é seguro?

identidade2.jpg20/10/2017 - Recentemente o senado aprovou a criação de um banco de dados que unificará a identificação de todos os cidadãos do Brasil, além de um documento que integrará RG, CPF e título de eleitor, o que mostra a importância da questão

Dentre os mais de 1.000 participantes brasileiros da pesquisa Unisys Security Index, a maioria dos cidadãos do País acredita que a consolidação dos documentos pessoais como RG, CPF, carteira de habilitação e título de eleitor em um registro único, além da adição de uma identificação biométrica será uma iniciativa eficaz para promover a segurança pessoal. Apenas 13% não concordam com a união destes documentos como medida de proteção e 14% ainda não têm certeza sobre a questão.

O Unisys Security Index é um índice de referência mundial sobre o tema segurança e considera as seguintes variáveis para sua construção: Segurança Pessoal, Segurança Pública, Segurança na Internet e Segurança Financeira, o que determina um indicador de cada país pesquisado e um global, em uma escala de 0 a 300, na qual 300 é a maior taxa de preocupação com o tema segurança e 0 a menor. No Brasil, o índice total apresentado foi de 189 pontos, enquanto que a média no mundo foi de 173 pontos.

Entre os brasileiros, 78% dos homens e 69% das mulheres acreditam que a unificação do registro pessoal é uma medida fundamental para a proteção dos dados privado. O percentual se eleva nas faixas etárias mais altas, entre 45-54 anos (80%) e 55-65 anos (85%), principalmente quando comparado aos jovens (faixa etária de 18 a 24 anos), que apresentaram o menor índice, apenas 65% apoiam a unificação.

Diferente do Brasil, o apoio a esta iniciativa entre os jovens no México é o que apresenta o maior percentual, 79% dos entrevistados entre 18 e 24 anos concordam que a unificação dos dados pessoais promoveria maior proteção.

A aceitação também é elevada entre os brasileiros com alto grau de escolaridade, com 75% dos entrevistados com nível superior e pós-graduação sendo a favor da consolidação das informações pessoais.

Na camada da população brasileira de alta renda, o apoio à medida é de 80%, enquanto que o percentual entre a classe média e a baixa é igual, 72% dos entrevistados de cada grupo apoiam a iniciativa. No México, a aprovação é alta em todos os níveis socioeconômicos, sendo que a classe com renda mais baixa (77%) é a que se destaca no apoio à unificação dos documentos.

"A unificação dos registros públicos dos cidadãos no Brasil permitirá maior confiabilidade aos documentos, que atualmente não incluem dados de sinais biométricos, o que acaba dando margem para falsificações, atos ilícitos e criminosos. Além disso, a iniciativa vai auxiliar na desburocratização, contribuindo para modernizar os sistemas e evitar fraudes", afirma Guilherme Artuso, SME Especialista na Vertical de Setor Público da Unisys para América Latina.

 

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Qual o sentimento do consumidor do SAC no Brasil?

sac_2.jpg17/10/2017 - Segmento começa a ser melhor avaliado, mas contatar o serviço ainda figura entre as atividades mais desagradáveis do dia a dia

O serviço de atendimento ao cliente, especialmente no Brasil, sempre foi um setor popularmente conhecido como ineficiente, sendo muitas vezes considerado a principal razão do descontentamento na relação consumidor e empresa. Uma pesquisa encomendada pela Zendesk, plataforma de atendimento ao cliente presente em mais de 160 países, entretanto, mostra que a percepção do brasileiro caminha, cada vez mais, para derrubar este estigma.

Segundo o levantamento, realizado pelo grupo de pesquisas britânicos Opinium, 61% dos brasileiros estão satisfeitos com o serviço de atendimento ao cliente no país, classificando o serviço como bom (37%) ou excelente (24%), enquanto apenas 17% dos entrevistados mostraram insatisfação, definindo o segmento como ruim (15%) ou péssimo (2%). Outros 22% acreditam que o serviço não é bom nem ruim, mas mediano. A pesquisa apontou, ainda, que a percepção sobre a evolução do segmento nos últimos 5 anos também é positiva, com 48% dos participantes afirmando que o serviço melhorou, enquanto apenas 19% veem queda na qualidade.

