A concessão dos aeroportos no Brasil na era da tecnologia

aeroporto.jpg*Gustavo Murad
24/07/2014 - A concessão – ainda que parcial – de aeroportos brasileiros à iniciativa privada tem um significado que vai além das tão sonhadas melhorias operacionais e logísticas; a iniciativa trará também benefícios nos níveis de serviço e maior transparência no trato com parceiros, fornecedores e clientes. O fato é um divisor de águas na história da indústria do Turismo no país e aponta para uma tendência do que deve ocorrer com outros aeroportos por aqui. O Brasil precisa exercer sua vocação de líder continental, mantendo aqui, não apenas o maior, mas também os principais Hubs da América Latina, e isso estava sob risco, não houvesse uma ação catalisadora que permitisse sairmos da letargia que vínhamos testemunhando. O governo precisa regulamentar, fiscalizar e garantir competitividade; e cabe à iniciativa privada planejar, executar, manter, crescer, inovar e competir.

Os dados atuais, bem como as perspectivas futuras, não deixam dúvidas: o momento da virada é agora; ou melhor, foi ontem! De acordo com a IATA, o Brasil será o terceiro maior mercado doméstico do planeta já em 2017, ficando atrás apenas de China e EUA. A economia já esteve melhor, mas nada indica que vá desandar por completo; ou seja, teremos crescimento, e cada vez mais novos usuários de transporte aéreo entrarão no mercado. Estudos recentes comissionados pela Amadeus indicaram que, na segunda metade dessa década, teremos fenômenos sociais e demográficos, dentre os quais podemos citar uma população de "melhor idade" bem mais numerosa, muito mais ativa, disponível e com dinheiro para viajar pelo mundo afora.

Os aeroportos precisam fazer parte de uma experiência agradável, amigável ao viajante. Serão verdadeiras minicidades, onde uma sociedade própria deverá girar em torno do assunto "viagem".

 

Como adotar a mobilidade na sua empresa

Henrique Meira*
30/06/2014 - A mobilidade já é uma realidade nas empresas e surpreende que tão poucas organizações se atentem para a importância da elaboração de planos e estratégias mobile. A diferença entre as companhias que integram a mobilidade aos seus negócios e aquelas sem uma estratégia definida é refletida no mercado – enquanto umas ficam para trás, as outras se colocam em evidência. Aquelas que se mantêm estagnadas, precisam de orientação para criar uma abordagem coerente para a implementação móvel em toda a empresa.

É natural que surjam complicações no processo de transição da tecnologia tradicional para uma mais moderna. Para que o projeto de implantação das novas tecnologias móveis ocorra da melhor forma, existem algumas práticas a serem seguidas e algumas precauções a serem tomadas que servirão como base para atingir os resultados projetados:

Instituições de Ensino Superior são early adopters do IPv6

Por Sandro Melo*
20/06/2014 - A alocação de endereços IPv4 no Brasil entrou em "terminação gradual" segundo o recente anúncio feito pelo NIC.br¹ e pelo LACNIC². Na prática, isso representa a indisponibilidade de novos acessos à internet e afeta significativamente o desenvolvimento digital de nosso país. Preocupante, principalmente se o único caminho para a solução não estivesse desenvolvido há mais de 10 anos: o IPv6. Não é por acaso que muitos entusiastas do assunto dedicam-se a ele, pois o esgotamento do IPv4 já ocorreu na Ásia, há três anos, e na Europa, há dois. Com estoque limitado a quatro bilhões de endereços, seu fim já era previsto no país.

Felizmente, temos evoluído no que diz respeito à adoção IPv6 no Brasil! Recentemente, a Akamai – líder mundial em soluções de aceleração e segurança para a internet – divulgou o tradicional estudo State of the Internet, com informações referentes ao 4T13 e que trouxe dados interessantes a respeito. Dentre eles, o material destaca as instituições de ensino superior - faculdades e universidades - como os early adopters do IPv6. No período analisado pelo material, o maior aumento foi de 50% na Universidade de Iowa State (EUA), que teve 53% de tráfego via IPv6. Na América do Sul, destaca-se a brasileira Universidade Federal de São Carlos (SP), com 26% de solicitações IPv6.

Embora esses sejam dados significativos no contexto acadêmico e de pesquisa, vale destacar que corporativamente estamos longe de uma estatística de adoção de IPv6 aceitável. Isso envolve não só as companhias de modo geral, mas também as operadoras de telecomunicações, que já deveriam prover serviços em IPv6 em larga escala.

BIM para quê? Onde está a inovação?

Por Marcus Granadeiro*
11/06/2014 - Engenhar tem como sinônimo traçar, idear, inventar, maquinar. Todas, palavras ligadas ao tema inovação, logo, pode-se dizer que a engenharia é uma disciplina intrinsecamente associada à inovação. Desta maneira, para as empresas e profissionais que fazem engenharia, seria lógico concluir que inovar seja uma competência de destaque, algo que até mesmo esteja no seu DNA.


Dentro deste raciocínio, por que será que há tanta dificuldade para se inovar em relação ao BIM (Building Information Modeling)? O mercado de engenharia está há, pelo menos, sete anos ouvindo e discutindo os conceitos e os benefícios da tecnologia, porém a velocidade de implantação é muito baixa, salvo raríssimas exceções que confirmam a regra. Não existe nada além de "projetos vitrine", puro marketing na maioria dos casos. Por que o setor não consegue dar os passos e inovar implantando seus novos processos com base na tecnologia que já se faz presente? Inovar nos produtos finais é mais fácil do que inovar nos processos para gerá-los? Quão inovador conseguiremos ser nas soluções sem inovar nos processos?

Por que os Crackers de senha são ruins?

crakers.jpgPor David Sanco*
De vez em quando, recebemos perguntas sobre crackers de senhas. Normalmente, essas questões são algo como: por que detectar crackers de senha? Eles não são maliciosos! Bem, agora é um bom momento para abordar este tema.

Obviamente, os programas de quebra de senha não são terrivelmente mal-intencionados. A menos que eles tenham sido 'trojanizados' ou manipulados de alguma forma, eles só quebram senhas. Normalmente, quando há um arquivo protegido por senha, eles tentam diferentes possibilidades de combinações para recuperar a senha que você esqueceu. Eu sou o primeiro a admitir que, embora possa não ser o melhor uso do seu poder de computação, não é terrivelmente ruim.

No entanto, há um porém. Crackers de senhas e outros softwares feitos para os administradores de rede são muitas vezes vistos como parte de ataques. Isso se aplica a outras ferramentas de administração também.

Para professor, "implante cerebral é um besteirol"

Ethevaldo Siqueira
03/06/2014 - Para o professor Valdemar Setzer, do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP, a notícia sobre a possibilidade de realização de implante de próteses neurais ou de chips no cérebro não tem fundamentação científica.

"A notícia me parece ser uma coleção de besteiróis. Ou propaganda de cientistas para convencer incautos a darem verbas para sus pesquisas, que muitas vezes não atingem os objetivos mirabolantes mas ninguém se importa com isso, pois a verba já tinha sido gasta, e seria incômodo para as agências financiadoras reconhecerem que financiaram um papo furado.

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