Como alinhar os desafios de procurement com sustentabilidade na área de compras?

*Por Marcelo Pereira
15/01/2019 - O termo "desenvolvimento sustentável" começou a ter ampla aceitação no fim dos anos 80, após o seu aparecimento no relatório elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, criada pela ONU (Organização das Nações Unidas). O material revelava a incompatibilidade do desenvolvimento sustentável com os padrões de produção e consumo.

Hoje, a preocupação segue pertinente. Consumidores, colaboradores e comunidades desejam se conectar com empresas que realmente façam a diferença e que contribuam para o bem-estar de todo o ecossistema de negócios e também do meio ambiente. Em outras palavras, a busca se resume a: pessoas, planeta e lucro. Esse tripé da sustentabilidade prevê que o lucro é apenas um dos resultados para focar.
Assim, o termo sustentabilidade se ampliou para designar a capacidade de manter o negócio vivo a longo prazo, considerando os âmbitos econômicos e socio-ambientais.

Além da atenção às suas próprias atividades de manufatura, transporte, distribuição e aquisição, as empresas focam cada vez mais nas ações de impacto social que englobam a diversidade e a inclusão nas práticas de contratação, seja de sua força de trabalho ou na contratação de fornecedores. Nos processos de compras, por exemplo, as organizações podem produzir valor, influenciando e desenvolvendo a cadeia em prol de uma lógica mais responsável para os negócios.

Ética e Compliance: os impactos na sua empresa

*Por Thiago Nascimento
14/01/2019 - Ética e compliance não constituem apenas um conjunto de regras a ser cumpridas, mas sim uma cultura em que as pessoas tenham em mente qual a melhor maneira de agir diante de todas as situações do cotidiano. A ideia é orientar o funcionário para discernir o que é certo ou errado ou implementar regras e procedimentos que o façam decidir de qual maneira agir.

Uma vez que o programa seja bem implantado, fará parte do dia a dia da empresa falar sobre ética e compliance, e assim as orientações serão constantes, com comunicações que atinjam cada um. Além disso, é possível desenvolver os "agentes da ética/compliance", que serão os multiplicadores e incentivadores da comunicação e orientação pela empresa.

Para apresentar essas práticas de forma clara para os colaboradores, a comunicação deve ser constante e de diversas formas. Para isso, as empresas podem contar com os "agentes de ética", que poderão opinar sobre as formas como a comunicação pode atingir cada área e disseminar a ética e compliance para todos. É importante ressaltar que todos são responsáveis pela ética e compliance na empresa, mas especialmente a presidência, o RH, o departamento jurídico e os "agentes da ética" serão as principais fontes de incentivo.

Para evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade é importante que seja feita a denúncia pelos canais de reporte e verificação dos procedimentos de controle. Quando detectado o desvio de conduta, é necessário o tratamento de acordo com a natureza específica desse erro, com as devidas correções. A investigação pode ser feita internamente ou por uma empresa especializada, sempre prezando pelo sigilo e anonimato. O principal do programa é estimular atuações preventivas para evitar que ocorram os desvios ou a fim de que estes sejam mais rapidamente detectados. Para isso é necessário o estímulo da cultura da ética e compliance, em que todos estejam alinhados e sentindo a mesma importância de evitar, detectar e tratar desvios.

Como eliminar as complexidades da Nuvem corporativa na era do IoT

*Por Dave Anderson
28/12/2018 - A adoção corporativa da Internet das Coisas (IoT) explodiu ao longo dos últimos anos e, ao que tudo indica, essa tendência não mostra qualquer sinal de desaceleração, com a previsão do IDC de que os gastos em Internet das Coisas cheguem a US$ 772 bilhões em 2018. O grande motivo por trás desse investimento é que as soluções de IoT têm uma capacidade aparentemente ilimitada de revolucionar os processos de negócios por meio de ferramentas variadas que ajudam a resolver questões como manutenção preditiva, controle de estoque em tempo real e o gerenciamento de frotas, entre outros.

Esse enorme potencial significa que as soluções de Internet das Coisas provavelmente dominarão os orçamentos de TI nos próximos anos, com 96% das empresas esperando aumentar seus gastos com essas tecnologias no próximo triênio. No entanto, garantir que essas ofertas inteligentes cumpram suas promessas será uma tarefa complicada, e conseguir a experiência de software perfeita que as empresas atuais esperam também será difícil, pelo simples fato de que os aplicativos que impulsionam o conceito de IoT dependem de um ambiente de Nuvem complexo e cada vez mais integrado.

As Nuvens de complexidade estão se reunindo

As organizações já estão lutando para dominar a complexidade crescente em seus ambientes de Nuvem corporativa, mas a introdução das ferramentas de IoT está pronta para ampliar esse desafio em 100 vezes. Afinal, as soluções inteligentes são alimentadas por aplicações incrivelmente complexas, instaladas em estruturas dinâmicas e espalhadas em várias Nuvens. Essas aplicações dependem, por sua vez, de vastos ecossistemas de sensores, dispositivos, gateways e plataformas que precisam funcionar perfeitamente. Se surgir um problema na performance de qualquer componente do ecossistema de Internet das Coisas, será cada vez mais difícil para as equipes de TI encontrarem a origem do erro e resolvê-lo de forma ágil.

