Incerto lançamento do Galaxy Note 7 no Brasil

galaxy-note7.jpgEthevaldo Siqueira
15/09/2016 - A Samsung deveria lançar o modelo este mês no país. A fabricante anunciou um recall mundial após problemas de explosões de baterias na hora do carregamento.

Existem defeitos de fabricação nas baterias de Íons de Lítio, que aumentam o risco de explosão, e o caso mais recente é o das baterias do Galaxy Note 7, da Samsung.

Aconselho quem, eventualmente, tenha comprado esse aparelho fora do País, que pare de usá-lo por uma questão de segurança, embora até agora, o número confirmado de explosões de baterias foi de 35, segundo a Samsung. A empresa estima que a probabilidade de explosão é de 24 em cada milhão de baterias (ou de um telefone em cada 41.666).

Nem todas as baterias de íon de lítio existentes no mercado também correm o risco de explodir. Segundo especialistas, apenas aquelas que não passaram por um controle de qualidade adequado, e apresentam defeitos de fabricação.

Foi divulgado um comunicado da Samsung na Europa e nos Estados Unidos na semana passada sobre o problema do smartphone. Segundo a BBC e o jornal Financial Times, a Samsung pediu aos proprietários do Galaxy Note 7 para que deixem de usá-lo e troquem o aparelho porque eles correm o risco de explodir.

E a empresa prometeu fazer o recall desse smartphone e começará a trocar os aparelhos vendidos por novos Galaxy Note 7 a partir do dia 19 de setembro.

No sábado, os Emirados Árabes Unidos proibiram o uso desse Galaxy Note 7 nas companhias aéreas Emirates e Etihad. Três companhias aéreas australianas também proibiram o uso desse aparelho.


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Brics puxam queda nas vendas de eletrônicos

ueda.jpgPor Ethevaldo Siqueira, de Berlim
01/09/2016 - Hoje é o meu primeiro dia de trabalho na cobertura da IFA, o maior evento de eletrônica da Europa e eu tenho duas notícias. Uma boa e outra ruim. Começo pela notícia ruim.

Segundo pesquisas de associações especializadas da Alemanha, as vendas globais de produtos de eletrônica de consumo e de entretenimento, neste ano, apresentarão uma queda de 5%. É a primeira vez que as vendas globais caem depois de 2009.

Isso não comprova a existência de uma crise econômica mundial, a queda das vendas em eletrônica decorre apenas da situação de três países emergentes que enfrentam problemas econômicos: Brasil, Índia e Rússia. Além disso, a própria China tem crescido menos do que nos anos anteriores. O pior fator é o do Brasil, com queda superior a 10%.

O que vemos é uma situação da economia bem melhor nos países desenvolvidos do que nos emergentes ou BRICs, a sigla de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

E a boa notícia é sobre o crescimento da IFA este ano, com aumento do número de expositores, em consequência das novas áreas de produtos como a robótica, a internet das coisas e inteligência artificial. Essas três áreas eram praticamente ficção como produtos de entretenimento e de uso doméstico nas versões anteriores da IFA.

E o mais interessante é que robôs, internet das coisas e inteligência artificial, começam a conviver e a convergir na casa digital.


 

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Samsung faz recall mundial do Galaxy Note 7

samsung-galaxy-note-7.jpg06/09/2016 - Samsung está fazendo recall de milhões de smartphones Galaxy Note 7 em todo o mundo, após relatos de que os dispositivos podem pegar fogo durante o carregamento.

O massivo recall de um dos dispositivos mais emblemáticos da Samsung é um revés embaraçoso para a maior fabricante de smartphones do mundo. O Note 7 foi lançado há apenas um mês, e seu grande rival – a Apple – deverá apresentar seu novo smartphone amanhã, 07.

A empresa disse que levaria cerca de duas semanas para preparar o recall, e anunciou que os usuários do Nota 7 nos EUA podem trocar pelo Galaxy S7 ou Galaxy S7 Edge, a partir da próxima semana. 

