Estrutura de licenciamento flexível é alternativa para reduzir custos e focar em inovação

*Por Franco Rizzo
22/02/2018 - Muitas empresas utilizam a estratégia de investir os lucros de seus produtos em inovações. Um bom exemplo disso, é a Apple – o sucesso de vendas de seus desktops e notebooks permitiu que a companhia destinasse a receita gerada na idealização de novos dispositivos, o que deu origem ao iPhone, sucesso de vendas da empresa e referência no mercado de smartphones.

De acordo com o Gartner, para tornar-se verdadeiramente inovadora e aumentar os lucros, as organizações devem estabelecer uma nova estratégia para aplicações de negócios que atendam ao desejo de usar a tecnologia. Tudo isso para desenvolver um ecossistema sustentável capaz de impulsionar novos processos inovadores, ao mesmo tempo em que oferece um ambiente seguro e econômico para suportar os principais processos de negócios.

Esse tipo de estratégia pode ser bem sucedido para qualquer empresa que procure acelerar a inovação. Aplicações e produtos personalizados são a chave para diferenciar uma empresa de seus concorrentes - mas isso requer investimentos, que muitas vezes são destinados para o financiamento de processos de negócios básicos, o que pode prejudicar o potencial inovador de muitas empresas.

Processos essenciais, custos excessivos

Os processos se diferem de acordo com a indústria e a necessidade de cada organização, porém, o banco de dados é a espinha dorsal na infraestrutura – seja ela qual for. Com a realidade da virtualização, muitas companhias acabam por utilizar apenas alguns dos serviços de processamento disponíveis em seus servidores. O custo, entretanto, não é baixo, e a medida em que as infraestruturas de nuvem privadas e híbridas se tornam mais populares, os CFOs acabam prestando mais atenção aos custos operacionais dos bancos de dados que inflam os orçamentos de TI – já que muitos ainda pagam pela capacidade total do servidor e os usuários podem entrar em um ciclo vicioso onde o suporte e manutenção aumentam ano após ano.

Outro erro comum que podemos citar é que muitas das licenças do banco de dados que são adquiridos se baseiam na capacidade total do servidor, enquanto se utiliza apenas uma porcentagem do poder de processamento disponível. Tal comportamento pode resultar em uma despesa de banco de dados desproporcional aos benefícios recebidos, consumindo dólares preciosos que poderiam ser melhor gastos com a inovação de TI.

Vírus em apps e jogos infantis deixam crianças vulneráveis a conteúdos inapropriados

*Por Bruno Prado
22/02/2018 - Com a diversidade de modelos e valores acessíveis, crianças e adolescentes utilizam cada vez mais smartphones para realizar pesquisas, jogar e navegar pela internet. Segundo pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, que estuda e organiza a rede de computadores no país, 91% dos jovens entre 9 e 17 anos que utilizam a internet acessam pelo celular. O problema, no entanto, reside no conteúdo sobre o qual essa faixa etária está exposta.

Recentemente, a CheckPoint, empresa israelense de segurança digital, descobriu um novo tipo de malware chamado AdultSwine, vírus encontrado em diversos aplicativos da Google Play Store, presente no sistema operacional Android. Esses apps eram, em sua maioria, voltados para crianças e, devido ao código malicioso, exibiam propagandas pornográficas.

Além das imagens inapropriadas, o AdultSwine também utilizava os apps para mostrar assinaturas de serviços falsos e encorajar a instalação de softwares, como antivírus, prometendo aumentar o desempenho do celular. De acordo com estimativa da companhia de segurança, os aplicativos podem ter sido baixados até sete milhões de vezes, infectando milhões de dispositivos.

Para atrair o público infantil, o malware utilizava nomes e personagens conhecidos para chamar a atenção da garotada que, devido à falta de supervisão e de orientação, ficava desprotegida em relação a anúncios de cunho pornográfico, alertas de vírus e propostas de assinatura de serviços premium.

O AdultSwine era, por si só, capaz de atuar de maneira inteligente. Para evitar suspeitas, o vírus não mostrava as propagandas em redes sociais. Assim, o público impactado era apenas os que abriam os jogos e aplicativos infantis, ou seja, as próprias crianças.

5 dicas para disseminar a inteligência analítica por toda a organização

*Por Phong Lee
22/02/2018 - Qual o papel do CFO na disseminação da inteligência analítica nas organizações? Essa é uma pergunta que temos ouvido bastante em nosso dia a dia e que recentemente discuti com outros profissionais que estão à frente de áreas financeiras em empresas ao redor do mundo. Por isso, decidi compartilhar minha visão e a correlação direta entre transparência e rentabilidade, e também a respeito de como a democratização dos dados e adoção de análises e mobilidade são pontos de missão crítica para melhorar a eficiência organizacional.

