Como manter a salvo as informações da empresa?

*Kurt Roemer
04/02/2015 - Cinco perguntas chaves para desenhar uma estratégia de segurança
Um movimento de grandes proporções já está alterando como as companhias administram suas informações. As organizações querem gerenciar tudo: aplicativos, dados, redes de trabalho, armazenamento e servidores. Mas a tecnologia móvel e de nuvem, impulsionada por tendências como "traga seu próprio dispositivo" (BYOD na sigla em inglês) e software como serviço (SaaS), ampliou muito o acesso às informações corporativas.

Relatos de ataques cibernéticos realizados por hackers externos geram manchetes, mas ao focar apenas nesse aspecto do problema, corremos o risco de ignorar riscos ainda maiores, como o erro humano e atividades maliciosas que ocorrem dentro das companhias. Os usuários querem acessar suas informações de qualquer lugar, a partir de qualquer dispositivo e a qualquer momento. Essa expectativa criou problemas adicionais de segurança.

Ao iniciar sessões com credenciais válidas, o modelo de acesso tradicional praticamente abria "a porta do cofre", criando um passe livre para acessar qualquer informação corporativa. O resultado era uma série de vazamentos de dados e ataques de alta repercussão.

O relatório sobre vazamentos publicado pela Verizon em 2014 revelou que o índice de detecção de fraudes está caindo e muitos ataques foram descobertos pelas autoridades ou terceiros e não pelas próprias empresas. Em 2014, foram necessárias várias semanas para descobrir a grande maioria (88%) dos ataques cibernéticos. O extravio de informações, seja em função de erro humano ou atividade maliciosa, pode ocorrer em poucos minutos. Obviamente, é necessário um novo modelo.

Recriando o acesso

Para enfrentar esses desafios de segurança com sucesso, é preciso um modelo simplificado que pode ser aplicado a qualquer pedido de acesso ou decisão de realizar uma transação. As cinco perguntas a seguir são fundamentais para a construção desse novo modelo:

• Quem está pedindo acesso?
• O que essa pessoa está acessando?
• Em que momento o acesso está acontecendo?
• Em que lugar do mundo essa pessoa se encontra?
• Por que essa pessoa precisa de acesso?

Vamos avaliar esses elementos para ver como a análise contextual e a modelagem de comportamento podem promover a detecção mais eficaz de fraudes e autorizar acesso de maneira específica e apropriada.

10 dicas para evitar ameaças digitais nas redes sociais

*Leonardo Bonomi
31/01/2015 - Nos dias de hoje, as redes sociais são uma das principais portas de entrada para malware e outras ameaças que podem afetar o computador e vazar as informações pessoais do usuário. E, na maioria das vezes, quem abre essa porta é o próprio usuário, ao utilizar práticas pouco recomendadas, como autorizar pessoas desconhecidas, não verificar as configurações de privacidade ou clicar em links desconhecidos.

Para ajudar os usuários a terem um comportamento mais adequado quando estão na rede do ponto de vista da segurança digital, seguem 10 dicas que parecem simples, mas são essenciais no dia a dia online:

Akihabara, o paraíso dos eletrônicos em Tóquio

akibara_2a.jpgEthevaldo Siqueira
30/01/2015 - Em minha última viagem a Tóquio, como sempre faço, fui fazer compras no bairro dos fanáticos por eletrônicos: Akihabara. É a maior concentração de lojas de componentes, PCs, laptops, TVs, sistemas de áudio, software e tudo que você pensar em matéria de eletrônica. A última moda são os drones e robôs, desde os de brinquedos até aqueles com aplicações profissionais.

Se você for a Tóquio não deixe de conhecer Akihabara, um distrito do bairro de Chiyoda, que nasceu da concentração de camelôs que vendiam bugiganças eletrônicas nos primeiros anos depois da Segunda Guerra, durante a reconstrução da cidade. O nome Akihabara é uma abreviação de Akibagahara, que significa homenagem a Akiba, santuário de uma divindade do fogo – que foi destruído por um incêndio em 1869.

Tecnologia avançada para a solução da crise hídrica

*Paul Sullivan
30/01/2015 - Pode parecer ficção científica: racionamento, escoltas policiais a caminhões-pipa, apagões, protestos, florestas devastadas... Esperar pela chuva não é solução para a crise hídrica que assola a Região Sudeste do Brasil nos últimos meses. Já é claro que a água é o novo petróleo. Eis os fatos. O Brasil detém o maior volume de água doce do mundo (cerca de 12%). Só o estado de São Paulo é responsável por 1/3 da economia do País. A crise hídrica impacta diretamente os setores agrícola e industrial.

