Home Office: Dicas para cuidar bem do seu PC

ricardo_ferraz_intel.jpg*Por Ricardo Ferraz
27/03/2020 - Com a recomendação das autoridades para permanecermos em casa, o trabalho remoto virou a solução para que as empresas continuem com as suas operações e dessa forma ajudem a diminuir a possibilidade de propagação da COVID-19. Com a adoção do trabalho remoto, ainda uma novidade para muitos profissionais e setores, surgem também diversas dúvidas e, naturalmente, alguns empecilhos.

A prática de home office se mostra cada vez mais presente nas empresas nos últimos anos. Um levantamento divulgado pelo IBGE aponta um aumento de 21% entre 2017 e 2018 no Brasil, e, segundo pesquisa realizada pela SAP, Consultoria em Recursos Humanos, em 2018, 45% das empresas já possuem alguma forma de trabalho remoto.

Com o aumento nos casos do Covid-19 e a facilidade de contaminação da doença, a liberação do home office deixou de ser opção para virar uma necessidade, e com ela, cabe às empresas o compromisso de fornecer estrutura e auxílio constante para que os funcionários consigam realizar seu trabalho normalmente, através da facilitação de equipamentos necessários, internet, acesso aos materiais do dia a dia ou liberação de aplicativos que podem ajudar a rotina do empregado.

Como cuidar do seu PC

O notebook é o equipamento mais utilizado pelas empresas e profissionais autônomos durante o período de trabalho remoto. No entanto, sem o auxílio presencial de profissionais de TI da empresa disponíveis para nos salvar, e com as lojas de manutenção de computadores fechadas, os cuidados com a sua máquina – seja ela pessoal ou locada - devem ser redobrados durante esse período.

Limpeza - Para evitar qualquer tipo de propagação da doença através do seu PC, algumas medidas simples de higiene são essenciais. Com a ajuda de um pano e do álcool isopropílico 70%, limpe o monitor e os demais dispositivos que se conectam à máquina. Os equipamentos periféricos (teclado e mouse) devem estar desconectados e o notebook ou PC precisam estar completamente desligados, sem bateria e fora da tomada.

Velocidade - Se a intenção é aumentar a velocidade do seu PC, outra forma rápida e simples que ajuda na diminuição dos famosos “bugs” é desinstalar aqueles aplicativos e programas que você não utiliza mais. Até mesmo arquivos pesados que você copiou duas vezes sem querer, vídeos e imagens salvos na nuvem que você esqueceu de apagar, pesam muito na memória do seu computador e, ao excluí-los, pode dar uma agilizada no tempo de resposta da máquina.

Segurança – Mesmo trabalhando de casa, os cuidados com o acesso de sites desconhecidos devem ser redobrados. Por isso, evite clicar em links duvidosos que podem trazer spams, trojans, spywares, adwares, phishing e outros malwares para o computador, deixando-o muito mais lento e correndo o risco de ter seus arquivos confidenciais do trabalho corrompidos.

Apps e itens que ajudarão o seu home office

Alguns produtos e aplicativos básicos podem auxiliar na concentração diária e em outros fatores essenciais na hora de transformar a casa em seu escritório. E, nesse período de home office, a organização é a palavra de ordem para quem deseja manter a rotina em dia e a boa comunicação com os demais membros da equipe. Para isso, alguns aplicativos servem de grande auxílio durante esse período em que temos que nos programar melhor sozinhos:

- Trello
- Google Keep
- Evernote

Se o que você precisa é de uma plataforma que ajude a realizar reuniões virtuais junto com sua equipe de trabalho ou clientes, apps como:

- Google Hangouts
- Microsoft Teams
- Zoom

Além de aplicativos, alguns produtos básicos podem otimizar o seu trabalho e aumentar a sua produtividade. Aqui vão 3 dicas simples, mas que farão toda a diferença no seu dia a dia:

- O uso de um fone de ouvido poderá ajudar a eliminar sons indesejáveis e ruídos externos durante calls e reuniões virtuais com o time;

- Mantenha o seu notebook em uma posição adequada e que facilite a sua rotina de trabalho – o ideal é que a câmera do PC esteja da altura do seu olho. Para aqueles que não possuem um apoio de notebook, vale improvisar com livros ou caixas mais resistentes;

- Amigos de trabalho: para otimizar o seu tempo em frente ao notebook, o mouse e o teclado externos podem ser bons aliados, facilitando possíveis deslocamentos e adaptações do home office e dando mais agilidade para o trabalho.

