Sua empresa aproveita o máximo da digitalização?

*Por Marcelo Freitas Gomes
23/11/2017 - Com tantas rápidas mudanças no mercado, inovação e transformação digital são termos bastante comentados. Cada vez mais, as empresas procuram formas para se reinventarem. Otimizar processos e encontrar as maneiras mais eficientes para atingir as metas são verdadeiros desafios para as organizações nesse cenário de constantes alterações.

Apesar de tantos comentários e movimentos, ainda são poucas as companhias que levam o discurso para a prática. Todos querem participar da onda de transformação digital, mas poucos conhecem, de fato, o potencial dessa tendência – até por terem muitos dos processos pouco automatizados. A digitalização de documentos, por exemplo, é algo que faz parte do dia a dia de diferentes departamentos. Mas, esse processo é feito de forma eficiente? Como utilizar a tecnologia a favor do negócio de verdade? Com processos simplificados e resultados positivos em menos tempo?

Segundo a PwC, o índice de digitalização no Brasil é de 9%, com estimativa de que até 2020, esse percentual salte para 72%. O crescimento será bastante expressivo e as soluções escolhidas pelas companhias para este fim são as mais diversas: scanners, multifuncionais ou até mesmo smartphones. A solução ideal para o negócio, na verdade, depende do momento da companhia e dos objetivos de negócios atrelados à essa digitalização. É preciso colocar na balança, também, questões como tempo, investimento e qualidade do produto final.

É claro que o legado do papel continua em muitos setores. Mas, empresas de diferentes áreas, como saúde, finanças, educação e jurídica já conseguem se destacar por adotarem softwares capazes de agilizar os processos de digitalização para autenticação e aprovação automática dos documentos. E vão além: adquirem soluções que auxiliam na estruturação dos dados de forma automática. Tudo isso sem comprometer a qualidade e a segurança da informação.

Visão de segurança para profissionais de TI

*Por André Duarte
16/11/2017 - A Tecnologia da Informação teve uma grande expansão nas últimas décadas, focada em aumentar produtividade e competitividade das empresas e das pessoas. Para isso exigiu, e ainda exige, dos profissionais da área, capacidade de criar soluções para problemas complexos. Entretanto, assim como todo crescimento competitivo, chega um momento em que é preciso organizar e amadurecer padrões - sejam eles processos, atividades ou protocolos. Neste contexto, as operações de segurança da informação são as que mais sofreram com a necessidade de crescimento desenfreado e que, por isso, requerem mais trabalho e uma visão de atuação bem diferente do que a TI tradicional.

As equipes de TI

Uma equipe de desenvolvimento de software sob pressão e sem processos bem definidos produz softwares de baixa qualidade. Com a evolução da empresa, começam a ter mais planejamento, pensar na arquitetura da solução, definir padrões e realizar testes de qualidade (QA). Passado mais um tempo, notam a importância de adotarem práticas de DevOps em projetos nos quais precisam da ajuda da operação e da infraestrutura de TI.

O time que cuida da instalação e manutenção de servidores, redes e serviços básicos de TI (ou seja, infraestrutura e operações) em empresas que pensam no crescimento rápido também sofre com recursos e tempos limitados e têm que se virar em soluções para a TI. Com a evolução da empresa, também começam a ter mais planejamento, controle e definir padrões, além de participarem dos projetos com a equipe de desenvolvimento de software. Entretanto, não se pode esquecer da segurança da informação nestas atividades.

Hoje ainda é difícil ver um profissional focado em segurança da informação em uma empresa que trabalha com DevOps. Mas é necessário? Um profissional de desenvolvimento ou operação e infraestrutura conseguiria atender essa demanda? A questão é que o modo de pensar e ver as coisas é bem diferente do que os profissionais mencionados anteriormente. Como dito, estes atuam em criar soluções. O profissional de segurança foca em mitigar ou eliminar os riscos.

O profissional de segurança da informação trabalha para mitigar riscos de eventos que possam comprometer a disponibilidade, integridade e confidencialidade de informações. Ele não precisa ser um expert em TI, mas ter alguns conhecimentos específicos nesta área para entender como proteger dados. Por exemplo: este analista deve saber sobre teoria de redes de computadores, seus protocolos e suas boas práticas; assim como deve saber também sobre sistemas operacionais e como funcionam, além do contínuo aprendizado sobre novas formas de comprometimento de informações e como evitá-las.

