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Blockchain 101: um guia compreensível

*Por Luis Hachich e **Gustavo Cazangi
24/05/2017 - Blockchain pode ser algo complicado de entender e, pior ainda, de explicar. É possível encontrarmos publicações com mais de uma página repleta de frases do tipo "Blockchain é". Nenhuma pode servir. O Blockchain representa muito mais do que uma só frase poderia definir, mesmo assim vamos tentar: Blockchain é o termo que vem sendo utilizado para descrever sistemas descentralizados e distribuídos onde a informação é transferida e armazenada de forma criptografada por todos os participantes do sistema.

Sabe a brincadeira do telefone sem fio? Lembra como era? Uma fila de pessoas, o primeiro cochichava no ouvido do segundo uma frase que era repassada ao próximo e assim por diante... o resultado (e a graça) invariavelmente era a frase sem pé nem cabeça que chegava ao fim da fila.

Mas e se a frase tivesse algo de valor, por exemplo uma senha que dá a você, o último da fila, o direito de sacar R$1000? Não seria nada bom perder essa informação no meio do caminho, e para piorar, vai que alguém da fila resolveu passar a senha errada de propósito e ficar com o seu dinheiro?

Tem como evitar que a senha se perca no meio do caminho? Sim, e é exatamente isso que acontece em um Blockchain. Lá, cada um dos participantes da "brincadeira" respeita uma regra rígida, criptografando a informação recebida de maneira a garantir que o próximo da fila possa confirmar que ela é autêntica, consistente e o melhor: irreversível. Se alguém quebrar a regra e mentir, o próximo vai detectar imediatamente e podemos desconsiderar a informação que está sendo passada.

Inteligência artificial e sistemas cognitivos mudam perfil do atendimento ao cliente

*Por Maurício Visnardi
24/05/2017 - Quando foi a última vez que você pediu apoio ou informação para um agente de contact center e ficou na dúvida se ele poderia realmente ajudá-lo? Houve alguma outra ocasião quando sentiu que o atendimento prestado foi inútil? Certamente gostaríamos que isso não nos ocorresse, mas a realidade é diferente.

Os clientes não apenas sentem-se decepcionados com o mal atendimento, como muitos chegam até mesmo a abandonar a marca para sempre. Para os contact centers é extremamente importante que todas as chamadas feitas garantam satisfação total neste quesito. Isso porque com o uso de sistemas cognitivos e aplicações de Inteligência Artificial para enfrentar esse desafio, algumas ferramentas representam um avanço tecnológico importante e podem render excelentes resultados transformando a percepção negativa que muitas pessoas têm sobre o serviço de atendimento ao cliente.

Essas tecnologias simulam o processamento do pensamento humano e envolvem sistemas de autoaprendizagem utilizando mineração de dados, reconhecimento de padrões e processamento de linguagem natural, entre outros, para imitar a forma como o cérebro humano funciona. Assim, os agentes de contact center podem receber assistência desses avanços tecnológicos durante suas interações ou trabalhar diretamente com os clientes, resultando em uma melhoria da experiência do cliente.

Na verdade, uma maneira de saber se existe intervenção dos sistemas de Inteligência Artificial ou cognitivos durante uma interação é se a resposta é imediata, já que se um ser humano leva tempo para ler e processar, o sistema pode gerenciar em segundos. Além disso, esse conjunto de Inteligência Artificial permite adquirir conhecimento de forma contínua a partir da informação alimentada por meio dos dados do processo de mineração; e também identificar padrões e fazer conexões para fornecer informações precisas e oportunas, antes mesmo de uma solicitação ser feita via omnichannel.

Isso parece indicar que a intervenção humana não mais seria necessária para gerenciar o serviço ao cliente, certo? A resposta é não, porque os estudos têm mostrado que os clientes preferem falar com uma pessoa para ser servido durante toda a interação do que com uma máquina.

