Indisciplina virtual: o novo desafio dos professores

indisciplina_virtua_uninter_2.jpg*Por Flavia Sucheck M. da Rocha
12/08/2020 - Recentemente, durante uma aula on-line do 7º ano do Ensino Fundamental que presenciei, um grupo de alunos causou um tumulto. Áudios inoportunos e em volume exagerado, gritos e conversas excessivas no chat acabaram por fazer a professora ter que interromper e cancelar a aula. Infelizmente, muitos professores têm descrito cenas como essas. Não bastasse a adaptação com o ensino remoto, o preparo das aulas on-line e todas as atividades, os professores agora se veem diante de um novo desafio: a indisciplina virtual.

A participação da família nunca foi tão importante no processo pedagógico e agora os pais têm a oportunidade de acompanharem mais de perto o comportamento escolar dos filhos. Temos visto que no caso das crianças menores, o envolvimento é primordial, uma vez que os pequenos não dão conta de lidar com as tecnologias e a aprendizagem, sem o auxílio dos pais.

Já no caso dos adolescentes, muitos se adaptaram à rotina remota, possuindo mais independência e autonomia. Isso é excelente e almejado. Contudo, quando os pais não acompanham pontualmente as atividades virtuais, nem sempre o comportamento do adolescente é adequado. É preciso lembrar que esse filho ainda não tem maturidade suficiente para ter total liberdade cibernética, seja para uso de redes sociais, seja para assistir aulas.

Outra questão diz respeito ao posicionamento da escola. Uma dica para evitar invasões nas aulas é criar senhas não óbvias para acesso aos links, distribuídas aos pais dos estudantes com pouca antecedência. Nas redes sociais, há relatos de grupos de adolescentes que se desafiam a invadir aulas de colégios públicos e privados. Por isso, a senha é necessária. A escola também deve tentar identificar ações de indisciplina e fazer um trabalho de conscientização entre os estudantes.

Sobre os momentos da aula, a sugestão é que os professores trabalhem com pequenos grupos de estudantes. Normalmente quando as aulas têm muitos participantes, fica difícil identificar quem está causando tumulto. Há ainda a possibilidade de o professor desligar os microfones dos estudantes, dependendo da tecnologia utilizada para a aula. Mas, como normalmente incentivamos a participação discente, grupos menores contribuem para que o professor tenha mais facilidade em gerenciar essas participações.

Com o acompanhamento familiar, o gerenciamento da escola e do professor, esse novo desafio será superado, como tantos outros nessa época de ensino remoto.

*Flavia Sucheck Mateus da Rocha é mestre em Educação em Ciências e em Matemática. Docente na área de Exatas da Escola Superior de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter

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A educação do futuro está muito além da EAD

futuro_educacao.jpg*Por Claudio Elsas
07/08/2020 - Já há algum tempo, a educação vem se reinventado para envolver cada vez mais alunos e professores em novos métodos de ensino. O desenvolvimento de soluções relacionadas a esse mercado levou as instituições a entender melhor o que é edtech (tecnologia educacional) e como aplicá-la para melhorar o desempenho dos estudantes. Contudo, o uso da tecnologia nas salas de aula ainda é um desafio, uma revolução que precisa de mais subsídios para acontecer.

Esse obstáculo ganhou contornos superlativos recentemente, quando a pandemia acarretou a recomendação de quarentena e isolamento social, provocando a suspensão das aulas em todas as modalidades de ensino. A alternativa encontrada, então, foi a ampla adoção da educação a distância. Com isso, a mudança, que vinha sendo construída gradualmente, atingiu um ponto crítico durante o surto de coronavírus.

A pesquisa TIC Educação 2019 aponta que apenas 14% das escolas públicas e 64% das particulares em áreas urbanas contavam com ambiente ou plataforma de aprendizado a distância. Já entre as atividades escolares, 93% do total de alunos com acesso à internet afirmaram utilizar a rede para pesquisas escolares. No entanto, apenas 24% dos estudantes do segundo ano do ensino médio a utilizaram para fazer provas e simulados; e 16%, para participar de cursos a distância.