Tenho total convicção de que as empresas que serão bem sucedidas no futuro são as que utilizam dados para inovar seus processos. Por isso, decidimos beber do nosso próprio champagne e usamos a nossa plataforma de analytics para impulsionar nosso negócio. E os resultados foram positivos. Em 2017, aumentamos a margem operacional de zero para 25%. Embora haja trabalho a ser feito e a jornada continue, acho importante elencar os cincos elementos que embasaram essa estratégia.

1. Prestação de contas

Atribuir responsabilidades e fazer com que todos tenham consciência da importância do seu papel para a organização foi parte importante deste processo. Quando iniciamos nossa jornada para aumentar a lucratividade, tínhamos mais de 200 unidades de negócios com esse objetivo. Reorganizamos as equipes, designamos seus deveres e criamos métricas para as áreas de negócios - desde planejamento, RH, recrutamento e consultoria, suporte técnico e desenvolvimento de produtos. Desmistificamos a questão "eu sou o dono da informação" e incentivamos o compartilhamento. Mais de 40 dashboards, liberados por toda empresa e em dispositivos móveis, trouxeram uma visão geral do que cada um dos níveis hierárquicos estava trazendo de retorno, as obrigações individuais, o cumprimento ou não das métricas, atestando a origem de cada um dos relatórios. Assim, todos passaram a saber como melhorar não só seu desempenho, como também o da empresa como um todo por meio do uso da inteligência analítica.

2. Empoderamento

Ser transparente com nossos líderes e dar autonomia para que tomem decisões sobre a sua área de negócio pode ser vantajoso de diversas maneiras. Abrir, democratizar os dados e incorporar Inteligência analítica faz com que as pessoas sintam-se parte atuante e passem a agir agora e não mais esperarem até amanhã. Então, não se trata de aprimorar apenas a eficiência operacional, mas sim melhorar a agilidade e provocar mudanças na empresa. Acreditamos no poder que decisões mais informadas têm nos resultados das unidades de negócios.

Os desafios que o mercado exige dos CIOs em 2018

*Por Diogo Santos
21/02/2018 - Em todo começo de ano, o mercado começa a buscar tendências e maneiras de superar os desafios que se aproximam. Em outubro de 2017, o Gartner definiu as dez principais tendências tecnológicas mais estratégicas para 2018, entre elas: Base em AI; Aplicativos Inteligentes e Analytics; Coisas Inteligentes; Gêmeos Digitais; Na ponta da Nuvem; Plataformas Conversacionais; Experiência Imersiva; Blockchain; Event Driven; e Risco Adaptativo Contínuo e de Confiança.

Com as tendências já anunciadas, é hora de se adequar a elas. E aí começam os desafios para os CIOs. Falo de alguns casos principais, e já adianto que eles envolvem mudanças de pensamento e capacidade de se adequar às novas ideias.

O primeiro desafio de um CIO é a otimização da capacidade do profissional em pesquisar e entender como as novas tecnologias são capazes de acelerar o crescimento do negócio – ou até mesmo transformá-lo. Parto da premissa de que não é mais segredo para ninguém que o Chief Information Officer deve fazer com que o TI seja estratégico, e essa complexidade pode exigir uma "nova visão" e um reaprendizado da tecnologia em geral.

Há, também, outro desafio do CIO – e essa segunda situação vai além do trabalho com a tecnologia. As inovações citadas no parágrafo acima mudam toda a cultura de uma empresa, e alguns colaboradores não estão prontos para isso. Não há inovação que revolucione uma corporação sozinha, já que é necessário engajamento de quem executa as ações. O mind set da companhia deve acompanhar as modernizações – e quem não embarcar deve ser deslocado.

