É impossível estar seguro?

Empresas continuam carentes de políticas e de uma estrutura sistematizada de segurança. Sem recursos de autenticação avançada, continuarão com seus ambientes e informações desprotegidos

*Alexandre Cagnoni
27/02/2015 - Paradoxalmente, poucos dias após um ataque de grandes proporções ter exposto os dados de 80 milhões pessoas nos EUA, comemorou-se, em mais de cem países, o Dia da Internet Segura. As vítimas do cyber crime desta vez eram cidadãos norte-americanos usuários de planos de saúde da segunda maior empresa do segmento no país. Como podemos constatar a data não é exatamente comemorativa, mas uma oportunidade para alertar e conscientizar internautas sobre a forma como utilizam a internet. Já para as empresas, presta-se a relembrar os cuidados que devem ser tomados para evitar invasões e garantir a segurança das informações.

Mesmo ocorrendo uma série de ataques todos os dias em todo o mundo, muitas companhias ainda ignoram os recursos de segurança e não os priorizam como estratégicos para os seus negócios. Mesmo em um país como o Brasil, que segundo dados da FECOMERCIO SP, já representa a quarta economia digital do mundo e 60% das transações na América Latina, esses cuidados são ainda incipientes. Pesquisas mostram que a mais da maioria das empresas dispõem de um sistema de gestão de segurança da informação informal, bem longe do ideal, ou então, o que é pior, não empreendem grandes esforços para isso.

O conceito de BYOD (Bring Your Own Device), por exemplo, está sumindo ou simplesmente deixando de ter efeito, pois as aplicações empresariais estão cada vez mais na nuvem. Desta forma, a partir do momento em que os dados estão fora do perímetro físico da rede da instituição, a segurança acaba sendo delegada ao provedor do serviço na nuvem – o que significa controle ainda menor por parte das corporações. E o grande problema é que quase nunca se sabe quais as medidas preventivas foram implementadas ou qual a política de segurança deste provedor. Além disso, torna-se impraticável qualquer tipo de controle sobre qual o dispositivo que será utilizado para acessar os recursos da nuvem, já que os colaboradores podem usar seu notebook, smartphone ou um simples computador caseiro, no qual o controle de segurança pode ser precário.

Revolução móvel: O que significa o paradigma "Computing Everywhere" para as empresas

*Gilson Magalhães
26/02/2015 - O uso maciço de tablets e smartphones está transformando a forma como nos comunicamos, nos divertimos e trabalhamos. No campo empresarial, estamos passando por uma mudança de paradigma.
 
De acordo com a empresa GSMA, as vendas de tablets no Brasil devem chegar a 10,7 milhões de unidades vendidas em 2014. Estima-se que existam, atualmente, mais de 11 milhões de tablets em uso, e que 2014 fechará com 41 milhões de usuários de smartphones somente no Brasil.

Em seu relatório "Mobile Economy Latin America 2013", a GSMA prevê ainda que haverá 500 milhões de conexões banda larga móvel na América Latina até 2017. O Gartner estima que neste ano 1.862.766 milhões de telefones celulares e 256.308 milhões de tablets serão vendidos ao redor do globo.
 
A transformação que isso significa para as empresas é enorme, já que a computação móvel muda a maneira de se operar um negócio, gerar e gerenciar informações. Cada vez mais, funcionários, parceiros e clientes estão ligados às organizações por meio de seus dispositivos móveis.
 


Este fenômeno é chamado de "Computing Everywhere" (computação em toda parte) e é, de acordo com a Gartner, uma das dez tendências tecnológicas estratégicas em 2015. A IDC prevê que as empresas irão colocar uma ênfase crescente nas necessidades dos usuários móveis em diferentes contextos e ambientes.
 


Data Intelligence: o empoderamento do turismo

*Leandro Bonfranceschi
25/02/2015 - As preferências dos usuários de serviços na hora de criar uma oferta atraente e sustentável nunca foram tão valorizadas. Hoje, os consumidores preferem os provedores de serviços ou produtos que se antecipam na identificação e na oferta de alternativas personalizadas e que se ajustem às suas necessidades. Atualmente, a cada minuto, gera-se muito mais informação do que nos últimos 25 anos. A permanente conexão que os consumidores têm com seus smartphones, redes sociais e todas as atividades na internet, fazem com que o volume de dados disponível para a tomada de decisões seja cada vez mais sólido e confiável.

