O Supply Chain ainda não passou pela transformação digital

Digitalização precisa começar agora, a fim de apoiar empresas na redução da complexidade e aumentar a visibilidade de todas as etapas do processo produtivo

Por Gabriel Lobitsky
12/06/2017 - Em um mundo cada vez mais globalizado, a excelência operacional é um bem necessário. E, quando falamos em Brasil, com sua imensa extensão territorial e um nível de complexidade e burocracias que acompanham o tamanho do País, a entrada de processos digitalizados em alguns setores da indústria geram inúmeros desafios.

Nas empresas em que os processos operacionais são geridos separada e manualmente, como em áreas de recebimento, distribuição e logística, o profissional de Supply Chain trabalha de forma reativa na resolução de problemas e não consegue colocar todos os esforços necessários em transformação digital. Com isso, muitas empresas perdem tempo apagando incêndios, enquanto lutam para reduzir custos e melhorar a eficiência operacional com softwares desconexos e até mesmo planilhas. Com a complexidade do supply chain, o planejamento fica comprometido, e as empresas perdem tempo e produtividade – o que frustra, e muito, o bom andamento dos negócios.

Tecnologia de menos e complexidade demais

Ao falar sobre cadeia estendida, vale lembrar o papel da tecnologia em apoiar a área de supply chain a ganhar confiança e gerar valor para os envolvidos no processo – do varejista ao parceiro. Afinal, as mais recentes inovações são a prova disso.

Nuvem, Big data, Internet das Coisas, Business Intelligence e Analytics estão aí para apoiar empresas tradicionais de setores sensíveis, como o varejo, automotivo, eletro e eletrônico, que fazem a locomotiva Brasil girar e esbarram em processos lineares da gestão da cadeia de suprimentos. Essas tecnologias permitem analisar o cenário em que as empresas estão inseridas, melhorar a visibilidade de todos os processos produtivos da cadeia, e até prever quais imprevistos podem gerar improdutividade e atrasos. Dessa forma, as organizações conseguem dimensionar melhor o fluxo de trabalho, além de ter uma visão abrangente do processo como um todo.

Transformação Digital não é sobre tecnologia e está ligado às pessoas

*Por Wellington Alves
07/06/2017 - Ser ágil, ter um bom atendimento e oferecer opções digitais são demandas corriqueiras no cenário atual. Se antes as pessoas iam até um laboratório buscar o resultado de um exame de sangue, hoje elas buscam esse mesmo resultado on-line. Se antes iam até uma agência de viagens para escolher o destino das suas próximas férias, hoje elas pesquisam tudo na Internet e só passam na agência para ver se conseguem uma oferta melhor. Até mesmo as empresas que, aparentemente, não trabalham com tecnologia estão cada vez mais dependentes dela. Essa mudança no mercado aconteceu porque os consumidores mudaram. Exigentes e antenados, eles não vêem com bons olhos empresas que ainda não conquistaram seu espaço na era digital.

Hoje o papel da TI vai muito além de manter as luzes acesas. A tecnologia está presente em todos os mercados, o que não faz mais dela um diferencial. O que ela pode oferecer a mais é que realmente irá fazer a diferença. Um caso clássico, e que para alguns pesquisadores serve de marco para o início da Transformação Digital, é o caso Blockbuster x Netflix. Quem imaginaria que uma gigante como a Blockbuster, presente em cada esquina em mais de 90 países, poderia um dia falir? Ela tinha nome, credibilidade, serviço de qualidade, mas pecou na falta de inovação. A Netflix, por outro lado, nasceu como uma pequena empresa que enviava DVDs para a casa do cliente, primeiro com pagamento por filme e depois por um valor mensal. Em 2000, ela chegou a ser oferecida para a Blockbuster, que recusou a oferta. A gigante não acreditou que as pessoas alugariam filmes sem ter a experiência de ir até a loja, tocar na caixinha, ler a sinopse... Um grande erro. O grande trunfo da Netflix foi perceber que o que as pessoas querem não é o produto físico e sim a facilidade de escolher um filme a qualquer momento e poder se divertir com ele.

A Transformação Digital exige que CEOs e CIOs entendam qual é a verdadeira razão dos seus negócios. A ideia principal não é vender tecnologia, mas entender tudo o que pode ser melhorado e otimizado através do digital. Por isso é importante destacar que, apesar de precursoras do processo, as empresas de tecnologia não são as únicas afetadas por essa transformação. Todas as empresas precisam ter essa visão e apostar naquilo que podem colocá-las como pioneiras no mercado. Se não, corre-se o risco de ser mais uma Blockbuster: uma gigante que navegava confortável no seu mercado, mas que foi engolida pela Transformação Digital.

