Infraestrutura de data center: seus mitos e verdades

datacenter_mitos.jpg*Eduardo Carvalho
25/06/2014 - O mercado de data centers no Brasil ainda não atingiu toda sua capacidade. Aliás, muito pelo contrário, é um setor com potencial altíssimo de expansão. Cada vez mais as empresas adotam a terceirização de sua infraestrutura de TI (Tecnologia da Informação) como parte da estratégia de negócios. O Gartner, inclusive, aponta que os investimentos em centros de dados, software corporativo, serviços de TI/Telecom e dispositivos em geral somarão US$ 3,8 trilhões este ano – o que corresponde ao crescimento de 3,1% com relação a 2013.

Com a demanda crescente deste mercado, também aumentam as exigências. Além de tornarem-se um diferencial exigido pelas companhias, as certificações ampliam a competitividade saudável entre os data centers comerciais. Elas garantem que a infraestrutura segue uma série de normas, muitas vezes, de padrão internacional. Questões como a segurança, disponibilidade de serviços e redundância de recursos de processamento são tão imprescindíveis quanto a capacitação constante dos profissionais envolvidos – para que eles saibam lidar com qualquer tipo de ocorrência.


Neste cenário, as certificações do Uptime Institute, uma divisão da The 451 Research, são amplamente reconhecidas pelo setor. A organização criou o conceito de Tier e administra, desde então, este padrão – focado em projetos, construção e sustentabilidade operacional dos centros de dados.

Existem alguns mitos relacionados às certificações Tier do Uptime, assim como tantos outros com os quais nos deparamos diariamente. A exigência de piso elevado em todo data center, por exemplo, ao contrário do que muitos pensam, não é uma obrigatoriedade. O instituto entende que a estrutura aumenta a flexibilidade operacional a longo prazo, mas a decisão é da empresa. Vale destacar, porém, que a falta de piso elevado pode afetar diretamente na eficiência do ambiente e é, claro, uma recomendação do Uptime.


Outra confusão recorrente é acreditar que o EPO (Emergency Power Off) é uma conformidade para que o site seja classificado em algum dos níveis Tier. Análises do instituto indicam que a ativação acidental do recurso é causa recorrente de indisponibilidade de serviços, o que impacta, direta e – muitas vezes – negativamente, nos negócios. O Uptime exige demonstrações de que as operações não seriam afetadas com o sistema EPO e não recomenda a instalação, mas a sua existência não impede que um centro de dados receba a certificação Tier.


Os mecanismos de geradores de energia dos data centers também são pontos de dúvida e confusão. Muitos acreditam que o site, para ser Tier III ou IV, deve ter estes recursos em operação o tempo todo, no esquema 24x7. Os centros de dados utilizam energia pública a maior parte do tempo e os geradores são acionados somente no caso de uma eventual emergência. Neste caso, é necessário que eles tenham capacidade para suportar a carga total crítica sem qualquer limitação de tempo. A Uptime, portanto, acredita que esta questão merece atenção especial, mas, em momento algum determina operação contínua dos geradores como exigência para estas certificações Tier.


São muitos os mitos, verdades e paradigmas no mercado de data centers. Como a terceirização da infraestrutura de TI ainda é tabu para muitas companhias aqui no Brasil, o segmento gera diversas dúvidas e discussões. No entanto, algo é certo: os data centers comerciais vieram para ficar e, por isso, é necessário aprofundar-se sempre em questões como as certificações. Além de garantir a qualidade e segurança dos serviços e operações das companhias, elas podem colaborar para o aperfeiçoamento contínuo dos centros de dados brasileiros.


*Eduardo Carvalho, presidente da Alog Data Centers do Brasil

Comentário (0) Hits: 1068

MediaTek lança plataforma para vestíveis e IoT

mediatek4.jpg20/06/2014 - A MediaTek acaba de anunciar a LinkIT, uma plataforma de desenvolvimento integrado para promover os mercados de dispositivos vestíveis e de internet das coisas. A LinkIT integra o Aster System on Chip (SoC) da MediaTek, o menor chipset para vestíveis atualmente disponível no mercado. O MediaTek Aster SoC é projetado para permitir que a comunidade de desenvolvedores crie uma ampla gama de produtos e soluções acessíveis de dispositivos vestíveis e de internet das coisas (IoT), para que os bilhões de consumidores do crescente mercado Super-mid (super-médio) atinjam seu potencial.