Fonte: Jethro Mullen and K.J. Kwon, para a CNN Money

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Os anos dourados do rádio Wells-Gardner

radio_ethe.jpgEthevaldo Siqueira
07/06/2016 - O rádio está presente em minha vida há mais de 75 anos. Em companhia de meus pais, comecei a ouvir rádio diante de um Wells-Gardner como este, que tinha um belo som. Era como um membro da família. Diante dele, eu e minha família acompanhávamos toda noite as notícias aterradoras da Segunda Guerra, dos bombardeios de Londres em 1940 e 1941, a invasão da Rússia e o ataque de Pearl Harbor, a Segunda Frente da gigantesca invasão da Normandia, em 1944, e, por fim, a queda da Alemanha Nazista.

À noite, todo o noticiário da guerra e da política brasileira, nos estertores da ditadura Vargas, eu ouvia pela PRG-2 Rádio Tupi de São Paulo e o "Grande Jornal Falado Tupi", comandado por Corifeu de Azevedo Marques.
No final dos anos 1940 e dos 1950, o Brasil inteiro ouvia a Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Durante o dia, com a propagação mais difícil dos sinais AM, eu e minha família ouvíamos a PRG-4, Rádio Clube de Jaboticabal ou a PRG-7, Rádio Clube de Ribeirão Preto.

Na verdade, o rádio está presente em minha vida até hoje. E ele não morre, como já previram mil profetas de botequim. O rádio evolui sempre, seja com a eletrônica digital, seja com o satélite, a fibra óptica ou a internet.
Em 2006, eu resolvi tentar ouvir a CBN via internet do outro lado do mundo, quando estava em Tóquio, num hotel do bairro da Ginza. Eram quase 7 horas da noite e queria me atualizar sobre o que acontecia no Brasil. Finalmente, sintonizei o portal da emissora em meu laptop e ouvi o Jornal da CBN Primeira Edição. Eram 7 horas da manhã em São Paulo. Fiquei sabendo até como estava a situação do trânsito e ainda ouvi a gravação de meus comentários sobre tecnologia. Foi, sem dúvida, uma de minhas experiências mais emocionantes nesse mundo das comunicações.
Viva o rádio e o Padre Roberto Landell de Moura, um brasileiro que devemos reverenciar como um de seus pioneiros, ao lado de Marconi e de Nikola Tesla.

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Um pouco de história do áudio de alta fidelidade

audio.jpgEthevaldo Siqueira
06/06/2016 - Descobri a alta fidelidade em 1950, quando trabalhava como balconista na Livraria Acadêmica, de um grande amigo, o livreiro Guerino Capalbo, em Jaboticabal. A Acadêmica, como a chamávamos, era ponto de encontro da elite cultural da cidade e de escritores que nos visitavam. Além de ser uma das maiores livrarias do interior paulista, a Acadêmica revendia equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos.

Minha seção na livraria era a de música e de discos. Em 1950, estávamos encantados com os recém lançados Long-Playings, com microssulco e agulhas de leitura de esmeralda ou diamante. Mas eu vendia muito mais os discos de 78 rotações, tanto de 10 quanto de 12 polegadas. Um dos sucessos populares que mais vendi foram os discos de Waldir Azevedo, a começar do chorinho "Delicado".

No final dos anos 1950, já em São Paulo, comprei minha primeira vitrola portátil – uma Sonata. Quando meu salário permitiu, fiz um upgrade para uma vitrola Philips, com amplificador de válvulas, que foi para mim uma escola de alta fidelidade. (veja a foto do vitrolão retrô).

audio2.jpgNos anos 1970, passei a descobrir os equipamentos com eletrônica de estado sólido (como chamávamos os amplificadores e receivers transistorizados). O Brasil viveu essa época apoiado em duas indústrias pioneiras: a Polyvox e a Gradiente. Tive, então, vários equipamentos desses fabricantes, que me permitiram acompanhar o desenvolvimento da tecnologia de áudio no País – já que o Brasil estava, praticamente, fechado para os melhores equipamentos importados.

Depois de alguns anos de competição entre as duas, a Gradiente, de Eugênio Staub, acabou comprando a Polyvox que tinha um excelente centro de pesquisas em Osasco, liderado por Moris Arditi. A grande vantagem desse período foi a atualização da indústria, com projetos próprios e fabricação na Zona Franca de Manaus.

