Evolução ou transformação digital? O que o Supply Chain deve esperar de 2018

Não que a transformação digital tenha perdido a relevância, mas é preciso analisar a maturidade do setor e a sua evolução tecnológica no cenário brasileiro

*Gabriel Lobitsky
19/02/2018 - Parece que o buzz em torno da transformação digital veio e passou, e agora outros assuntos tão relevantes quanto esse, como blockchain e inteligência artificial, ganham o noticiário. No entanto, a transformação digital não perdeu a relevância, mas precisamos analisar o andamento e maturidade dessa tal 'transformação' no supply chain brasileiro. A verdade é que a maioria das empresas se deram conta que ela não é como um interruptor, que basta apertar, se conectar automaticamente e compartilhar os dados de negócios, fornecedores, parceiros comerciais, e de tudo o que está acontecendo no supply chain físico.

A verdade é que o Brasil é um País rico e com ampla extensão territorial, por outro lado, essa riqueza traz inúmeros desafios e burocracias para o setor de Supply Chain, como a quantidade de documentos necessários para a liberação e transporte de uma mercadoria via terrestre, marítimo ou até mesmo aéreo. A visibilidade completa da cadeia de suprimentos é um sonho possível, mas que requer organização e mudanças graduais nos processos internos para garantir, ao menos, mais eficiência e otimização do tempo – e esses, acreditem, são os melhores ativos para as empresas do setor.

A palavra transformação na língua portuguesa significa "qualquer tipo de alteração que modifica ou dá uma nova forma a algo". No entanto, quando falamos em transportes, logística, ou qualquer outro setor que lide com as burocracias 'naturais' da Cadeia de Suprimentos, as mudanças acontecem aos poucos e a tal 'transformação digital', em algumas empresas, pode demorar mais que em outras. Por isso, a melhor forma de descrever esse movimento de adoção gradual de tecnologias que as empresas brasileiras estão passando seria chamando de 'evolução digital'. Ou seja, um processo natural que está em andamento, não uma mudança instantânea que transforma, do dia para a noite, a forma de trabalhar.

Claro que o setor está se transformando e investindo, aos poucos, em tecnologias. E essa é uma necessidade desse século, e, principalmente, dessa década. Uma prova disso é uma pesquisa da BMC, que afirma que 73% dos decisores de TI acreditam que a automação de processos operacionais será uma demanda obrigatória esse ano. E, as empresas que não focarem em tornar seus negócios mais digitais nos próximos cinco anos, não sobreviverão nos próximos dez.

Há décadas, a área de Supply Chain tem incluído diferentes tipos de inovações para melhorar seus processos. No passado, era o EDI e código de barras, e nos últimos anos surgiram as mais avançadas tecnologias que incluem robótica e/ou Internet das Coisas. Mesmo com a natural dificuldade de conectar essas tecnologias às quatro paredes das organizações físicas – o que veremos em 2018 é uma tempestade perfeita de busca de conectividade e poder computacional na nuvem – o que pode implicar em um grande avanço para os negócios das cadeias de suprimento.

Oito tendências da Segurança Digital para 2018

*Por Bruno Prado
16/02/2018 - O ano de 2018 começou em ebulição no mundo da Tecnologia com a descoberta das falhas Meltdown e Spectre, que afetaram quase todos os processadores produzidos e utilizados nos últimos dez anos. O fato é que esse foi só um aperitivo do que ainda pode vir nos próximos doze meses. Mas o novo ciclo não traz só ameaças, novas alternativas e soluções de segurança da informação estão surgindo, que permitirão com que os usuários e empresas se defendam dos hackers em condições mais justas. Veja a seguir sete tendências:

Falhas e correções

Os gigantes da Tecnologia provavelmente continuarão sendo expostos após identificações de falhas em seus produtos e serviços. Isso provavelmente acontecerá devido a uma crescente guerra cibernética que surge, em que hackers dedicam todo o tempo – muitas vezes, apoiados por governos – em busca de brechas que impliquem em ofensivas que tragam consequências em escalas cada vez maiores e impactem a vida dos cidadãos comuns, como fez o WannaCry em 2017. O lado bom é que as empresas também têm investido nos "hackers do bem", os pentesters, que são contratados para investigar a infraestrutura da própria organização, a fim de corrigir eventuais erros antes que os mesmos cheguem ao público.

