Sejamos paranoicos sim, mas de maneira organizada!

*Por Marcos Villas
27/06/2017 - No dia 12 de maio deste ano houve um ataque cibernético que atingiu mais 150 países. Quando bem-sucedido, o software criptografava o conteúdo do computador afetado e demandava um resgate de cerca de US$ 300 em bitcoins por máquina, isto em 27 línguas diferentes, segundo o US-CERT, grupo criado em 2000 nos Estados Unidos para avaliar ameaças e responder a ataques relativos à cibersegurança na esfera federal civil.

Depois do ataque, muitos se perguntavam: teria sido possível prever este problema? O que é necessário para evitar outros ataques? As principais orientações comentadas por especialistas já foram divulgadas: ter uma cópia de segurança (backup) atualizada dos dados e manter o sistema operacional dos computadores atualizado. De fato, os computadores atualizados (com sistemas operacionais mais recentes) em tal situação não foram atacados e os demais para os quais havia backup, puderam ter seus dados restaurados. O risco de novos ataques desta natureza pode ser previsto?

Grosso modo, podemos classificar os riscos como internos e externos a uma organização. Riscos internos são aqueles que têm origem a partir de ação da própria organização, enquanto riscos externos têm origem em eventos que podem ocorrer fora do contexto da organização, por exemplo, riscos de natureza estratégica. Michael Porter, em seu texto o "Modelo das Cinco Forças" que influenciam a estratégia de uma organização evidenciava, entre outros, a ameaça de produtos substitutos. O risco de ver o seu negócio prejudicado por produtos substitutos pode ser previsto?

Por outro lado, tudo é risco? Tudo pode acontecer? Como se diz na linguagem popular, há que separar o joio do trigo. No contexto de uma organização, pensar em riscos é pensar no que pode acontecer no futuro que pode ajudar ou atrapalhar a organização, um de seus projetos ou um de seus processos de trabalho, a atingir os seus objetivos. Outro ditado popular é aquele que diz que o cadeado na janela só aparece depois que um ladrão conseguiu passar por esta mesma janela para executar um roubo. Tomar providências para buscar evitar que novo evento negativo de mesma natureza ocorra no futuro é necessário, mas por que não investir recursos (pessoas, tempo e dinheiro) para tentar identificar e evitar que tais eventos aconteçam ou, caso não seja possível evitá-los, minimizar a chance que eles ocorram (probabilidade) ou os seus efeitos (impacto)?

Wearables: Uma moda que não pegou?

*Por Wagner Tadeu
27/06/2017 - Alguns anos atrás, os wearables foram aclamados como a tecnologia mais recente com poder de permanência, que certamente mudaria o dia a dia de todos. Mas, passados alguns anos, as pessoas começaram a questionar: o Apple Watch é realmente tudo isso?

As tendências de mercado ecoam esses sentimentos. Em 2016, as vendas de smartwatches estagnaram com cerca de 16% dos adultos americanos utilizando regularmente um dispositivo wearable. Além disso, players importantes como o Pebble, fecharam completamente seus negócios. Isso levanta a questão:

Os wearables estão mortos?

Aqueles de uma geração mais antiga podem relembrar da comédia do agente secreto Agente 86, e a infinidade de lugares ridículos que dissimularam o telefone do agente Maxwell Smart. Entre os 50 ou mais, estavam a gravata, o pente, o sapato, o cinto, a carteira, o lenço, uma mangueira de jardim e até mesmo um sanduíche de queijo. Alguns dos dispositivos "inteligentes" do mundo moderno provavelmente parecem tão exagerados quanto.

Mas os wearables merecem um outro olhar? Mais importante ainda, os wearables ainda são promissores no serviço em campo? A resposta é sim.

No serviço em campo, os wearables poderiam potencialmente monitorar e melhorar a saúde e a comunicação do técnico durante o trabalho. Os dispositivos poderiam ajudar a identificar a localização dos técnicos em seus caminhos ou de um compromisso de serviço. E óculos de realidade virtual portátil (VR) podem até liderar os técnicos por meio de uma rotina de solução de problemas ou orientá-los a corrigir um sistema quebrado.