*Ricardo Ferraz é líder da área de PC da Intel Brasil

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Mitos e verdades quando o assunto é celular

celular_anatel_2.jpg21/03/2020 - Colocar o celular no arroz depois de derrubá-lo na água? Reduzir o brilho da tela para economizar bateria? Deixar o celular a noite toda carregando para a carga durar mais? Será que esses truques funcionam ou não passam de mitos populares? Para desvendar esses "mistérios", o técnico e sócio da Smartech, Fernando Menezes, levantou as principais dúvidas dos consumidores e pontuou o que realmente traz resultado efetivo.

Mito ou Verdade: Os aparehos à prova d'agua podem ficar completamente submersos

MITO! Quando um smartphone é vendido como "à prova d'água", é preciso tomar cuidado. Os aparelhos com classificação IP67 e IP68 são os que possuem resistência máxima, mas ainda assim têm um tempo limite e a profundidade específica de submersão. Existem diversos níveis de proteção. Quanto maior os dois números que acompanham a sigla IP, maior a resistência. O primeiro dígito se refere à poeira, podendo de ir 0 a 6. O segundo dígito se refere à água, indo de 0 a 8. No nível máximo de proteção, o aparelho pode ficar submerso por até 30 minutos numa profundidade de 1,5 metro. Ainda assim, as marcas recomendam que isso seja evitado.

Mito ou Verdade: Película de vidro trincada prejudica o aperalho

VERDADE! Quando a película do celular trinca ou fica estilhaçada, o ideal é removê-la rapidamente e colocar uma nova. A película de vidro quando está danificada não oferece mais nenhum tipo de proteção, muito pelo contrário. Ela pode danificar também a tela do aparelho com os estilhaços do vidro e interferir no funcionamento do touch. Além de ter grandes chances de machucar o dono do aparelho.

Mito ou Verdade: Reduzir o brilho da tela economiza bateria

MITO! Ao contrário do que muitos acreditam, a função de ajuste de brilho da tela não foi pensada para economizar a bateria do aparelho! A economia gerada pela redução do brilho praticamente não impacta na bateria em si. Essa função é basicamente para o conforto do usuário.

Mito ou Verdade: Deixar o aparelho na tomada a noite inteira não danifica a bateria

VERDADE! Não é aconselhado, mas deixar o celular conectado na tomada durante a noite não vai danificar a bateria do aparelho. Assim que o celular completa 100% de carga, ele deixa de receber energia.

Mito ou Verdade: Colocar o celular no arroz após o apareho cair na água enxuga o líquido

MITO! Apesar do arroz ser um ótimo absorvente natural quando está cru, ele não é capaz de enxugar toda a água do aparelho. O ideal é levar o celular diretamente para uma assistência técnica. Se não for possível logo no momento do ocorrido, o indicado é desligar o celular, tirar a bateria e os cartões e retirar o excesso de água usando um pano ou algo parecido. Apenas em uma assistência técnica será possível fazer a desoxidação do aparelho.

Mito ou Verdade: Carregar o aparelho apenas com o cabo USB demora mais

VERDADE! Além de demorar mais para dar a carga, essa opção de carregamento ainda pode danificar a bateria. As correntes existentes entre duas entradas USB possuem alta oscilação, isso pode fazer com que o aparelho fique superaquecido, o que pode diminuir a vida útil da bateria. A melhor opção é sempre usar o carregador na tomada, que fornece uma corrente mais estável e não danifica o aparelho.