Aonde está o dinheiro: China, Estados Unidos e Brasil vivem diferentes momentos da sua relação com os meios de pagamento

*Gastão Mattos
20/02/2018 - No último NRF – Retail Big Show - um dos maiores eventos de varejo do mundo - o CEO da Visa, Alfred Kelly, participando de um painel sobre o futuro do pagamento, se pronunciou sobre a absoluta relevância do uso do dinheiro em espécie como forma de pagar. Se considerado no "wallet share", o dinheiro em espécie é líder em muitos mercados de destaque como nos Estados Unidos, onde um estudo da PYMNTS de 2015 identificou que o dinheiro é líder em preferência do consumidor para pagamento, com 32% de participação em quantidade de transações (cartões de crédito com 21% e débito com 27%). No Brasil, segundo estudo da Boanerges & Cia, também de 2015, 39% dos pagamentos são efetuados em papel moeda. A relevância do dinheiro está diminuindo, contudo, na linha do tempo. Mas o que está acontecendo na China merece total atenção: o país está mudando a forma de realizar pagamentos de forma acelerada e sem passar pelo uso de cartões, como é notório nas economias ocidentais.

Na China, as compras sem cédula já representam 60% do total do país. Em 2016, o volume de pagamentos feitos com smartphones alcançou a marca dos 5,5 trilhões de dólares, segundo matéria da Exame. Para se ter ideia do que isso representa, de acordo com a Forrester, os pagamentos móveis nos Estados Unidos equivalem a apenas 2% do mercado chinês.

Esse cenário foi traçado graças a um aumento de 31% no PIB per capita e de 30% na taxa de uso da internet, além da oferta de smartphones a preços bastante competitivos. Também se credita essa rápida virtualização do dinheiro na China a duas empresas: a varejista online Alibaba, dona do serviço de pagamentos Alipay, e a empresa de tecnologia Tencent, dona do aplicativo WeChat.

O Alibaba ingressou antes no mercado de meios de pagamento, com o Taobao, uma espécie de versão chinesa do eBay e ganhou ainda mais projeção em 2009, ao lançar um aplicativo para celular para fazer pagamentos também no varejo tradicional. O WeChat Pay, por sua vez, foi lançado em 2013 como uma carteira virtual dentro do WeChat e vem crescendo exponencialmente.

Em apenas três anos, a forte concorrência entre as duas empresas fez com que os chineses praticamente abandonassem o dinheiro de papel para adotar os pagamentos digitais. E não é somente de lojas que estamos falando. A virtualização começa a se expandir para outras áreas, trazendo diversos benefícios aos chineses. Um exemplo interessante são algumas faculdades em cidades como Tianjin que já permitem aos estudantes pagar desde a matrícula à alimentação com smartphones, passando por sua identificação para ingressar nas unidades. Segundo reportagem do IG, a projeção é de que, se implementadas em todo o país, as estratégias de digitalização permitiriam às instituições economizar cerca de US$ 44 mil por ano com custos de produção dos cartões e US$ 1,4 milhão por ano com a perda anual destes cartões. Outro exemplo que a reportagem traz é que os pagamentos digitais pelos smartphones também estão sendo usados para melhorar o acesso à saúde, reduzindo o tempo de espera nas clínicas. Os pagamentos móveis são parte do projeto de "finanças verdes" liderado pelo governo chinês. De acordo com projeções do Banco Mundial, empresas e governos poderão reduzir suas despesas em até 75% com os programas de pagamento digital.

Tecnologia para aumentar a satisfação do cliente

Entender o perfil do cliente e oferecer um atendimento eficiente ajudam a garantir o sucesso nas interações com os "consumidores influenciadores"

*Por Braulio Lalau de Carvalho
20/02/2018 - Aumentar a satisfação do consumidor é uma tarefa essencial dentro de um contact center, que exige bastante empenho das empresas. Mesmo sem milhões de seguidores nas redes sociais, muitos consumidores são grandes influenciadores nos ambientes em que estão inseridos. Isso significa que um mal entendido em um contato telefônico pode gerar um grande problema para uma empresa. Por sorte, a tecnologia atual possui uma série de facilidades que permitem fornecer um atendimento mais adequado e, assim, evitar situações que prejudiquem uma marca.

A internet facilitou o acesso a uma grande quantidade de dados, que podem ser explorados em um contact center. Por meio de um bom analytics, as empresas conseguem identificar oportunidades, como a melhor forma de contatar o cliente, o horário adequado, além de oferecer o produto certo no momento certo.

Há também soluções tecnológicas que permitem analisar os atendimentos, tornando possível entender o motivo do contato e se o cliente realmente está satisfeito com o retorno que teve, tudo isso de forma automática.
Outra forma de aumentar a satisfação do consumidor é fornecer um atendimento multicanal. Telefone, facebook, chat, SMS, aplicativo: são diversos os meios de comunicação, que podem ser combinados de acordo com o perfil de cliente de cada empresa e implementados de forma a ajudar da melhor forma possível, seja por meio de texto, voz ou vídeo.

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