Mesmo com a aprovação da maioria dos entrevistados, contatar este tipo de serviço ainda é considerada uma atividade muito desagradável. Segundo o estudo, 35% dos respondentes acreditam que falar com um SAC é a coisa mais desagradável quando comparada com outras intempéries cotidianas, como: ficar preso no trânsito (29%), problemas com TI (8%), propagandas de TV (5%), ir ao dentista (5%), entre outras.

Os melhores índices de avaliação chamam à atenção para os millenials (18 a 34 anos), justamente os consumidores mais exigentes e conectados, com 66% dos entrevistados satisfeitos, contra 13% de insatisfeitos. Entre os respondentes acima de 55 anos, o setor foi bem avaliado por 49% e negativamente por 20%.

Segundo Tatiana Piloto, head da Zendesk no Brasil, isso se deve à aplicação da tecnologia nas relações entre empresas e clientes, que é um fator decisivo para a mudança de percepção do brasileiro quanto ao setor. “A tecnologia aliada ao atendimento ao cliente não só traz mais opções ao consumidor, como permite que os atendentes concentrem seu esforço em questões mais complexas e desafiadoras e, assim, forneçam uma experiência muito mais satisfatória ao cliente ”, analisa.

Acompanhando o argumento da executiva, a pesquisa aponta para a importância de as empresas fornecerem um atendimento multicanal para seus clientes. Apesar de o telefone ainda ser o canal preferido do brasileiro, tanto para reclamações e problemas (40%), quanto para dúvidas gerais (30%), uma base de conteúdo sólida na experiência de autoatendimento pode ser crucial na avaliação, uma vez que 25% dos respondentes informaram que esse é o seu canal de atendimento preferido para dúvidas gerais. Além disso, o conteúdo também irá melhorar a interação humana entre as partes, ao municiar o atendente com informações direcionadas ao perfil e situação do solicitante.

Já para tornar a experiência de atendimento ao cliente mais agradável e menos irritante, a pesquisa dá algumas pistas. 56% dos entrevistados apontaram que ser transferido durante a ligação, repetidamente, é o que mais incomoda. O segundo comportamento mais citado como desagradável foi o atendimento “robótico” – aquele quando há pouco engajamento do atendente e quase nenhuma atenção ao problema do cliente (40%) - superando itens como agressividade e grosseria (37%). Completam a lista de reclamações: pouco conhecimento do atendente (28%); informações difíceis de serem encontradas (28%); e poucas opções de canais de comunicação (26%).

“Cada vez mais, as decisões de negócio passam por colocar o cliente como protagonista. O processo de aprimorar o serviço de atendimento existe não só por trazer novos recursos, mas também para humanizar o relacionamento, quer seja trazendo mais conhecimento e soluções, ou mesmo tornando a interação mais leve e, até, divertida”, explica Tatiana.
 
Metodologia aplicada
A pesquisa foi realizada pelo grupo britânico Opinium, em parceria com a Zendesk, buscando entender a relação entre o consumidor brasileiro e os serviços de atendimento ao cliente do país. Foram entrevistadas 1500 pessoas, acima de 18 anos, em todas as regiões do Brasil.

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O futuro na era da internet das coisas (IoT)

iot_visa.jpg16/10/2017 - Não é novidade que a era digital está revolucionando a sociedade, promovendo mudanças radicais nos modelos de negócios e influenciando a forma como as pessoas consomem informações e produtos. A chamada Internet das Coisas (IoT – Internet of Things, em inglês), promete conectar tudo que está ao nosso redor. Segundo estudo realizado em conjunto pela McKinsey, consultoria empresarial norte-americana, o escritório jurídico Pereira Neto Advogados e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), as mudanças ocasionadas pela IoT poderão gerar para o país até USS 200 bilhões por ano, a partir de 2025.

Além disso, o Business Insider, portal de notícias norte-americano, prevê que aproximadamente 34 bilhões de dispositivos estarão conectados até 2020. Desses, ao mínimo 24 bilhões estarão relacionados à IoT. Isso possibilita o desenvolvimento de novos negócios, mas o que podemos esperar dessa revolução? Seis especialistas já começaram a fazer suas apostas, confira:

Segurança digital

A medida que a tecnologia evolui, aumentam os casos de invasão digital. Inclusive já há relatos de ataques a babás eletrônicas, que não contam com um sistema de proteção adequado. "A segurança cibernética tem muito para progredir. Imagine geladeiras, ar-condicionado e até marcapassos conectados à internet? Será preciso que esses devices estejam devidamente protegidos contra ataques", explica Tom Canabarro, co-fundador da Konduto, empresa que oferece uma solução antifraude inovadora para lojas virtuais;

