Alterego parece ser comandado pelo pensamento

alterego.jpgPor Ethevaldo Siqueira
11/06/2018 - Controlar seus gadgets por comandos verbais é algo relativamente comum em 2018. Num futuro próximo, você não terá sequer que mover seus lábios. Um dispositivo protótipo chamado Alterego, criado por Arnav Kapur, estudante de pós-graduação do MIT Media Lab, mostra o caminho para realizar essa façanha.

O acessório plástico branco produzido por uma impressora 3-D parece um tipo de uma banana comprida e delgada, fixada ao lado da cabeça do usuário – permite ao estudante selecionar canais de tevê, acender lâmpadas e controlar sua intensidade luminosa, mover peças de xadrez como grandes jogadores, resolver problemas aritméticos complicados, e, como ele recentemente mostrou a uma equipe do programa de TV Sixty Minutes, a nova tecnologia lhe permite encomendar uma pizza, tudo sem dizer uma palavra ou levantar um dedo.

Ele pode ser usado para permitir que as pessoas se comuniquem silenciosa e discretamente uns com os outros, também. "Eu me sinto como se fosse um ciborgue, mas no melhor sentido possível", diz ele sobre sua experiência com o dispositivo, que construiu como um projeto de pesquisa.

É claro que AlterEgo não lê mentes, embora possa dar a impressão de que o faz. Em vez disso, ele capta minúsculos sinais elétricos produzidos por pequenos movimentos de nossos músculos faciais e pescoço quando lemos silenciosamente ou falamos com nós mesmos.

Eletrodos do Alterego captam esses sinais e os enviam via Bluetooth para um computador, onde eles podem ser decodificados por algoritmos e, em seguida, agem coisas como "ligue a luz", por exemplo. O sistema inclui auscultadores que utilizam a condução óssea para lhe dar feedback e que você seja informado, por meio de uma voz computadorizada, o que outros Alteregos estejam tentando dizer-lhe, sem bloquear os ouvidos. É como estar pessoalmente conectado à Internet, sem dispor dela.

Vivemos em um mundo onde a rápida evolução da inteligência artificial se torna fonte de preocupação e ansiedade, em que supomos "estarem os robôs em vias de nos dominar e de nos matar" – ou pelo menos a caminho de nos tomar emprego ou o trabalho.

Nesse cenário, Kapur vê o Alterego como uma espécie de antídoto. Ele passou o último ano trabalhando no dispositivo para mostrar como a Inteligência Artificial pode nos ajudar a ampliar nossos horizontes, em vez de nos substituírem.

Ele prevê tudo isso como um novo tipo de computador, que pode ser usado de uma forma que exige muito menos de sua atenção do que esfregar o dedo na tela de um smartphone e mais íntimo (e silencioso) do que gritar com os comandos do Alexa.

Embora ainda seja apenas um protótipo em fase inicial, ele imagina que o Alterego poderá ser útil para, digamos, chamando um Uber, ou facilitara a comunicação e a vida das pessoas com problemas da fala ou distúrbios de voz;

Até agora, Kapur e outros pesquisadores do Media Lab construíram várias aplicações simples, incluindo assistentes de jogo que sugerem ao jogador de xadrez o próximo movimento, um aplicativo aritmético que dá a resposta a problemas de matemática, e um aplicativo que permite que você possa essencialmente se tornar um nó na Internet das coisas.

Os pesquisadores também fizeram com que as pessoas testassem o Alterego como forma de comunicação silenciosa e discreta. Segundo uma recente pesquisa, elas descobriram que em 92 por cento do tempo, em média, elas foram capazes de captar com precisão o que os usuários diziam.
Tanzeem Choudhury, professor associado da Universidade Cornell, que gere o laboratório de computação do povo da escola, pensa que Alterego pode ser particularmente útil em situações em que possa ser embaraçoso ou emocionalmente desgastante falar sobre certas coisas.

Leia o artigo original da MIT Technology Review aqui:

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