A importância de manter os dados protegidos na era da transformação digital

*Por Silnei Kravaski
30/11/2017 - Com a transformação digital, os negócios passam a ser cada vez mais dependentes da informação. Garantir que todo conteúdo estratégico da empresa esteja seguro e preservado da melhor maneira possível é uma necessidade mais do que evidente. Hoje, a criticidade está muito além de recuperar os dados. O que faz a diferença no final das contas é o tempo que isso demanda. E, dependendo do cenário, quando algum incidente é notado, um backup tradicional pode levar até semanas recuperando as informações e dando respaldo à operação.

Segundo o Gartner, até 2020, 30% das organizações deverão ir além de um backup tradicional, incluindo opções mais avançadas como o disaster recovery (DR). Hoje, apenas 10% das empresas compartilham essa visão. Além disso, até 2021, 50% das empresas irão aumentar ou substituir suas aplicações atuais de backup por outras alternativas. E mais do que isso, até 2018 mais de 50% irão passar a considerar ofertas que estão disponíveis no mercado há menos de cinco anos, evidenciando essa necessidade de renovação. O que tem tudo a ver com a transformação digital e a forma como as pessoas estão consumindo tecnologia.

Porém, embora já se verifique este forte movimento de mudança, como atesta a pesquisa do Gartner, existem ainda contrapontos que pesam na decisão das empresas quando decidem ir além do backup tradicional. Estas enxergam que as áreas de TI não podem ser as únicas responsáveis por administrar as suas soluções de recuperação de dados e sentem a necessidade de buscar parceiros que façam essa função. Elas sabem que isso é crucial para que possam focar no que realmente importa: o seu negócio. Mas, por outro lado, além do receio cultural de não saber fisicamente onde estará armazenado o seu dado, há a preocupação de quanto isso vai custar, o que é compreensível por que às vezes justificar custos não é fácil. E o DR tem sim um custo adicional, mas a operação parada da empresa tem um impacto financeiro muito maior do que a estrutura.

Como o engajamento do paciente pode reduzir erros de medicação e aumentar a eficácia da prestação de cuidados de saúde

*Por Raj Gopalan
29/11/2017 - É mais do a efetividade clínica só será alcançada definitivamente se todos começarem a pensar de uma mesma forma e sempre com um olhar voltado à importância de solucionar a difícil equação entre qualidade e custos. É preciso alinhar os pensamentos e garantir que todos estejam unidos e remando no mesmo sentido, rumo a um mesmo objetivo.

Estudos recentes mostram que a ineficácia dos cuidados dedicados aos pacientes pelos profissionais de saúde representa um fator de grande preocupação, pois calcula-se que menos de 35% do que é feito para os pacientes é realmente benéfico; aproximadamente 10% das ações embora mitiguem os problemas, acabam simultaneamente criando outros; e mais de 50% dos serviços são realizados sem evidências robustas. Além disso, não se pode esquecer dos erros médicos por medicação, que causam um efeito devastador, especialmente em um sistema de saúde como o do Brasil, que sofre com a falta de recursos para investir e desta forma melhor resolver o problema.

Dentro deste contexto, o foco no paciente é algo muito importante no ecossistema da saúde. Garantir que ele tenha a melhor experiência e o cuidado mais adequado disponível é algo que tem se preconizado muito em novos modelos de gestão. Uma mudança nesse sentido, aos poucos começa a ser percebida: o médico deixa de ser o centro e vemos um empoderamento do paciente, que tende a ser cada vez mais instruído no que diz respeito à sua saúde e ao tipo de assistência que recebe. Porém, este é um ponto ainda a ser evoluído.

A ciência não espera o Brasil

*Por Marcos Cintra
29/11/2017 - Investir em ciência, tecnologia e inovação é fundamental para o desenvolvimento econômico. Não há dúvidas que, em meio à crise, o ajuste fiscal é necessário: porém, conforme fica claro no editorial “Ciência à míngua”, publicado em 14/8 pela Folha de S.Paulo, é essencial que ambos caminhem juntos. Do contrário, o resultado será a estagnação de setores estratégicos, fundamentais para a economia.

