O que considerar ao comprar um dispositivo inteligente

*Por Fernando Mercês
23/09/2014 - No ano passado, foi possível observar um número crescente de ataques a dispositivos domésticos inteligentes, como câmeras de babá eletrônica, televisores e lâmpadas. Isso é uma consequência mais do que esperada da transformação das nossas casas em ambientes mais inteligentes. A lógica é a mesma da lei da oferta e da demanda: quanto mais amplo for o número de objetos adeptos à Internet das Coisas, mais ampla será a gama de oportunidades para ataques cibernéticos.

Para evitar ameaças e ataques dos cibercriminosos, é necessário que o consumidor esteja atento a alguns detalhes, antes de decidir comprar um dispositivo inteligente. Aqui, o foco serão os objetos de uso doméstico, que não possuem opções de soluções de segurança, portanto, não estão incluídos tablets, smartphones e computadores.

O lento progresso da competitividade na indústria de Meios de Pagamento

3.jpg*Edson Santos
21/09/2014 - A importância do Sistema de Meios Eletrônicos de Pagamento no Brasil é crescente, posto que os cartões e meios eletrônicos de pagamento viabilizam a realização de toda sorte de transações (financeiras e não financeiras) e, com isso, se tornaram uma necessidade vital e universal para os tempos modernos e globalizados em que se vive.

O comércio, o varejo de forma mais ampla, e a população brasileira demandam novas formas de meios de pagamento e novos serviços.

Com a veloz evolução tecnológica das telecomunicações e a conscientização por compartilhar dos benefícios da atividade financeira, não é mais possível que o Brasil deixe de absorver os mecanismos, instrumentos e serviços que aumentam a produtividade nacional e auxiliem na inclusão social.

Até julho de 2010, o mercado brasileiro de Credenciamento tinha uma característica muito particular: Cielo era a credenciadora exclusiva da bandeira Visa, enquanto que Redecard (atual Rede) era praticamente a única credenciadora capturando transações da bandeira MasterCard.

Fique atento, CEO! A conexão é tão importante quanto a segurança da sua nuvem

*Eduardo Carvalho
10/09/2014 - A popularidade da computação em nuvem é incontestável, afinal, é uma solução de baixo custo e que apresenta claros benefícios de produtividade. Como as empresas buscam atingir resultados expressivos com menores investimentos, é natural observar adesão crescente deste mercado. Soma-se a este cenário o fato de que a economia brasileira está desacelerada e as companhias procuram desonerar suas áreas de Tecnologia da Informação para, então, concentrar todos os esforços em seus negócios. Um estudo da Frost&Sullivan reafirma esta tendência ao apontar que as organizações deverão investir cerca de US$ 1,1 bilhão em cloud computing até 2017 – aportes que, em 2013, foram equivalentes a US$ 328,8 milhões. Os investimentos são relevantes, mas e o direcionamento? É, de fato, assertivo?

Quando o assunto é cloud computing, a primeira palavra que aparece em nossas mentes, geralmente, é a segurança. Claro que é uma característica importante, mas a conectividade também é ponto fundamental para o desenvolvimento das empresas. Uma nuvem segura pode ser sinônimo de mais eficiência dentro das organizações somente se acompanhada de aspectos como acesso ágil e conexão de qualidade. Vale lembrar que a infraestrutura para prover essa conectividade é diferente de região para região. Surge então o assunto: Pontos de Troca de Tráfego (PTT), que garantem uma conexão segura e, principalmente, eficiente e confiável.

Tecnologia leva a desigualdade?

Ronaldo Lemos, Folha
04/09/2014 - Qual é o impacto do avanço tecnológico sobre a desigualdade? Esse espectro ronda a obra do agora ultrapop economista francês Thomas Piketty. No passado a tecnologia nos tirou de sinucas históricas. Por conta dela superamos a armadilha malthusiana. Mas e para o futuro? Piketty dá pistas sobre o tema, mas esse não é o foco da sua obra.

Para enfrentá-lo vale espiar o artigo de dois professores de Oxford que dizem que na próxima década 47% de todos os empregos dos Estados Unidos serão automatizados (bit.ly/1wNq7Yy). Para entender o porquê, o professor do MIT Erik Brynjolfsson entra em cena.

