RPA, um dínamo de produtividade e estratégia

*Por Murilo Bilato
18/10/2017 - Já se foi o tempo em que os robôs apareciam apenas em filmes de ficção científica. Há muito, eles habitam indústrias de variados setores, com destaque para a automotiva, tornando procedimentos críticos mais precisos. Mas o interessante é que, nos últimos dois anos, eles começaram a conquistar diferentes negócios ao automatizarem processos e revolucionarem resultados.

Em um cenário cada vez mais competitivo, agravado pelas turbulências político-econômicas (e isso não acontece somente em solo nacional, mas globalmente), a tecnologia tem sido forte aliada, sobretudo quando a pressão recai sobre a redução de custos operacionais. É nesse ponto que Robotic Process Automation (RPA – Automação de Processos Robóticos) entra em cena como uma abordagem que pode impulsionar o negócio com aumento da produtividade, redução de custos e com o valor agregado de liberar profissionais para realizarem funções mais estratégicas.

A implementação de RPA permite a automação de processos complexos de uma empresa. Essa tecnologia é baseada em software e, por essa razão, pode ser usada para executar tarefas fundamentadas em regras. Assim, ajuda a transformar o negócio digitalmente e proporciona serviços de melhor qualidade ao cliente, considerando a sua precisão.

Destaco os seguintes benefícios como os principais proporcionados pela tecnologia: retorno veloz do ROI em até 800%, redução significativa de custos, eficiência operacional, liberação de profissionais para atividades mais estratégicas, por meio da automação de tarefas manuais ou repetitivas, ampliação da produtividade – robôs podem trabalhar no regime 24×7 – e redução das taxas de erros humanos. Seu conceito está ligado às tecnologias disruptivas, que a cada dia formam uma potente e estratégica união.

Parcerias podem ajudar na disputa de empresas nacionais vc multinacionais

*Por Thiago Miashiro
18/10/2017 - Atuar no mercado consumidor brasileiro não é tarefa fácil, tendo em vista a diversidade do país e as prioridades de cada região. Adicionalmente, o nível de acesso à informação tem aumentado, o que possibilita que o brasileiro se mantenha a par de tudo o que as empresas têm a oferecer. No setor de tecnologia, por exemplo, multinacionais podem levar vantagem. Pesquisa realizada em janeiro deste ano pelo Reputation Institute Brasil aponta as empresas com melhor reputação no país: das dez primeiras colocadas, três são de tecnologia e são estrangeiras. O que leva essas empresas a terem grande aceitação e como brasileiras podem driblar essa situação?

Colocamos aqui a situação de concorrência entre empresas que produzem smartphones. Uma questão que favorece as companhias internacionais que atuam no Brasil é o fato de essas empresas atuarem em diversos países e vendem seus produtos em todo o globo, tendo ganho de escala, o que não impacta na qualidade do produto. E o Brasil não está fora dessa característica.

Esse aspecto, entretanto, não é uma barreira intransponível. Um caminho para contornar esse quadro é realizar parcerias com fornecedores, muitos deles de outros países. Isso possibilita que as empresas brasileiras também tenham ganho de escala e possam trabalhar com preços competitivos. Ter uma equipe de desenvolvimento local competente e em constante atualização, com parcerias estrangeiras, favorece o incremento na pesquisa, com ganho de conhecimento e informações sobre o mercado. Para que essas parcerias sejam possíveis, ter contatos com fornecedores que trabalham com larga escala torna-se fundamental. Isso porque para equipar um smartphone é necessário pensar em diversos elementos, como processador, memória, armazenamento, acessórios, revestimento, entre outros.

CMO, CIO e diretor de RH: aliança fundamental para a transformação digital

php_go2net.jpg*Paulo Henrique Pichini
17/10/2017 - Houve um tempo em que existia uma clara divisão entre o papel do líder de TI (CIO/CTO) e o responsável pelo marketing da corporação (CMO). O mesmo poderia ser dito sobre as barreiras entre a área de tecnologia e o diretor de recursos humanos. Com a digitalização da economia, esses silos deixam de fazer sentido e o oposto torna-se urgente: a colaboração intensa e criativa entre as áreas de TI, Marketing e RH para que a empresa inove, inove e inove.