Esses dados evidenciam que, apesar de haver muito interesse em inovar no ensino, as atividades mediadas por tecnologias estavam mais centradas na transmissão de conteúdo do que na possibilidade de participação e interação. Agora, com o distanciamento social, a tecnologia se tornou a principal estratégia para que os alunos não percam o vínculo com a educação. Por isso, é necessário mais engajamento e investimento das esferas pública e privada.

Outro ponto é que, no passado, a solução de problemas era o denominador comum de todo aprendizado. Passamos o primeiro terço de nossa vida nos educando, para adquirir habilidades necessárias para nos tornar solucionadores de problemas no trabalho, onde atuaremos aplicando esse conhecimento durante os próximos dois terços de nossa vida.

Com a digitalização, o trabalho foi remodelado: de tarefas executadas apenas por seres humanos, evoluímos para projetos conduzidos por homens e executados por máquinas movidas a software, que se tornaram nossos parceiros na solução de problemas. Assim, a educação deve se transformar para corresponder a essa nova realidade.

Isso significa que a transformação vai além da adoção da EAD. Revolucionar o espaço do ensino é uma necessidade, mas também é preciso desenvolver metodologias que nos tornem capazes de navegar em situações desconhecidas e adquirir novas habilidades para novos trabalhos. O aprendizado na hora certa e em curtos períodos mostra-se muito mais valioso. Por isso, a mudança na educação será guiada para o ensino contínuo, baseado em habilidades e facilitado pela tecnologia.

Nesse processo de transformação, educadores, governos e empresas devem se unir para expandir a educação e adaptá-la para criar uma sociedade preparada para o futuro, pois a realidade pós-pandemia trará mudanças. No trabalho, já estamos descobrindo o mérito de criar pacotes menores de esforço, conduzidos por rajadas de maior intensidade para desenvolver uma tarefa. O aprendizado deve seguir o mesmo exemplo.

Nesse contexto, as grandes empresas de tecnologia se dedicarão a atender a muitas dessas necessidades. Na nova normalidade, o valor da educação se dará com base na integração da tecnologia nos processos de ensino. Graus híbridos entre on-line e off-line devem guiar o método de microaprendizado, que disponibiliza tempo para que estudemos no local de trabalho ou em casa, em todo lugar e a qualquer momento.

Contudo, para que a educação seja reinventada, devemos passar das construções atuais, da transferência passiva de conhecimento e desenvolver um senso de organização em cada criança, a fim de que ela molde seu próprio aprendizado, impulsionada por seus objetivos. Esse é o momento de repensar a educação e encontrar uma maneira de escalar transformações que mudem o ensino de maneira permanente e eficaz.

*Claudio Elsas é Country Manager da Infosys Brasil

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A transformação digital da economia global

fernando_garcia_vertiv.jpg*Por Fernando Garcia
06/08/2020 - A crise de saúde que estamos enfrentando mudou tudo ao nosso redor, causando um impacto social e econômico que terá consequências difíceis de prever. Sem dúvida, esse é o momento de enfrentarmos essas mudanças e nos prepararmos para o trabalho que vem pela frente. Essa crise não apenas confirma que a forma como usamos a tecnologia mudará para sempre, mas, também, que a transformação digital da economia se dará a um ritmo acelerado, gerando uma sociedade hiperconectada.

Como essa aceleração se manifesta?

Analiso a transformação digital a partir dos 5 Ds, os cinco vetores de transformação: a descentralização da população, a distribuição do entretenimento, o deslocamento do trabalho, da educação e da saúde, a deslocalização da cadeia de suprimentos e a descarbonização da economia. A crise atual está fazendo com que cada um deles se desenvolva em frente aos nossos olhos, em tempo real.

Descentralização da população

Em razão da crise, os governos tiveram que assumir e acelerar a implementação de serviços digitais, como o e-government e os serviços públicos digitais. A necessidade de maior capacidade em seus portais faz com que diversos governos estejam trabalhando na aprovação da ampliação do espectro radioelétrico, o que, por sua vez, favorece a aceleração da implementação das redes 5G.

