A lavoura nunca esteve tão perto da indústria

lavoura_tech.jpgE as agtechs são o pivô desta aproximação

*Por Francisco Jardim
08/08/2018 - Assim como a indústria pesada investiu na modernização de seus processos de fabricação para ganhar competitividade, melhorar a produtividade e reduzir custos, o agribusiness também tem agora à disposição um conjunto de novas ferramentas tecnológicas que permitem a integração de toda cadeia, do plantio ao prato, criando aos agricultores condições até então inexistentes para suprir o mercado de alimentos.

De acordo com o último Censo Agropecuário, divulgado há poucos dias pelo IBGE, o acesso à Internet entre os produtores rurais cresceu 1790% na comparação com o último levantamento realizado em 2006, passando de 75 mil para 1,4 milhão de áreas agrícolas conectadas.

O estudo comprovou que a conectividade já é mais do que uma realidade na zona rural. Com a infraestrutura de rede pronta, a revolução no campo virá (e já está vindo) da parceria das startups de agritech com a indústria alimentícia, uma aliança que irá gerar forte impacto no ganho de eficiência e rentabilidade, desde a lavoura até o varejo.

É fato. A indústria nunca esteve tão próxima do agronegócio. E os beneficiados deste casamento seremos todos nós, inclusive e principalmente você, consumidor.

Conectadas na nuvem e cada vez mais digitais, as fazendas se equiparam tecnologicamente para otimizar insumos, diminuir o desperdício e melhorar a segurança da produção de alimentos. Municiada por sensores, satélites, drones e aplicativos, uma nova geração de agroempreendedores têm nas mãos soluções valiosas para praticar uma agricultura gerenciada a partir de dados colhidos na lavoura e analisados em tempo real, o que permite tomar decisões estratégicas que irão influenciar fortemente a utilização de recursos e matérias primas ao longo do ciclo produtivo.

E isto muito interessa, claro, às grandes empresas da indústria alimentícia.

A demanda por tornar a indústria mais eficiente e também mais sustentável, um desafio frente ao risco latente de escassez de recursos naturais, será um dos motores da revolução digital em curso no agronegócio e já está abrindo um novo mercado para agtechs que desenvolvam tecnologias capazes de ajudar os fabricantes a ter uma visão detalhada de toda cadeia produtiva.

Este movimento ganhou força nos últimos anos nos Estados Unidos com a aproximação de grandes indústrias multinacionais do setor de alimentos e das estrelas da tecnologia com startups, criando uma nova onda de empresas que serão as protagonistas desta nova agricultura digital.

Além do corporate venture e de fusões e aquisições bilionárias, o venture capital também registrou forte crescimento no setor no ano passado. De acordo com levantamento feito pela Finistere Ventures com a PitchBook, em 2017 os fundos de investimento (há pelo menos 30 nos Estados Unidos focados em agtechs) aportaram mais de US$ 1,5 bilhão em startups de tecnologia agrícola, atraindo o apetite de mais de 300 investidores diferentes, que fecharam mais de 160 rodadas. Dez anos antes, em 2007, foram investidos menos de US$ 200 milhões em 31 aportes.

A tendência de parcerias entre as companhias tradicionais do setor agrícola com startups começou a se espalhar para novos mercados e já chegou por aqui no Brasil. É o caso da aliança entre a Coca-Cola, através da marca de sucos Del Valle, e a Agrosmart.

O desafio era minimizar os efeitos da crise hídrica que atingiu os pequenos produtores e cooperativas de frutas do Espírito Santo que abasteciam a fabricante. Com a implantação da plataforma digital da Agrosmart, os agricultores passaram a ter informações sobre quanto e quando deveriam irrigar as plantas, economizando 30% de água e aumentando a produtividade em 10%.

Outras grandes do agribusiness também já lançaram suas aceleradoras e programas de mentoria para startups agtech brasileiras, como a Basf com o AgroStart, organizado em parceria com a ACE e que oferece até R$ 150 mil em investimento. A Monsanto participa do Fundo BR Startups, que investe em startups de inovação tecnológica para o agro e foi criado pela Microsoft Participações em associação com a Qualcomm Ventures. A Syngenta foi a mais ousada e partiu para as compras adquirindo a agtech brasileira Strider.

O namoro das grandes indústrias de alimentos globais com o ecossistema de startups é crescente e reúne programas como o HENRi, da Nestlé, que financia novos negócios com um aporte de US$ 50 mil e tem como alvo modelos que desenvolvam embalagens sustentáveis e soluções para reduzir o desperdício nas cadeias de suprimentos.

