2030 - Um dia típico em minha vida, sem ficção

2030.jpgPor Ethevaldo Siqueira (texto original de 2005, agora atualizado)
20/08/2020 - 6:30 da manhã. Hoje é segunda-feira, 28 janeiro de 2030. Acabo de acordar ao som da Pastoral de Beethoven e de cantos de pássaros, com imagens de primavera projetadas no teto de meu quarto. Depois do alongamento, faço minha meditação, apoiado em um audiovisual que traz mensagens bíblicas. Devidamente espiritualizado, corro ao chuveiro, com temperatura programada para um banho de verão de apenas três minutos.

A água de meu banho é totalmente reciclável, como acontece com toda a que usamos aqui em casa. Por isso, as calhas do beiral captam a água da chuva, que é armazenada, purificada e reaproveitada. Há anos, aderi à energia solar, hoje captada por placas fotovoltaicas de maior eficiência.

8:00 horas — Após o desjejum, começo minha rotina diária de trabalho. Com mais de 90 anos, sou, felizmente, um exemplo de longevidade e boa saúde. E ainda posso trabalhar seis horas por dia, no mínimo, na produção de artigos e pesquisas sobre tendências tecnológicas. Em lugar de meu PC, tenho agora um Multicom, um terminal acionado por comando vocal, a 15 Gigabits/segundo.

Nesse terminal, faço entrevistas por meio de videoconferências interativas, com apoio um novo sistema de inteligência artificial que traduz automaticamente mais de 30 idiomas, e, creiam, com surpreendente precisão. Na semana passada, entrevistei um astronauta chinês que está na nova estação espacial de seu país. Ele falava mandarim e eu, português.

9:30 — Neste horário, começo a escrever, ou melhor, a ditar meus textos no terminal Multicom. Há mais de cinco anos aposentei o teclado e aderi ao comando vocal. No canto superior da tela de meu terminal, há uma área destinada a pesquisas instantâneas. Nela posso checar a qualquer dúvida ou buscar informação sobre história, economia, física, astronomia ou dezenas de outros temas.

Minha principal ferramenta de pesquisa agora é, em português, o CTI (Conhecimento Total Internacional), ou, em inglês, TIK (Total International Knowledge) — criado como um dos incríveis subprodutos da famosa 5G, a quinta geração das comunicações móveis, um sucessor dos antigos bancos de dados. Com o CTI, posso acessar e pesquisar o conteúdo da gigantesca biblioteca virtual mundial, que armazena mais de 500 milhões de livros de todas as culturas.

Os tradicionalistas podem ainda usar as versões multimídia de enciclopédias como a Britannica, Larousse ou Espasa-Calpe. Até para minhas pesquisas pessoais, o CTI me ajuda a localizar artigos que publiquei neste Estadão, como o de domingo, 7 de janeiro de 2001, com o título de “2005: Um Dia Típico em Minha Vida”. Ou minha cobertura da chegada do homem à Lua, em 1969.

A qualquer hora do dia ou da noite e em segundos, o CTI pode selecionar para jornalistas, o que há de mais relevante no noticiário geral ou no noticiário especializado, em escala mundial. Com ele, acesso o portal do Estadão — que se tornou um jornal totalmente digital, assim como os maiores jornais do planeta: New York Times, Financial Times, The Guardian ou Japan Times. O mundo já tem um protótipo de um novo CTI, acionado pelo pensamento ou códigos mentais — coisa que, ainda em 2020 parecia pura ficção.

11:00 — Chegou a hora de minha videoconferência internacional, uma entrevista exclusiva com Elon Musk, um cavalheiro famoso, que hoje tem 59 anos. Com entusiasmo, ele faz um balanço da evolução de sua empresa, a Tesla, hoje na área de transportes coletivos, com trens que flutuam sobre colchão magnético. Muito a contragosto, ele fala sobre o desastre da primeira missão da SpaceX a Marte.

12:30 — Hora do almoço. No cardápio quase não há produtos de origem animal. Só duas exceções: peixes e crustáceos, e apenas uma vez por semana. Carne vermelha nem pensar. Terminado o almoço, retomo o trabalho no terminal Multicom, para concluir um artigo sobre a evolução recente da Inteligência Artificial (IA), bem como seu impacto na economia brasileira.
Comprovo, com números, que neste início de 2030 o Brasil já utiliza intensamente recursos de Inteligência Artificial, assim como os de Computação em Nuvem e Internet das Coisas. E saibam: o mundo tem hoje mais de dois trilhões de objetos conectados.