Streaming publicitário

Constantemente, as empresas buscam reduzir os custos com as operações e no mercado publicitário não é diferente. Ainda presas a antigos padrões, os maiores desafios para as agências são reduzir o tempo para tomadas de decisões, agilidade no retorno às solicitações dos clientes, facilidade para acessar novas mídias e fornecedores, redução de despesas com idas e vindas de documentos, assim como de materiais publicitários para revisões e aprovações. "Ter uma plataforma online como ferramenta de armazenamento, otimização de fluxo de trabalho e interação entre agência, anunciante e fornecedor é o que garantirá maior competitividade às empresas", diz Celso Vergeiro, CEO da AdStream, maior plataforma de armazenamento e distribuição de campanhas publicitárias do mundo;

Cenários preditivos

Sensores e devices plugados na rede controlam e monitoram, cada vez mais, tudo ao redor. Agora imagine somar esses dados aos que já estão nas redes online e offline? "Cenários preditivos irão imperar. Poderemos prever com maior precisão o futuro próximo e evitar problemas e riscos antes mesmo deles ocorrerem. A Inteligência Artificial e Cognitiva evoluirá muito rápido, potencializando esse cenário", prevê Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, empresa de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) da internet e outras bases de conhecimento;

Inteligência Artificial no varejo físico

Enquanto a Inteligência Artificial (IA) é utilizada com frequência nas plataformas de e-commerce, onde as interações com o cliente são facilmente rastreadas, o varejo físico inova pouco na transformação da experiência de compra em algo mais personalizado, relevante e gratificante. "Nos próximos anos veremos a aplicação dos robots e ferramentas de IA crescerem rapidamente. São milhares de produtos e milhões de clientes em visitas frequentes a diferentes lojas. Somente o aprendizado de máquina é capaz de descobrir os padrões de comportamento do consumidor e sugerir objetivamente ofertas e estratégias promocionais multicanal que aumentarão vendas e rentabilidade. Alguns varejistas já investem muito nesses sistemas, certos de que produtividade promocional com inteligência analítica será seu diferencial competitivo", analisa Israel Nacaxe, COO da Propz, referência em soluções de inteligência artificial e big data para o varejo físico;

Cidades Inteligentes

Imagine uma cidade que pode mudar dinamicamente os tempos dos semáforos dependendo de fatores como acidentes ou chuva. Imagine uma cidade capaz de alterar os limites de velocidade dependendo da situação do trânsito. Esse é o conceito das "cidades inteligentes", ou seja, desenvolver cidades mais eficientes por meio de sensores e análises de dados mais avançadas, geralmente baseadas em inteligência artificial. "O tempo que será salvo e a eficiência que será ganha pelo cidadão se tornarão um diferencial competitivo, fazendo com que as cidades atraiam investimentos, empregos e até turismo", avalia Rodrigo Mourad, sócio fundador da Cobli, startup especializada em rastreamento, telemetria e gestão de frotas;

Plataformas wearables

Com plataformas e aparelhos cada vez mais conectados, a tendência é que eles se tornem unificados e "vestíveis". "Vivemos na era da realidade virtual, aumentada e inteligência artificial. E para o futuro podemos esperar devices wearables, como lentes de contato capazes de gravar as imagens que estão sendo visualizadas - e porque não utilizar para comprar produtos? Não passamos um dia sem adquirir um produto ou planejar uma compra para o dia seguinte, então com a realidade aumentada em lentes de contato o conteúdo integrado não seria mais um vídeo, show, comercial ou seriado, e sim imagens da vida da pessoa em tempo real", idealiza Anselmo Martini, vice-presidente de marketing global do Cinemall, tecnologia que permite a integração de produtos, marcas e serviços diretamente no conteúdo nas mais variadas plataformas.

 

 

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Prepare-se para ser um profissional do futuro

jobs_2.jpg05/10/2017 - As transformações tecnológicas evoluem a todo instante e, nesse cenário, os empregos constituídos por tarefas fáceis de automação entram em declínio. Com o aumento de vagas de emprego que exigem maior habilidade cognitiva, o desafio dos estudantes é acompanhar o processo de aperfeiçoamento, estar atento às mudanças que o mercado exige e aplicar na capacitação.

