Conheça quatro tecnologias essenciais para empresas de serviços públicos

Por Alexsandro Labbate
15/11/2017 - Conhecer as principais tendências tecnológicas é crucial para que as empresas consigam se destacar em um mercado cada vez mais competitivo. Embora as empresas de serviços públicos não enfrentem pressões competitivas semelhantes a outros segmentos, elas também precisam focar na satisfação do cliente e entregar serviços com qualidade cada vez melhor. Essas organizações enfrentam problemas e necessitam de soluções capazes de lidar com os desafios de uma infraestrutura antiga, de conformidade regulatória, de diminuição de custos operacionais e de otimização de recursos.

Em 2017 o país voltou a receber investimentos no setor elétrico. Nos primeiros três meses do ano, o ingresso de capital estrangeiro atingiu US$ 5,560 bilhões, quase o dobro do total registrado em todo o ano de 2016. Além disso, o governo federal anunciou que pretende concluir a reforma proposta para a regulamentação do setor elétrico até o início de 2018, o que deve impulsionar ainda mais o mercado.

De um modo geral, as empresas do setor público, historicamente, são avessas ao risco e, portanto, mais lentas na adoção de novas tecnologias. Porém, algumas destas tendências tecnológicas incorporam comportamentos e mudanças importantes que impactam diretamente o segmento.

Internet das Coisas (IoT)

Os consumidores estão cada vez mais familiarizados ​​com luzes conectadas, termostatos e outros dispositivos inteligentes em suas casas. Além disso, com a ajuda de aplicativos e dispositivos como o Amazon Echo, há uma crescente expectativa de conectividade entre todas as coisas. Em algumas partes da Europa e do Reino Unido, por exemplo, existe a possibilidade de instalação de medidores inteligentes em cada casa para captar com maior precisão os dados de uso de energia em tempo real, auxiliando os fornecedores a atender melhor a demanda e ajudando os consumidores a economizarem.

Como os CIOs devem se preparar para a transformação digital

luis_fernando_velazquez.jpg*Por Fernando Velázquez
07/11/2017 - A rápida adoção da tecnologia digital está mudando o mundo como o conhecemos. As empresas que nasceram com um DNA digital estão dominando o mercado. Há dez anos, a lista de corporações mais valiosas era dominada por empresas petrolíferas e conglomerados multinacionais. Hoje, empresas como Google, Facebook e Amazon lideram as manchetes.

Chegou a hora das empresas se reorientarem para uma estratégia de transformação digital. A tecnologia alterou o papel das empresas e a maneira com a qual elas fazem negócios, ou seja, os CIOs devem ser capazes de ajudar suas empresas a compreenderem como as inovações que a transformação digital trará para os negócios podem criar oportunidades de crescimento. Para tanto, os CIOs primeiro precisam se reinventar.

A nova realidade digital

Reinventar a Tecnologia da Informação (TI) para suportar a transformação digital requer grandes mudanças, o que levará alguns anos para ser concluído. Felizmente, os CIOs podem instruir suas empresas a adotarem uma abordagem que forneça resultados rápidos, ao mesmo tempo em que redefinem a TI para o longo prazo. Esta abordagem requer uma nova, rápida e ágil TI para trabalhar ao lado da TI antiga. As transformações bem-sucedidas evitarão rupturas entre funções de TI de alta velocidade e antigas e serão conduzidas pelo CEO e pelos líderes empresariais que as tratarão como as prioridades principais e não apenas como "outro projeto de TI".

Mudança adiante

A transformação digital mudará as exigências de TI de três principais maneiras: a tecnologia cada vez mais sofisticada precisará melhorar as operações e as interações das empresas com consumidores e clientes. Os exemplos incluem o sistema de recomendação da Netflix e o sistema proprietário de buscas e caching do Booking.com. Anteriormente, a eficiência era o indicador de desempenho mais importante da TI. Agora, tudo importa: tempo para o lançamento no mercado, confiabilidade, segurança e, especialmente, escalabilidade. A incapacidade de ampliar rapidamente dificulta o atendimento às novas demandas da empresa.

A gerência insistirá em um engajamento e supervisão de negócios muito maiores dos departamentos de TI. Afinal, o valor da digitalização da TI será muito maior do que antes: até 40% da receita, 20% dos custos e, às vezes, a própria sobrevivência do negócio.

