Open Banking está ganhando o mundo

*Por Ricardo Taveira
29/03/2018 - Depois das novas regras impostas a bancos ou meios de pagamento em países da Europa, por meio da entrada do vigor da lei PSD2, os players não-europeus estão começando a enxergar o setor de forma diferente.

Desde meados de janeiro, a PSD2 obriga todos os bancos europeus a abrirem suas APIs (Application Programming Interface), possibilitando a leitura de dados como os de saldo e extrato e movimentação de contas de clientes por terceiros devidamente autorizados. Com isso, dá para incorporar serviços básicos bancários como parte de um outro produto ou "app", da mesma forma que a API de mapas do Google Maps, por exemplo, fornece a estrutura para suportar os aplicativos de transporte. Assim, seria possível construir um Internet Banking multibanco, ou até pagar uma transação de e-commerce debitando diretamente em uma conta bancária sem a necessidade de convênios ou integrações individuais entre bancos e sites. A conta do cliente vira um simples commodity—infraestrutura à serviço de um produto maior e mais rentável de um terceiro.

Se a sua empresa é um banco ou meio de pagamento na Europa, este é o cenário que lhe aguarda caso adote a estratégia errada de Open Banking. E se sua instituição bancária, corretora ou adquirente for brasileira e não europeia, não se engane – essa inovação já aterrissou por aqui.
Dito isso, acreditar que este é único resultado possível, ou que a melhor estratégia é "erguer barreiras" para adiar ao máximo o impacto no seu negócio atual, seria simplificar um movimento que pode trazer enormes benefícios para todos.

A explosão das "fintechs" nos últimos anos, pode estar ligada ao fato de a tecnologia ou experiência de usuário (UX) destas empresas serem superiores às dos bancos—ou pelo fato de elas não possuírem o mesmo fardo regulatório dos players tradicionais. Independentemente das causas, o Open Banking vem para catalisar essa tendência.

Com quase 80% do mercado bancário concentrado na mão de cinco gigantes – com ampla munição para proteger suas posições de mercado – a "guerra fria" entre os players tradicionais e fintechs agora tem o "agente provocador" que faltava para que o conflito se tornasse uma "guerra quente" pela carteira do cliente.

O Open Banking, em tese, permite que o usuário "monte" sua própria plataforma financeira com produtos variados de diversos players, agregados em uma única interface—abrindo para concorrência externa o "mercado fechado" dos grandes bancos, de forma similar ao livre comércio entre países. Vale lembrar aqui então que, em geral, os países que abriram suas economias para o comércio exterior não entraram em conflito armado entre si, mas se especializaram e construíram cadeias de valor multinacionais complexas e eficientes, algo similar ao que é possível entre bancos e fintechs.

Tecnologia ‘fora da caixa’: Inovação a serviço da produtividade

*Por Luiz Sakuma
23/03/2018 - Produtividade e tecnologia sempre andaram juntas: otimizar o tempo é essencial para o ritmo de vida que levamos nos dias de hoje. Nos ambientes ultra conectados, competitivos e imediatistas que vivemos, manter a eficiência é um verdadeiro desafio. Nesse aspecto, é a inovação em TI que nos traz recursos indispensáveis para processar e organizar a informação, além de inevitavelmente criar distrações irresistíveis. Como, então, podemos usá-la a nosso favor?

Existem diversas formas de condicionar nossos gadgets e dispositivos conectados para realizar nossas tarefas mais rotineiras e, consequentemente, nos poupar tempo. Além disso, dispositivos já presentes nas nossas vidas podem adquirir uma nova importância quando exploramos corretamente seu potencial. Quem nunca se surpreendeu ao encontrar uma função nova no smartphone, por exemplo? Desde lembretes na agenda até assistentes virtuais, já é possível contar com a tecnologia em casa e no trabalho para resolver nossos problemas mais simples de produtividade. Em algumas profissões, isso pode ser a diferença entre cumprir ou não um prazo. Em outras, pode ser decisivo para o sucesso de um projeto, operação ou empreendimento.

