Como tecnologias de controle - como a biometria - podem garantir a segurança das empresas

*Por Cristiano Felicissimo
29/05/2017 - Você já pensou se empresas, bancos e universidades não tivessem o controle de pessoas que entram e saem de seus estabelecimentos diariamente? Esta falha na segurança pode deixar a porta aberta para problemas simples como indivíduos sem registro transitando pelo ambiente, até aos mais graves, como furtos e desvios de informações. Desafio para as empresas, a segurança pessoal e patrimonial pode ser resolvida com o auxílio de soluções tecnológicas como o sistema de controle de acesso, um dos métodos mais utilizados para garantir o monitoramento de espaços corporativos.

Com o propósito de assegurar o fácil e simples acesso às pessoas autorizadas e impedir a entrada das não permitidas, essa solução também consegue controlar e organizar o fluxo de pessoas que transitam pelo local, incluindo horários e a finalidade da visita, por meio de processos de autenticidade, autorização e auditoria.

Implementadas em lugares com grande fluxo de pessoas e com acesso restrito, as ferramentas de controle de acesso estão disponíveis no mercado em diferentes modulações para atender de forma customizada às necessidades de empresas, de acordo com o segmento de atuação, perfil de público e quais áreas serão monitoradas.

No Brasil, apenas 4,5% das startups alcançam 100 clientes

*Por Patrick Negri
28/05/2017 - Com frequência, me perguntam: "Quanto tempo leva para uma startup conseguir cem clientes?". Essa é uma das maiores dúvidas dos empreendedores brasileiros, e a resposta depende de diversos fatores, como mercado de atuação, estágio do produto, tipo de negócio, entre outros.

No caso de empresas de SaaS B2B, são necessários de 6 a 14 meses de vida para alcançar a meta centenária – em média, são 11 meses, com fluxo de 9 clientes por mês. Esse resultado é fruto de levantamento que fiz com meu sócio Marcelo Paez ao compilar os dados anônimos de 500 empresas de SaaS B2B, clientes da iugu.

Mas a verdade é que, no geral, a maioria das startups nunca atinge a marca dos cem clientes. Ao cruzar as informações da nossa pesquisa com as de outros estudos sobre o mercado, descobrimos que a cada 3.000 startups brasileiras, apenas 135 delas (4,5%) conquistam os cem clientes pagantes.

Como podemos ver, manter uma startup funcionando e conquistar os primeiros cem clientes é um dos maiores desafios para o empreendedor no Brasil. Mas o cenário é promissor.

A importância das redes SDN contra ciberataques

*Por Renato Rosseto
27/05/2017 - O número de ameaças cibernéticas está crescendo em progressão geométrica e o recente ataque do WannaCry, que atingiu empresas em mais de 150 países, mostra a ousadia dos cibercriminosos. Cada vez mais sofisticados, os invasores estão se infiltrando na rede interna de organizações, deixando opções limitadas para a defesa das mesmas.

Normalmente, eles direcionam dados sensíveis, sistemas ou pessoas específicas com o objetivo de roubar propriedade intelectual ou até mesmo informações secretas de instituições corporativas e governamentais. Ao fazer isso, os criminosos podem ganhar uma vantagem competitiva injusta nos setores comercial e público.

A complexidade se torna maior à medida que crescem o número de dispositivos e as políticas inconsistentes entre redes. Vale lembrar que hoje, quando é preciso escalar uma rede e adicionar mais dispositivos, praticamente não existe interoperabilidade entre alguns fabricantes. Nestes casos, novos aplicativos e protocolos são desenvolvidos e, além de ser um processo lento, pode inviabilizar a implantação de novas tecnologias em redes já existente. E estes são também os maiores desafios para as redes tradicionais.

No entanto, é preciso lembrar que as redes definidas por softwares (SDN) resolvem esses desafios com a mesma agilidade que a abstração e a virtualização trouxeram à infraestrutura de servidores. E isso porque a arquitetura SDN foi desenvolvida para superar os problemas de switches e roteadores fechados e de softwares proprietários, sem comprometer os serviços.

Blockchain 101: um guia compreensível

*Por Luis Hachich e **Gustavo Cazangi
24/05/2017 - Blockchain pode ser algo complicado de entender e, pior ainda, de explicar. É possível encontrarmos publicações com mais de uma página repleta de frases do tipo "Blockchain é". Nenhuma pode servir. O Blockchain representa muito mais do que uma só frase poderia definir, mesmo assim vamos tentar: Blockchain é o termo que vem sendo utilizado para descrever sistemas descentralizados e distribuídos onde a informação é transferida e armazenada de forma criptografada por todos os participantes do sistema.

Sabe a brincadeira do telefone sem fio? Lembra como era? Uma fila de pessoas, o primeiro cochichava no ouvido do segundo uma frase que era repassada ao próximo e assim por diante... o resultado (e a graça) invariavelmente era a frase sem pé nem cabeça que chegava ao fim da fila.

Mas e se a frase tivesse algo de valor, por exemplo uma senha que dá a você, o último da fila, o direito de sacar R$1000? Não seria nada bom perder essa informação no meio do caminho, e para piorar, vai que alguém da fila resolveu passar a senha errada de propósito e ficar com o seu dinheiro?

