Nova era dos mainframes: Como preparar os C-levels das empresas

*Por John H. Yun
29/11/2017 - Durante décadas, a maioria das empresas usaram mainframes para hospedar e executar aplicações de software em seus sistemas. Atualmente, apesar da modernização e avanços da tecnologia, grande parte dos sistemas operacionais continuam armazenados em Mainframes e a linguagem de programação COBOL, sigla do inglês Common Business Oriented Language, resistiu às mudanças e continua integrando a maioria das transações informáticas modernas das empresas.

Identificar a hora de substituir ou modernizar esses sistemas pode ser uma tarefa desafiadora. Algumas organizações, por exemplo, mantêm antigas plataformas em função do custo e da integração. Outros podem ter sistemas e aplicações herdadas de fusões e aquisições. Entretanto, a modernização é fundamental para empresas que querem continuar no mercado na era da transformação digital – seja por competitividade, otimização de processos, ou ambos.

Outro desafio enfrentado pelas empresas se dá quando a área de TI nota que a infraestrutura não está atendendo às expectativas e uma mudança é necessária, porém o C-level não vê necessidade ou não compreende quais são os riscos que a organização corre caso uma nova estrutura seja adotada.

Saber informar de forma transparente quais devem ser as mudanças e estar preparado para possíveis reações deve ser algo trabalhado pela equipe de TI, a fim de que os objetivos de todas as áreas sejam alinhados com o objetivo final da empresa e reflita positivamente nos resultados.

"Vamos manter as coisas como estão"

Se os sistemas não exigem novas funcionalidades no momento, o C-Level pode assumir a abordagem de "por que corrigir o que não está quebrado?". E ele pode estar certo. Vale avaliar o momento da empresa e alinhar as expectativas: é importante lembrar aos executivos que um risco de não modernizar um sistema antigo é que ele se torna mais uma responsabilidade ao longo do tempo, especialmente porque os concorrentes estão sempre se atualizando para aproveitar as tecnologias mais recentes.

Outro risco é que muitos usuários hoje exigem suporte para dispositivos móveis. Os sistemas mais antigos geralmente não são amigáveis para novas interfaces de usuário ou a necessidade de formatação mais flexível.

 

Black Friday: um balanço da edição 2017

*Por Gastão Mattos
28/11/2017 - Chegamos à sétima edição da Black Friday no Brasil com um balanço positivo da história do evento. Ao longo desses sete anos, a data promocional, até então acoplada ao varejo eletrônico, ganhou peso e, de forma perceptível, força até no comércio físico. Lojas de todos os segmentos aderiram à ação e mesmo verticais como bancos, financeiras, e outros serviços se lançaram em campanhas de venda associadas à data.

A origem da Black Friday não tem qualquer relação de significado no Brasil – a sexta-feira após o feriado do Dia de Ação de Graças, que nos EUA sempre é comemorado na última quinta-feira do mês de novembro. Sendo uma tradicional ponte de feriado por lá, e devido à proximidade com dezembro, no qual o Natal é (ou era) a principal data de consumo do ano, os varejistas adotaram o mote da Black Friday para abrir a temporada promocional do final do ano.

No Brasil, trazida em 2010 pelo site Busca Descontos, teve como foco inicial as lojas de comércio eletrônico, que interessadas em "aliviar" o pico de vendas do Natal por dificuldades na logística de entregas, apoiaram a criação do evento desde sua origem. O fato é que a data pegou junto ao público consumidor, a despeito de eventuais exageros ou promoções maquiadas apontadas pela mídia porque, de forma preponderante, o mercado percebeu vantagens nas ofertas, e principalmente porque as grandes lojas tinham e têm interesse estratégico no fomento das vendas no período.

A edição de 2017 foi recorde nos EUA, com os norte-americanos gastando mais de US$ 5 bilhões nas compras do dia, o que representa um aumento de 16,9% em relação a 2016, segundo pesquisa da Adobe Digital Insights. No Brasil, também registramos um recorde no volume de vendas online na sexta-feira, 24 de novembro, o maior da história de mais de 20 anos do comercio eletrônico no país. Na Braspag, envolvemos 100% do nosso efetivo para o evento e registramos um aumento de volume transacional de 125% comparado à edição do ano passado. O pico de vendas ocorreu às 14 horas da sexta-feira, quando foram recebidas quase 100 mil transações no intervalo de uma hora. As vendas no sábado e domingo pós Black Friday também foram recorde, com aumento de 215% e 254%, respectivamente, comparados aos mesmos dias na edição do ano anterior.