16:00 — Chegou a hora de meus contatos internacionais. Posso optar dois novos satélites geoestacionários, especiais para Internet de alta velocidade, a 5 Gigabits por segundo, que me permitem baixar o conteúdo de um livro digital de 200 páginas em apenas 25 segundos. A grande sensação desde 2026, são os serviços da ITS, a Internet-in-the-Sky, baseada no Teledesic, o sistema de 288 satélites de órbita baixa, que cobrem praticamente cada metro quadrado do planeta.

18:00 — Como abolimos o jantar tradicional, vou fazer apenas uma levíssima refeição: uma sopa de baixas calorias e uma fruta de sobremesa. A maioria das pessoas está conscientizada sobre os problemas da obesidade. Até as escolas ajudam nessa área e orientam as pessoas como reeducar seus hábitos alimentares.

23:00 – Chegou a hora de dormir. Não temos mais insônia, com os diversos indutores do eletrônicos a acústicos do sono aprovados pela medicina. O meu indutor preferido usa com música suave, especial, que desliga automaticamente após dez minutos, tempo suficiente para que eu já esteja dormindo como um bebê.

Boa noite, leitores de 2020.

Comentário (0) Hits: 351

Irrigação à distância facilita o manejo na fazenda

irrigacao.jpg21/08/2020 - Diante da necessidade de isolamento social nos últimos meses, devido a pandemia, muitas atividades foram paralisadas. Agora, com a retomada gradativa, aos poucos a velha rotina vai se restabelecendo, porém, ainda é preciso ter muita cautela nessa retomada de convívio. No campo não tem sido diferente, embora o trabalho – tido como essencial – não tenha parado totalmente, os produtores precisaram se readaptarem à nova realidade. Já os agricultores que utilizavam o FieldNET Advisor não tiveram que alterar tanto suas rotinas, pelo menos no que diz respeito ao manejo de irrigação de suas lavouras.

Isso porque a ferramenta de gerenciamento remoto fornece informações precisas e objetivas de irrigação à distância ao produtor e ainda mostra se os pivôs estão operando como o programado, auxiliando na tomada de decisões.

O produtor que utiliza o FieldNET Advisor, tem a facilidade de poder controlar a irrigação em sua propriedade com segurança, reduzindo todos os tipos de riscos, tantos para as culturas quanto para a saúde de todos os colaboradores na fazenda, pois evita-se o deslocando.

Acompanhamento remoto com qualidade

A ferramenta fornece dados precisos e simplificados para o manejo do irrigante e funciona de forma muito simples. Basta o produtor, por meio de um smartphone, tablet ou computador inserir a cultura e suas características, o tipo de solo, e as datas de plantio e o FieldNET Advisor combinará automaticamente esses dados com informações meteorológicas precisas e dados históricos de irrigação do campo.

Em seguida, por meio de modelagem, ele vai monitorar o crescimento da cultura e a profundidade das raízes. Assim verificará a quantidade de água disponível no solo para a planta e prever as necessidades futuras da lavoura, a quantidade e o momento ideal para a irrigação, visando atingir o máximo do rendimento.

Comentário (0) Hits: 297

Indisciplina virtual: o novo desafio dos professores

indisciplina_virtua_uninter_2.jpg*Por Flavia Sucheck M. da Rocha
12/08/2020 - Recentemente, durante uma aula on-line do 7º ano do Ensino Fundamental que presenciei, um grupo de alunos causou um tumulto. Áudios inoportunos e em volume exagerado, gritos e conversas excessivas no chat acabaram por fazer a professora ter que interromper e cancelar a aula. Infelizmente, muitos professores têm descrito cenas como essas. Não bastasse a adaptação com o ensino remoto, o preparo das aulas on-line e todas as atividades, os professores agora se veem diante de um novo desafio: a indisciplina virtual.

A participação da família nunca foi tão importante no processo pedagógico e agora os pais têm a oportunidade de acompanharem mais de perto o comportamento escolar dos filhos. Temos visto que no caso das crianças menores, o envolvimento é primordial, uma vez que os pequenos não dão conta de lidar com as tecnologias e a aprendizagem, sem o auxílio dos pais.

Já no caso dos adolescentes, muitos se adaptaram à rotina remota, possuindo mais independência e autonomia. Isso é excelente e almejado. Contudo, quando os pais não acompanham pontualmente as atividades virtuais, nem sempre o comportamento do adolescente é adequado. É preciso lembrar que esse filho ainda não tem maturidade suficiente para ter total liberdade cibernética, seja para uso de redes sociais, seja para assistir aulas.

