Fique atento, CEO! A conexão é tão importante quanto a segurança da sua nuvem

*Eduardo Carvalho
10/09/2014 - A popularidade da computação em nuvem é incontestável, afinal, é uma solução de baixo custo e que apresenta claros benefícios de produtividade. Como as empresas buscam atingir resultados expressivos com menores investimentos, é natural observar adesão crescente deste mercado. Soma-se a este cenário o fato de que a economia brasileira está desacelerada e as companhias procuram desonerar suas áreas de Tecnologia da Informação para, então, concentrar todos os esforços em seus negócios. Um estudo da Frost&Sullivan reafirma esta tendência ao apontar que as organizações deverão investir cerca de US$ 1,1 bilhão em cloud computing até 2017 – aportes que, em 2013, foram equivalentes a US$ 328,8 milhões. Os investimentos são relevantes, mas e o direcionamento? É, de fato, assertivo?

Quando o assunto é cloud computing, a primeira palavra que aparece em nossas mentes, geralmente, é a segurança. Claro que é uma característica importante, mas a conectividade também é ponto fundamental para o desenvolvimento das empresas. Uma nuvem segura pode ser sinônimo de mais eficiência dentro das organizações somente se acompanhada de aspectos como acesso ágil e conexão de qualidade. Vale lembrar que a infraestrutura para prover essa conectividade é diferente de região para região. Surge então o assunto: Pontos de Troca de Tráfego (PTT), que garantem uma conexão segura e, principalmente, eficiente e confiável.

Tecnologia leva a desigualdade?

Ronaldo Lemos, Folha
04/09/2014 - Qual é o impacto do avanço tecnológico sobre a desigualdade? Esse espectro ronda a obra do agora ultrapop economista francês Thomas Piketty. No passado a tecnologia nos tirou de sinucas históricas. Por conta dela superamos a armadilha malthusiana. Mas e para o futuro? Piketty dá pistas sobre o tema, mas esse não é o foco da sua obra.

Para enfrentá-lo vale espiar o artigo de dois professores de Oxford que dizem que na próxima década 47% de todos os empregos dos Estados Unidos serão automatizados (bit.ly/1wNq7Yy). Para entender o porquê, o professor do MIT Erik Brynjolfsson entra em cena.

Ele diz que estamos prestes a entrar em um momento de aceleração exponencial de um tipo muito peculiar de inovação: a capacidade das máquinas de desempenhar tarefas que acreditávamos ser possíveis apenas para nós, humanos, como dirigir veículos, entregar mercadorias, tarefas de linguagem, atendimento médico inicial, e é claro, centrais telefônicas. Ele chama essa nova onda de "a segunda era das máquinas".

Há duas diferenças importantes sobre ela. A primeira é a disponibilidade de um grande volume de dados. Com eles, as máquinas podem aprender em detalhes como fazemos as coisas. Se a desigualdade vai aumentar com o avanço tecnológico, qual a solução?

Uma resposta vem da economista Mariana Mazzucato, que foi apelidada de "herege" pela revista "Forbes". Sua heresia é acreditar que o Estado tem um papel a desempenhar nessa charada. Autora do livro "O Estado Empreendedor", ela lembra que todas as principais tecnologias embarcadas nos smartphones foram financiadas por recursos públicos: o GPS, a tela sensível ao toque, o sistema de reconhecimento de voz e a própria internet.

Mariana faz questão de reforçar o papel do estado como investidor de risco, e não só como garantidor do investimento dos outros. O setor público costuma ficar com os prejuízos, mas não com o lucro gerado pelo risco.

Na visão dela, o Estado deveria perceber o capital gerado pelos investimentos em inovação e assegurar que seja reinvestido.

Por uma revolução tecnológica no serviço público

Ronaldo Lemos, Folha
04/09/2014 - Como melhorar os serviços públicos usando a tecnologia? Não há gestor público sério hoje que não se preocupe com esse tema. Um bom estudo de caso envolve o desastre que quase arruinou o site do sistema de saúde dos EUA, o "HealthCare.Gov".

Anunciado como símbolo da principal política do governo Barack Obama, o projeto custou US$ 400 milhões, empregou milhares de pessoas e levou dois anos para ser desenvolvido. Quando foi lançado em outubro de 2013, o site naufragou. Cidadãos não conseguiam sequer fazer log-in para se beneficiar do novo plano de saúde pública.

Em uma ação de emergência, a Casa Branca chamou o engenheiro Mikey Dickerson, de 35 anos, para resolver o problema. Ele já havia trabalhado na campanha de Obama e em empresas de tecnologia. Coordenando uma equipe inicial de 5 pessoas, em 6 semanas ele resolveu os problemas e evitou que a bomba política explodisse.

Dickerson acaba de ser contratado como Diretor-chefe de Informação da Casa Branca. Sua principal tarefa é proteger o governo de empresas gigantescas, que oferecem soluções caras, demoradas e monolíticas. Na visão dele, esse modelo é antiquado. O governo precisa atuar mais como uma start-up, apostando em soluções que já existem, em código aberto, e ciclos rápidos de desenvolvimento, que duram semanas e não anos para acontecer.