A primeira startup selecionada pela multinacional suíça foi a Kakaxi, que oferece uma plataforma de serviços para conectar agricultores e consumidores. A empresa realizou transmissões ao vivo de fazendas da Colômbia que são fornecedoras para marca Nespresso, revelando aos clientes da Nestlé a produção do café desde a colheita.

No ano passado, grandes investimentos foram realizados em agtechs exponenciais, como a Plenty, que cultiva fazendas urbanas, um negócio com grande potencial global considerando o aumento populacional nas grandes cidades e a necessidade de autosustentabilidade decorrente da falta de alimentos para atender o crescimento demográfico.

A startup atraiu o SoftBank Vision Fund, capitaneado pelo bilionário japonês Masayoshi Son, que, em sociedade com outros dois bilionários, Eric Schmidt e Jeff Bezos, através de suas empresas de investimento Innovation Endeavors e Bezos Expeditions, realizaram um aporte de US$ 200 milhões.

Sem falar na compra da Whole Foods pela Amazon por US$ 13,7 bilhões, uma estratégia de Bezos para integrar varejo físico e digital e oferecer uma nova experiência para consumidores cada vez mais famintos por tecnologias até mesmo na hora de comprar uma simples saladinha. O interesse do fundador da Amazon no agro é seguido pela Google Ventures, que liderou um round de US$ 15 milhões na Farmer Business Network, empresa de soluções de Big Data para fazendas.

Com sua inegável vocação agrícola, o Brasil, insisto, reúne todos os insumos para garantir posição privilegiada na nova agricultura digital ao lado de países que já estão se destacando, como os Estados Unidos, Israel, Austrália e Nova Zelândia. E essa transformação passa, sem dúvida, pela união da indústria com as agtechs, anotou?

*Sócio da gestora de investimentos SP Ventures, que apoia, entre outras empresas, a Agrosmart, mencionada neste artigo

Crédito: Pinterest

Comentário (0) Hits: 200

Produção de eletroeletrônicos recua em junho

queda.jpg07/08/2018 – A produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 4,6% no mês de junho em relação a maio. É o que mostram os dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O desempenho negativo foi influenciado pela retração da área eletrônica (-13,2%), enquanto a área elétrica apresentou resultado positivo (+3,2%).

“A queda ocorreu mesmo em relação a uma base fraca de comparação (maio), uma vez que a produção verificada naquele mês foi prejudicada pela greve dos caminhoneiros”, diz o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

A maior queda na área eletrônica ocorreu no segmento de aparelhos de áudio e vídeo (-30,6%), no qual estão inseridos os televisores, em razão do fim da Copa do Mundo de Futebol. Os equipamentos de informática (+6,6%) foram o único segmento a apontar incremento na área eletrônica. Na área elétrica, o aumento ocorreu na produção de todos os segmentos analisados, com destaque para a elevação de 10,6% nas pilhas e baterias.

Em relação a junho do ano passado, a produção de bens do setor ficou praticamente estável (+0,3%), com aumento na área eletrônica (+1,1%) e redução na elétrica (-0,4%). Já no acumulado dos seis primeiros meses de 2018, a produção industrial do setor eletroeletrônico cresceu 7,6% em relação ao mesmo período de 2017. Esse incremento foi estimulado pela elevação de 18,2% na área eletrônica, uma vez que a produção da área elétrica recuou 1,3%.
 

Comentário (0) Hits: 181

Mercado de viagens irá contar com chatbots

chatbot_2.jpg06/08/2018 - Para os viajantes de negócios que sempre estão indo de um lugar para outro, os chatbots vinculados aos operadores de viagens e provedores de acomodação são ferramentas que têm cada vez mais valor, permitindo que eles obtenham vantagens do uso de chats de voz ou mensagens instantâneas operados por Inteligência Artificial (AI) para solucionar diversas dúvidas de viagem – tais como, verificar o clima e procurar opções de transporte pela cidade – além de receber rápido apoio ao cliente. Gartner, uma empresa líder na área de consultoria e pesquisa de mercado, previu em 2011 que até 2020, 85% das interações dos clientes ocorreriam via chatbot, e que até 2021, 50% das empresas gastariam mais com os bots do que com aplicativos. Isso significa que o mercado de viagens deve adotar esta tecnologia em um ritmo acelerado para satisfazer a demanda crescente.