Outra questão diz respeito ao posicionamento da escola. Uma dica para evitar invasões nas aulas é criar senhas não óbvias para acesso aos links, distribuídas aos pais dos estudantes com pouca antecedência. Nas redes sociais, há relatos de grupos de adolescentes que se desafiam a invadir aulas de colégios públicos e privados. Por isso, a senha é necessária. A escola também deve tentar identificar ações de indisciplina e fazer um trabalho de conscientização entre os estudantes.

Sobre os momentos da aula, a sugestão é que os professores trabalhem com pequenos grupos de estudantes. Normalmente quando as aulas têm muitos participantes, fica difícil identificar quem está causando tumulto. Há ainda a possibilidade de o professor desligar os microfones dos estudantes, dependendo da tecnologia utilizada para a aula. Mas, como normalmente incentivamos a participação discente, grupos menores contribuem para que o professor tenha mais facilidade em gerenciar essas participações.

Com o acompanhamento familiar, o gerenciamento da escola e do professor, esse novo desafio será superado, como tantos outros nessa época de ensino remoto.

*Flavia Sucheck Mateus da Rocha é mestre em Educação em Ciências e em Matemática. Docente na área de Exatas da Escola Superior de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter

Comentário (0) Hits: 470

A educação do futuro está muito além da EAD

futuro_educacao.jpg*Por Claudio Elsas
07/08/2020 - Já há algum tempo, a educação vem se reinventado para envolver cada vez mais alunos e professores em novos métodos de ensino. O desenvolvimento de soluções relacionadas a esse mercado levou as instituições a entender melhor o que é edtech (tecnologia educacional) e como aplicá-la para melhorar o desempenho dos estudantes. Contudo, o uso da tecnologia nas salas de aula ainda é um desafio, uma revolução que precisa de mais subsídios para acontecer.

Esse obstáculo ganhou contornos superlativos recentemente, quando a pandemia acarretou a recomendação de quarentena e isolamento social, provocando a suspensão das aulas em todas as modalidades de ensino. A alternativa encontrada, então, foi a ampla adoção da educação a distância. Com isso, a mudança, que vinha sendo construída gradualmente, atingiu um ponto crítico durante o surto de coronavírus.

A pesquisa TIC Educação 2019 aponta que apenas 14% das escolas públicas e 64% das particulares em áreas urbanas contavam com ambiente ou plataforma de aprendizado a distância. Já entre as atividades escolares, 93% do total de alunos com acesso à internet afirmaram utilizar a rede para pesquisas escolares. No entanto, apenas 24% dos estudantes do segundo ano do ensino médio a utilizaram para fazer provas e simulados; e 16%, para participar de cursos a distância.

Esses dados evidenciam que, apesar de haver muito interesse em inovar no ensino, as atividades mediadas por tecnologias estavam mais centradas na transmissão de conteúdo do que na possibilidade de participação e interação. Agora, com o distanciamento social, a tecnologia se tornou a principal estratégia para que os alunos não percam o vínculo com a educação. Por isso, é necessário mais engajamento e investimento das esferas pública e privada.

Outro ponto é que, no passado, a solução de problemas era o denominador comum de todo aprendizado. Passamos o primeiro terço de nossa vida nos educando, para adquirir habilidades necessárias para nos tornar solucionadores de problemas no trabalho, onde atuaremos aplicando esse conhecimento durante os próximos dois terços de nossa vida.

Com a digitalização, o trabalho foi remodelado: de tarefas executadas apenas por seres humanos, evoluímos para projetos conduzidos por homens e executados por máquinas movidas a software, que se tornaram nossos parceiros na solução de problemas. Assim, a educação deve se transformar para corresponder a essa nova realidade.

Isso significa que a transformação vai além da adoção da EAD. Revolucionar o espaço do ensino é uma necessidade, mas também é preciso desenvolver metodologias que nos tornem capazes de navegar em situações desconhecidas e adquirir novas habilidades para novos trabalhos. O aprendizado na hora certa e em curtos períodos mostra-se muito mais valioso. Por isso, a mudança na educação será guiada para o ensino contínuo, baseado em habilidades e facilitado pela tecnologia.