Ele diz que estamos prestes a entrar em um momento de aceleração exponencial de um tipo muito peculiar de inovação: a capacidade das máquinas de desempenhar tarefas que acreditávamos ser possíveis apenas para nós, humanos, como dirigir veículos, entregar mercadorias, tarefas de linguagem, atendimento médico inicial, e é claro, centrais telefônicas. Ele chama essa nova onda de "a segunda era das máquinas".

Há duas diferenças importantes sobre ela. A primeira é a disponibilidade de um grande volume de dados. Com eles, as máquinas podem aprender em detalhes como fazemos as coisas. Se a desigualdade vai aumentar com o avanço tecnológico, qual a solução?

Uma resposta vem da economista Mariana Mazzucato, que foi apelidada de "herege" pela revista "Forbes". Sua heresia é acreditar que o Estado tem um papel a desempenhar nessa charada. Autora do livro "O Estado Empreendedor", ela lembra que todas as principais tecnologias embarcadas nos smartphones foram financiadas por recursos públicos: o GPS, a tela sensível ao toque, o sistema de reconhecimento de voz e a própria internet.

Mariana faz questão de reforçar o papel do estado como investidor de risco, e não só como garantidor do investimento dos outros. O setor público costuma ficar com os prejuízos, mas não com o lucro gerado pelo risco.

Na visão dela, o Estado deveria perceber o capital gerado pelos investimentos em inovação e assegurar que seja reinvestido.

Por uma revolução tecnológica no serviço público

Ronaldo Lemos, Folha
04/09/2014 - Como melhorar os serviços públicos usando a tecnologia? Não há gestor público sério hoje que não se preocupe com esse tema. Um bom estudo de caso envolve o desastre que quase arruinou o site do sistema de saúde dos EUA, o "HealthCare.Gov".

Anunciado como símbolo da principal política do governo Barack Obama, o projeto custou US$ 400 milhões, empregou milhares de pessoas e levou dois anos para ser desenvolvido. Quando foi lançado em outubro de 2013, o site naufragou. Cidadãos não conseguiam sequer fazer log-in para se beneficiar do novo plano de saúde pública.

Em uma ação de emergência, a Casa Branca chamou o engenheiro Mikey Dickerson, de 35 anos, para resolver o problema. Ele já havia trabalhado na campanha de Obama e em empresas de tecnologia. Coordenando uma equipe inicial de 5 pessoas, em 6 semanas ele resolveu os problemas e evitou que a bomba política explodisse.

Dickerson acaba de ser contratado como Diretor-chefe de Informação da Casa Branca. Sua principal tarefa é proteger o governo de empresas gigantescas, que oferecem soluções caras, demoradas e monolíticas. Na visão dele, esse modelo é antiquado. O governo precisa atuar mais como uma start-up, apostando em soluções que já existem, em código aberto, e ciclos rápidos de desenvolvimento, que duram semanas e não anos para acontecer.

No Brasil a questão é similar. A maioria dos gestores públicos é assediada o tempo todo por grandes empresas querendo vender soluções mágicas, caras e demoradas, que na prática não funcionam como esperado e se tornam obsoletas rapidamente. É preciso mudar isso. Alguns exemplos já seguem esse sentido.

Crescer com a nuvem: da economia para a versatilidade

Por Roberto Ricossa*
"Estar na nuvem", "migrar para a nuvem", "adotar o modelo de software como serviço (SaaS)." Expressões como estas não são mais desconhecidas para a maioria dos líderes de negócios da América Latina, que já atuam com o cloud computing - de acordo com um estudo realizado pela Tata Consultancy Services (TCS), 39% das grandes empresas na América Latina utilizam o software hospedado na nuvem, uma taxa que supera amplamente os percentuais da Ásia-Pacífico (28%), Estados Unidos (19%) e Europa (12%).

As futuras perspectivas também são animadoras: de acordo com a consultora KPMG, em 2014, a "nuvem" está sendo considerada uma prioridade para 55% das empresas da região. Uma das razões é que os benefícios desta tecnologia não só implicam uma redução de custos, mas em uma nova abordagem na hora de pensar e executar os negócios.

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