Empatia: Essencial para o sucesso da inovação!

comercio_exterior_2.jpg*Por Yuri da Cunha
05/11/2019 - É óbvio que as pessoas desejam ficar na zona de conforto! Bem mais simples. O nome “conforto” não foi ao acaso. Quem escreve aqui para você também tem medo de mudanças. Quanto mais envelhecemos, menor será a nossa tendência a alterar o jeito de realizarmos algo, com raras exceções. Resistimos ao que é novo. Geralmente, lutamos enquanto podemos. Até percebermos: “Olha, talvez, mas apenas talvez, essa mudança traga algum benefício para mim”. Então, comecemos a olhar com maior carinho.

Como ponto de partida temos que o ser humano, por natureza, prefere a inércia de continuar a fazer as coisas como sempre fez. Esse medo ou resistência à mudança se agrava ainda mais quando nos sentimos ameaçados ou não entendemos o porquê dessa mudança estar acontecendo.

Agora vamos pensar como as coisas acontecem nas empresas. Não podemos ignorar que a maior parte das mudanças nas organizações, atualmente, são feitas top-down. O que gera um medo incrível na maior parte das equipes. Frequentemente, os colaboradores podem ligar a automatização e a transformação digital à redução do quadro. Ainda mais num país como o nosso que patina no crescimento econômico e com uma cultura com grande foco em “corte de custos”.  Então, quem propõe a mudança acaba por esquecer de trabalhar em um ponto incrivelmente importante para destravar a aceitação: a empatia. Como isso vai ajudar o Colaborar A? E o Colaborador B? Qual é o projeto que pode ser destravado com essas mudanças e convidar o Colaborador C a engajar-se nele? Quais são os eventos que posso permitir a participação de toda a equipe?

A empatia é essencial para entender como e quando comunicar cada mudança para as equipes. Essa mesma empatia será desafiada, principalmente, em um tipo de inovação: a de processos, a qual levará à eliminação de etapas e à automatização de atividades, por exemplo, com a implementação de um novo sistema. O que os colaboradores farão com mais tempo? Ou quando a sua função for automatizada e eliminada por completo?

Aqui existe um risco, mas também uma oportunidade, a de terem ideias de como melhor aproveitar esse tempo extra: inovação em marketing? Em como melhor atender o cliente? Nos indicadores? Na forma de gerir os riscos? Isso, provavelmente, fará com que as equipes aceitem melhor a mudança, enquanto as organizações projetam um futuro ainda mais promissor.

Isso me leva a apontar que os propositores das mudanças, frequentemente, falham em demonstrar uma essência da Revolução 4.0 e da Transformação Digital: valorizar o trabalho humano. Devemos, como organizações, parar de pensar apenas no Retorno Sobre o Investimento (ROI, em inglês), mas em “como isso tornará as atividades executadas pelos meus colaboradores mais eficientes”. Isso leva, essencialmente, à pergunta: quanto vale uma boa ideia que, se bem trabalhada e implementada, poderá fazer com que a organização tenha uma inovação às mãos?

As oportunidades estão diante de nós. Cada vez mais, especialistas têm indicado e apontado para o ser humano como o centro de todas as inovações, mas para a inovação ter seu espaço, muitas mudanças também irão acontecer. Entretanto, uma parte considerável de nós, ignoramos essas oportunidades porque sempre existe a aposta de “isso realmente não acontecerá, não aqui, não agora”. Os taxistas também pensaram isso sobre a Uber. A IBM também apostou contra a Apple. A Nokia e a Blackberry acreditaram que o smartphone não seria o futuro dos celulares. Afinal, Charles Darwin está completamente correto: não é o mais forte que sobrevive; mas o mais adaptado ao novo ambiente.

* Yuri da Cunha é especialista de comércio exterior na eCOMEX - NSI, tendo atuado por mais de 5 anos no Instituto Aliança Procomex.

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Compliance garante vantagem operacional

movetogo.jpg01/11/2019 - Transparência e compromisso com prazo de entrega devem ganhar cada vez mais força diante do novo perfil da demanda no setor.

A mudança no perfil dos clientes deverá exigir uma política de compliance cada vez mais efetiva das empresas que atuam no setor de transporte e logística. Um sistema de compliance eficiente busca assegurar que todas as áreas e colaboradores de uma empresa estejam alinhados às regras da legislação vigente, respeitando o direito de colaboradores e consumidores.

