A performance e os resultados do seu negócio são reflexos da liderança

*Por Fabrizio Tassitano
05/11/2018 - A área de compras deixou de ser um departamento apenas focado em aquisições e passou a ser muito mais estratégico até mesmo para outras tarefas além da negociação. O setor é responsável pelo relacionamento com o fornecedor e cliente final, além de todo o fluxo da compra que deve estar alinhado com os objetivos do negócio. Uma das vertentes que permitiu essa transformação foi a quarta revolução industrial. Ao trazer a ascensão das tecnologias, a revolução trouxe também oportunidades para que os setores de compras fossem otimizados.

Com a revolução 4.0, tecnologias que antes eram incompreendidas passam a ser adotadas com maior naturalidade, ainda que com certa moderação. Na área de suprimentos, por exemplo, as inovações permitem que os profissionais entendem a melhor forma de executar algumas tarefas como a comunicação com o fornecedor, a gestão de contratos e o controle de prazos.

Entretanto, a alta disponibilidade dessas tecnologias não é mais um diferencial se a área responsável não souber aproveitar os recursos da maneira correta e entender como e de forma alinhada ao objetivo do negócio. Uma pesquisa da Deloitte entrevistou executivos da área de compras que apresentaram as prioridades dos líderes das empresas e como eles enxergam seu time de compras. Desses, 51% acreditam que suas equipes atuais não têm níveis suficientes de habilidades e capacidades para cumprir sua estratégia de aquisições.

O dado chama muito atenção, pois preparar o profissional para esse novo mercado é fundamental. Ao entender como a quarta revolução industrial modificou a maneira como as tecnologias automatizam e otimizam processos, as organizações conseguem prestar mais atenção nos impactos desta nova era. Inclusive, com o que diz respeito ao recrutamento de profissionais e habilidades que devem ser mais valorizadas.

O líder de compras tem então, como novo desafio, a preparação necessária para orientar o novo profissional de compras. Tendo em mente que uma comunicação transparente e alinhada com o objetivo da empresa reflete não só na produtividade e melhor utilização das ferramentas, mas também nos custos e tempos que são reduzidos nos processos.

O uso do BIM nas obras: integração com IoT, Robótica e Realidade Virtual

*Por Marcus Granadeiro
29/10/2018 - Quando avaliamos a adoção do conceito de BIM (Building Information Modeling), ou Modelagem das Informações de Construção, percebemos que existem diversas iniciativas na área de projeto, porém poucas evoluíram para a obra. Se a dúvida é como será implantar processos de BIM em contratos de gerenciamento de obra ou quais serão as dificuldades e barreiras, assim como as novidades, podemos dizer que os ganhos serão muito significativos e fáceis de apurar, pois é na obra que está o grande volume de dinheiro e é onde ocorrem os problemas e atrasos.

A primeira aplicação que se tem em mente ao pensar no gerenciamento usando o BIM é o 4D, ou seja, o acompanhamento do modelo tridimensional associado ao cronograma. Em outras palavras, o tempo como a quarta dimensão. Para a montagem no 4D, é necessário ter os modelos das diversas disciplinas plenamente compatibilizados, ou seja, modelos com todas as interferências e conflitos já sanados, pois não faz sentido associar um planejamento a um modelo com problemas.

Em um processo tradicional não há esta capacidade de detecção de interferências de forma tão simples e rápida, assim é comum ter alguns aspectos que passam desapercebidos. O gerenciador fará seu planejamento e elas serão notadas na obra. No processo BIM, elas iam aparecer.
Este ponto, necessariamente, leva à antecipação de discussões que fatalmente iriam acontecer ao longo do gerenciamento para seu início. A fase inicial do gerenciamento ganha um protagonismo e uma capacidade de agregar muito valor ao serviço, revisando o modelo, eliminando problemas e reduzindo riscos. A equipe e o esforço a ser considerado nesta fase deve ser incrementado, agregando além do conhecimento em planejamento e aportando know-how construtivo e de produto.

No decorrer do contrato, há possibilidade de aplicação de uma série de novas tecnologias que automatizam o processo, eliminam trabalho e geram informações para aplicação no processo BIM. Algumas delas são:

Democracia brasileira está sendo atacada por recursos tecnológicos

*Por Arthur Igreja
26/10/2018 - Temos acompanhado de perto o avanço da proliferação de fake news, principalmente, com o foco nas eleições presidenciais, com destaque para o uso do aplicativo Whatsapp. O Brasil tem legislações a respeito de crimes digitais, inclusive, entrará em vigor, em 2020, a legislação referente à proteção de dados, muito em linha com o que ocorreu na Europa.

Mesmo sendo legitimada daqui a 2 anos, o Ministério Público já está muito atento fazendo investigações. Em termos de legislação digital, a brasileira é considerada uma das mais robustas. Ela está mais frágil no âmbito eleitoral, mas essa é uma questão mais voltada ao TSE, que precisa se digitalizar e entender tudo isso. A Justiça Eleitoral ainda se encontra defasada com relação ao avanço tecnológico.

Estudos da Psafe apontam que em torno de 96% das fake news eleitorais divulgadas no Brasil são compartilhadas via Whatsapp. As cabeças por trás das notícias falsas divulgam exatamente o que o povo quer ler. E isso cria o tão conhecido (e temido) efeito de massa de manobra. Estamos repetindo o mesmo que aconteceu nas eleições americanas, porém, com muito mais recursos tecnológicos.

Como se preparar para a nova era digital?