Para comprovar o tamanho desse desafio, uma pesquisa recente da Dynatrace descobriu que 69% dos CIOs (Chiefs Information Officer) preveem que a Internet das Coisas se tornará uma das principais demandas de gerenciamento de performance em suas companhias. As organizações simplesmente não podem deixar de considerar esse tema, uma vez que as consequências dos problemas de desempenho nos ecossistemas de IoT podem ir muito além de pequenos inconvenientes. Por exemplo, um problema entre os sensores conectados e os sistemas de cadeia de suprimentos pode resultar em perdas para um varejista. Claramente, esse tipo de cenário preocupa os CIOs, com 74% temendo que os problemas de performance da IoT atrapalhem suas operações e danifiquem significativamente as receitas.

Quatro 'simpatias' para turbinar a carreira em 2019

*Por Braulio Lalau de Carvalho
27/12/2018 - Final de ano se aproximando e não há quem resista a uma simpatia para atrair prosperidade, não é mesmo? Comer lentilha na virada do ano, pular as famosas sete ondinhas na praia ou guardar sementes da romã na carteira são dicas que nunca saem de moda (e que não custam nada se manterem na tradição). Mas não é disso que vamos falar nesse post.

Brincadeiras à parte, esse é um excelente momento do ano para planejar o que você quer para a sua vida profissional em 2019. Por isso, selecionei quatro dicas que acho fundamental para projetar a carreira.

1 – Faça uma retrospectiva

Para pensar no próximo ano é preciso fechar o atual. A vida profissional, assim como a pessoal, anda em ciclo. E isso é importante ser respeitado.

Então, faça uma retrospectiva de quais foram os pontos altos e baixos na sua carreira em 2018. Analise cada situação que não foi tão positiva e tente tirar uma lição dela (sempre há). Sobre o que foi muito bom, também procure entender quais as ações que foram fundamentais para levá-lo ao sucesso. É importante ter isso em mente para repetir (ou evitar) em outras situações.

Como ser um CIO de sucesso na Era Digital

*Por Sandra Maura
27/12/2018 - Ao longo de nossa trajetória profissional, alguns momentos são decisivos e exigem ações práticas. Para os CIOs (Chiefs Information Officer), o atual avanço da Transformação Digital tem significado o surgimento de desafios nunca antes imaginados. O novo cenário demanda reinvenção de carreira até mesmo para profissionais experientes e reconhecidos.

A explicação para esse novo momento, evidentemente, é que há uma enorme pressão para que os líderes das áreas de TI apoiem as empresas em suas jornadas de transformação tecnológica. Não por acaso, segundo estudos, a rotatividade dos executivos de TI tem aumentado nos últimos anos, com as empresas buscando profissionais cada vez mais preparados para liderar a gestão de ambientes complexos e disruptivos. O fato é que o perfil do CIO mudou e, hoje, torna-se imperativo que mesmo os especialistas mais experientes busquem maneiras de desenvolver as novas competências exigidas pelas organizações.

Nesse contexto, é importante ressaltar que, à medida que a tecnologia ganha influência nos negócios, os CIOs precisam ir além de suas especializações em TI, assumindo novos papeis e funções no cenário corporativo. Mais do que uma posição da área técnica, este é um cargo cada vez mais estratégico também no que diz respeito ao sucesso das empresas em temas como inovação de produtos, segurança e controle interno das organizações. Para deixar essa visão mais clara, basta notarmos que, de acordo com estudos mundiais, 67% das empresas do planeta consideram a transformação digital dos negócios como algo urgente e 77% das organizações avaliam que o sucesso de suas operações e também de seus produtos depende da performance das iniciativas de TI.

Isso quer dizer, portanto, que os lideres de hoje em dia precisam agir de maneira assertiva, garantindo o equilíbrio e a eficiência dos recursos necessários para o funcionamento de todo o ecossistema de negócios de suas companhias. Sendo assim, os profissionais devem investir em ações que os ajudem a analisar quais são as opções e caminhos disponíveis para compreender as novas ferramentas e estruturas de tecnologia e, ao mesmo tempo, descobrir como aplicar esses recursos no dia a dia das empresas.

Transformação Digital: quais são as habilidades necessárias para um gestor da inovação digital e ágil

*Por Fernando Nawa
24/12/2018 - Com a Transformação Digital cada vez mais latente no ambiente corporativo, as tradicionais formatações nas culturas organizacionais precisarão ser revistas para que as empresas surfem nesta nova – e importante – onda. As corporações, agora, terão que adaptar ou criar um novo tipo de profissional com qualificações específicas e apto para liderar este processo, sendo um catalisador de bons resultados.

A expansão da digitalização dos processos aumentou em tamanho e importância estratégica nas áreas de infraestrutura, desenvolvimento, manutenção e agora faz parte da espinha dorsal de qualquer empresa. Apesar de muitas companhias estarem promovendo ações neste âmbito, a grande maioria delas não têm êxito e uma das causas disso é a falta de uma liderança adequada: o gestor de inovação digital e ágil.

É este profissional que será responsável por alocar uma importante fatia dos US$ 3,8 trilhões que serão gastos por departamentos de TI em 2019, segundo projeção da consultoria Gartner - um crescimento de 3,2% com relação à 2018.

Primeiramente, em um cenário macro, temos que lembrar que o Brasil já não é mais o protagonista em TI na América Latina e está bem atrás na comparação mundial. Sendo assim, este novo líder precisa adotar uma postura com perspicácia comercial e rígida com o orçamento de TI, com gastos assertivos, otimização de recursos e promovendo novas tecnologias como cerne do negócio.

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