Pesquisas mostram que os clientes já estão aceitando a ideia. Uma pesquisa recente da Booking.com revelou que uma grande maioria dos viajantes (80%) prefere utilizar serviços autônomos para obter as informações de que precisam, e metade deles (50%) não se incomoda se estão lidando com uma pessoa de verdade ou com um computador, contanto que as perguntas sejam respondidas. Para consultas sobre os planos de viagem feitos com a Booking.com, a demanda está sendo atendida com o Booking Assistant, ativado por AI, para quem os viajantes podem fazer perguntas pós reserva sobre a acomodação ou sobre qualquer coisa que vai de pagamentos a transportes, horários de chegada e partida, alterações de datas e disponibilidade de internet, tudo através do dispositivo e plataforma de interesse. O Booking Assistant agora pode lidar com quase 50% dessas dúvidas de hospedagem dos clientes automaticamente. Isso significa um aumento na comodidade, confiança e velocidade para os viajantes de negócios, cujas agendas ocupadas exigem suporte imediato e correto.

Ao planejar uma viagem de negócios em particular, os viajantes querem garantir que não enfrentem nada desconhecido, então, garantir que quaisquer dúvidas possam ser respondidas rapidamente deixará o viajante tranquilo, e isso minimizará qualquer stress adicional.

Além da velocidade e simplicidade, os chatbots oferecem a contínua oportunidade de melhorar a experiência do cliente com a habilidade de ir além em uma vasta quantidade de informações, que um humano demoraria muito mais para processar. Ainda há lugar para a interação com humanos, apesar de tudo – se o Booking Assistant identificar uma questão que não pode solucionar sozinho, ele chama o suporte da equipe de apoio ao cliente ou da propriedade, dependendo de qual for mais adequado. AI não se trata de substituir a interação humana, mas sim um veículo para facilitar uma experiência ainda mais personalizada, gratificante e sem atritos para o cliente. A combinação vencedora de interação humana e AI está alimentando uma experiência de viagem mais personalizada, recompensadora e sem atritos.

Comentário (0) Hits: 216

Serviço de bikes compartilhadas chegam em SP

bike_yellow_2.jpg02/08/2018 - O primeiro serviço de bicicletas compartilhadas sem estações do Brasil inicia com 500 bikes em operação piloto nas regiões da Faria Lima e Vila Olímpia

A Yellow, empresa brasileira de soluções de mobilidade urbana individual, anuncia hoje a disponibilidade do serviço para a população da cidade de São Paulo. Pioneira no Brasil em atuar com o inovador sistema de bicicletas soltas com redistribuição livre e liberadas por aplicativo de celular, a Yellow chega hoje às ruas da cidade com 500 bicicletas em projeto piloto que será expandido gradualmente em parceria com a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes da Prefeitura de São Paulo.

Após a fase inicial, para observar comportamentos e adquirir aprendizados para melhor organização da cidade, a expansão prevê 20 mil bicicletas na capital paulista ainda em 2018 e até 100 mil em 2019, incluindo regiões periféricas, outras cidades do Brasil e outros veículos, como patinetes.

A Yellow inicia a operação piloto no centro expandido de São Paulo, nas regiões da Faria Lima e Vila Olímpia, onde servirá a uma população flutuante inicial de aproximadamente 1,5 milhão de pessoas, que se desloca diariamente por meio de diferentes tipos de transporte. O intuito é que a Yellow seja a opção complementar para otimizar os deslocamentos diários e integrar diferentes modais, sendo alternativa de transporte principalmente para as chamadas "primeira e última milha" das viagens urbanas. O custo da Yellow é R$ 1 real a cada 15 minutos - e segundo a empresa, permitirá que a bicicleta possa ser considerada como solução efetiva de integração ao transporte cotidiano e de lazer na cidade.

"Estimamos que para cobrir a demanda da cidade de São Paulo com bicicletas como alternativa de transporte são necessárias 120 mil bicicletas. Nosso plano é chegar a 100 mil já em 2019." afirma Eduardo Musa, CEO e cofundador.

Iniciativas de manutenção

Para garantir a melhor experiência do cidadão, preservar o ambiente urbano, apoiar boas práticas do usuário e respeitar toda a sociedade, a Yellow inicia a operação com iniciativas de manutenção, organização do espaço físico e incentivo ao uso responsável. Os 70 'Guardiões Yellow' circularão todos os dias da semana para mapear bicicletas, organizá-las, redistribuí-las estrategicamente e retirá-las para manutenção quando necessário, contribuindo, assim, para a melhor distribuição e posicionamento das bicicletas pela cidade, além de apoiar os usuários e garantir as boas práticas.

