Cinco pontos a notar ao trabalhar com Big Data

quod_rodrigo_abreu.jpg*Por Rodrigo Abreu
31/07/2018 - O atual ambiente tecnológico e regulatório é extremamente dinâmico em todo o mundo, não apenas no Brasil. Novas plataformas permitem hoje uma capacidade computacional inimaginável há até alguns anos, trazendo desafios quanto à privacidade e proteção dos dados de empresas e consumidores. Há diversos pontos a se observar ao trabalhar com esses dados, mas apresento aqui cinco deles que podem ser úteis para iluminar o cenário.

Em Big Data, tudo deve começar com uma boa governança. Com a imensa quantidade de dados coletados e obtidos, é importantíssimo garantir um arcabouço legal apropriado para o uso do material. Em se tratando de dados regulados, como os de risco de crédito, deve existir uma estrita observância das finalidades. Para os outros tipos, deve haver sempre o consentimento adequado dos usuários, o chamado "consentimento consciente".

O segundo ponto é obviamente a construção de uma infraestrutura segura. Tão ou mais importante que uma arquitetura robusta são as políticas e controles de segurança, já que qualquer operação que trabalhe com grandes volumes de dados tenderá a ser alvo de hackers e criminosos. Torna-se crítica a implantação de uma plataforma de segurança sempre atualizada, com múltiplas linhas de defesa e os mais altos níveis de aderência a padrões e certificações reconhecidas, como a ISO 27.001.

Um terceiro ponto é a quantidade de dados em relação ao objetivo da análise. Ter muitos dados sem saber o que extrair deles pode acabar dando menos resultado do que trabalhar com volumes menores, mas com uma meta clara. Além disso, não existe uma solução de Big Data que sirva para tudo: é preciso criar modelos específicos para finalidades específicas, fazendo com que os resultados sejam mais precisos e atendam melhor às expectativas dos clientes.

O quarto ponto diz respeito à capacidade de inovar. Produtos inovadores em Big Data são aqueles que utilizam dados e correlações que ninguém utilizou antes, com a possibilidade de beneficiar a vida real e digital de pessoas e empresas. Para isso, é necessário agilidade e rapidez na criação, utilizando tecnologia flexível, equipes preparadas e processos otimizados sem medo de abandonar metodologias e soluções até então dominantes.

Por fim, é preciso ter objetivos maiores e lembrar sempre as razões pelas quais trabalhamos com Big Data. Embora alguns acreditem que pessoas são apenas dados a serem processados, na verdade os "dados são pessoas", ou seja: por trás deles existem pessoas, empresas e realidades que merecem o mais alto grau de proteção e respeito. Observando esses 5 pontos e comunicando-os de maneira clara para seus profissionais, clientes e parceiros, certamente será possível atingir mais.

* Rodrigo Abreu é Presidente da Quod

Comentário (0) Hits: 331

A importância de integrar um Chatbot ao RPA

chatbot_2.jpg*Por Murilo Bilato
30/07/2018 - A jornada do cliente é um dos principais indicadores que determinam a fidelidade dos consumidores a uma marca, serviço ou empresa. Por isso, melhorar a qualidade dos canais de atendimento se tornou estratégico para as companhias que desejam aumentar suas vendas e fortalecer sua performance. Para atender às exigências de um novo perfil de consumidor, surgem os Chatbots. Trata-se de robôs que interagem com o público por meio de um ambiente virtual e, de forma rápida e assertiva, esclarecem dúvidas e atendem às solicitações dos clientes.

Até 2020, 85% das operações de atendimento a clientes serão feitas por meio de assistentes virtuais ou Chatbots, estimam pesquisas do Gartner. Mais da metade das organizações já investem nesses robôs para interação com o consumidor porque confirmaram que os mesmos ficam mais satisfeitos quando atendidos em tempo hábil. Os estudos apontam, ainda, que as empresas calculam redução de até 70% das consultas via chamadas telefônicas e por e-mail quando instalado um sistema Chatbot.

