Você sabe como as empresas utilizam os seus dados pessoais?

*Fernando Loureiro
01/12/2014 - Estamos caminhando rapidamente para um mundo onde tudo e todos à nossa volta estarão conectados, 24 horas por dia, todos os dias da semana. Não só o seu computador e o seu telefone serão capazes de se beneficiar dos recursos praticamente infinitos da Internet, mas também outros objetos que ainda não fazem parte da nossa rotina é não vemos como inteligentes – e entram aí o seu carro, as suas roupas, e até a sua casa – serão transformados pela tecnologia e passarão a responder de forma muito mais efetiva às suas necessidades do dia a dia.

Não há dúvida de que esse futuro da Internet das Coisas irá trazer enormes benefícios para nossas vidas, nos tornando mais produtivos e mais informados sobre o mundo ao nosso redor. O potencial desta área para revolucionar a maneira como nos comunicamos é imenso, mas não sem percalços.

Há uma relação risco x benefício quando nos conectamos a Internet. Se por um lado temos acesso a serviços incrivelmente inovadores e um repositório de inteligência e informação praticamente sem fim, temos também riscos associados com o roubo e o mal uso de nossas informações pessoais. Quando acessamos a Internet, a Internet também se conecta com a gente – nossa atividade online gera um enorme volume de dados, que alimentam os serviços que utilizamos para tornar a nossa vida mais fácil. É uma relação de troca – oferecemos alguns de nossos dados para a Internet, e em troca ela retorna facilidades para a nossa vida.

Um estudo realizado pela Intel em 2013 mostrou que o brasileiro entende e reconhece o valor desses serviços para sua vida – por exemplo, 73% dos brasileiros concordariam em compartilhar dados pessoais de forma anônima com o governo se isso resultasse em uma queda no trânsito nas grandes cidades. É dessa forma que aplicativos com o Waze funcionam – coletando dados de milhares de usuários ao mesmo tempo e criando modelos do tráfego na cidade para sugerir rotas alternativas aos usuários. Um projeto de cidade conectada que utilizasse esse modelo de navegação compartilhada poderia trazer enormes benefícios aos cidadãos e à produtividade do país.

Internet das Coisas: a nova fronteira da Gestão de Identidade

*Vicente Goetten
27/11/2014 - Equipamentos inteligentes permitem monitoramento em tempo real e captura de um volume de dados nunca antes visto. Mas como garantir a segurança do acesso aos sistemas?

A imagem de um mundo habitado por máquinas inteligentes, imortalizada pelos contos de Eu, Robô, do escritor russo Isaac Asimov, já é uma realidade – de forma bem menos dramática do que na obra de ficção dos anos 50. A Internet das Coisas (IoT), conceito associado a objetos capazes de se conectarem entre si e a sistemas por meio da internet, lidera uma revolução na forma como nós, seres humanos, monitoramos processos e gerenciamos negócios.

Um estudo da Cisco, apresentado durante o Mobile World Congress de 2014, mostra uma evolução vertiginosa no número de dispositivos conectados à internet. Em 1984, eram 1 mil. Em 2010, 10 bilhões. Ou seja, já havia mais coisas do que pessoas conectados à rede mundial. Para 2020, a expectativa é ultrapassar a marca de 50 bilhões. O relatório anual Internet Trends, da consultoria KPCB, apresentado em maio, identifica uma tendência de crescimento vertiginoso de dados provenientes de objetos inteligentes circulando no universo digital.O fenômeno acompanha a evolução da nanotecnologia e de tecnologias para rastreamento, como o RFID. Todo eletrônico lançado nos últimos anos traz algum sensor embarcado. O Internet Trends cita o exemplo dessa evolução em smartphones. Enquanto o iPhone, de 2007, e o Galaxy S, de 2010, continham três sensores, o iPhone 5S, de 2013, conta com cinco sensores e o Galaxy S5, lançado em 2014, com nada menos do que dez, entre eles identificadores de impressões digitais e de batimentos cardíacos.

Mitos e verdades sobre virtualização

FJ Gould
24/11/2014 - Não há o que temer sobre a virtualização. Não é complexa e nem problemática. Ao considerar a implantação da virtualização em sua empresa, leve em conta os seguintes pontos:

• É necessário realizar uma análise de retorno sobre o investimento (ROI) para determinar o tipo de virtualização ideal para a sua empresa.

• A virtualização é comprovadamente uma tecnologia que tem sido adotada por muitas empresas e tem resultado em vantagens significativas em termos de eficiência da TI, redução de custos, maior flexibilidade e disponibilidade.