Avast atualiza informações sobre o WannaCry: quem foi afetado, quais eram os alvos, como removê-lo e mais

Por Jakub Kroustek
23/05/2017 - Ainda que a sexta-feira dia 12 de Maio não fosse sexta-feira 13, bem que parecia. Computadores em todo o mundo, incluindo os de hospitais e agências governamentais, foram alvo do ransomware WannaCry (também chamado do WanaCrypt0r ou WCry), criando o caos. Até o momento, registramos mais de 250.000 detecções dele em 116 países. Isso significa que mais de 250.000 usuários do Avast foram atingidos pelo ransomware, mas foram protegidos já que o Avast impediu que esse ransomware infectasse os seus computadores. A situação se acalmou e podemos concluir que foi o maior ataque de ransomware da história.

Cerca de 15% dos mais de 400 milhões de usuários do Avast não corrigiram a falha do Windows (MS17-010) que os deixaria vulneráveis a este ataque caso não estivessem protegidos pelo Avast.

Na tarde do dia 12, mais de 50.000 usuários haviam sido alvo do ransomware. No início da madrugada de sábado, o número de detecções já havia crescido para mais de 100.000.

Por onde o WannaCry andou

O Avast detecta todos os componentes do WannaCry - não somente as variantes incluídas no worm (vetor de infecção), mas também aquelas que simplesmente criptografam os arquivos e desaparecem e não infectam outros computadores. O worm é quem determina como o WannaCry se espalha (veja explicação abaixo). Alguns pesquisadores dizem que a disseminação acabou, mas isso só é verdade para esta variante do WannaCry que se espalhou com este worm específico.

Detectamos cerca de 10.000 ataques por hora logo após a crise, o que é realmente um número alto para uma simples família de malware.

Depois que um pesquisador de malwares apertou o botão de desligar (veja adiante neste artigo), o número de detecções diminuiu significativamente até atingir 2.000 por hora, no início da noite de sexta-feira. O número dos ataques vem diminuindo desde aquele momento e esperamos que esta tendência continue assim.

Os 10 países mais atingidos, de acordo com os nossos dados, são (pela ordem): Rússia, Ucrânia, Taiwan, Índia, Brasil, Tailândia, Romênia, Filipinas, Armênia e Paquistão. Mais da metade das tentativas de ataque em toda a nossa base de usuários foi bloqueada na Rússia.

O universo corporativo está em nuvem

*Por Antonio Phelipe
23/05/2017 - Pesquisas recentes apontam que o uso mais comum da nuvem é para gestão de conteúdos e compartilhamento de arquivos. Mas é preciso doutrinar os líderes tomadores de decisão para entenderem que a capacidade da nuvem vai muito além. Ela é possível e totalmente recomendável aos sistemas de alta complexidade. Mais do que armazenar arquivos, a tecnologia comporta lojas virtuais, monitoramento de redes, banco de dados, backup, sistemas de gestão como ERP e CRM, entre outros.

A busca por um modelo de tecnologia ágil e flexível vem aumentando consideravelmente e evidencia o crescimento da adoção de infraestruturas híbridas, a fim de otimizar custos e melhorar a eficiência. Hoje, não é preciso adquirir servidores ou fazer cabeamentos. Esse tipo de atividade promove escalabilidade, um dos requisitos motivadores para a aquisição por parte dos clientes. De acordo com o Gartner, até 2020, 90% das empresas adotarão recursos para gerenciamento das infraestruturas híbridas.

Companhias que procuram agilidade estão buscando oportunidades nas soluções em nuvem para desenvolver modelos de negócios inovadores. A oferta de serviços voltados para Infraestrutura como Serviço (IaaS), Software como Serviço (SasS), Plataforma como Serviço (PaaS) e Business Proccess como Serviço (BPaaS) estão aumentando consideravelmente. Ainda de acordo com o Gartner, o mercado tradicional de Data Center terceirizado está recuando, enquanto o de IaaS em nuvem e hospedagem continua crescendo. Até 2020, os investimentos das empresas brasileiras em cloud devem chegar a US$ 20 bilhões. As ofertas são tão fascinantes que, até lá, 94% das companhias estarão utilizando a tecnologia.