Toda transformação digital tem como meta melhorar a experiência do usuário/cliente e promover seu engajamento a marcas, filosofias, pessoas. CMO e CIO têm de trabalhar juntos, de maneira fluida, para que essa meta seja atingida de forma constante (a revolução digital é permanente). Ninguém tem uma visão mais clara do perfil do cliente/consumidor do que o CMO; ninguém está mais atualizado e capaz de propor inovações digitais para melhorar ainda mais a experiência do usuário do que o CIO. Por enquanto, no entanto, essa realidade é mais uma meta a ser atingida do que uma prática corriqueira das empresas. Pesquisa da consultoria Modern Marketing Partners com 2000 CMOs, em 2016, indica que 73% desse grupo concorda que tecnologias digitais são essências para o sucesso do marketing. Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido: 41% dos CMOs entrevistados dizem que segue sendo essencial aumentar a interação entre o marketing e a TI para que essas metas sejam atingidas.

A área de RH vive um dilema semelhante ao de marketing, mas os desafios são ainda maiores. Muitos times de RH ainda dedicam 80% do seu tempo a organizar e fiscalizar políticas de gestão de pessoas (da contratação à demissão, passando por benefícios, promoções, etc.). Isso é core para o RH e deve seguir acontecendo. Mas, em tempos de transformação digital, é fundamental que a gestão do capital intelectual da empresa seja acelerada e modificada por novas soluções e processos que irão, mais uma vez, promover a inovação, a criatividade e a produtividade das pessoas.

Os mais avançados gestores de RH estão trabalhando intensamente com a área de TI para propiciar uma vivência do funcionário que espelhe a melhor experiência de usuário/consumidor que sua empresa provê ao mercado. Da mesma forma que a inovação tecnológica incentiva o engajamento de consumidores e parceiros de negócios, essa nova forma de vida corporativa aumenta de forma exponencial o engajamento dos colaboradores internos. Quem segue esse caminho colhe resultados. Uma pesquisa da Accenture realizada no início de 2017 mostra que um RH inovador diminui em 15,2% a rotatividade dos funcionários, além de promover aumento de produtividade na ordem de 5,4%. A mesma pesquisa aponta, no entanto, que apenas 9% das empresas globais estão prontas para a era do RH digital.

A ascensão da Inteligência Artificial: colabore em vez de competir

Mais do que nunca, os campos da Inteligência Artificial (AI), robótica, automação de processos e outras descobertas tecnológicas têm se desenvolvido em um ritmo acelerado

*Por Ankur Prakash
16/10/2017 - A inteligência artificial, a robótica e a automação chegaram para ficar, e a discussão que coloca todas essas tecnologias em cheque é: como elas substituirão o esforço humano? No entanto, em vez de buscarmos entender como talvez perderíamos, ou não, o nosso espaço no mercado de trabalho, não seria melhor considerar que podemos usar as ferramentas da AI – tanto para indivíduos como para os negócios – para nos transformar em peças-chave na realização de atividades mais complexas e que gerariam maior valor aos clientes e stakeholders?

Embora ainda não saibamos exatamente como afetarão nossas vidas, podemos afirmar que essas tendências tecnológicas mudarão para sempre a sociedade, os negócios e até mesmo a natureza humana. E é provável que as tarefas repetitivas ou fisicamente exaustivas realizadas por humanos, sejam substituídas pelos robôs com potência de AI - principalmente com a queda nos custos dessa migração. Então agora, mais do que nunca, precisamos nos moldar e adaptar para o futuro, é hora de atualizar nossos conhecimentos e interesses. E este é apenas o primeiro degrau em uma escada muito longa, que vai misturar inteligência artificial e inteligência humana na busca por resultados em precedentes.