Como usar a Yellow

As bicicletas e, em breve, patinetes elétricos, terão rastreamento por GPS, o que vai facilitar o trabalho dos 'Guardiões Yellow'. Após o uso, o usuário poderá deixar a bike em qualquer lugar que não atrapalhe a circulação de pedestres e veículos e que seja visível para que outras pessoas possam encontrá-la. Veja os 5 passos para começar a usar:

- Baixe o aplicativo da Yellow disponível para Android e IOS.
- Encontre uma bicicleta Yellow na cidade.
- Coloque créditos de R$ 5, 10, 20 ou 40 reais.
- Com o aplicativo, leia o código de barras QR na parte de trás da bike Yellow: o cadeado inteligente abrirá automaticamente.
- Ao terminar seu percurso pela ciclofaixa, ciclovia ou pelas ruas da cidade, estacione em qualquer lugar onde seja permitido o estacionamento de veículos e não atrapalhe o fluxo, e tranque o cadeado manualmente.

Sobre a Yellow

A Yellow é uma empresa brasileira de soluções de mobilidade urbana individual fundada em junho de 2017 por três empreendedores apaixonados pela problemática da mobilidade urbana e que somam a maior expertise em tecnologia, mobilidade urbana e bicicleta do Brasil: Eduardo Musa, Renato Freitas e Ariel Lambrecht.


Comentário (0) Hits: 284

Que será da TV do futuro depois do avanço da internet?

tv_digital.jpg*Por Celso Vergeiro
31/07/2018 - Assistir à TV, há algumas décadas, era o evento da família. Todos se reuniam na sala para ver a novela ou um noticiário, com as atenções concentradas 100% na tela. O tempo passou e hoje, a atenção do televisor agora também é dividida com os smartphones e tablets. Então vem a pergunta: qual será o futuro da televisão?

Com o avanço da internet muitas coisas mudaram. A relação dos consumidores com as marcas, a interatividade e os novos formatos de veiculação são algumas dessas mudanças. Em meio a tantas transformações, vemos um crescente consumo de conteúdo sob demanda. Segundo dados da pesquisa Geek Power, realizada em 2017, 97% do público afirmava usar algum serviço de streaming de vídeo. Isso nos aproxima do que o futuro nos reserva: uma programação flexível, com qualidade e exclusividade.

A TV do futuro oferecerá uma experiência única, com sua programação baseada em preferências que vão além da posse do controle remoto. A busca por conteúdo ganhou força nos últimos anos. Os telespectadores querem mais relevância e qualidade no que consomem. Teremos em breve uma programação mais personalizada, reunindo tudo o que esperamos consumir.

Segundo uma pesquisa do Youtube, o brasileiro passa 4h30min por dia colado na tela, e desse tempo, 1h47min ele divide entre o videogame e os vídeos on demand, o que tem motivado uma mudança no que é oferecido nos meios de comunicação. O que o consumidor de hoje espera é que a TV seja mais do que mais uma tela. Ele ainda gosta dos conteúdos tradicionais como esportes e telejornais, mas desaprovam as limitações que a TV aberta e à cabo impõe no consumo de conteúdos.

A televisão do futuro disponibilizará acesso ao que o consumidor quiser, de um jeito personalizado, interativo e adaptável. A junção do melhor da TV com o melhor da internet e as marcas, só têm a ganhar com todas essas mudanças. Para os anunciantes, uma TV mais personalizada garante o melhor alcance, já que usarão a personalização para impactar a audiência, podendo falar individualmente com o público e veicular um anúncio adaptado ao que ele estiver assistindo. Além disso, a tecnologia possibilita métricas mais precisas, o que corrobora na mensuração de resultados de forma mais qualificada.

Não tínhamos conhecimento de como a TV se relacionaria com a internet. Agora, podemos imaginar como o futuro poderá ser promissor para todos. Não sabemos o que assistiremos daqui há alguns anos, mas tenho certeza que será exatamente aquilo que quisermos.

*Celso Vergeiro é CEO da AdStream, plataforma de armazenamento e distribuição de conteúdo publicitário


Comentário (0) Hits: 281

Você gostaria de ter um cão-robô como este?

cao-robo.jpgPor Ethevaldo Siqueira
30/07/2018 - SpotMini, o robô de quatro patas da Agile Boston Dynamics, vai estar à venda no próximo ano, para as empresas que querem um quadrúpede mecânico, para chegar a lugares que um dispositivo de rodas não pode alcançar.

A Boston Dynamics tem 10 protótipos do SpotMini e vai trabalhar com parceiros de fabricação para construir 100 robôs ainda este ano, anunciou o co-fundador e Presidente da empresa, Marc Raibert em uma conferência de robótica na semana passada.

Quem irá comprar?

Leia mais aqui:

Comentário (0) Hits: 281

newsletter buton