Tentativas de golpes

Lojas virtuais clonadas, aplicativos falsos, promoções enganosas. O usuário comum estará em contato com práticas fraudulentas cada vez mais elaboradas, que visam a interceptar dados pessoais e financeiros. Portanto, o cuidado terá que ser redobrado antes de baixar um app, instalar um jogo ou acessar um site ou link, especialmente no WhatsApp, onde golpes estão sendo viralizados em forma de promoções ou promessas de facilitação de transações bancárias. Outro costume do cidadão conectado é a utilização de wi-fi e tomadas em locais públicos, que estão sendo hackeadas por gangues especializadas. Especialmente para hóspedes de hotéis, um modem portátil e um power bank poderão evitar transtornos.

Fake News

Em ano de eleições, o surgimento de novas mídias independentes e o aumento do consumo de conteúdo e de notícias pelas redes sociais deve proporcionar debates ainda mais acalorados e polarizados entre os eleitores. Diante disso, partidos e candidatos vão investir pesado em ações de marketing de guerrilha por meio da viralização de informações duvidosas através robôs (bots) com perfis falsos, que poderão gerar ainda mais polêmica entre os usuários. Nessas horas, não há defesa melhor do que a cautela, a razão e o bom senso antes de acreditar em tudo o que se lê, para evitar desgastes com amigos, parentes e seguidores.

Desvende como a Inteligência Artificial pode otimizar a área de compras

*Por Rui David
31/01/2018 - Não há dúvidas que a Inteligência Artificial (IA) veio para ficar. Com diversas aplicações e com um avanço mais rápido de ferramentas e técnicas para análise de dados e machine learning, é quase unânime a aderência do mercado para a tecnologia que sozinha pode checar a US$ 2,9 trilhões em oportunidades e geração de valor para as empresas até 2021, segundo estimativa do Gartner.
Na área de compras não é diferente. Tal inovação é uma grande aliada dos gestores dos departamentos de supply chain, e as oportunidades vindas da adoção de soluções arrojadas são muitas, tanto na automação de processos quanto nas previsões de demandas mais assertivas. Conheça quatro maneiras que a Inteligência Artificial impacta a área de compras nas empresas:

1. Previsão da demanda com maior eficiência

Um dos principais desafios da área de compras é atender às demandas que surgem de diferentes origens. Uma companhia que monitora constantemente os pedidos realizados pode utilizar uma ferramenta de IA que reconheça padrões de consumo e analise o histórico de determinada área ou setor. Assim, é possível comparar a lista de solicitações com o que está sendo processado em tempo real e fazer estimativas mais realistas sobre o custo previsto para uma compra ou até quando haverá uma nova demanda.
É importante lembrar que uma das premissas para que a IA gere resultados relevantes é garantir o acesso a um banco de dados atualizado e alimentado com informações novas em tempo real, pois dessa maneira as tomadas de decisão são eficientes e mais ágeis.

2018: é hora de mudar e consumir infraestrutura de TI como serviço

*Por Silnei Kravaski
30/01/2018 - A forma de consumir TI está mudando e isso é fato. Flexibilidade é a palavra da vez e na medida em que as áreas de tecnologia ganham espaço e importância dentro das organizações, surge também uma série de questionamentos a respeito da melhor forma de maximizar os recursos, não só financeiros como também humanos, investidos na gestão da infraestrutura de TI. Com um novo ano começando, talvez seja o momento de refletir se não é a hora também de ser disruptivo e mudar a forma como sua empresa tem consumido TI.

Segundo o IDC, 80% do tempo das equipes de TI é despendido erroneamente com atividades operacionais e rotineiras, como, por exemplo, reuniões e na gestão da infraestrutura propriamente dita (provisionamento de armazenamento, servidor e rede, monitoramento e soluções de problemas, entre outros). Por outro lado, apenas 14,5% do tempo disponível relacionam-se à inovação e aos novos projetos. Essa conta é no mínimo contraditória e é nesse sentido que emergem os conceitos de TI Flexível e de utilização de infraestrutura de TI como serviço, que se configuram como protagonistas nessa mudança de como se consome TI. Mas, o que é isso? Quais as vantagens?