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Mercado de tablets sofre queda de 4% em 2018

iPad_Pro_2.jpg05/04/2019 – O mercado brasileiro de tablets manteve o ritmo de 2017, com volumes de vendas menores - porém estáveis - a cada trimestre, e uma queda, no ano, de 4%. De outubro a dezembro, foram vendidos 1,126 milhão de unidades e, nos 12 meses de 2018, um total de 3,640 milhões, 150 mil a menos do que em 2017.

Os dados fazem parte do estudo IDC Brazil Tablets Tracker Q4/2018 e confirmam a estabilidade do mercado de tablets prevista pela líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e de conferências para indústrias de Tecnologia de Informação e Comunicações. Também como em 2017 e previsto pela IDC Brasil, os tablets para crianças tiveram participação significativa no resultado de vendas em 2018.

Para 2019, a tendência é que o mercado de tablets continue forte junto ao público infantil. “Neste ano, os lançamentos podem receber, por exemplo, sistema operacional aprimorado para oferecer uma experiência de uso mais interessante para as crianças. Outros produtos devem chegar com telas maiores, acima de 7 polegadas, e design diferente. Além disso, opções com especificações melhores e preços mais acessíveis também farão parte dos portfólios das marcas”, informa La Falce, analista do IDC Brasil. Mesmo assim, a expectativa  da IDC é de queda de 5% ao ano, com 3,448 milhões de tablets vendidos no Brasil, em 2019.

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Sony apresenta a câmera Alpha A7III na Fotografar 2018

alpha_a7III.jpg02/04/2018 - A Sony marca presença na feira Fotografar, um dos maiores eventos de fotografia da América Latina. Para a edição 2018, que acontece entre os dias 3 e 5 de abril, em São Paulo, a principal atração da marca japonesa é a apresentação oficial da câmera Alpha A7III no mercado brasileiro, anunciada globalmente no último mês de fevereiro.

Além do lançamento, todo o portfólio de câmeras, incluindo a recém-lançada A7RIII, estarão expostas no estande da Sony, onde os embaixadores da linha Alpha − Richard Cheles, Rafael Kent (3/4) Guilherme Coelho (4/4), e Everton Rosa (5/4) − também estarão presentes. Cheles, estará no espaço durante todo o evento tirando dúvidas sobre os produtos e dando dicas de como produzir imagens publicitárias; os demais, estarão no evento, respectivamente em

"A Fotografar 2018 é uma excelente oportunidade para lançarmos oficialmente nossa nova Alpha A7III, uma câmera mirrorless completa, com todas as funcionalidades desejadas pelos fotógrafos profissionais, como 24 MP, 693 pontos de autofoco, slot de cartão de memória duplo e maior duração da bateria”, comenta Marcelo Gonçalves, gerente de Marketing e Comunicação da Sony Brasil. “Um equipamento perfeito para cobertura de eventos sociais, como casamentos e eventos corporativos”.

Com um estande de 72 metros quadrados, a Sony oferecerá ao público três diferentes cenários para experiências fotográficas, como um espaço para fotos newborn, uma mesa para capturas em still e um estúdio para fotografia de casamento e moda. “Mais do que mostrar produtos inovadores, queremos proporcionar uma imersão no mundo da fotografia”, conclui Gonçalves.
 
Serviço

Fotografar 2018
3, 4 e 5 de abril, das 13h às 20h
Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo – SP
Evento aberto ao público - Inscrições em https://fotografar.fhox.com.br/inscricao/5

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A revolução que a fotografia digital causou

canon-5d_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
15/02/2018 - A fotografia digital atualmente faz parte da vida diária de mais de 4 bilhões de seres humanos. Talvez os ouvintes mais jovens não se lembrem do que era fotografia analógica, com filmes que exigiam revelação química, além da cópia em papel especial.

Com a foto digital tudo é instantâneo e com a melhor qualidade possível. É impressionante a evolução da foto digital, em especial nas microcâmeras embutidas em nossos celulares.