No Brasil a questão é similar. A maioria dos gestores públicos é assediada o tempo todo por grandes empresas querendo vender soluções mágicas, caras e demoradas, que na prática não funcionam como esperado e se tornam obsoletas rapidamente. É preciso mudar isso. Alguns exemplos já seguem esse sentido.

Crescer com a nuvem: da economia para a versatilidade

Por Roberto Ricossa*
"Estar na nuvem", "migrar para a nuvem", "adotar o modelo de software como serviço (SaaS)." Expressões como estas não são mais desconhecidas para a maioria dos líderes de negócios da América Latina, que já atuam com o cloud computing - de acordo com um estudo realizado pela Tata Consultancy Services (TCS), 39% das grandes empresas na América Latina utilizam o software hospedado na nuvem, uma taxa que supera amplamente os percentuais da Ásia-Pacífico (28%), Estados Unidos (19%) e Europa (12%).

As futuras perspectivas também são animadoras: de acordo com a consultora KPMG, em 2014, a "nuvem" está sendo considerada uma prioridade para 55% das empresas da região. Uma das razões é que os benefícios desta tecnologia não só implicam uma redução de custos, mas em uma nova abordagem na hora de pensar e executar os negócios.

Do soquete ao sistema LED

*Jani Sousa
02/09/2014 - Têm coisas que fazem parte de nossas vidas há tanto tempo que sequer imaginamos ter o mesmo resultado de outra forma. No que se refere à iluminação, o LED veio para revolucionar a forma como concebemos a luz, não só pelo seu formato diminuto, como pela longa durabilidade e economia de energia de até 90% frente às tecnologias tradicionais.


O que surpreende a indústria é que as lâmpadas LED com formato rosca E27 estão cada vez mais caindo no gosto do consumidor, principalmente nas aplicações que dispensam o uso de gesso e, neste aspecto, tem nas moradias populares um grande mercado consumidor.

O futuro da Segurança Pública no Brasil e o legado dos grandes eventos

*Paulo Cunha
28/08/2014 - A Seleção Brasileira de Futebol não conquistou o almejado "hexa", mas os brasileiros podem, sim, comemorar os resultados da Copa do Mundo. O País foi considerado por diversos veículos de comunicação, nacionais e internacionais, como um dos lugares mais seguros e também um dos melhores para assistir aos jogos. Agora, o Brasil inicia uma nova etapa para a organização da Olimpíada e, para garantir ainda mais qualidade em termos de infraestrutura e segurança para todos, é necessário focar nos investimentos em segurança pública. Diante desse cenário, coloco como reflexão o legado que o primeiro evento deixou para a população brasileira, principalmente em termos de segurança, e quais as perspectivas nessa área para depois de 2016.

Um dos pontos bastante comentados durante o mundial foi o fator "se sentir seguro", mencionado por turistas e cidadãos. Essa questão, que deveria estar entre as prioridades dos governos, muitas vezes é negligenciada sem que sejam criadas políticas públicas estruturadas, com metas e investimentos definidos em curto, médio e longo prazo. Hoje, o que percebemos é que, principalmente em época de eleições, os pontos-foco dos candidatos estão relacionados à educação e à saúde. Não há dúvidas de que esses dois setores são extremamente críticos e devem ser prioridade em qualquer país, mas a segurança é o que define como o cidadão se sente em relação a sua própria cidade e o que torna o país atrativo para morar e, principalmente, para investir.

A segurança pública ganhou visibilidade e destaque devido aos importantes eventos mundiais sediados pelo Brasil: Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Esse é um efeito da modernização trazida pela Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), deixada como legado da Copa do Mundo. O desafio de integrar as 12 cidades-sede não só geograficamente, mas também em termos de comunicação da Polícia Federal, Exército, Força Nacional de Segurança e Forças Policiais de cada Estado, foi um aprendizado que ficará para o próximo governo.

Para que isso acontecesse de maneira rápida e segura, foi necessário um sistema de comando de comunicação crítica. E foi a partir desse momento que esse tema se tornou um elemento integrado e integrador em âmbito nacional. Integrado por conta do sistema de radiocomunicação, usado para unir as diversas forças estaduais e federais. Integrador porque esse projeto formou um conjunto de sistemas que permite ter a melhor visualização do contexto e do comando.

Trata-se de um primeiro balanço, que terá seus próximos capítulos em breve, mas já começou a ser escrito durante esse grande evento. A pergunta é: "O que os próximos governos vão fazer para expandir um sistema como esse?" Percebemos que existe uma vontade política, mas transformar esse tema em uma questão de Estado não exige somente esforços isolados. É necessário que essa vontade saia do individual e passe para o coletivo, de modo que a questão seja vista pelos governantes como uma necessidade nacional para ser implementada em um sistema único de segurança nacional.

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