Principais atributos do MediaTek Aster e da LinkIt:
● MediaTek Aster, o menor chipset em um pacote de 5,4x6,2mm projetado especificamente para dispositivos vestíveis.
● A LinkIT integra o MediaTek Aster SoC e é uma plataforma de desenvolvimento suportada por modelos de referência que permitem a criação de vários fatores de forma, funcionalidades e serviços conectados de internet.
● Sinergia entre a unidade de microprocessador e os módulos de comunicação, facilitando o desenvolvimento e economizando tempo na criação de novos dispositivos.
● Modularidade em arquitetura de software que proporciona aos desenvolvedores um alto grau de flexibilidade.
● Suporta atualizações over-the-air (OTA) para aplicativos, algoritmos e drivers que permitem pilha de software "push and install" (chamada MediaTek Capsule) de telefones ou computadores para os dispositivos com o MediaTek Aster.
● Kit de desenvolvimento de software (SDK) plug-in para o Arduino e VisualStudio. O suporte para Eclipse está previsto para o 4º trimestre deste ano.
● Kit de Desenvolvimento de Hardware (HDK) com base na placa LinkIT ™ de terceiros.
O lançamento do LinkIT faz de uma parte de uma iniciativa mais ampla da MediaTek para a comunidade de desenvolvedores, chamada MediaTek Labs, que acaba de ser anunciada. A MediaTek Labs irá estimular e apoiar a criação de dispositivos vestíveis e aplicativos da internet das coisas com base na plataforma LinkIT. Os desenvolvedores e fabricantes de dispositivos que estão interessados em aderir ao programa MediaTek Labs estão convidados a enviar um e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. por meio do qual receberão uma notificação quando o programa for efetivamente iniciado. Para mais informações e atualizações contínuas, acesse o site http://labs.mediatek.com .

Comentário (0) Hits: 985

OSRAM apresenta luminárias profissionais

pursos.jpg20/06/2014 - As novidades são voltadas a profissionais que buscam aplicações internas ou externas e procuram obter resultados diferenciados em projetos para diversos ambientes, que vão desde iluminação pública no geral até lugares de difícil acesso, como túneis subterrâneos.

"Esses produtos podem substituir as luminárias convencionais, sem nenhuma restrição. As novidades apresentam um bom fluxo luminoso e são bem versáteis para as aplicações necessárias, seja onde for. Além disso, vale a pena ressaltar que todas elas apresentam alta eficiência energética.", comenta Ronald Leptich, gerente de produtos da empresa. A empresa faz uma apresentação de cada modelo:

Pursos - Com custos de manutenção baixos, o projetor/luminária para exteriores se favorece da tecnologia LED para oferecer uma longa vida útil, de 50000 horas. Além disso, o produto apresenta grau de proteção IP67. Aplicações: iluminação de fachadas, outdoors e letreiros

Neptune LED - Com a tecnologia LED, a luminária é ideal para aplicações em ambientes empoeirados e com nível de corrosão normal, como estacionamentos e passagens subterrâneas. O produto é à prova de jato e inclui estojo construído em policarbonato e com vedação em poliuretano. Possui três diferentes tamanhos: pequena, média e grande. Aplicações: instalações industriais e de armazenamento; uso interno ou externo (somente em áreas cobertas); estacionamentos e passagens subterrâneas

Neptune T5 - é uma luminária de teto resistente a impactos e vedada para proteção contra poeira. Tem conexão com terminal de plug duplo de 3 pinos e é equipada com com reator eletrônico QTP5. Aplicações: Ambientes úmidos e empoeirados com níveis de corrosão normais, instalações industriais e de armazenamento

Luxpoint - Disponível nas versões Macro e Mini, é uma linha de luminárias LED para aplicações downlight que substitui os modelos tradicionais com lâmpadas fluorescentes compactas de pino. A versão Macro é ideal para substituir duas lâmpadas de 32W, enquanto a Mini tem 12W de potência, alto fluxo luminoso e desempenho melhor que uma lâmpada halógena de 50W. Aplicações: áreas com teto alto, como shoppings, aeroportos, lojas e escritórios (versão Macro) e hotéis, lojas, apartamentos e residências (versão Mini)

luxvance.jpgLuxvance Led Street Light - Desenvolvida em formato mais compacto, é flexível e sustentável, além de oferecer uma plataforma simplificada, com o melhor custo x benefício do mercado. Adequada para todas as aplicações de iluminação externa viária, substitui as luminárias tradicionais com lâmpadas vapor de sódio (NAV/SON/HPS) e as de multivapores metálicos (HCI/HQI) nas potências de 70W a 400W, com até 50% de economia de energia. Aplicações: iluminação pública e áreas externas em geral como estacionamentos, praças e parques.