Mas isso é suficiente? Será que os wearables sobreviverão mais um ano? Serão viáveis ​​no mundo do serviço em campo?

Os wearables estão realmente morrendo lentamente?

À primeira vista, pode parecer que o mercado consumidor está morrendo. Um das primeiras e mais inovadoras empresas de smartwatch - a Pebble - fechou suas portas em dezembro passado depois de ser adquirido pela Fitbit. E a Fitbit registrou ganhos inferiores ao esperado em 2016, levando a uma demissão em massa.

Mas nem tudo está perdido. De acordo com a IDC, cerca de 98 milhões de dispositivos portáteis foram produzidos em 2016 e, mais da metade deles, eram fitness trackers - serviço online e gratuito, capaz de acompanhar o progresso em esportes e atividades físicas, diariamente. Além disso, a IDC projeta mais de 124 milhões de wearables para vender em 2017, sendo 57 milhões deles sob a forma de rastreadores de aptidão física (fitness trackers).

Alguns analistas dizem que os consumidores consideram redundantes o Fitbit e outros health trackers, uma vez que os smartphones oferecem muitas das mesmas funções básicas (etapas de rastreamento e distância coberta, por exemplo). De acordo com Ramon Llamas, gerente de pesquisa de wearables e telefones móveis da IDC, todos estes são sinais de que o mercado está amadurecendo. Ele está convencido de que os consumidores estão interessados ​​nos wearables e querem ver mais opções.

Qual é a diferença entre CRM e SFA?

*Por Alejandra Ceriani
26/06/2017 - Percebo que há uma dúvida muito frequente no mercado em relação ao CRM e ao SFA e gostaria de tentar explicar a diferença neste artigo. Acredito que isso possa ajudar muitas pessoas a escolher melhor a solução que quer e precisa adotar para sua empresa. Seguem algumas questões que quero explicar: As aplicações de Customer Relationship Management (CRM) e as de Sales Force Automation (SFA) são a mesma coisa?

Muitos decisores e compradores nas empresas ainda possuem a seguinte dúvida acima e ainda se questionam se a minha empresa já utiliza uma delas, posso deixar de implementar a outra?

A resposta é não. As soluções CRM e SFA não são a mesma coisa, porém elas se complementam.

Para entender melhor a diferença entre elas, primeiro precisamos entender o propósito principal de cada uma:

Quando usar uma solução de Customer Relationship Management?

Para as aplicações Customer Relationship Management, a palavra-chave é "relationship" (relacionamento). O CRM é uma boa opção quando se deseja fortalecer o relacionamento com a sua base de clientes.

Os clientes interagem com uma empresa através de vários canais de comunicação como, por exemplo, através de Call Centers, sistemas de frente de caixa (PDV´s), e-commerce, empresas de serviços de instalação e manutenção em campo e até pessoalmente com a equipe de vendas da própria empresa.

Todas as interações registradas formam parte do histórico do cliente que será posteriormente utilizado para traçar perfis de clientes, fazer uma segmentação e planejar campanhas adequadas ao tipo de produto/serviço oferecido. Desta forma, o relacionamento com os clientes pode ser cada vez mais próximo e personalizado, possibilitando à equipe comercial direcionar suas ações de vendas e oferecer produtos que atendam aos requisitos de compra dos clientes.

O que é OverCapture, porque estamos tão animados?

overcapture2.jpg*Por Daniel Sherer
26/06/2017 - Todo vídeo tem a sua história. Sua montagem, ação e assuntos. Como um criador de conteúdo, é o meu trabalho coreografar a experiência de quem está assistindo, guiá-los para verem o que eu quero que vejam, escutar o que eu quero que escutem e fazê-los se sentirem emocionalmente conectados à história. Vídeos imersivos são a nova fronteira no processo de criação de conteúdo. Assim, o time do GoPro Studio (ou o time de mídia da GoPro) que usa nossos equipamentos para contar histórias únicas, está muito animado com a Fusion, câmera esférica top de linha que o time de produtos criou. Somos nossos próprios clientes e não vemos a hora de colocarmos nossas mãos nesse produto. Nosso preview recente tocou em um ponto que acreditamos ser o próximo passo nessa tecnologia: o OverCapture.