É preciso rever a ideia de cortes lineares, prejudicando diretamente tais segmentos. Estudos recentes mostram que o retorno social dos gastos em áreas como ciência e tecnologia supera o de todas as outras. Assim como saúde e educação, pesquisa e desenvolvimento são cruciais para o futuro do país. A necessidade de reduzir despesas é inegável, assim como a importância de se fazer escolhas entre as áreas a serem afetadas.

O orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), ao qual a Finep é vinculada, é o menor desde o início do século. Descontada a inflação, o valor autorizado para 2017, de R$ 3,2 bilhões, corresponde a apenas 37% do disponibilizado em 2010. Inserido no orçamento do MCTIC está o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que tem a Finep como secretaria-executiva e é historicamente a principal fonte de recursos para financiamento de pesquisas tecnológicas no Brasil. O orçamento do Fundo, que já chegou a R$ 4 bilhões em anos anteriores, foi reduzido a R$ 1,2 bilhão este ano – sendo que o limite de execução autorizado é de apenas a metade deste total (cerca de R$ 630 milhões).

Uma das alternativas para retomarmos as atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) é a transformação do FNDCT – hoje fundo contábil – em fundo financeiro, de modo que seus valores, quando contingenciados, sejam capitalizados para usos futuros em ciência e tecnologia. Hoje eles são apropriados pelo Tesouro Nacional e utilizados para o pagamento da dívida pública e para o superávit fiscal. Se essa medida tivesse sido implantada há 15 anos, com todos os contingenciamentos ocorridos nesse período, o FNDCT teria hoje um saldo acumulado de R$ 45 bilhões.

Nova era dos mainframes: Como preparar os C-levels das empresas

*Por John H. Yun
29/11/2017 - Durante décadas, a maioria das empresas usaram mainframes para hospedar e executar aplicações de software em seus sistemas. Atualmente, apesar da modernização e avanços da tecnologia, grande parte dos sistemas operacionais continuam armazenados em Mainframes e a linguagem de programação COBOL, sigla do inglês Common Business Oriented Language, resistiu às mudanças e continua integrando a maioria das transações informáticas modernas das empresas.

Identificar a hora de substituir ou modernizar esses sistemas pode ser uma tarefa desafiadora. Algumas organizações, por exemplo, mantêm antigas plataformas em função do custo e da integração. Outros podem ter sistemas e aplicações herdadas de fusões e aquisições. Entretanto, a modernização é fundamental para empresas que querem continuar no mercado na era da transformação digital – seja por competitividade, otimização de processos, ou ambos.

Outro desafio enfrentado pelas empresas se dá quando a área de TI nota que a infraestrutura não está atendendo às expectativas e uma mudança é necessária, porém o C-level não vê necessidade ou não compreende quais são os riscos que a organização corre caso uma nova estrutura seja adotada.

Saber informar de forma transparente quais devem ser as mudanças e estar preparado para possíveis reações deve ser algo trabalhado pela equipe de TI, a fim de que os objetivos de todas as áreas sejam alinhados com o objetivo final da empresa e reflita positivamente nos resultados.

"Vamos manter as coisas como estão"

Se os sistemas não exigem novas funcionalidades no momento, o C-Level pode assumir a abordagem de "por que corrigir o que não está quebrado?". E ele pode estar certo. Vale avaliar o momento da empresa e alinhar as expectativas: é importante lembrar aos executivos que um risco de não modernizar um sistema antigo é que ele se torna mais uma responsabilidade ao longo do tempo, especialmente porque os concorrentes estão sempre se atualizando para aproveitar as tecnologias mais recentes.

Outro risco é que muitos usuários hoje exigem suporte para dispositivos móveis. Os sistemas mais antigos geralmente não são amigáveis para novas interfaces de usuário ou a necessidade de formatação mais flexível.

