Os celulares como meios de pagamento

apple_6_pay2.jpg*Eduardo Carvalho
21/09/2014 - O principal assunto no mundo da tecnologia na última semana foi o lançamento do novo iPhone e do Apple Watch e como eles podem revolucionar o mercado de pagamentos móveis em todo o mundo. Neste momento, em que iPhones estão por toda parte, essa nova funcionalidade pode ser disruptiva na forma como os celulares são utilizados para compras eletrônicas e pagamentos.

Nos últimos anos, a Apple liderou grandes mudanças no comportamento dos usuários ao redor do mundo – do consumo das mídias sociais até as conversas por videoconferência. Com o alto investimento da companhia em pagamento móvel deveremos ver, nos próximos anos, uma rápida aceleração da adoção desse modelo no mercado de massa. E essa explosão não deverá ser conduzida apenas pela Apple, mas por todos os principais players do setor.

Com isso, o tema, certamente, estará nos principais tópicos de discussão dos profissionais de tecnologia e as empresas de data center terão um papel fundamental para facilitar, de forma significativa, a vida das organizações que oferecem pagamentos móveis – mesmo que muitas delas nem estejam cientes.

Na prática, esses aparelhos estarão equipados com tecnologia sem fio de curto alcance, que transmite um sinal de rádio entre o dispositivo e um receptor próximo – chamado tap-to-pay (toque para pagar), que permitirá aos usuários pagarem suas compras com cartões de crédito registrados no iTunes.

Segundo previsão do Gartner, deveremos ter um crescimento anual composto de 35% no volume global e no valor das transações móveis até 2017. A empresa Visa afirma que, até 2020, metade das transações será realizada por meio de dispositivos móveis. A comodidade que a propagação desta forma de pagamento promete é fantástica para os consumidores, mas é também um empreendimento extremamente complexo para as companhias do setor. E é aí que as empresas de data center podem simplificar a equação por meio de um conceito básico chamado de conexões diretas.

Imagine, por um segundo, a segurança necessária para uma única compra em um dispositivo móvel. As empresas precisam ter certeza de que quem está usando o aparelho é realmente você, o que ocorre por meio de uma autenticação de múltiplos fatores. Isso envolve a confirmação simultânea de diversas informações independentes do comprador, talvez uma senha, proximidade física ao endereço da loja e impressão digital. E não podemos esquecer as diferentes conexões entre os bancos, processadores de pagamento, operadores móveis, entre outros, necessários para concluir a compra.

É uma tonelada de dados por usuário, envolvendo cálculos cada vez mais complexos e uma colcha de retalhos de software e serviços por compra. Grande parte do processamento necessário do computador é feito na nuvem e enviado para todo o mundo pela internet. Mas esse processo não precisa, necessariamente, ser complexo. As empresas de data center, com sites espalhados por todo o mundo, já possuem a tecnologia e confiabilidade necessárias para realizar essa operação em tempo real e com segurança. Além disso, os principais players de pagamentos móveis, muitas vezes, já estão dentro dos data centers.

Por meio de uma simples interconexão em um data center, essas companhias podem estabelecer uma ligação direta e segura com todos os parceiros envolvidos no processo. E esta é a diferença entre estar a poucos metros de distância dos demais players ou estar separado por quilômetros de cabos da Internet pública, com as suas preocupações de segurança e desempenho.

*Eduardo Carvalho é presidente da Alog Data Centers do Brasil

Sobre o Grupo Alog

A Alog Data Centers do Brasil é uma das principais operadoras de serviços de data center do País.

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