Essa nova era tecnológica apresenta, no entanto, um desafio às empresas. Para garantir melhor qualidade dos serviços prestados e dos produtos oferecidos, elas precisam investir na integração de seus sistemas. Muitas companhias ainda possuem diversos procedimentos que não se interligam, o que dificulta a obtenção rápida das informações necessárias para oferecer atendimento adequado. Para conectar todas as soluções de uma empresa em uma única base é necessário aliar o uso do Chatbot a uma plataforma de RPA (Robotic Process Automation). Quando aplicadas em conjunto, essas duas tecnologias abrem janelas de oportunidades para a Transformação Digital dos negócios e o consequente ganho de margem competitiva.

A utilização do RPA para integrar sistemas Chatbot é uma alternativa viável para organizações que não podem utilizar recursos como o API (Application Programming Interface), que também reúne várias soluções em uma única base, para integrar seus dados.

A solução RPA resolve, ainda, problemas de incompatibilidade enfrentados por empresas. Muitas organizações enfrentam dificuldades devido aos seus sistemas legados ou terceiros não serem compatíveis de integração via API. Na maioria das vezes, isso ocorre pelo alto custo que pode gerar a adequação ou simplesmente porque não há atualizações viáveis para determinadas soluções. O RPA pode ser implementado junto ao Chatbot como recurso acessível para se concluir a experiência do usuário com um suporte eficiente e totalmente automatizado porque trabalha "over the top", ou seja, em uma camada acima de todos os temas que compõem o processo. Essa plataforma é capaz de gerenciar diversas operações, com diferentes escalas e capacidades de produção. Automatiza processos de maneira bastante rápida e flexível e, no caso do Chatbot, com uma boa aplicabilidade para a ferramenta.

O RPA também é a opção mais viável do ponto de vista econômico e ágil para realizar uma integração sistêmica. O uso dos robôs para executar as atividades quando conectados a essa plataforma, possibilita o resgate de todas as informações armazenadas para análises mais detalhadas sobre as operações realizadas. Além do uso do Chatbot para atendimento ao cliente, algumas empresas já estão apostando na tecnologia também para auxiliar os colaboradores da própria companhia com dúvidas corriqueiras, como atualização de senha do computador.

Diante das diversas possibilidades de aplicação, o Chatbot se apresenta como a próxima geração de comunicação entre as empresas e o cliente final. Os robôs gerenciados são instalados para atender demandas on-line, em lotes ou de forma mais característica de Backoffice. Dessa forma, quando conectados aos Chatbots, transformam e proporcionam escala a todo o processo digital das empresas. Quando utilizadas em conjunto, as tecnologias de Chatbot e RPA podem ser aplicadas em diversos segmentos, incluindo e-commerce, marketing, serviços, agendamento, cobrança e geração de leads.

resource_murilo_bilato.jpgO uso de Chatbot oferece muito mais do que apenas informações. Essa ferramenta melhora e enriquece a experiência do cliente, facilita a interação e otimiza o tempo do atendimento. O RPA vem ao encontro dessa proposta de qualidade do atendimento com a integração para um sistema estratégico, capaz de direcionar a empresa para o caminho de uma bem-sucedida Transformação Digital.

*Murilo Bilato é Gerente de Operações Bring To da Resource IT

Comentário (0) Hits: 343

Que esperar da nova era da experiência digital

dassault_alejandro_chocolat.jpg*Por Alejandro Chocolat
26/07/2018 - Na Era da Experiência, a expectativa do cliente se transformou. Não é apenas uma boa ideia para uma empresa ou marca oferecer uma experiência com seu produto, isso é imperativo quando se quer causar um impacto real no mercado. Isso vem transformando o escopo do significado do design.

O design evoluiu para além da modelagem do produto, que antes era a expressão direta da intenção do design, definido sob as restrições físicas das tecnologias disponíveis, materiais, ergonomia, tarefas e funções bem definidas. Porém, na Era da Experiência, os produtos são desmaterializados, reduzidos a "caixas-pretas", enquanto integram o domínio de nossa vida aumentada. O escopo e o valor do design têm agora um lugar crítico.

A perspectiva do design está se modificando de conceber produtos para projetar experiências, envolvendo os consumidores finais de uma forma completamente nova. Ela vai além da estética para significados sociais genuínos, investindo em um escopo maior de ações através de um amplo espectro de novas disciplinas. Essa "transdisciplinaridade" do design impacta os modelos de negócios, cria novas ofertas, novo engajamento social e convoca novos usos da ciência para a concepção de experiências significativas e sustentáveis.

