Cinco dicas para empreender na terceira idade

*Por Luciana Franco,
04/10/2018 - O Brasil precisa se preparar para um novo fenômeno. O número de idosos cresceu 50% na última década, segundo dados do IBGE, e o País possui 8,5 milhões de cidadãos acima dos 60 anos. Com isso, existem hoje 26 milhões de pessoas na terceira idade e essa fatia deve chegar a 38 milhões em 2027. Em 50 anos, metade da população brasileira será de pessoas mais velhas. O envelhecimento populacional é um fenômeno global, está associado ao aumento da expectativa de vida das pessoas e à redução nos índices de natalidade.

O tema é um desafio para o Brasil, que vai envelhecer antes de se tornar um país rico ou socialmente equilibrado. Outro obstáculo será acomodar essa faixa da população, uma vez que irão responder por importante parte do consumo e do mercado de trabalho. Com isso, uma nova onda de startups deve surgir, criadas por profissionais experientes que buscam novas frentes de atuação.

No Brasil, viver de aposentaria é ilusão. Portanto, empreender pode ser a melhor solução para trabalhar nas áreas de interesse e ter uma fonte de renda. Pesquisas indicam que a terceira idade brasileira movimenta mais de R$ 1,5 trilhão ao ano. Já que os 50 são os novos 30 e, certamente, os 60 deverão ser os novos 40, é possível afirmar que essa fatia da população deverá também ser uma importante geradora de receita. Há, logicamente, uma grande diferença entre expectativas, necessidades e desejos em relação aos mais jovens, mas as possibilidades para terceira idade são imensas.

É muito provável que seguiremos os passos de outros países mais avançados. Uma pesquisa internacional feita pela Global Entrepreneurship Monitor mostra que 30% dos novos empreendedores já têm entre 49 e 64 anos, enquanto 59% dos negócios globais já são comandados por pessoas da terceira idade.

Profissionais dessa faixa etária são mais experientes, mais focados em resultados e tão ambiciosos quanto os jovens. Como temos notado em diversas oficinas e cursos, o empreendedorismo tem sido um caminho escolhido por muitos brasileiros da terceira idade como alternativa para ter uma vida mais ativa, inclusive após a aposentadoria. Há, de fato, espaço no mercado brasileiro para startups com profissionais da terceira idade por serem qualificados, maduros e com alto senso de responsabilidade.

Computação quântica: como será nossa vida daqui dez anos?

*Por Wander Cunha
01/10/2018 - Apesar do impacto positivo que deve trazer, pontos como cibersegurança e condições físicas de uso ainda devem ser superados para a adoção em massa

Falar de "computação quântica" nos dias atuais é quase como pensar em ficção científica – à primeira vista, parece algo com funcionamento complexo e obscuro, sem perspectiva de benefícios claros dentro de muitos anos. Mas a Minsait, uma companhia da Indra, aponta que essa percepção está longe de ser verdadeira. Na verdade, essa tecnologia terá impactos claros no nosso dia a dia nos próximos 10 a 20 anos.

A tendência apontada pela Minsait está baseada na velocidade exponencial de adoção de novas tecnologias na sociedade atual e nos avanços constantes a que se dedicam as grandes empresas do setor tecnológico. Entendemos que os benefícios gerados com a adoção do computador quântico serão fundamentais principalmente na área de pesquisa e desenvolvimento, especialmente quando aplicado para resolver um problema em um tempo muito curto, como simular e otimizar processos como a construção de aviões mais seguros, projetar modelos econômicos, otimizar sistemas de inteligência artificial, ou simular todo tipo de moléculas, o que nos permitirá descobrir novos materiais, ou desenvolver novos remédios".

E por que não estamos usando a computação quântica?

Obter todas essas vantagens tem um preço significativo. A Minsait aponta dois desafios fundamentais para serem resolvidos até à adoção eficaz do computador quântico em massa: superar condições físicas e garantir cibersegurança das informações contidas nos qubits.

Inteligência Artificial ganha espaço no mercado global

*Por Guilherme Loureiro
25/09/2018 - A Inteligência Artificial vem ampliando seu espaço entre as empresas globais, aponta a Fortune 1000, pesquisa realizada pela revista Forbes, em 2018. Participaram do estudo empresas como American Express, Ford Motors, Goldman Sachs, MetLife, Morgan Stanley e Verizon.

Os resultados mostram que os executivos agora veem uma correlação direta entre os recursos de big data e da inteligência artificial. Pela primeira vez, grandes corporações relatam que têm acesso direto a volumes significativos de dados que podem alimentar algoritmos de inteligência artificial para detectar padrões e entender comportamentos. O estudo aponta que empresas como American Express e Morgan Stanley já compartilham publicamente histórias de seus sucessos.

Segundo o IDC (Internacional Data Corporation), empresa global de inteligência de mercado, as receitas mundiais com big data e business analytics ultrapassarão os US $ 200 bilhões em 2020, e devem registrar taxa de crescimento anual de 11,7%. O setor bancário liderará os investimentos no setor.

Como monitorar sua equipe de trabalho com tecnologia

*Por Vladimir Prestes
24/09/2018 - O monitoramento da equipe de trabalho é uma das principais funções dos gestores. As tecnologias ajudam a aperfeiçoar essa tarefa e hoje não é mais necessário aplicar tanto esforço para saber exatamente como cada empresa, cada departamento específico e cada funcionário está trabalhando.

O que e como os empregadores monitoram?