Tem como evitar que a senha se perca no meio do caminho? Sim, e é exatamente isso que acontece em um Blockchain. Lá, cada um dos participantes da "brincadeira" respeita uma regra rígida, criptografando a informação recebida de maneira a garantir que o próximo da fila possa confirmar que ela é autêntica, consistente e o melhor: irreversível. Se alguém quebrar a regra e mentir, o próximo vai detectar imediatamente e podemos desconsiderar a informação que está sendo passada.

Inteligência artificial e sistemas cognitivos mudam perfil do atendimento ao cliente

*Por Maurício Visnardi
24/05/2017 - Quando foi a última vez que você pediu apoio ou informação para um agente de contact center e ficou na dúvida se ele poderia realmente ajudá-lo? Houve alguma outra ocasião quando sentiu que o atendimento prestado foi inútil? Certamente gostaríamos que isso não nos ocorresse, mas a realidade é diferente.

Os clientes não apenas sentem-se decepcionados com o mal atendimento, como muitos chegam até mesmo a abandonar a marca para sempre. Para os contact centers é extremamente importante que todas as chamadas feitas garantam satisfação total neste quesito. Isso porque com o uso de sistemas cognitivos e aplicações de Inteligência Artificial para enfrentar esse desafio, algumas ferramentas representam um avanço tecnológico importante e podem render excelentes resultados transformando a percepção negativa que muitas pessoas têm sobre o serviço de atendimento ao cliente.

Essas tecnologias simulam o processamento do pensamento humano e envolvem sistemas de autoaprendizagem utilizando mineração de dados, reconhecimento de padrões e processamento de linguagem natural, entre outros, para imitar a forma como o cérebro humano funciona. Assim, os agentes de contact center podem receber assistência desses avanços tecnológicos durante suas interações ou trabalhar diretamente com os clientes, resultando em uma melhoria da experiência do cliente.

Na verdade, uma maneira de saber se existe intervenção dos sistemas de Inteligência Artificial ou cognitivos durante uma interação é se a resposta é imediata, já que se um ser humano leva tempo para ler e processar, o sistema pode gerenciar em segundos. Além disso, esse conjunto de Inteligência Artificial permite adquirir conhecimento de forma contínua a partir da informação alimentada por meio dos dados do processo de mineração; e também identificar padrões e fazer conexões para fornecer informações precisas e oportunas, antes mesmo de uma solicitação ser feita via omnichannel.

Isso parece indicar que a intervenção humana não mais seria necessária para gerenciar o serviço ao cliente, certo? A resposta é não, porque os estudos têm mostrado que os clientes preferem falar com uma pessoa para ser servido durante toda a interação do que com uma máquina.

Avast atualiza informações sobre o WannaCry: quem foi afetado, quais eram os alvos, como removê-lo e mais

Por Jakub Kroustek
23/05/2017 - Ainda que a sexta-feira dia 12 de Maio não fosse sexta-feira 13, bem que parecia. Computadores em todo o mundo, incluindo os de hospitais e agências governamentais, foram alvo do ransomware WannaCry (também chamado do WanaCrypt0r ou WCry), criando o caos. Até o momento, registramos mais de 250.000 detecções dele em 116 países. Isso significa que mais de 250.000 usuários do Avast foram atingidos pelo ransomware, mas foram protegidos já que o Avast impediu que esse ransomware infectasse os seus computadores. A situação se acalmou e podemos concluir que foi o maior ataque de ransomware da história.

Cerca de 15% dos mais de 400 milhões de usuários do Avast não corrigiram a falha do Windows (MS17-010) que os deixaria vulneráveis a este ataque caso não estivessem protegidos pelo Avast.

Na tarde do dia 12, mais de 50.000 usuários haviam sido alvo do ransomware. No início da madrugada de sábado, o número de detecções já havia crescido para mais de 100.000.

Por onde o WannaCry andou

O Avast detecta todos os componentes do WannaCry - não somente as variantes incluídas no worm (vetor de infecção), mas também aquelas que simplesmente criptografam os arquivos e desaparecem e não infectam outros computadores. O worm é quem determina como o WannaCry se espalha (veja explicação abaixo). Alguns pesquisadores dizem que a disseminação acabou, mas isso só é verdade para esta variante do WannaCry que se espalhou com este worm específico.

Detectamos cerca de 10.000 ataques por hora logo após a crise, o que é realmente um número alto para uma simples família de malware.

Depois que um pesquisador de malwares apertou o botão de desligar (veja adiante neste artigo), o número de detecções diminuiu significativamente até atingir 2.000 por hora, no início da noite de sexta-feira. O número dos ataques vem diminuindo desde aquele momento e esperamos que esta tendência continue assim.

Os 10 países mais atingidos, de acordo com os nossos dados, são (pela ordem): Rússia, Ucrânia, Taiwan, Índia, Brasil, Tailândia, Romênia, Filipinas, Armênia e Paquistão. Mais da metade das tentativas de ataque em toda a nossa base de usuários foi bloqueada na Rússia.

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