Por uma revolução tecnológica no serviço público

Ronaldo Lemos, Folha
04/09/2014 - Como melhorar os serviços públicos usando a tecnologia? Não há gestor público sério hoje que não se preocupe com esse tema. Um bom estudo de caso envolve o desastre que quase arruinou o site do sistema de saúde dos EUA, o "HealthCare.Gov".

Anunciado como símbolo da principal política do governo Barack Obama, o projeto custou US$ 400 milhões, empregou milhares de pessoas e levou dois anos para ser desenvolvido. Quando foi lançado em outubro de 2013, o site naufragou. Cidadãos não conseguiam sequer fazer log-in para se beneficiar do novo plano de saúde pública.

Em uma ação de emergência, a Casa Branca chamou o engenheiro Mikey Dickerson, de 35 anos, para resolver o problema. Ele já havia trabalhado na campanha de Obama e em empresas de tecnologia. Coordenando uma equipe inicial de 5 pessoas, em 6 semanas ele resolveu os problemas e evitou que a bomba política explodisse.

Dickerson acaba de ser contratado como Diretor-chefe de Informação da Casa Branca. Sua principal tarefa é proteger o governo de empresas gigantescas, que oferecem soluções caras, demoradas e monolíticas. Na visão dele, esse modelo é antiquado. O governo precisa atuar mais como uma start-up, apostando em soluções que já existem, em código aberto, e ciclos rápidos de desenvolvimento, que duram semanas e não anos para acontecer.

No Brasil a questão é similar. A maioria dos gestores públicos é assediada o tempo todo por grandes empresas querendo vender soluções mágicas, caras e demoradas, que na prática não funcionam como esperado e se tornam obsoletas rapidamente. É preciso mudar isso. Alguns exemplos já seguem esse sentido.

Crescer com a nuvem: da economia para a versatilidade

Por Roberto Ricossa*
"Estar na nuvem", "migrar para a nuvem", "adotar o modelo de software como serviço (SaaS)." Expressões como estas não são mais desconhecidas para a maioria dos líderes de negócios da América Latina, que já atuam com o cloud computing - de acordo com um estudo realizado pela Tata Consultancy Services (TCS), 39% das grandes empresas na América Latina utilizam o software hospedado na nuvem, uma taxa que supera amplamente os percentuais da Ásia-Pacífico (28%), Estados Unidos (19%) e Europa (12%).

As futuras perspectivas também são animadoras: de acordo com a consultora KPMG, em 2014, a "nuvem" está sendo considerada uma prioridade para 55% das empresas da região. Uma das razões é que os benefícios desta tecnologia não só implicam uma redução de custos, mas em uma nova abordagem na hora de pensar e executar os negócios.

Do soquete ao sistema LED

*Jani Sousa
02/09/2014 - Têm coisas que fazem parte de nossas vidas há tanto tempo que sequer imaginamos ter o mesmo resultado de outra forma. No que se refere à iluminação, o LED veio para revolucionar a forma como concebemos a luz, não só pelo seu formato diminuto, como pela longa durabilidade e economia de energia de até 90% frente às tecnologias tradicionais.


O que surpreende a indústria é que as lâmpadas LED com formato rosca E27 estão cada vez mais caindo no gosto do consumidor, principalmente nas aplicações que dispensam o uso de gesso e, neste aspecto, tem nas moradias populares um grande mercado consumidor.

O futuro da Segurança Pública no Brasil e o legado dos grandes eventos

*Paulo Cunha
28/08/2014 - A Seleção Brasileira de Futebol não conquistou o almejado "hexa", mas os brasileiros podem, sim, comemorar os resultados da Copa do Mundo. O País foi considerado por diversos veículos de comunicação, nacionais e internacionais, como um dos lugares mais seguros e também um dos melhores para assistir aos jogos. Agora, o Brasil inicia uma nova etapa para a organização da Olimpíada e, para garantir ainda mais qualidade em termos de infraestrutura e segurança para todos, é necessário focar nos investimentos em segurança pública. Diante desse cenário, coloco como reflexão o legado que o primeiro evento deixou para a população brasileira, principalmente em termos de segurança, e quais as perspectivas nessa área para depois de 2016.

Um dos pontos bastante comentados durante o mundial foi o fator "se sentir seguro", mencionado por turistas e cidadãos. Essa questão, que deveria estar entre as prioridades dos governos, muitas vezes é negligenciada sem que sejam criadas políticas públicas estruturadas, com metas e investimentos definidos em curto, médio e longo prazo. Hoje, o que percebemos é que, principalmente em época de eleições, os pontos-foco dos candidatos estão relacionados à educação e à saúde. Não há dúvidas de que esses dois setores são extremamente críticos e devem ser prioridade em qualquer país, mas a segurança é o que define como o cidadão se sente em relação a sua própria cidade e o que torna o país atrativo para morar e, principalmente, para investir.