Vale lembrar que parte do conceito de cidade inteligente é manter os cidadãos em segurança. Podemos aproveitar algumas tecnologias inteligentes para ajudar com o distanciamento social. Temos as câmeras de vigilância urbana com as CCTVs e as de reconhecimento facial; medidas de geolocalização para rastrear veículos e telefones; entregas em domicílio utilizando robôs e drones, e o desenvolvimento de inúmeros serviços sem pilotos, ou autônomos.

Distribuição de entretenimento

A forma de entretenimento mudou para sempre; consumimos grandes quantidades de streaming de vídeo, participamos em jogos com múltiplos jogadores e assistimos a concertos virtuais. Todas essas plataformas submetem as redes de comunicações a uma grande quantidade de stress, como mostra o fato de tanto a Netflix quanto o YouTube terem rebaixado a definição dos seus streamings pois as redes estavam saturadas na Europa. Assistimos também a uma mudança fundamental no entretenimento com o foco cada vez maior de sistemas de realidade aumentada e virtual – através dos quais poderemos viajar, visitar museus ou participar de eventos a partir da nossa casa, com sistemas de RV/RA imersivos.

Deslocamento do trabalho, educação e saúde

Tivemos que configurar escritórios em nossas casas e negociar a velocidade de nossas redes wireless porque todos nós, assim como nossos filhos, precisamos de largura de banda para poder participar de reuniões virtuais e aulas virtuais. Esse deslocamento, forçado pelo confinamento, mudará para sempre a forma como nos relacionaremos a partir de agora.

A saúde é um aspecto fundamental em nossas vidas. Apesar da telemedicina já ser conhecida, neste momento ela está tendo um protagonismo. Consultas on-line, autosserviços de saúde e diagnósticos são o nosso presente.

Deslocalização da cadeia de suprimentos

Começamos a ver como as fábricas digitalmente avançadas (as chamadas Smart Factories, ou Fábricas Inteligentes) estão adotando a automação de processos para reduzir o número de pessoas que trabalham na fábrica. Da mesma forma, as empresas estão aproveitando os benefícios de contar com diversas alternativas de fornecedores de peças e serviços ao invés de depender de uma só fonte de suprimento. Isso impulsionou, por exemplo, a impressão em 3D para realizar uma diferenciação ou customização tardia do produto, ou fabricar praticamente qualquer coisa. Outra das consequências dessa crise foi a aceleração das diferentes plataformas de entrega em domicílio, com a disseminação de veículos autônomos ou drones.

Descarbonização da economia

Por fim, é patente a necessidade de descobrir como estas tecnologias ajudam a descarbonização da economia, desenvolvendo estratégias de sustentabilidade ambiental buscando reduzir a pegada de carbono. Essa tendência tem sido chamada de New Green Deal. As redes de telecomunicações e os grandes data centers consomem enormes quantidades de eletricidade, a ponto de terem uma pegada de carbono maior do que a indústria de transporte aéreo. Vamos ver como as operadoras de telecomunicações e os grandes players de Internet buscam cada vez mais o uso de energias renováveis, a eficiência energética e a otimização dos recursos naturais.

O futuro é o nosso presente

Essa aceleração da transformação digital representa um desafio fundamental para as infraestruturas de missão crítica como os data centers e o edge computing. O próximo ano será voltado para a velocidade, a escalabilidade e a complexidade, tanto no core (data centers maiores), quanto no edge (infraestrutura periférica). Será imprescindível implantar novos sites em tempo recorde, implementar e utilizar ferramentas para o gerenciamento e o monitoramento remotos e on-line dos processos, bem como administrar e despachar os técnicos de forma remota. Tudo isso aumentará a complexidade da gestão da infraestrutura.

Nesse contexto, segundo o modelo 5R da empresa de consultoria McKinsey & Company, teremos que:

Resolver: Medidas de curto prazo. Lidar em tempo real com os desafios trazidos por esse vírus e encontrar formas de proteger os colaboradores, clientes e processos produtivos dos quais dependemos.