Preparação para a mudança

Durante as mudanças tecnológicas anteriores, como de mainframes para minicomputadores e, em seguida, para clientes/servidores, as organizações especializadas em TI precisaram decidir entre a tecnologia e os negócios para fornecer e suportar soluções. Hoje, os 'millennials' são muito mais tecnológicos, já que cresceram entre computadores. A combinação de usuários experientes em tecnologia com ofertas de tudo como serviço (XaaS) agora permite que as empresas adquiram e forneçam soluções habilitadas para a tecnologia sem o envolvimento da equipe técnica de TI. Os gerentes de negócios também possuem maiores expectativas como resultado de suas próprias experiências com tecnologias pessoais. Eles buscam o mesmo tipo de experiência no trabalho, esperam conseguir ajuda imediata ao realizar um chat em tempo real com um especialista em suporte ao cliente e compartilham suas experiências – boas e más – na mídia social. Por isso, as empresas digitais estão prontas para colocar o cliente em primeiro lugar a qualquer hora e em qualquer lugar, com base nas expectativas do cliente.

Brasil aumenta o preço da energia: o impacto sobre os data centers

*Por Guilherme Freitas
03/11/2017 - Os baixos níveis dos reservatórios, as chuvas abaixo da média e a necessidade de acionar termoelétricas vão levar o governo brasileiro a aumentar o preço da energia. No início de outubro as hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste, por exemplo, tinham só 19,54% de sua capacidade; as do Nordeste, 7,22%. A situação é tal que se estuda, inclusive, aumentar a importação de energia de países vizinhos como Argentina e Uruguai. Essa realidade tem forte impacto sobre indústrias petroquímicas, de aço, de alumínio e, como não poderia deixar de ser, sobre os data centers.

Em 2018, será essencial que os gestores desses grandes ambientes digitais contem, em casa, com os produtos e serviços que os ajudarão a minimizar o impacto do preço da energia sobre o valor dos seus serviços. A competitividade e excelência de cada data center depende desta equação ser bem resolvida. Este fator é tão dramático que pode efetivamente impactar as chances de crescimento da economia brasileira em 2018 – especialmente dos setores que já vivem a transformação digital e o uso da computação em nuvem como uma base fluida para a inovação nos negócios.

Nos EUA, os data centers usam aproximadamente 2% da energia elétrica gerada no país; um data center típico tem uma intensidade de uso de energia equivalente à de 100 a 200 edifícios comerciais. A boa notícia é que o uso de energia nos data centers mais eficientes pode ser até 80% menor do que o que ocorre com data centers ineficientes (dados do relatório US Department of Energy, 2016).

Para aumentar a eficiência energética do data center, uma das principais frentes de batalha é apostar em serviços e soluções de controle de temperatura (cooling) desenhadas para esta nova era energética. É bom lembrar que, hoje, até 37% do consumo enérgico de um data center pode vir dos sistemas de ar condicionado, infraestrutura essencial para o bom funcionamento do data center e o suporte à continuidade dos negócios dos clientes.

O Velho Mundo e o Novo Mundo na transformação digital das empresas

*Por Alexandro Barsi
03/11/2017 - Ano após ano a tecnologia evolui e aumenta o leque de oportunidades para as empresas, que, por sua vez, devem inovar para não ficar para trás no universo digital. Porém, segundo pesquisa da Enterprise Strategy Group (ESG), apesar de 71% das organizações no mundo concordarem que para manter a competitividade é preciso se transformar digitalmente, apenas 5% delas já estão com esse processo em andamento.

Ser digital já é obrigação no panorama corporativo. É uma visão diferenciada de onde o negócio está e onde quer chegar. Se fosse para fazer uma alusão, seria a transição do Velho Mundo para o Novo Mundo. Quebrar os paradigmas e o tradicionalismo é necessário para que se dê início à conversão, mudando os aspectos da cultura das empresas, a começar pelas pessoas. Só assim o caminho à modernidade será alcançado sem radicalidade e rupturas.

As empresas devem realizar uma análise de todo o cenário atual, possibilitando a definição de estratégias e ações capazes de facilitar essa mudança. Ferramentas que possibilitem que os gestores enxerguem os caminhos a serem seguidos proporcionam maior efetividade e assertividade na tomada de decisões. Além disso, a digitalização faz com os resultados possam ser mensurados por meio de novos indicadores, que ajudam a mostrar qual a melhor trajetória a ser percorrida.

