Lavoura high tech: a importância da tecnologia no Agronegócio

Por Marcos Pazeto
13/12/2017 - O uso da tecnologia no mercado de agronegócios já é uma realidade. De acordo com um recente levantamento da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), 67% das propriedades agrícolas no país já adotaram algum tipo de inovação tecnológica, dentro ou fora do campo. Responsável por 23% do PIB brasileiro, o segmento de agronegócios tem impulsionado a economia e, por isso, é imperativo que os players do setor especializem-se e conheçam as novas demandas tecnológicas para destacarem-se nesse mercado cada vez mais competitivo.

O mais recente levantamento do Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) medido pelo Departamento do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deagro/Fiesp) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), apontou que a confiança de industriais do agronegócio aumentou no terceiro trimestre de 2017 na comparação com o trimestre anterior.

Nesse cenário de recuperação econômica, a transformação digital é a resposta aos grandes desafios atuais do agronegócio. A tecnologia promove a praticidade, facilita a execução de tarefas na rotina diária do campo, além de possibilitar aos produtores rurais melhor planejamento, mensuração e utilização correta de uma infinidade de informações e dados, para otimizar a produção. Já existem hoje no mercado soluções avançadas de gestão com algoritmos desenvolvidos especificamente para atender as demandas desse setor. Desta forma, a agroindústria consegue alcançar seus objetivos operacionais, aumentar a produtividade e os ganhos de safra das fazendas, além de diminuir os custos.

Monitoramento de performance: um aliado para On-line Banking

*Por Adilson Pereira
12/12/2017 - O número de brasileiros que opta em realizar compras por meio de aplicativos é cada vez maior. Uma pesquisa realizada pela SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) intitulada "Consumo por Meio de Aplicativos", revelou que mais da metade dos consumidores com acesso à Internet (59%) já utilizou algum aplicativo em smartphone ou tablet para comprar algo e que 27% têm o hábito frequente de recorrer aos apps. Além das compras, os brasileiros estão utilizando de forma crescente as facilidades digitais para realizar transações bancárias.

De acordo com um levantamento da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), o índice de operações via mobile banking, incluindo consultas de saldo, transferências e pagamentos, passou dos 20% em 2015 para 34% em 2016. Em 2014, esse percentual era de somente 10%. A forma como o brasileiro interage hoje com os canais dos bancos já não é a mesma de dez anos atrás, quando a maioria dos clientes ainda optava por realizar as transações em unidades físicas. Por exemplo, em 2008, mais de 70% dos usuários utilizavam os canais de atendimento tradicionais, terminal de autoatendimento e telefone para concluir as operações.

A mudança no comportamento do cliente obrigou as empresas a adotarem tecnologias para acompanhar as novas experiências digitais. Para medir a performance dos usuários nesse ambiente, os bancos passaram a investir também em soluções de monitoramento de aplicações e avaliação. Com isso, eles conseguem construir uma gestão de negócios baseada em tecnologia.

A digitalização do arado

*Por Lucas Pinz
04/12/2017 - Eu sou natural de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, chamada Canguçu, cerca de 350 km distante de Porto Alegre. Canguçu é a capital nacional da agricultura familiar, maior minifúndio da América Latina e um dos maiores produtores de milho, soja e tabaco do país.

Logo que chega na cidade, o visitante se depara com o “monumento ao colono”,  uma homenagem aos agricultores e imigrantes que ali chegaram em meados do século XIX, como a minha família, vinda da Alemanha.

A cena rural representada no monumento está ali eternizada. Em alguns rincões do município ainda é possível encontrar essa cena, embora a mecanização tenha chegado com a expansão das culturas da soja, milho e tabaco. O arado da imagem nos remete à primeira evolução da agricultura, cerca de 4.500 a.C, quando o homem cansou de vagar em busca de terras boas para o cultivo.

Muitos anos depois, durante meados do século XVIII, novas técnicas de plantio foram implementadas na Inglaterra e, assim, as atividades da pecuária e agricultura se integraram, acabando com a escassez de alimentos na Europa. De lá até meados do século seguinte, com a introdução das novas técnicas e tecnologias, a produção agrícola na Inglaterra cresceu de forma exponencial, liberando mão de obra para as fábricas que começavam a ser instaladas, dando origem à Primeira Revolução Industrial.

