Glossário da tecnologia: entenda os termos

iot_visa.jpg*Por Diego Figueredo
28/12/2018 - Inteligência Artificial, Machine Learning e Chatbot estão cada vez mais comuns, mas você sabe o que é?

Não é mais vapor que move a locomotiva da revolução pela qual o planeta inteiro está passando. Os trilhos do progresso são agora construídos por tecnologias que, há pouco tempo, ninguém nunca tinha ouvido falar. Com essas mudanças constantes, rápidas e, muitas vezes, efêmeras, é natural que grande parte da população não entenda termos tão comuns no cotidiano das empresas de inovação.

Inteligência Artificial

Um dos conceitos mais complexos da atualidade é, também, o que exerce impacto mais visível na sociedade atual, com grande perspectiva de potencializar sua relevância no futuro. Inteligência Artificial (AI) é a área da computação que tem o objetivo de desenvolver uma inteligência semelhante - ou superior - a nossa por meio de máquinas e softwares. Em outras palavras, a AI busca criar métodos e soluções que utilizem a tecnologia para potencializar a capacidade do ser humano de resolver problemas.

machine_learning_2.jpgMachine Learning

O termo, que é tradicionalmente utilizado em inglês, significa exatamente o que o nome sugere: em português, aprendizado da máquina. É uma aplicação da inteligência artificial que visa capacitar sistemas a reconhecer padrões, desenvolver soluções e tomar decisões automaticamente. Esse processo de aprendizagem é realizado com base nas informações que o software recebe, seja por meio da interferência humana ou não.

Deep Learning

Deep Learning é uma extensão do Machine Learning em uma potência maior e mais abrangente. Construído a partir do princípio das redes neurais humanas, a tecnologia se propõe a trabalhar com uma base maior de informações por meio de camadas complexas de processamento de dados. Em comparação com o Machine Learning, essa ferramenta realiza tarefas mais avançadas e geralmente não precisam da interferência humana.

Smart Contract

O contrato tradicional serve para fazer com que pessoas cumpram um acordo que foi realizado entre elas. O Smart Contract tem o mesmo objetivo, mas no lugar do papel, utiliza-se linguagem de programação. Normalmente atribuído ao sistema blockchain, é um protocolo para fortalecer negociações e proporcionar confiabilidade em transações online que não possuam o intermédio de uma autoridade central, como, por exemplo, um banco ou empresas de pagamento.

chatbot_2.jpgChatbot

O chatbot é um software que simula a interação humana em aplicativos de mensagens, como o facebook. Normalmente, estes programas são usados com o objetivo para auxiliar no atendimento de empresas, por meio do envio de perguntas e respostas pré-configuradas.

IoT (Internet das Coisas)

A função da Internet das Coisas é trazer para o cotidiano físico, a conexão que se já se vê no mundo online. Ela conecta aparelhos eletrônicos e objetos usando sensores eletrônicos e internet para realizar a comunicação de dados e facilitar a realização de atividades cotidianas. Por meio dela, é possível acessar remotamente utensílios domésticos, como a geladeira, acender a luz de casa ou abrir uma porta, por exemplo.

*Diego Figueredo é CEO da NEXO AI, empresa que usa inteligência artificial, internet das coisas, machine e deep learning para transformar e acelerar negócios

 

Comentário (0) Hits: 388

O papel dos PIXes e PTTs na conexão de redes

ascenty_marcos_siqueira.jpg*Por Marcos Siqueira
21/12/2018 - Todos os dias, bilhões de internautas pelo mundo acessam e compartilham conteúdos por meio de provedores de acesso. No Brasil, o último balanço do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o País tem 116 milhões de pessoas conectadas à internet, o que representa 64,7% de toda a população. Além disso, a alta conectividade e o compartilhamento de dados entre diferentes dispositivos têm aumentado continuamente. De acordo com a consultoria IDC, os gastos mundiais com Internet das Coisas (IoT) deve seguir num ritmo de crescimento médio de 15,6% entre 2015 e 2020, chegando a US$ 1,29 trilhão no fim do período.

Nesse contexto, apesar de ter um papel fundamental na vida de pessoas e corporações, o funcionamento da estrutura da internet e os canais de conexão ainda são pouco conhecidos. Quando pensamos na organização da rede, é difícil imaginar como se dão as trocas de informações entre usuários e provedores.