Tradicionalmente consideramos o "Design Thinking" colocando o "humano" no centro de um projeto ou proposição de valor e decifrando o que as pessoas realmente querem, mas não conseguem expressar. O "Design Thinking" foi o primeiro passo visível da transformação do design, movendo do conceito subjetivo do designer individual para um modelo de engajamento empático, alavancando uma abordagem social participativa e múltiplos pontos de vista.

As empresas utilizam o "Design Thinking" para identificar uma oportunidade de mercado e criar uma solução que ofereça valor aos clientes. Isto é um avanço para projetar produtos melhores com identidade clara, com eficiência e utilidades bem definidas. Porém, o mundo e o design têm rapidamente mudado para aspectos mais amplos e holísticos, atacando sistemas complexos e considerando todo o ecossistema tecnológico e de serviços, definindo com os usuários uma experiência única e contínua.

Esse domínio mais amplo do "Experience Thinking" abrange um novo escopo para os designers, indo além das funções e aproveitando o poder emotivo da experiência do consumidor. Eles elaboram cenários futuros e constroem protótipos 3D em tempo real, utilizam tecnologias imersivas, universos virtuais e desenvolvem modelos mestres digitais 3D com informações integradas. Designers estão adquirindo habilidades para acessar novas informações, incluindo conhecimentos reunidos de estudos, mas também uma grande variedade de dados capturados por sensores. Esses dados, combinados, sociais e científicos, fornecem um novo material para a criatividade.

O conteúdo digital é o novo nexo para pensamentos, interpretação e para a tomada de decisões. As ferramentas certas e plataformas para idealização, virtualização, manufaturabilidade e sustentabilidade permitem que os designers e empresas visualizem e validem os projetos experimentais em qualquer estágio do processo de desenvolvimento. Designers podem construir as ligações entre produtos e suas interações, tornando visíveis as conexões emocionais e sua utilização. Os dados e os sentidos se combinam para novas propostas equilibradas.

Para onde iremos a partir daqui dependerá de como utilizaremos o design para transformar os ecossistemas corporativos para criar projetos que cativem os usuários, acelerem a adoção da tecnologia e forneçam experiências éticas e sustentáveis. Sem dúvida, os usuários irão "co-projetar", o que modifica profundamente nossas experiências de vida e muda, para sempre, a maneira como as pessoas vivem, viajam e interagem com a tecnologia no futuro.

Profissionais de design de todos os setores (arquitetos, designers industriais e especialistas de transporte) podem hoje transformar seus processos, metodologias e aplicações para "Experience Thinking", para imaginar, projetar e fabricar propostas inovadoras.

Colaborando nesse novo ambiente de inovação, o "Experience Thinking" pode ajudar as organizações a construírem a promessa de sua marca e as emoções que ela evoca. Então, cada experiência de cliente se destaca como uma conquista singular, como também proporciona um centro de gravidade perfeito que cria fidelidade à marca e satisfação do cliente.

*Alejandro Chocolat é Diretor Geral da Dassault Systèmes na América Latina

Comentário (0) Hits: 393

O novo caminho para viajar os sete mares

dassault_timoteo_muller.jpg*Por Timoteo Muller
25/07/2018 - Desde que a humanidade rastejou dos oceanos, parece que ficou obcecada em retornar a eles. De humildes jangadas de madeira de vinhas a balsas (a vapor) do tamanho de uma cidade que transportam milhares de visitantes de cada vez, é justo dizer que, como espécie, nós já dominamos a técnica de viajar pelos oceanos.

Agora, finalmente, pode ser a hora das pessoas se afastarem dos oceanos novamente. As últimas embarcações oceânicas não têm necessidade de um capitão humano e a era dos navios auto navegáveis está se aproximando muito rapidamente.

O transporte marítimo é um grande negócio: uma indústria global que vale dezenas de bilhões de dólares. Milhões de contêineres cheios de trilhões de produtos são rotineiramente transportados acima das ondas. É um grande empreendimento que exige equipes e recursos a bordo. Atualmente, a indústria marítima está buscando reduzir o custo do transporte de carga através da tecnologia autônoma iniciada pela Rolls-Royce.