*Por Sandra Maura
25/10/2018 - Quantas vezes você olha para a tela do seu smartphone em um dia? A pesquisa Global Mobile Consumer Survey indica que esse número deve girar em torno de 100 interações prolongadas, que consomem aproximadamente duas horas e meia de sua rotina diária – e isso se você for apenas um usuário moderado. Esse é um exemplo claro de como as inovações se integram à nossa vida de um jeito mais simples do que parece.

Para as empresas, a Transformação Digital também tem acontecido de forma constante. Assim como nós incorporamos naturalmente novas formas de tecnologia, existem processos que já foram adicionados à rotina das organizações sem nenhum tipo de planejamento. Mas é bom ter em mente que nem sempre as transformações acontecem dessa maneira.

Por isso, para otimizar todo investimento de tempo, recursos e energia, o mais indicado é que as empresas se preparem para a nova era digital de forma contínua. A dica é observar com atenção os impactos e benefícios que cada novidade pode trazer para a operação e pensar em como aplicar as melhores opções de forma inteligente. Isso porque, embora seja interessante ter uma companhia aberta às inovações, é recomendável que as mudanças sempre sigam um plano ou proposta alinhado aos objetivos (e condições) da empresa.

Além de avaliar as características e oportunidades de uma potencial tecnologia antes de adotá-la, a gestão da empresa também deve analisar sua própria equipe e estrutura, entendendo que a digitalização dos processos de trabalho não se resume à implantação de uma solução de ponta. A Transformação Digital envolve outros aspectos, como a formação de uma equipe técnica capacitada para garantir a eficiência do projeto, o levantamento dos investimentos necessários e a previsão de como as mudanças irão impactar os processos operacionais.

Como a tecnologia pode influenciar o futuro do seu e-commerce

*Por Eduardo Hansel
23/10/2018 - Quando falamos de futuro pode até parecer algo distante, porém isso não se aplica quando o assunto é a tecnologia no comércio eletrônico. A internet ganhou mais força do que nunca nos últimos anos, o consumidor mudou, assim como a maneira como fazemos compras.
Cada dia mais as pessoas compram no conforto de suas próprias casas por meio de tecnologias baseadas em interação, realidade virtual (RV), inteligência artificial e machine learning. Com tanta comodidade, poucos irão optar por ir até uma loja física e o e-commerce vai ganhando espaço.

Acredito que toda essa mudança tecnológica já era esperada, mas o seu e-commerce está preparado para essas tendências? O primeiro passo é fazer uma avaliação sincera do seu website. Ele é intuitivo, de fácil navegação e tem um design atraente? Pergunto, pois a relação com os seus clientes começa na home de seu site. Otimizar não só o layout, mas também as descrições e imagens de seus produtos ajuda a aumentar a velocidade da página.

Segundo o IBGE, entre 2005 e 2015 o número de casas conectadas no Brasil teve um aumento de cerca de 446%. Ganhamos interação e rapidez nos últimos anos e, com isso, a paciência de quem compra pela internet diminuiu.

Para se ter uma ideia, dois em cada cinco internautas abandonam um site se ele demorar mais do que três segundos para carregar. É o que aponta uma pesquisa da Akamai Study, líder global em computação na nuvem que possui 150 mil servidores espalhados pelo mundo. E, além de ajudar a aumentar as taxas de conversão, geralmente a velocidade é considerada um importante sinal de rankeamento em mecanismos de pesquisa, como o Google.

Indústria e Segurança da Informação: as principais ameaças de 2018

Por Vladimir Prestes
22/10/2018 - As empresas, devido à sua importância social e econômica, encontram-se no centro das atenções no que diz respeito à segurança. No entanto, ao contrário da segurança física, a proteção das informações tornou-se prioridade apenas recentemente. Enquanto isso, mudanças estão ocorrendo rapidamente neste setor e exigem uma reação igualmente rápida.

Crescimento do número de invasões acidentais de softwares maliciosos

O fator humano tem sido considerado pelos especialistas a principal ameaça à segurança da informação. Os hackers ainda não encontraram uma maneira mais fácil de violar a proteção de uma empresa do que atacando um usuário e um PC específicos. Eles utilizam a engenharia social para obter informações confidenciais, enviando vírus, ransomwares e cavalos de troia.

Para obter sucesso no combate aos riscos gerados pelo fator humano, é necessário controlar todos os canais de transmissão de informações, analisar o tráfego e orientar os funcionários sobre as regras de Segurança da Informação (SI). Monitoramentos regulares no âmbito da SI podem ser realizados dentro da própria instituição ou recorrendo a serviços de empresas especializadas na formação de agentes de segurança da informação, como CTI, Security Awareness Training, entre outros.

Aumento dos ataques às empresas industriais

Em 2017, os especialistas em SI notaram o aumento do interesse de criminosos cibernéticos e agentes internos pelas empresas industriais. Primeiro eles roubam os dados de usuários, planos, esquemas de processos tecnológicos, documentação técnica de engenharia e depois, monetizam os essas informações. O volume de tais crimes só tende a crescer, já que a informatização das instalações industriais tem ganhando cada vez mais força.

Para que os funcionários entendam a responsabilidade pelas atividades internas, é importante informá-los sobre incidentes e respectivas punições em casos de fraudes. Por exemplo, em 2017 foi divulgado o caso de um dos clientes da SearchInform. A empresa Akado Yekaterinburg, iniciou e ganhou uma causa na justiça contra um ex-funcionário e seu cúmplice, que tentaram "vazar" o banco de dados de seus clientes. Os dados obtidos com a ajuda do sistema DLP foram utilizados como prova no processo judicial.

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