Na verdade, a tradução da palavra web (teia) ilustra corretamente a estrutura da internet, composta por um conjunto de conexões de redes interligando diversas empresas, operadoras de telefonia, banda larga, data centers e provedores de acesso. As empresas trocam dados e informações usando esta teia de conexões, de forma direta ou indiretamente. Esta forma descentralizada, que garante uma neutralidade da rede, na maior parte das vezes não garante uma operação eficaz e rápida para a troca de informações.

A troca de dados entre os provedores de Internet é essencial para que esse mecanismo opere de maneira eficaz. Pensando nisso, foram criados os Pontos de Trocas de Tráfego (PTTs), que funcionam como pontos concentradores, nos quais os provedores podem conectar as suas estruturas de conectividade e servidores de conteúdo. Os PTTs são os pilares para garantir conexão segura, rápida e confiável para os usuários.

Nesse sistema, o PIX é um ponto de interconexão central, que garante uma conexão direta entre as redes dos principais provedores de internet (ISP – Internet Service Provider) e empresas com AS (Autonomous System), facilitando a troca de informações e tráfego.

É importante notar que um Ponto de Troca de Tráfego pode ter vários PIXes. Empresas particulares, como provedores de data centers, também podem operar como PIXes quando estabelecem uma conexão com o PIX central da região por meio de uma fibra óptica proprietária, o que permite grande escalabilidade dos volumes de dados. Elas podem, então, oferecer esse serviço como diferencial aos seus clientes.

O que as empresas ganham com isso?

Há inúmeras vantagens para um provedor de Internet que se conecta a um hub como esse, como economia no trânsito de dados e maior velocidade na conexão direta com outros provedores, afinal o tráfego passa a ser trocado no hub e não mais precisa ir até a internet pública para chegar ao seu destino final.

A adoção desse serviço de conectividade também garante redução de custos com infraestrutura de telecomunicações e em franquia de dados com operadora, menor latência na troca de tráfego, além de alta qualidade de conexão entre as empresas.

Assim, podemos dizer que a conexão junto ao PTT/PIX representa altos ganhos competitivos para as companhias, que, com um sistema bem estruturado, alcançam melhores posições no mercado em que atuam. Essa infraestrutura facilita toda a distribuição de tráfego e de conteúdo na rede e o resultado é um acesso mais rápido com custos reduzidos.

*Marcos Siqueira é diretor de Serviços da Ascenty

Comentário (0) Hits: 447

Pure Storage divulga tendências para 2019

pure_storage_2.jpg21/12/018 - Demanda por profissionais especializados em Inteligência Artificial e ambientes híbridos de armazenamento devem movimentar mercado de TI no próximo ano

A Pure Storage, fornecedora de plataforma de dados totalmente flash para a era da nuvem, acaba de anunciar as previsões de tecnologia para o ano de 2019, que incluem maior adoção de Inteligência Artificial, arquitetura híbrida com soluções multicloud mais robustas, investimentos em tecnologias de contêineres e protocolo de memória não-volátil expressa para tecnologia flash (NVMe), que já é um padrão em toda a linha FlashArray da empresa. Segundo a Pure, o próximo ano também deve ser decisivo para organizações que ainda não adotaram uma política sólida de armazenamento.

Ao longo de 2018, o setor de Tecnologia das empresas sentiu o impacto da demanda por transformação digital. Como essa adaptação agora é uma necessidade e não apenas uma vantagem competitiva no mercado, os executivos de TI precisam reformular seus planos e, principalmente, capacitar suas equipes para encarar os próximos desafios.

A Inteligência Artificial está reinventando a maneira como trabalhamos, redefinindo as estratégias de negócios e ajudando as organizações a compreender o volume cada vez maior dos seus dados. O grande desafio é a falta de cientistas de dados e especialistas neste mercado. Um estudo da Pure Storage em parceria com o MIT Tech Review Insights, revelou que a falta de recursos de talentos se tornou uma barreira que impede a melhora de gerenciamento de dados nas empresas.

Para suprir essa necessidade, é esperado que as empresas de todos os tamanhos e setores trabalhem em conjunto com instituições de ensino, para garantir que os cursos preparem os alunos com as habilidades necessárias para o cenário atual, com estágios específicos em inteligência artificial e disciplinas flexíveis que acompanhem as mudanças tecnológicas em tempo real. Além disso, devem surgir no mercado novas ferramentas para simplificar a adoção da IA e reduzir a curva de aprendizado de novos talentos. Enquanto isso, infelizmente, os melhores profissionais permanecerão monopolizados por grandes empresas, o que pode gerar um vácuo de inovação para as startups e para os pequenos e médios negócios.

