Indo além da "página 2" da Transformação Digital

*Por Carlos Netto
11/03/2019 - O termo "transformação digital" vem ganhando cada vez mais força mas, ainda, é uma grande incógnita para muitas empresas, que não entendem a importância do investimento e a abrangência das mudanças necessárias para trilhar este caminho. Por isso, vale a reflexão: mas, afinal, o que é transformação digital e o que ela traz de bom para as empresas?

Certas companhias ainda têm a rasa visão de que desenvolver um aplicativo móvel ou estar presente nas mídias sociais a torna "digital". Entretanto, tal jornada é bem mais complexa do que isso, e exige mudanças dentro da corporação, que vão muito além da questão tecnológica. Transformação digital é uma revisão (ou reconstrução) do modelo de negócio atual, é abrir mão do DNA antigo e de estruturas engessadas e enxergar além. Só assim os executivos passarão a entender qual potencial que se têm em mãos e gerar, de fato, maior valor ao business. É preciso atingir os hábitos de consumo dos principais executivos da empresa para gerar essa mudança. Se eles não forem digitais, consequentemente a empresa também não será.

Só para entender esse enorme potencial, muitas empresas, que já nasceram com este "DNA digital", valem, atualmente, mais do que o negócio original como é o caso, por exemplo, do PagSeguro, criado pelo UOL, e do PayPal, spin-off do eBay. Outras empresas também se encaixam nesse modelo, gerando conflitos com os incumbentes, organizações tradicionais engessadas, como é o caso de Uber x Cooperativas de Táxi, Netflix x TVs por assinatura e, inclusive, Nubank x Bancos convencionais.

Por que as empresas ainda resistem à nuvem?

*Por Steve Forcum
07/03/2019 - A transformação digital empoderou os clientes de tal forma que hoje as empresas precisam aprimorar cada vez mais o atendimento prestado a fim de fidelizar e engajar seu público. Oferecer um atendimento de qualidade, no canal e no timing adequados tornou-se um grande desafio, sobretudo no cenário atual, em que há uma concorrência extremamente acirrada para conquistar a preferência do consumidor.

Assim, o principal desafio tem sido o de combinar as inovações no atendimento com o negócio das companhias. Adicionar uma solução como Inteligência Artificial ao contact center, por exemplo, costumava exigir atualizações de infraestrutura, licenças e serviços de implementação. Os ciclos de orçamento, avaliação, aquisição, implementação e testes podem levar semanas ou meses e o cliente, certamente, não está disposto a aguardar esse processo.

A fim de otimizar e dar agilidade aos fluxos internos, diversas empresas têm migrado seus contacts centers para a nuvem, já que o custo de operação é menor e permite maior flexibilidade financeira. Com a nuvem, os serviços são pré-desenvolvidos e estão prontos para quando você precisar testá-los. De fato, construir uma prova de conceito (Proof of Concept, em inglês) leva de minutos a dias. Quando você estiver pronto para levar o contact center para o próximo nível, a mudança do POC para a produção pode acontecer quase instantaneamente.

O desenvolvimento do Brasil depende de investimento em tecnologia para as cidades

*Por Jorge Arduh
22/02/2019 - Viver em grandes cidades faz parte da rotina de grande parte da população mundial: estimativas apontam que mais de dois terços da população devem estar nos centros urbanos em 2050. Com a perspectiva de crescimento global, trazer mais qualidade de vida e inovação para esses locais é mais do que um investimento, mas um ato de compromisso e responsabilidade com as gerações futuras.

A conexão entre esse objetivo e políticas públicas capazes de estimular a inovação e o desenvolvimento tecnológico é inegável. Para compreender isso, basta observar o rápido efeito que a transformação digital tem no setor privado: maior produtividade e qualidade em diversos setores – além de maior possibilidade de capacitação para diversos profissionais por meio de plataformas online.

Mais do que aumentar o volume de recursos, a tecnologia representa uma via vital para tornar o Brasil um local cada vez mais desenvolvido e com melhor qualidade de vida para seus cidadãos ao longo do tempo. Dados do Centro de Estudo de Telecomunicações da América Latina mostram que aumentar o índice de digitalização em 1% equivale a um aumento de 0,32% no PIB.

Com mais recursos, crescem as chances de promover mudanças estruturais necessárias na sociedade. É fundamental lembrar que a população (não só aqui, mas em grande parte do globo) está envelhecendo de forma cada vez mais ativa. E é necessário apresentar alternativas para cuidar dessas pessoas ao longo do tempo.

Na Europa, continente que abriga 85% das cidades com maior índice de prosperidade do mundo, algumas das tendências observadas são a melhora do conceito de e-health como forma de facilitar consultas remotas e o uso de sensores que monitoram pacientes à distância (o que pode ser particularmente útil se analisado o mercado de pacientes com doenças neurodegenerativas), antecipando situações de risco.

