Os desafios que o mercado exige dos CIOs em 2018

*Por Diogo Santos
21/02/2018 - Em todo começo de ano, o mercado começa a buscar tendências e maneiras de superar os desafios que se aproximam. Em outubro de 2017, o Gartner definiu as dez principais tendências tecnológicas mais estratégicas para 2018, entre elas: Base em AI; Aplicativos Inteligentes e Analytics; Coisas Inteligentes; Gêmeos Digitais; Na ponta da Nuvem; Plataformas Conversacionais; Experiência Imersiva; Blockchain; Event Driven; e Risco Adaptativo Contínuo e de Confiança.

Com as tendências já anunciadas, é hora de se adequar a elas. E aí começam os desafios para os CIOs. Falo de alguns casos principais, e já adianto que eles envolvem mudanças de pensamento e capacidade de se adequar às novas ideias.

O primeiro desafio de um CIO é a otimização da capacidade do profissional em pesquisar e entender como as novas tecnologias são capazes de acelerar o crescimento do negócio – ou até mesmo transformá-lo. Parto da premissa de que não é mais segredo para ninguém que o Chief Information Officer deve fazer com que o TI seja estratégico, e essa complexidade pode exigir uma "nova visão" e um reaprendizado da tecnologia em geral.

Há, também, outro desafio do CIO – e essa segunda situação vai além do trabalho com a tecnologia. As inovações citadas no parágrafo acima mudam toda a cultura de uma empresa, e alguns colaboradores não estão prontos para isso. Não há inovação que revolucione uma corporação sozinha, já que é necessário engajamento de quem executa as ações. O mind set da companhia deve acompanhar as modernizações – e quem não embarcar deve ser deslocado.

Aonde está o dinheiro: China, Estados Unidos e Brasil vivem diferentes momentos da sua relação com os meios de pagamento

*Gastão Mattos
20/02/2018 - No último NRF – Retail Big Show - um dos maiores eventos de varejo do mundo - o CEO da Visa, Alfred Kelly, participando de um painel sobre o futuro do pagamento, se pronunciou sobre a absoluta relevância do uso do dinheiro em espécie como forma de pagar. Se considerado no "wallet share", o dinheiro em espécie é líder em muitos mercados de destaque como nos Estados Unidos, onde um estudo da PYMNTS de 2015 identificou que o dinheiro é líder em preferência do consumidor para pagamento, com 32% de participação em quantidade de transações (cartões de crédito com 21% e débito com 27%). No Brasil, segundo estudo da Boanerges & Cia, também de 2015, 39% dos pagamentos são efetuados em papel moeda. A relevância do dinheiro está diminuindo, contudo, na linha do tempo. Mas o que está acontecendo na China merece total atenção: o país está mudando a forma de realizar pagamentos de forma acelerada e sem passar pelo uso de cartões, como é notório nas economias ocidentais.

Na China, as compras sem cédula já representam 60% do total do país. Em 2016, o volume de pagamentos feitos com smartphones alcançou a marca dos 5,5 trilhões de dólares, segundo matéria da Exame. Para se ter ideia do que isso representa, de acordo com a Forrester, os pagamentos móveis nos Estados Unidos equivalem a apenas 2% do mercado chinês.

Esse cenário foi traçado graças a um aumento de 31% no PIB per capita e de 30% na taxa de uso da internet, além da oferta de smartphones a preços bastante competitivos. Também se credita essa rápida virtualização do dinheiro na China a duas empresas: a varejista online Alibaba, dona do serviço de pagamentos Alipay, e a empresa de tecnologia Tencent, dona do aplicativo WeChat.

O Alibaba ingressou antes no mercado de meios de pagamento, com o Taobao, uma espécie de versão chinesa do eBay e ganhou ainda mais projeção em 2009, ao lançar um aplicativo para celular para fazer pagamentos também no varejo tradicional. O WeChat Pay, por sua vez, foi lançado em 2013 como uma carteira virtual dentro do WeChat e vem crescendo exponencialmente.

Em apenas três anos, a forte concorrência entre as duas empresas fez com que os chineses praticamente abandonassem o dinheiro de papel para adotar os pagamentos digitais. E não é somente de lojas que estamos falando. A virtualização começa a se expandir para outras áreas, trazendo diversos benefícios aos chineses. Um exemplo interessante são algumas faculdades em cidades como Tianjin que já permitem aos estudantes pagar desde a matrícula à alimentação com smartphones, passando por sua identificação para ingressar nas unidades. Segundo reportagem do IG, a projeção é de que, se implementadas em todo o país, as estratégias de digitalização permitiriam às instituições economizar cerca de US$ 44 mil por ano com custos de produção dos cartões e US$ 1,4 milhão por ano com a perda anual destes cartões. Outro exemplo que a reportagem traz é que os pagamentos digitais pelos smartphones também estão sendo usados para melhorar o acesso à saúde, reduzindo o tempo de espera nas clínicas. Os pagamentos móveis são parte do projeto de "finanças verdes" liderado pelo governo chinês. De acordo com projeções do Banco Mundial, empresas e governos poderão reduzir suas despesas em até 75% com os programas de pagamento digital.