Segundo especialistas do setor, a mudança no perfil de consumo pode ser explicada pelo crescimento do acesso à internet, que também contribuiu com o aumento das vendas no comércio digital e nos canais chamados de ‘marketplace’, que servem como plataforma para terceiros negociarem bens e produtos diversos. A modalidade também ajuda a valorizar a concorrência e premiar a eficiência das melhores transportadoras, uma vez que o cliente tem a opção de escolher a melhor modalidade de frete.

De acordo com dados da Movetogo, startup de transporte especializada na entrega de encomendas em território nacional, o volume de entregas no mercado de marketplaces, por meio de plataformas como a OLX e o Mercado Livre, responde por 5% das contratações da startup e deve continuar crescendo. De olho nesse mercado, a empresa investiu no lançamento de uma plataforma de cotação e contratação online de encomendas. O sistema permite que a encomenda seja conferida no momento da coleta, por meio de uma balança sem fio homologada pelo Inmetro para conferir o peso, com segurança, transparência e oferecendo a possibilidade de corrigir o valor do frete para mais ou para menos.

Para Cláudio Alvadjian, CEO da Movetogo e especialista em comércio eletrônico, compliance é a palavra-chave do setor. “É preciso sentir segurança na empresa. Muitas colocam valores para confundir. É preciso ser sempre transparente”, observa. Para o executivo, os gargalos da logística ainda geram perdas no setor. Infraestrutura Urbana, falta de segurança e burocracia nos postos de fiscalização durante o transporte resultam no atraso das entregas. “O cliente precisa solicitar documentações fundamentais antes de contratar o transportador como, por exemplo, apólice de seguro e análise completa do CNPJ. Outro ponto importante é verificar a tabela de preço na parte generalidades, onde o preço tem um impacto no preço do frete. Clareza no processo logístico e precificação são atributos que fazem uma empresa crescer”, completa Alvadjian.

Para ser considerado eficiente, o processo entrega para qualquer pessoa deve ser realizado dentro de um prazo relativamente curto, dentro dos grandes centros urbanos. “A Movetogo, por exemplo, lançou um produto com garantia de entrega da encomenda, em São Paulo e na Grande São Paulo, dentro de um intervalo de até três horas, após a coleta. A carga pode pesar até 500 quilos e ter um valor de nota fiscal de até R$ 35 mil. O valor para este tipo de entrega é a partir de R$ 139,00. O mais importante é buscar sistemas que ofereçam o método mais ágil, com o menor prazo de entrega”, observa Alvadjian.

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Smart Cities, as GEOCidades 4.0 pedem passagem

emerson_granemann.jpg*Por Emerson Granemann
30/10/2019 - O crescente uso das novas tecnologias e da internet das coisas no desenvolvimento urbano criou um novo conceito de cidade, a chamada smart city. Mas será que entendemos de fato o que é uma cidade inteligente e como construí-la? Afinal, as smart cities já se tornaram um assunto essencial na discussão global sobre o desenvolvimento sustentável. Estudo da consultoria Frost & Sullivan prevê que o mercado global de cidades inteligentes movimentará US$ 2,4 trilhões em 2025.

Os investimentos em smart cities puxarão outros segmentos, como o de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês). Apenas em IoT, o volume será de US$ 330 bilhões em 2025 – mais de quatro vezes os US$ 79,3 bilhões movimentados em 2018, de acordo com a consultoria americana Zion.

Apesar dos enormes desafios urbanos enfrentados pelos municípios brasileiros, podemos ver que já há muitos avanços nessa área no País, como vemos em cidades como Campinas, no interior de São Paulo. O município ficou na primeira colocação no Ranking Connected Smart Cities, divulgado neste mês de setembro pela empresa de consultoria e inteligência de mercado Urban Systems, de atuação nacional, com o objetivo de mapear os municípios com maior potencial de desenvolvimento no País.

Campinas se destacou principalmente nas áreas de economia e inovação. A instituição considera 70 indicadores que são avaliados nos municípios. O total de total de pontos é 69,5 e Campinas recebeu nota 38,77. Foi a primeira vez que uma cidade que não seja capital lidera a lista.