Desenvolvimento de aplicativo, gestores de projetos, coordenadores de redes sociais e analistas de dados são algumas apostas feitas por especialistas para o mercado de 2020. Acompanhando a era da transformação digital, estão listadas, também, a robótica, inteligência artificial e big data, que prometem ser destaque no cenário tecnológico.

O diploma acadêmico é um passo importante para garantir uma boa qualificação no mercado de trabalho, mas os profissionais terão de mostrar diferenciais competitivos e grande capacidade de desenvolver-se junto à empresa. "O interesse dos jovens em buscar uma oportunidade e recolocação no mercado já mostra um grande diferencial e um ponto positivo para conquistar uma vaga no mercado", comenta o CEO da TOTVS Curitiba, Márcio Viana.

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Mitos e verdades sobre o uso de computadores

computing_2.jpg05/10/2017 - Desde a criação do primeiro computador, muitos mitos surgiram sobre seu uso, conservação e funcionamento. Novas tecnologias e novos programas são constantemente apresentados ao mercado, deixando os usuários confusos sobre quais ações são mais adequadas para não reduzir a vida útil dos aparelhos.

"Com o passar dos anos, a presença cada vez maior do computador no cotidiano de todos, seja em casa, seja no trabalho, trouxe algumas dúvidas sobre a adoção e manutenção dos dispositivos. A quantidade de ícones no desktop e o uso repetido do botão 'reset', por exemplo, fazem parte da lista de questões dos usuários de PCs. Recebemos inúmeras perguntas diariamente e achamos importante esclarecer certos pontos a fim de sanar dúvidas e melhorar a utilização e duração dos equipamentos", comenta Paula Mello, Gerente de Marketing da Daten.

A empresa conta com uma área dedicada em seu site (www.daten.com.br/suportes) para suporte relativo a PCs e notebooks que tem atendimento personalizado de acordo com o tipo de usuário: Setor Público, Corporativo, Educacional ou Varejo. É possível tirar dúvidas com os técnicos especializados da empresa por chat on-line na própria página, e-mail ou telefone.

Confira abaixo alguns mitos e verdades destacados pela DATEN sobre o uso do PC:

1. Salvar muitos ícones no desktop deixa o PC mais lento

Verdade – A placa de vídeo é a ferramenta responsável por atualizar as informações constantes na tela do computador. Quanto mais itens ocuparem a área de trabalho, maior será o tempo que o equipamento levará para carregar novas informações na tela. O elevado número de ícones no desktop está diretamente ligado à probabilidade de haver mais programas instalados no PC, ocasionando lentidão.

2. Deixar o estabilizador ligado prejudica o desempenho da máquina

Mito – Não existem restrições ou problemas em deixar o estabilizador sempre ligado. O que se deve levar em consideração ao mantê-lo em funcionamento sem interrupção é o consumo de energia. Outro fator a ponderar é que o estabilizador emana calor durante sua operação, portanto, a temperatura do ambiente no qual o equipamento está instalado tende a aumentar.

3. Manter o PC em modo hibernar em vez de desligá-lo dificulta o funcionamento posterior

Mito – A função de hibernação permite recuperar a atividade do computador com programas e janelas do navegador de Internet do ponto em que estava antes. Não há problemas em manter a máquina hibernando e a função também não consome bateria no caso dos notebooks. Um fato que pode ocorrer é a demora do aparelho a retomar as atividades, conforme a quantidade de páginas e programas que estavam em execução. Ainda assim, a função é útil para acessar com facilidade arquivos, documentos e outros itens.

4. Deixar a bateria descarregar completamente antes de uma nova recarga faz com que aumente o tempo de duração

Mito – Descarregar completamente a bateria para só assim carregar novamente pode encurtar a vida útil do equipamento. A grande parte dos notebooks funciona com baterias de íon-lítio, que possuem grande capacidade de armazenamento de energia e dispensam o cumprimento de ciclos completos de carga e descarga, ou seja, o usuário pode plugar o equipamento ao carregador antes que a bateria chegue ao fim sem problemas.

5. Forçar o desligamento do PC direto no botão estraga a máquina

Verdade – Desativar o computador diretamente no botão, sem seguir o processo padrão de desligamento, influencia em seu desempenho. É recomendado desligar subitamente apenas se for necessário limpar a memória RAM ou se a máquina travar. Caso isso aconteça com frequência, é preciso analisar a situação do PC.