 

Black Friday: um balanço da edição 2017

*Por Gastão Mattos
28/11/2017 - Chegamos à sétima edição da Black Friday no Brasil com um balanço positivo da história do evento. Ao longo desses sete anos, a data promocional, até então acoplada ao varejo eletrônico, ganhou peso e, de forma perceptível, força até no comércio físico. Lojas de todos os segmentos aderiram à ação e mesmo verticais como bancos, financeiras, e outros serviços se lançaram em campanhas de venda associadas à data.

A origem da Black Friday não tem qualquer relação de significado no Brasil – a sexta-feira após o feriado do Dia de Ação de Graças, que nos EUA sempre é comemorado na última quinta-feira do mês de novembro. Sendo uma tradicional ponte de feriado por lá, e devido à proximidade com dezembro, no qual o Natal é (ou era) a principal data de consumo do ano, os varejistas adotaram o mote da Black Friday para abrir a temporada promocional do final do ano.

No Brasil, trazida em 2010 pelo site Busca Descontos, teve como foco inicial as lojas de comércio eletrônico, que interessadas em "aliviar" o pico de vendas do Natal por dificuldades na logística de entregas, apoiaram a criação do evento desde sua origem. O fato é que a data pegou junto ao público consumidor, a despeito de eventuais exageros ou promoções maquiadas apontadas pela mídia porque, de forma preponderante, o mercado percebeu vantagens nas ofertas, e principalmente porque as grandes lojas tinham e têm interesse estratégico no fomento das vendas no período.

A edição de 2017 foi recorde nos EUA, com os norte-americanos gastando mais de US$ 5 bilhões nas compras do dia, o que representa um aumento de 16,9% em relação a 2016, segundo pesquisa da Adobe Digital Insights. No Brasil, também registramos um recorde no volume de vendas online na sexta-feira, 24 de novembro, o maior da história de mais de 20 anos do comercio eletrônico no país. Na Braspag, envolvemos 100% do nosso efetivo para o evento e registramos um aumento de volume transacional de 125% comparado à edição do ano passado. O pico de vendas ocorreu às 14 horas da sexta-feira, quando foram recebidas quase 100 mil transações no intervalo de uma hora. As vendas no sábado e domingo pós Black Friday também foram recorde, com aumento de 215% e 254%, respectivamente, comparados aos mesmos dias na edição do ano anterior.

TI Híbrida e a ascensão dos negócios digitais

*Por Fabiano Ribeiro
24/11/2017 - As infraestruturas de TI já são reconhecidas como um dos principais pilares de qualquer empresa que queira crescer no mercado. As transformações ao longo dos anos mostram a influência que esse segmento tem de alavancar completamente os negócios de uma organização, melhorando a eficiência e a eficácia dos processos da companhia. Além disso, em diversos e recorrentes casos, as soluções e plataformas digitais relacionadas à infraestrutura de TI promovem a descoberta de novos nichos e viabilizam modelos de operação mais modernos nas empresas.

Entre os principais avanços recentes em infraestrutura de tecnologia, está a TI Híbrida e, em especial a Cloud Híbrida. As organizações estão sendo obrigadas a adotar novas estruturas e abordagens de TI a fim de operarem e gerenciarem seus sistemas legados junto a todos os demais sistemas associados.

A TI Híbrida inicialmente concentrava-se em sistemas operacionais e linguagens de desenvolvimento de aplicações. O próprio termo há alguns anos não era quase difundido e estava relacionado à uma combinação de interoperabilidade (comunicação entre sistemas de forma transparente) e integração, exatamente o oposto do que é considerado hoje. Todo sistema diferente exercia uma função exclusiva no ambiente de computação e a integração era apenas uma necessidade para a troca de dados.

Hoje, a TI Híbrida atingiu todos os aspectos da tecnologia, desde servidores e infraestrutura até aplicativos e dispositivos. O objetivo de seu uso está relacionado à otimização para obter o máximo de benefícios de cada elemento de infraestruturas altamente digitalizadas.

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