A Internet e o direito do trabalho

*Por Daniel De Lucca e Castro
29/01/2018 - Circulou recentemente nos meios de comunicação nacionais a notícia de que uma empresa de tecnologia sediada nos Estados Unidos, e com operação no Brasil, promoveu a dispensa de três colaboradores brasileiros em decorrência da fantasia utilizada por um deles, de um famoso "meme" conhecido como "Negão do WhatsApp", na festa de confraternização anual.

Segundo consta, a matriz teria pedido a dispensa do referido colaborador após a história, com fotos, ter se espalhado por aplicativos de mensagem, tendo sido demitidos também um diretor e o CEO da filial brasileira, ambos por discordarem da medida tomada pela matriz, que não confirmou que os desligamentos tenham ocorrido pela repercussão dos fatos.

Mas, afinal, pode o empregador dispensar seu colaborador a qualquer tempo, sem motivo justo, sob a ótica legal?

Em linhas gerais, salvo as hipóteses de estabilidades contratuais previstas em lei, ou atribuídas por força de normas coletivas, o empregador pode dispensar seu funcionário sem justa causa, mediante o pagamento das verbas rescisórias disciplinadas na própria CLT e, nos termos das recentes alterações ocorridas na legislação trabalhista (Lei Ordinária nº 13.467, de 13 de julho de 2017, e Medida Provisória nº 808, de 14 de novembro de 2017 – Reforma Trabalhista). Pode a dispensa se dar ainda "por acordo entre empregado e empregador", nos termos do caput do artigo 484-A[1], da Consolidação das Leis do Trabalho. Por fim, é cabível também o pedido de demissão por parte do empregado.

Voltando a situação narrada no início, que motivou vários comentários sobre a legalidade ou não das dispensas e se o motivo era suficientemente forte para tanto, nos parece claro que há uma crescente preocupação das corporações, totalmente aceitável e lógica, com a própria imagem perante não só aos seus colaboradores e clientes, mas também aos financiadores de suas atividades (bancos e instituições financeiras). Sobretudo, perante a coletividade em que estão inseridas.

Wi-Fi: Acabe com os problemas com a internet sem fio e aprenda a potencializar seu alcance pela casa

*Por José Alves Braga Neto
24/01/2018 - Lembra-se de quando era necessário permanecer preso a um computador enorme, com monitor, torre e teclado para conseguir acessar um simples e-mail? O Wi-Fi, com certeza, contribuiu para a mudança de comportamento das pessoas. Se por um lado essa tecnologia dispensa fios e pode ser acessada até pelos menores dispositivos, como celulares e tablets, por outro, ela é capaz de gerar grandes transtornos quando não estiver em seu perfeito funcionamento.

Se a pessoa mora em uma casa grande, é bem natural que o sinal da internet funcione apenas em um ou dois cômodos do lar. Quanto mais próximo o usuário estiver do modem, melhor será a conectividade. Mas para garantir um bom sinal de Wi-Fi também é importante saber se está tudo certo com o roteador. Muitas vezes, o aparelho pode estar danificado ou desgastado. É possível ainda, adquirir um repetidor de sinal, que conectado a uma tomada, capta o sinal e redistribui pela casa.

A transformação digital está disponível para todas as empresas

*Por Luciano Fernandes
23/01/2018 - O que tem em comum uma usina sucroalcooleira no Nordeste, um estaleiro do Rio de Janeiro e uma indústria siderúrgica? A moldagem de chapas e bobinas de aço, a relação climática envolvida em cada etapa do plantio e da colheita da cana de açúcar, a montagem de megablocos que compõem as estruturas onde serão incorporadas as tubulações, acessórios e equipamentos de grandes embarcações marítimas. Com processos produtivos de natureza totalmente diversa, cada um desses ramos de negócios, à sua maneira, maneja as peculiaridades e complexidades envolvidas em aspectos referentes à produção e aos seus mercados. Enfim, essas organizações, por maiores que sejam as diferenças de suas atividades, todas, sem exceção precisam superar os seus desafios mais específicos, incorporar inovações em seus processos e produtos para aumentar a produtividade e a competitividade. O que existe em comum a todos os players dos mercados e o que será determinante para o sucesso pode ser resumido a uma única palavra: gestão.

E gestão hoje requer tecnologia. Não há como aumentar a eficiência e a competividade neste mercado global sem incorporar ferramentas empresariais, algo que hoje já está além do conceito de ERP, como é conhecido o software de gestão. Os recursos de tecnologia hoje estão aptos a conectarem as organizações a um mundo avançado e são capazes de trazer ao ambiente das organizações o poder de tecnologias como Big data, analytics, IoT, machine learnig, a inteligência artificial e a mobilidade com sua profusão de aplicativos. Para ter acesso a este universo de tecnologias que pode proporcionar o grande salto no patamar de gestão e eficiência, as empresas precisam contar com parceiros que além de entender as suas singularidades de negócios, façam a ponte com as tecnologias mais avançadas do mercado mundial.

Existem muitas consultorias no mercado dispostas a fazer este trabalho de transformação digital, mas é preciso mais do que nunca saber escolher aquela que de fato poderá trazer resultados efetivos para os negócios. Há quem se impressione com as marcas famosas e queira escolher grandes companhias internacionais, mas este caminho pode determinar o insucesso de um projeto que requeira, por exemplo, maior personalização, flexibilidade, rapidez e viabilidade orçamentária. Se o projeto for internacional, as consultorias globais podem fazer a diferença, mas nos locais, as brasileiras conhecem com maior profundidade as questões e regulamentações do nosso país.