No que se refere à nuvem, a tendência é que as empresas invistam em soluções multi-cloud mais robustas e unificadas, para simplificar e tornar mais flexível a movimentação de dados entre nuvem pública e o armazenamento local. A chegada de uma arquitetura verdadeiramente híbrida criará um ambiente que combine a agilidade e a simplicidade da nuvem pública com a funcionalidade do on-premise. Neste universo de nuvem híbrida, as aplicações podem ser desenvolvidas uma única vez e implantadas em nuvens pública ou privada, independente de onde estiverem os dados.

Ainda falando de nuvem híbrida, as tecnologias de contêineres provaram ser muito atraentes, particularmente em ambientes de DevOps, mas a falta de armazenamento prejudicou a adaptação a muitas aplicações de produção das empresas, o que impediu a evolução da tecnologia. Apesar disso, a entrega de armazenamento automatizado, inteligente e escalável torna possível a implementação de ambientes de contêiner em larga escala em um data center corporativo. Para 2019, a Pure Storage acredita que a adoção desta tecnologia será impulsionada pela demanda por implantações econômicas em ambientes de nuvem híbrida, com capacidade de executar aplicativos com mais flexibilidade, tanto on-premise quanto na nuvem pública.

Para empresas que buscam melhor desempenho, menor latência e menos sobrecarga de computação, a atenção deve se voltar ao protocolo de transferência de dados NVMe over Fabric (NVMe-oF), com vantagem significativa de custo-benefício e garantia de rapidez em banco de dados, ambientes virtualizados e de contêiner, iniciativas de teste e de desenvolvimento, além de aplicações na web.

Conclusão

No cenário atual, todas as empresas são movidas por dados e o sucesso do negócio depende de uma infraestrutura ideal para acessar e gerenciar esses volumes. Existe a complexidade da TI, que tradicionalmente não foi construída para atender ao intensivo uso de dados e resultou em uma infraestrutura fragmentada, com "divisões de nuvens", que força as empresas a optarem entre uma ou outra solução. A Pure Storage acredita que em 2019 haverá uma expansão no desenvolvimento de soluções que unifiquem diferentes ambientes de nuvem e permitam uma migração simplificada de aplicações dos ambientes locais para multicloud e vice-versa.

Além disso, os parceiros também devem desempenhar um papel fundamental para ajudar os clientes com a implementação de um ambiente híbrido adequado, com garantia de entrega de uma infraestrutura de TI moderna. Já os canais devem continuar a investir em serviços de valor agregado, como migração, implantação, instalação e recuperação de desastres, que criam e asseguram o desempenho dessas soluções integradas.

Comentário (0) Hits: 1487

Como começar uma carreira em tecnologia

andrea_tedesco.jpg*Por Andrea Tedesco
21/12/2018 - É fato que o avanço tecnológico acelerado dos últimos anos está  transformando todo o mercado de trabalho, que vem se adaptando constantemente para suprir a demanda existente na área. Em todo o Brasil, são cerca de 250 mil vagas para cargos digitais, um setor que movimentou US$ 38 bilhões só em 2017 no país, e é com esse cenário que as pessoas pensam em começar uma carreira tecnológica.

A era digital não tem barreiras, por isso, qualquer tipo de pessoa pode ingressar em uma carreira promissora e que faça sentido para ela. Para iniciar na carreira digital o profissional deve desenvolver o senso de pesquisa e prioridade para ficar antenado em todas as necessidades que a área pede.

Além disso, estudar em uma escola conceituada e que lhe traga ferramentas adicionais como conexões com a comunidade de tecnologia, desenvolvimento de soft skills e gerenciamento de empregabilidade, como a Digital House, hub de educação para a formação de profissionais de alta performance para o universo digital, são dicas para quem deseja ingressar na carreira da tecnologia.

Uma boa notícia é que as empresas estão mais abertas em receber profissionais em início de carreira e que possuem talento e capacidade de execução. A demanda do mundo digital faz com que novos profissionais possam ingressar no mundo da tecnologia e, portanto, elas voltam seus olhares para o desenvolvimento dos novos colaboradores. As contratantes estão procurando desenvolver programas para ensinar competências de digital e realizando parcerias com escolas que formam profissionais interessados em desenvolver essas técnicas. Dessa forma, as próprias empresas e escolas tornam-se novos polos de talento.

