Os benefícios da transformação digital na gestão das cidades

Por Gustavo Perez
11/11/2019 - A tecnologia é geralmente definida como o desenvolvimento de técnicas, ferramentas ou sistemas que ajudem a tornar a vida melhor. Nesse sentido, é fácil entender que inovações tecnológicas e gestão pública deveriam caminhar lado a lado. Com o crescimento contínuo do número de dispositivos conectados no mundo, no entanto, esse potencial fica ainda mais evidente. Mas como, afinal, as cidades podem se beneficiar da transformação digital e da evolução dos serviços de TI?

O primeiro ganho, certamente, é a redução de custos. De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a adoção de processos de digitalização pode gerar a redução de até 97% nos custos de atendimento do setor público. No cenário atual, com as administrações governamentais cercadas pelas demandas de contenção de gastos, a aplicação de novas tecnologias se apresenta, portanto, como um caminho prático para diminuir as despesas.

Ao mesmo tempo, a transformação digital pode ser uma aliada eficaz para oferecer mais comodidade à população. Levantamento do governo federal indica que, hoje, os cidadãos compõem cerca de 20% do total de usuários dos serviços públicos digitais, ficando atrás apenas das empresas privadas, com 22%. Esse dado revela a existência de uma enorme demanda represada na oferta de aplicações e sistemas que podem tornar o relacionamento entre as pessoas e o poder público menos burocrático e mais ágil.

Prestação de Serviços na Era da Experiência do Cliente

*Por Mark Cattini
12/08/2019 - Nos últimos 10 anos, houve uma grande mudança na área de atendimento ao cliente. As expectativas dos clientes estão aumentando e agradá-los é, de fato, o padrão. Pesquisas apontam que 65% dos consumidores consideram que uma experiência positiva com uma marca é mais influente do que a publicidade tradicional. Essa grande mudança acelerou principalmente em função de empresas como Uber e Amazon, que introduziram novos modelos de negócios e redefiniram a experiência do cliente. Mesmo indústrias que tradicionalmente não se diferenciavam na prestação de serviços, agora se veem forçadas a se atualizar.

De acordo com o mais recente relatório do CXTrends, maior estudo sobre experiência do cliente no Brasil, 55% das empresas não estão satisfeitas com o atendimento que prestam, 48% ainda não possuem metas de atendimento e relacionamento, 35% não monitoram a satisfação e 49% aumentaram o investimento em gestão de atendimento ao cliente, sendo esta a área de maior investimento entre as empresas. Já sobre a percepção dos clientes, a pesquisa revelou que 68% dos consumidores não acham que os profissionais de atendimento são qualificados como deveriam e 72% dos clientes classificam como mediano ou ruim o atendimento recebido atualmente.

Agilidade e inovação aprimoram a experiência do cliente

Para melhorar os níveis de serviço e, ao mesmo tempo, continuar aumentando a eficiência operacional, nessas novas condições de negócios, as organizações devem manter um alto nível de agilidade nos negócios. Em outras palavras, as equipes de serviço em campo devem ser capazes de responder rapidamente a ambientes em mudança, satisfazer os clientes com prestação de serviços contínua e medir o impacto. Do ponto de vista gerencial, as decisões devem ser estrategicamente alinhadas para atender aos imperativos de negócios, como custos de serviços e conformidade com o SLA.

Os desafios e oportunidades da integração tecnológica na agricultura

*Por Roberson Marczak
02/08/2019 - Para uma grande parcela da população mundial, sobretudo entre os grupos que fazem parte da cadeia produtiva agropecuária, não há dúvidas a respeito de que a pesquisa, desenvolvimento e uso de produtos e ferramentas tecnológicas são cada vez mais fundamentais, não apenas para a expansão da produtividade, mas também para o atendimento a demandas simultâneas, ligadas ao uso racional e renovável de recursos naturais. Considerando este cenário, há desafios que o agricultor brasileiro precisa encarar para garantir a competitividade de seus produtos.

Hoje, podemos colher dados precisos e assertivos de microclima por meio de modernas estações meteorológicas, reduzir a deriva em pulverizações aéreas por meio de equipamentos que direcionam a aplicação e a resguardam da ação dos ventos, ou até mesmo sistemas de monitoramento das máquinas agrícolas. A principal questão atrelada ao uso destes dispositivos está na busca pela infraestrutura necessária para associar todas estas fontes de dados e promover uma operação integrada entre elas, gerando não apenas dados estanques, mas informação de valor para o agricultor.

Soluções em cloud são para todos: bem-vinda telefonia em nuvem!

*Por Silnei Kravaski
27/06/2019 - É fato incontestável que as altas tecnologias de comunicação nas empresas, hoje, deixaram de ser um privilégio apenas das grandes corporações. Percebe-se uma tendência, cada vez mais, dos tomadores de decisão adotarem soluções de telefonia em nuvem, por exemplo, para fazer reuniões, treinamentos, aumentar a segurança e também melhorar a experiência do usuário.

A comunicação em nuvem, que inclui por exemplo as soluções de videoconferência, traz soluções de áudio e vídeo que estão muito mais acessíveis ao cliente pelo uso da cloud. Por exemplo, os treinamentos à distância, reuniões entre filiais, gravações de cursos – tudo isso já é possível e viável graças aos atuais recursos tecnológicos que melhoraram a experiência do cliente. Hoje, imagem e som de alta qualidade permitem um engajamento maior das equipes.

