O uso do BIM nas obras: integração com IoT, Robótica e Realidade Virtual

*Por Marcus Granadeiro
29/10/2018 - Quando avaliamos a adoção do conceito de BIM (Building Information Modeling), ou Modelagem das Informações de Construção, percebemos que existem diversas iniciativas na área de projeto, porém poucas evoluíram para a obra. Se a dúvida é como será implantar processos de BIM em contratos de gerenciamento de obra ou quais serão as dificuldades e barreiras, assim como as novidades, podemos dizer que os ganhos serão muito significativos e fáceis de apurar, pois é na obra que está o grande volume de dinheiro e é onde ocorrem os problemas e atrasos.

A primeira aplicação que se tem em mente ao pensar no gerenciamento usando o BIM é o 4D, ou seja, o acompanhamento do modelo tridimensional associado ao cronograma. Em outras palavras, o tempo como a quarta dimensão. Para a montagem no 4D, é necessário ter os modelos das diversas disciplinas plenamente compatibilizados, ou seja, modelos com todas as interferências e conflitos já sanados, pois não faz sentido associar um planejamento a um modelo com problemas.

Em um processo tradicional não há esta capacidade de detecção de interferências de forma tão simples e rápida, assim é comum ter alguns aspectos que passam desapercebidos. O gerenciador fará seu planejamento e elas serão notadas na obra. No processo BIM, elas iam aparecer.
Este ponto, necessariamente, leva à antecipação de discussões que fatalmente iriam acontecer ao longo do gerenciamento para seu início. A fase inicial do gerenciamento ganha um protagonismo e uma capacidade de agregar muito valor ao serviço, revisando o modelo, eliminando problemas e reduzindo riscos. A equipe e o esforço a ser considerado nesta fase deve ser incrementado, agregando além do conhecimento em planejamento e aportando know-how construtivo e de produto.

No decorrer do contrato, há possibilidade de aplicação de uma série de novas tecnologias que automatizam o processo, eliminam trabalho e geram informações para aplicação no processo BIM. Algumas delas são:

Democracia brasileira está sendo atacada por recursos tecnológicos

*Por Arthur Igreja
26/10/2018 - Temos acompanhado de perto o avanço da proliferação de fake news, principalmente, com o foco nas eleições presidenciais, com destaque para o uso do aplicativo Whatsapp. O Brasil tem legislações a respeito de crimes digitais, inclusive, entrará em vigor, em 2020, a legislação referente à proteção de dados, muito em linha com o que ocorreu na Europa.

Mesmo sendo legitimada daqui a 2 anos, o Ministério Público já está muito atento fazendo investigações. Em termos de legislação digital, a brasileira é considerada uma das mais robustas. Ela está mais frágil no âmbito eleitoral, mas essa é uma questão mais voltada ao TSE, que precisa se digitalizar e entender tudo isso. A Justiça Eleitoral ainda se encontra defasada com relação ao avanço tecnológico.

Estudos da Psafe apontam que em torno de 96% das fake news eleitorais divulgadas no Brasil são compartilhadas via Whatsapp. As cabeças por trás das notícias falsas divulgam exatamente o que o povo quer ler. E isso cria o tão conhecido (e temido) efeito de massa de manobra. Estamos repetindo o mesmo que aconteceu nas eleições americanas, porém, com muito mais recursos tecnológicos.

Como se preparar para a nova era digital?

*Por Sandra Maura
25/10/2018 - Quantas vezes você olha para a tela do seu smartphone em um dia? A pesquisa Global Mobile Consumer Survey indica que esse número deve girar em torno de 100 interações prolongadas, que consomem aproximadamente duas horas e meia de sua rotina diária – e isso se você for apenas um usuário moderado. Esse é um exemplo claro de como as inovações se integram à nossa vida de um jeito mais simples do que parece.

Para as empresas, a Transformação Digital também tem acontecido de forma constante. Assim como nós incorporamos naturalmente novas formas de tecnologia, existem processos que já foram adicionados à rotina das organizações sem nenhum tipo de planejamento. Mas é bom ter em mente que nem sempre as transformações acontecem dessa maneira.

Por isso, para otimizar todo investimento de tempo, recursos e energia, o mais indicado é que as empresas se preparem para a nova era digital de forma contínua. A dica é observar com atenção os impactos e benefícios que cada novidade pode trazer para a operação e pensar em como aplicar as melhores opções de forma inteligente. Isso porque, embora seja interessante ter uma companhia aberta às inovações, é recomendável que as mudanças sempre sigam um plano ou proposta alinhado aos objetivos (e condições) da empresa.

Além de avaliar as características e oportunidades de uma potencial tecnologia antes de adotá-la, a gestão da empresa também deve analisar sua própria equipe e estrutura, entendendo que a digitalização dos processos de trabalho não se resume à implantação de uma solução de ponta. A Transformação Digital envolve outros aspectos, como a formação de uma equipe técnica capacitada para garantir a eficiência do projeto, o levantamento dos investimentos necessários e a previsão de como as mudanças irão impactar os processos operacionais.

Como a tecnologia pode influenciar o futuro do seu e-commerce

*Por Eduardo Hansel
23/10/2018 - Quando falamos de futuro pode até parecer algo distante, porém isso não se aplica quando o assunto é a tecnologia no comércio eletrônico. A internet ganhou mais força do que nunca nos últimos anos, o consumidor mudou, assim como a maneira como fazemos compras.
Cada dia mais as pessoas compram no conforto de suas próprias casas por meio de tecnologias baseadas em interação, realidade virtual (RV), inteligência artificial e machine learning. Com tanta comodidade, poucos irão optar por ir até uma loja física e o e-commerce vai ganhando espaço.