Já para quem quer fazer uma transição de carreira e não "jogar fora a experiência anterior", é importante que a pessoa desenvolva habilidades de gerenciamento de carreira que o farão conectar-se com as competências anteriores e relacioná-las às necessidades do cargo atual. Gerenciar carreira é encontrar o ponto de encontro dessas competências e transformá-las em resultados.

Após tudo isso, administrar os pontos da empregabilidade (capacidade de manter-se atraente no mercado), como o acompanhamento das tendências do seu mercado, conhecimento das habilidades técnico-comportamentais, desenvolver o branding (marca) pessoal, usar seu networking a favor de seus projetos, estar presente em eventos e comunidades da área, administrar sua inteligência emocional e saber extrair os resultados que oferecem em cada desafio ao longo de sua carreira, são essenciais para manter-se ativo no setor e sempre destacado dentro dele.

*Andrea Tedesco é Mentora de Carreiras da Digital House, hub de educação para a formação de profissionais de alta performance para o mercado digital.

Comentário (0) Hits: 381

BB agora permite saque pelo WhatsApp

whatapp2.jpg20/12/2018 - O Banco do Brasil a partir de agora, permite que os clientes realizem saques por meio do WhatsApp, sem necessidade de cartão e senha para finalizar a operação.

Para iniciar a operação, o cliente inicia uma conversa pelo aplicativo de mensagens com o número (61) 4004-0001, digitando “saque sem” ou “saque sem cartão”. O chatbot perguntará qual valor do saque e o cliente confirma a operação digitando a senha do cartão. O valor máximo por operação é de R$ 300 por dia (sempre em valores múltiplos de R$ 10).

Feito esse processo, basta se dirigir a um terminal de autoatendimento do Banco do Brasil com o código informado pelo assistente virtual. O código tem validade até às 23h59 do dia da solicitação.

Com essa solução, já são 15 transações que os clientes do BB podem realizar pelo WhatsApp, entre transferência entre contas, recarga de celular, liberação de cartão de crédito e consultas de saldo e extratos de conta corrente, poupança e investimentos, por exemplo. No final de novembro, o BB disponibilizou a recarga do Bilhete Único, a solução de transporte público do município de São Paulo. O serviço via WhatsApp está disponível para todos os clientes. Desde o lançamento do piloto, foram realizadas mais de 220 mil transações.

Inteligência artificial

A solução alia o uso da inteligência artificial, com a prontidão do chatbot. As mensagens são criptografadas de ponta a ponta. Para acessar o Banco do Brasil no WhatsApp, é necessário apenas salvar o telefone [55] 61 4004 0001 no celular e iniciar uma conversa. Quando um serviço de informações, como solicitar um extrato de conta corrente, for solicitado pelo cliente, um código de confirmação será enviado pelo Banco via SMS.

Para as outras transações, os clientes também deverão digitar sua senha. Depois, o cliente receberá uma resposta confirmando a transação, tudo em texto. Se houver necessidade de atendimento humano, o cliente passará a ser atendido por um funcionário do BB.

Chatbot

Desde 2017, o Banco do Brasil utiliza o Watson da IBM, uma solução em inteligência cognitiva, para ajudar os funcionários a resolver os problemas dos clientes. Em agosto de 2017, a tecnologia também começou a ser usada para dar suporte aos pedidos dos clientes no Facebook Messenger. O assistente virtual responde usando uma linguagem natural e aprende constantemente com base nas interações dos usuários.

Comentário (0) Hits: 347

As 10 principais tendências para I&O em 2019

trends_3.jpg20/12/2018 - O Gartner destaca as principais tendências que os líderes de infraestrutura e operações (I&O) devem começar a preparar para suportar a infraestrutura digital em 2019.

"Mais do que nunca, o departamento de infraestrutura e operações precisa se envolver com o dia a dia das áreas estratégicas das empresas. O foco dos líderes desse setor não é mais entregar apenas engenharia e processos para as operações, mas entregar produtos e serviços que suportem e permitam a estratégia de negócios das organizações", diz Ross Winser, Diretor de Pesquisa Sênior do Gartner. "A questão é como podemos usar os recursos como inteligência artificial (IA), automação de rede ou computaas 10 principais tendências para I&O em 2019ão de ponta para suportar infraestruturas em rápido crescimento e que precisam atender às necessidades das companhias".

