Fábulas na era da Indústria 4.0

*Por Hilton Marinho
17/01/2018 - A quantidade de visões existentes sobre como iremos utilizar as novas tecnologias da Indústria 4.0 é bastante diversa. No momento, praticamente todos os fornecedores têm produtos e arquiteturas em seu portfólio de soluções que prometem a seus clientes o ingresso nesse mundo mágico. É certo que não existe um caminho único e certeiro que garanta o sucesso de toda e qualquer iniciativa. Como em toda era de mudanças, parte das expectativas irá se concretizar, parte não.

Não existe, porém, como antecipar o resultado de uma iniciativa. As tecnologias propriamente ditas são apropriadas em diferentes graus a diferentes segmentos industriais. Empresas de um mesmo segmento podem direcionar o projeto para o sucesso ou para o fracasso, em função de planejamento, recursos disponíveis, cultura interna e grau de maturidade.

A convivência das áreas de TI e TO, obrigatória na era da Indústria 4.0, por si só já é um desafio: conceito e culturas são na maior parte dos casos divergentes.

Se buscamos inspiração na música de Bob Dylan "então é melhor que comecem a nadar ou afundarão como pedras", pois "os tempos estão mudando". O custo da inanição pode ser muito alto e realmente empresas podem ser engolidas por uma onda, antes mesmo de perceberem que já estavam com os pés na água.

Por outro lado, onde estará a bola de cristal que irá nos indicar que pelo menos estamos nadando na direção correta?

Fábulas ajudam a compreender contextos amplos e têm o poder de permanecer vivas na nossa memória, ajudando na percepção de conceitos e também de problemas.

Compilei três que já circulam no nosso mercado. Acredito que são úteis na procura da direção correta: Big Data e Analytics.

Quantas maçãs precisam cair?

Uma das expectativas da Indústria 4.0 se apoia na capacidade de armazenar quantidades imensas de dados e inferir resultados a partir da análise desses dados. A utilização mais colocada é a manutenção preditiva. A premissa correta é que equipamentos de produção seriada tenham comportamento semelhante. Com o barateamento da infraestrutura (sensores, computadores em nuvem, softwares, internet etc.) a coleta de informações sobre o funcionamento desses equipamentos permite a utilização das tecnologias de Big Data e Analytics, já estabelecidas em outras áreas, levando o conceito de manutenção preditiva ao seu nirvana.

O sucesso como um todo irá depender de estabelecer correlações coerentes, ou de outra forma, criar um modelo que irá fazer inferências corretas e tornar a análise realmente útil. Parte desta montagem é conhecimento tecnológico que será provido pela área de TI. A outra parte é conhecimento do processo produtivo e será provido pela área de TO.

Reza a lenda, que analisar a queda de uma única maçã foi suficiente para um insight que levou a teoria da gravidade. A pergunta correta é que fez a diferença.

Garanta que o Isaac faz parte da sua equipe.

Usando a Internet das Coisas como uma Bola de Cristal

*Por Alexsandro Labbate
16/01/2018- Acidentes e desastres são muitas vezes inevitáveis, não importa o ramo da indústria - quer seja uma falha em um equipamento, um grande evento climático, um corte de energia, ou alguma outra crise que afete a continuidade do negócio, o fator "inesperado" pode ocorrer a qualquer dia. Uma vez que não é ainda possível antever esses contratempos, podemos ao menos ser proativos na manutenção da saúde dos equipamentos. Avanços tecnológicos associados à Internet das Coisas (IoT) e Data Analytics permitem às organizações de serviços prever e antecipar problemas, minimizando - ou mesmo evitando - o impacto sentido pelos clientes quando um desastre eventualmente os atingir.