Um dos maiores benefícios proporcionados pelo uso da videoconferência é poder atingir um maior número de pessoas dentro da organização. Imagine um ambiente de negócios onde os executivos não precisem mais ficar restritos ao ambiente do escritório? Estes profissionais podem utilizar recursos de vídeo e som, mobilidade, e expandir sua atuação entre mais pessoas e em outros mercados.

Os recursos das videochamadas permitem uma experiência quase presencial: é possível estar numa videoconferência com a sensação de estar frente a frente com o cliente, numa mesma sala de reunião!

O tempo e os custos em deslocamentos de carro ou de avião são cruciais nas companhias. Por exemplo, em uma viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro, gasta- se para ir ao aeroporto pelo menos duas horas para ir e outras duas para voltar, mais o tempo de deslocamento de carro até o cliente e na espera em salas de aeroporto, para um mínimo de apenas 40 minutos de uma reunião! Veja que esta conta nem sempre fecha.

A complexa relação entre a matriz tributária e o setor de TI

abes_manoel_santos.jpg*Por Dr. Manoel Antônio dos Santos
04/06/2019 - Numa tarde dessas, na sede da ABES – entidade representativa do setor de software e serviços complementares –, enquanto conversávamos sobre amenidades e saboreávamos um café com bolo, ouvi uma frase sintomática de um empresário do setor de TI que estava entre nós: "Manoel, estou impressionado! Todos os meus amigos do setor de TI estão 'enrolados' e com patrimônio pessoal em risco, por conta de conflitos tributários envolvendo suas empresas!", disse o empresário.

No entanto, esses conflitos não são um privilégio do nosso setor. O setor químico-farmacêutico, a agroindústria, o mercado financeiro, as mineradoras, todos têm os seus fantasmas tributários para administrar. Um ambiente desse tipo é terreno fértil para os escritórios de advocacia e para as Big Four, nomenclatura utilizada para se referir às quatro maiores empresas contábeis especializadas em auditoria e consultoria do mundo (EY, PwC, Deloitte e KPMG).

Presto consultoria jurídica para outra empresa distribuidora de software, fundada há mais de trinta anos, que não possui atraso algum no recolhimento de tributos e contribuições previdenciárias. O lucro apurado em 2018 foi superior a 60% do patrimônio líquido. A pedidos de um investidor interessado em adquiri-la, a empresa acaba de passar por um processo de due diligence, serviço confiado à uma dessas companhias de auditoria e consulto ria que atuam no mundo todo.

Foi desesperador o quadro apresentado no relatório final do Tax Audit e os montantes dos riscos estimados ali apontados pela empresa contábil. De acordo com a auditoria, se confirmado o risco tributário estimado, o investidor iria consumir o lucro anual de 13 anos para se recuperar das perdas. É provável que os auditores tenham superestimado os riscos encontrados. No entanto, é fato que o relatório da empresa de auditoria continha erros inadmissíveis para esse tipo de trabalho.

Essas falhas devem ser creditadas principalmente às dificuldades de compreender a complexidade da matriz tributária suportada pelo setor de TI. Mesmo as empresas especializadas em auditoria e consultoria contábil/fiscal não conhecem com detalhes as modalidades, bases de cálculo e forma de apuração dos tributos pagos sobre as receitas dessas empresas.

Para mitigar esses riscos (e os custos deles resultantes) os empresários, particularmente aqueles do setor de TI, canalizaram sua esperança numa possível reforma Tributária e, finalmente, o Congresso Nacional tem se movimentado nessa direção.

Como o Setor Público pode acompanhar a Transformação Digital

*Por Alex Vieira
29/04/2019 - O avanço da chamada Era Digital tem feito com que empresas de todos os portes e segmentos precisem lidar com uma constante busca por inovação, em busca de melhores resultados e maior competitividade. No caso do setor Público, as oportunidades são semelhantes. Estima-se que a aplicação efetiva de novas tecnologias renderia ao Governo Federal uma economia de 97% no total dos gastos com atendimento e serviços públicos, podendo ajudar na expansão do PIB brasileiro em pelo menos 5,7%. Por outro lado, o fato é que colocar esse cenário em prática está longe de ter os mesmos desafios de se aplicar a transformação digital em uma companhia privada.

Afinal de contas, é preciso ter a percepção que as mudanças no Governo envolvem uma estrutura enorme e complexa, recheada de departamentos que até hoje usam processos e sistemas arcaicos e totalmente incompatíveis com algumas tecnologias já comuns no mercado corporativo global.

Por isso, apesar dos avanços das atividades públicas ao longo dos últimos anos, a verdade é que há muito a ser percorrido do ponto de vista de tecnologia para o ajuste completo e adequado das ofertas públicas. De acordo com o Censo de Serviços Públicos da Administração Pública Federal, apenas 38% dos mais de 1,7 mil serviços públicos federais eram digitais em 2017. Apesar das ofertas disponíveis no mercado, existe uma carência de sistemas avançados no governo, faltando soluções que ajudem a gestão pública a ter mais eficiência e menores custos.

Para acelerar a implementação dessas mudanças, o Governo Federal vem lançando iniciativas para modernizar estruturas e processos dentro da iniciativa pública, como por exemplo, a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital). Investir em inovação e recursos alinhados com as demandas globais é imprescindível para diminuir a diferença entre o nível de tecnologia adotado nas empresas privadas, se compararmos com a estrutura dos órgãos governamentais.

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