Nesse contexto, o Gartner encoraja os líderes de infraestrutura e operações a se prepararem para as 10 tecnologias e tendências que apoiarão a infraestrutura digital em 2019. São elas:

Computação sem servidor - A computação sem servidor (Serverless, em inglês) é um padrão emergente de arquitetura de software que promete eliminar a necessidade local de provisionamento e gerenciamento de infraestrutura. Os líderes de infraestrutura e operações precisam começar a adotar uma abordagem centrada em aplicações para computação sem servidores e com gerenciamento de APIs e SLAs, ao invés de seguirem com infraestruturas físicas criadas em suas empresas. "A verdade é que os servidores continuarão a existir, mas os provedores de serviços é que serão os responsáveis por toda a análise e dimensionamento dos recursos envolvidos no ambiente, o que resultará em mais agilidade às organizações", explica. Vale lembrar que esse tipo de tecnologia não substituirá a aplicação de contêineres ou máquinas virtuais, sendo fundamental saber como usar melhor o conceito sem servidor antes de aplicá-lo. "O desenvolvimento de recursos de suporte e gerenciamento desse tipo deve ser um foco dentro das equipes de infraestrutura e operações, pois mais de 20% das organizações globais implementarão tecnologias de computação sem servidor até 2020. Hoje, menos de 5% das companhias usam esse formato", afirma Winser.

Impactos de Inteligência Artificial - A Inteligência Artificial está crescendo em importância para os líderes de infraestrutura e operações que precisam gerenciar infraestruturas em plena expansão e que, ao mesmo tempo, não podem aumentar sua equipe. Os recursos de inteligência artificial têm o potencial de transformar as organizações e estão no centro dos negócios digitais, cujos impactos já são sentidos pelas companhias. De acordo com a Gartner, os negócios derivados de Inteligência Artificial chegarão a US$ 3,9 trilhões até 2022.

Garantir agilidade de rede - A infraestrutura e a capacidade de rede são a base de tudo o que a área de TI faz - soluções em Nuvem, Internet das Coisas (IoT) e serviços de ponta, por exemplo, sendo que continuarão avançando em 2019. "As equipes estão sob constante pressão para garantir a alta disponibilidade de rede. Ainda que a cultura das equipes muitas vezes limite as mudanças, o fato é que a demanda por agilidade na performance dessas operações também aumentou", diz Winser. O foco dos líderes de I&O para 2019 e nos próximos anos deve ser o de encontrar forma s para ajudar suas equipes a aumentarem o ritmo de trabalho, buscando opções para atender à necessidade por mais agilidade. "Parte dessa resposta é a criação de um ambiente com automação e análise, capaz de lidar com a mudança real das empresas", explica.

O Gartner avalia que as demandas por melhorias de perfomance de rede deverão crescer com o advento do 5G, da maturidade das soluções em Nuvem e com a explosão no número de dispositivos de IoT. "Essas são apenas algumas das pressões que os líderes devem antecipar. Então, o período crítico para lidar com este desafio é agora", diz o analista do Gartner.

A Morte do Data Center - O Gartner prevê que, em 2025, 80% das organizações migrarão seus dados de Data Centers locais para ambientes no formato de co-location, hospedagem ou Nuvem, levando-as ao gradual encerramento de seus Data Centers tradicionais. "Os líderes de I&O devem se preparar para esse movimento, ajustando as cargas de trabalho com base nas necessidades dos negócios e não se limitando a decisões baseadas em localização física. Desde a hospedagem até a Nuvem Pública, existem muitas alternativas para os Data Centers locais. Os líderes devem identificar se existem razões verdadeiramente estratégicas para persistir com necessidades locais, especialmente quando consideram que a quantidade significativa de investimento envolvida é muitas vezes amortizada ao longo de muitos anos", afirma o analista. As preparações devem come çar agora, pois o prazo crítico para isso será de 2021 a 2025.

Edge Computing - O avanço de dispositivos de Internet das Coisas e de tecnologias imersivas levarão o processamento de informações ao limite, redefinindo e reformulando o que os líderes de I&O precisarão implantar e gerenciar. A borda, nesse caso, é o local físico onde as coisas e as pessoas se conectarão com o mundo digital em rede - espaço que fará a infraestrutura a chegar cada vez mais ao seu limite. A Edge Computing faz parte de uma topologia de computação distribuída em que o processamento de informações es tá localizado próximo à borda, que é onde as coisas e as pessoas produzem ou consomem essas informações. Edge Computing aborda as leis da física, economia e terra, que são fatores que contribuem para como e quando usar borda. "Essa é outra tendência que não substitui a Nuvem, mas a potencializa", diz Winser. "O prazo crítico para as organizações adotarem essa tendência é entre 2020 e 2023".