Computação na nuvem: Cloud híbrida e o rumo da tecnologia

*Por Rodolfo Avelino
04/12/2017 - O Cloud Computing (computação em nuvem, em inglês) já é bastante conhecido e refere-se à utilização da memória e capacidade de armazenamento e cálculo de computadores e servidores compartilhados e integrados por meio da Internet. No Brasil, segundo um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Softwares (ABES), em parceria com a International Data Corporation (IDC), o setor teve um aumento de 47,4% em 2016. No que se refere aos investimentos, as cifras saltaram de US$ 506 milhões para US$ 746 milhões no último ano.

Nesse cenário, a Cloud híbrida, que é uma composição de duas ou mais nuvens – privadas, comunitárias ou públicas –, que permanecem em núcleos individuais, mas são interligadas, permite a criação de uma infraestrutura de T.I capaz de suportar cargas de trabalho comuns, utilizando recursos de uma cloud pública ou privada durante os picos de processamento.

Com a arquitetura das nuvens híbridas, os consumidores possuem poder de escolha referente às cargas de trabalho, podendo distribuí-las no melhor ambiente, baseando-se nas necessidades de segurança, desempenho e escalabilidade de cada função.

Caminho das pedras: abordagem multimodal para uma transformação digital bem sucedida

*Por Gabriel Lobitisky, Infor
01/12/2017 - Embora a maior parte dos exemplos bem sucedidos estejam focados em como um app transformou uma indústria inteira, ou no fato de que graças a grandes dados e tecnologias emergentes as pessoas nunca mais comprarão, assistirão ou comerão um determinado produto/serviço da mesma maneira; não se engane: transformação digital não é somente sobre tecnologia, embora ela seja parte importante desta equação.

Tecnologia é apenas uma das peças deste quebra-cabeça. O sucesso, de fato, está na estrutura. Ou seja: é preciso ter uma organização configurada não apenas para dar suporte à transformação digital, como também para assegurar que o core business continue a funcionar. Ray Wang, da Constellation Research, explicou no artigo "Nine starting points for digital transformation in manufactaring", quais os perfis de equipes, estejam elas presentes fisicamente, ou trabalhando virtualmente, necessárias para alcançar o sucesso nesta transformação.

As equipes de inovação incremental melhoram os modelos de negócios existentes. Elas têm a incumbência de melhorar o modelo existente de forma a torná-lo mais ágil, eficaz e barato. As principais características desse grupo incluem domínio técnico, paixão por melhoria, compreensão das restrições e espírito de inovação.

Para inovar com novos modelos de negócios, surgem os times de inovação transformacional. Muitas vezes vistos como grupos de operações especiais essas pessoas exploram modelos de negócios adicionais e suas principais características são: propensão para interrupção, desrespeito às regras existentes, paixão por inovação e capacidade de lidar com conceitos abstratos.

A importância de manter os dados protegidos na era da transformação digital

*Por Silnei Kravaski
30/11/2017 - Com a transformação digital, os negócios passam a ser cada vez mais dependentes da informação. Garantir que todo conteúdo estratégico da empresa esteja seguro e preservado da melhor maneira possível é uma necessidade mais do que evidente. Hoje, a criticidade está muito além de recuperar os dados. O que faz a diferença no final das contas é o tempo que isso demanda. E, dependendo do cenário, quando algum incidente é notado, um backup tradicional pode levar até semanas recuperando as informações e dando respaldo à operação.

Segundo o Gartner, até 2020, 30% das organizações deverão ir além de um backup tradicional, incluindo opções mais avançadas como o disaster recovery (DR). Hoje, apenas 10% das empresas compartilham essa visão. Além disso, até 2021, 50% das empresas irão aumentar ou substituir suas aplicações atuais de backup por outras alternativas. E mais do que isso, até 2018 mais de 50% irão passar a considerar ofertas que estão disponíveis no mercado há menos de cinco anos, evidenciando essa necessidade de renovação. O que tem tudo a ver com a transformação digital e a forma como as pessoas estão consumindo tecnologia.

Porém, embora já se verifique este forte movimento de mudança, como atesta a pesquisa do Gartner, existem ainda contrapontos que pesam na decisão das empresas quando decidem ir além do backup tradicional. Estas enxergam que as áreas de TI não podem ser as únicas responsáveis por administrar as suas soluções de recuperação de dados e sentem a necessidade de buscar parceiros que façam essa função. Elas sabem que isso é crucial para que possam focar no que realmente importa: o seu negócio. Mas, por outro lado, além do receio cultural de não saber fisicamente onde estará armazenado o seu dado, há a preocupação de quanto isso vai custar, o que é compreensível por que às vezes justificar custos não é fácil. E o DR tem sim um custo adicional, mas a operação parada da empresa tem um impacto financeiro muito maior do que a estrutura.

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