A Gradiente foi muito criativa e tinha grande sensibilidade para o gosto da juventude e dos audiófilos. Tive um receiver Gradiente S-106 (esse da foto) que podia competir com alguns dos melhores importados, pelo equilíbrio de seus transistores, pela pureza do áudio (excelente relação sinal/ruído) e outras qualidades.

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Nova tecnologia revoluciona a fotografia

lytro_illum_1.jpgPor Ethevaldo Siqueira
31/05/2016 - Adeus fotos desfocadas. Primeiro você tira a foto. Depois acerta o foco. Quem vê o corpo dessa câmera, de aparência tão simples, não imagina que ela possa abrigar uma tecnologia revolucionária que, talvez, seja um salto superior ao das câmeras Polaroid ou da própria foto digital.

Assim é a câmera Lytro, que utiliza um conceito totalmente diferente de registrar a imagem, baseado no campo de luz (ou Light Field), em que os raios luminosos são capturados por um sistema de sensores totalmente novo. Seu nome pode não ser dos mais felizes, mas seus resultados vão agradar, com certeza, a todos que gostam de fotografias quase perfeitas.

Meu primeiro contato com a Lytro ocorreu no Consumer Electronics Show (CES) de 2012, de Las Vegas, quando a nova câmera foi apresentada e venceu o concurso Last Gadget Standing, um dos prêmios para a maior inovação tecnológica da área da fotografia, votado e definido pelos visitantes por ter maior impacto em suas vidas.

O grande diferencial da Lytro é permitir que o usuário aprimore o resultado final depois de capturar a cena, quando tudo já estaria definido e irreversível para as câmeras convencionais. Desse modo, a câmera Lytro evita a perda de fotos por falta de foco ou de nitidez, mesmo no caso de fotos feitas com pouquíssima luminosidade. Depois do clique, a câmera armazena as imagens com todas as cores e formas e, só então, o usuário começa a escolher o foco nos elementos desejados ou a corrigí-lo com todos os detalhes.

Conheci o criador da Lytros em 2012. Seu nome é Ren Ng (pronuncia-se Ing), pós-graduado da Universidade de Stanford, nascido na Malásia, 39 anos. O que era, em sua cabeça apenas uma ideia científica teórica, ele transformou nessa câmera revolucionária, com os sensores de luz que ele mesmo desenvolveu, para captar os milhões de raios de luz da foto, num trabalho equivalente ao de supercomputadores.

Ren Ng fundou sua empresa, a Lytro Co., localizada em Redwood, Califórnia, e transformou seu invento em produto comercial, e hoje tem diversos modelos, cujos preços variam de US$ 399 a 550. Quem quiser entender melhor os fundamentos científicos dessa câmera, pode visitar o site www.lytro.com, da empresa que está lançando a câmera revolucionária.

Que é foto de campo de luz?

A ideia da fotografia de campo de luz não é nova. Além de possibilitar fotos com uma rapidez incrível, a câmera pode usar as informações completas do campo de luz para criar imagens tridimensionais (3D), com muito mais dados reunidos, inclusive com um desempenho muito melhor em condições de baixa luminosidade. Outras empresas – como a Adobe e a Pelican Imaging, de Mountain View – tentaram sem sucesso, chegar aos mesmos resultados que Ren Ng.

Com a foto de campo de luz, tudo parece mágica, dizem os fotógrafos mais experientes. Mas, na realidade, como funciona? Quais são as compensações e como essas chamadas "fotografias vivas" interagem com o software que as tornam visíveis e compartilhadas? A premissa básica da câmera de campo de luz é coletar todos os dados sobre a luz visível no campo de visão da câmera, de modo que esse software possa manipular a foto mais tarde.

Ren Ng explica que, enquanto o conceito era usado no passado para criar imagens como as dos efeitos especiais de "bala do tempo" no filme Matrix, era necessária uma sala cheia de câmeras e a potência computacional de um supercomputador. Utilizando uma óptica especial e sensores, a câmera Lytro reproduz toda essa técnica em um dispositivo portátil e simples.

