Lacuna de talentos em cibersegurança, um desafio para as empresas e uma oportunidade no mercado de trabalho

*Por Elisa Ball
14/09/2017 - As redes empresariais estão experimentando transformações dramáticas geradas pela utilização de dispositivos pessoais em ambientes de trabalho, Internet das Coisas, implementações de virtualização e de nuvem, entre outras tendências. Promover uma formação adequada em cibersegurança tornou-se uma obrigação na era da economia digital, enquanto os modelos de negócios tradicionais continuam a aumentar sua transformação em interações digitais. As empresas devem ter pessoal capacitado para gerenciar de forma segura a continuidade das operações comerciais, mantendo a confiança de seus clientes. Ao mesmo tempo, as ameaças estão aumentando em prevalência, sofisticação e impacto. A falta de profissionais de cibersegurança poderia literalmente desacelerar nossa economia digital crescente.

É por isso que o setor de cibersegurança oferece uma oportunidade única para estudantes e profissionais que buscam se atualizar constantemente. Segundo a Forbes, a cada ano são criados no mundo um milhão de novos postos de trabalho em cibersegurança e se espera que o número de profissionais requeridos globalmente aumente de cinco a seis milhões em 2019. Qualquer pessoa que tenha tentado contratar um profissional de segurança entende que há uma escassez de pessoas com as habilidades necessárias para planejar, projetar, implementar e administrar uma estratégia de cibersegurança.

O setor de segurança necessita ampliar a capacitação e as certificações necessárias para satisfazer esta demanda crescente, dirigindo-se a candidatos ideais para estas posições como os estudantes universitários. Muitos dos estudantes de hoje em dia já estão familiarizados com os temas relacionados com tecnologia e privacidade, e estão na vanguarda para impulsionar as mudanças que alimentam nossa transição para uma economia digital. A tecnologia é o segundo idioma para muitos deles e, com a orientação adequada, podem proporcionar uma visão única das mentes dos agentes que representam uma ameaça e as ferramentas que estes utilizam.

Entenda o que é segurança colaborativa e qual sua importância na sociedade

*Por Ricardo Luiz
10/09/2017 - O tema da segurança pública é motivo de preocupação de toda a sociedade. Ainda nos deparamos com elevados índices de criminalidade que atingem as pessoas e seus patrimônios das mais variadas formas. Essa questão é, majoritariamente, responsabilidade do Estado, mas é também dever dos cidadãos procurar formas de colaborar com a segurança local, incentivando iniciativas disruptivas.

Cada vez mais pessoas se utilizam da facilidade de acesso à internet e da quantia de dispositivos móveis para intensificar sua voz, demonstrando quais são as reais necessidades da população e agindo de maneira proativa em benefício de todos.

Dessa forma, o conceito de segurança colaborativa pode ser resumido em um conjunto de ações para unir a sociedade em prol de medidas de vigilância em comum. Atualmente, existem diversos instrumentos presentes no mercado que atuam de forma a incentivar a integridade das pessoas em locais específicos. Frente aos crescentes níveis de insegurança já existem propostas que unem iniciativas das diferentes esferas da população, como o City Câmera, da prefeitura de São Paulo, que convocou os moradores da cidade para compartilhar seus circuitos de vigilância no intuito de fortalecer a rede de monitoramento do município.

Qual é o objetivo da Internet das Coisas?

*Por Jhone Estefano dos Santos
04/09/2017 - O termo Internet das Coisas tem sido amplamente utilizado como referência à conexão global de "objetos inteligentes" por meio da estrutura de rede da internet. O conceito também se refere às diversas tecnologias que tornam estas conexões e as aplicações que as utilizam possíveis.

Mas afinal, qual o objetivo da Internet das Coisas?

É o de permitir a comunicação direta entre diversos equipamentos de uso pessoal, bem como entre estes e seus usuários, através de sensores e conexões sem fio.

Esta comunicação permite, entre outras facilidades, o registro contínuo de dados sobre o estado destes objetos durante o seu uso. Um exemplo de aplicação da Internet das coisas são as vestimentas inteligentes que podem se ajustar de acordo com as mudanças de temperatura do ambiente.

Como identificar um objeto inteligente?

Para um objeto ser considerado como inteligente é necessário que atenda aos seguintes requisitos:

- Ser identificável, ou seja, deve ter um nome e um endereço na internet;
- Ter a capacidade de se comunicar (enviar e receber informações a outros dispositivos);
- Interação ao responder de alguma forma as informações recebidas;
- Ter alguma capacidade básica de processamento;
- Possuir algum sensor de fenômenos físicos, como velocidade, luz, calor, eletromagnetismo, radiação, etc.