Reforçar: O fluxo de caixa do negócio. Reforçar as medidas que permitem a uma empresa sobreviver a tudo isto. Temos que fortalecer a saúde financeira, precisamos construir resiliência durante essas paradas forçadas.

Recuperar: Temos que criar um plano detalhado que nos permita rapidamente escalar e recuperar o negócio conforme as condições, o contexto e a conjuntura econômica melhorem.

Reinventar: Repensarmos como viveremos este 'novo normal'. Não vamos voltar ao que tínhamos. Teremos que nos reinventar, visualizando quais serão as mudanças que estamos vivendo hoje e que se tornarão permanentes.

Reformar: O contexto legal, regulatório, mudará muito em nossa indústria. Teremos que nos preparar e nos adaptar a eles no médio e longo prazo.

Se a última década se caracterizou pelo uso de recursos compartilhados, pela migração para o cloud público ou privado e pelo que alguns chamam de a "uberização" da economia, a próxima década será testemunha de um movimento na direção oposta, para o edge da rede.

Para fazer frente à atual situação econômica, será imprescindível que a economia acelere sua transformação rumo a um mundo digital e hiperconectado. Isso é uma realidade. Confie em parceiros fortes, que entendam esses desafios e tenham os recursos para ajudar sua empresa a dar os passos necessários para ser competitiva na nova economia.

*Fernando Garcia é vice-presidente e gerente geral da Vertiv América Latina.

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Meu iMac tem mais memória do que a NASA em 1977

imac_27.jpgPor Ethevaldo Siqueira
04/08/2020 - A primeira qualidade do meu computador Macintosh (iMac) que destaco é sua durabilidade. Nunca precisou de qualquer conserto ou manutenção. Como fui ambicioso ao configurar sua capacidade de armazenamento, posso contar com a disponibilidade de 6 Terabytes, ou seja, 2 TB internos e 4 TB externos, em HD.

Faço uma comparação de meu iMac atual com a capacidade total de armazenamento do que a Nasa tinha em 1977. Vocês poderiam acreditar que meu iMac tem capacidade de armazenamento 50% maior do que a agência espacial naquela época?

A conclusão mais simples de tudo isso: a evolução da capacidade de armazenamento digital dos dispositivos eletrônicos tem sido explosiva e impressionante nos últimos 40 anos.

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LG amplia alcance da Inteligência Artificial

lg_tv_real_8k.jpgPor Ethevaldo Siqueira
28/07/2020 - Desde suas apresentações especiais em janeiro deste ano, no CES 2020, de Las Vegas, a LG Electronics tem conseguido especial destaque nas aplicações de Inteligência Artificial (IA) em seus televisores e eletrodomésticos. Essa estratégia já havia sido antecipada nas conferências de imprensa da empresa, ao apresentar sua plataforma Multi AI, na véspera da abertura da grande exposição. Além disso, teve grande impacto a palestra do presidente e o CTO da empresa, I.P. Park, que antecipou as grandes tendências do setor e, em especial, seus lançamentos de 2020, ao falar no hotel Mandalay Bay, em Las Vegas, na véspera da abertura do CES.

Na foto, TV OLED de 65 polegadas, que se enrola como numa mágica, e entra em um estojo com um terço de seu volume.

Park revelou como a inteligência artificial LGThinQ se desenvolveu, desde que foi revelada em 2019. Park antecipou a filosofia da LG de "abordar o futuro em qualquer lugar do mundo", ao revelando o slogan de inteligência artificial da LG para o programa.

Produtos inteligentes

Ao falar após Park, Jean-François Gagné, fundador e CEO da Element AI, parceira da LG, discutiu os "níveis de consciência da IA — eficiência, personalização, raciocínio e exploração", objetivos da cooperação entre as duas empresas.

Um bom exemplo do uso da IA em eletrônicos domésticos, segundo Gagné, é o condicionador de ar ThinQ, que é capaz de informar sobre a existência e o número de pessoas na sala para que ele possa ajustar o fluxo de ar de acordo as necessidades.