Conheça quatro tecnologias essenciais para empresas de serviços públicos

Por Alexsandro Labbate
15/11/2017 - Conhecer as principais tendências tecnológicas é crucial para que as empresas consigam se destacar em um mercado cada vez mais competitivo. Embora as empresas de serviços públicos não enfrentem pressões competitivas semelhantes a outros segmentos, elas também precisam focar na satisfação do cliente e entregar serviços com qualidade cada vez melhor. Essas organizações enfrentam problemas e necessitam de soluções capazes de lidar com os desafios de uma infraestrutura antiga, de conformidade regulatória, de diminuição de custos operacionais e de otimização de recursos.

Em 2017 o país voltou a receber investimentos no setor elétrico. Nos primeiros três meses do ano, o ingresso de capital estrangeiro atingiu US$ 5,560 bilhões, quase o dobro do total registrado em todo o ano de 2016. Além disso, o governo federal anunciou que pretende concluir a reforma proposta para a regulamentação do setor elétrico até o início de 2018, o que deve impulsionar ainda mais o mercado.

De um modo geral, as empresas do setor público, historicamente, são avessas ao risco e, portanto, mais lentas na adoção de novas tecnologias. Porém, algumas destas tendências tecnológicas incorporam comportamentos e mudanças importantes que impactam diretamente o segmento.

Internet das Coisas (IoT)

Os consumidores estão cada vez mais familiarizados ​​com luzes conectadas, termostatos e outros dispositivos inteligentes em suas casas. Além disso, com a ajuda de aplicativos e dispositivos como o Amazon Echo, há uma crescente expectativa de conectividade entre todas as coisas. Em algumas partes da Europa e do Reino Unido, por exemplo, existe a possibilidade de instalação de medidores inteligentes em cada casa para captar com maior precisão os dados de uso de energia em tempo real, auxiliando os fornecedores a atender melhor a demanda e ajudando os consumidores a economizarem.

Como os CIOs devem se preparar para a transformação digital

luis_fernando_velazquez.jpg*Por Fernando Velázquez
07/11/2017 - A rápida adoção da tecnologia digital está mudando o mundo como o conhecemos. As empresas que nasceram com um DNA digital estão dominando o mercado. Há dez anos, a lista de corporações mais valiosas era dominada por empresas petrolíferas e conglomerados multinacionais. Hoje, empresas como Google, Facebook e Amazon lideram as manchetes.

Chegou a hora das empresas se reorientarem para uma estratégia de transformação digital. A tecnologia alterou o papel das empresas e a maneira com a qual elas fazem negócios, ou seja, os CIOs devem ser capazes de ajudar suas empresas a compreenderem como as inovações que a transformação digital trará para os negócios podem criar oportunidades de crescimento. Para tanto, os CIOs primeiro precisam se reinventar.

A nova realidade digital

Reinventar a Tecnologia da Informação (TI) para suportar a transformação digital requer grandes mudanças, o que levará alguns anos para ser concluído. Felizmente, os CIOs podem instruir suas empresas a adotarem uma abordagem que forneça resultados rápidos, ao mesmo tempo em que redefinem a TI para o longo prazo. Esta abordagem requer uma nova, rápida e ágil TI para trabalhar ao lado da TI antiga. As transformações bem-sucedidas evitarão rupturas entre funções de TI de alta velocidade e antigas e serão conduzidas pelo CEO e pelos líderes empresariais que as tratarão como as prioridades principais e não apenas como "outro projeto de TI".

Mudança adiante

A transformação digital mudará as exigências de TI de três principais maneiras: a tecnologia cada vez mais sofisticada precisará melhorar as operações e as interações das empresas com consumidores e clientes. Os exemplos incluem o sistema de recomendação da Netflix e o sistema proprietário de buscas e caching do Booking.com. Anteriormente, a eficiência era o indicador de desempenho mais importante da TI. Agora, tudo importa: tempo para o lançamento no mercado, confiabilidade, segurança e, especialmente, escalabilidade. A incapacidade de ampliar rapidamente dificulta o atendimento às novas demandas da empresa.

A gerência insistirá em um engajamento e supervisão de negócios muito maiores dos departamentos de TI. Afinal, o valor da digitalização da TI será muito maior do que antes: até 40% da receita, 20% dos custos e, às vezes, a própria sobrevivência do negócio.

