O papel do data center na Indústria 4.0

*Por Luiz Caloi
13/03/2018 - A quarta revolução industrial já começou e empresas de todo o mundo correm contra o tempo para entrar na era da chamada indústria 4.0. Na prática, o processo de digitalização da indústria envolve uma rede física com múltiplos dispositivos conectados, sistemas e plataformas com aplicações que contém tecnologia embarcada para comunicar e compartilhar inteligência uma com a outra, com o ambiente externo e com as pessoas. O que não é pouca coisa e vai exigir muito esforço de todos os envolvidos, inclusive dos data centers.

Sob uma demanda operacional crescente, os data centers são fundamentais dentro deste processo evolutivo. A chegada da Indústria 4.0 potencializa o uso de diversas plataformas para os quais os data centers já vem se preparando. Ele não será mais restrito ao departamento de TI no organograma da empresa. Por necessidade o data center servirá como a espinha dorsal da produção industrial.

O atual estágio apresenta oportunidades e enormes desafios aos centros de dados, uma vez que o data center passará a ver as aplicações como um todo, o que inclui a sua conexão com áreas como a de processos industriais e a de negócios. Este novo escopo de atendimento será o grande impacto sobre os data centers, implicando em uma nova fase de serviços gerenciados no portfólio de ofertas aos clientes.

Protegendo a próxima geração da transformação digital

*Por Jonathan Nguyen-Duy
12/03/2018 - Empresas e agências governamentais de todos os portes estão adotando modelos de negócios digitais que permitem atender rapidamente às demandas dos consumidores em constante evolução, processar transações e reagir à inteligência em tempo real, aumentando a agilidade e a produtividade e melhorando os resultados dos negócios e a qualidade de vida. Mas essa transformação vai além do mundo corporativo. A transformação digital está mudando a sociedade em uma escala sem precedentes; está mudando radicalmente a forma como aprendemos, trabalhamos, socializamos, fazemos compras, gerenciamos as finanças e interagimos com o mundo ao nosso redor. Além disso, a inteligência artificial e a realidade aumentada, ainda em seus estágios iniciais atualmente, vão acelerar ainda mais a taxa de mudanças.

A transformação digital também envolve o uso das tecnologias digitais para mudar de decisões intuitivas para decisões baseadas em dados, gerando inovação e crescimento exponencial. O desafio está na necessidade de equilibrar inovação e produtividade com segurança funcional e cibersegurança.

A convergência aumenta os riscos da transformação digital

A evidência do possível impacto da transformação e convergência digital está em todos os lugares. São carros inteligentes, casas inteligentes, edifícios inteligentes em cidades inteligentes, com as redes tradicionalmente segregadas agora entrelaçadas de maneira notável. As cidades inteligentes começarão a interagir diretamente com os cidadãos online, edifícios e dispositivos inteligentes e até carros inteligentes. Com isso, será possível redirecionar o tráfego de forma dinâmica, controlar o uso de recursos de infraestruturas críticas, como redes de água e energia, monitorar ativamente os serviços da cidade e responder de forma mais eficiente a eventos de todos os tipos, de convenções a eventos climáticos e emergências.

As empresas inteligentes estão fazendo a mesma coisa. Para aumentar a eficiência e a rentabilidade, os sistemas de TO tradicionalmente isolados estão começando a convergir com as redes de TI. A automação será usada para reduzir as despesas gerais e aumentar o ROI. As empresas digitais também estarão conectadas de forma mais ativa aos consumidores para fornecer serviços e suporte conforme a demanda, além de infraestruturas críticas de back-end, como energia e refrigeração, para controlar as despesas. E com os edifícios inteligentes, veremos a convergência da segurança física e de TI. Da mesma forma, as redes aumentarão e diminuirão de forma dinâmica em ambientes multinuvem, para atender às demandas em constante mudança dos recursos de computação e da carga de trabalho.

O blockchain é o futuro da logística da distribuição

*Por Stefan Rehm
02/03/2018 - Em parceria com a IBM e Oracle, empresa vai desenvolver a primeira solução do gênero no Brasil voltada para a movimentação de carga fracionada.