• Com treinamento e recursos adequados, a implantação e a administração de um ambiente virtual são fáceis. De fato, o gerenciamento de um ambiente virtualizado pode demandar menos tempo e exigir menos recursos do que um ambiente físico.

Neste artigo, você encontrará algumas das preocupações sobre a virtualização que, na verdade são mais rumores, que te ajudarão a distinguir entre a realidade e a ficção.

Tendências para os contact centers em 2015: além da nuvem

*Alfredo González
18/11/2014 - As principais tendências que marcaram a indústria em 2014 e que, segundo alguns analistas, terão continuidade em 2015, foram as mídias sociais, nuvem e mobilidade. De um modo geral, concordo com essa visão, embora acredite que o "must have" para os call centers em 2015 serão: WebRTC, Vídeo, Biometria de Voz e Automatização.

Segundo minha visão, as empresas de vanguarda, em matéria de tecnologia, devem estar preparadas para enfrentar esses desafios trazidos pela revolução no atendimento aos clientes, atualizando suas plataformas e diversificando os canais de atendimento.

Os principais players do mercado tem falado muito sobre os benefícios da tecnologia WebRTC (Real Time Communications), um padrão que permite comunicação, de vídeo e áudio, através de um navegador. Na minha opinião, as principais razões pelas quais as empresas devem começar sua adoção, baseiam-se na simplificação do PA (minimizando requisitos e complexidades da instalação), e a possibilidade de estar em ambientes "hiper-distribuidos" e com operadores em modalidade de home office.

A inteligência analítica e artificial pode apoiar seguradoras a serem mais lucrativas

*Por Marcelo Aragona
12/11/2014 - As seguradoras possuem práticas de modelagem estatística bem estabelecidas, porém, muitas vezes, concentram as decisões nas informações provenientes de suas bases internas, dados cadastrais, pagamentos e sinistros. O grande desafio do mercado hoje consiste em conseguir explorar ao máximo os dados estruturados e não estruturados, tanto em bases internas, quanto informações externas, de clientes e CPFs, endereços, transações e ocorrências não constantes na base de dados. Para fazer a diferença no ambiente de negócios, as seguradoras precisam apostar em inovação para aprimorar o processo de modelagem de dados. Os recursos analíticos com inteligência artificial são uma excelente alternativa em aplicações de negócios deste mercado.

Mas, afinal, o que é inteligência artificial? Inteligência artificial e redes neurais são técnicas computacionais que apresentam um modelo matemático inspirado na estrutura neural de organismos inteligentes e que adquirem conhecimento através da experiência. Uma rede neural artificial pode ter centenas ou milhares de unidades de processamento. O que é mais importante é que toda essa inovação pode ser empregada de forma bem sucedida na operação de empresas do ramo de seguros. Aplicando esses recursos é possível extrair conhecimento a partir de uma consulta a dados não estruturados disponíveis na Internet, que necessitam de automação, e ainda combiná-los de forma sistemática para encontrar as melhores decisões e atingir os melhores resultados.

Abrindo os olhos para o videomonitoramento

paulo_chinelato.jpg*Paulo Chinellato
11/11/2014 - Passei os últimos 25 anos trabalhando numa empresa de TI. Este ano, assumi a Direção de Vendas de uma empresa focada em videomonitoramento, e não por acaso. Esse mesmo movimento está começando a ser feito por empresas de TI com atuação nos mais diversos segmentos do mercado, tirando vantagem de possibilidades envolvendo o vídeo em rede – um elemento que, agregado a uma solução de networking, pode ter um impacto tão disruptivo quanto a abertura de uma janela numa sala hermética.

A IHS Research calcula que, em dois anos, o vídeo em rede representará 60% do segmento de vigilância por vídeo em todo o mundo. Essa mudança irreversível do analógico para o digital traz consigo a tendência de integração da rede a outras tecnologias, que é justamente o que estamos vivenciando agora que o vídeo IP está mais consolidado.

Os clientes não querem apenas um sistema melhor para saber se o funcionário de uma loja roubou produtos ou para identificar um suspeito de assalto a banco. Eles querem uma solução para aumentar vendas, agilizar o atendimento, reduzir perdas, antecipar-se a ações criminosas, identificar padrões de comportamento, aprimorar a gestão de um espaço e aumentar o nível de satisfação de seus clientes. São demandas mais abrangentes e que podem ser atendidas por uma solução em que a câmera é apenas mais um elemento na rede. Por isso, para alguns clientes, já não faz sentido investir num sistema de vídeo que venha servir apenas para segurança, nem num projeto de rede que sirva apenas para conectividade.

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