No Brasil, a inovação possibilitada pela IoT já pode ser verificada em muitos setores. De acordo com um estudo da Cisco, essa tecnologia garante uma economia de até 40% nos custos gerais da indústria, pois quanto mais uma empresa consegue sensorizar a produção, menor é o seu custo. Outro grande fator a alavancar a evolução da nova tecnologia é o Plano Nacional de IoT, elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O plano prevê a criação de novos programas de investimento do BNDES para incentivar novos negócios na área industrial, uma vez que as indústrias de base possuem alta capacidade de desenvolvimento e são responsáveis por grande parte do PIB nacional.

Embora possa parecer simples, monitorar milhares ou mesmo milhões de equipamentos e identificar erros antes deles ocorrerem é um desafio que pode se tornar avassalador rapidamente. Para ajudar a simplificar o processo, é importante dividi-lo em duas fases distintas: coleta e análise de dados.

Transformação digital, o risco de resistir

*Por Paulo Marcelo
15/01/2018 - Já se foi o tempo em que um modelo de negócio campeão era algo imutável. Não se mexia em time que estava ganhando. Hoje, a flexibilidade do desenho estratégico é imperativa. É preciso mudar de acordo com as expectativas dos consumidores/clientes, seus hábitos e evolução tecnológica.

A transformação digital trouxe com ela a revisão do universo ao qual estávamos acostumados e, porque não dizer, muitas vezes acomodados. O mundo tornou-se ágil e, nas empresas, grupos multidisciplinares apoiam, reinventam e criam negócios, por meio da união de ideias de diferentes habilidades e competências. A nova era impôs, portanto, um ritmo acelerado de ações, adequações e inovações.

Não há como ficar parado diante de tantas mudanças frenéticas, que impactam o dia a dia de pessoas e negócios. A competitividade tornou-se um desafio e, por vezes, um pesadelo, tamanha a velocidade com que a concorrência surpreende com produtos e serviços disruptivos, surgindo de todos os lados, ameaçando a sobrevivência de companhias em diversos setores.

Resistir à transformação digital, adiando o ingresso na nova economia, é mais do que um risco, é assinar a própria sentença. Empresas que tomam a decisão de se transformarem conquistam lucros e expandem suas atuações. É o que observamos na jornada dos nossos clientes que atuam em diferentes setores da economia.

Segurança digital: O que aprendemos em 2017 e quais as tendências para o ano que começa?

*Por Bruno Prado
15/01/2018 - O ano de 2017 ficou marcado como o dos ataques cibernéticos em larga escala, com casos sequenciais de ações que paralisaram serviços variados e ocasionaram prejuízos financeiros e operacionais a empresas e cidadãos em todo o mundo. Sem dúvida, o mais notório foi o do ransomware – tipo de arquivo malicioso que sequestra os dados da vítima em troca de um pagamento de resgate em criptomoedas – Wannacry, que infectou mais de 250 mil computadores em 150 países durante o mês de maio.

As sucessivas ocorrências registradas desde então evidenciaram uma vulnerabilidade maior do que se imaginava. O principal motivo era – e ainda é – a falta de atualização dos sistemas operacionais de usuários domésticos e corporativos, muitas vezes negligenciada pelos gestores que optam pelo uso de softwares piratas, ou até mesmo desconhecem os riscos. O não cumprimento dessa medida tão simples pode continuar trazendo consequências, com a paralisação de serviços durante o ano de 2018. Diante disso, os líderes das áreas de TI das empresas devem ficar atentos em relações a compras e instalações de novas licenças.

Outro tipo de ataque que teve um crescimento notório em quantidade e, sobretudo, em volume, foi o de negação de serviço, conhecido pela sigla “DDoS” (de Denial Distribution of Service, em inglês), que utiliza milhares de dispositivos infectados para o acesso simultâneo a um mesmo endereço, a fim de sobrecarregá-lo. Em 12 meses, o tamanho médio das ameaças aumentou de 32 Gigabytes por segundos (Gbps) para 100 Gigabytes por segundo, o equivalente a 200%, havendo registros de ocorrências massivas de até 1,1 Terabyte por segundo. Isso fez com que especialistas incorporassem um “M” no início de seu acrônimo. Por conta deste cenário, as empresas devem aumentar o investimento em soluções de monitoramento e mitigação de ataques tão logo haja a identificação de tráfego suspeito.

