Jornada para a nuvem: um caminho que não se deve percorrer sozinho

*Por Silnei Kravaski
04/06/2018 - A computação em nuvem é um dos pré-requisitos na trajetória da transformação digital de qualquer empresa. Arquitetar uma infraestrutura cloud-centric capaz não só de pavimentar um caminho para o futuro da TI, como de atender às necessidades muito específicas de cada empresa, é um projeto sem volta. Mas, a pergunta é: por onde devo começar? Quais os pontos mais importantes a se considerar neste desafio de migração para a nuvem?

Já é consenso hoje que investir nessa modalidade é a forma mais simples e eficaz de manter serviços em funcionamento com mais mobilidade, agilidade e flexibilidade. Por outro lado, para quem não é especialista, apenas saber que esta é uma forte tendência não é o suficiente para ficar tranquilo com as escolhas. Aliás, é mais do que natural sentir-se desorientado durante o planejamento desse processo de migração, principalmente no que diz respeito aos diferentes tipos de serviços e infraestrutura disponíveis.

Um primeiro passo é tentar identificar em qual nível de maturidade você está. Algumas empresas já estão em um estágio mais avançado e dispõem de uma infraestrutura de TI mais consolidada. Obviamente, os desafios serão diferentes daquelas que ainda estão engatinhando nesse processo. Por isso, entender o nível de maturidade deve ser o ponto de partida. Tendo isso claro, fica mais fácil identificar e avaliar quais são as necessidades; que tipo de informação ou aplicação será levada para a nuvem e, indo mais adiante, o que vai fazer mais sentido para o meu negócio. Por exemplo, se o software que utilizo já é quase obsoleto, não terei tantos benefícios de levá-lo para a nuvem.

A necessidade de usar uma ferramenta de contabilidade quando o assunto é inteligência artificial

*Por Christian de Cico
28/05/2018 - A inteligência artificial pode ser definida como uma inteligência humana ao ser exibida em um dispositivo tecnológico ou softwares. Isso faz com que uma máquina possa executar processos e cálculos de forma rápida e precisa. Além disso, a inteligência artificial pode contar com o aprendizado automático, chamado de machine learning. Este processo faz com que a máquina tenha o reconhecimento de padrões para executar tarefas e ações, sem precisar da intervenção humana.

A IA pode ser considerada útil nas mais diversas áreas, seja no atendimento online, no processo de recrutamento de pessoas e na contabilidade, para agilizar processos mais simples. Um exemplo dessa utilização é demonstrado pela Receita Federal que, recentemente, começou testes para utilizar a inteligência artificial para acelerar o andamento de milhares de processos tributários à espera de julgamento na primeira instância administrativa.

Os testes feitos pela Receita Federal são o primeiro passo para que os computadores possam ler autos, alegações da defesa e, até mesmo, elaborar propostas de decisão. O objetivo da RF é reduzir o estoque de processos. Este cenário mostra que esse tipo de tecnologia traz uma eficiência maior para trabalhos pequenos, mas ressalta que é necessário entender que a tecnologia não substitui, pelo menos por enquanto, o trabalho que é desempenhado pelo auditor. A inteligência artificial é apenas mais uma opção para auxiliar os processos de julgamento.

Seja bem-vindo GDPR!

*Por Alain Karioty
28/05/2018 - Num ambiente corporativo tudo precisa acontecer ao mesmo tempo! Ou seja, as atividades de diferentes áreas e suas respectivas aplicações/aplicativos têm o mesmo grau de importância e precisam ser acessadas, operacionalizadas e executadas simultaneamente. Nesse momento há colaboradores fazendo upload, download, acessando e recebendo arquivos compartilhados por terceiros. E me pergunto: num cenário de aplicações baseadas em cloud computing, até que ponto essas atividades estão sendo controladas e quais seriam os riscos caso houvesse um vazamento das informações confidenciais?

O CIO (Chief Information Officer), o CISO (Chief Information Security Officer) e a equipe de TI provavelmente não sabem exatamente quais dados estão sendo carregados e compartilhados, em consequência, a segurança da informação fica fragilizada. Com o GDPR já em vigor, é essencial que os responsáveis pelo setor de TI possam mostrar que têm controle sobre os dados pelos quais são responsáveis, evitando pontos de vulnerabilidade que consequentemente podem representar prejuízos financeiros e de imagem. Abaixo listo quatro pontos fundamentais que o CIO deve levar em consideração para reforçar a segurança na nuvem.

#1 - Todos os setores devem estar em acordo com a segurança na nuvem

O recente relatório de Cloud da Netskope indicou que as áreas de RH e Marketing são as que mais utilizam os serviços em nuvem. O RH se destaca por frequentemente fazer uso de aplicações que o usuário insere informações pessoais. Já o Marketing pode se tornar um alvo atraente para os cibercriminosos porque muitas das aplicações que o setor utiliza estão fora do controle de TI ou não possuem validação pela empresa. As áreas de Finanças e Contabilidade também se destacam porque a maioria das aplicações em nuvem ainda não está apta.