Na verdade, essa revolução começou há mais de 30 anos com a criação de circuitos eletrônicos revolucionários, que permitiram a detecção de luz. Com eles, a foto digital começou a se popularizar em escala mundial, a partir do final dos anos 1990. Seu grande salto ocorreu com a chegada dos primeiros celulares com câmera digital, depois de 2001.

Além dessa popularização da fotografia, a tecnologia digital possibilitou centenas de outras aplicações profissionais, em medicina e pesquisa científica.

Até o ano 2003, quando surgiram as primeiras câmeras embutidas em celulares, a média mundial era de uma foto por ano por habitante. Hoje é de 50.

A foto digital dos smartphones multiplicou por 50 a média anual de fotos feitas por habitante do planeta. Assim, em 15 anos, saltamos de 6 bilhões de fotos por ano para 300 bilhões – ou 50 vezes mais.

sony_alpha_7II.jpgTudo nasce com os chips CCD-CMOS

Um dos desenvolvimentos fundamentais dessa área foi o semicondutor CMOS (Complimentary Metal-Oxide Semiconductor), ou seja, um chip de semicondutor montado sobre uma placa ou lâmina de silício, alimentado por bateria, que armazenam informações dentro de computadores

Na verdade, essa revolução começou com a criação de um circuito revolucionário, o CCD (sigla de Charge-Coupled Device, que, em português, se traduz por Dispositivo de Carga Acoplada) no Bell Labs em Nova Jersey. Embora os circuitos CCDs não sejam a única tecnologia a permitir a detecção de luz, os sensores de imagem CCD têm sido largamente utilizados em aplicações profissionais, médicas e científicas onde são necessários dados de imagem de alta qualidade.

Já em aplicações com menores exigências de qualidade, como câmeras digitais profissionais ou semiprofissionais, ou para consumidores, são usados geralmente sensores de pixel ativos (CMOS). As vantagens de qualidade que os CCDs proporcionavam no início diminuíram ao longo do tempo com a evolução dos semicondutores CMOS.

Fundamentalmente, um dispositivo CCD é um circuito integrado gravado sobre uma superfície de silício, que formam os elementos sensíveis à luz, chamados pixels. Os fótons incidentes nesta superfície geram uma carga elétrica que pode ser lida eletronicamente e transformada em uma cópia digital dos padrões de luz que caem sobre o dispositivo.

Os CCDs são hoje produzidos em grande variedade de tamanhos e tipos e são usados em muitas aplicações de câmeras fotográficas digitais, nos telefones celulares, bem como em aplicações científicas mais exigentes, ou high-end.

George Smith e Willard Boyle (falecido) tiveram a idéia de criar este sensor CCD em 1969 – mas para uso como um circuito de memória do computador. Foi o seu colega, o Dr. Tompsett, que viu o seu potencial para tirar fotografias.

ramesh_raskar.jpgAté aquela época, as pessoas tinham que esperar vários dias para ver imagens capturadas em filmes, enquanto elas eram processadas em laboratórios. A primeira fotografia digital em cores foi da esposa do Dr. Tompsett, Margaret, e apareceu na capa da revista Electronics. Em aplicações com menores exigências de qualidade, como câmeras digitais profissionais ou semiprofissionais, ou para consumidores, são usados geralmente sensores de pixel ativos (CMOS). As vantagens de qualidade que os CCDs proporcionavam no início diminuíram ao longo do tempo com a evolução dos semicondutores CMOS.

Fundamentalmente, um dispositivo CCD é um circuito integrado gravado sobre uma superfície de silício, que formam os elementos sensíveis à luz, chamados pixels. Os fótons incidentes nesta superfície geram uma carga elétrica que pode ser lida eletronicamente e transformada em uma cópia digital dos padrões de luz que caem sobre o dispositivo. Os CCDs são hoje produzidos em grande variedade de tamanhos e tipos e são usados em muitas aplicações de câmeras fotográficas digitais, nos telefones celulares, bem como em aplicações científicas mais exigentes, ou high-end.

