Orquestrar para desburocratizar: a transformação digital com foco na experiência do consumidor

*Por Eduardo Rabboni
07/08/2017 - Está mais do que evidente que o consumidor de hoje não é o mesmo de ontem. Ele exige canais de relacionamento ágeis e eficientes e serviços personalizados que se adequem perfeitamente ao seu estilo de vida. E essa exigência deve se intensificar nos próximos anos. Segundo um estudo da Walker Information, em 2020 as expectativas estarão ainda mais altas: as empresas deverão utilizar informações e dados disponíveis para antecipar as necessidades dos clientes. Não basta atender, tem que surpreender.

A forma de se comunicar evoluiu. No celular, por exemplo, o uso de dados já superou o serviço de voz. Por isso, mais que uma tendência, o atendimento omni channel (telefone, mensagem e redes sociais) é quase uma obrigação nas organizações. Inevitavelmente, a melhoria da experiência do cliente requer uma transformação digital, cuja aplicação engloba uma série de processos, metodologias e, principalmente, mindset, não se limitando apenas à tecnologia.

A transformação digital teve início, no mundo inteiro, como um movimento da área de tecnologia. Várias empresas que acordaram para essa nova realidade começaram a atualizar, virtualizar e modernizar sua infraestrutura. Com o tempo, foi constatado que a digitalização não deveria se restringir a melhorar somente aos processos de back end. Era importante que o cliente percebesse que seu serviço, seja ele qual for, estava mais rápido, mais barato e personalizado.

Para facilitar essa transição de um movimento com origem na área de tecnologia, para uma estratégia mais abrangente, o ideal é a criação de uma área de Transformação Digital, calcada em pelo menos dois pilares: a eficiência de negócio e percepção de cliente (customer experience). O papel de uma área com esse escopo não é executar, mas sim orquestrar as diretorias da organização, desenhar o processo para que ele seja mais simples. Costumo dizer que a nossa missão é desburocratizar. Mas, como vencer a burocracia? Não é uma tarefa fácil. É necessário atuar em várias frentes, simultaneamente, aliando tecnologia e revisão dos processos.

Recentemente, o Gartner - renomada empresa de pesquisa e consultoria - alertou que é urgente evoluir no uso de business analytics para resolver problemas do negócio. As plataformas de análise de dados estão cada vez mais precisas e podem ser úteis desde a tomada de decisão para investimentos de expansão, e até em estratégias de marketing.

Visibilidade da rede é tão importante quanto seu funcionamento para eficiência do negócio

*Por Rafael Baffa
03/08/2017- Nas empresas é recorrente a existência de estratégias para a resolução rápida e efetiva de um eventual problema em serviços críticos. No entanto, normalmente não há um mapeamento único de onde, como e por que surgiu esse problema, ainda que existam infinitos equipamentos próprios para lidar com essa situação. O estudo State of the Network revela que cerca de 65% dos respondentes, administradores de redes e sistemas, afirmam que determinar se o problema é causado por rede, aplicações ou banco de dados é um dos principais desafios na resolução de ocorrências.

Mesmo após o problema ser identificado, a empresa ainda leva um tempo para delegar a tarefa para a equipe de TI, que por sua vez, leva mais tempo ainda para resolver o problema. Afinal, com a fragmentação das empresas em equipes veio uma diversidade de aplicações a serem utilizadas e, por isso, são poucas as ferramentas no mercado brasileiro que conseguem trazer uma visão geral do que está acontecendo no ambiente como um todo.

Entre elas, podemos citar as soluções de NPMD (Network Performance Monitoring and Diagnostics), uma ferramenta colaborativa que auxilia na comunicação interna entre diversos departamentos de uma empresa na resolução de ocorrências, utilizando o método de correlação de informações (a chamada análise fim a fim). Atualmente, o Gartner realiza uma análise de Mercado sobre as soluções mais completas de NPMD, pois o assunto tem crescido em relevância, ainda que as empresas não necessitem obrigatoriamente dessas soluções para manter os negócios em andamento.