Utilizada em diversas cadeias logísticas pelo mundo e responsável por implantar processos confiáveis, transparentes e seguros, a tecnologia Blockchain começa a virar realidade no Brasil. A Intelipost, empresa especializada em consultoria e tecnologia para gestão de transportes para e-commerces, é um exemplo. Em parceria com a IBM e a Oracle, vai desenvolver ainda este ano a primeira solução do gênero no Brasil voltada para o transporte de cargas fracionadas.

"Sinceramente acredito que o blockchain é o futuro da logística da distribuição. Obviamente que é um processo que envolve a participação de vários outros players, mas investiremos fortemente nisso. A Magazine Luiza vai, inclusive, entrar com a gente em uma operação em São Paulo", afirma Stefan Rehm, fundador da Intelipost. A empresa vai apresentar a novidade durante a Intermodal South America, que acontece de 13 a 15 de março no São Paulo Expo, na capital paulista.

O tema integra, ainda, a programação de palestras da XXI Conferência Nacional de Logística (CNL), organizada pela Associação Brasileira de Logística (Abralog) e que acontece, pela primeira vez, durante o evento. Luiz Gustavo da Silva Ferreira, da IBM, e Bernardo Madeira, da Smartchains, falarão sobre a "Transformação e Inovação na Cadeia de Suprimentos com o uso do Blockchain" no dia 14 de março, a partir das 14h30.

Estrutura de licenciamento flexível é alternativa para reduzir custos e focar em inovação

*Por Franco Rizzo
22/02/2018 - Muitas empresas utilizam a estratégia de investir os lucros de seus produtos em inovações. Um bom exemplo disso, é a Apple – o sucesso de vendas de seus desktops e notebooks permitiu que a companhia destinasse a receita gerada na idealização de novos dispositivos, o que deu origem ao iPhone, sucesso de vendas da empresa e referência no mercado de smartphones.

De acordo com o Gartner, para tornar-se verdadeiramente inovadora e aumentar os lucros, as organizações devem estabelecer uma nova estratégia para aplicações de negócios que atendam ao desejo de usar a tecnologia. Tudo isso para desenvolver um ecossistema sustentável capaz de impulsionar novos processos inovadores, ao mesmo tempo em que oferece um ambiente seguro e econômico para suportar os principais processos de negócios.

Esse tipo de estratégia pode ser bem sucedido para qualquer empresa que procure acelerar a inovação. Aplicações e produtos personalizados são a chave para diferenciar uma empresa de seus concorrentes - mas isso requer investimentos, que muitas vezes são destinados para o financiamento de processos de negócios básicos, o que pode prejudicar o potencial inovador de muitas empresas.

Processos essenciais, custos excessivos

Os processos se diferem de acordo com a indústria e a necessidade de cada organização, porém, o banco de dados é a espinha dorsal na infraestrutura – seja ela qual for. Com a realidade da virtualização, muitas companhias acabam por utilizar apenas alguns dos serviços de processamento disponíveis em seus servidores. O custo, entretanto, não é baixo, e a medida em que as infraestruturas de nuvem privadas e híbridas se tornam mais populares, os CFOs acabam prestando mais atenção aos custos operacionais dos bancos de dados que inflam os orçamentos de TI – já que muitos ainda pagam pela capacidade total do servidor e os usuários podem entrar em um ciclo vicioso onde o suporte e manutenção aumentam ano após ano.

Outro erro comum que podemos citar é que muitas das licenças do banco de dados que são adquiridos se baseiam na capacidade total do servidor, enquanto se utiliza apenas uma porcentagem do poder de processamento disponível. Tal comportamento pode resultar em uma despesa de banco de dados desproporcional aos benefícios recebidos, consumindo dólares preciosos que poderiam ser melhor gastos com a inovação de TI.

Vírus em apps e jogos infantis deixam crianças vulneráveis a conteúdos inapropriados

*Por Bruno Prado
22/02/2018 - Com a diversidade de modelos e valores acessíveis, crianças e adolescentes utilizam cada vez mais smartphones para realizar pesquisas, jogar e navegar pela internet. Segundo pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, que estuda e organiza a rede de computadores no país, 91% dos jovens entre 9 e 17 anos que utilizam a internet acessam pelo celular. O problema, no entanto, reside no conteúdo sobre o qual essa faixa etária está exposta.