Qualquer criador de conteúdo vai dizer que existem muitos componentes que contribuem para se contar uma boa história, mas o mais importante é conseguir a tomada certa. Pense em um momento perfeito para se filmar, mas você deixou a câmera apontando para a direção errada. Com a habilidade da Fusion de capturar tudo em sua volta, podemos capturar o momento em todas as direções de um único ponto. Por isso nos referimos ao “OverCapture”.

É mais do que apenas a habilidade de capturar conteúdo de todos os ângulos, a solução também apresenta mais possibilidades do que se fazer com o conteúdo uma vez filmado. Usuários têm a flexibilidade na pós-produção de usar todo o arquivo esférico e encontrar a tomada perfeita e extraí-la em 1080p “tradicional”. Chamamos esse processo de re-framing e a resolução 5.2K da Fusion é o que torna possível essa extração em HD da realidade capturada. Imagine nunca mais se preocupar em apontar a câmera para o lugar certo... nunca mais. O OverCapture não apenas garante que você sempre consiga a imagem, mas também traz o poder da escolha de qual enquadramento é mais importante depois da captura.

 

Dicas para cumprir o prazo de entrega da ECF

*Por Clodomir de Ré
24/06/2017 - O prazo de entrega da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) se aproxima e já preocupa os departamentos contábeis e fiscais das empresas brasileiras. Criada em 2015, a ECF é uma declaração acessória imposta às pessoas jurídicas estabelecidas no Brasil. A obrigação fiscal do governo federal compõe o Sistema Público de Escrituração Digital – SPED e tem por objetivo informar as ações que influenciam a elaboração da base de cálculo e o valor devido ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Um dos maiores desafios que a entrega dos arquivos do SPED ao Governo Federal trouxe às empresas foi a busca pelas adequações, conformidades e a garantia de que o processo esteja sendo realizado de forma correta. Não cumprir ou atrasar a entrega do arquivo pode ocasionar prejuízo de até 3% do valor das transações comerciais ou das operações financeiras das empresas, além do risco de complicações relacionadas ao Imposto de Renda (PJ). As empresas infratoras são penalizadas de acordo com o regime tributário brasileiro, lembrando ainda que falhas ou inconsistência nos dados enviados podem gerar autuações fiscais.

A chegada da ECF proporcionou a toda a cadeia, contribuinte e fisco, maior transparência da informação. Como a data-limite de entrega do arquivo é o último dia útil do mês de julho, é importante atentar-se a algumas dicas fundamentais para organizar, elaborar e transmitir com sucesso a ECF neste ano.

Como as relações corporativas serão afetadas pela nova reforma trabalhista

*Por Jorge Pacheco
22/06/2017 - Estamos em um período de discussões acaloradas em torno da reforma trabalhista aprovada pelo atual governo. Os que são contra, dizem que os trabalhadores irão perder direitos, já os defensores afirmam que as mudanças irão flexibilizar a relação entre patrões e colaboradores, gerando mais empregos. Acho muito importante esse tipo de debate, afinal vivemos em uma democracia. Porém, creio que a discussão vai muito mais além.

A relação trabalhista vai mudar consideravelmente nos próximos anos e a tecnologia é uma aliada nessa situação. Você não precisa mais seguir um modelo secular, onde a jornada é das 8h às 18h e, caso chegue com dez minutos de atraso, corre o risco de ter um desconto no seu salário. É inacreditável, mas isso ainda acontece em pleno século XXI. Hoje muitas as pessoas podem trabalhar de qualquer lugar, para isso basta ter um laptop e conexão a internet. Claro que temos exceções a isso, porém até para esses casos é possível prever mudanças.

Há uma geração entrando para o mercado de trabalho que nunca conseguirá se adaptar ao velho modelo, pois sua relação com o mundo vai muito além do trabalho. Todos querem fazer carreiras, claro, mas a flexibilidade de horários dá uma liberdade que, infelizmente, nossos pais e avós não puderam aproveitar. Quantas vezes vimos eles falando que trabalharam demais durante a vida e isso fez como que não aproveitassem as coisas simples da vida, como o crescimento dos filhos?

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