#2 - A empresa deve promover a educação para evitar crimes cibernéticos

Registramos que 93% dos serviços em nuvem usados em todos os departamentos de uma empresa ainda não estão aptos para as empresas. Para lidar com esse problema e alcançar um ponto de conformidade, o CIO deve introduzir políticas contextuais nos níveis das atividades. O CASB (Cloud Access Security Broker, agente de segurança de acesso à nuvem em português) pode atualizar serviços prontos para uso não corporativo fornecendo controle refinado, isto facilita o gerenciamento e filtragem da informação. O CIO também deve promover espaços de educação entre os funcionários com treinamentos para melhor implementação de medidas básicas de cibersegurança. A solução CASB pode ajudar com esse processo de treinamento, detectando comportamentos ou práticas indevidas. .

Redes sociais: uma área livre com regras rígidas

*Por Vladimir Prestes
15/05/2018 - Vivemos na era do "Like" – as redes sociais nos acompanham na resolução de uma variedade de problemas: aqui aprendemos, trabalhamos, relaxamos, fazemos compras. Por sua vez, os especialistas em gerenciamento de tempo não se cansam de nos lembrar, como as redes sociais podem ser prejudiciais à nossa produtividade, como sem perceber, gastamos horas por dia com elas. Além da baixa eficiência, o uso incorreto das redes sociais traz riscos e pode comprometer a reputação, arruinar carreiras e causar perdas financeiras.

Não menos problemas as redes sociais podem trazer aos negócios: vazamentos de informações, publicações impensadas de funcionários em redes sociais, e como consequência – danos à imagem da organização. Os limites entre as contas pessoal e profissional estão se estreitando cada vez mais, o que, infelizmente, é pouco compreendido pelos funcionários.

Outra história levada à justiça foi a demissão de um funcionário da Apple por causa de uma declaração negativa sobre a empresa no Facebook. A justiça trabalhista britânica reconheceu que a demissão era legal, uma vez que as regras corporativas da Apple prescreviam a proibição estrita de declarações desse tipo tanto sobre a própria empresa quanto sobre seus produtos. Além disso, o tribunal apontou que mesmo publicações ocultas nas páginas pessoais de funcionários poderiam ser compartilhadas por amigos virtuais e prejudicar a imagem da empresa.

 

Blockchain e a transparência na publicidade digital

*Por Nathália Nicoletti
07/05/2018 - O mercado da publicidade passa, em todo o mundo, por um processo de adaptação à era da informação, especialmente no que diz respeito à transparência. De acordo com um relatório da Juniper Research, os anunciantes perderão cerca de US$ 19 bilhões para atividades fraudulentas na publicidade digital em 2018. E a estimativa é chegar a uma perda de US$ 44 bilhões em 2022.

Pensando nisso, o IAB (International Advertising Bureau) passou a exigir que todos os seus membros estejam registrados no Trustworthy Accountability Group (TAG), um programa para evitar fraudes e atividades criminais no setor. Essas instituições também lançaram, em 2016, o guia "Boas práticas no combate à fraude", com informações e orientações globais adaptadas ao mercado brasileiro.

A publicidade digital é a mais sensível a esse tipo de problema, especialmente no que diz respeito à privacidade das segmentações de mercados e clientes, e também à reconciliação de programas de marketing. O buraco é bastante fundo e sair dele não é tarefa simples – mas é possível. A blockchain soluciona esses problemas ao colocar todas as informações em uma rede segura, compartilhada e imutável.

Brasileiro quer usar wearable para fazer compras?

Aceitação de IoT por parte de consumidores brasileiros pode impulsionar novos projetos com pulseiras inteligentes para meios de pagamento
 
*Por Marcelo Abreu e Marcos Mendes
30/04/2018 - O dinheiro de papel já tem sua morte decretada. Pelo menos na Suécia, que por meio do seu Banco Central, anunciou que as cédulas de papel sairão de circulação até 2030. O principal termômetro de que essa tendência está cada vez mais presente no cotidiano dos suecos está no fato que 75% das agências bancárias já operam sem dinheiro, segundo dados do Banco Central do local. O país europeu é reconhecidamente uma liderança naquilo que ficou conhecido como “Sociedade sem dinheiro” e inspira outras potências mundiais na adoção de tecnologias para facilitar a vida das pessoas na hora das compras.

É nesse cenário que entra em jogo a Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things). O conceito de “tudo conectado” tem atraído cada vez mais adeptos mundo afora e o potencial de crescimento do mercado de IoT é imenso. De acordo com o Gartner, teremos mais de 50 bilhões de objetos conectados até 2020, ano em que o volume de negócios pode chegar a US$ 3 trilhões. A disseminação de aparelhos conectados à rede está impactando significativamente o modo de consumo. Se antes o uso de moedas e dinheiro dava lugar para cartão de débito e crédito, agora presenciamos o avanço dos dispostos vestíveis, ou wearables, como meio de pagamento.

No mundo, o protagonismo das pulseiras inteligentes para pagamentos mobile já é uma realidade. No Brasil, apesar de tímida, temos visto uma movimentação interessante de novos projetos inovadores para suportar pagamentos via dispositivos vestíveis. As melhores opções de pulseiras inteligentes disponíveis no mercado estão integradas a um aplicativo de celular, que permite o usuário controlar os gastos, receber notificações de compras, histórico de pagamentos, além de eliminar a necessidade de impressão de recibos.

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