Gestão de Diversidade Digital - A gestão da diversidade digital não é sobre pessoas, mas sim sobre a descoberta e manutenção de ativos que estão "lá fora" em qualquer empresa digital moderna. "Houve um enorme crescimento na variedade e na quantidade de 'coisas' que a área de I&O deve conhecer, apoiar e administrar", afirma o Diretor. "O gerenciamento tradicional de ativos ainda é importante, mas estamos nos movendo para o envolvimento com novos modelos de gestão que podem ter efeitos diretos nas finanças, na saúde e no bem-estar dos clientes das organizações" . Preparar a área de I&O para esse cenário é vital antes do período crítico, que deverá ser de 2020 a 2025.

Novos papéis de I&O - Os líderes de infraestrutura e operações consideram que a justificativa principal de seus times se baseia na resolução de complexas relações de custos, atividades e expectativas de qualidade de seus clientes internos. Porém, o fato é que explicar para os gestores de TI e de negócios qual são os papeis da equipe de I&O para o sucesso dos negócios e dos objetivos estratégicos das organizações é uma grande necessidade das empresas atuais. "A TI está assumindo cada vez mais o papel de suportar serviços em Nuvem em termos de agregação, personalização, integração e governança. Um grande desafio com serviços baseados em Cloud Computing é manter os custos sob controle, e a empresa espera que a área de I&O faça exatamente isso. Em vez de se concentrar apenas em engenharia e operações, o planejamento de infraestrutura deveria desenvolver os recursos necessários para intermediar serviços; isso exigirá papéis diferentes para as novas equipes de infraestrutura e operações", diz Winser. O prazo crítico para esta tendência começa imediatamente, agora em 2019.

Software como Serviço (SaaS) - SaaS é um software é entregue e gerenciado remotamente por um ou mais fornecedores. O fabricante de software fornece esse software com base em um conjunto de códigos comuns e com definições que são consumidos em um modelo "um-para-muitos" por todos os clientes contratados, a partir do pagamento por uso ou como uma assinatura definida por métricas de uso. Em 2019, SaaS terá um grande impacto em como as organizações observam as estratégias de entrega de infraestrutura que estão em andamento. No entanto, a verdade é que a maioria dos líderes d e I&O ainda está focada nas ofertas de infraestrutura e plataforma como soluções de serviços. "O modelo SaaS em si está se tornando complexo em um nível que as áreas de TI ainda não estão preparadas como deveriam. A mudança para SaaS deve ser acompanhada pela equipe de I&O, desde a manutenção da visibilidade do que está em uso até o suporte aos requisitos de conformidade e às necessidades de integração da empresa. Os líderes devem começar isso agora, pois a pressão aumentará em 2021 e nos anos seguintes", afirma.

Gestão de talentos se torna crítica - Historicamente, a equipe de TI foi organizada verticalmente com base na pilha de tecnologia que gerenciavam. À medida que as infraestruturas se tornam mais digitais é necessário que as pessoas trabalhem horizontalmente entre essas aplicações para identificar e remediar qualquer tipo de interrupção tecnológica que possam acontecer em seus negócios. A expansão de conjuntos de habilidades de I&O para acomodar operações híbridas é de extrema importância para os próximos anos. "O talento é o ingrediente crítico para uma organização de tecnologia moderna e de alto desempenho. Vale destacar que talentos brilhantes estão em falta no mercado. As pessoas que demonstrarem versatilidade e adaptabilidade estão se tornando obrigatórias, particularmente em ambientes híbridos", diz Winser.

Ativação de Infraestrutura Global - Apesar de poucas infraestruturas serem realmente "globais" por natureza, as organizações ainda precisam se preparar para a noção de "infraestrutura em todos os lugares". Ao fazer isso, os líderes de I&O devem trabalhar dentro de orçamentos restritos e diante de pressões para redução de custo. Uma maneira de enfrentar esse desafio é escolher sabiamente a rede de parceiros necessária para o sucesso global. "Os líderes de infraestrutura e operações devem olhar com atenção para seus fornecedores e elevar o nível de parceria", diz o especialista. O Gartner recomenda que os líderes analisem se os parceiros podem identificar claramente o valor que precisam geram no contexto da infraestrutura global e se eles estão preparados para potencializar os investimentos feitos por suas com panhias. "Não haverá tempo para fornecedores do 'tipo B' em 2019 e nos próximos anos. Os líderes de I&O ficar de olho nessa tendência entre 2020 e 2023".

Comentário (0) Hits: 342

newsletter buton