Nesse processo de transformação, educadores, governos e empresas devem se unir para expandir a educação e adaptá-la para criar uma sociedade preparada para o futuro, pois a realidade pós-pandemia trará mudanças. No trabalho, já estamos descobrindo o mérito de criar pacotes menores de esforço, conduzidos por rajadas de maior intensidade para desenvolver uma tarefa. O aprendizado deve seguir o mesmo exemplo.

Nesse contexto, as grandes empresas de tecnologia se dedicarão a atender a muitas dessas necessidades. Na nova normalidade, o valor da educação se dará com base na integração da tecnologia nos processos de ensino. Graus híbridos entre on-line e off-line devem guiar o método de microaprendizado, que disponibiliza tempo para que estudemos no local de trabalho ou em casa, em todo lugar e a qualquer momento.

Contudo, para que a educação seja reinventada, devemos passar das construções atuais, da transferência passiva de conhecimento e desenvolver um senso de organização em cada criança, a fim de que ela molde seu próprio aprendizado, impulsionada por seus objetivos. Esse é o momento de repensar a educação e encontrar uma maneira de escalar transformações que mudem o ensino de maneira permanente e eficaz.

*Claudio Elsas é Country Manager da Infosys Brasil

Comentário (0) Hits: 416

A transformação digital da economia global

fernando_garcia_vertiv.jpg*Por Fernando Garcia
06/08/2020 - A crise de saúde que estamos enfrentando mudou tudo ao nosso redor, causando um impacto social e econômico que terá consequências difíceis de prever. Sem dúvida, esse é o momento de enfrentarmos essas mudanças e nos prepararmos para o trabalho que vem pela frente. Essa crise não apenas confirma que a forma como usamos a tecnologia mudará para sempre, mas, também, que a transformação digital da economia se dará a um ritmo acelerado, gerando uma sociedade hiperconectada.

Como essa aceleração se manifesta?

Analiso a transformação digital a partir dos 5 Ds, os cinco vetores de transformação: a descentralização da população, a distribuição do entretenimento, o deslocamento do trabalho, da educação e da saúde, a deslocalização da cadeia de suprimentos e a descarbonização da economia. A crise atual está fazendo com que cada um deles se desenvolva em frente aos nossos olhos, em tempo real.

Descentralização da população

Em razão da crise, os governos tiveram que assumir e acelerar a implementação de serviços digitais, como o e-government e os serviços públicos digitais. A necessidade de maior capacidade em seus portais faz com que diversos governos estejam trabalhando na aprovação da ampliação do espectro radioelétrico, o que, por sua vez, favorece a aceleração da implementação das redes 5G.

Vale lembrar que parte do conceito de cidade inteligente é manter os cidadãos em segurança. Podemos aproveitar algumas tecnologias inteligentes para ajudar com o distanciamento social. Temos as câmeras de vigilância urbana com as CCTVs e as de reconhecimento facial; medidas de geolocalização para rastrear veículos e telefones; entregas em domicílio utilizando robôs e drones, e o desenvolvimento de inúmeros serviços sem pilotos, ou autônomos.

Distribuição de entretenimento

A forma de entretenimento mudou para sempre; consumimos grandes quantidades de streaming de vídeo, participamos em jogos com múltiplos jogadores e assistimos a concertos virtuais. Todas essas plataformas submetem as redes de comunicações a uma grande quantidade de stress, como mostra o fato de tanto a Netflix quanto o YouTube terem rebaixado a definição dos seus streamings pois as redes estavam saturadas na Europa. Assistimos também a uma mudança fundamental no entretenimento com o foco cada vez maior de sistemas de realidade aumentada e virtual – através dos quais poderemos viajar, visitar museus ou participar de eventos a partir da nossa casa, com sistemas de RV/RA imersivos.

Deslocamento do trabalho, educação e saúde

Tivemos que configurar escritórios em nossas casas e negociar a velocidade de nossas redes wireless porque todos nós, assim como nossos filhos, precisamos de largura de banda para poder participar de reuniões virtuais e aulas virtuais. Esse deslocamento, forçado pelo confinamento, mudará para sempre a forma como nos relacionaremos a partir de agora.

A saúde é um aspecto fundamental em nossas vidas. Apesar da telemedicina já ser conhecida, neste momento ela está tendo um protagonismo. Consultas on-line, autosserviços de saúde e diagnósticos são o nosso presente.