Lux Optim - A família de luminárias downlight oferece ao consumidor o melhor custo-benefício, entregando uma economia de até 60%. A novidade se destaca pelo ótimo desempenho, durabilidade e design que enfatiza a simplicidade. O produto está disponível em modelos com 6 e 8 polegadas de diâmetro, ideais, respectivamente, para substituir fluorescentes compactas de 18W e duas lâmpadas de 26W. Aplicações: lojas, shoppings, escritórios, áreas de recepção, corredores e de uso geral em aplicações downlight

Ledvance Area - Com apenas 16mm de espessura e formato totalmente plano, possui potência de 54W e é uma substituta ideal para as luminárias com lâmpadas fluorescentes T5 e T8. Disponível em dois tamanhos (1200x300mm e 600x600mm), o produto oferece rendimento de 63lm/W e entrega um fluxo luminoso de 3400lm, com iluminação homogênea, sem emissão de raios UV e IR, além de não conter mercúrio em sua composição. Aplicações: escritórios, hotéis, hospitais, shoppings, escolas ou até mesmo pendente sobre a mesa de jantar

aqualed.jpgAquaLED 2 - A segunda geração da AquaLED possibilita efeitos luminotécnicos modernos e diferenciados. A luminária de LED desenvolvida para projetos de arquitetura e iluminação de orientação. Aplicações: ideal para marcar caminhos e para jardins, monumentos, fachadas, ambientes residenciais e comerciais

Ledvance Spotlight - Mais uma versão da linha de luminárias Ledvance. Com as vantagens já conhecidas dos produtos do mesmo tipo, como baixo gasto energético e bom potencial luminotécnico, o modelo tem também luz direcional, que permite ajuste do foco do fluxo luminoso para onde for necessário. Aplicações: ideal para iluminação de ambientes comerciais, shoppings, lojas, restaurantes e museus

Ledtouch Tracklight - Voltada a arquitetos, eletricistas e comerciantes especializados, venceu, em 2013, o prêmio de Produto com Melhor Flexibilidade e Design Mais Elegante na Exibição Internacional de Iluminação de Guangzhou, na China, um dos eventos mais prestigiados do setor. Substituta ideal para diversos tipos de luminárias HID e halógenas, tem uma linha extensa de aplicações para uso em trilhos eletrificados. Aplicações: estantes, vitrines, museus, lojas e shoppings

Brigitez LED - Projetada para montagem no teto (de embutir e sobrepor), a luminária se destaca por sua leveza, facilidade de instalação, longa vida útil e alta eficiência energética. Com um design óptico específico, o produto gera uma distribuição de luz confiável, com opções simétricas e assimétricas. É ideal para substituir as lâmpadas de alta pressão de 250W e 450W. Aplicações: postos de gasolina, estacionamentos, aplicações industriais e estações de trem ou ônibus

ProPoint Industrial Linear - A luminária utiliza o sistema LED para melhorar a distribuição de luz em ambientes cobertos e ao ar livre, permitindo grande visibilidade durante o horário noturno. Entre suas vantagens, estão o baixo custo de manutenção e uma economia de energia de 45% em comparação à iluminação tradicional. Aplicações: túneis, estradas e estacionamentos

dl_20.jpgDL20 - Desenvolvida com a moderna e eficiente tecnologia LED, a novidade apresenta um consumo eficiente, além de oferecer iluminação para ruas e praças com um grande resultado estético e distribuição de luz uniforme. Entre suas vantagens estão a longa vida útil, de 50 mil horas, e a possibilidade de alternar tonalidades da cor branca. Aplicações: centro de cidades, áreas residenciais, parques, praças, ciclovias e faixas de pedestre

Streetlight 10 - Constituída por um ou dois módulos de LEDs, permite o ajuste do ângulo de inclinação do facho. Foi projetada de forma a distribuir a luz lateralmente, evitando o ofuscamento de motoristas e pedestres. Está disponível em três versões: Micro, Mini e Midi. Aplicações: iluminação pública, como ruas, avenidas, praças, parques, estacionamentos e ciclovias