TI Híbrida e a ascensão dos negócios digitais

*Por Fabiano Ribeiro
24/11/2017 - As infraestruturas de TI já são reconhecidas como um dos principais pilares de qualquer empresa que queira crescer no mercado. As transformações ao longo dos anos mostram a influência que esse segmento tem de alavancar completamente os negócios de uma organização, melhorando a eficiência e a eficácia dos processos da companhia. Além disso, em diversos e recorrentes casos, as soluções e plataformas digitais relacionadas à infraestrutura de TI promovem a descoberta de novos nichos e viabilizam modelos de operação mais modernos nas empresas.

Entre os principais avanços recentes em infraestrutura de tecnologia, está a TI Híbrida e, em especial a Cloud Híbrida. As organizações estão sendo obrigadas a adotar novas estruturas e abordagens de TI a fim de operarem e gerenciarem seus sistemas legados junto a todos os demais sistemas associados.

A TI Híbrida inicialmente concentrava-se em sistemas operacionais e linguagens de desenvolvimento de aplicações. O próprio termo há alguns anos não era quase difundido e estava relacionado à uma combinação de interoperabilidade (comunicação entre sistemas de forma transparente) e integração, exatamente o oposto do que é considerado hoje. Todo sistema diferente exercia uma função exclusiva no ambiente de computação e a integração era apenas uma necessidade para a troca de dados.

Hoje, a TI Híbrida atingiu todos os aspectos da tecnologia, desde servidores e infraestrutura até aplicativos e dispositivos. O objetivo de seu uso está relacionado à otimização para obter o máximo de benefícios de cada elemento de infraestruturas altamente digitalizadas.

Sua empresa aproveita o máximo da digitalização?

*Por Marcelo Freitas Gomes
23/11/2017 - Com tantas rápidas mudanças no mercado, inovação e transformação digital são termos bastante comentados. Cada vez mais, as empresas procuram formas para se reinventarem. Otimizar processos e encontrar as maneiras mais eficientes para atingir as metas são verdadeiros desafios para as organizações nesse cenário de constantes alterações.

Apesar de tantos comentários e movimentos, ainda são poucas as companhias que levam o discurso para a prática. Todos querem participar da onda de transformação digital, mas poucos conhecem, de fato, o potencial dessa tendência – até por terem muitos dos processos pouco automatizados. A digitalização de documentos, por exemplo, é algo que faz parte do dia a dia de diferentes departamentos. Mas, esse processo é feito de forma eficiente? Como utilizar a tecnologia a favor do negócio de verdade? Com processos simplificados e resultados positivos em menos tempo?

Segundo a PwC, o índice de digitalização no Brasil é de 9%, com estimativa de que até 2020, esse percentual salte para 72%. O crescimento será bastante expressivo e as soluções escolhidas pelas companhias para este fim são as mais diversas: scanners, multifuncionais ou até mesmo smartphones. A solução ideal para o negócio, na verdade, depende do momento da companhia e dos objetivos de negócios atrelados à essa digitalização. É preciso colocar na balança, também, questões como tempo, investimento e qualidade do produto final.

É claro que o legado do papel continua em muitos setores. Mas, empresas de diferentes áreas, como saúde, finanças, educação e jurídica já conseguem se destacar por adotarem softwares capazes de agilizar os processos de digitalização para autenticação e aprovação automática dos documentos. E vão além: adquirem soluções que auxiliam na estruturação dos dados de forma automática. Tudo isso sem comprometer a qualidade e a segurança da informação.