A combinação de dados como preferências de horários para o uso de certos serviços, formas de pagamentos, gostos e passatempos torna-se essencial para oferecer serviços ou produtos e melhorá-los significativamente, bem como garantir o sucesso no mundo empresarial. Especificamente na área de viagens, esta combinação de dados, também chamada de inteligência de dados, é usada casualmente para a obtenção de todas as variáveis possíveis, de acordo com as necessidades e tendências de cada indivíduo que faz uso de qualquer um dos serviços turísticos e de viagens de negócios, para oferecer opções muito mais corretas e afins, resultando em ciclos de vendas fechados.

Cinco tendências tecnológicas na América Latina para ficar de olho em 2015

*Hector Silva
24/02/2015 - De demandas voltadas as necessidade das empresas à interação software/hardware, grandes mudanças estão chegando ao mercado de telecomunicações na América Latina e Caribe (CALA). Como o interesse por serviços de telecominucações in CALA continua a crescer e os grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de 2016, que demonstram a importância da infraestrutura de rede, Hector Silva, CTO da Ciena na América Latina e Caribe, destaca cinco tendências que provavelmente surgirão nesse ano:



1 - Vídeo 4K, LTE e 5G farão da rede metropolitana um novo campo de batalha


Dados móveis, vídeos de alta definição e streaming de vídeo 4K adicionarão mais pressão à rede metropolitana. Essas aplicações exigem um enorme aumento de capacidade por usuário, fazendo da rede metropolitana um novo campo de batalha para ganhar vantagem (ou desvantagem) competitiva, com maiores implicações para a experiência do usuário e os modelos de negócios.

As redes precisam ser mais eficientes em termos de crescimento da capacidade e redução do custo por bit. Elas também precisam ser flexíveis para continuar evoluindo e dar suporte a novos serviços e às demandas dos usuários. 
A transição do 4G para o 5G é um assunto que deve ganhar importância na região. O ambiente 4G ainda está começando na América Latina, mas percebe-se claramente que a infraestrutura da rede deve continuar evoluindo. O Brasil, por exemplo, está pesquisando e desenvolvendo um 5G que combinará múltiplas frequências para atingir velocidades de até 200 Mbps.

A percepção geral é de que estamos no caminho certo para dar suporte ao crescente uso de aplicações que exigem muita largura de banda, mas evoluir nossas redes exigirá mais recursos e a capacidade de ampliar a conectividade; será uma questão de como implementar, e não porque implementar.



Big Data: inovações para o descanso ideal

*Leandro Bonfranceschi
24/02/2015 - Atualmente, a indústria hoteleira investe uma grande quantidade de recursos para melhorar as experiências de descanso dos turistas ou dos executivos que viajam para convenções, simpósios e seminários.

No entanto, os sistemas de administração de hotelaria e de agências de viagens tem ficado para trás no que diz respeito à aplicação de novas tecnologias, utilizando somente os sistemas ERP ou de administração, sem tomar a decisão de se apoiar em tecnologias inovadoras, como a realidade aumentada ou as opções trazidas pelo Big Data.

Como a análise de dados pode alavancar as vendas

*Mike Saliter
22/02/2015 - Diz-se que cada venda tem cinco obstáculos básicos: a falta de necessidade, de dinheiro, de pressa, de desejo e de confiança. Eu proponho um sexto: falta de percepção.

Com seu valor de mercado constantemente em risco, a capacidade das empresas em aumentar a receita de uma forma sustentável e previsível depende de vendas. No entanto, o sucesso do setor depende de uma série de fatores: contribuições de canais, produtos, localizações geográficas e equipes de vendas. Além disso, as metas de receita e rentabilidade só irão se cumprir se todo o time de Vendas trabalhar de forma organizada e eficiente.

Em busca desse ideal, grandes e pequenas organizações começam a perceber o poder dos dados. O problema não é a falta deles. Na verdade, a maioria já nada em informações de fontes internas e externas. A questão está em o que fazer com eles. As organizações devem encontrar uma maneira de analisá-los para que façam sentido.

Assim, é possível encontrar os pontos mais relevantes para apoiar decisões de vendas e gerar os melhores resultados.

Aqui estão cinco máximas percebidas por quem tem tido sucesso com análise de dados:

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