Como o Setor Público pode acompanhar a Transformação Digital

*Por Alex Vieira
29/04/2019 - O avanço da chamada Era Digital tem feito com que empresas de todos os portes e segmentos precisem lidar com uma constante busca por inovação, em busca de melhores resultados e maior competitividade. No caso do setor Público, as oportunidades são semelhantes. Estima-se que a aplicação efetiva de novas tecnologias renderia ao Governo Federal uma economia de 97% no total dos gastos com atendimento e serviços públicos, podendo ajudar na expansão do PIB brasileiro em pelo menos 5,7%. Por outro lado, o fato é que colocar esse cenário em prática está longe de ter os mesmos desafios de se aplicar a transformação digital em uma companhia privada.

Afinal de contas, é preciso ter a percepção que as mudanças no Governo envolvem uma estrutura enorme e complexa, recheada de departamentos que até hoje usam processos e sistemas arcaicos e totalmente incompatíveis com algumas tecnologias já comuns no mercado corporativo global.

Por isso, apesar dos avanços das atividades públicas ao longo dos últimos anos, a verdade é que há muito a ser percorrido do ponto de vista de tecnologia para o ajuste completo e adequado das ofertas públicas. De acordo com o Censo de Serviços Públicos da Administração Pública Federal, apenas 38% dos mais de 1,7 mil serviços públicos federais eram digitais em 2017. Apesar das ofertas disponíveis no mercado, existe uma carência de sistemas avançados no governo, faltando soluções que ajudem a gestão pública a ter mais eficiência e menores custos.

Para acelerar a implementação dessas mudanças, o Governo Federal vem lançando iniciativas para modernizar estruturas e processos dentro da iniciativa pública, como por exemplo, a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital). Investir em inovação e recursos alinhados com as demandas globais é imprescindível para diminuir a diferença entre o nível de tecnologia adotado nas empresas privadas, se compararmos com a estrutura dos órgãos governamentais.

O desafio da transformação de softwares para adoção de nuvem

*Por Lauro de Lauro
22/04/2019 - O grande desafio para as empresas de software, fundadas em décadas passadas, é conviver com seus extensos códigos, processos e metodologias não adaptadas para lidar com o aumento da velocidade, variedade e volume que os consumidores digitais estão exigindo. Os consumidores digitais estão exigindo dos seus softwares de uso corporativo experiências similares ao do uso de aplicativos móveis integrados a ecossistemas em forma de marketplace. Software como serviço (SaaS) é o que o consumidor deseja.

Com a evolução e consagração da computação em nuvem, diversos problemas enfrentados nos desenvolvimentos tradicionais agora são facilmente solucionados e de maneira bastante acessível pelas startups. E as aplicações escritas na década passada?
Reescrever uma aplicação com centenas de milhares de linhas não é uma tarefa fácil!

Muitos líderes responsáveis pela transformação de seus negócios de software estão seguindo tipicamente três caminhos distintos:

a) Uma jornada radical de rearquitetura e recodificação do seu software;

b) Uma evolução gradual ou

c) Estão aguardando uma solução mágica.

Uma jornada radical de rearquitetura e recodificação de um software é um desafio que poucos conseguem ultrapassar.

Contrainteligência: como usá-la na prevenção de fraudes no E-commerce

*Por Thiago Bordini
22/04/2019 - Os ataques cibernéticos e fraudes ao E-commerce são uma batalha constante para as empresas que mantém seus negócios online. Os dados são alarmantes. O número total de ataques cibernéticos praticamente dobrou no Brasil em 2018, numa escala que não para de crescer. A projeção é de que um em cada três brasileiros podem ter sido vítimas de cibercriminosos no ano passado. Apesar de um ambiente com zero investidas criminosas ser impossível de alcançar, justamente porque não existem mecanismos capazes de bloquear 100% das fraudes, é possível analisar, prevenir e utilizar ferramentas de inteligência cibernética para diminuir os riscos, atenuar o número de ataques e proteger o patrimônio, a marca e os clientes das empresas no mercado.

É preciso apostar em novos modelos de tecnologia integrada para prevenção. Soluções que promovam o monitoramento de todos os ambientes de ponta a ponta e que atuem de forma proativa no rastreamento de toda ou qualquer possibilidade de fraude. A contrainteligência entra como a melhor estratégia de investigação. Comparada à investigação tradicional, a iniciativa pode ser usada no processo de entender onde e como ocorrem as falhas, além de traçar um perfil e mostrar o comportamento dos atacantes, desde métodos mais utilizados, períodos de atuação, alvos preferidos etc. A contrainteligência pode ser definida, então, como o conjunto de tomada de decisões especializadas para obtenção de dados para análise com intuito de produzir conhecimento e tornar mais ágil as ações de contra-ataque no ramo dos negócios.

Golpe do SMS: criminosos enviam boletos falsos por mensagem. Saiba como se proteger das fraudes

*Por Bruno Ducatti
17/04/2019 - Vítimas relatam que as cobranças fakes mais comuns são de serviços de telefonia e tevê a cabo. Verificar o remetente e não clicar em links suspeitos estão entre as orientações de especialista em tecnologia mobile.

Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que cerca de 3,7 bilhões de boletos bancários de venda de produtos ou serviços são pagos anualmente. A facilidade de pagar contas por meio de aplicativos no celular conquistou brasileiros há poucos anos. Há quem não mais compareça fisicamente ao banco, já que pode realizar quase todos os serviços bancários em um toque, com o aparelho celular na palma da mão. Acontece que, com um novo golpe, cibercriminosos aproveitam o cenário para aplicar fraudes.

Na internet, por meio de um site de reclamações, centenas de vítimas relatam o recebimento de boletos falsos por sms. Os títulos de pagamento costumam vir em nome de empresas prestadoras de serviço, principalmente do segmento de telefonia e tevê a cabo.

Foi o que aconteceu com Renato Torres, estudante de direito. Ele recebeu uma cobrança exorbitante com um código de barras digitado, via sms. "Chamou a atenção o valor elevado. Eu já fui cliente NET e teria que ter aos menos uns 7 contratos para pagar tanto assim em uma mensalidade. Sem contar que a mensagem está muito mal escrita", contou Renato, que mora em Recife.

Segurança da informação e Internet das Coisas, é possível ter os dois?

*Por André Toledo
10/04/2019 - A Internet of Things (termo em inglês para Internet das Coisas, IoT) é como uma grande teia que interconecta dispositivos e objetos à internet, criando um imenso mar de informações e dados, bem como novos recursos e funcionalidades que possibilitam melhorar processos e até criar negócios. Esse conceito traz de maneira significativa facilidades para as empresas, transforma os modelos de negócios e permite maior controle sobre a rotina corporativa, além de diminuir erros, automatizar processos operacionais e facilitar a tomada de decisão. Sendo assim, ao conectar os processos da empresa, a IoT torna a produtividade mais dinâmica e interativa.

Da mesma forma que esse conceito se consolida e se torna fundamental na estratégia dos negócios, os riscos à segurança aumentam proporcionalmente, tornando a empresa e os dispositivos conectados por meio da IoT vulneráveis à cyberataques. Por isso, é fundamental adotar medidas que otimizem a segurança, que deve ser prioridade desde o início de cada serviço, negócio ou processo. Para isso, enfatizo alguns itens relevantes para pensarmos:

1 - Rever as políticas de segurança

A política de segurança deve ser adaptada à constante mudanças, afinal o mercado também está em constante transformação para atender a demanda social. Recentemente, entrou em vigor a nova lei geral de proteção de dados (LGPD), que regula o tratamento de informações pessoais e tem como objetivo garantir a liberdade e privacidade dos dados, requisitando das empresas uma adaptação às novas exigências do mercado.

2 - Identificar os possíveis alvos de cyberataques

Proteger as principais portas de entrada de hackers é um dos principais métodos para garantir a segurança dos ambientes. Cada novo endpoint introduzido e conectado a IoT é uma nova porta de entrada para um hacker, portanto deve ser monitorada e protegida. Utilizar soluções de autenticação forte (múltiplo fator de autenticação), garante que o usuário que está acessando o dispositivo é quem realmente diz ser.

3 - Dispositivos sempre atualizados

Sempre manter os softwares atualizados para controlar os dispositivos conectados a IoT para diminuir os riscos de possíveis exposições dos dados.

Governo Mobile: um caminho eficiente e necessário para o Brasil

*Por Gustavo Perez
18/03/2019 - Com mais de um smartphone por habitante, o Brasil é hoje um dos países mais conectados do planeta no que se refere à quantidade de celulares. Estamos no topo dos rankings que avaliam o tempo de navegação na Internet e o número de aplicativos baixados em lojas on-line. Em síntese, estamos fazendo quase tudo com nossos dispositivos inteligentes: agendamos e consumimos serviços, agilizamos atendimentos, pagamos contas, estudamos, checamos notícias e muito mais. A comodidade oferecida pelas novas tecnologias tem facilitado inúmeros aspectos de nossas vidas e deve também simplificar nosso relacionamento com o governo.

A Transformação Digital dos processos governamentais, porém, ainda está bastante aquém do que seria recomendável e esperado. De acordo com dados do próprio Governo Federal, apenas 700 dos 1.800 serviços oferecidos no portal oficial, hoje, são totalmente digitais. A modernização do setor público, nesse quesito, tem enfrentado desafios como a burocratização dos processos e a óbvia dificuldade de se modernizar uma infraestrutura imensa e antiga, que se ramifica por todo o território nacional. Esses números são modestos quando avaliamos os serviços digitais oferecidos nas esferas estaduais e municipais.

A inclusão de ferramentas mais modernas e inteligentes é uma demanda urgente para nosso País. Em uma era cada vez mais marcada pela hiperconectividade, a adoção de aplicações móveis inovadoras pode ajudar muito no desenvolvimento social e econômico do Brasil - e não somente para alinhar as ações governamentais com as tendências mundiais.

O uso de soluções mobile pela área pública é uma questão necessária para modernizar e melhorar o relacionamento do governo com os cidadãos e ampliar o acesso aos serviços. Hoje, mais de 78% dos brasileiros conectados à Internet usam aplicativos móveis de forma regular durante o dia - e poderiam ser amplamente beneficiados com uma postura mais moderna e digital do governo. Estamos falando de inovações com o potencial de agilizar a entrega de serviços e informações essenciais para o dia a dia da população. As aplicações móveis diminuirão o tempo que as pessoas precisam esperar para terem o suporte público – e isso, por si só, já é um importante motivo para que os gestores públicos avancem nessa jornada.

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