Interação e Controle na Sociedade Digital

*Por Daniel Carrasco
01/11/2017 - A tecnologia e a forma com que a consumimos tem influenciado o nosso comportamento como sociedade. A exposição cada vez mais precoce das novas gerações ao mundo digital influencia a maneira de como nos adaptamos ao nosso presente e a forma com que moldamos o nosso futuro, acelerando o desenvolvimento tecnológico em diversas áreas, o que leva a demanda pela criação de diversos mecanismos para nos manter no controle.

Do conceito de “Colaboração” evoluímos para “Colaboração por meio da Interação”, ou seja, além de habilitar meios ou canais para comunicação, estamos evoluindo para um modelo de interatividade, inicialmente promovido pelo advento das redes sociais, que expandiu a forma como nos comunicamos para além da relação humana, nos levando a interação com eletrodomésticos, carros autônomos, casas inteligentes, entre outros dispositivos conectados (IoT).

A Internet das Coisas (IoT) já representa um mercado interessante no Brasil, tendo movimentado US$ 4,1 bilhões no ano passado, de acordo com um estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e pelo IDC. A tendência é que aumente exponencialmente nos próximos anos, o Gartner estima que até 2020, 20,4 bilhões de dispositivos estarão conectados.

No mundo digital, a cada ação que tomamos esperamos uma resposta ou feedback, para a qual podemos seguir, aceitar ou não, pois a premissa é estarmos no controle da situação.  Entram aqui em ação diversos mecanismos para garantir que este processo seja seguro.

Nesse modelo de alta interatividade, fica difícil prever quais serão as ações e reações, ou a melhor forma de capturar, ou entender o comportamento humano, frente à algumas situações, como a realização de compras, por exemplo.  A aplicação de modelos preditivos para análise de dados em grande quantidade e diversidade (Big Data), se busca sempre estar à frente, por exemplo prevendo como o mercado ira diante de uma oferta de um produto ou serviço.

Marcação de consulta inteligente atrai novos consumidores digitais e aprimora a experiência dos usuários

*Por Wilson Menezes
25/10/2017 - A crescente competitividade do mercado brasileiro de saúde e odontologia acrescida às pressões com custos, riscos e efeitos regulatórios, são desafios a serem enfrentados pelos competidores deste setor. Neste contexto, um ponto crítico para o sucesso das empresas é o atendimento ao cliente, fator preponderante na escolha do provedor de serviços. Uma pesquisa recente realizada pela Microsoft revelou que 97% dos consumidores no mundo dizem que o atendimento ao cliente é importante para sua escolha de uma marca ou serviço. Em um ambiente marcado pela transformação digital e com consumidores cada vez mais exigentes em relação à qualidade do serviço prestado, a tecnologia emerge como grande aliada para ajudar a atrair novos consumidores digitais, aprimorar a experiência dos clientes e aumentar a lucratividade.

Por isso, alguns recursos tecnológicos tornaram-se indispensáveis para as empresas e instituições adequarem-se à era digital. A marcação de consulta inteligente, por exemplo, tem por objetivo facilitar a interação entre o prestador de serviço e o paciente beneficiário e seus dependentes quanto à disponibilidade e marcação de uma consulta, independente do tipo de procedimento, sem a necessidade de ligação telefônica ou presença física, por meio de aplicativos nos dispositivos móveis e na internet. Uma solução que garante um serviço de melhor qualidade, além de otimizar processos e ainda reduzir os custos.

Esse tipo de tecnologia direcionada ao paciente contempla funcionalidades para atender diferentes tipos de solicitação de agendamento, como pedido de agendamento ao prestador, marcação em tempo real de uma agenda disponível do prestador e agendamento reverso - quando o cliente envia para vários prestadores o pedido de agendamento, sendo concluído o agendamento no aceite do primeiro prestador a responder. Estes aplicativos inteligentes de marcação de consulta permitem que o paciente não só acompanhe, mas também altere e cancele seu agendamento. Uma ferramenta prática e eficiente, uma vez que promove ao paciente um horário com seu prestador sem que precise perder horas ao telefone em busca de um atendimento próximo e com data disponível.

Ao oferecer maior disponibilidade de agenda e facilitar o processo de marcação de consulta, as instituições de saúde garantem um diferencial e ampliam sua base de pacientes, que são atraídos pelo perfil online da instituição. Além disso, toda a gestão interna e o atendimento tornam-se mais ágeis, simples e precisos, já que as consultas marcadas online já chegam com os dados do paciente, facilitando a elaboração das fichas e desafogando o telefone. O paciente é tratado com mais atenção em todas as etapas de sua jornada de atendimento.

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