Condução de inovação rentável

A Inteligência artificial não permite apenas reduzir custos ou otimizar a produtividade, melhorar a eficiência operacional. Na verdade, ela tem o poder de mudar completamente a natureza dos serviços que criamos. Por exemplo, um consumidor pode usar um aplicativo – em seu carro ou smartphone – que conhece a maneira como ele dirige e o recompensa. O app pode indicar uma premiação pela seguradora, obviamente alinhado a um programa de recompensas devido às informações detalhadas que circulam em tempo real. Uma vez projetada, soluções como essa poderiam ser escaladas sem limites.

Neste caso, a AI não está simplesmente melhorando a maneira como as seguradoras modelam seu risco, mas está mudando completamente seus quadros de avaliação de risco. Ainda que isso não pareça uma grande mudança, esses tipos de serviços tendem a ter um efeito de ondulação, trazendo outras aplicações de inteligência artificial à superfície.

Inovação sustentável para os negócios e o planeta

*Por Marcia Flesch Grillo
16/10/2017 - A população mundial deverá atingir 9,7 bilhões de pessoas em 2050 e as cidades estarão cada vez mais urbanizadas. Atualmente, já somos 7,3 bilhões de habitantes e, com a ampliação da população, teremos também maior procura por recursos finitos do planeta, como minerais, água, agricultura, áreas florestais, petróleo e gás. O crescente apetite por combustível, comida e insumos de produtos que dependemos diariamente em nossas vidas, faz com que um preço seja por isso: o impacto no meio ambiente.

Como podemos gerenciar melhor os recursos limitados que temos enquanto asseguramos que estamos sendo respeitosos com o planeta, o bem mais precioso que temos e lar de bilhões de habitantes? Será que o aumento da concorrência levará a confrontos sobre os recursos hídricos ou podemos encontrar uma maneira de gerenciá-los de forma mais eficaz? Que alterativa teremos para a falta de minerais? Teremos que viajar para ao espaço para encontrar minerais que ficarão esgotados na Terra, como o cobre, vital em muitos bens de consumo e que entrará em escassez em menos de 20 anos?

Ao mesmo tempo em que as questões sobre o futuro dos recursos naturais e da humanidade estarão sendo discutidas globalmente, as empresas assumirão uma responsabilidade social ainda maior e terão seus projetos acompanhados de perto pelas comunidades, que buscarão informações e uma melhor gestão ambiental para beneficiar os cidadãos locais ao longo de suas vidas.

As organizações estão se perguntando sobre como podem responder ao aumento das obrigações e, ao mesmo tempo, manter a rentabilidade em um momento no qual os preços das commodities são variáveis e imprevisíveis.

A biometria, a serviço da segurança

 *Por Danny Kabiljo
11/10/2017 - A biometria, aos poucos, está se tornando parte do nosso dia a dia, principalmente quando o assunto é segurança. As instituições bancárias já estão implementando soluções do tipo para saque e consulta de dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está fazendo o cadastramento biométrico dos eleitores para evitar fraudes nas próximas eleições e empresas têm aderido a essa tecnologia para assegurar a entrada e saída de colaboradores e visitantes, evitando o acesso de pessoas não autorizadas às suas dependências.

Em relação ao acesso às organizações, a segurança ainda costuma ser feita por meio de um cadastro simples com apresentação do RG ou carteira de habilitação. Porém, sabemos que esses documentos podem ser falsificados ou furtados, permitindo a entrada de pessoas desconhecidas. Para garantir que esse tipo de equívoco não ocorra, a biometria pode ser uma solução viável, já que é baseada no que as pessoas são, seja ela facial ou digital, e não no que elas carregam, como os documentos.

No caso da biometria facial, além de ter um alto grau de precisão, a ferramenta não precisa ter hardwares específicos para seu funcionamento e pode ser utilizada em qualquer smartphone, tablet ou webcam, democratizando assim seu uso para mais empresas, independente de seu tamanho ou faturamento.

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