Inteligência Digital: os desafios da interação com os clientes em um mundo digital

*Por Ivan Joia
01/09/2017 - segmentos de mercado. Os bancos estão migrando para o ambiente digital, oferecendo novos serviços através de autoatendimento nos canais eletrônicos, como sites e aplicativos. As empresas de telecomunicações estão criando novos pacotes e ofertas ajustados aos clientes que consomem mais dados do que os serviços de voz. Já existem seguradoras que estão dispondo de seguros personalizados para cada necessidade, configurada pelo próprio cliente em seu site.

O cliente é o foco do negócio – customer centricity – e tudo é pensado visando gerar a personalização, criando o "segmento de um". Ou seja, cada cliente é único e os serviços, produtos e ofertas devem ser específicos para cada um deles, sem deixar de pensar em rentabilidade do negócio.

Trata-se de realizar análise dos dados provenientes de fontes tradicionais e digitais – online e offline – para gerar ações focadas no cliente. Esta estratégia é conhecida como Inteligência Digital.

Em uma tradução livre, segundo o relatório The Forrester Wave™: Digital Intelligence Platforms, Q2 2017, o Forrester Research define a Inteligência Digital como "a prática de desenvolver uma compreensão holística dos clientes em pontos de contato digitais com o objetivo de otimizar e aperfeiçoar as experiências entregues e as decisões tomadas pelas marcas durante os momentos de engajamento".

Simplificar: a ordem do mundo atual

*Por Gastão Mattos
30/08/2017 - O grande ativista indiano Mahatma Gandhi nem imaginava o quão tornaria atemporal sua célebre frase: "Você deve ser a mudança que você quer para o mundo". Antes de querer mudar o mundo, você deve mudar a si mesmo. É dessa maneira que podemos acompanhar a acelerada transformação que estamos vivenciando.

O telefone demorou 50 anos desde sua criação para alcançar 50 milhões de usuários. O cartão de crédito, 28 anos para atingir o mesmo volume de clientes. Já o Facebook, precisou de apenas três anos para ter 50 milhões de usuários. Esse dinamismo dos tempos modernos implica em adaptação às novas realidades e premissas em todas as dimensões

São vários outros indicadores que sustentam a fantástica instabilidade positiva da transição que vivemos, dada a aceleração evolutiva. O uso de energia elétrica observa crescimento exponencial nas últimas décadas. O mesmo acontece com a população urbana do planeta e o uso de serviços de comunicação e transportes.

Com tantas modificações acontecendo simultaneamente e de forma acelerada, é natural que as pessoas desejem simplificar processos para otimizar seu tempo. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard com mais de 6 mil pessoas constatou que um terço dos entrevistados gastavam dinheiro mensalmente para otimizar o tempo gasto com atividades cotidianas, transferindo estas tarefas para outras pessoas e serviços. Com isso, elas relataram maior satisfação com a vida do que os demais. O Ibope em 2013 já relatava que 35% dos brasileiros afirmavam que não estavam felizes com a maneira que gastavam seu tempo.

Três tecnologias e treinamentos que garantem a integridade de dados virtuais

*Por André Iwase
30/08/2017 - Frente aos ataques cibernéticos, empresas de diferentes setores investem em ações de segurança proteger suas informações

Ameaças virtuais se fazem cada vez mais presentes no cotidiano corporativo. Segundo levantamento realizado pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), ao longo do ano passado o número de incidentes virtuais cresceu 274% no Brasil. Além disso, 39% das empresas apontam perdas financeiras em acidentes cibernéticos e 46% relatam impactos relacionados aos registros de seus clientes.

Com o aumento das ameaças, o investimento em segurança digital torna-se imprescindível. "Em meio ao cenário de tensão e medo que tem se espalhado pela rede, o tema da cibersegurança voltou com força total, expondo os desafios para tornar a internet um ambiente mais seguro para empresas e usuários. Profissionais graduados em Sistemas de Informação, com MBA de Gestão e Tecnologia em Redes de Computadores ou pós-graduação em Cyber Security são cada vez mais visados por grandes corporações", afirma Prof. Rodolfo Avelino, Coordenador da Graduação em Redes de Computadores da Faculdade Impacta, instituição de ensino superior voltada para as áreas de Gestão, Design, Tecnologia da Informação e Mercado Digital.

Além de funcionários capacitados, existem diretrizes que devem ser seguidas. "Para garantir a segurança dos dados, é preciso que algumas ações tornem-se parte da rotina das companhias. Adotar ferramentas de prevenção, para antecipar-se aos riscos, e investir em uma governança corporativa com foco na segurança com treinamentos regulares são algumas das ações que devem ser tomadas."

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