Os impactos da LGPD: dez pontos para entender a nova lei de proteção aos dados no Brasil

*Por Gabriel Camargo
12/10/2018 - Você sabe o que é a LGPD? É a sigla para Lei Geral de Proteção de Dados, sancionada pelo presidente Michel Temer com o objetivo de aumentar a privacidade de dados pessoais e o poder das entidades reguladoras para fiscalizar organizações. O documento altera o Marco Civil da Internet e chega em uma época propícia, marcada por grandes vazamentos de informações e escândalos que envolvem justamente o uso indevido de informações pessoais.

A partir de agora, as empresas têm 18 meses para se adaptarem à lei. O não cumprimento dessas obrigações pode acarretar, por exemplo, em multas altíssimas que chegam até mesmo a R$ 50 milhões por infração. Ainda que essa prática coloque o Brasil no grupo dos países considerados adequados na proteção à privacidade dos cidadãos, a expectativa é que os próximos meses serão de dificuldade e planejamento dentro das corporações. Confira dez pontos para entender mais a LGPD:

1 – Objetivos: a principal meta é garantir a privacidade dos dados pessoais das pessoas e permitir um maior controle sobre eles. Além disso, a lei cria regras claras sobre os processos de coleta, armazenamento e compartilhamento dessas informações, ajuda a promover o desenvolvimento tecnológico na sociedade e a própria defesa do consumidor.

2 – Motivações da LGPD: há um grande debate no setor desde 2010 sobre a proteção dos dados. Entre os fatores que levaram à aprovação do projeto de lei brasileira foi o GPDR, regulamento aprovado pela União Europeia em maio de 2018. Como este documento tem aplicabilidade extraterritorial, muitas empresas brasileiras já tiveram que se adequar para esta nova realidade.

3 – Principais pontos: a lei é aplicada a todos os setores da economia; possui aplicação extraterritorial, ou seja, toda empresa que tiver negócios no país deve se adequar a ela; consentimento do usuário para coletar informações pessoais; os titulares podem retificar, cancelar ou até solicitar a exclusão desses dados; criação da Autoridade Nacional de Proteção aos Dados (ANPD); e a notificação obrigatória de qualquer incidente.

4 – Data Protection Officer: a partir de agora, as organizações devem estabelecer um Comitê de Segurança da Informação para analisar os procedimentos internos. Dentro deste órgão haverá um profissional exclusivo para a proteção dos dados e responsável pelo cumprimento da nova lei.

Integrar não é mais tendência, é regra primordial

*Por Thiago Lima
10/10/2018 - Antes conhecidas apenas como "novidades", as plataformas iPaaS (Integration Platform as a Service) deixam de ser apenas uma aposta, para a real solução dos problemas de quem administra e lida com softwares diariamente. Precisar de APIs, todos precisam. Quem gerencia negócios digitais sabe quantas APIs são necessárias para diversas funcionalidades e quer que elas sejam aproveitadas ao máximo. Se você tem dificuldades para fazer os sistemas da empresa 'conversarem', usar uma plataforma que realiza integrações por meio de APIs, ou até mesmo webservices ou banco de dados, é a escolha ideal.

Elas podem ser utilizadas por diferentes tipos de empresas e cada API pode ser personalizada de acordo com as regras do seu negócio. Como na maioria dos casos não é necessário criar as APIs do zero, os custos com desenvolvimento caem drasticamente. Dessa maneira, a equipe de TI é liberada para focar em assuntos e projetos mais estratégicos.

No meio do ecossistema de APIs temos o iPaaS (plataforma de integração como serviço) que realiza integrações entre eles por meio de uma linguagem universal. A falta de um iPaaS pode resultar na perda de dados valiosos para a empresa, além de atrasos em entregas, retrabalhos e ineficiência no geral. Soluções baseadas em cloud já geraram muita desconfiança dos executivos, mas hoje são abraçadas devido às melhorias que trazem ao operacional corporativo.

A evolução e as tendências para os conteúdos no e-commerce

*Por Flávio Salomão
10/10/2018 - No início da Internet, quando tudo era novidade, a simples possibilidade de realizar compras sem sair de casa já impressionava. Não importava se a foto era ruim, faltavam descrições técnicas completas ou se inexistia reviews ou manuais de instruções online – o que as pessoas queriam era desfrutar das vantagens do e-commerce. Hoje, porém, a situação se inverteu. O comércio eletrônico já é uma realidade na sociedade e, para se destacar, as lojas sabem que precisam ir além nos conteúdos para não só atrair a atenção do usuário, mas principalmente mantê-los dentro de seu site.

Investir em conteúdo e informações para divulgação de produtos e serviços tornou-se essencial para qualquer estratégia. Um site com mais informações sobre os itens, fotos em diferentes ângulos, vídeos com descrição do uso e, claro, as especificações técnicas completas têm mais chances de converter um visitante em venda do que um que não tenha ao menos uma dessas características. O consumidor pesquisa mais e tende a comprar da marca que oferece as informações que ele procura. Confira quatro tendências na área do e-content e como elas auxiliam os varejistas a trabalharem no meio digital.

1. Inteligência Artificial

A boa descrição dos produtos nos canais digitais de venda é um fator preponderante para atrair e converter um cliente. Para otimizar esse serviço, grandes empresas já apostam na Inteligência Artificial para cuidar da redação das informações dos produtos. Por meio de um link da página atual do produto, um robô consegue produzir diferentes versões que podem ser usadas nos mais diferentes canais. A gigante chinesa Alibaba, por exemplo, é uma das primeiras a utilizar esse recurso em seus sites.

Como a Inteligência Artificial está impulsionando transformação: uma visão focada em resultados

*Glenn Fitzgerald
08/10/2018 - No mercado de tecnologia, muitas vezes, focamos nos últimos lançamentos de produtos e serviços, quando, na verdade, deveríamos nos concentrar em descobrir se oferecemos, de fato, resultados aos negócios.