A mundialmente famosa empresa de engenharia está propondo um projeto de navio autônomo que emprega câmeras HD que transmitem para equipes de vigilância em terra as tecnologias de sensores, imagens térmicas e o radar térmico. É um projeto ambicioso que combina sistemas de comunicações ponta para fabricar o navio de carga do amanhã.

Os drones agora são comuns e os carros sem motorista finalmente estão a caminho. A engenharia trouxe ao mundo os veículos autônomos, no chão e também no ar. No entanto, com dois terços do nosso planeta coberto por água, você pode ser perdoado por supor que poderíamos ter feito o mesmo mais cedo para os mares.

Estabelecendo um prazo até 2020 para produzir o primeiro navio com tripulação reduzida, a Rolls-Royce prevê mais quinze anos para aperfeiçoar o projeto de um navio autônomo totalmente funcional. Não é um prazo irracional. Embarcações menores e reduzidas já estão em uso pelas forças navais e pesquisadores - e já existem há vários anos. Então, se a tecnologia necessária já existe, por que o movimento de navegação autônomo está apenas começando?

Tripulações, dinheiro e leis

Em primeiro lugar, há uma resistência considerável dentro da própria indústria à nova tecnologia. O transporte autônomo significa tripulações menores e, em última análise, nenhuma equipe. Talvez, compreensivelmente, haja relutância em abraçar uma evolução da indústria que leve a menos empregos.

Da mesma forma, há controvérsias sobre os custos do empreendimento. Enquanto alguns acreditam que a remessa autônoma possa ter uma economia de custo de transporte de 22%, outros colocam os custos de tripulação de um navio em apenas 6%. É difícil avaliar quão viável é realmente o investimento financeiro na tecnologia de navegação autônoma.

Por último, o envio de navios não tripulados para águas cartografadas é, ironicamente, uma espécie de aventura em águas desconhecidas. As responsabilidades por acidentes e incidentes em navios não tripulados nos sete mares é um atoleiro legal para o qual atualmente existe pouquíssima legislação. À medida que o progresso se desenvolve rapidamente na primeira viagem a navegar, os governos terão que atar quaisquer brechas legais para manter as leis à prova d'água nas raras ocasiões em que as próprias embarcações não são.

Apesar desses obstáculos, o programa autônomo está funcionando, com muitos dos principais participantes do setor a bordo. A rápida ascensão da tecnologia inteligente empurrou as possibilidades da logística para os mares apenas na última década, com o cargueiro autônomo a poucos anos de sua primeira jornada. Contra o pano de fundo do progresso cada vez maior, as vozes discordantes podem tornar-se cada vez mais uma gota no oceano.

*Por Timoteo Muller, gerente de vendas da Dassault Systèmes para a América Latina

Comentário (0) Hits: 348

Como a era digital impulsiona o lucro das empresas

bruno_alves_plusoft.jpg*Por Bruno Alves
18/07/2018 - Mergulhar na Transformação Digital se tornou obrigação para empresas que desejam se manter ativas no mercado, competindo de igual para igual com seus concorrentes. Entender o contexto em que as pessoas vivem, totalmente conectadas e com fontes de informações fragmentadas, é essencial para as companhias revolucionarem seu modelo de negócio.

Quando chegou ao Brasil no final da década de 1990, a Internet era alvo de dúvida das empresas, que questionavam se realmente valeria a pena estarem conectadas, terem e-mail e website. O passado parece tão distante diante dessa nova era na qual o digital, em poucos anos, ganhou força extraordinária. As prioridades empresariais do momento estão centradas na necessidade de automatizar os processos, criar aplicativos mobile e soluções chatbot para executar as tarefas repetitivas de rotina e liberar profissionais para funções mais estratégicas.

As mudanças já em curso nos modelos e processos dos negócios se tornaram urgentes para atender a um novo consumidor que está chegando ao mercado. Segundo estimativas da revista Fast Company, a geração Z representará 40% de todos os consumidores até 2020. Esses consumidores, considerados digitais e que nasceram a partir de 1994, são os que mais cobrarão de companhias mudanças condizentes com a era digital no que se refere a atendimento, relacionamento e produtos personalizados para suas necessidades e interesses.

