Consumo de wearables segue crescendo, diz IDC

wearables_1.jpg08/07/2020 - A pandemia de covid-19 não freou o consumo de wearables no primeiro trimestre de 2020. No período, segundo estudo realizado pela IDC Brasil, foram vendidos 318 mil produtos vestíveis, crescimento de 265% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo 168.680 fitbands (pulseiras inteligentes) e 149.333 smartwatches (relógios inteligentes), alta de 321% e 218%, respectivamente. A receita foi de R$ 438 milhões, um aumento de 231%.

"Com novos produtos e uma erosão nos preços, a demanda por wearables vinha em alta, o que motivou o varejo a se abastecer no começo do ano. Assim, quando a pandemia chegou, havia estoque, oferta e procura e as vendas não foram impactadas", explica Renato Meireles, analista de pesquisa e consultoria de Consumer Devices da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e eventos para os mercados de tecnologia da informação, telecomunicações e tecnologia de consumo. "A pandemia não impede de usar uma pulseira ou relógio inteligente, pois são ótimos companheiros para monitorar os exercícios em casa", diz Renato. "Além disso, wearables são produtos com bom desempenho no e-commerce e o fechamento das lojas físicas não provocou impacto negativo nas vendas", conclui o analista da IDC Brasil.

No primeiro trimestre de 2020, o preço das fitbands caiu 37% e ficou em torno de R$ 551, e os smartwatches, com características mais robustas e cara de relógio, ficaram 3% mais caros, com preço médio de R$ 2.313. "As fitbands vêm ganhando representatividade na categoria e com preços mais acessíveis sofrem menos os efeitos da alta do dólar", justifica o analista da IDC Brasil.

Passado, presente e futuro

Em 2019, as fitbands e os smartwatches ficaram 13% e 15% mais baratos, respectivamente, na comparação com 2018, fazendo o mercado crescer 218%. com a venda de 767,7 mil unidades.

No primeiro trimestre de 2020, igualmente o mercado cresceu e, inicialmente, a projeção da IDC para o segundo trimestre também era de crescimento. A expectativa de alta continua, mas em índices mais tímidos, reflexo da pandemia. "As fitbands e os os smartwatches se tornaram produtos "nice to have", afirma Renato. Para as fitbands, a expectativa para o segundo trimestre é de alta de 39,2%, e para os smartwatches, de 23,4%. Para o mercado total, o esperado é uma alta de 30%.

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