 


Comentário (0) Hits: 3658

Big Data: insights precisos e na hora certa

big_data3.jpgSAS
19/06/2014 - Big Data é um termo popular usado para descrever o crescimento, a disponibilidade e o uso exponencial de informações estruturadas e não estruturadas. Muito tem sido escrito sobre Big Data e como ele pode servir como base para a inovação, diferenciação e crescimento.
Segundo o IDC, é imperativo que os líderes das organizações de TI se concentrem no crescente volume, variedade e velocidade de informações que constituem o Big Data.

• Volume - 
Muitos fatores contribuem para o aumento do volume de dados. Transações de dados armazenados ao longo dos anos, dados de texto constantemente em streaming nas mídias sociais, o aumento da quantidade de dados de sensores que estão sendo coletados etc. No passado o volume de dados excessivo criou um problema de armazenamento. Mas com os atuais custos de armazenamento decrescentes, outras questões surgem, incluindo, como determinar a relevância entre os grandes volumes de dados e como criar valor a partir dessa relevância.


• Variedade - 
Os dados de hoje vem em todos os tipos de formatos. Sejam bancos de dados tradicionais, hierarquias de dados criados por usuários finais e sistemas OLAP, arquivos de texto, e-mail, medidores e sensores de coleta de dados, vídeo, áudio, dados de ações do mercado e transações financeiras. Por algumas estimativas, 80 por cento dos dados de uma organização não é numérico! Mas, estes dados também precisam ser incluídos nas análises e tomadas de decisões das empresas.


• Velocidade
 - De acordo com o Gartner, velocidade significa tanto o quão rápido os dados estão sendo produzidos quanto o quão rápido os dados devem ser tratados para atender a demanda. Etiquetas RFID e contadores inteligentes estão impulsionando uma necessidade crescente de lidar com torrentes de dados em tempo quase real. Reagir rápido o suficiente para lidar com a velocidade é um desafio para a maioria das organizações.


Duas outras dimensões quando pensamos em Big Data


• Variabilidade
Para além das velocidades crescentes e variedades de dados, o fluxo de dados pode ser altamente inconsistente com picos periódicos. Há algo grande virando tendência nas mídias sociais? Talvez haja um grande IPO se aproximando. Talvez de repente nadar com animais exóticos nas Bahamas se torne a atividade de férias imperdível do momento. Diariamente, eventos sazonais desencadeiam picos de carga de dados e isso pode ser um desafio para gerenciar - especialmente quando temos as mídias sociais envolvidas.


• Complexidade
Quando você lida com grandes volumes de dados, eles vêm de diversas fontes. É um grande desafio vincular, correlacionar, limpar e transformar os dados de um sistema. No entanto, é necessário conectar e correlacionar interações, hierarquias e vínculos múltiplos de informação ou então os dados podem rapidamente sair de controle. Governança de dados pode ajudar a determinar como os dados díspares se relacionam com definições comuns e como integrar sistematicamente os ativos de dados estruturados e não estruturados para produzir informações de alta qualidade, uteis, adequadas e atualizadas.


Em última análise, independentemente dos fatores envolvidos, acreditamos que o termo Big Data é relativo e se aplica (por avaliação do Gartner) sempre que a capacidade da organização de gerenciar, armazenar e analisar os dados exceder sua capacidade atual.

Usos do Big Data

A verdadeira questão não é que você está coletando grandes quantidades de dados, mas sim o que você faz com eles. As organizações terão que ser capazes de aproveitar os dados relevantes e usá-los para tomar as melhores decisões.
As Tecnologias não só apoiam a coleta e o armazenamento de grandes volumes de dados, elas fornecem a capacidade de compreender e obter valor, o que ajuda as organizações a operar de forma mais eficiente e rentável. Por exemplo, com o Big Data Analytics, é possível:


• Analisar milhões de SKUs para determinar os preços ótimos que maximizam os lucros e mínimo inventário.