Atender às expectativas desse público chamado de consumidor 3.0 é uma tarefa desafiadora para as corporações que pretendem se destacar nos próximos anos. Para cumprir esse desafio, a primeira missão é aderir inteiramente a estratégia omnichannel - convergência de todos os canais em uma única plataforma- para que, por meio das soluções tecnológicas, as empresas explorem todas as possibilidades de interação com seus públicos de forma contínua e personalizada. A ominicanalidadeé um caminho sem volta para empresas que desejam fidelizar seus clientes.

Além do desafio de incorporar a Transformação Digital, a inclusão dos departamentos backoffice será mandatória para as organizações que desejam sucesso nesse novo movimento. Não adianta as companhias investirem na modernização de toda a operação sem antes preparar a equipe para isso. A Transformação Digital não envolve apenas tecnologia, mas, sim, planejamento e coragem para a mudança. Por essa máxima entende-se que a modernização depende muito mais da aderência e familiarização dos colaboradores com todas as tecnologias, sendo que a infraestrutura vem logo na sequência para apoiar a visão desses líderes.

A inovação nem sempre acontece quando usamos várias ferramentas tecnológicas ao mesmo tempo. É fundamental, antes de tudo, mudar a forma como a organização enxerga os recursos, a maneira que executa os processos e como utiliza as soluções tecnológicas para alcançar os resultados desejados. Igualmente importante é entender quais tecnologias são essenciais para cada negócio e estar ciente de que não existe empresa bem-sucedida se ela não tiver uma boa estrutura de TI, assim como modernos sistemas e equipamentos. Com a equipe engajada na Transformação Digital e todas as etapas sugeridas cumpridas, a próxima fase é manter toda a operação com a máxima eficiência e buscar inovar constantemente, ainda que em pequenos detalhes.

Tem se consolidado dentro das empresas um movimento de transformação para proporcionar experiências customizadas para seus diversos consumidores. Companhias estão intensificando investimentos em soluções que coletam e analisam diferentes perfis de clientes. Segundo pesquisa da Forrester Research, o uso de tecnologias como CRM e Customer Analytics pelas organizações deve aumentar 28% este ano. Esses sistemas são responsáveis por armazenar e conectar de forma inteligente informações sobre atividades de consumidores e suas interações com as marcas, provendo informações importantes para a tomada de decisões de executivos sobre os rumos dos negócios e a criação de novos produtos. O CRM deverá continuar como um dos segmentos de crescimento mais acelerado no mundo em relação aos investimentos das corporações em Transformação Digital.

Está comprovado que a nova era digital pode impulsionar o lucro das organizações. De acordo com a pesquisa "Be the New Digital Enterprise", da Accenture, as corporações baseadas em Transformação Digital são 26% mais lucrativas do que outras céticas ao tema. Estimativas indicam, ainda, que há pelo menos US$ 100 trilhões que poderiam ser injetados nos negócios e na sociedade com a adoção da Transformação Digital. Os números provam que esse é um caminho sem volta. Os líderes que acreditarem em digital terão mais condições para transformar suas empresas em modelos de crescimento e de sucesso para o mercado. Vale a pergunta: você ficará para trás?

*Por Bruno Alves é Diretor de Estratégias Digitais da Plusoft

Comentário (0) Hits: 596

O futuro da autenticação já chegou

easy_autenticacao.jpg18/07/2018 - O surgimento dos smartphones causou uma ruptura no varejo e nas compras online. Importantes nomes estão desaparecendo rapidamente (The Limited, Toys R Us, Circuit City, entre outros), e até os shoppings centers estão ameaçados. Especialistas em varejo acreditam que a inteligência artificial terá uma importância fundamental nesse cenário que dispensa a ida a uma loja física para realizar uma compra.

De acordo com a Easy Solutions, empresa especializada na prevenção de fraudes eletrônicas em todos os dispositivos, canais e serviços na nuvem, que pertence a Cyxtera Business, fatores de autenticação mais novos e seguros são necessários para manter a confiança do consumidor em compras ou transações bancárias online. "Bancos e empresas precisam ir além dos métodos de segurança que os hackers sabem contornar. A fraqueza inerente à senha apoiada por códigos OTPs enviados por SMS nos mostra que o futuro da autenticação já chegou", afirma Ricardo Villadiego, presidente da Easy solutions, empresa que já avaliou mais de 32 bilhões de conexões globais em busca de ameaças.