Hoje, o monitoramento do trabalho de funcionários pode ser realizado praticamente por qualquer empresa, independente de perfil ou porte. A metodologia dependerá apenas do tipo de atuação do funcionário, que poderá ser externa ou dentro do escritório. Por exemplo, nos telefones celulares dos carteiros são instalados aplicativos com GPS, que acompanham todos os deslocamentos. Dispositivos de rastreamento, que registram a rota e o consumo de combustível, são instalados nos veículos de serviço. Os rastreadores também são utilizados para determinar a localização de funcionários de um armazém ou de um determinado setor da fábrica.

Os escritórios usam câmeras de vídeo, sistemas de controle de acesso e softwares especializados para o monitoramento das atividades dos funcionários nos computadores. Hoje já estão disponíveis no mercado brasileiro sistemas de monitoramento automático das atividades dos funcionários no computador, capazes de monitorar programas e aplicativos usados por determinado funcionário, o tempo gasto e com qual finalidade, ou seja, a tecnologia permite identificar se esse tempo foi gasto efetivamente para tarefas de trabalho ou para fins pessoais, avaliando a produtividade da equipe e produzindo relatórios para o gestor.

Já os sistemas conhecidos como DLP promovem um maior controle de funcionários. Esses programas são desenvolvidos para proteger as informações confidenciais contra vazamentos. Hoje é fundamental proteger não apenas as informações dentro da empresa, mas também a empresa contra perdas financeiras, provocadas por diferentes tipos de ações. Essas ações são cometidas pelos funcionários, uma vez que as informações não vazam por si só. É necessário lidar não só com a informação, mas com o "fator humano", considerado pela maioria dos especialistas da SI em todo mundo como a maior de todas as ameaças. Por exemplo, negligência de funcionários, conluio de profissionais com concorrentes, uso ilegal de recursos da empresa, espionagem industrial, vingança de funcionários - são muitas possibilidades.

De acordo com pesquisa da IBM e Ponemon Institute (2016), que entrevistou especialistas de TI e SI dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Austrália, Emirados Árabes e Brasil, em 74% dos incidentes, o fator humano teve um papel decisivo.

Segurança da informação: preocupação com o tema aumenta conforme avanço tecnológico

*Por Marcelo Sales
11/09/2018 - De acordo com informações do Gartner, os gastos mundiais em segurança da IoT alcançarão US$ 1,5 bilhão ao final de 2018
Eu me deparo, diariamente, com um ou dois novos textos sobre segurança da informação. E há uma única explicação para isso: esse é, e continuará sendo, um tema fundamental para o desenvolvimento da tecnologia. Pode parecer repetitivo, mas falar sobre normas e técnicas que visam proteger a sociedade, agora digital, é uma preocupação cada vez mais crítica.

Recentemente, entrou em vigor o Regulamento Geral de Proteção de Dados (General Data Protection Regulation, ou GDPR), conjunto de leis da União Europeia que afeta empresas de todos os portes que atuam na Europa ou têm relação com a região. No Brasil, a Lei Geral de Proteção dos Dados foi aprovada no Senado e encaminhada para a sanção presidencial, em julho. Em ambos os casos, as regras visam proteger os dados de cidadãos, fixando regras de uso dessas informações por parte de empresas e órgãos públicos.

Três pilares para a transformação bancária

*Por Elias Rogério da Silva
04/09/2018 - O mercado de serviços financeiros passa por grandes mudanças por conta do avanço da transformação digital. De acordo com a pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018, os investimentos em tecnologia tiveram um crescimento de R$19,5 bilhões em 2017 - comparados com R$18,6 bilhões em 2016. Em um momento em que o Brasil está recuperando sua economia, esse valor é representativo e mostra que a atenção do setor está direcionada às mudanças.

Atualmente, poucas são as inovações que surgem sem a participação ativa do consumidor, já que elas são criadas a partir de uma necessidade ou de uma demanda do cliente. Processos internos, metodologias, princípios e estruturas organizacionais têm sido alteradas para comportar as novas incumbências das instituições e atender a expectativa dos correntistas.

Como parte do planejamento para alcançar o patamar de banco digital, as instituições devem se embasar em três pilares: economia, experiência do cliente e conveniência.

1. Economia tangível

Se por um lado os bancos impulsionam o investimento em tecnologia no país, por outro é constante a busca por soluções que simplifiquem a operação e tragam economia e retorno efetivo. Neste contexto, algumas instituições já investem em caixas eletrônicos recicladores. Essa é uma saída para minimizar o custo na gestão de numerários e dar mais agilidade no atendimento ao usuário, já que o mesmo dinheiro utilizado para depósito pode ser aproveitado para saques de outros clientes. Como resultado, são registradas menos visitas de carros fortes às agências, gerando economia.

2. O cliente no centro da experiência de atendimento

O centro das atenções está em apenas um lugar: o cliente. Como o único tomador de decisão, ele é o responsável por guiar as modificações nos negócios que vemos hoje. Como consequência, a experiência personalizada é a oferta das empresas que querem conquistar e fidelizar seus consumidores. Por isso, além de ter um atendimento multicanal, é preciso criar uma jornada integrada e distinta para cada público. Atualmente, já vemos redes sociais e aplicativos de mensagens sendo utilizados para traçar essa nova rota de conexão. É possível iniciar as transações em um equipamento e concluí-la em outro, de modo que nossa experiência com o banco vá além de um único canal. Isso é resultado de um mindset inovador que, juntamente com a tecnologia, permite a transformação dos negócios, processos e relações entre pessoas e serviços; gerando uma experiência de valor agregado ao cliente.

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