Mas o estudo mostra que ainda há muitos desafios pela frente. "A distância do total de pontos máximos das primeiras colocadas mostra uma situação já compreendida entre os estudiosos de cidades inteligentes, a dificuldade em uma mesma cidade se destacar em mais de um eixo daqueles que compõe o estudo de cidades inteligentes, e neste caso, conectadas", afirma a instituição. Segundo a pesquisa, as cidades internacionais que são exemplos de cidades inteligentes também se destacam, muitas vezes, em eixos específicos, como mobilidade, urbanismo, tecnologia e inovação ou segurança, por exemplo.

"Isso demonstra a necessidade dos gestores públicos, e de todos aqueles envolvidos no planejar as cidades, da importância de avaliar e diagnosticar sua cidade, tendo em mente o conceito de conexão entre os eixos, permitindo pensar uma maior integração nas ações de desenvolvimento da cidade", diz a análise publicada no ranking. São Paulo (38,505 pontos) e Curitiba (38,016 pontos), respectivamente segunda e terceira colocadas no ranking, ficaram bem próximas. Jundiaí, a décima colocada, ficou com 35,417 pontos.

A geógrafa e Master Coach de Cidades Inteligentes, Grazi Carvalho, durante suas assistências aos municípios, costuma estimular os gestores a se perguntarem: Qual a cidade que temos? Qual a cidade que queremos? E qual o caminho mais rápido, eficiente e sustentável para alcançarmos o objetivo definido? A partir dessas respostas é possível projetar as inovações de acordo com as necessidades e as possibilidades de cada região.

A transformação de uma metrópole vai muito além da instalação de Wi-fi 4G ou 5G nos lugares públicos, e tampouco se faz com sensores de iluminação e meteorológicos em todas as ruas. É importante ressaltar que não existe um conceito absoluto de cidades inteligentes, mas um processo de construção de projetos integrados que as tornam mais habitáveis e capazes de incorporar soluções tecnológicas para otimizar as operações municipais.

Para o Coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Secretaria de Governo da Prefeitura de Goiânia, Flávio Yuaca, os modelos digitais das cidades são essenciais para a implantação das Smart Cities e esses modelos dependem de informação e tecnologia geoespacial. Não há Smart City sem modelo da cidade e não há modelo de cidade sem informação georreferenciada. Os drones, por exemplo, com tecnologia embarcada de ponta se tornarão uma ferramenta importante para o levantamento de informações em grandes metrópoles. Dados sobre logística, mobilidade, segurança, meio ambiente e saúde podem ser mais facilmente mapeados, visualizados e analisados por meio da computação em nuvens.

Destaque também para os mapas interativos, utilizados em diferentes dispositivos, e que auxiliam a tomada de decisões de forma prática e rápida. Sem uma visão geográfica tridimensional, essas mesmas informações seriam apenas um emaranhado de dados de difícil compreensão. Com esse tipo de tecnologia é possível identificar e solucionar problemas em grandes centros urbanos como um acidente de carro. Neste tipo de situação uma ambulância pode facilmente ser despachada para o local do acidente com base nas informações e dados levantados pela solução de georreferenciamento e comunicação.

O Brasil ainda caminha a passos lentos nesse processo e mostra como nossas cidades ainda precisam adaptar-se para lidar com dificuldades em áreas como segurança, mobilidade, ocupações irregulares, ilegalidades, desastres naturais, fruto de um processo de urbanização rápido e descontrolado. Por isso, quando falamos no futuro das cidades e na qualidade de vida dos cidadãos, estamos, na verdade, falando das smart cities, que serão amplamente discutidas, em evento na capital paulista no mês de novembro, no que se refere às diversas soluções geoespaciais essenciais para dar suporte às ações de planejamento, arrecadação e monitoramento da infraestrutura municipal.

*Emerson Granemann, é CEO da MundoGEO e idealizador dos eventos DroneShow e MundoGEO Connect Plus

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Pesquisa aborda incidentes de segurança de TI

cibercrime.jpg28/10/2019 - Segundo pesquisa OTRS, 61% das empresas relatam incidentes semanais de segurança de TI e metade das empresas sofreu perdas financeiras, incluindo as brasileiras

Ao avaliar como os ataques cibernéticos são perigosos para a empresa, 18% dos entrevistados classificaram o risco de segurança como muito alto. Metade (50%) chegou a afirmar que sua empresa havia sofrido perdas financeiras devido a incidentes de segurança. Quando perguntados se os incidentes foram tratados da melhor maneira, as opiniões diferem: quase metade (49%) disse que tudo funcionou bem, enquanto a outra metade (49%) achou que havia muito potencial de melhoria. Os dois por cento restantes ainda estão lutando para lidar com as consequências dos incidentes de segurança em geral.