Vamos às respostas: TI Flexível é um serviço de infraestrutura escalável no qual o cliente paga apenas pelo o que usar (Opex). O modelo oferece uma plataforma expansível de TI e instalações para dimensionamento eficiente, de forma modular, o que deixa o cliente pronto para crescer conforme as necessidades de seu negócio. O ponto chave é que a empresa já consegue obter um ganho tecnológico e financeiro logo de cara, afinal não é preciso esperar meses para a expansão da infraestrutura de TI, uma vez que, o pagamento baseia-se no consumo e alinha o fluxo de caixa ao uso da capacidade real.

Os desafios da transformação digital no setor financeiro

É preciso contar com a tecnologia para apoiar a gestão de riscos, crescimento da receita e networking entre líderes empresariais

*Por Gabriel Lobitsky
30/01/2018 - Computação em nuvem, automação de processos robotizados, inteligência artificial e aprendizagem de máquina. Uma nova classe de disruptores digitais está transformando a área de finanças e deixando os CFOs mais conectados do que nunca. Com isso, aumenta a quantidade de desafios, pois é preciso encontrar novas formas de participar, se conectar a líderes empresariais, gerar resultados de receita e gerenciar riscos. No entanto, mesmo com tantas tecnologias disponíveis, estamos bem longe de ver os robôs governando Wall Street e CFOs tradicionais serem substituídos pela máquina.

Mas o que boa parte dos analistas concorda é que a tecnologia desempenhará um papel fundamental no aumento da velocidade e na eficiência das tarefas relacionadas às finanças, facilitando o acesso a informações para tomada de decisão. E, embora estejam em alerta, reimaginando seus papeis frente às disrupções digitais, os CFOs começam a enxergar a tecnologia como uma aliada, principalmente nesse período de aumento do volume de dados.

Mudança fundamental

De fato, as disrupções digitais têm dado às finanças uma oportunidade única para melhorar a produtividade e a qualidade em todo o negócio. Uma pesquisa da consultoria EY com 769 CFOs e líderes de finanças de 32 países mostrou que 69% dos entrevistados acreditam que o papel do líder de finanças está passando por uma mudança, e as tarefas tradicionais são automatizadas ou gerenciados em centros de serviços compartilhados.

No entanto, para usufruir de todo o potencial da transformação digital, as organizações financeiras devem seguir o caminho da crescente demanda por locais de trabalho digitais, implantações flexíveis em nuvem e colaboração entre áreas e departamentos. Uma estratégia digital em negrito deve permitir que os profissionais de finanças compartilhem informações, tomem decisões conectadas e baseadas em dados.

O que esperar para o futuro dos chatbots?

*Por Denis Strum
30/01/2018 - Não há como falar em tecnologia para e-commerce sem abordar os chatbots, que figuraram como forte tendência em 2017 e seguirão na mesma toada nos próximos anos. Não à toa. Pesquisa realizada pela Gartner mostra que até 2019, 20% das marcas abandonarão seus aplicativos móveis devido ao excesso de aplicativos e o alto custo com manutenção e suporte, e até 2020, as pessoas conversarão mais com os chatbots do que com seus cônjuges.

A previsão pode parecer um tanto quanto exagerada, mas a verdade é que os chatbots fazem parte da vida do negócio, principalmente dos e-commerces, com soluções eficientes capazes de maximizar o trabalho de áreas como vendas, atendimento, comunicação interna e cobrança.

Mas para que os resultados sejam assertivos, eficientes e não ganhem uma conotação negativa, é primordial que o chatbot seja bem-estruturado do ponto de vista técnico. É preciso analisar aspectos, como: se está de acordo com a estratégia da empresa, se há um redirecionamento de usuários não atendidos por chatbots, se existem investimentos em melhorias contínuas e se testes são adotados para determinar a capacidade do software, entre outros.

Em 2017 já vimos uma forte humanização dos chatbots por parte das empresas, cujo intuito é apenas um: estreitar o relacionamento do consumidor com a marca, ao tornar o atendimento virtual mais parecido com o contato humano. Ou seja, não basta somente oferecer suporte on-line, mas é necessário munir todo o sistema com um apoio personalizado, que fique bem distante de algo frio ou impessoal.

 

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