Veja a descrição do inventor: "As fotos tradicionais não nos contam a história completa. Vocês devem lembrar que a totalidade da luz que entra através da lente da câmera é muito mais rica e contém muito mais informações do que a da foto que produzimos nas câmeras convencionais. O que eu compreendi logo, é que o campo de luz contém toda a informação adicional que é perdida numa foto comum, tradicional. Quando registramos a totalidade dessa informação, isso nos permite atuar com o software após o fato, ou seja, a captura da imagem."

O que acontece "após o fato" é o pulo do gato, a grande novidade ou breakthrough: uma vez capturados os dados do campo de luz, os algoritmos da Lytro podem fazer truques impressionantes. O maior deles é ajustar o foco em qualquer ponto em que o observador desejar.

Ren Ng dá ainda mais explicações. "Quando uma câmera comum focaliza fisicamente, o que ela faz é, na verdade, ajustar as lentes em relação ao sensor para que este capte uma só imagem em posição de foco. Com a nova tecnologia, passamos a dispor de todo o campo de luz e, desse modo, podemos fazer o que as lentes fazem normalmente, mas por meio de computação."

Visite o site da Lytro

Se você quiser ter uma ideia mais completa das aplicações dessa nova tecnologia de fotografia baseada no campo de luz, acesse o link abaixo: https://www.lytro.com/cinema#video

A tecnologia de campo de luz também pode ser utilizada em fotos tridimensionais. Nesse caso, o processo funciona de forma semelhante, com as informações completas do campo de luz, que podem ser manipuladas por software, de modo como uma cena deve aparecer como se tivesse sido fotografada por duas câmeras. Aliás, é dessa forma que são feitas as fotos 3D, com informação para o olho esquerdo e para o olho direito.

Os algoritmos separam a luz de cada olho, do lado esquerdo e do direito da câmera, para criar o efeito 3D. E melhor ainda: a câmera de campo de luz consegue aprimorar a qualidade das fotos tridimensionais.

A evolução da fotografia em 177 anos

A fotografia foi inventada em 1839. A evolução dessa tecnologia atravessou, em resumo, duas grandes fases: a analógica e a digital. Agora, ganhamos, talvez, uma terceira: a foto baseada em campo de luz. As primeiras fotos baseadas em sais de prata – ou seja, em processo fotoquímico – foram feitas simultaneamente na França e na Inglaterra, em 1839.

Do lado francês, Louis Daguerre descobriu o processo em 1835, mas só registrou em 1839, no mesmo ano em que o inglês William Henry Fox Talbot também requeria a patente da invenção da foto com negativo, em placas de vidro. Em 1884, George Eastman inventa o negativo flexível, com filmes de celuloide.

No século 20, nascem as fotos em cores pelos processos Agfacolor e Kodachrome, ambos nos anos 1930. Vieram depois o Kodacolor e o Ektachrome, logo após a Segunda Guerra Mundial. Em 1938, o médico Edwin Land inventa a Poloroid, um processo de positivo direto, em preto e branco e, em 1962, o mesmo processo em cores.

A foto digital foi inventada pela Kodak em 1975. Mas a empresa não a transformou em produto comercial, até porque detinha a maior fatia do mercado mundial de fotos analógicas, com filmes, papéis, material de processamento químico, câmeras populares e semiprofissionais. A partir daí o mundo passou a desenvolver o processo de fotos digitais, tendo o Japão como país mais avançado nos primeiros tempos.

É bom lembrar que o desenvolvimento da foto digital está muito ligado à popularização do computador pessoal nos anos 1980. A estreia da Sony, por exemplo, se deu em 1979, com uma câmera que convertia sinais analógicos em digitais e gravava imagens em disquetes de 3,5 polegadas. Mas a resolução ainda era baixa, inferior a 0,5 megapixel. De lá para cá, a evolução tem sido extraordinária, a ponto de sepultar praticamente a foto analógica, baseada em filmes analógicos e processos fotoquímicos. E agora, com a câmera Lytro, o mais recente salto da fotografia digital.

Matéria atualizada dia 31/05/2016 às 10:42

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