Segurança aprimorada: problemas novos, causas clássicas

*Por Roberto Gallo
18/02/2019 - Depois de quase 20 anos trabalhando com segurança cibernética e em especial em criptografia, a gente percebe algumas coisas. A primeira é que empresas novas, processos novos, tecnologias novas sempre são divertidas (ao menos do ponto de vista de quem trabalha com segurança), pois é garantia de problemas novos.

Vamos tomar como exemplo um caso recente de uma empresa Exchange de Bitcoin canadense que está envolvida em um escândalo em que alegam estar com mais de USD$100 milhões indisponíveis após o CEO, único portador da senha da Cold Wallet da empresa, morrer por complicações de doença de Crohn em uma viagem à Índia!

Neste caso específico, muito indícios apontam para uma fraude, mas vamos admitir por hipótese que a história divulgada pela empresa é verdadeira – "O CEO morreu e só ele tinha a(s) senha(s) do(s) Cold Wallet(s) que estavam em seu computador pessoal, tendo o indivíduo morrido em viagem para a Índia".

Como o conceito de Small Data pode otimizar a área de compras?

*Por Alexandre Moreno
30/01/2019 - Muito se fala do Big Data como uma das principais formas de ter visão ampla do negócio. Contudo, outra poderosa fonte de informação muito útil para melhorar os resultados e a construção de estratégias é o Small Data, que permite que organizações acessem uma gama importante de informações – intrínsecas ao universo Big Data.

De acordo com um levantamento de tendências de tecnologia para 2019, produzido pela Dimension Data, empresa especializada em serviços de tecnologia de Joanesburgo, o destino, a análise e a proteção da enorme quantidade de dados gerados diariamente nessas interações serão as grandes preocupações das empresas em 2019.

Diferentemente do Big Data, o Small Data traz um conjunto de dados mais controlado, que permite ao ser humano uma análise de comportamento detalhada das informações, além de focar na qualidade de maneira mais estreita. As empresas, por sua vez, conseguem utilizar esses dados para personalizar o atendimento de forma assertiva e com um direcionamento otimizado.

Eis as principais tendências que devem impactar o varejo e o marketing digital em 2019

24/01/2019 - A Criteo, plataforma de anúncios para a Internet aberta, levantou quais serão as sete principais tendências e expectativas para o mercado de marketing digital no ano que começa. As previsões fazem parte do estudo Commerce & Digital Marketing Outlook 2019 e apontam as mudanças tecnológicas para os varejistas e profissionais de marketing se prepararem diante das oportunidades e desafios que surgirão.

Entre alguns dos destaques a empresa orienta que as marcas busquem oportunidades para crescer fora dos "gigantes da tecnologia", tendo um maior controle sobre os dados de seus clientes; entregar experiências de compra personalizadas e relevantes em todos os dispositivos e canais em que os clientes estão; e fornecer experiências para inspirar os compradores com a otimização da estratégia de dados.

"O marketing digital e o varejo continuaram com sua forte trajetória de crescimento em 2018, apesar de passar por um período de nova regulamentação de dados e preferências de consumo em constante evolução em diferentes canais de compras. Este ano, esperamos por grandes mudanças e o surgimento de tendências, incluindo importantes transformações tecnológicas e operacionais, que acreditamos trazer não apenas um grande impacto no cenário digital e comercial, mas também farão de 2019 um ano empolgante e cheio de oportunidades para marcas e varejistas", afirma Alessander Firmino, diretor geral da Criteo para a América Latina e o Brasil.

Para determinar as principais tendências e expectativas de marketing para o varejo em 2019, a Criteo analisou suas relações diretas com mais de 17 mil anunciantes, além de milhares de publishers em todo o mundo. Confira abaixo:

1 – O GDPR conduzirá a legislação de proteção de dados globalmente

O GDPR, ou Regulamentação Geral de Proteção de Dados (em português), ganhou um bom apoio global desde a sua introdução na Europa em maio de 2018. Muitos líderes da indústria, órgãos comerciais e legisladores são agora a favor de estabelecer leis de privacidade semelhantes nos EUA e em outras regiões, dando aos usuários mais controle sobre seus dados.

Dessa maneira, os profissionais de marketing precisam gerenciar os dados de seu público com mais cuidado e oferecer aos usuários mais opções sobre o que acontece com essas informações que obtêm.

O uso de práticas de gerenciamento de dados padrão irá reinstalar globalmente a confiança do consumidor e no marketing digital em 2019 – isso, por sua vez, beneficiará as empresas que oferecem maior transparência e escolha aos consumidores.

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