George Smith e Willard Boyle (falecido) tiveram a idéia de criar este sensor CCD em 1969 – mas para uso como um circuito de memória do computador. Foi o seu colega, o Dr. Tompsett, que viu o seu potencial para tirar fotografias.
Um especialista do MIT

Ramesh Raskar (foto), pesquisador e professor associado do MediaLab – o Laboratório de Mídias do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), está no Brasil há alguns anos e me deu uma magnífica entrevista. Raskar estuda o impacto do uso das câmeras digitais sob ângulos totalmente novos.

Em palestra proferida na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Raskar apresentou algumas conclusões de seus estudos, revelando aspectos realmente surpreendentes das mudanças ocorridas no comportamento humano com o uso da imagem digital.

Na visão do pesquisador, assistimos à emergência do que poderia ser chamado de Cultura da Câmera (Camera Culture). A partir do lançamento dos primeiros celulares com câmeras fotográficas digitais em 2001, a humanidade ganhou mais de um bilhão de novos fotógrafos em apenas sete anos. Os maiores fabricantes mundial de câmeras digitais não é mais Agfa, Panasonic, Nikon, Sony ou Canon. São empresas líderes na fabricação de smartphones, como a Samsung e Apple.

Bilhões de fotos

Nesse curto período, como consequência direta da evolução da tecnologia digital e de sua popularização via telefone celular, o número de fotos feitas anualmente em todo o mundo multiplicou-se por dez. E a internet se tornou o maior repositório de imagens do planeta: somente o Google e seu YouTube armazenam hoje mais de 800 bilhões de fotos e vídeos digitais.

O celular é hoje uma espécie de canivete suíço eletrônico. Além de transmitir a voz, faz fotos e vídeos digitais, acessa a internet, envia e recebe e-mails, baixa música, faz pagamentos eletrônicos, permite a navegação e localização via satélite (GPS) e muitas outras coisas.

O fenômeno mais relevante dessa proliferação mundial de um bilhão de minúsculas câmeras digitais – embutidas em telefones celulares e, mais recentemente, em laptops e palmtops – parece ter sido a produção e o intercâmbio de bilhões de fotos e vídeos digitais. Imagine em 2020, quando o mundo terá cerca de 10 bilhões de câmeras digitais incorporadas a celulares.

Como tema de estudo e reflexão, a partir dos anos 1990, a fotografia moderna passa, então, a oferecer ângulos tão diversos quanto ubiquidade, aspectos socioculturais e computacionais, pois assistimos, ao mesmo tempo, ao compartilhamento da imagem em tempo real com o crescimento das redes sociais. "Não se trata de mera expansão quantitativa da imagem. O fato novo é o relacionamento entre as pessoas, baseado cada dia mais no registro e na ânsia de consumir imagens" – afirma o pesquisador.

Supercâmara

Como objeto de estudos no MediaLab, esse campo múltiplo evolui em três fases. A primeira é a da construção de uma supercâmera que melhora o desempenho fotográfico em relação aos seus parâmetros tradicionais, seja como gama dinâmica, campo de visão e profundidade de campo.

Raskar analisa imagens nessa supercâmera capaz de fazer fotos até em um femtossegundo (um quatrilionésimo de segundo). Vale lembrar que um femtossegundo está para um segundo, assim como um segundo está para 32 milhões de anos.

A segunda fase dos estudos é a da construção de ferramentas complementares de análise que possibilitam ao pesquisador ir muito além da capacidade da supercâmera, permitindo-lhe capturar e compartilhar melhor a informação visual.

A terceira fase das pesquisas se concentra na busca dos significados da imagem digital nos diferentes campos de aplicação. Armado com esse arsenal dos mais sofisticados recursos tecnológicos, Raskar aprimora e recupera até a resolução de fotos desfocadas, compara e discute as qualidades e características do olho humano, que é em sua opinião, a mais incrível câmera fotográfica que conhecemos.

"Uma coisa é gostar de fotografia e ter boa experiência com ela" – diz Raskar. "Outra é refletir sobre os incontáveis aspectos e ângulos que essa arte tem, em especial. Isso nos permite compreender o mundo além dos limites da capacidade perceptiva humana e do próprio conhecimento que dele temos hoje."