A Easy Solutions listou cinco fatores que mostram como a autenticação da identidade do usuário deve evoluir.

1) Morte das senhas: A primeira linha de defesa para a maioria das instituições financeiras e empresas de comércio eletrônico é o combo nome de usuário/senha. No entanto, a senha nunca teve o objetivo de ser a base de uma estratégia robusta de segurança cibernética; ela foi criada como um pequeno empecilho ao acesso a dados confidenciais. Os cibercriminosos conseguem decifrar senhas, contorná-las ou enganar as pessoas para que forneçam seus dados de acesso utilizando engenharia social. Além disso, se criasse uma senha para cada conta ou serviço virtual, um usuário de internet hoje teria que memorizar, em média, senhas para 92 contas. O resultado é que o usuário acaba usando a mesma senha para várias plataformas. Se um invasor descobrir a senha para uma das contas, pode colocar as mãos nos dados de acesso de internet banking da vítima, por exemplo;

2) Tokens obsoletos: Os tokens físicos, que geram números aleatórios usados ​​para verificar transações, são amplamente comprometidos em ataques de phishing em larga escala. Os cibercriminosos interceptam os números gerados e capturam senhas de acesso. Além disso, reemitir os tokens sempre que são danificados, perdidos ou roubados é caro. Já as senhas de uso único (OTPs) entregues por SMS, que eliminam a necessidade de distribuir tokens físicos, utilizam sistemas de comunicação não criptografados, tornando-se tão inseguras quanto as senhas tradicionais;

3) Acesso sem senha: Os fatores de autenticação evoluíram para aproveitar os mecanismos de autenticação de usuários oferecidos em smartphones e tablets. Embora os usuários tenham vários dispositivos, eles geralmente usam o mesmo aparelho para realizar determinadas tarefas. Usando um dispositivo conhecido - neste caso, um telefone celular - os usuários podem acessar uma plataforma simplesmente lendo o código com a câmera do telefone, evitando a necessidade de inserir a senha. Além de proporcionar uma experiência de usuário aprimorada, isso pode reduzir a chance de sucesso dos ataques de phishing. As senhas se tornam menos relevantes para a autenticação e os phishers deixam de se beneficiar significativamente da obtenção de credenciais do usuário final;

4) Biometria forte e sem fricção: A biometria pode ser usada para analisar características físicas exclusivas do usuário final para confirmar se ele é quem diz ser. O processo é altamente seguro, mas não excessivamente invasivo, proporcionando um equilíbrio entre segurança e facilidade de uso. Ele aproveita as próprias tecnologias do smartphone, como leitor de impressão digital, gravador de voz ou câmera, para permitir que o usuário confirme sua identidade de maneira conveniente, seja por impressão digital, tecnologia de reconhecimento de voz ou facial. Como os clientes já usam esses recursos cotidianamente em seus celulares, eles já se sentem à vontade com essas ferramentas (por exemplo, tirar uma selfie, falar ao telefone ou tocar na tela);

5) Identificação de Geolocalização: A geolocalização também usa o dispositivo móvel do usuário para fornecer serviços de autenticação onde e quando forem necessários. Se um cliente faz uma compra em uma grande loja e seu banco precisa autenticá-la, uma opção é a instituição enviar uma mensagem push para autorizar a transação. Alternativamente, a geolocalização permite que o banco acesse a localização do cliente por meio de seu telefone celular, verificando se o usuário está no mesmo local físico em que a transação está sendo solicitada. Nesse caso, não há necessidade de o cliente responder a uma notificação, criando uma experiência de autenticação mais transparente e sem atrito.

Para Villadiego, embora todos esses métodos de autenticação funcionem para confirmar com segurança que uma transação é legítima, nenhuma tecnologia sozinha tem como assegurar completamente as transações financeiras online. "O fundamental é estar um passo à frente dos cibercriminosos e manter uma experiência de cliente de baixa fricção. As senhas não fazem nenhuma dessas duas coisas", afirma o executivo. "É hora de aumentar o nível e abraçar o que há de mais avançado em autenticação multifatorial forte", finaliza.

Comentário (0) Hits: 381

newsletter buton