Por não ser uma ferramenta impreterível para o funcionamento de uma rede, ou que em muitas vezes é considerada uma solução de segunda necessidade, as empresas acabam priorizando outros fatores, como a segurança e a aquisição de nova infraestrutura para o ambiente (Switches, Routers, Servers, aumento de links). Porém, deve ser levado em consideração que o monitoramento dessas redes e serviços, em momentos de falhas no sistema, é tão essencial quanto os citados anteriormente. Ainda mais para corporações que possuem uma rede grande e complexa na qual transbordam dados e há um mix de diferentes tipos de informações circulando, tornando a visibilidade e o controle desse tráfego desafiadores.

Robôs digitais e fake news podem ser armadilhas para empresas

Massificação infla as audiências de publicidade; falta de tráfego é chamado de NHT

*Por Bernardo Lorenzo-Fernandez
03/08/2017 - Atualmente, as chamadas ‘fake news’ - ou ‘notícias falsas’ – e os robôs digitais – ou ‘bots’ - têm ganhado espaço na internet e podem prejudicar, e muito, uma empresa sem que ela se dê conta do que está acontecendo. Esta relação merece muita atenção, pois as empresas podem estar jogando dinheiro fora ou arriscando sua imagem sem saber.

Mas, o que são fake news e bots? Que fake news não é notícia verdadeira, todo mundo sabe, mas pouca gente sabe que é também um ótimo negócio. São geradas a baixo custo, em alta velocidade, com títulos chamativos, em grande quantidade. “Existem muitas páginas de notícias deste tipo, com alta audiência. Têm aparência de portais noticiosos independentes, podem até ter um editor, sempre com perfil falso. Todas são  desenhadas para atrair tráfego. Oferecem espaços de exibição de publicidade a baixo custo e conseguem enganar os otimizadores de mídia. Quando são descobertos, os donos, que são difíceis de identificar, fecham a página imediatamente e abrem outra similar em outro endereço, normalmente fora do Brasil”, explica Lorenzo-Fernandez.

Já os robôs são programas que agem de forma autônoma na internet, simulando o comportamento humano. “São perfis falsos nas redes sociais. Bots ficam amigos de outros bots, e também de pessoas reais que não sabem da existência deles. São programados para visitar todo tipo de destino na internet, inclusive os portais de notícias falsas e as redes sociais. Simulam uma multidão de pessoas conversando ou vendo seu anúncio, só que é tudo artificial. Agem freneticamente: tanto para difundir opinião e fake news  por meio de massificação (cut/paste), a serviço de algum interessado, que paga os programadores; bem como para inflar as audiências de publicidade, enganando os otimizadores de compra de mídia. ”. Esta avalanche de tráfego falso é chamada de NHT, isto é, tráfego não humano, na sigla em inglês.

Como abrir uma loja virtual? As seis principais dúvidas para começar um e-commerce

*Por Thiago Mazeto
27/07/2017 - O comércio online trouxe diversas possibilidades para todos os tipos de negócio e para os diferentes perfis de empreendedores. Independente se o empresário já possui uma loja física e quer levar seus produtos para a web ou se o empreendedor de primeira viagem quer começar a investir no mundo das vendas virtuais, o varejo na web possui grande potencial.

Assim, fica difícil não pensar em se aventurar para extrair ao máximo o que a internet pode proporcionar. É muito comum, no entanto, surgirem dúvidas sobre o que é necessário para abrir uma loja virtual. Por isso, seguem abaixo os seis principais passos para abrir um e-commerce:

1. O que deve vir em primeiro lugar?

Muito mais que simplesmente colocar a loja no ar e esperar as vendas acontecerem, a abertura, o registro e a manutenção das rotinas de uma loja virtual envolvem diversos processos fiscais e contábeis, regidos por uma burocracia bastante minuciosa. Dessa forma, a fim de evitar qualquer empecilho ou atraso no início das atividades, deve-se planejar o negócio com cuidado.