Fábulas na era da Indústria 4.0

*Por Hilton Marinho
17/01/2018 - A quantidade de visões existentes sobre como iremos utilizar as novas tecnologias da Indústria 4.0 é bastante diversa. No momento, praticamente todos os fornecedores têm produtos e arquiteturas em seu portfólio de soluções que prometem a seus clientes o ingresso nesse mundo mágico. É certo que não existe um caminho único e certeiro que garanta o sucesso de toda e qualquer iniciativa. Como em toda era de mudanças, parte das expectativas irá se concretizar, parte não.

Não existe, porém, como antecipar o resultado de uma iniciativa. As tecnologias propriamente ditas são apropriadas em diferentes graus a diferentes segmentos industriais. Empresas de um mesmo segmento podem direcionar o projeto para o sucesso ou para o fracasso, em função de planejamento, recursos disponíveis, cultura interna e grau de maturidade.

A convivência das áreas de TI e TO, obrigatória na era da Indústria 4.0, por si só já é um desafio: conceito e culturas são na maior parte dos casos divergentes.

Se buscamos inspiração na música de Bob Dylan "então é melhor que comecem a nadar ou afundarão como pedras", pois "os tempos estão mudando". O custo da inanição pode ser muito alto e realmente empresas podem ser engolidas por uma onda, antes mesmo de perceberem que já estavam com os pés na água.

Por outro lado, onde estará a bola de cristal que irá nos indicar que pelo menos estamos nadando na direção correta?

Fábulas ajudam a compreender contextos amplos e têm o poder de permanecer vivas na nossa memória, ajudando na percepção de conceitos e também de problemas.

Compilei três que já circulam no nosso mercado. Acredito que são úteis na procura da direção correta: Big Data e Analytics.

Quantas maçãs precisam cair?

Uma das expectativas da Indústria 4.0 se apoia na capacidade de armazenar quantidades imensas de dados e inferir resultados a partir da análise desses dados. A utilização mais colocada é a manutenção preditiva. A premissa correta é que equipamentos de produção seriada tenham comportamento semelhante. Com o barateamento da infraestrutura (sensores, computadores em nuvem, softwares, internet etc.) a coleta de informações sobre o funcionamento desses equipamentos permite a utilização das tecnologias de Big Data e Analytics, já estabelecidas em outras áreas, levando o conceito de manutenção preditiva ao seu nirvana.

O sucesso como um todo irá depender de estabelecer correlações coerentes, ou de outra forma, criar um modelo que irá fazer inferências corretas e tornar a análise realmente útil. Parte desta montagem é conhecimento tecnológico que será provido pela área de TI. A outra parte é conhecimento do processo produtivo e será provido pela área de TO.

Reza a lenda, que analisar a queda de uma única maçã foi suficiente para um insight que levou a teoria da gravidade. A pergunta correta é que fez a diferença.

Garanta que o Isaac faz parte da sua equipe.

Usando a Internet das Coisas como uma Bola de Cristal

*Por Alexsandro Labbate
16/01/2018- Acidentes e desastres são muitas vezes inevitáveis, não importa o ramo da indústria - quer seja uma falha em um equipamento, um grande evento climático, um corte de energia, ou alguma outra crise que afete a continuidade do negócio, o fator "inesperado" pode ocorrer a qualquer dia. Uma vez que não é ainda possível antever esses contratempos, podemos ao menos ser proativos na manutenção da saúde dos equipamentos. Avanços tecnológicos associados à Internet das Coisas (IoT) e Data Analytics permitem às organizações de serviços prever e antecipar problemas, minimizando - ou mesmo evitando - o impacto sentido pelos clientes quando um desastre eventualmente os atingir.

No Brasil, a inovação possibilitada pela IoT já pode ser verificada em muitos setores. De acordo com um estudo da Cisco, essa tecnologia garante uma economia de até 40% nos custos gerais da indústria, pois quanto mais uma empresa consegue sensorizar a produção, menor é o seu custo. Outro grande fator a alavancar a evolução da nova tecnologia é o Plano Nacional de IoT, elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O plano prevê a criação de novos programas de investimento do BNDES para incentivar novos negócios na área industrial, uma vez que as indústrias de base possuem alta capacidade de desenvolvimento e são responsáveis por grande parte do PIB nacional.

Embora possa parecer simples, monitorar milhares ou mesmo milhões de equipamentos e identificar erros antes deles ocorrerem é um desafio que pode se tornar avassalador rapidamente. Para ajudar a simplificar o processo, é importante dividi-lo em duas fases distintas: coleta e análise de dados.

Transformação digital, o risco de resistir

*Por Paulo Marcelo
15/01/2018 - Já se foi o tempo em que um modelo de negócio campeão era algo imutável. Não se mexia em time que estava ganhando. Hoje, a flexibilidade do desenho estratégico é imperativa. É preciso mudar de acordo com as expectativas dos consumidores/clientes, seus hábitos e evolução tecnológica.

A transformação digital trouxe com ela a revisão do universo ao qual estávamos acostumados e, porque não dizer, muitas vezes acomodados. O mundo tornou-se ágil e, nas empresas, grupos multidisciplinares apoiam, reinventam e criam negócios, por meio da união de ideias de diferentes habilidades e competências. A nova era impôs, portanto, um ritmo acelerado de ações, adequações e inovações.

Não há como ficar parado diante de tantas mudanças frenéticas, que impactam o dia a dia de pessoas e negócios. A competitividade tornou-se um desafio e, por vezes, um pesadelo, tamanha a velocidade com que a concorrência surpreende com produtos e serviços disruptivos, surgindo de todos os lados, ameaçando a sobrevivência de companhias em diversos setores.

Resistir à transformação digital, adiando o ingresso na nova economia, é mais do que um risco, é assinar a própria sentença. Empresas que tomam a decisão de se transformarem conquistam lucros e expandem suas atuações. É o que observamos na jornada dos nossos clientes que atuam em diferentes setores da economia.

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