A tecnologia não é concorrente

*Por Paulo Rosanova
25/09/2017 - O medo de que a tecnologia possa substituir algumas operações conduzida por pessoas não é recente. Desde a criação da Pascalina, a primeira calculadora do mundo inventada em 1642, a humanidade teme perder suas ocupações para as máquinas.

Quando o assunto é otimizar a área de compras das empresas, sempre aparece a pergunta "Quantas pessoas serão mandadas embora?". A resposta é sempre a mesma "Ninguém precisa ser demitido".

A ideia não é fazer com que as empresas enxuguem seus gastos reduzindo seu quadro de funcionários. É preciso ajudar os profissionais de compras a ter tempo livre para trabalhar em ações estratégicas e focadas no core business de suas companhias.

O papel da tecnologia, nesse caso, é abrir espaço para as atividades realmente importantes.

Hoje, apesar das grandes organizações liderarem um movimento a favor da inovação – e se destacarem justamente por isso, o receio toma conta de algumas empresas que ainda relutam para se atualizar. Algumas até demonstram a intenção de renovar seus sistemas e modernizar processos, mas sofrem com a resistência de alguns colaboradores.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Mercado Eletrônico, cerca de 70% das empresas ainda usam planilhas para organizar suas informações, enquanto aproximadamente 40% ainda usam o papel na parte da aprovação de pedidos.

Do lado das empresas, o temor está ligado ao fato de que, em um passado recente, muitos departamentos adotaram soluções inflexíveis, em um momento em que a tecnologia ainda era cara. Muitas dessas ferramentas mais atrapalharam do que ajudaram. Com alto custo de instalação, exigiam treinamento, não podiam ser integradas com sistemas já existentes nas empresas e ainda não contavam com serviços de suporte.

Estudos como o das Universidades de Oxford e Yale dizem que a Inteligência Artificial irá abolir, em 50 anos, todos as funções e cargos que conhecemos. Porém, nesse futuro nem tão distante, não teremos como evitar essa mudança. E é por isso que o medo deve dar lugar ao entendimento que essa transformação das funções como entendemos hoje pode sim, ser positiva, ao remodelar, mais uma vez, a sociedade e os interesses comuns.

Com o aumento de regulamentações e auditorias de controle, a tecnologia é a ferramenta perfeita para manter a empresa alinhada com essas demandas. A área de compras das organizações que utilizam a tecnologia a favor dos negócios otimiza processos e ganha mais economia, agilidade, governança e cooperação com seus clientes, o que é impossível de conquistar baseando operações em papel.

Aliás, as empresas que ainda apostam no papel precisam saber que, além de correrem o risco de ficarem para trás, ainda podem ter grandes riscos envolvidos em seus negócios.

*Por Paulo Rosanova, diretor de canais do Mercado Eletrônico

Deixar seu comentário

0
termos e condições.
  • Nenhum comentário encontrado

newsletter buton