• Recalcular carteiras de risco inteiras em questão de minutos e compreender as possibilidades futuras para mitigar o risco.
• Minerar dados de clientes para insights que impulsionam novas estratégias de otimização de campanhas, aquisição e retenção de clientes.
• Rapidamente identificar os clientes mais importantes.
• No Varejo, gerar cupons no ponto de venda com base em compras atuais e passadas, garantindo uma maior taxa de conversão.
• Enviar recomendações personalizadas para dispositivos móveis no momento certo, enquanto os clientes estão no local para aproveitar as ofertas.
• Analisar dados de mídias sociais para detectar novas tendências de mercado e mudanças na demanda.
• Usar a análise de fluxo de cliques e de mineração de dados para detectar comportamentos fraudulentos.
• Determinar as causas de falhas, problemas e defeitos, investigando as sessões de usuário, logs de rede e sensores da máquina.

O Big data já é uma realidade

O volume, variedade e velocidade dos dados que entram em sua organização continuam a atingir níveis sem precedentes. Este crescimento fenomenal exige que você compreenda não só o Big Data para decifrar as informações que estes dados contam, mas também e mais importante, as possibilidades do que você pode fazer usando o Big Data Analytics.

Como seus dados estão armazenados em formatos variados, você pode descobrir que a sua organização acumulou bilhões de linhas de dados com centenas de milhões de combinações. Assim, a solução para o desafio do Big Data torna-se óbvia. O Big Data requer High-Performance Analytics para processar e distinguir o que é importante e o que não é. Entre na era do Big Data Analytics.

Por que coletar e armazenar terabytes de dados, se você não pode analisá-los em seu contexto completo, ou se você tem que esperar horas ou dias para obter resultados? Com os novos avanços na tecnologia de computação, nada deve restringir seu desejo e capacidade de abordar os problemas de negócios mais difíceis e desafiadores.

Comentário (0) Hits: 1708

Empresa sem chefes ou metas é premiada por gurus

vagas_jr.jpgLuísa Melo, de Exame
18/06/2014 - É sem cargos, chefes, metas e mesmo orçamento que a empresa de tecnologia Vagas administra uma cartela de 2.400 clientes e um crescimento médio anual de 25%. A companhia acredita que abrir mão da hierarquia é o melhor instrumento para conseguir compartilhar valores com a sua equipe, e não está sozinha.

No mês passado, a brasileira convenceu um time de especialistas internacionais – entre eles o guru Gary Hamel – de que sua estrutura horizontal é um exemplo a ser seguido. Ela foi uma das sete vencedoras do prêmio M-Prize, concedido pela The Management Innovation eXchange (MIX), um projeto que reúne pensadores para "reinventar a gestão no século 21".

Na Vagas, os funcionários não têm cargos definidos, mas funções. Também não existe relação de mando e todas as decisões, desde as contratações até o valor dos salários e o plano estratégico da empresa, são tomadas em consenso entre a equipe.


"Mas não é uma democracia, não é por voto. Todos têm que concordar ou, no máximo, consentir. Isso significa que alguém, mesmo achando que tem uma solução melhor, pode acreditar que outra ideia tem potencial e se engajar nela", explica Mário Kaphan, fundador da companhia.


Ele diz que, para que o modelo funcione, os empregados precisam constantemente se desapegar de suas propostas. "As pessoas estão lá para serem convencidas e não para vencer a discussão".


Quando não se consegue chegar a um acordo, o debate é postergado e as ideias são amadurecidas e, depois, colocadas em cheque novamente. Sendo assim, a impressão que fica é de que todas as resoluções na empresa levam uma eternidade para acontecer. Mas, a realidade não é bem assim, segundo Kaphan.


"Uma pessoa pode chegar em consenso por si só. Ela pode tomar uma decisão sozinha, pressupondo que o restante da empresa irá concordar. Desde que ela saiba que aquele julgamento pode ser reversível e esteja aberta a uma controvérsia posteriormente, não há problema", diz.


De acordo com ele, cabe a cada funcionário resolver se toma uma atitude sozinho ou se convoca o time para partilhar a questão, dependendo do quanto ele acredita que aquela ação irá expor a empresa. "Dentro dessa dinâmica, é muito raro que a gente tenha uma decisão postergada por falta de consenso", garante.


Para Kaphan, apesar de mais complexo, esse processo de despacho acaba sendo mais rápido na Vagas do quem em organizações com estrutura tradicional.


"É claro que um gestor pode acertar em dois minutos algo que, debatido em grupo, leva-se meia hora. Mas em uma hierarquia, essa decisão tem que entrar em uma fila até chegar à presidência para aprovação. Aqui não tem essa espera. Uma vez que há consenso, já está resolvido, porque todos estão engajados".