Além de nome, logotipo, slogan e outras definições sobre a loja, é importante analisar o e-commerce como um todo, inclusive contratando um contabilista. Assim, fica mais fácil definir o tipo de empresa e a melhor forma de tributação em que deve se enquadrar, além de poupar gastos com algumas taxas e obrigações. Lembre-se: qualquer mudança posterior aos registros pode ser mais demorada. Então, procure moldá-lo com cuidado antes de passar para a formalização.

2. Quais os documentos necessários?

Com a pequena diferença de que o negócio acontece no ambiente online, uma empresa de comércio virtual é como qualquer outra. Assim, é necessário apresentar toda a documentação padrão, constituída, em um primeiro momento, pelos documentos pessoais das partes interessadas (seja o negócio individual ou uma sociedade), bem como do imóvel que será a sede.

Depois de reunidos os documentos dos sócios e do imóvel, o próximo passo é proceder com o registro da empresa, feito na junta comercial do respectivo estado. Ocorrendo tudo certo nessa etapa, é possível então proceder com o arquivamento do ato constitutivo, apresentando também o recém-adquirido contrato social, a ficha de cadastro nacional e o comprovante do pagamento das taxas do DARF. Aí pronto, a empresa passa a existir. Para iniciar as atividades, porém, será necessário efetuar outros registros.

Armadilhas da transformação digital

*Por Ravi Krishnamoorthi
27/07/2017 - Em 2007, Steve Ballmer foi citado por dizer que o iPhone não ganharia participação de mercado e não atrairia os clientes comerciais pois não tinha teclado. Já em novembro de 2016, ele admitiu estar errado.O executivo errou ao duvidar da capacidade de Steve Jobs de criar um novo modelo de celular e, também, de "provocar" o mercado com a tal inovação. Além disso, Ballmer julgou o iPhone como um simples telefone, engessado pelas necessidades e expectativas do mercado na época. Jobs, por outro lado, apresentou um conceito capaz de modificar esses protótipos e satisfazer as necessidades que nós, consumidores e empresários, nem imaginávamos ter. No entanto, Steve conseguiu e não foi sozinho. Toda a equipe da Apple também teve que acreditar no produto e na transformação que o aparelho poderia trazer. Esta é uma lição importante para qualquer líder.

Quando for iniciar a sua jornada de transformação digital - ou se você já começou - peço que tome como exemplo a atitude de Steve Jobs. Tenha certeza dos seus objetivos e os resultados que deseja alcançar com sua organização. Depois de alinhar as metas com todas as partes, modifique e adapte seus sistemas de tecnologia atuais para atingir os resultados esperados.

Além disso, assim como Steve Jobs e o iPhone surpreenderam o mercado de telecomunicações, assegure-se de que a sua estratégia de transformação digital não seja impulsionada apenas pelas normas, mas que esteja focada em promover mudanças capazes de viabilizar disrupções de mercado e preparar um futuro diferente. E se você ainda depende de legados de aplicativos e infraestrutura e não começou a jornada de migração de sistemas para melhorar a experiência de seus funcionários e consumidores, está na hora de começar.

Como é feita a segurança de big data?

*Por Claúdio Santos
26/07/2017 - Big Data é um volume massivo de dados que são, normalmente, armazenados em data centers
A segurança da informação é indispensável para qualquer empresa que utiliza a tecnologia em seu dia a dia. Prevenir desastres, como perda de dados importantes ou até sofrer algum tipo de invasão de hackers, é uma grande preocupação para os gestores. Por isso, a preservação do big data precisa ser a mais otimizada possível.

O data center, local que concentra servidores e equipamentos para processamento de dados do big data, funciona como um "sistema nervoso", armazenando volumes expressivos de informações. Você sabe como garantir a segurança nesses ambientes? Confira!

Sob medida

Um data center é composto de vários servidores trabalhando juntos, que processam todas as atividades digitais em seu software. Na Google, por exemplo, eles são construídos pela própria empresa, com especificações de hardware sob medida. O sistema operacional Linux, em algumas de suas distribuições, costuma ser bastante utilizado em data centers, pelo seu maior potencial para customizações e por promover mais segurança, sendo mais imune a ameaças virtuais. Além disso, é menos visado pelos hackers.

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