O investimento em uma solução em nuvem pode parecer distante da realidade de muitas companhias. Entretanto, com a possibilidade de contratação sob demanda, como ofertado por muitas empresas prestadoras desse serviço, trata-se de uma solução de alta rentabilidade e baixo custo. Dessa forma, é possível fazer as contratações por projetos e períodos específicos, dispensando orçamentos gigantescos.

Transformar dados em informação: como as empresas saem na frente com uma boa estratégia em analytics

*Por Érico Aleixo
22/05/2017 - No mercado atual, com a urgência das organizações em se digitalizarem e inovarem suas operações, cada uma se encontra em uma etapa diferente quando falamos sobre maturidade analítica. E aquelas que já entenderam a necessidade desse processo, comprovadamente, se colocam à frente das demais. Segundo o estudo "Data & Advanced Analytics: High Stakes, High Rewards", divulgado neste ano pela Forbes em parceria com a consultoria EY, por exemplo, aproximadamente dois terços das companhias com estratégias em analytics bem estabelecidas operam com margem de crescimento de receita de 15% ou mais.

E em uma época na qual as barreiras para uma corporação trabalhar com grandes volumes de dados vêm sendo superadas, começamos a nos questionar quais são os principais investimentos que precisam ser feitos para que os negócios ganhem agilidade e se destaquem da concorrência.

Acredito que a primeira pergunta que as empresas devam fazer às suas equipes de Business Intelligence é: os dados que possuímos podem gerar a informação necessária para termos a oportunidade clara de elevarmos nossos negócios ao seu extremo?

Esse questionamento se torna essencial em uma época na qual acumulamos dados o tempo todo. Desde as atividades mais triviais do cotidiano ao desempenho de nosso trabalho dentro de uma companhia, estamos reunindo informações de nossas atividades, das pessoas com as quais interagimos e dos sites que acessamos. Tal acúmulo é fruto de diferentes sistemas, processos, dispositivos eletrônicos e até mesmo frotas de veículos, dados de localização de smartphones cruzados com o perfil do usuário em mídias sociais, entre outros. Informação essa que dê algum retorno válido, seja diminuindo custos ou aumentando receitas,ou até mesmo qualificando pessoas e/ou processos de maneira mais assertiva.

Sem dúvida alguma, o dado utilizável, valioso, fruto de análises e levantamentos por ferramentas mais estratégicas virou, talvez, o principal ativo das empresas e será o ponto de partida para investimentos com governança e qualificação, além de profissionais capazes de extrair valor e insights certeiros – já que não é mais novidade que uma das especializações mais valorizadas no atual mercado é a dos cientistas de dados.

Como o Analytics pode reduzir o custo do Plano de Saúde da sua empresa?

*Por Allan Pires
22/05/2017 - "O reajuste proposto neste ano é novamente acima do planejado? Isto vai estourar nossos orçamentos". Frase como esta ocorre pelo menos uma vez ao ano em várias empresas. Isto principalmente porque os custos dos serviços de saúde têm crescido bem acima do crescimento econômico. Segundo o Banco Mundial, o custo dos serviços de saúde per capita, que era de menos de US$ 500 em 2010, mais do que dobrou até 2014 quando atingiu US$ 1.060,00. No Brasil ainda temos que adicionar a inflação, impostos locais e má gestão.

Oferecer aos funcionários pacotes com serviços de saúde trazem como benefícios principais a atratividade de talentos e o aumento da produtividade e longevidade dos seus colaboradores e família. Se isto é elemento estratégico de Recursos Humanos, como lidar com o desafio dos custos? É aí que entra o Analytics.

Nos tempos atuais já é sabido que o Analytics é uma ferramenta utilizada para explorar as informações disponíveis e descobrir padrões, pontos cegos, realizar previsões, etc. Ele é responsável pela redução dos custos, aumento da produtividade e receita. Estes benefícios se aplicam diretamente ao cenário acima.

Com a ajuda do Business Intelligence (BI), é possível criar uma gestão que saiba controlar devidamente os custos relacionados ao convênio médico dentro de uma empresa, sem prejudicar nenhum colaborador. Essa é a saída para ajudar também na saúde financeira da sua empresa. Mas como funciona o conceito conhecido como Health Analytics?

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