Os gerentes de TI valorizam processos e regulamentos governamentais claramente definidos

Nos três países, a maioria dos gerentes de TI (37% nos EUA, 42% no Brasil e 41% na Alemanha) respondeu que processos mais claramente definidos seriam a maior ajuda para lidar adequadamente com incidentes de segurança.
Além disso, a maioria dos entrevistados acredita que regulamentos governamentais como GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados), CCPA (Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia) e LGPD (Lei Geral de Proteção / Brasil) ajudam a manter os dados seguros.

Resultados de comparação de países

Os EUA parecem ser o país com o maior número de incidentes de segurança. Aqui, 68% responderam que isso ocorre semanalmente ou com mais frequência. No Brasil, 59% falam de incidentes semanais ou mais frequentes; e na Alemanha, isso é apenas 57%.
Quando perguntados sobre o que perde mais tempo quando se trata de resolver incidentes de segurança, as opiniões dos países também diferem um pouco: Mais de um terço (32%) dos entrevistados alemães declaram como sua principal resposta que documentar tudo após um incidente perde mais tempo. No Brasil (36%) afirmam que o maior desafio parece ser encontrar informações com rapidez suficiente, o que também se aplica aos EUA (27%).

Na Alemanha, os gerentes de TI parecem ser mais céticos em relação às regulamentações governamentais, como o GDPR: embora 54% dos entrevistados alemães tenham dito que as regulamentações ajudariam a garantir a segurança dos dados, 86% no Brasil e 61% nos EUA são desta opinião.
"Um resultado assustador é que a maioria dos entrevistados relata pelo menos um incidente semanal de segurança de TI. No entanto, apenas alguns incidentes são relatados", comenta Christopher Kuhn, COO da OTRS AG, depois de revisar os resultados. "Já que outubro é o mês da conscientização sobre segurança cibernética, gostaríamos de tornar as empresas particularmente atentas aos perigos. Aconselho todas as empresas a revisar sua estratégia de segurança e definir claramente todos os processos - tanto em termos de tempo quanto de pessoal - com antecedência".

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Saúde 4.0 e as transformações no setor médico

elsevier_saude.jpg25/10/2019 - O uso de tecnologia tem provocado mudanças no atendimento oferecido por hospitais e modernizado a prática médica

Em uma realidade em que a única constante é a mudança, o cenário de saúde passa por transformações que são influenciadas pela globalização e pela tecnologia, as quais resultam em megatendências, como a digitalização do setor de saúde. No Brasil, de acordo com o relatório ConsumerLab, é previsto que até 2026 sejam investidos US$ 7,5 bilhões para digitalizar os serviços de saúde.

Por conta da necessidade de utilizar tecnologia, essa digitalização abre mercado para empresas que não são necessariamente da área de saúde ingressarem no setor, já que este oferece oportunidades de novos negócios. Profissionais que tenham conhecimento para desenvolver bancos de dados, algoritmos e novas tecnologia são fundamentais nesse novo modelo de saúde.

O uso de inteligência artificial, de ferramentas digitais e de dispositivos tecnológicos já é realidade em uma parcela dos hospitais ao redor do Brasil e o número de adeptos à tais transformações só tende a crescer. Um dos fatores que influencia essa mudança é o novo perfil do paciente, o qual quer ter experiências personalizadas, conveniência e dita os caminhos e o ritmo do atendimento que deseja receber.

Por estar cada vez mais informado e informatizado, o paciente espera que os hospitais ofereçam conectividade e atendimento de forma digital, fazendo com que a área médica seja reinventada através de plataformas conectoras de saúde, compartilhamento de dados, saúde integral e inovação na maneira como entrega essa saúde ao cliente.

Existem plataformas disponíveis no mercado que favorecem tanto os profissionais quanto os pacientes, uma vez que complementam o diagnóstico dos médicos e ajudam a antecipar decisões, fazendo com que ganhem tempo no tratamento e prevejam possíveis caminhos que podem ser seguidos para a cura.

Uma destas plataformas é o Order Sets da Elsevier, uma solução que fornece aos médicos acesso fácil a conjuntos predefinidos de protocolos e prescrições em formato de check-list com tarefas, solicitações e testes específicos para pacientes e cenários no ponto de assistência.