Já o aspirador R9, da LG, pode aprender com seus erros — ele saberá lugares onde ficou preso anteriormente e modificará seus movimentos de modo a não repetir os mesmos erros. A empresa Element AI também está pesquisando como a IA dos dispositivos interconectados pode funcionar em conjunto, mas Gagné reconheceu que ainda serão necessários mais alguns anos para se alcançar o desenvolvimento pleno da tecnologia.

"Como pioneiros no campo da IA, é nossa responsabilidade considerar a importância da experiência humana enquanto forçamos os limites da pesquisa e desenvolvimento da IA", disse Gagné. Em sua opinião, esse trabalho entre a LG e suas parceiras ajudará, com certeza, "o estabelecimento de padrões e princípios que orientem os profissionais de IA a considerar uma abordagem centrada no ser humano na construção do futuro."

Nas apresentações da LG, um dos pontos do debate foi o atendimento proativo ao cliente. Graças ao uso da IA, a lavadora da LG envia notificações de manutenção com base no seu uso e o proprietário receberá alertas se estiver fazendo algo errado, como, por exemplo, usar muito detergente.

Esse recurso está sendo lançado neste ano de 2020 e estará disponível em 1 milhão de dispositivos LG no próximo ano, segundo afirmaram os dirigentes da LG, na conferência de imprensa. Eles revelaram também os recursos uma geladeira, como o InstaView Door-in-Door da LG, que produz automaticamente CraftIce de derretimento lento — esferas redondas de gelo de 2 polegadas, projetadas para caber em copos domésticos comuns.

TV OLED de 48 polegadas

Diante de um grande televisor, a chefe de marketing da LG em entretenimento doméstico, Michelle Fernandez, e o diretor sênior de desenvolvimento de produtos, Tim Alessi, revelaram que sua oferta para 2020 inclui pela primeira vez uma opção menor de OLED de 48 polegadas.

Um dos pontos que fascinou o público, na conferência de imprensa, foi a TV OLED de 65 polegadas, que se enrola como numa mágica, e entra em um estojo com um terço de seu volume. Essa TV enrolável está sendo lançada em 2020, mas esteja preparado para pagar um preço salgado, se você adquirir uma — custará US $ 60.000.

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Empresas planejam automatização após a pandemia

workers_pixabay_1.jpg21/07/2020 - A pandemia do novo coronavírus deve acelerar a automatização na indústria, apontam especialistas. Conforme Richard Pak, professor da Universidade Clemson em matéria publicada no New York Times, antes da pandemia as pessoas poderiam pensar que havia muita automação, mas após esse evento pensarão que tudo deve ser mais automatizado.

Uma pesquisa da agência Ernst & Young já comprovou que este movimento é certo: 36% das empresas globais estão acelerando os planos de automatização após a pandemia.

Para o especialista brasileiro em automação, Vagner Ortiz, Consultor de Vendas da Datec Soluções Industriais, as empresas brasileiras deverão seguir esta tendência, principalmente porque perceberam cada vez mais a importância de acompanhar o mercado em constante mudança.

“A indústria e seus processos vêm sendo continuamente transformados e adaptados, de acordo com as necessidades de cada geração, onde as demandas humanas ditam o ritmo das mudanças e atualizações no ambiente fabril. Já passamos por três grandes revoluções industriais. Em meados dos anos 2000 deu-se início a 4º, que é a continuação do aperfeiçoamento das máquinas e que tornam as linhas de produção mais ágeis, competitivas e confiáveis. Isso possibilita uma adequação mais eficiente das indústrias a demandas de seus clientes, bem como eleva o nível de exigência do mercado”, explica.

O cenário de crise fez com que as indústrias reavaliassem seus investimentos. Passado este período, o centro do debate será como a indústria reagirá pós-momento de estagnação. De acordo com a agência de classificação de riscos S&P, o mais provável é uma queda no PIB global de 2,4% em 2020, seguida de um crescimento de 5,9% em 2021.

O Brasil ocupa hoje a 18º posição no ranking de países mais robotizados, de acordo com relatório anual 2019 da Federação Internacional de Robótica (IFR). São 0,6% do total de robôs instalados no mundo, que conta com estoque de 2.439.543 de unidades em operação.

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