Preparação para a mudança

Durante as mudanças tecnológicas anteriores, como de mainframes para minicomputadores e, em seguida, para clientes/servidores, as organizações especializadas em TI precisaram decidir entre a tecnologia e os negócios para fornecer e suportar soluções. Hoje, os 'millennials' são muito mais tecnológicos, já que cresceram entre computadores. A combinação de usuários experientes em tecnologia com ofertas de tudo como serviço (XaaS) agora permite que as empresas adquiram e forneçam soluções habilitadas para a tecnologia sem o envolvimento da equipe técnica de TI. Os gerentes de negócios também possuem maiores expectativas como resultado de suas próprias experiências com tecnologias pessoais. Eles buscam o mesmo tipo de experiência no trabalho, esperam conseguir ajuda imediata ao realizar um chat em tempo real com um especialista em suporte ao cliente e compartilham suas experiências – boas e más – na mídia social. Por isso, as empresas digitais estão prontas para colocar o cliente em primeiro lugar a qualquer hora e em qualquer lugar, com base nas expectativas do cliente.

Brasil aumenta o preço da energia: o impacto sobre os data centers

*Por Guilherme Freitas
03/11/2017 - Os baixos níveis dos reservatórios, as chuvas abaixo da média e a necessidade de acionar termoelétricas vão levar o governo brasileiro a aumentar o preço da energia. No início de outubro as hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste, por exemplo, tinham só 19,54% de sua capacidade; as do Nordeste, 7,22%. A situação é tal que se estuda, inclusive, aumentar a importação de energia de países vizinhos como Argentina e Uruguai. Essa realidade tem forte impacto sobre indústrias petroquímicas, de aço, de alumínio e, como não poderia deixar de ser, sobre os data centers.

Em 2018, será essencial que os gestores desses grandes ambientes digitais contem, em casa, com os produtos e serviços que os ajudarão a minimizar o impacto do preço da energia sobre o valor dos seus serviços. A competitividade e excelência de cada data center depende desta equação ser bem resolvida. Este fator é tão dramático que pode efetivamente impactar as chances de crescimento da economia brasileira em 2018 – especialmente dos setores que já vivem a transformação digital e o uso da computação em nuvem como uma base fluida para a inovação nos negócios.

Nos EUA, os data centers usam aproximadamente 2% da energia elétrica gerada no país; um data center típico tem uma intensidade de uso de energia equivalente à de 100 a 200 edifícios comerciais. A boa notícia é que o uso de energia nos data centers mais eficientes pode ser até 80% menor do que o que ocorre com data centers ineficientes (dados do relatório US Department of Energy, 2016).

Para aumentar a eficiência energética do data center, uma das principais frentes de batalha é apostar em serviços e soluções de controle de temperatura (cooling) desenhadas para esta nova era energética. É bom lembrar que, hoje, até 37% do consumo enérgico de um data center pode vir dos sistemas de ar condicionado, infraestrutura essencial para o bom funcionamento do data center e o suporte à continuidade dos negócios dos clientes.

O Velho Mundo e o Novo Mundo na transformação digital das empresas

*Por Alexandro Barsi
03/11/2017 - Ano após ano a tecnologia evolui e aumenta o leque de oportunidades para as empresas, que, por sua vez, devem inovar para não ficar para trás no universo digital. Porém, segundo pesquisa da Enterprise Strategy Group (ESG), apesar de 71% das organizações no mundo concordarem que para manter a competitividade é preciso se transformar digitalmente, apenas 5% delas já estão com esse processo em andamento.

Ser digital já é obrigação no panorama corporativo. É uma visão diferenciada de onde o negócio está e onde quer chegar. Se fosse para fazer uma alusão, seria a transição do Velho Mundo para o Novo Mundo. Quebrar os paradigmas e o tradicionalismo é necessário para que se dê início à conversão, mudando os aspectos da cultura das empresas, a começar pelas pessoas. Só assim o caminho à modernidade será alcançado sem radicalidade e rupturas.

As empresas devem realizar uma análise de todo o cenário atual, possibilitando a definição de estratégias e ações capazes de facilitar essa mudança. Ferramentas que possibilitem que os gestores enxerguem os caminhos a serem seguidos proporcionam maior efetividade e assertividade na tomada de decisões. Além disso, a digitalização faz com os resultados possam ser mensurados por meio de novos indicadores, que ajudam a mostrar qual a melhor trajetória a ser percorrida.

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