Os protocolos e prescrições são incorporados na prática clínica e integrados ao prontuário eletrônico, apresentando diretrizes e opções de tratamento baseadas em evidências, com base no diagnóstico do paciente fazendo com que o tempo médico-paciente seja dispendido da forma mais efetiva, ou seja: garantia do melhor cuidado.

Um sistema de gerenciamento permite que os hospitais criem, editem e aprovem facilmente conjuntos de protocolos e prescrições – e inclui ferramentas modernas de colaboração para facilitar o uso e adoção mais rápida do usuário (reduzindo o tempo da equipe clínica com esta tarefa, agilizando o processo de publicação e revisão destes protocolos e/ou prescrições

"A solução é codificada com SNOMED-CT, LOINC, CID 9 e CID 10 e usa a terminologia adaptável com recursos de exportação e importação ideais, reduzindo o tempo da equipe de TI com a gestão. Além disso a Elsevier oferece serviços profissionais de implementação inicial e suporte contínuo para aumentar a utilização da solução, incluindo sessões de alinhamento de executivos e médicos/fornecedores. Tudo para tornar real a prática baseada em evidências e promover uma melhor experiência do paciente e melhor gestão de recursos da instituição", explica Claudia Toledo, Diretora de Clinical Solutions da Elsevier.

Order Sets foi lançado no Brasil com uma base robusta de 140 protocolos em português e adaptados para a regulação e práticas brasileiras, e permite upload de protocolos já existentes no hospital que são imediatamente atualizados no prontuário eletrônico do paciente.

Oferecer conectividade e atendimento de forma digital é o que os profissionais do setor médico têm chamado de Saúde 4.0 e que promete ser o início de uma nova realidade do mercado, que dá os primeiros passos ruma à uma saúde reinventada.

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Cade investiga bancos sobre pagamentos

pagamento.jpgPor Convergência Digital
25/10/2019 - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) começou a questionar instituições da indústria financeira como parte do inquérito aberto no início do ano para investigar práticas anticompetitivas no mercado de meios de pagamento.

O órgão antitruste enviou na véspera ofícios para o Santander Brasil, a bandeira de cartões Elo e para a Tecban, dona da rede de ATMs Banco 24Horas, com questões específicas para cada uma delas sobre taxas praticadas e eventuais planos para negociar com competidores.

Em todos os casos, a entidade responsável por defender a concorrência explica que o objetivo do questionário “avaliar eventuais práticas anticompetitivas no mercado de meios de pagamento, especialmente os efeitos decorrentes da verticalização no sistema financeiro”, segundo trecho do ofício.

Para a Elo, o Cade questiona as relações com a Cielo. Ambas do grupo Elopar, controlado por Bradesco e Banco do Brasil. Entre outras questões, o Cade quer saber se a Elo repassa à Cielo informações sensíveis de rivais da adquirente, líder de mercado no país, assim como um histórico e fundamentação das taxas praticadas nos últimos anos.

“A Cielo tem acesso às informações que as demais credenciadoras prestam à Elo? Com o novo contrato, haverá alguma mudança nesse aspecto? Explique em detalhes”, diz uma das 11 questões apresentadas pelo Cade à Elo.

Para a TecBan, controlada por Itaú Unibanco, Bradesco, BB, Santander Brasil e Caixa Econômica Federal, o órgão antitruste pede explicações sobre como são definidas as taxas cobradas dos sócios e as aplicadas em outros competidores, e se há limitações para acesso ao serviço.

“A Tecban exige exclusividade de alguma dessas instituições (bancos ou bandeiras) conveniadas, vedando o relacionamento delas com demais provedores de serviços em terminais de autoatendimento? Liste todas as instituições para as quais há exclusividade e apresente exemplos de contratos firmados com empresas de diferentes portes”, questiona o Cade, no documento.

No caso do Santander Brasil, as questões do Cade tentam identificar se o banco impôs para clientes de sua credenciadora, a GetNet, condições para concessão de vantagens, incluindo a de que a contratação do Santander como domicílio bancário.

“O Santander tem condições de monitorar o volume de vendas, segregado por credenciadora, realizadas por um dado estabelecimento comercial cujo domicílio bancário é no Santander? O Santander já se utilizou dessa informação para oferecer serviços da Getnet? Explique em detalhes”, diz trecho do documento.

* Da Reuters

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