Muitas tecnologias contribuem para uma mudança transformadora quando implementadas adequadamente. Um exemplo é a Inteligência Artificial e, em particular, o machine learning avançado: quando aplicado de forma eficaz, é uma maneira poderosa de melhorar os processos existentes e, ocasionalmente, abrir novas oportunidades de negócios auxiliando em qual estratégia seguir.

Entretanto, para aproveitar ao máximo essa tecnologia, é necessário começar a identificar os desafios de negócios que a empresa pode enfrentar e encontrar a ferramenta ideal para definir a melhor estratégia. É o caso do deep learning por meio do reconhecimento de imagens. A ferramenta tem se destacado em muitas empresas por suas aplicações potenciais extremamente amplas. No setor de varejo, por exemplo, o reconhecimento de imagem tem um papel importante - por meio da adição de uma camada de inteligência, a ferramenta reduz o número de fraudes. Os fabricantes também enxergam a análise de imagens extremamente útil - não apenas para aprimorar processos, mas também para analisar logs e fluxos de vídeo, por exemplo, para estabelecer sistemas de manutenção preventiva.

Por que os profissionais de Data Science and Analytics são os mais cobiçados nas empresas brasileiras?

*Por Pedro Dellagnello
04/10/2018 - O bem mais precioso de uma empresa é, sem dúvida, toda a informação que ela gera e, mais do que isso, saber usá-la de forma eficiente. Para isso, só um bom profissional de BI (business intelligence) pode ajudar nesse processo. Uma pesquisa global feita pela Experian com profissionais de quatro países (Brasil, Estados Unidos, Inglaterra e Austrália) mostra que 91% das empresas brasileiras consideram incluir dados na definição da estratégia de negócios, número maior que o apresentado em 2017, que foi de 86%. Os resultados retratam que a preocupação com a utilização dos dados vem crescendo ano a ano nas empresas e, hoje, está no centro das decisões.

O mercado de BI tem crescido por em empresas de todos os tamanhos, por dois motivos principais. Para empresas pequenas e médias, as ferramentas de análise de dados estão cada vez mais úteis e acessíveis. Assim, existe cada vez mais demanda por profissionais de BI com senioridade média que saibam implantar e utilizar essas ferramentas. O segundo motivo é que grandes empresas querem extrair todo o potencial dos seus dados para entender e prever o comportamento dos seus consumidores, aumentando assim a demanda por profissionais de BI mais seniores, que conseguem lidar com a complexidade da engenharia de grandes volumes de dados.

Em todas as empresas, a principal tendência do mercado de BI é a distribuição do poder de decisão entre equipes de negócios especializadas, ao invés de depender somente das análises de uma área específica. O papel dos novos profissionais de BI é, mais do que "tirar pedidos" de análises, fazer com que o acesso à "inteligência" da empresa esteja distribuído entre todos os colaboradores de uma decisão.

Empresas que escolhem não investir em uma área de BI estruturada acabam ficando dependentes de ferramentas de terceiros para administrar seus dados. Essa dependência pode impedir certas customizações que a empresa precisa para poder tomar decisões a partir dos seus próprios dados. Como exemplo, uma empresa que tem um ciclo de vendas trimestral pode ter suas análises internas distorcidas por uma ferramenta que apresenta os dados de venda mês a mês.

Cinco dicas para empreender na terceira idade

*Por Luciana Franco,
04/10/2018 - O Brasil precisa se preparar para um novo fenômeno. O número de idosos cresceu 50% na última década, segundo dados do IBGE, e o País possui 8,5 milhões de cidadãos acima dos 60 anos. Com isso, existem hoje 26 milhões de pessoas na terceira idade e essa fatia deve chegar a 38 milhões em 2027. Em 50 anos, metade da população brasileira será de pessoas mais velhas. O envelhecimento populacional é um fenômeno global, está associado ao aumento da expectativa de vida das pessoas e à redução nos índices de natalidade.

O tema é um desafio para o Brasil, que vai envelhecer antes de se tornar um país rico ou socialmente equilibrado. Outro obstáculo será acomodar essa faixa da população, uma vez que irão responder por importante parte do consumo e do mercado de trabalho. Com isso, uma nova onda de startups deve surgir, criadas por profissionais experientes que buscam novas frentes de atuação.

No Brasil, viver de aposentaria é ilusão. Portanto, empreender pode ser a melhor solução para trabalhar nas áreas de interesse e ter uma fonte de renda. Pesquisas indicam que a terceira idade brasileira movimenta mais de R$ 1,5 trilhão ao ano. Já que os 50 são os novos 30 e, certamente, os 60 deverão ser os novos 40, é possível afirmar que essa fatia da população deverá também ser uma importante geradora de receita. Há, logicamente, uma grande diferença entre expectativas, necessidades e desejos em relação aos mais jovens, mas as possibilidades para terceira idade são imensas.

É muito provável que seguiremos os passos de outros países mais avançados. Uma pesquisa internacional feita pela Global Entrepreneurship Monitor mostra que 30% dos novos empreendedores já têm entre 49 e 64 anos, enquanto 59% dos negócios globais já são comandados por pessoas da terceira idade.

Profissionais dessa faixa etária são mais experientes, mais focados em resultados e tão ambiciosos quanto os jovens. Como temos notado em diversas oficinas e cursos, o empreendedorismo tem sido um caminho escolhido por muitos brasileiros da terceira idade como alternativa para ter uma vida mais ativa, inclusive após a aposentadoria. Há, de fato, espaço no mercado brasileiro para startups com profissionais da terceira idade por serem qualificados, maduros e com alto senso de responsabilidade.

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