Reinventar-se é preciso – A solução como commodity e as novas relações de negócios

*Nei Tremarin
11/12/2014 - A área de Tecnologia da Informação – ou TI como alguns preferem – conquistou uma posição relevante dentro das empresas com a informatização das atividades. Conhecido antigamente apenas pelo suporte técnico, agora, o setor desempenha um papel estratégico para os negócios nas corporações. Se antes o CIO se preocupava com a manutenção de hardwares ou com a continuidade dos processos da sua infraestrutura de TI e softwares de gestão, hoje, ele tem outros desafios em mente. As soluções viraram commodity. O diferencial é a estratégia e o planejamento por trás delas.

O poder de contratação de tecnologia, que era concentrado no CIO e sua equipe, mudou e todos os profissionais podem ter acesso a diferentes softwares e aplicações no modelo SaaS (Software as a Service). Existia um investimento previsto para compra de soluções e/ou licenças de software que, atualmente, não é mais imprescindível. Os apps estão na nuvem, são departamentais e, muitas vezes, as suas aquisições independem do aval do time de TI.

Por isso, o setor de tecnologia deve entender este novo momento e o seu próprio posicionamento dentro da empresa. Já passamos por uma fase de automação de todos os processos nas organizações – movimento que muito colaborou para o ganho de agilidade e de escala. Atualmente, a tendência é a chamada "digitalização dos negócios", que impacta diretamente neste novo cenário. Conceitos como mobilidade, nuvem, big data e Internet das Coisas (IoT) começam a fazer parte da rotina corporativa e mudam bruscamente a percepção da TI até aqui. Antes, o CIO e sua equipe encaravam os funcionários da companhia e fornecedores como clientes. Hoje em dia, somos todos parceiros de negócios e construir uma nova imagem (de liderança e de colaboração) é fundamental.

5 passos para tornar o processo de consumerização da sua empresa mais seguro

*Leonardo Bonomi
08/12/2014 - Imagine a rotina de trabalho em uma empresa onde os funcionários trazem seus próprios dispositivos móveis e os utilizam para transferir e compartilhar arquivos e dados dentro ou fora do escritório.

Esse cenário define a consumerização de TI – resumida no uso de serviços e aplicações de terceiros pelos colaboradores das companhias – e que, até pouco tempo atrás, era encarada como uma tendência. Hoje, no entanto, a consumerização já pode ser tratada como realidade, pois ao mesmo tempo que traz benefícios – 12% das empresas observaram aumento de produtividade com o fenômeno BYOD (bring your own device), segundo estudo recente da Forrester – há desafios a encarar, grande parte deles relacionados à segurança dos dados.

BYOD: Meu dispositivo, minhas regras

byod_wagner_bernardes.jpg*Wagner Bernardes
08/12/2014 - As políticas de Bring Your Own Device (BYOD) estão trazendo melhorias de produtividade e aumentando a autonomia e lealdade corporativa, mas os trabalhadores móveis ainda não estão satisfeitos – eles querem confiança e privacidade.

A geração que escolheu trazer seus próprios smartphones e tablets para o ambiente de trabalho, ao invés de carregar laptops de 3kg com uma bateria útil de 30 minutos, está preocupada em manter suas vidas privadas separadas de sua existência no trabalho. Além disso, quase um quarto (24%) dos trabalhadores geralmente não confiam em dar aos empregadores qualquer forma de controle sobre seus dispositivos. Isso é o que afirma uma recente pesquisa da Ovum, conduzida pela empresa de segurança móvel AdaptiveMobile.

Internet das coisas e a nova fronteira da gestão de identidade

*Vicente Goetten
08/12/2014 – A imagem de um mundo habitado por máquinas inteligentes, imortalizada pelos contos de Eu, Robô, do escritor russo Isaac Asimov, já é uma realidade – de forma bem menos dramática do que na obra de ficção dos anos 50. A Internet das Coisas (IoT), conceito associado a objetos capazes de se conectarem entre si e a sistemas por meio da internet, lidera uma revolução na forma como nós, seres humanos, monitoramos processos e gerenciamos negócios.

Estudo da Cisco, apresentado durante o Mobile World Congress de 2014, mostra uma evolução vertiginosa no número de dispositivos conectados à internet. Em 1984, eram 1 mil. Em 2010, 10 bilhões. Ou seja, já havia mais coisas do que pessoas conectadas à rede mundial. Para 2020, a expectativa é ultrapassar a marca de 50 bilhões. O relatório anual Internet Trends, da consultoria KPCB, apresentado em maio, identifica uma tendência de crescimento vertiginoso de dados provenientes de objetos inteligentes circulando no universo digital.

No rumo da América

luiz_gonzaga_bertelli_pres_ciee.jpgLuiz Gonzaga Bertelli*
06/12/2014 - Em busca de aperfeiçoamento técnico e de conteúdo, de aprender a fundo uma língua estrangeira e conviver com a cultura de outro país, os estudantes brasileiros estão ganhando o mundo. Grande parte deles motivada pelo programa Ciência Sem Fronteira, criado pelo governo federal em 2011, com o intuito de conceder bolsas de estudo no exterior para estudantes da graduação e pós-graduação. O resultado aparece em um levantamento feito pelo Internacional Institute of Education que mostra o crescimento de 22% no número de alunos no ano letivo, iniciado em setembro, nos Estados Unidos. Esse foi o segundo ano consecutivo de aumento. Hoje 13,2 mil estudantes participam das aulas em universidades norte-americanas, ante 8,7 mil, há cinco anos.

Na Universidade de Miami, uma das instituições prediletas dos brasileiros que vão para os Estados Unidos, o aumento chegou a 184%, no acumulado desde 2010 e já tem impacto direto no faturamento na própria entidade, afetada pela crise econômica dos últimos anos. O Brasil está em décimo lugar no ranking de alunos estrangeiros nas universidades americanas, mas ainda distantes de países dois países do Brics, China e Índia, e o tigre asiático Coréia do Sul. De acordo com o site Ciência Sem Fronteiras, 74,7 mil bolsas foram implementadas neste ano, dos quais cerca de 60 mil são para cursos de graduação.

Como os data centers podem ajudar os CEOs em tempos de recessão

*Eduardo Carvalho
02/12/2014 - No final do mês de agosto foi divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil referente ao segundo trimestre do ano, que demonstrou uma queda de 0,6% na economia e colocou o país em estado de recessão. Com isso, o crescimento em 2014 não deverá superar 1,5%, sendo que muitos economistas garantem que ele não chegará, nem mesmo, a 1%. Além disso, o prognóstico para os próximos anos não é dos mais positivos. Em meio à eleição e incertezas no cenário político, a previsão é de que 2015 seja um ano de muitas mudanças econômicas, mas que não devem ter um reflexo imediato na retomada do país. Ou seja, o PIB deve manter a mesma média no ano que está por vir.

O cenário atual faz com que empresas de diversos setores fiquem mais cautelosas na hora de fazer investimentos – comportamento natural em tempos de crise. Em contrapartida, se as companhias travarem os seus aportes, também bloquearão seu crescimento, o que aumenta o risco dos negócios como um todo. Ao avaliar a situação, especificamente do ponto de vista da Tecnologia da Informação, o outsourcing pode ser uma saída inteligente e viável para as organizações que não querem ficar paradas neste período.

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