Falta do iPhone X impactou market share da Apple

iphonex.jpg*Por Dominic Sunnebo
13/12/2017 - Impacto pode ser sentido na queda do iOS e avanço do Android em mercados chave

A ausência do iPhone X nas prateleiras das lojas dos principais mercados do mundo durante o mês de outubro de 2017 impactou o market share do iOS, que apresentou queda no trimestre analisado pelo painel ComTech da Kantar Worldpanel. Aliado à contínua queda do Windows, isso deu margem para que Android apliasse sua presença de mercado em 4,3 pontos percentuais nos 5 principais mercados europeus, 8,2% nos EUA e 7,5% no Japão. A China urbana continua sendo a menina dos olhos da Apple, com sua presença naquele mercado crescendo 0,5% e chegando a 17,4% em outubro.

Era inevitável que a Apple visse uma queda do seu market share assim que fosse possível comparar um mês completo de vendas tendo tanto o iPhone 8, que não é um carro-chefe de 2017, comparado com o iPhone 7, que o principal aparelho da Apple de 2016. Essa queda é significante e coloca certa pressão nas vendas do iPhone X, este sim o principal aparelho (ou flagship) de 2017. Considerando tudo que o iPhone X oferece, os consumidores talvez adiem suas decisões de comprá-lo, até que possam testar o aparelho e decidir se ele realmente vale a pena na comparação com o iPhone 8, considerando que o iPhone X é mais caro.

Em outubro de 2017, 35,3% da base de clientes da Apple na Europa e nos EUA possuíam iPhones com mais de 2 anos de uso -mais do que os 30,1% do ano anterior, o que é uma significante demanda reprimida entre os consumidores da Apple. Em valores absolutos, é possível que o preço médio de venda do iPhone X mais do que compense as quedas nas vendas de modelos mais antigos de iPhone.

Na China urbana, um mercado que anteriormente tinha diversos desafio, já se encontra em fase de maturação, com os top 5 players mostrando forte crescimento e as marcas de cauda longa caindo rapidamente. Nos três meses encerrados em outubro de 2017, as cinco principais marcas naquele mercado - Huawei, Xiaomi, Apple, Vivo e Oppo - representaram juntas 91% das vendas, comparadas com 79% de representatividade há um ano.

Marcas chinesas como Meixu, LeTV, Coolpad, ZTE e Lenovo estiveram antes na mesma trajetória da Xiaomi, mas qualquer tração que elas tiveram antes subitamente sumiu, com muitas delas sofrendo para ultrapassar o 1% de market share. A performance da Samsung também continua deteriorando, caindo para apenas 2,2% do mercado.

Fonte: Kantar Worldpanel

*Dominic Sunnebo é Diretor de Global Consumer Insight

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