É claro que a abordagem computacional de Raskar não pretende cobrir todo o universo de aplicações da fotografia ou da imagem digital em geral. Interessa-lhe mais de perto o papel que a captura e a análise da informação visual desempenham, seja na fotografia propriamente dita, seja na arte, na imagem médica, na pesquisa científica, na telepresença, na segurança do trabalhador, no estudo do meio ambiente, na robótica e no entendimento das cenas em geral.

A saudade do papel

Para Raskar e outros conservadores, o lado negativo de toda essa revolução é a redução drástica do número de cópias de fotos em papel em relação às fotografias digitais feitas. No passado, só os slides não eram em papel. Com isso, perdeu-se o prazer do manuseio físico das cópias, a alegria de folhear a qualquer hora, compartilhando com outra pessoa, um álbum de fotos.

Ver fotos no computador não é a mesma coisa que admirá-las numa bela cópia impressa. Quem tem paciência de ler livros inteiros numa tela de laptop? Perdeu-se também o cuidado especial que se dedicava a cada foto. Hoje, tiram-se milhares, sem prestar atenção a detalhes, que antes eram fundamentais para se obter uma boa foto.

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Falta do iPhone X impactou market share da Apple

iphonex.jpg*Por Dominic Sunnebo
13/12/2017 - Impacto pode ser sentido na queda do iOS e avanço do Android em mercados chave

A ausência do iPhone X nas prateleiras das lojas dos principais mercados do mundo durante o mês de outubro de 2017 impactou o market share do iOS, que apresentou queda no trimestre analisado pelo painel ComTech da Kantar Worldpanel. Aliado à contínua queda do Windows, isso deu margem para que Android apliasse sua presença de mercado em 4,3 pontos percentuais nos 5 principais mercados europeus, 8,2% nos EUA e 7,5% no Japão. A China urbana continua sendo a menina dos olhos da Apple, com sua presença naquele mercado crescendo 0,5% e chegando a 17,4% em outubro.

Era inevitável que a Apple visse uma queda do seu market share assim que fosse possível comparar um mês completo de vendas tendo tanto o iPhone 8, que não é um carro-chefe de 2017, comparado com o iPhone 7, que o principal aparelho da Apple de 2016. Essa queda é significante e coloca certa pressão nas vendas do iPhone X, este sim o principal aparelho (ou flagship) de 2017. Considerando tudo que o iPhone X oferece, os consumidores talvez adiem suas decisões de comprá-lo, até que possam testar o aparelho e decidir se ele realmente vale a pena na comparação com o iPhone 8, considerando que o iPhone X é mais caro.

Em outubro de 2017, 35,3% da base de clientes da Apple na Europa e nos EUA possuíam iPhones com mais de 2 anos de uso -mais do que os 30,1% do ano anterior, o que é uma significante demanda reprimida entre os consumidores da Apple. Em valores absolutos, é possível que o preço médio de venda do iPhone X mais do que compense as quedas nas vendas de modelos mais antigos de iPhone.

Na China urbana, um mercado que anteriormente tinha diversos desafio, já se encontra em fase de maturação, com os top 5 players mostrando forte crescimento e as marcas de cauda longa caindo rapidamente. Nos três meses encerrados em outubro de 2017, as cinco principais marcas naquele mercado - Huawei, Xiaomi, Apple, Vivo e Oppo - representaram juntas 91% das vendas, comparadas com 79% de representatividade há um ano.

Marcas chinesas como Meixu, LeTV, Coolpad, ZTE e Lenovo estiveram antes na mesma trajetória da Xiaomi, mas qualquer tração que elas tiveram antes subitamente sumiu, com muitas delas sofrendo para ultrapassar o 1% de market share. A performance da Samsung também continua deteriorando, caindo para apenas 2,2% do mercado.

Fonte: Kantar Worldpanel

*Dominic Sunnebo é Diretor de Global Consumer Insight

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