Recentemente, a CheckPoint, empresa israelense de segurança digital, descobriu um novo tipo de malware chamado AdultSwine, vírus encontrado em diversos aplicativos da Google Play Store, presente no sistema operacional Android. Esses apps eram, em sua maioria, voltados para crianças e, devido ao código malicioso, exibiam propagandas pornográficas.

Além das imagens inapropriadas, o AdultSwine também utilizava os apps para mostrar assinaturas de serviços falsos e encorajar a instalação de softwares, como antivírus, prometendo aumentar o desempenho do celular. De acordo com estimativa da companhia de segurança, os aplicativos podem ter sido baixados até sete milhões de vezes, infectando milhões de dispositivos.

Para atrair o público infantil, o malware utilizava nomes e personagens conhecidos para chamar a atenção da garotada que, devido à falta de supervisão e de orientação, ficava desprotegida em relação a anúncios de cunho pornográfico, alertas de vírus e propostas de assinatura de serviços premium.

O AdultSwine era, por si só, capaz de atuar de maneira inteligente. Para evitar suspeitas, o vírus não mostrava as propagandas em redes sociais. Assim, o público impactado era apenas os que abriam os jogos e aplicativos infantis, ou seja, as próprias crianças.

5 dicas para disseminar a inteligência analítica por toda a organização

*Por Phong Lee
22/02/2018 - Qual o papel do CFO na disseminação da inteligência analítica nas organizações? Essa é uma pergunta que temos ouvido bastante em nosso dia a dia e que recentemente discuti com outros profissionais que estão à frente de áreas financeiras em empresas ao redor do mundo. Por isso, decidi compartilhar minha visão e a correlação direta entre transparência e rentabilidade, e também a respeito de como a democratização dos dados e adoção de análises e mobilidade são pontos de missão crítica para melhorar a eficiência organizacional.

Tenho total convicção de que as empresas que serão bem sucedidas no futuro são as que utilizam dados para inovar seus processos. Por isso, decidimos beber do nosso próprio champagne e usamos a nossa plataforma de analytics para impulsionar nosso negócio. E os resultados foram positivos. Em 2017, aumentamos a margem operacional de zero para 25%. Embora haja trabalho a ser feito e a jornada continue, acho importante elencar os cincos elementos que embasaram essa estratégia.

1. Prestação de contas

Atribuir responsabilidades e fazer com que todos tenham consciência da importância do seu papel para a organização foi parte importante deste processo. Quando iniciamos nossa jornada para aumentar a lucratividade, tínhamos mais de 200 unidades de negócios com esse objetivo. Reorganizamos as equipes, designamos seus deveres e criamos métricas para as áreas de negócios - desde planejamento, RH, recrutamento e consultoria, suporte técnico e desenvolvimento de produtos. Desmistificamos a questão "eu sou o dono da informação" e incentivamos o compartilhamento. Mais de 40 dashboards, liberados por toda empresa e em dispositivos móveis, trouxeram uma visão geral do que cada um dos níveis hierárquicos estava trazendo de retorno, as obrigações individuais, o cumprimento ou não das métricas, atestando a origem de cada um dos relatórios. Assim, todos passaram a saber como melhorar não só seu desempenho, como também o da empresa como um todo por meio do uso da inteligência analítica.

2. Empoderamento

Ser transparente com nossos líderes e dar autonomia para que tomem decisões sobre a sua área de negócio pode ser vantajoso de diversas maneiras. Abrir, democratizar os dados e incorporar Inteligência analítica faz com que as pessoas sintam-se parte atuante e passem a agir agora e não mais esperarem até amanhã. Então, não se trata de aprimorar apenas a eficiência operacional, mas sim melhorar a agilidade e provocar mudanças na empresa. Acreditamos no poder que decisões mais informadas têm nos resultados das unidades de negócios.

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