Podemos, por exemplo, considerar um arquiteto ou engenheiro, que lida diariamente com exatidão, cálculos complexos, projetos técnicos e que não admitem falhas. Ao utilizar um notebook touchscreen para desenhar seus croquis, a nova tecnologia de caneta digital pode ser utilizada para repetir traços, ângulos, espessuras ou cores. É possível poupar um tempo precioso ao repetir padrões com precisão sem a necessidade de buscar novamente o traço correto ou o ângulo exato. Um dispositivo que, à primeira vista, é um mero periférico, pode ser uma importante ferramenta de trabalho inteligente.

Você acha que a GDPR não vai afetar sua empresa no Brasil? É bom refletir sobre o assunto

*Por Carlos Rodrigues
21/03/2018 - Em maio, quando tiver início a vigência da Regulamentação Geral da Proteção de Dados (GDPR), todas as empresas do mundo que lidam com dados de pessoas ou serviços dos países da União Européia (UE) vão aderir a um novo e complexo conjunto de diretrizes de segurança. Em caso de "não-cumprimento", essas empresas podem ser multadas em até 4% do faturamento global anual ou € 20 milhões (aproximadamente R$ 80 milhões) - vai prevalecer o valor que for maior.

Em termos mundiais, este é um cenário bastante preocupante que chama a atenção pelo fato da maioria das empresas que fazem negócios com cidadãos ou outras empresas da UE ainda terem uma cultura de "resistência", mostrando-se pouco preocupadas com a nova regra – a qual representa uma mudança significativa na forma como os dados devem ser tratados.
E no Brasil a situação não é diferente, se levarmos em consideração que o País é frequente alvo dos hackers e que temos notado a falta de priorização das ações de proteção de dados por parte dos gestores de segurança.

Que tipos de empresas brasileiras estão sujeitas à GDPR?

As empresas de entretenimento, as empresas de viagem, os fornecedores de software e as empresas de comércio eletrônico sediadas no Brasil são alguns exemplos de "quem" vai ser obrigado a reavaliar as próprias atividades na internet - como marketing online, venda de produtos ou simplesmente o cadastro de informações com objetivo de compor base de dados. Essa é uma forma inicial de garantir a privacidade dos dados e evitar a possibilidade de vazamento dos mesmos.

Exemplo de aplicação da GDPR: um site brasileiro de comércio eletrônico que é acessado por um internauta na Inglaterra – levando em consideração que este site está configurado para ser lido em inglês. Assim que o internauta digita os dados pessoais para se cadastrar, interpreta-se que o site também tem autonomia para executar ações de marketing em inglês direcionadas a ele, o que gera a obrigatoriedade de cumprir as normas da GDPR.

10 anos da ABRINT: rico passado a celebrar e o futuro a construir com a universalização da banda larga

*Por Basílio Perez
21/03/2018 - Em 2008, apenas 18% dos domicílios brasileiros possuíam acesso à internet. Cerca de dez anos depois, essa proporção saltou para 54%, segundo dados divulgados pelo 12º relatório TIC Domicílios, elaborado pelo Cetic.br. Apesar do longo trabalho que ainda resta a ser feito, o Brasil pode se orgulhar de diversas conquistas atingidas em uma década no caminho para a inclusão digital. É esse presente que a ABRINT, Associação Brasileira dos Provedores de Internet e Telecomunicações, recebe ao completar 10 anos: a certeza de que temos um importante papel nessa transformação.

Os provedores regionais de internet, juntos, representam uma parcela equivalente a 16% do total de acessos de internet no Brasil, o que os converte, como um bloco, na quarta maior empresa de comunicação do país. Tamanha importância torna fundamental uma entidade forte, que atue para responder em nome de centenas de pequenas e médias companhias. Unidas, elas são fundamentais para o desenvolvimento da economia.