A segurança pública ganhou visibilidade e destaque devido aos importantes eventos mundiais sediados pelo Brasil: Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Esse é um efeito da modernização trazida pela Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), deixada como legado da Copa do Mundo. O desafio de integrar as 12 cidades-sede não só geograficamente, mas também em termos de comunicação da Polícia Federal, Exército, Força Nacional de Segurança e Forças Policiais de cada Estado, foi um aprendizado que ficará para o próximo governo.

Para que isso acontecesse de maneira rápida e segura, foi necessário um sistema de comando de comunicação crítica. E foi a partir desse momento que esse tema se tornou um elemento integrado e integrador em âmbito nacional. Integrado por conta do sistema de radiocomunicação, usado para unir as diversas forças estaduais e federais. Integrador porque esse projeto formou um conjunto de sistemas que permite ter a melhor visualização do contexto e do comando.

Trata-se de um primeiro balanço, que terá seus próximos capítulos em breve, mas já começou a ser escrito durante esse grande evento. A pergunta é: "O que os próximos governos vão fazer para expandir um sistema como esse?" Percebemos que existe uma vontade política, mas transformar esse tema em uma questão de Estado não exige somente esforços isolados. É necessário que essa vontade saia do individual e passe para o coletivo, de modo que a questão seja vista pelos governantes como uma necessidade nacional para ser implementada em um sistema único de segurança nacional.

Virtualização de Rede: inovando o acesso à informação

*Por Rogério Tomirotti
18/08/2014 - O conceito de trabalhar em rede se tornou realidade na década de 40 e, com a criação da ARPANET na década de 60, utilizando com circuitos de 50 Kbps que interligavam três univerdidades dos Estados Unidos, observamos o desenvolvimento de tecnologias e equipamentos (hardware, software e protocolos) que, aos poucos, popularizaram o conceito de rede corporativa, deixando de ser um privilégio apenas das grandes corporações.

Vivemos um momento de transição, de quebra de paradigma em tecnologia de redes de dados. Novos conceitos e novas tecnologias estão transformando os ambientes de rede corporativas e também das service providers. Podemos citar, por exemplo, o SPB (Shortest Path Bridging – IEEE 802.1aq) que é considerado como a nova geração de virtual LAN para Cloud Computing.

Novas arquiteturas, como o VENA Fabric Connect (Virtual Enterprise Network Architecture), viabilizam o conceito de entrega de recursos e serviços para os usuários ao invés de disponibilizar acesso físico à rede. Isto significa que o colaborador sempre terá acesso às suas aplicações, aquivos e recursos independente da localidade ou meio de acesso à rede.
Fisicamente é um conceito de redundância looping free onde os componentes trabalham no modo ativo-ativo. Se um dos pontos sofrer alguma interrupção, a convergência é feita em milésimos de segundo. Mas para os usuários que utilizam essa estrutura com múltiplos caminhos, a percepção será sempre a de um caminho único, mais curto e eficiente.

Deixando a parte técnica de lado, você pode se perguntar como isso contribui para melhorar a vantagem competitiva dos negócios. Pense em duas empresas concorrentes disputando um importante projeto, o cliente fica em uma localidade remota, onde ambos concorrentes têm escritórios.

Melhores práticas para manter uma segurança digital contínua

*Raphael D'Avila
05/08/2014 - A maioria das ferramentas de segurança atuais se concentra somente na prevenção dos ataques – controle de acesso, detecção e bloqueio no ponto de entrada – para proteger os sistemas. Elas verificam os arquivos em um ponto inicial para determinar se estes possuem códigos maliciosos. Se o arquivo não for capturado ou se evolui e se torna malicioso depois de entrar no ambiente, as tecnologias de detecção chamadas point-in-time não são eficazes para identificar o desdobramento de atividades dos invasores.

Os ataques avançados não estão focados no que é considerado tradicionalmente como um destino: as extremidades da empresa. As ações não podem estar limitadas a um ponto no tempo, mas sim em curso constante, que exigem monitoramento intenso. É preciso centralizar a proteção na jornada, alavancado um conjunto de vetores dos ataques, que lançam ações contínuas contra a rede e sistemas, mirando no roubo de informações valiosas.

Os métodos de segurança usados pelas empresas não devem se concentrar apenas na detecção e prevenção. É necessário incluir a capacidade de solucionar o problema, olhando de forma holística, com proteção contínua e visibilidade durante todo o trajeto: ponto de entrada, propagação e remediação pós-infecção.

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