Tecnologia para aumentar a satisfação do cliente

Entender o perfil do cliente e oferecer um atendimento eficiente ajudam a garantir o sucesso nas interações com os "consumidores influenciadores"

*Por Braulio Lalau de Carvalho
20/02/2018 - Aumentar a satisfação do consumidor é uma tarefa essencial dentro de um contact center, que exige bastante empenho das empresas. Mesmo sem milhões de seguidores nas redes sociais, muitos consumidores são grandes influenciadores nos ambientes em que estão inseridos. Isso significa que um mal entendido em um contato telefônico pode gerar um grande problema para uma empresa. Por sorte, a tecnologia atual possui uma série de facilidades que permitem fornecer um atendimento mais adequado e, assim, evitar situações que prejudiquem uma marca.

A internet facilitou o acesso a uma grande quantidade de dados, que podem ser explorados em um contact center. Por meio de um bom analytics, as empresas conseguem identificar oportunidades, como a melhor forma de contatar o cliente, o horário adequado, além de oferecer o produto certo no momento certo.

Há também soluções tecnológicas que permitem analisar os atendimentos, tornando possível entender o motivo do contato e se o cliente realmente está satisfeito com o retorno que teve, tudo isso de forma automática.
Outra forma de aumentar a satisfação do consumidor é fornecer um atendimento multicanal. Telefone, facebook, chat, SMS, aplicativo: são diversos os meios de comunicação, que podem ser combinados de acordo com o perfil de cliente de cada empresa e implementados de forma a ajudar da melhor forma possível, seja por meio de texto, voz ou vídeo.

Evolução ou transformação digital? O que o Supply Chain deve esperar de 2018

Não que a transformação digital tenha perdido a relevância, mas é preciso analisar a maturidade do setor e a sua evolução tecnológica no cenário brasileiro

*Gabriel Lobitsky
19/02/2018 - Parece que o buzz em torno da transformação digital veio e passou, e agora outros assuntos tão relevantes quanto esse, como blockchain e inteligência artificial, ganham o noticiário. No entanto, a transformação digital não perdeu a relevância, mas precisamos analisar o andamento e maturidade dessa tal 'transformação' no supply chain brasileiro. A verdade é que a maioria das empresas se deram conta que ela não é como um interruptor, que basta apertar, se conectar automaticamente e compartilhar os dados de negócios, fornecedores, parceiros comerciais, e de tudo o que está acontecendo no supply chain físico.

A verdade é que o Brasil é um País rico e com ampla extensão territorial, por outro lado, essa riqueza traz inúmeros desafios e burocracias para o setor de Supply Chain, como a quantidade de documentos necessários para a liberação e transporte de uma mercadoria via terrestre, marítimo ou até mesmo aéreo. A visibilidade completa da cadeia de suprimentos é um sonho possível, mas que requer organização e mudanças graduais nos processos internos para garantir, ao menos, mais eficiência e otimização do tempo – e esses, acreditem, são os melhores ativos para as empresas do setor.

A palavra transformação na língua portuguesa significa "qualquer tipo de alteração que modifica ou dá uma nova forma a algo". No entanto, quando falamos em transportes, logística, ou qualquer outro setor que lide com as burocracias 'naturais' da Cadeia de Suprimentos, as mudanças acontecem aos poucos e a tal 'transformação digital', em algumas empresas, pode demorar mais que em outras. Por isso, a melhor forma de descrever esse movimento de adoção gradual de tecnologias que as empresas brasileiras estão passando seria chamando de 'evolução digital'. Ou seja, um processo natural que está em andamento, não uma mudança instantânea que transforma, do dia para a noite, a forma de trabalhar.

Claro que o setor está se transformando e investindo, aos poucos, em tecnologias. E essa é uma necessidade desse século, e, principalmente, dessa década. Uma prova disso é uma pesquisa da BMC, que afirma que 73% dos decisores de TI acreditam que a automação de processos operacionais será uma demanda obrigatória esse ano. E, as empresas que não focarem em tornar seus negócios mais digitais nos próximos cinco anos, não sobreviverão nos próximos dez.