Desde sua fundação, o papel da ABRINT é representar os provedores regionais junto à sociedade, órgãos e reguladores, de forma a assegurar uma concorrência justa no mercado de telecomunicações e o cumprimento de políticas para ampliar o acesso de banda larga, sobretudo em periferias de grandes cidades ou municípios pequenos e médios do interior – locais muitas vezes não contemplados pelos serviços das grandes operadoras. Com a organização e o fortalecimento dessas empresas, tem sido possível levar telefonia e internet de qualidade para a maior parte do território nacional.

Como a gestão documental está na estratégia do seu negócio

marcelo_gomes_fujitsu.jpg*Por Marcelo Freitas
21/03/2018 - A palavra de ordem do momento é "transformação". E, na mesma velocidade em que as empresas se transformam e se reinventam, os dados passam por uma mudança do analógico para o digital. Qualquer corporação está passando, ou irá passar em breve, por tudo isso. O processo, entretanto, leva tempo, mas é vital para as empresas que querem se manter vivas no mercado.

É importante entender que cada empresa tem uma curva, uma maturidade, neste processo e existem uma série de peças que devem estar alinhadas – até para que não sejam feitos investimentos em tecnologias dispensáveis ou que não complementem o objetivo do seu negócio.

A transformação digital envolve projetos dos mais diversos, como big data, mobilidade, Analytics, social, motores de inteligência artificial, entre tantas outras tendências constantemente comentadas. E todas essas tendências correm o risco de serem desperdiçadas e prejudicadas pela ausência de uma boa gestão documental.

A gestão eletrônica de documentos (GED) é fundamental para garantir a segurança dos dados nos processos internos e o gerenciamento deve ser planejado com estratégia e apoio das tecnologias. Empresas que já tem um sistema de gestão estruturado por exemplo, muitas vezes possuem um gap nos processos entre o ERP e o core business da companhia. Ao gerir a estratégia do negócio como um todo, é possível interligar todas as áreas e criar projetos para estruturar dados que antes não eram gerenciáveis e transforma-los.

De acordo com a pesquisa IT Leaders, realizada pelo IDC, as empresas da América Latina passarão pela "curva do digital" e terão a digitalização como prioridade nos processos até 2020. Os tomadores de decisão e líderes das organizações estão a par da importância dessa estratégia (de digitalização) e já começam a adotar tais mudanças para alcançar melhores resultados e se destacar diante da concorrência.

Ainda de acordo com o estudo do IDC, nas estratégias dos CIOs para 2018 está, em primeiro lugar, o investimento em eficiência operacional (60%), seguido de revisão e desenvolvimento de processos de negócios atuais (50%) e por fim, alavancar a experiência do consumidor (45%).

O poder nas mãos do consumidor

Novas gerações exigem das marcas um atendimento personalizado, que realmente reflita seus desejos e necessidades

*Por Silvia Aragão
21/03/2018 -
O mês do consumidor é sempre uma oportunidade para refletir sobre a evolução do trabalho de atendimento ao cliente e dos desafios que teremos de trilhar para oferecer experiências cada vez mais diferenciadas.

Num mundo cada vez mais volátil, o nosso consumidor também está mudando muito rápido. Por isso, compreender o comportamento e os hábitos de consumo das novas gerações é fundamental para gerar engajamento e transparência nas interações.

As empresas precisam ficar atentas a todas as variações que acabam impulsionando as decisões no momento da compra. A geração millennial, representada pelos jovens entre 21 e 27 anos, modificou o jeito de se relacionar com as marcas. São jovens extremamente conectados que não compram nada sem antes pesquisar pela internet.

O relatório "A mente e bolso do millennial", produzido pela Harris Insights & Analytics, aponta que 74% dos jovens brasileiros fazem pesquisas para reunir informações antes de comprar um produto. Esse dado mostra que o consumidor é o centro das relações, pois os jovens estão cada vez mais propensos a comentar sobre uma marca ou produto com posts em redes sociais. Neste cenário, as empresas necessitam investir numa maior interação com o cliente, promovendo um atendimento personalizado é único.

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