Realidade Virtual e lentes de contato inteligentes: são coisas do futuro ou já é uma realidade?

*Por Luiz Alexandre Castanha
06/06/2017 - Se quando você pensa em Realidade Virtual, imagina algo distante no futuro, tenho uma novidade para contar: você está atrasado. A Realidade Virtual e a Aumentada já formam um mercado que movimenta 5,2 bilhões de dólares. Os grandes nomes da tecnologia, como Google e Facebook, já estão aplicando a Realidade Virtual nos seus novos negócios e a expectativa é que, em 2020, essas tecnologias movimentem cerca de 162 bilhões de dólares, segundo dados da consultoria IDC.

Felizmente, o mercado brasileiro já mostra sinais de que está atento à nova tendência. Há algumas semanas, tive a oportunidade de participar de um painel sobre o assunto no 16º Tela Viva Móvel, em São Paulo. O evento teve como foco a tecnologia mobile, e a Realidade Virtual foi um dos grandes temas do encontro. Participaram do painel representantes das empresas Samsung, Qualcomm e mobCONTENT e Beenoculus, sendo que todas já estão apostando nessa tecnologia.

Dos grandes players, o Google talvez tenha sido um dos mais ousados, arrisco dizer. Todos devem lembrar do Google Glass, óculos de Realidade Aumentada, que apesar de muito interessante, enfrentou uma certa rejeição do público. Na verdade muitas pessoas queriam utilizá-lo e gostaram de como ele funcionava. Mas o gadget causava um certo medo nas pessoas ao redor, que ficavam com medo da possibilidade de estarem sendo gravadas.

Apesar de funcionarem bem, a tecnologia da Realidade Virtual já vê os óculos inteligentes como uma etapa passada. Hoje a pesquisa gira em torno das lentes de contato inteligentes. Elas seriam muito mais práticas, discretas e possibilitariam experiências em primeira pessoa muito mais realistas.

Brasil é o 8º mercado de OTT do mundo. Como isso impacta seus negócios?

*Por Gustavo Caetano
05/06/2017 - Você sabia que o Brasil, hoje, é considerado o 8º mercado de OTT (Over the Top) no mundo? Segundo pesquisa realizada pela consultora Frost & Sullivan, a demanda OTT, em 2018, deverá aumentar consideravelmente devido ao uso de novas tecnologias. Para se ter uma ideia, em 2013, a receita do mercado de vídeo OTT chegou a marca de US$ 96 milhões, e a projeção para 2018 é que atinja US$ 783 milhões.

Esses números comprovam que o mercado de OTT tem aumentado à medida que o de TV por assinatura tem diminuído. Ainda segundo a pesquisa, a TV paga, por exemplo, apresentou uma queda de 100,9 milhões de domicílios para 97,1 milhões, enquanto o vídeo OTT cresceu de 28 milhões para 50,3 milhões. No Brasil, o cenário não é diferente. O número de assinantes de TV Paga tem diminuído a cada dia por inúmeras razões. Uma delas, segundo a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), é a crise financeira, já que muitos dos assinantes pagam um valor alto por vários canais, que na maioria das vezes, não são assistidos.

Todo esse cenário corrobora para a popularização dos serviços de OTT, que nada mais são que entrega de conteúdo audiovisual e também de outras mídias por meio da internet. Esses serviços oferecem inúmeros benefícios, como a facilidade de acesso, consumo de conteúdo em múltiplas telas, além de um preço mais acessível. Tudo isso sem contar a autonomia que o telespectador tem de parar para assistir somente aquilo que deseja.

Observando esse ciclo, os grandes produtores de conteúdo têm buscado se adequar à realidade, ou seja, investir em serviços via streaming, como é o caso da Globo, que proporciona aos assinantes o GloboPlay e o GlobosatPlay. A Igreja Universal, por exemplo, também passou a investir em conteúdos digitais e lançou o Univer Video, um canal que distribui vídeos cristãos para um público que busca por esse tipo de conteúdo.

O Dilema do Database: Como escolher o melhor banco de dados?

Prós, contras e considerações para as várias opções de implementação para trabalhos por meio de banco de dados

*Por Franco Rizzo
02/06/2017 - O termo "nuvem" é tão onipresente que significa coisas diferentes para todos. Para isso, vamos defini-lo em relação à infraestrutura: a nuvem é a capacidade de auto provisionamento de um subconjunto de computação disponível / rede / armazenamento para atender uma necessidade de negócio específico, por meio da virtualização (IaaS).

No que diz respeito às aplicações, a nuvem é baseada em browser, acesso a um aplicativo (SaaS), e, mais importante, o modelo de consumo é baseado no pagamento de acordo com o consumo desses serviços. Essa característica causou grande perturbação nos modelos tradicionais de tecnologia.