A estrutura


Há cinco anos, a empresa que foi fundada há 15, é organizada sob o ponto de vista do consenso. Atualmente, os 160 empregados são distribuídos entre 26 equipes funcionais (como recursos humanos, finanças e pesquisa e desenvolvimento) e oito comitês.


Os comitês são temporários e criados em acordo entre toda a empresa sempre que há a necessidade de que as equipes atuem de forma multifuncional (como no planejamento de segurança da informação, por exemplo).

O número de comitês que existirá em cada ano é definido em conjunto durante o planejamento estratégico que, por sua vez, também é estruturado de forma colaborativa.

Tudo começa com uma discussão entre a companhia inteira, numa reunião que acontece em novembro. Na ocasião, cada um pode opinar sobre quais objetivos quer que a companhia siga no ano seguinte.


O debate continua na intranet até que, em janeiro, por meio de uma enquete, 16 pessoas com visão estratégica são escolhidas em uma enquete para escolher quais serão os direcionadore para aquele ano. É o grupo que assume o comitê de gestão para o período.

Em 2014, foram definidos oito direcionadores e por isso há oito comitês. Para decidir quais empregados assumem esses comitês, é realizada uma grande reunião à qual todos podem se candidatar. Este ano, houve cerca de 15 candidatos para um deles, que deve ter 6 cadeiras fixas. Entre si, por meio de consenso, os próprios interessados decidiram quem ocuparia as Vagas.

Legenda: Mário Kaphan, da Vagas: "não temos metas, queremos formas de fazer melhor"


http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/sem-chefes-e-metas-vagas-e-premiada-por-gurus-de-gestao

Comentário (0) Hits: 1338

Capitalizando sobre o potencial do mundo digital

bahrain.jpgONUBr
16/06/2014 - O crescimento e a importância das tecnologias de informação e comunicação (TIC) representam desafios cada vez maiores para os reguladores e responsáveis por políticas, cujas decisões terão uma influência crucial na forma em que as os dados digitais serão controlados no futuro.

Sob o tema "Capitalizando sobre o potencial do mundo digital", mais de 700 especialistas se reuniram no Simpósio Global de Reguladores, (Global Symposium for Regulators 2014) realizado no Barein, entre os dias 3 e 5 de junho, para analisar formas de garantir que todos os cidadãos tenham acesso ao benefícios do mundo digital de uma maneira informada, ágil e segura.

Uma realidade que só pode ser alcançada através de uma regulação eficaz e inteligente voltada para capacitar os consumidores, redefinir as responsabilidades e criar as condições para uma economia de dados orientada a florescer.


bahrein_2014.jpgA conferência abordou como o rápido crescimento mundial de armazenamento de dados, gerado por sensores de alta tecnologia, interações humanas na web, e-mails e redes sociais, e como a comunicação entre computadores está criando uma série de novas oportunidades de negócios, assim como preocupações com privacidade e uso de dados pessoais por terceiros.


Liderando a discussão sobre "big data" – ou "mega dados", em português, tecnologia de armazenamento em massa de dados em alta velocidade – o coautor do documento de reflexão "Big data – Oportunidade ou ameaça?", Andrew Haire, lembrou aos participantes que 90% dos dados mundiais foram coletados nos últimos dois anos. Com o custo do armazenamento baixo neste momento, a tendência de armazenamento em longo prazo criará um novo potencial para melhorar os serviços sociais em áreas como epidemiologia, gestão ambiental e resposta a catástrofes.


No entanto, o debate expôs a preocupação com a proteção de privacidade e o excesso de concentração do mercado de coleta de dados por monopólios poderosos. Uma das conclusões da conferência nesse sentido atribui aos reguladores um papel mais ativo na determinação de acordos que promovam os benefícios do "big data" ao mesmo tempo que exerçam cautela na proteção das preocupações legítimas dos consumidores.


A capacitação do consumidor e a necessidade de compartilhar recursos também foram temas-chave do Simpósio, onde reguladores enfatizaram a importância social de diminuir os custos e garantir o acesso às tecnologias de comunicação e informação.

Legenda: Segundo dia do evento
Foto: ITU


http://www.itu.int/en/ITU-D/Conferences/GSR/Pages/gsr2014/default.aspx

Comentário (0) Hits: 1218

newsletter buton