Como a maior e a mais rica cidade do Hemisfério Sul pode ficar sem água? Poderíamos combinar o fator de desmatamento à falta de planejamento, má gestão e alterações climáticas. Os desmatamentos certamente enfraqueceram os "rios voadores" da Amazônia, quantidade de água liberada em forma de vapor d'água para a atmosfera. Independentemente das razões, o fato é que o sistema de abastecimento de água da Cantareira, em São Paulo, está com um nível extremamente baixo e essa crise deve ser solucionada rapidamente.

As soluções adotadas por cidades globais para esse tipo de dificuldade podem ser um caminho. Inúmeras enfrentam os mesmos dilemas e aliaram tecnologia avançada de software de modelagem 3D e modelagem prática para melhorar a precisão entre o desenho e a apresentação de projetos de infraestrutura de água, tornando-os mais eficaz.

Investimentos em TI: a ousadia necessária para vencer obstáculos

*Walcir Augusto Wehrle
30/01/2015 - Há vários anos seguidos, o segmento brasileiro de logística vem apresentando um crescimento acima do PIB, com muitas empresas ultrapassando a casa dos dois dígitos de crescimento real. Diante do enorme desafio de alavancar a economia brasileira as demandas por modernização esbarram em uma defasagem de mais de R$ 200 bilhões em investimentos em infraestrutura logística, segundo a Associação Brasileira de Logística (Abralog). Em comparação com países mais avançados o custo logístico brasileiro tornou-se um grande obstáculo para o crescimento econômico, já que hoje é de 12,8% do PIB, contra ao 8,2 % dos Estados Unidos e 9% da Europa, de acordo com dados também da Abralog. Neste início de ano algumas empresas de transporte já sinalizaram que encerraram 2014, mesmo com as turbulências econômicas, com um crescimento acima da inflação, ou seja, apresentaram crescimento real.
 
Já a indústria brasileira tem sofrido um pouco mais, reflexo da desaceleração econômica, do endividamento dos consumidores e da má gestão pública. Evidentemente o desaquecimento da atividade industrial reflete em toda cadeia de suprimentos. Não é novidade para ninguém que iniciamos 2015 com mais interrogações do que afirmações, exceto de que será de novo um ano difícil.
 
Este cenário coloca sempre os dirigentes empresariais em estado de alerta, já que a experiência aponta que “quem fica parado reclamando da situação” e não busca medidas que minimizem impactos negativos, como a otimização dos processos e da gestão, vai realmente ter do que reclamar.

Inovação – novas formas para executar antigos processos e sair do discurso

*Nei Tremarin
28/01/2015 - A inovação tornou-se algo imperativo nos dias atuais. As pessoas estão cada vez mais interessadas em novos gadgets como apps, smartphones, câmeras, impressoras 3D, entre outros. A maioria afirma ser inovadora e que a empresa onde trabalha também. Mas, será que as organizações e os profissionais apresentam de fato este espírito inovador? Colocam em prática aquilo que está tão presente nos discursos? Não adianta apenas pensar e falar sobre, é preciso ir além.

Definir o que é a inovação não é fácil e algumas vezes chega a ser confundida com estratégia. É comum atribuir a ideia a grandes mudanças, mas esta característica pode estar presente, também, nos pequenos processos. Aliás, alternativas encontradas para mudar procedimentos menores podem ter impacto muito mais significativo em nosso dia a dia e, porque não, nos negócios. Inovar é, antes de mais nada, encontrar novas formas de executar antigas tarefas. Porém, é importante lembrar que um processo inovador pode ser interessante e necessário para uma empresa e, para outra, não fazer nenhum sentido.

O conceito de wearable devices, por exemplo, é recente e ainda não sabemos quais serão os seus impactos no mercado. Por enquanto, o maior desafio é ultrapassar esta onda de novidade e tornar os dispositivos vestíveis indispensáveis em nosso cotidiano. Acompanhamos o lançamento do Google Glass e ficamos eufóricos com as possibilidades, mas ainda não é considerado um wearable imprescindível e existem poucos apps realmente focados nos vestíveis.

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