Ocorreu uma mudança de paradigma na tecnologia cliente-servidor. Assim como o mainframe se transformou para o modelo de mini computação, que o levou ao modelo cliente-servidor, cloud computing e Amazon Web Services (AWS), a capacidade da nuvem de estar onipresente é a próxima fase na evolução da TI. Nesta etapa, os aplicativos, dados e serviços serão movidos para a ponta do data center corporativo.

Muitas opções para o CIO que deseja diminuir o gasto com TI e reduzir os riscos

· Deslocar o orçamento e funcionalidade direta para os negócios (Shadow IT) e capacitar o uso de opções públicas da nuvem
· Mudar para um serviço gerenciado, com nuvem privada
· Criar uma nuvem privada com capacidade de expansão para nuvem pública (ou seja, nuvem híbrida)
· Mudar 100% para um provedor de nuvem pública gerenciado com um departamento de TI menor

Cada uma das opções listadas acima vem com prós e contras. Com todas as alternativas de banco de dados disponíveis, pode ser difícil determinar qual é a melhor solução para uma empresa.

As questões mais importantes e que devem ser levadas em consideração são o desempenho, a segurança e a conformidade. Então, quais as melhores práticas para estratégias de gerenciamento de banco de dados para cada opção de implementação para gerenciar essas prioridades?

Como a tecnologia está melhorando a relação cliente x banco ao redor do mundo

Exigência do consumidor por serviços mais personalizados e competição com Fintechs devem transformar operação de grandes instituições financeiras.

Por Fausto Novaes
01/06/2017 - O sistema financeiro internacional está passando por um processo de transformação intenso, tanto do ponto de vista de gestão de capital quanto de gestão do cliente. As exigências feitas pelos principais reguladores para uma gestão mais eficaz da "saúde" financeiras dos bancos (ex. Basiléia II/III, IRFS 9, CCAR, dentre outras) agora se unem às exigências de seus clientes para uma melhor experiência de consumo de serviços e produtos financeiros. A união dessas duas novas demandas no setor começa a preocupar grandes instituições que, a partir de agora, precisam de ações mais detalhadas e integradas em seus processos diários, principalmente no que se diz respeito a gestão de Cliente/Portfólio.

Esse novo padrão de Customer Experience já mostra seus primeiros impactos no setor financeiro: o surgimento das Fintechs, empresas que por meio da inovação e "simplicidade" de suas interações acabam oferecendo produtos mais focados no consumidor, atrelados a tarifas de serviços mais competitivas. Passando do campo das idéias para o concreto, a operação dessas Fintechs começa a incomodar os grandes bancos exigindo dos mesmos uma ação mais pro-ativa em relação ao entendimento e modernização de sua operação, proporcionando uma melhor experiencia dos clientes em suas respectivas operações.

Esse processo de modernização das interações e oferta de novos serviços financeiros não é uma tarefa tão simples assim. Apesar das grandes instituições financeiras contarem com um 'punch' de capital muito maior do que as Fintechs, sabemos que os bancos nasceram com uma visão voltada 'a produto' e agora o desafio é mudar para o 'foco no cliente'. Por outro lado, as Fintechs vêm de uma estruturação e oferta de serviços mais voltada as necessidades dos indivíduos, usando a tecnologia para facilitar todo o relacionamento dentro do contexto de consumos de produtos financeiros. Para entrar nessa nova onda das "Fintechs", é necessário que as grandes instituições financeiras mudem seu mindset, deixando para trás práticas com foco somente em transações (produto), para adotar a análise de interações (cliente).

Se você acha que a diferença está só na nomenclatura, não se engane: instituições internacionais que passaram a analisar todas as interações de seus clientes com o banco, independentemente do canal utilizado, perceberam que essa prática permite que se construa uma visão diferenciada do comportamento dos clientes relativos a diferentes questões de negócios, como por exemplo abandono (Churn), propensão de compras, fraudes, CSI (Customer Satisfaction Index), entre outras demandas. O segredo de uma estratégia voltada ao cliente é a análise sistêmica dessas interações, chamadas de padrões de comportamento (na nomenclatura em inglês PATH Analysis) em que uma interação baseada em um evento de negócios pode começar no ATM, passar pela agência e terminar no celular, por exemplo. O resultado dessas análises diárias é o chamado Customer Journey, processo pelo qual permite ao banco conhecer melhor o caminho percorrido pelo seu cliente oferecendo produtos e serviços que realmente façam diferença na vida dessa pessoa. Este entendimento permite não somente melhorar a colocação dos produtos financeiros como também ajustar como o banco deveria se comportar em sua operção de Multi-Channel.

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