Há décadas, a área de Supply Chain tem incluído diferentes tipos de inovações para melhorar seus processos. No passado, era o EDI e código de barras, e nos últimos anos surgiram as mais avançadas tecnologias que incluem robótica e/ou Internet das Coisas. Mesmo com a natural dificuldade de conectar essas tecnologias às quatro paredes das organizações físicas – o que veremos em 2018 é uma tempestade perfeita de busca de conectividade e poder computacional na nuvem – o que pode implicar em um grande avanço para os negócios das cadeias de suprimento.

Oito tendências da Segurança Digital para 2018

*Por Bruno Prado
16/02/2018 - O ano de 2018 começou em ebulição no mundo da Tecnologia com a descoberta das falhas Meltdown e Spectre, que afetaram quase todos os processadores produzidos e utilizados nos últimos dez anos. O fato é que esse foi só um aperitivo do que ainda pode vir nos próximos doze meses. Mas o novo ciclo não traz só ameaças, novas alternativas e soluções de segurança da informação estão surgindo, que permitirão com que os usuários e empresas se defendam dos hackers em condições mais justas. Veja a seguir sete tendências:

Falhas e correções

Os gigantes da Tecnologia provavelmente continuarão sendo expostos após identificações de falhas em seus produtos e serviços. Isso provavelmente acontecerá devido a uma crescente guerra cibernética que surge, em que hackers dedicam todo o tempo – muitas vezes, apoiados por governos – em busca de brechas que impliquem em ofensivas que tragam consequências em escalas cada vez maiores e impactem a vida dos cidadãos comuns, como fez o WannaCry em 2017. O lado bom é que as empresas também têm investido nos "hackers do bem", os pentesters, que são contratados para investigar a infraestrutura da própria organização, a fim de corrigir eventuais erros antes que os mesmos cheguem ao público.

Tentativas de golpes

Lojas virtuais clonadas, aplicativos falsos, promoções enganosas. O usuário comum estará em contato com práticas fraudulentas cada vez mais elaboradas, que visam a interceptar dados pessoais e financeiros. Portanto, o cuidado terá que ser redobrado antes de baixar um app, instalar um jogo ou acessar um site ou link, especialmente no WhatsApp, onde golpes estão sendo viralizados em forma de promoções ou promessas de facilitação de transações bancárias. Outro costume do cidadão conectado é a utilização de wi-fi e tomadas em locais públicos, que estão sendo hackeadas por gangues especializadas. Especialmente para hóspedes de hotéis, um modem portátil e um power bank poderão evitar transtornos.

Fake News

Em ano de eleições, o surgimento de novas mídias independentes e o aumento do consumo de conteúdo e de notícias pelas redes sociais deve proporcionar debates ainda mais acalorados e polarizados entre os eleitores. Diante disso, partidos e candidatos vão investir pesado em ações de marketing de guerrilha por meio da viralização de informações duvidosas através robôs (bots) com perfis falsos, que poderão gerar ainda mais polêmica entre os usuários. Nessas horas, não há defesa melhor do que a cautela, a razão e o bom senso antes de acreditar em tudo o que se lê, para evitar desgastes com amigos, parentes e seguidores.

Desvende como a Inteligência Artificial pode otimizar a área de compras

*Por Rui David
31/01/2018 - Não há dúvidas que a Inteligência Artificial (IA) veio para ficar. Com diversas aplicações e com um avanço mais rápido de ferramentas e técnicas para análise de dados e machine learning, é quase unânime a aderência do mercado para a tecnologia que sozinha pode checar a US$ 2,9 trilhões em oportunidades e geração de valor para as empresas até 2021, segundo estimativa do Gartner.
Na área de compras não é diferente. Tal inovação é uma grande aliada dos gestores dos departamentos de supply chain, e as oportunidades vindas da adoção de soluções arrojadas são muitas, tanto na automação de processos quanto nas previsões de demandas mais assertivas. Conheça quatro maneiras que a Inteligência Artificial impacta a área de compras nas empresas:

1. Previsão da demanda com maior eficiência

Um dos principais desafios da área de compras é atender às demandas que surgem de diferentes origens. Uma companhia que monitora constantemente os pedidos realizados pode utilizar uma ferramenta de IA que reconheça padrões de consumo e analise o histórico de determinada área ou setor. Assim, é possível comparar a lista de solicitações com o que está sendo processado em tempo real e fazer estimativas mais realistas sobre o custo previsto para uma compra ou até quando haverá uma nova demanda.
É importante lembrar que uma das premissas para que a IA gere resultados relevantes é garantir o acesso a um banco de dados atualizado e alimentado com informações novas em tempo real, pois dessa maneira as tomadas de decisão são eficientes e mais ágeis.

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