Acredito que toda essa mudança tecnológica já era esperada, mas o seu e-commerce está preparado para essas tendências? O primeiro passo é fazer uma avaliação sincera do seu website. Ele é intuitivo, de fácil navegação e tem um design atraente? Pergunto, pois a relação com os seus clientes começa na home de seu site. Otimizar não só o layout, mas também as descrições e imagens de seus produtos ajuda a aumentar a velocidade da página.

Segundo o IBGE, entre 2005 e 2015 o número de casas conectadas no Brasil teve um aumento de cerca de 446%. Ganhamos interação e rapidez nos últimos anos e, com isso, a paciência de quem compra pela internet diminuiu.

Para se ter uma ideia, dois em cada cinco internautas abandonam um site se ele demorar mais do que três segundos para carregar. É o que aponta uma pesquisa da Akamai Study, líder global em computação na nuvem que possui 150 mil servidores espalhados pelo mundo. E, além de ajudar a aumentar as taxas de conversão, geralmente a velocidade é considerada um importante sinal de rankeamento em mecanismos de pesquisa, como o Google.

Indústria e Segurança da Informação: as principais ameaças de 2018

Por Vladimir Prestes
22/10/2018 - As empresas, devido à sua importância social e econômica, encontram-se no centro das atenções no que diz respeito à segurança. No entanto, ao contrário da segurança física, a proteção das informações tornou-se prioridade apenas recentemente. Enquanto isso, mudanças estão ocorrendo rapidamente neste setor e exigem uma reação igualmente rápida.

Crescimento do número de invasões acidentais de softwares maliciosos

O fator humano tem sido considerado pelos especialistas a principal ameaça à segurança da informação. Os hackers ainda não encontraram uma maneira mais fácil de violar a proteção de uma empresa do que atacando um usuário e um PC específicos. Eles utilizam a engenharia social para obter informações confidenciais, enviando vírus, ransomwares e cavalos de troia.

Para obter sucesso no combate aos riscos gerados pelo fator humano, é necessário controlar todos os canais de transmissão de informações, analisar o tráfego e orientar os funcionários sobre as regras de Segurança da Informação (SI). Monitoramentos regulares no âmbito da SI podem ser realizados dentro da própria instituição ou recorrendo a serviços de empresas especializadas na formação de agentes de segurança da informação, como CTI, Security Awareness Training, entre outros.

Aumento dos ataques às empresas industriais

Em 2017, os especialistas em SI notaram o aumento do interesse de criminosos cibernéticos e agentes internos pelas empresas industriais. Primeiro eles roubam os dados de usuários, planos, esquemas de processos tecnológicos, documentação técnica de engenharia e depois, monetizam os essas informações. O volume de tais crimes só tende a crescer, já que a informatização das instalações industriais tem ganhando cada vez mais força.

Para que os funcionários entendam a responsabilidade pelas atividades internas, é importante informá-los sobre incidentes e respectivas punições em casos de fraudes. Por exemplo, em 2017 foi divulgado o caso de um dos clientes da SearchInform. A empresa Akado Yekaterinburg, iniciou e ganhou uma causa na justiça contra um ex-funcionário e seu cúmplice, que tentaram "vazar" o banco de dados de seus clientes. Os dados obtidos com a ajuda do sistema DLP foram utilizados como prova no processo judicial.

Os impactos da LGPD: dez pontos para entender a nova lei de proteção aos dados no Brasil

*Por Gabriel Camargo
12/10/2018 - Você sabe o que é a LGPD? É a sigla para Lei Geral de Proteção de Dados, sancionada pelo presidente Michel Temer com o objetivo de aumentar a privacidade de dados pessoais e o poder das entidades reguladoras para fiscalizar organizações. O documento altera o Marco Civil da Internet e chega em uma época propícia, marcada por grandes vazamentos de informações e escândalos que envolvem justamente o uso indevido de informações pessoais.

A partir de agora, as empresas têm 18 meses para se adaptarem à lei. O não cumprimento dessas obrigações pode acarretar, por exemplo, em multas altíssimas que chegam até mesmo a R$ 50 milhões por infração. Ainda que essa prática coloque o Brasil no grupo dos países considerados adequados na proteção à privacidade dos cidadãos, a expectativa é que os próximos meses serão de dificuldade e planejamento dentro das corporações. Confira dez pontos para entender mais a LGPD:

1 – Objetivos: a principal meta é garantir a privacidade dos dados pessoais das pessoas e permitir um maior controle sobre eles. Além disso, a lei cria regras claras sobre os processos de coleta, armazenamento e compartilhamento dessas informações, ajuda a promover o desenvolvimento tecnológico na sociedade e a própria defesa do consumidor.

2 – Motivações da LGPD: há um grande debate no setor desde 2010 sobre a proteção dos dados. Entre os fatores que levaram à aprovação do projeto de lei brasileira foi o GPDR, regulamento aprovado pela União Europeia em maio de 2018. Como este documento tem aplicabilidade extraterritorial, muitas empresas brasileiras já tiveram que se adequar para esta nova realidade.

3 – Principais pontos: a lei é aplicada a todos os setores da economia; possui aplicação extraterritorial, ou seja, toda empresa que tiver negócios no país deve se adequar a ela; consentimento do usuário para coletar informações pessoais; os titulares podem retificar, cancelar ou até solicitar a exclusão desses dados; criação da Autoridade Nacional de Proteção aos Dados (ANPD); e a notificação obrigatória de qualquer incidente.

4 – Data Protection Officer: a partir de agora, as organizações devem estabelecer um Comitê de Segurança da Informação para analisar os procedimentos internos. Dentro deste órgão haverá um profissional exclusivo para a proteção dos dados e responsável pelo cumprimento da nova lei.

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