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Como os bots irão revolucionar as relações comerciais

chatbot.jpg*Por Mateus Azevedo
26/09/2017 - Você já interagiu com um bot? Se não, ainda vai! Em 2020, mais de 85% das interações com o cliente não irão incluir um ser humano, segundo pesquisa do Gartner e da TechEmergence, divulgada pela Business Insider. Os chatbots serão a aplicação número 1 da inteligência artificial nos próximos cinco anos e devem revolucionar as relações comerciais.

A aceitação das pessoas em relação à ferramenta vem crescendo exponencialmente. De acordo com a pesquisa "Transformação Digital – Empresas", realizada pelo Núcleo de Estudos e Tendências da Atento, 89% dos consumidores afirmam que já foram atendidos por assistentes virtuais. Quando questionados se aprovam o robô, 51% dos entrevistados afirmaram que sim, sendo que 54% dos respondentes estão na faixa dos 36 a 45 anos, representando o grupo com maior aceitação da tecnologia. Outro dado interessante: a pesquisa identificou que 29% dos entrevistados preferem negociar uma dívida com um assistente virtual, pois afirmaram se sentir menos constrangidos a resolver uma situação de endividamento com uma máquina a um humano.

Muito provavelmente o que chamamos de boca-boca hoje vai se transformar em "boca-bot". A brincadeira com a expressão é para começar a pincelar a infinidade de possibilidades que a aplicação tem. Um bot pode ser um assessor de moda, um consultor jurídico, um assistente de RH, um auxiliar médico. A gama é infinita, uma vez que a ferramenta é extremamente versátil.

Imagine que você vai a uma festa com um determinado dress code. Ao invés de perguntar ao amigo (a) qual é o acessório que mais combina com a vestimenta, o bot é quem vai te passar as indicações (!). Ou você está fazendo uma entrevista de emprego e um bot fará a primeira triagem, definindo se você passará para a próxima fase do processo ou não. Soa muito futurista? Não é não, prepare-se.

O Bank of America, um dos maiores bancos americanos, foi uma das primeiras organizações a se interessar pelos bots quando o Facebook anunciou o lançamento da plataforma. Hoje, o chatbot do banco envia alertas em tempo real aos correntistas, mas seus desenvolvedores já estudam novas formas de interação. A Kayak, empresa norte-americana cujo principal produto é um buscador de passagens aéreas e processa mais de um bilhão de pesquisas por ano lançou seu chatbot para melhorar a experiência de encontrar as melhores opções de viagem. O bot pergunta quando o cliente vai viajar, quanto tempo irá ficar, em qual companhia aérea gostaria de viajar e faz a seleção de acordo com as coordenadas recebidas.

Até na área médica os bots já estão "se aventurando": Cathy Pear, autora do livro "Designing Voice User Interfaces" é Diretora de User Experience para a Sensely uma empresa que presta serviço de assistência médica hospitalar em São Francisco. Sua principal tarefa é "dar vida" ao avatar de uma enfermeira de modo a criar empatia ao conversar com pacientes com doenças crônicas. Outro interessante exemplo é a HealthTap, uma empresa de saúde interativa, fundada na faculdade de Stanford, justamente com o propósito de revolucionar a forma como as pessoas cuidam de sua saúde. O usuário fala sobre seus sintomas e o bot passa referências sobre o que os médicos já disseram a respeito e ajudam a interface a encontrar o médico mais adequado para uma consulta.

Os bots já tendem, inclusive, a substituir os aplicativos. De acordo com pesquisa da Forrester Research 2015, 84% das pessoas utilizam apenas cinco aplicativos por mês, ou seja, as pessoas estão mais criteriosas no que baixar para não sobrecarregar seus smarphones. Na China, o número de chatbots no WeChat supera a soma dos apps de Google e Apple: são 5 milhões no WeChat contra 4,2 milhões de Google Play e Apple Store.

É fácil prever que em breve os bots irão além do atendimento e poderão ser usados para ações de ativação, promoção de marcas, campanhas virais. Será possível compartilhar bots favoritos com os amigos, comentar sobre eles. As marcas já devem começar a pensar em como tirar o melhor da ferramenta, pois o futuro dos bots já chegou.

*Mateus Azevedo é sócio da BlueLab e responsável pela Diretoria de MKT e Vendas

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