Seremos todos velhos digitais

*Por Dado Schneider
16/01/2018 - Quando criei o termo "digiriatria" (digi de digital + riatria de geriatria), alertava às pessoas da minha geração sobre a importância da digitalização como forma de acompanhar os pensamentos dos mais jovens e se adaptar às novas relações. Hoje, depois de alguns anos trabalhando com o termo, alerto àqueles que não se atualizaram que, infelizmente, eles já ficaram para trás.

A sobrevivência de uma pessoa mais velha hoje tem, obrigatoriamente, que passar pela digitalização. Nós que nascemos no século XX somos no máximo imigrantes digitais, enquanto a nova geração é nativa. Eles não vivem mais a separação do online e do off-line, do real e do virtual. Eles apenas vivem e, para eles, o mundo é o mundo!

Esta geração que está aí já olha com naturalidade para o futuro muito próximo cercado por robôs e internet das coisas. E será cada vez mais comum nos depararmos com meninos de 16 anos com um grau de desempenho altíssimo que avançam na descoberta para a cura para o HIV, meninas de 14 anos que desenvolvem aplicativos para resolver a falta de água no mundo. Teremos gênios em todas as áreas. Sempre digo que parece que eles nasceram em outra galáxia. São espiritualizados, cristais raros que mudarão o mundo.

Sim, o mundo mudou bem na minha vez! Nunca na história humana os adultos tiveram que entender os jovens. Agora, nós temos não só que entendê-los, mas aceitá-los, conviver e principalmente aprender com eles. Então, vamos encarar o fato de que eles serão nossos chefes antes mesmo do que imaginamos? Isso porque, diferente de nós, as gerações nascidas neste século - que representa também um novo milênio -, erram até acertar. Não têm medo. Aplicam a experiência do game em suas vidas até avançarem de fase.

Criar ou contratar seu bot?

Como escolher o melhor bot para o seu negócio, sem gastar tempo e dinheiro

*Por Mateus Azevedo
09/01/2018 - Estamos entrando na era pós aplicativo, em que a substituição dos apps por bots (voz e chat) será cada vez mais frequente. O fato de os bots não precisarem de curva de aprendizado e nem de sistemas de instalação são alguns dos principais motivos que explicam essa substituição. Segundo o Gartner, até 2021 mais da metade das organizações gastará mais por ano em criações de Bots e Chatbots do que com o desenvolvimento de aplicativos tradicionais. Com essa demanda crescente, novas empresas fornecedoras de bot surgirão e, com isso, pode surgir um problema.

Hoje, qualquer pessoa pode criar um bot usando, por exemplo, a Bluemix, plataforma da IBM para criar o Watson. Com algum conhecimento é possível criar um robô para ajudar com procedimentos mais básicos, no lugar de criar formulários dentro de um site, como pedir uma pizza ou comprar uma passagem de ônibus. Várias empresas fornecedoras de chatbot criadas nos últimos tempos optaram por usar esse tipo de plataforma, ao invés de desenvolver a própria ferramenta e motor, aplicando conhecimentos de atendimento ao cliente e usabilidade para entregarem soluções mais funcionais. Isso acarretou em um boom de fornecedores no mercado.

As opções vão desde plataformas online de autosserviço, até empresas que prestam o serviço completo, incluindo a evolução constante do robô, a integração com outros sistemas, ou seja, escopos mais complexos como o SAC de um e-commerce ou ajuda técnica de uma operadora de TV, nos quais o cliente pode falar ou escrever de forma aberta para obter informações e serviços específicos.

Para dificultar ainda mais a sua escolha de qual fornecedor contratar, sempre que um vendedor apresenta seu bot, ele afirma que tem a melhor tecnologia (eu mesmo falava isso quando visitava um cliente). Então, como saber qual é a melhor opção para o seu negócio?

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