Visão de segurança para profissionais de TI

*Por André Duarte
16/11/2017 - A Tecnologia da Informação teve uma grande expansão nas últimas décadas, focada em aumentar produtividade e competitividade das empresas e das pessoas. Para isso exigiu, e ainda exige, dos profissionais da área, capacidade de criar soluções para problemas complexos. Entretanto, assim como todo crescimento competitivo, chega um momento em que é preciso organizar e amadurecer padrões - sejam eles processos, atividades ou protocolos. Neste contexto, as operações de segurança da informação são as que mais sofreram com a necessidade de crescimento desenfreado e que, por isso, requerem mais trabalho e uma visão de atuação bem diferente do que a TI tradicional.

As equipes de TI

Uma equipe de desenvolvimento de software sob pressão e sem processos bem definidos produz softwares de baixa qualidade. Com a evolução da empresa, começam a ter mais planejamento, pensar na arquitetura da solução, definir padrões e realizar testes de qualidade (QA). Passado mais um tempo, notam a importância de adotarem práticas de DevOps em projetos nos quais precisam da ajuda da operação e da infraestrutura de TI.

O time que cuida da instalação e manutenção de servidores, redes e serviços básicos de TI (ou seja, infraestrutura e operações) em empresas que pensam no crescimento rápido também sofre com recursos e tempos limitados e têm que se virar em soluções para a TI. Com a evolução da empresa, também começam a ter mais planejamento, controle e definir padrões, além de participarem dos projetos com a equipe de desenvolvimento de software. Entretanto, não se pode esquecer da segurança da informação nestas atividades.

Hoje ainda é difícil ver um profissional focado em segurança da informação em uma empresa que trabalha com DevOps. Mas é necessário? Um profissional de desenvolvimento ou operação e infraestrutura conseguiria atender essa demanda? A questão é que o modo de pensar e ver as coisas é bem diferente do que os profissionais mencionados anteriormente. Como dito, estes atuam em criar soluções. O profissional de segurança foca em mitigar ou eliminar os riscos.

O profissional de segurança da informação trabalha para mitigar riscos de eventos que possam comprometer a disponibilidade, integridade e confidencialidade de informações. Ele não precisa ser um expert em TI, mas ter alguns conhecimentos específicos nesta área para entender como proteger dados. Por exemplo: este analista deve saber sobre teoria de redes de computadores, seus protocolos e suas boas práticas; assim como deve saber também sobre sistemas operacionais e como funcionam, além do contínuo aprendizado sobre novas formas de comprometimento de informações e como evitá-las.

Conheça quatro tecnologias essenciais para empresas de serviços públicos

Por Alexsandro Labbate
15/11/2017 - Conhecer as principais tendências tecnológicas é crucial para que as empresas consigam se destacar em um mercado cada vez mais competitivo. Embora as empresas de serviços públicos não enfrentem pressões competitivas semelhantes a outros segmentos, elas também precisam focar na satisfação do cliente e entregar serviços com qualidade cada vez melhor. Essas organizações enfrentam problemas e necessitam de soluções capazes de lidar com os desafios de uma infraestrutura antiga, de conformidade regulatória, de diminuição de custos operacionais e de otimização de recursos.

Em 2017 o país voltou a receber investimentos no setor elétrico. Nos primeiros três meses do ano, o ingresso de capital estrangeiro atingiu US$ 5,560 bilhões, quase o dobro do total registrado em todo o ano de 2016. Além disso, o governo federal anunciou que pretende concluir a reforma proposta para a regulamentação do setor elétrico até o início de 2018, o que deve impulsionar ainda mais o mercado.

De um modo geral, as empresas do setor público, historicamente, são avessas ao risco e, portanto, mais lentas na adoção de novas tecnologias. Porém, algumas destas tendências tecnológicas incorporam comportamentos e mudanças importantes que impactam diretamente o segmento.

Internet das Coisas (IoT)

Os consumidores estão cada vez mais familiarizados ​​com luzes conectadas, termostatos e outros dispositivos inteligentes em suas casas. Além disso, com a ajuda de aplicativos e dispositivos como o Amazon Echo, há uma crescente expectativa de conectividade entre todas as coisas. Em algumas partes da Europa e do Reino Unido, por exemplo, existe a possibilidade de instalação de medidores inteligentes em cada casa para captar com maior precisão os dados de uso de energia em tempo real, auxiliando os fornecedores a atender melhor a demanda e ajudando os consumidores a economizarem.

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