Deslocalização da cadeia de suprimentos

Começamos a ver como as fábricas digitalmente avançadas (as chamadas Smart Factories, ou Fábricas Inteligentes) estão adotando a automação de processos para reduzir o número de pessoas que trabalham na fábrica. Da mesma forma, as empresas estão aproveitando os benefícios de contar com diversas alternativas de fornecedores de peças e serviços ao invés de depender de uma só fonte de suprimento. Isso impulsionou, por exemplo, a impressão em 3D para realizar uma diferenciação ou customização tardia do produto, ou fabricar praticamente qualquer coisa. Outra das consequências dessa crise foi a aceleração das diferentes plataformas de entrega em domicílio, com a disseminação de veículos autônomos ou drones.

Descarbonização da economia

Por fim, é patente a necessidade de descobrir como estas tecnologias ajudam a descarbonização da economia, desenvolvendo estratégias de sustentabilidade ambiental buscando reduzir a pegada de carbono. Essa tendência tem sido chamada de New Green Deal. As redes de telecomunicações e os grandes data centers consomem enormes quantidades de eletricidade, a ponto de terem uma pegada de carbono maior do que a indústria de transporte aéreo. Vamos ver como as operadoras de telecomunicações e os grandes players de Internet buscam cada vez mais o uso de energias renováveis, a eficiência energética e a otimização dos recursos naturais.

O futuro é o nosso presente

Essa aceleração da transformação digital representa um desafio fundamental para as infraestruturas de missão crítica como os data centers e o edge computing. O próximo ano será voltado para a velocidade, a escalabilidade e a complexidade, tanto no core (data centers maiores), quanto no edge (infraestrutura periférica). Será imprescindível implantar novos sites em tempo recorde, implementar e utilizar ferramentas para o gerenciamento e o monitoramento remotos e on-line dos processos, bem como administrar e despachar os técnicos de forma remota. Tudo isso aumentará a complexidade da gestão da infraestrutura.

Nesse contexto, segundo o modelo 5R da empresa de consultoria McKinsey & Company, teremos que:

Resolver: Medidas de curto prazo. Lidar em tempo real com os desafios trazidos por esse vírus e encontrar formas de proteger os colaboradores, clientes e processos produtivos dos quais dependemos.

Reforçar: O fluxo de caixa do negócio. Reforçar as medidas que permitem a uma empresa sobreviver a tudo isto. Temos que fortalecer a saúde financeira, precisamos construir resiliência durante essas paradas forçadas.

Recuperar: Temos que criar um plano detalhado que nos permita rapidamente escalar e recuperar o negócio conforme as condições, o contexto e a conjuntura econômica melhorem.

Reinventar: Repensarmos como viveremos este 'novo normal'. Não vamos voltar ao que tínhamos. Teremos que nos reinventar, visualizando quais serão as mudanças que estamos vivendo hoje e que se tornarão permanentes.

Reformar: O contexto legal, regulatório, mudará muito em nossa indústria. Teremos que nos preparar e nos adaptar a eles no médio e longo prazo.

Se a última década se caracterizou pelo uso de recursos compartilhados, pela migração para o cloud público ou privado e pelo que alguns chamam de a "uberização" da economia, a próxima década será testemunha de um movimento na direção oposta, para o edge da rede.

Para fazer frente à atual situação econômica, será imprescindível que a economia acelere sua transformação rumo a um mundo digital e hiperconectado. Isso é uma realidade. Confie em parceiros fortes, que entendam esses desafios e tenham os recursos para ajudar sua empresa a dar os passos necessários para ser competitiva na nova economia.

*Fernando Garcia é vice-presidente e gerente geral da Vertiv América Latina.

Comentário (0) Hits: 410

Meu iMac tem mais memória do que a NASA em 1977

imac_27.jpgPor Ethevaldo Siqueira
04/08/2020 - A primeira qualidade do meu computador Macintosh (iMac) que destaco é sua durabilidade. Nunca precisou de qualquer conserto ou manutenção. Como fui ambicioso ao configurar sua capacidade de armazenamento, posso contar com a disponibilidade de 6 Terabytes, ou seja, 2 TB internos e 4 TB externos, em HD.

Faço uma comparação de meu iMac atual com a capacidade total de armazenamento do que a Nasa tinha em 1977. Vocês poderiam acreditar que meu iMac tem capacidade de armazenamento 50% maior do que a agência espacial naquela época?

A conclusão mais simples de tudo isso: a evolução da capacidade de armazenamento digital dos dispositivos eletrônicos tem sido explosiva e impressionante nos últimos 40 anos.

Comentário (0) Hits: 370

newsletter buton